História Toda sua - Capítulo 35


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen
Visualizações 502
Palavras 3.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 35 - Dominadora Submissa


Fanfic / Fanfiction Toda sua - Capítulo 35 - Dominadora Submissa

“Você é tão linda”, ela murmurou, num tom de voz infinitamente gentil. “Adoro te dar prazer. Adoro ver o orgasmo tomar conta do seu corpo.”

“Emma.” Eu estava entregue, rendida ao contentamento arrebatador de estar em seus braços, sendo amada por ela. Aqueles quatro dias sozinha tinham me mostrado como eu seria infeliz se não conseguíssemos nos entender, como meu mundo sem ela ficaria tedioso e sem vida. “Preciso de você.”

“Eu sei.” Ela lambeu meus lábios, fazendo minha cabeça entrar em parafuso. “Estou bem aqui. Sua boceta está toda excitada e apertadinha. Você vai gozar pra mim de novo.”

Com as mãos trêmulas, tateei para pegar no pau dela, que estava duro. Levantei o forro da saia para conseguir enfiá-lo na minha abertura encharcada. Ela entrou só um pouquinho, a posição em que estávamos impedia uma penetração mais profunda, mas aquilo já era suficiente. Joguei os braços em seus ombros e enterrei a cabeça em seu pescoço quando senti minhas pernas enfraquecerem. Ela largou meus cabelos, apoiando a mão espalmada sobre minhas costas para me manter bem perto.

“Regina.” Seu dedo começou a entrar e sair mais rapidamente. “Sabe o que você está fazendo comigo?”

Seus mamilos roçavam os meus, e a cabeça do membro grosso massageava um pontinho deliciosamente sensível dentro de mim. “Você está ordenhando a cabeça do meu pau com essa boceta apertadinha. Vai me fazer esporrar em você. Quando você gozar, vou gozar também.”

Eu mal me dava conta dos gemidos emitidos por minha garganta. Meus sentidos estavam sobrecarregados pelo cheiro de Emma, pelo calor de seu corpo firme e rígido, pela sensação do membro dentro de mim e do dedo no meu traseiro. Eu estava cercada por ela, sendo preenchida por ela, sendo deliciosamente possuída de todas as maneiras possíveis.

Um orgasmo ganhava força dentro de mim, abrindo caminho, expandindo-se no meu ventre. E não apenas pelo prazer físico, mas também por saber que ela estava disposto a correr riscos. Mais uma vez. Por mim.

Quando seu dedo parou, soltei um ruído de protesto.

“Psiu”, ela sussurrou. “Está vindo alguém.”

“Ai, Deus! Lilith apareceu aqui antes e viu a gente. E se ela contou...”

“Não se mexa.” Emma não me largou. Ficou parada do jeito que estava, preenchendo-me pela frente e por trás, com a mão acariciando minha coluna e esticando meu vestido. “Isso aqui esconde tudo.”

De costas para a entrada da sala, escondi o meu rosto queimando de vermelho na camisa dela.

A porta abriu. Houve uma pausa, e depois ouvimos alguém dizer: “Está tudo bem?”.

Neal. Fiquei sem graça por não poder me virar.

“Claro que está”, disse Emma, tranquila, absolutamente controlada. “O que você quer?”

Para meu tormento, ele retomou o movimento de enfiar e tirar o dedo. Não entrando fundo como antes, apenas um movimento leve que não apareceria por baixo da saia.

Excitada até os ossos e à beira do orgasmo, cravei minhas unhas nas costas dela. A tensão que sentia por saber que Neal estava ali só fazia aumentar meu tesão.

“Regina?”, perguntou Neal.

Engoli em seco. “Oi?”

“Você está bem?”

Ema corrigiu sua postura, o que fez com que seu pau me penetrasse e sua pélvis encontrasse meu clitóris pulsante.

“S-sim. Estamos só... conversando. Sobre. Jantar.” Meus olhos se fecharam quando Emma acariciou a fina camada que separava seu pênis de seu dedo dentro de mim. Se ela encostasse no meu clitóris de novo, eu ia gozar. Estava excitada demais para conseguir parar.

