História Toda sua - Capítulo 36


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen
Visualizações 416
Palavras 1.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quero agradecer a todos por lerem nossa história, favoritarem e exporem suas opiniões.

Capítulo 36 - Incertezas


Fanfic / Fanfiction Toda sua - Capítulo 36 - Incertezas

Eu me levantei em um pulo.

“Nada disso”, ela me avisou com um tom de voz sombrio. “Nada de fugir. Ainda não terminamos.”

“Você não sabe do que está falando.” Estar sob o domínio de alguém — perder o direito de dizer não! —, eu jamais permitiria que isso voltasse a acontecer. “Você sabe pelo que eu passei. Preciso estar no controle, tanto quanto você.”

“Sente-se, Regina.”

Fiquei de pé só para provar o que estava dizendo. Ela abriu um sorriso bem largo, e eu derreti por dentro. “Você tem alguma ideia de como sou maluca por você?”, ela murmurou.

“Você realmente é maluca se está achando que vou aceitar obedecer ordens o tempo todo, principalmente na hora do sexo.”

“Ora, Regina. Você sabe que não tenho interesse em bater, punir, machucar, humilhar nem tratar você como um cachorrinho. Nenhuma de nós precisa disso.” Ajeitando-se na cadeira, Emma se curvou para a frente e apoiou os cotovelos na mesa. “Você é a coisa mais importante da minha vida, é o meu tesouro. Quero proteger você e fazer com que se sinta segura. É por isso que estamos conversando sobre isso.”

Minha nossa. Como é que ela conseguia ser tão maravilhosa e tão insana ao mesmo tempo? “Eu não preciso ser dominada!”

“Você precisa é de alguém em quem confiar... Não. Quieta, Regina. Espere até eu terminar.”

Meu protesto virou silêncio.

“Você me pediu para reavivar seu corpo fazendo coisas que antes eram dolorosas e assustadoras. Não sei nem dizer o que significa essa confiança pra mim, e como eu me sentiria caso fizesse algo e acabasse perdendo isso. Não posso arriscar, Regina. Precisamos fazer do jeito certo.”

Cruzei os braços. “Acho que sou muito burra mesmo. Pensei que nossa vida sexual fosse o máximo.”

Pondo o cálice sobre a mesa, Emma continuou falando como se eu não tivesse dito nada. “Você me pediu pra satisfazer uma necessidade sua, e eu concordei. Agora precisamos...”

“Se não sou o que você quer, pode dizer de uma vez!” Pus meu cálice e o porta-retratos sobre a mesa antes que fizesse alguma coisa com eles de que depois me arrependesse. “Não precisa ficar dando voltas...”

Ela contornou a mesa e chegou até mim antes que eu pudesse dar um ou dois passos atrás, cobrindo minha boca com a dela e me aprisionando em seus braços. Como já havia feito antes, me levou até uma parede e me segurou contra ela, agarrando meus punhos e erguendo-os sobre minha cabeça.

Não pude fazer nada quando ela dobrou os joelhos e começou a esfregar o pênis ereto no meio das minhas pernas. Uma vez, depois outra. A seda criava atrito com meu clitóris. Seus dentes se fechando sobre meu mamilo coberto me fizeram estremecer, enquanto o cheiro de sua pele recém-lavada me intoxicava. Prendendo a respiração, soltei-me em seus braços.

“Viu como você se submete em um instante quando assumo o controle?” Ela beijou minhas sobrancelhas, e eu as levantei de surpresa. “E é gostoso, não é? É a coisa mais certa a fazer.”

“Isso não é justo.” Olhei bem para ela. O que esperava que eu respondesse? Perturbada e confusa como estava, eu só poderia concordar.

“Claro que é. E é verdade.”

Meus olhos se alternavam entre seus cabelos loiros e sedosos e as feições bem desenhadas de seu rosto incomparável. O desejo que me abateu era tão agudo que chegava a doer. O trauma que ela escondia me fazia amá-la ainda mais. Havia momentos em que parecia que eu encontraria outra parte de mim dentro dela.

