História Toda Sua -Ruggarol - Capítulo 6


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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Delfina, Karol Sevilla, Miguel, Monica, Pedro, Personagens Originais, Rey, Ruggero Pasquarelli, Simón
Tags Karol Sevilla, Ruggarol, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Visualizações 734
Palavras 5.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Capítulo 6


“Oi, pai. Encontrei você!” Ajustei melhor a posição do telefone e puxei um banquinho ao lado do bar. Eu estava com saudade. Durante os quatro anos anteriores, moramos perto o bastante para que eu o visse toda semana. Agora que eu tinha mudado, a casa dele em Oceanside ficava do outro lado do país. “Tudo bem?”

Ele abaixou o volume da televisão. “Melhor agora que você ligou. Como foi a primeira semana de trabalho?”

Fiz um relatório completo de segunda até sexta, deixando de fora apenas as partes referentes a Ruggero. “Adorei meu chefe, Gaston”, concluí. “E o ambiente da agência é bem animado, até meio maluco. Adoro levantar para ir trabalhar, fico até triste quando chega a hora de ir embora.”

“Tomara que continue assim. Mas você precisa saber a hora de relaxar também. Sair, fazer coisas de jovem, se divertir. Só não precisa se divertir demais.”

“Pois é, eu exagerei um pouco ontem à noite. Fui pra balada com Michael e acordei com uma tremenda ressaca.”

“Porra, nem me fale uma coisa dessas”, ele resmungou. “Umas noites atrás acordei suando frio, imaginando você em Nova York. Consegui me acalmar dizendo pra mim mesmo que você é inteligente demais pra fazer bobagem, que tem dois pais com as regras básicas de segurança inscritas no DNA.”  

“Isso é verdade”, concordei, dando risada. “Por falar nisso... vou começar a treinar krav maga.”

“Sério mesmo?” Ele parou um pouco para pensar. “Lá na corporação tem um cara que é craque nisso. Acho que vou experimentar também, assim podemos comparar nosso progresso quando eu for visitar você.”

“Você vai vir a Nova York?” Não consegui esconder a empolgação. “Ah, pai, eu adoraria se você viesse. Por mais que sinta falta do sul da Califórnia, Manhattan é o máximo. Acho que você vai adorar.”

“Eu ia gostar de qualquer lugar do mundo em que você estivesse.” Meu pai esperou um pouco antes de perguntar: “Como vai sua mãe?”.

“Bem... como sempre. Bonita, charmosa e obsessivo-compulsiva.”

Meu peito começou a doer, obrigando-me a massageá-lo. Parecia que meu pai ainda era apaixonado por ela. Ele nunca se casou. Essa foi uma das razões por que nunca contei a ele o que aconteceu comigo. Como policial, faria questão de abrir inquérito, e o escândalo teria destruído minha mãe. Também imaginei que ele fosse perder o respeito por ela ou até mesmo culpá-la pelo que aconteceu, apesar de não ter sido culpa dela. Assim que descobriu o que o enteado dela vinha fazendo comigo, ela deixou o marido, com quem vivia muito bem, e pediu o divórcio.

Continuei falando e acenei para Michael quando ele entrou com uma sacola pequena da Tiffany. “Passamos o dia no spa hoje. Foi uma boa forma de encerrar a semana.”

Notei que sua voz se tornou um pouco mais leve quando ele disse: “Fico feliz que vocês estejam passando algum tempo juntas. Quais são seus planos para o restante do fim de semana?”.

Evitei tocar no assunto do evento de caridade, pois sabia que essa história de tapete vermelho e jantares a preços exorbitantes só ia enfatizar a diferença entre os estilos de vida dos meus pais. “Michael e eu vamos sair pra jantar, e amanhã quero ficar em casa. Dormir até tarde, passar o dia de pijama, talvez ver um filme e pedir alguma coisa pra comer. Vegetar um pouco antes de mais uma semana de trabalho.”

“Pra mim, parece o paraíso. Eu aviso quando for tirar folga de novo.”

Dei uma olhada no relógio e vi que já passava das seis. “Preciso ir me arrumar agora. Tome cuidado no trabalho, hein? Eu também me preocupo com você.”

“Vou tomar. Tchau, filha.”

Aquela despedida tão familiar fez com que eu sentisse uma pontada de saudade que fez minha garganta doer. “Ah, espera! Vou comprar outro celular. Mando o número novo pra você assim que tiver.”

“De novo? Pensei que você tinha comprado um novo quando se mudou.”

“É uma longa e cansativa história.”