O peito de Emma fez meu rosto vibrar junto quando ela falou. “Se você sair daqui podemos terminar logo a conversa, então diga logo o que quer.”

“Mamãe está procurando você.”

“Por quê?” Emma se mexeu de novo, comprimindo meu clitóris ao mesmo tempo que me enfiou bem fundo o dedo por trás.

Eu gozei. Com medo de que a onda de prazer saísse por minha garganta, enterrei os dentes na musculatura rígida do seu bíceps. Emma gemeu de leve e começou a gozar, lançando grandes jatos de sêmen quente e espesso dentro de mim.

O restante da conversa se perdeu em meio ao ruído da minha própria pulsação na minha orelha. Neal falou alguma coisa, Emma respondeu e a porta se fechou de novo. Ela me sentou de pernas abertas no braço do sofá e começou a meter em mim com força, usando meu corpo para extrair o restante de seu orgasmo, gemendo com a boca colada à minha ao final da trepada mais descontrolada e exibicionista da minha vida.

Quando terminamos, Emma me levou pela mão até o banheiro, onde ensaboou uma toalha de mão e me limpou no meio das pernas antes de pensar em sua própria higiene. A maneira como ela cuidava de mim era deliciosamente íntima, demonstrando mais uma vez que, por mais primitivo que fosse seu desejo, ela considerava minha companhia algo precioso.

“Não quero mais que a gente brigue”, eu disse baixinho, empoleirada sobre a pia.

Ela escondeu a toalha usada em um cesto de roupa suja e fechou a braguilha. Depois veio até mim e acariciou meu rosto com seus dedos frios. “Nós não brigamos, meu anjo. Só precisamos aprender a parar de matar um ao outro de susto.”

“Do jeito como você fala parece tão fácil”, resmunguei. Definir qualquer um de nós como virgens seria ridículo, ainda que em termos emocionais fôssemos exatamente isso, tateando no escuro e ansiosos demais, completamente descontrolados e morrendo de vergonha, tentando impressionar e deixando de prestar atenção às nuances mais sutis.

“Não importa se vai ser fácil ou não. Vamos superar tudo. Precisamos disso.” Ela passou os dedos por meus cabelos despenteados, fazendo tudo voltar ao lugar. “Vamos conversar sobre isso quando estivermos em casa. Acho que descobri o ponto central do nosso problema.”

Sua convicção e determinação amenizavam a inquietação que senti nos quatro dias que passei sem ela. Fechando os olhos, relaxei e curti a sensação de ter meus cabelos arrumados por ela. “Sua mãe ficou muito surpresa por eu ser morena.”

“Ah, é?”

“A minha mãe também. Não por eu ser morena”, logo esclareci. “Por você ter se interessado por uma morena.”

“É mesmo?”

“Emma!”

“Quê?” Ela beijou a ponta do meu nariz e acariciou meus braços com as mãos.

“Eu não sou do tipo com que você sai normalmente, não é?”

Ela ergueu as sobrancelhas. “Eu só tenho um tipo: Regina Mills. E ponto final.”

Revirei os olhos. “Tudo bem. Que seja.”

“Que diferença isso faz? Agora estou com você.”

“Nenhuma. Só estou curiosa. As pessoas não costumam abrir mão de seu tipo preferido.”

Posicionando-se entre minhas pernas, ela me abraçou pelos quadris. “Sorte minha que sou seu tipo.”

“Emma, não existe um tipo no seu caso.” Eu tentei deixar bem claro. “Você pertence a uma categoria única e exclusiva.”

Os olhos delas brilharam. “Então você gosta do que vê?”

“Você sabe que sim, e é por isso que precisamos sair daqui agora, para não começar a trepar de novo como animais no cio.”

Apertando seu rosto junto ao meu, ela murmurou: “Só você para me deixar louca de tesão em um lugar que me dá calafrios. Obrigado por ser exatamente o que eu quero e preciso”.

“Ah, Emma.” Eu a abracei com os braços e as pernas, mantendo entre nós a maior proximidade possível. “Você veio aqui por minha causa, não foi? Pra me tirar deste lugar que você detesta.”