“Não consigo evitar, quando você me deixa com tesão”, murmurei. “Meu corpo é programado fisiologicamente pra amolecer e relaxar, pra você poder enfiar seu pau enorme em mim.”

“Regina. Vamos ser sinceras. Você quer que eu esteja no controle. É importante pra você poder confiar em mim, saber que vou cuidar de você. Não tem nada de errado nisso. E o mesmo vale pra mim — preciso que você confie em mim a ponto de abrir mão do controle.”

Não conseguia pensar com ela ali grudada em mim, atormentando meu corpo com o contato tão próximo. “Eu não sou submissa.”

“Comigo você é. Se pensar bem, você vai ver que está tentando me dizer isso desde o começo.”

“Você é boa de cama! E tem mais experiência. Claro que eu deixo você fazer o que quiser comigo.” Mordi o lábio inferior para fazer com que parasse de tremer. “Desculpe se não sou tão interessante como você.”

“Não é nada disso, Regina. Você sabe que adoro transar com você. Se pudesse, não faria mais nada da vida. Não estamos falando de brincadeirinhas que me excitam.”

“Então estamos falando do que me excita? É isso?”

“É. Foi o que eu pensei.” Ela franziu a testa. “Você está chateada. Eu não queria... droga. Pensei que falar a respeito fosse ajudar.”

“Emma.” Meus olhos arderam, depois se encheram de lágrimas. Ela parecia tão magoada e confusa quanto eu. “Você está cortando meu coração.”

Ela soltou meus pulsos, deu um passo atrás e me pegou no colo, carregando-me do seu escritório até o corredor, diante de uma porta fechada. “Vire a maçaneta”, ela disse baixinho.

Entramos em um quarto iluminado a luz de velas, ainda cheirando a tinta fresca. Durante alguns segundo fiquei desorientada, sem entender como saímos do apartamento de Emma diretamente para meu quarto.

“Não estou entendendo.” Dizer aquilo era um eufemismo, mas minha mente não conseguia vencer a perplexidade de ser transportada de uma casa para outra. “Você... mudou meu quarto pra cá?”

“Não exatamente.” Ela me pôs no chão, mas continuou me prendendo com um dos braços. “Eu recriei seu quarto com base na foto que tirei de você dormindo.”

“Por quê?” O que era aquilo? Quem em sã consciência faria uma coisa daquelas? O objetivo era me impedir de vê-lo tendo pesadelos? Esse pensamento aumentou o aperto em meu coração. Era como se Emma e eu nos afastássemos ainda mais a cada momento.

Suas mãos acariciavam meu cabelo molhado, o que só fazia crescer minha agitação. Minha vontade era de rejeitar seu toque e impor uma distância de no mínimo um cômodo entre nós. Talvez dois.

“Quando você sentir vontade de fugir”, falou com um tom de voz suave, “pode vir até aqui e fechar a porta. Prometo que não vou incomodar até você sair. Assim você pode ter um porto seguro, e eu posso saber que não me deixou.”

Um milhão de perguntas e especulações surgiram na minha mente, mas a primeira coisa que saiu da minha boca foi: “A gente vai continuar dormindo na mesma cama?”.

“Todas as noites.” Ela beijou minha testa. “De onde você tirou essa ideia? Fale comigo, Regina. O que está passando por essa sua cabecinha linda?”

“O que está passando pela minha cabeça?”, eu explodi. “Que porra está acontecendo com a sua? O que você andou fazendo durante os quatro dias que ficamos separados?”

Ela cerrou os dentes. “Nós nunca nos separamos, Regina.”

O telefone tocou na outra sala. Soltei um palavrão inaudível. Queria conversar e queria que ela sumisse da minha frente, tudo ao mesmo tempo.

Emma me pegou pelos ombros, depois me soltou. “O jantar chegou.”