“Humm... Mas não fique sem celular. É uma coisa importante pra sua segurança, não serve só pra jogar Angry Birds.”

“Eu já parei com esse jogo!” Caí na risada e senti um calor se espalhar pelo meu corpo quando ouvi que ele também estava rindo. “Ligo de novo daqui a alguns dias. Comporte-se.”

“Essa fala é minha.”

Desligamos. Fiquei alguns minutos curtindo o silêncio, sentindo que meu mundo estava entrando nos eixos, uma sensação que nunca durava muito. Apeguei-me a esse sentimento enquanto ele durou; depois Michael ligou o som no quarto, tocando Hinder, e isso me pôs de novo em movimento.

Corri até o quarto para me preparar para uma noite com Ruggero.

*

“Com colar ou sem colar?”, perguntei para Michael quando ele apareceu no meu quarto, lindo de morrer. Com seu smoking novinho, ele parecia ao mesmo tempo um cavalheiro e um aventureiro, e estava seguro de que atrairia muita atenção.

“Humm.” Michael inclinou a cabeça e analisou meu visual. “Me deixe ver de novo.”

Levantei a gargantilha de ouro até o pescoço. O vestido que minha mãe havia mandado era de um vermelho bem vivo, e parecia ter sido desenhado para ser usado por uma deusa grega. Era de ombro único, com um decote diagonal, justo até o quadril e com uma abertura que começava no alto da coxa. Nas costas não havia nada além de um cordão de pedraria ligando um lado a outro para impedir que o vestido caísse. Em outras palavras, minhas costas estavam nuas desde a base da coluna, em um enorme decote V.

“Esqueça o colar”, ele disse. “Eu estava pensando em brincos de ouro com pingentes, mas agora acho melhor argolas de diamantes. As maiores que você tiver.”

“Quê? Sério?” Enruguei a testa diante do nosso reflexo no espelho, atenta a seus movimentos enquanto ele ia até o porta-joias e começava a procurar algo lá dentro.

“Estas aqui.” Ele levou os brincos até mim, as argolas de mais de cinco centímetros que minha mãe me deu quando fiz dezoito anos. “Confie em mim, Karol. Experimente.”

Ele estava certo. Os brincos produziam um efeito bem diferente da gargantilha de ouro — menos glamour e mais sensualidade. Além disso, combinavam com a tornozeleira de diamantes da minha perna direita, que eu nunca mais veria da mesma forma depois do comentário de Ruggero. Com meus cabelos caindo sobre o rosto como uma cachoeira de cachos grossos e deliberadamente caóticos, parecia que eu tinha acabado de transar, uma impressão que só era reforçada pela maquiagem esfumaçada dos olhos e os lábios brilhantes.

“O que seria de mim sem você, Michael Ronda?”

“Gata” — ele pôs a mão sobre meus ombros e apertou seu rosto contra o meu — “isso você nunca vai saber.”

“Você está lindo, aliás.”

“Não estou?” Ele piscou para mim e deu um passo atrás, exibindo-se. À sua maneira, Michael era um duro concorrente para Ruggero... em termos de aparência, é claro. Michael tinha feições mais delicadas, quase femininas em comparação à beleza bruta de Ruggero, mas ambos eram homens maravilhosos, que faziam você querer olhar duas vezes, e depois continuar olhando por puro deleite.

Michael não estava tão bem assim quando nos conhecemos. Estava muito magro e acabado por causa das drogas, seus olhos pareciam opacos e perdidos. Mesmo assim me senti atraída por ele, fiz de tudo para me sentar a seu lado na terapia de grupo. Depois de um tempo, Michael simplesmente perguntou, do nada, se eu queria ir para a cama com ele, acostumado como estava a só receber atenção das pessoas em troca de sexo. Foi quando recusei, de maneira firme e irrevogável, que nos tornamos grandes amigos. Ele era o irmão que nunca tive.

O interfone tocou e levantei em um pulo, o que me fez perceber como estava nervosa. Olhei para Michael. “Esqueci de avisar na portaria que ele ia voltar.”

“Eu cuido disso.”

“Tudo bem pra você ir sozinho com Rey e minha mãe?”

“Está brincando? Eles me adoram.” Seu sorriso se desfez. “Está arrependida de ter aceitado ir com Pasquarelli?”

Respirei fundo, lembrando-me de onde estava pouco tempo antes — deitada, tendo orgasmos múltiplos. “Na verdade, não. É que as coisas estão acontecendo rápido demais e indo bem melhor do que eu imaginava... ou previa... ou queria...”