“Eu iria até o inferno por você, Regina, e isto aqui é quase isso.” Ela suspirou profundamente. “Eu estava quase indo até seu apartamento quando fiquei sabendo que você estava aqui. Você precisa manter distância de Neal.”

“Por que você fica falando isso o tempo todo? Ele parece ser tão legal.”

Emma se afastou, ajeitando o cabeço com os dedos. Seus olhos grudaram nos meus. “Ele leva a rivalidade entre irmãos ao extremo, e é instável a ponto de se tornar perigoso. Está sendo bonzinho porque sabe que pode usar você para me magoar. Precisa confiar em mim a esse respeito.”

Por que Emma estava tão desconfiada das intenções de seu meio-irmão? Ela devia ter uma boa razão, mas essa era outra coisa que ainda não tinha compartilhado comigo.

“Confio em você. Claro que sim. Vou manter distância dele.”

“Obrigado.” Ela me pegou pela cintura e me pôs no chão. “Vamos buscar Killian e dar o fora daqui.”

Voltamos lá para fora de mãos dadas. Eu estava meio sem graça, sabia que tínhamos sumido por um bom tempo. O sol já estava se pondo. E eu estava sem calcinha. Meu shortinho de renda rasgado se encontrava no bolso da frente do jeans de Emma.

Ela me olhou quando entramos na tenda. “Eu deveria ter dito antes. Você está lindíssima, Regina. Esse vestido ficou maravilhoso em você, e esses sapatos vão me matar de tesão.”

“Bom, que eles funcionam ficou bem claro.” Atingi o ombro dela com o meu. “Obrigada.”

“Pelo elogio? Ou pela foda?”

“Psiu”, eu a repreendi, vermelha.

Sua gargalhada gostosa atraiu os olhares de todas as mulheres que havia por perto, e até de alguns homens. Posicionando nossas mãos dadas na parte inferior das minhas costas, ela me puxou para perto e beijou minha boca.

“Emma!” Sua mãe veio até nós com os olhos brilhando e um enorme sorriso no belo rosto. “Estou tão feliz por você estar aqui.”

Ela fez menção de abraçá-la, mas a postura dela mudou sutilmente, criando em torno de si uma espécie de campo de força invisível no qual eu também estava incluída.

Mary interrompeu bruscamente sua aproximação.

“Mãe.” Ela a cumprimentou com a frieza de uma tempestade polar. “Agradeça a Regina por eu estar aqui. Vim para levá-la embora.”

“Mas ela está se divertindo, não é mesmo, Regina? Você deveria ficar, por ela.”

Mary me lançou um olhar de súplica.

Apertei a mão de Emma com os dedos. Ela vinha em primeiro lugar para mim, é claro, mas eu queria muito saber o porquê de tanta frieza em relação a uma mãe que parecia ser bastante amorosa. Seu olhar de admiração percorria o rosto do filho, que guardava algumas semelhanças com o dela, devorando cada detalhe. Quando teria sido a última vez que tinham se visto pessoalmente?

Foi quando me perguntei se ela não o amava demais...

A repulsa que senti me deu um frio na espinha.

“Não queira deixar Regina constrangida”, disse Emma, massageando com as juntas dos dedos minhas costas tensas. “Você já teve o que queria — conseguiu conhecê-la.”

“Vocês poderiam aparecer para jantar algum dia da semana.”

Sua única resposta foi erguer as sobrancelhas. Depois olhou para outro lado, o que me levou a fazer o mesmo. Vi Killian sair do que parecia ser um labirinto de plantas abraçado com uma conhecidíssima estrela da música pop. Emma fez um gesto para ele.

“Ah, não, Killian também!”, protestou Mary. “Ele é a sensação da festa.”

“Imaginei que você fosse gostar dele.” Emma arreganhou os dentes com tanto sarcasmo que mal parecia um sorriso. “Só não esqueça que ele é amigo de Regina, mãe. Ele também é meu.”

Fiquei aliviadíssima quando Killian se juntou a nós, dissipando a tensão com seu jeito tranquilo de ser.

“Estava procurando você”, ele me disse. “Espero que esteja pronta para ir embora. Recebi aquela ligação que estava esperando.”

Ao ver o brilho em seus olhos, tive certeza de que Trey o havia procurado. “Sim, estamos prontos.”