Não a segui imediatamente depois que saiu. Estava abalada demais para comer. Em vez disso, deitei naquela cama exatamente igual à minha, agarrei-me num travesseiro e fechei os olhos. Não ouvi quando Emma voltou, mas notei sua presença quando ficou parada ao lado da cama.

“Por favor, não me faça comer sozinha”, ela disse para minhas costas imóveis.

“Por que não ordena que eu coma com você logo de uma vez?”

Ela suspirou, depois subiu na cama e se deitou junto a mim. O calor de seu corpo era bem-vindo, espantando a frieza que havia feito minha pele se arrepiar. Ela ficou um tempão ao meu lado sem dizer nada, simplesmente oferecendo o conforto de sua companhia. Ou talvez se confortando com a minha.

“Regina.” Seus dedos acariciaram meu braço por cima do robe de seda. “Não aguento ver você triste. Fale comigo.”

“Não sei o que dizer. Pensei que estávamos finalmente começando a nos entender.” Agarrei o travesseiro com mais força.

“Não precisa agir assim, Regina. Dói muito quando você se afasta de mim.”

Eu me sentia como se ela estivesse me empurrando para longe.

Rolei na cama e a deitei de costas, depois montei sobre ela, e meu robe se abriu quando me ajeitei sobre seus quadris. Acariciei com as mãos seus ombros e arranhei seu colo descoberto. Meus quadris começaram a se mexer, esfregando meu sexo desnudo sobre seu pau. Através da seda fina de sua calça de pijama, eu conseguia sentir sua ereção por inteiro. Pela maneira como seus olhos se perderam e sua boca se abriu quando começou a ofegar, eu sabia que ela também estava me sentindo da maneira como deveria.

“Isto é tão ruim assim pra você?”, perguntei, sem interromper o movimento. “Ou você está deitada aí pensando que não está me satisfazendo só porque eu estou no comando?”

Emma pôs as mãos em minhas coxas. Até mesmo esse movimento inofensivo passava a impressão de que era ela quem estava no controle.

Aquela determinação que eu havia detectado pouco tempo antes, a impressão de que ela tinha um objetivo em mente, de um momento para o outro fez todo o sentido para mim — ela não estava mais impondo limites a seu desejo.

Naquele momento sua enorme força interior estava apontada para mim como uma explosão de calor.

“Já falei.” A voz dela estava rouca. “Quero você do jeito que for.”

“Que seja. Não pense que não sei que você está comandando tudo mesmo por baixo.”

Ela abriu um sorriso convencido.

Deslizando para baixo, provoquei seu mamilo com a ponta da língua. Cobri seu corpo com o meu, assim como ela havia feito comigo antes, esticando-me sobre seus quadris e suas pernas, agarrando sua bunda durinha para mantê-la bem apertada contra mim. Seu pau estava duro como pedra junto à minha barriga, o que só me deixou ainda mais sedenta.

“Você vai me castigar me dando prazer?”, ela perguntou baixinho. “Porque você é capaz de fazer isso. Você tem o poder de me deixar de joelhos, Regina.”

Afundei a cabeça em seu pescoço e soltei o ar dos pulmões em uma bufada. “Quem me dera.”

“Por favor, não fique tão preocupada. Vamos superar isso, assim como todo o resto.”

“Você diz as coisas com tanta certeza.” Estreitei os olhos ao encará-la. “Só está querendo provar seu ponto de vista.”

“E você, o seu.” Emma passou a língua pelos lábios, e eu senti um pedido silencioso de atenção bem no meio das minhas pernas.

Seus olhos irradiavam um brilho radiante de emoção. O que quer que fosse que estivesse acontecendo com nosso relacionamento, não havia dúvidas de que estávamos apaixonadíssimos uma pela outra.

E eu estava prestes a oferecer uma demonstração carnal desse fato.

O pescoço dela se curvou quando minha boca começou a se mover por seu tronco.

“Oh, Regina.”

“Prepare-se pra perder a cabeça, senhora Swan.”

E foi isso que aconteceu. Fiz de tudo para que assim fosse.


Notas Finais


Nosso casal cheio de surpresas.


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