“Você está procurando o lado ruim da coisa.” Ele chegou mais perto e mexeu na ponta do meu nariz com um dos dedos. “Ele é o lado bom e o lado ruim da coisa, Karol. E você conseguiu domar o cara. Agora, divirta-se.”

“Estou tentando.” Fiquei agradecida por saber que Michael me entendia, sabia como minha cabeça funcionava. Era muito bom poder conviver com ele, saber que podia contar com sua compreensão mesmo quando não conseguia explicar o que estava sentindo.  

“Fiz uma puta pesquisa sobre ele hoje de manhã e imprimi as coisas mais recentes e interessantes. Está na sua mesa, se você quiser dar uma olhada.”

Lembrei que ele estava mesmo imprimindo algumas coisas antes de irmos ao spa.

Ficando na ponta dos pés, dei um beijo em sua bochecha. “Você é o máximo. Eu te amo.”

“Eu também, gata.” Ele saiu. “Vou até a portaria buscá-lo. Fique à vontade. Ele chegou dez minutos adiantado.”

Com um sorriso no rosto, vi Michael sair para o corredor. A porta já havia se fechado atrás dele quando cheguei ao pequeno escritório anexo ao meu quarto. Na escrivaninha nem um pouco prática que minha mãe havia escolhido para mim, encontrei uma pasta lotada de artigos e imagens impressas. Eu me recostei na cadeira e me deixei levar pela história de Ruggero Pasquarelli.

Quando descobri que ele era filho de Bruno Pasquarelli, ex-presidente de um fundo de investimentos que mais tarde se revelou um enorme esquema de pirâmide, foi como se eu tivesse sido atropelada por um trem. Ruggero tinha apenas cinco anos de idade quando seu pai se matou com um tiro na cabeça para não ser preso.

Ah, Ruggero... Tentei imaginá-lo naquela idade, e pensei em um menininho bonito de cabelos pretos e lindos olhos castanhos carregados de perplexidade e tristeza. Essa imagem partiu meu coração. O suicídio de seu pai — e as circunstâncias que o cercaram — deve ter sido devastador, tanto para ele como para sua mãe. Todo o desgaste e o sofrimento de um acontecimento trágico como esse devem ter sido um fardo terrível para uma criança daquele tamanho.

Sua mãe se casou mais tarde com Christopher Vidal, um executivo do ramo da música, e teve mais dois filhos, Christopher Vidal Jr. e Ireland Vidal, mas ao que parece uma família completa e a segurança financeira chegaram tarde demais para ajudar a estabilizar a mente de Ruggero depois de um abalo tão grande. Ele se fechou para o mundo, o que era sinal de cicatrizes sentimentais profundas.

Com um olhar crítico e curioso, analisei as mulheres que foram fotografadas a seu lado e logo pensei em sua opinião sobre namoro, vida social e sexo. O que vi foi exatamente o que minha mãe havia dito — elas eram todas morenas. Sua companhia mais frequente tinha todos os traços de ascendência hispânica. Era mais alta que eu, e seu corpo estava mais para esguio que para curvilíneo.

“Magdalene Perez”, murmurei, admitindo dolorosamente que ela era linda. Sua postura ostentava o tipo de autoconfiança que eu tanto admirava.

“Muito bem, acho que já chega.” Michael me interrompeu com um leve tom de contentamento. Ele ocupou a abertura da porta do meu pequeno escritório, encostado insolentemente no batente da porta.

“Sério?” Eu estava tão entretida; não tinha noção do tempo que havia se passado.

“Acho que não vai demorar muito pra ele vir até aqui. Está todo impaciente.”

Fechei a pasta e fiquei de pé.

“Interessante, não?”

“Bastante.” Quanto o pai de Ruggero — ou, mais especificamente, seu suicídio — tinha interferido na vida dele?

Todas as respostas que eu queria estavam me esperando na sala ao lado.

Saí do quarto e caminhei pelo corredor até a sala. Parei um pouco na porta, com o olhar vidrado nas costas de Ruggero, que olhava a cidade pela janela. Minha pulsação acelerou. Seu reflexo no vidro revelava uma expressão contemplativa. Seus olhos estavam perdidos, e ele tinha um sorriso nos lábios. Os braços cruzados revelavam certo desconforto, como se ele estivesse fora de seu habitat natural. Parecia distante e distraído, um homem irremediavelmente solitário.