Killian e eu circulamos um pouco pela festa para nos despedir e agradecer o convite.

Emma permaneceu ao meu lado como uma sombra possessiva, aparentando tranquilidade, mas fazendo questão de não ser nem um pouco amigável.

Estávamos quase chegando à casa quando vi Anna parada em um canto olhando para Emma. Parei e me virei para ela. “Vá chamar sua irmã pra gente se despedir.”

“Quê?”

“Ela está à sua esquerda.” Olhei para o outro lado, para que a garota que parecia idolatrar a irmã mais velho não percebesse que estávamos falando dela.

Ela fez um aceno brusco para que Anna se aproximasse. Ela veio andando lentamente, com uma expressão muito bem treinada de tédio constante em seu belo rosto.

Olhei para Killian e balancei a cabeça. Nós nos lembrávamos muito bem dessa época.

“Escute.” Segurei a mão de Emma. “Diga que sente muito porque vocês não conseguiram conversar, mas que ela pode ligar pra você quando quiser.”

Emma fez uma expressão de surpresa. “E que conversa nós temos pra pôr em dia?”

Acariciando seu braço, eu disse: “Ela vai ter muito o que falar se tiver uma chance”.

Ela desdenhou. “Ela é uma adolescente. Por que eu perderia tempo com seu papo furado?”

Fiquei na ponta dos pés e sussurrei em sua orelha: “Porque eu vou ficar te devendo uma”.

“Você está tramando alguma.” Ela me olhou desconfiado por um momento; depois deu um beijo bem apertado na minha boca. “Então vamos deixar a coisa em aberto e dizer que você fica me devendo mais do que uma. A quantidade nós vemos depois.”

Concordei com a cabeça. Killian se afastou e esfregou um indicador no outro como quem diz “Vocês estão cheios de intimidade”.

Nada mais justo, pensei, já que estávamos apaixonados.

Fiquei surpresa quando Emma pegou pessoalmente as chaves do Bentley das mãos do manobrista.Você veio dirigindo? E Charles?”

“Está de folga.” Ela esfregou o nariz na minha têmpora. “Eu estava com saudade de você, Regina.”

Acomodei-me no assento de passageiro e fechei a porta. Enquanto punha o cinto, vi que ela parou ao lado do carro e olhou para dois homens de preto que esperavam ao lado de um sedã Mercedes Benz estacionado não muito longe dali. Eles fizeram sinal de positivo e entraram no carro. Quando Emma deixou a propriedade dos Vidal, eles seguiram atrás.

“Seguranças?”, perguntei.

“Sim. Saí correndo quando fiquei sabendo que você estava aqui, e eles ficaram meio perdidos por um tempo.”

Killian tinha ido embora com Phillip, então Emma e eu fomos diretamente para sua cobertura. O jeito como Emma dirigia era muito sensual. Ela manejava o carro da mesma maneira como conduzia todos os assuntos — com confiança, agressividade e controle absoluto. Estava indo depressa, mas não era descuidada, superando com tranquilidade as curvas da estrada sinuosa e cinematográfica que nos levava de volta à cidade. O movimento era tranquilo, só pegamos trânsito ao entrar em Manhattan.

Quando chegamos ao apartamento, fomos diretamente para a suíte tomar banho.

Como não conseguia tirar as mãos de mim, Emma me lavou dos pés à cabeça; depois me  secou com uma toalha e me vestiu com um robe novo de seda estampada no estilo quimono. Para completar, pegou uma calça de seda estampada e uma camiseta de algodão para ela.

“E eu vou ficar sem calcinha?”, perguntei, pensando na minha gaveta de lingeries sensuais.

“Vai. Tem um telefone na parede da cozinha. Aperte o primeiro número da discagem rápida e diga para quem atender que eu mandei buscar uma porção para dois do prato de sempre no Peter Luger.”

“Certo.” Fui até lá e fiz a ligação. Depois tive que sair à procura de Emma. Eu a encontrei no escritório, um cômodo em que nunca havia entrado antes.

