História Toda sua - Capítulo 38


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen
Visualizações 179
Palavras 1.185
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Eu te amo


Fanfic / Fanfiction Toda sua - Capítulo 38 - Eu te amo

As manhãs de segunda-feira podiam ser formidáveis quando começavam ao lado de Emma Swan. Fomos para o trabalho com minhas costas junto a seu corpo e seus braços sobre meus ombros, para que pudéssemos atar nossas mãos.

Enquanto ela brincava com o anel que tinha me dado, estiquei as pernas e admirei os sapatos de salto alto que ela havia comprado, junto com algumas roupas, para eu usar quando dormisse em sua casa. Para começar a nova semana, eu tinha escolhido um vestido rendado justo preto e pérola com mangas. Ela tinha um ótimo gosto, isso eu era obrigada a admitir.

A não ser que Emma estivesse mandando uma de suas “conhecidas” de cabelos pretos fazer essas comprinhas...

Logo afastei esse pensamento desagradável.

Quando abri as gavetas que ela separou para mim no banheiro, encontrei todos os cosméticos e produtos de higiene que costumava usar. Nem me dei ao trabalho de perguntar como ela sabia, já que provavelmente não ia gostar da resposta. Em vez disso, decidi encarar a coisa como mais uma prova de sua dedicação. Ela sempre pensava em tudo.

O ponto alto da minha manhã foi ajudar Emma a vestir um dos seus sensualíssimos ternos femininos. Abotoei a camisa; ela a ajeitou dentro da calça. Abotoei a braguilha; ela deu o nó na gravata. El vestiu o paletó; e fiz os últimos ajustes na peça bem cortada sobre sua camisa igualmente elegantíssima, impressionada com o fato de que vesti-la podia ser uma experiência tão sexy quanto despi-la. Era como embrulhar um presente para mim mesma.

O mundo todo veria a beleza da embalagem, mas só eu conhecia a mulher por baixo dela e sabia como ela era preciosa. Seus sorrisos mais íntimos e suas gargalhadas gostosas, a gentileza de seu toque e a ferocidade de sua paixão estavam reservados só para mim.

O Bentley sacudiu levemente ao passar por um buraco e Emma me apertou um pouco mais em seu abraço. “Quais são seus planos para depois do trabalho?”

“Hoje começam minhas aulas de krav maga.” Meu tom de voz mostrava como eu estava animada com isso.

“Ah, é verdade.” Ela roçou os lábios na minha cabeça. “Você sabe que vou querer ver você aprendendo os golpes. Só de pensar já fico com tesão.”

“Já não ficou bem claro que qualquer coisa deixa você com tesão?”, provoquei, cutucando-o com o cotovelo.

“Qualquer coisa relacionada a você, o que é bom pra nós duas, já que você é insaciável. Me mande uma mensagem quando terminar a aula e eu passo na sua casa.”

Revirando a bolsa, peguei o celular para ver se ainda estava carregado e vi uma mensagem de Killian. Era um vídeo, acompanhado de um breve texto: Swan sabe que o irmão dele é um fdp? Fique longe de NV, gata, bjs.

Comecei a assistir à filmagem, mas demorei um tempo para descobrir do que se tratava. Quando enfim entendi o que havia ali, senti meu sangue gelar.

“O que é isso?”, Emma perguntou com os lábios colados em meus cabelos. Depois senti seu corpo todo enrijecer atrás de mim, o que comprovava que ela estava vendo tudo.

O vídeo havia sido feito na festa dos Vidal. Pelas paredes de plantas ao redor, dava para ver que ele estava no labirinto, e pelas folhas emoldurando a imagem, dava para ver que ele estava escondido. Os protagonistas da filmagem eram duas mulheres em um abraço apaixonado. A bela mulher estava aos prantos, ao passo que a outra beijava em meio a suas palavras frenéticas e a consolava com carícias.

Estavam falando sobre mim e Emma, dizendo que eu estava usando meu corpo para faturar alguns de seus milhões.

“Não se preocupe”, Neal disse num tom suave a uma Lilith perturbada. “Você sabe que o interesse de Emma nunca dura muito.”

“Com ela é diferente. Acho... acho que ela está apaixonada.”

Ele deu um beijo na testa dela. “Ela não faz o tipo dele.”

Apertei os dedos de Emma entre os meus.

À medida que o tempo passava, o comportamento de Lilith aos poucos foi mudando. Ela começou a ceder ao toque de Neal, sua voz se tornou mais suave, sua boca, mais acessível. Para um observador externo, logo ficava claro que ele conhecia bem seu corpo — sabia onde acariciar e onde apertar. Quando ela enfim reagiu à sua bem ensaiada sedução, ele levantou seu vestido e transou com ela ali mesmo. O fato de que estava se aproveitando da situação saltava aos olhos. Era visível em seu olhar triunfante de desprezo enquanto enfiava o pau em uma mulher cujos pensamentos pareciam estar muito distantes dali.

Eu mal reconheci o Neal que vi na tela. Seu rosto, sua postura, sua voz... era como se fosse um outro homem.

Dei graças a Deus quando a bateria do meu celular acabou e a tela se apagou de repente. Emma me abraçou.

“Credo”, sussurrei, aninhando-me junto a ele com cuidado, para não manchar sua roupa de maquiagem. “Que horror. Sinto até pena dela.”

Ela bufou. “Esse é o Neal.”

“Que filho da puta. Aquele olhar pretensioso na cara dele... eca.” Estremeci.

Beijando meus cabelos, ela murmurou: “Pensei que com Lili ele não faria nada. Nossas mães são amigas há anos. Acho que esqueci como ele me odeia”.

“Por quê?”

Por um instante me perguntei se os pesadelos de Emma tinham alguma coisa a ver com Neal, mas logo afastei esse pensamento. Sem chance. Ema era vários anos mais velha, e muito mais poderosa em todos os sentidos. Ela acabaria com a raça de Neal.

“Ele acha que não recebeu atenção suficiente quando éramos crianças”, Emma respondeu com um toque de irritação, “porque estava todo mundo preocupado em saber como eu me sentia depois do suicídio de meu pai. Então ele quer tirar o que tenho. Tudo o que puder.”

Eu me virei para ela, enfiando os braços sob seu paletó para me sentir ainda mais próxima. Havia algo em seu tom de voz que me fez sofrer por ela. A casa em que foi criada lhe causava pesadelos, e ela se mantinha totalmente distante de sua família.

Ela nunca havia sido amada. Era simples — e complicado — assim.

“Emma?”

“Hã?”

Eu me afastei para olhar para ela. Depois estendi a mão e percorri com o dedo suas sobrancelhas bem feitas. “Eu te amo.”

Um tremor tomou conta de seu corpo, e com força suficiente para que eu o sentisse também. “Eu não queria assustar você”, disse logo, olhando para o outro lado a fim de lhe proporcionar um pouco de privacidade. “Você não precisa fazer nada a respeito. Só não aguentava mais esconder como me sinto. Agora você já sabe.”

Ela agarrou minha nuca com uma das mãos; a outra desceu até minha cintura e me pegou com força. Emma me manteve assim, imobilizada, pressionada junto a ela como se fosse fugir. Sua respiração e seu pulso estavam acelerados. Ela não disse mais nada no restante do trajeto, mas também não tirou as mãos de mim.

Eu planejava dizer isso de novo algum dia no futuro, mas, para uma primeira vez, acho que até nos saímos bem.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...