Não consegui observar muito bem aquele espaço porque as únicas fontes de luz eram uma lâmpada angulada posicionada sobre um quadro e um abajur em cima da mesa de madeira. Além disso, meus olhos estavam mais interessados em se concentrar nela. Estava absurdamente sexy e sedutora recostado em uma enorme cadeira de couro preto. Entre suas mãos ela aquecia um cálice com alguma bebida, e a beleza de seus bíceps flexionados provocou arrepios pelo meu corpo, assim como os músculos bem definidos de seu abdome. Seu olhar estava fixado no quadro iluminado pela lâmpada, o que atraiu também minha atenção. Tomei um susto ao ver do que se tratava — uma enorme colagem de fotos minhas com ela: a imagem do beijo na frente da academia... um retrato feito pela assessoria de imprensa do evento beneficente a que fomos juntos... uma fotografia furtiva da reconciliação depois da briga no Bryant Park...

O centro do quadro era dominado por uma foto minha dormindo em minha cama, iluminada apenas pela vela que havia deixado acesa para ele. Era uma imagem íntima e voyeurística, que revelava mais sobre o fotógrafo do que sobre seu objeto.

Fiquei profundamente tocada com aquela prova de que ela também estava apaixonada.

Emma apontou para a bebida que havia servido para mim na mesa antes de eu entrar. “Sente-se.”

Obedeci, curiosa. Havia algo diferente nela, como se tivesse algum objetivo em mente e o perseguisse com calma e determinação, com seu foco preciso como um laser.

Qual era o motivo daquilo? E o que significaria para o restante da noite?

Foi quando vi uma reprodução menor da colagem em um porta-retratos perto da minha bebida, e minha preocupação se desfez. Era um porta-retratos parecido com o que eu tinha na minha mesa, mas nesse havia três fotos minhas com ela.

“Quero que você leve isso pro trabalho”, Emma disse baixinho.

“Obrigada.” Pela primeira vez em muitos dias, eu estava feliz. Coloquei o porta-retratos junto ao peito com uma das mãos e apanhei o meu cálice com a outra.

Seus olhos brilharam ao me ver sentar. “Vejo você me mandando beijos o dia todo na minha mesa. Acho justo que tenha algo para se lembrar de mim. De nós.”

Suspirei com força, com a pulsação acelerada. “Eu nunca me esqueço de você, nem de nós dois.”

“E eu não deixaria, mesmo que você quisesse.” Emma deu um grande gole em sua bebida, produzindo um movimento potente em sua garganta. “Acho que entendi qual foi nosso primeiro erro, o que causou toda a turbulência que estamos enfrentando desde então.”

“Ah, é?”

“Beba seu Armagnac, meu anjo. Acho que você vai precisar dele.”

Dei um gole cauteloso, sentindo o ardor instantâneo, seguido da constatação de que o sabor era bom. Só então dei um gole maior.

Rolando o cálice entre as palmas das mãos, Emma bebeu mais um pouco e me lançou um olhar cauteloso. “Diga o que foi mais gostoso, Regina: sexo na limusine, quando você estava no comando, ou no hotel, quando quem comandou fui eu?”

Eu me remexi na cadeira, inquieta, sem saber aonde ele queria chegar. “Acho que você gostou do que aconteceu na limusine. Enquanto estava acontecendo. Depois não, obviamente.”

“Eu adorei”, ela disse com convicção. “Sua imagem naquele vestido, gemendo e me dizendo que adorava meu pau dentro de você não vai sair da minha cabeça enquanto eu viver. Se quiser voltar a ficar por cima alguma vez no futuro, sou totalmente a favor.”

Senti a tensão se espalhar por meu corpo. Os músculos do meu ombro começaram a enrijecer. “Emma, estou começando a ficar assustada. Todo esse papo de palavra de segurança e ficar por cima... acho que não estou gostando do rumo desta conversa.”

“Você está pensando em violência e dor. Eu estou falando de cessão consensual de controle.” Emma me observou atentamente. “Quer mais um conhaque? Você está pálida.”

“Você acha?” Deixei o cálice vazio em cima da mesa. “Pois parece que você está me dizendo que é uma dominadora.”

“Meu anjo, isso você já sabia.” Ela abriu um sorriso suave e sensual. “O que estou dizendo é que você é submissa.”



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