Ele sentiu minha presença, ou então meu desejo. Deu meia-volta, mas permaneceu imóvel. Aproveitei a oportunidade para examiná-lo por inteiro, percorrendo todo o seu corpo com os olhos. Ele tinha toda a aparência de um poderoso magnata. Era de uma beleza tão sensual que eu sentia meus olhos queimarem só de olhar para ele. A cascata de cabelos negros que se espalhava ao redor de seu rosto fez meus dedos se flexionarem de vontade de tocá-la. E o modo como ele me olhava... meu coração disparou.

“Karol.” Ele veio até mim com seu andar gracioso e determinado. Pegou minha mão e levou até a boca. Seu olhar era intenso — intensamente ardoroso, intensamente compenetrado.

O toque dos lábios contra minha pele fez um arrepio se espalhar por meu braço e despertou lembranças daquela boca pecaminosa em outras partes do meu corpo. Fiquei instantaneamente excitada: “Oi”.

Seus olhos brilharam de contentamento. “Oi. Você está linda. Mal posso esperar para exibir você por aí.”

Soltei um suspiro de satisfação ao ouvir aquele elogio. “Espero que consiga fazer jus a você.”

Ele franziu levemente as sobrancelhas. “Já está pronta pra ir?”

Michael apareceu atrás de mim, trazendo meu xale de veludo preto e minhas luvas longas. “Está tudo aqui. O gloss está na bolsa.”

“Você é o máximo, Michael.”

Ele piscou para mim — uma indicação de que havia visto as camisinhas que eu guardara em um compartimento interno da bolsa. “Vou descer com vocês.”

Ruggero pegou o xale das mãos de Michael e o deitou sobre meus ombros. Quando começou a tirar os cabelos que haviam ficado sob ele, o toque de sua mão no meu pescoço me deixou tão distraída que mal notei que Michael estava me ajudando a colocar as luvas.

A descida de elevador até o saguão foi um exercício de sobrevivência a uma tensão sexual aguda. Não que Michael tenha percebido. Ele estava à minha esquerda, assoviando com as mãos nos bolsos. Ruggero, por outro lado, exercia uma tremenda força sobre mim do lado oposto. Apesar de ele não ter se mexido nem emitido nenhum som, eu era capaz de sentir a excitação que irradiava de seu corpo. Sentia na minha pele a atração magnética que havia entre nós e comecei a ofegar. Foi um alívio quando a porta abriu e nos libertou daquele espaço fechado.

Duas mulheres esperavam para subir. Ficaram de queixo caído quando viram Ruggero e Michael, o que me deixou contente e me fez sorrir.

“Senhoras”, Michael cumprimentou, com um sorriso que era quase uma covardia. Dava para ver os neurônios delas entrando em parafuso.

Ruggero, por sua vez, fez apenas um breve aceno e me conduziu para fora com a mão na base da minha coluna, pele contra pele. Um contato que produziu eletricidade, fazendo meu corpo inteiro ser invadido por uma onda de calor.

Apertei a mão de Michael. “Reserve uma dança pra mim.”

“Sempre. Até daqui a pouco.”

Uma limusine estava esperando na esquina, e o motorista abriu a porta assim que eu e Ruggero saímos. Deslizei pelo banco para me sentar do outro lado e ajeitei o vestido.

Quando Ruggero se acomodou a meu lado e a porta se fechou, pude perceber como ele cheirava bem. Inspirei profundamente, dizendo a mim mesma para relaxar e desfrutar da companhia. Ele pegou minha mão e começou a percorrê-la com os dedos, e esse simples toque despertou em mim uma luxúria furiosa. Dispensei o xale — estava quente demais para usá-lo.

“Karol.” Ele acionou um botão e o vidro escuro atrás do motorista começou a subir.

Um instante depois eu estava no colo dele, e sua boca estava grudada na minha, beijando- me furiosamente.

Fiz então o que estava com vontade de fazer desde que o vi em pé na minha sala: enfiei as mãos entre seus cabelos e retribuí o beijo. Eu adorava o jeito como ele me beijava— como se fosse uma necessidade, como se ele fosse enlouquecer se não o fizesse, como se não aguentasse mais esperar. Chupei sua língua e percebi que ele gostava disso, e que eu gostava disso, o que me fez desejar chupá-lo em outro lugar com a mesma volúpia.

Quando suas mãos deslizaram sobre minhas costas nuas soltei um gemido, sentindo as pontadas de sua ereção contra o quadril. Eu me ajeitei para montar sobre ele, tirando o vestido do caminho e agradecendo mentalmente à minha mãe por ter escolhido uma roupa com uma abertura tão conveniente. Com os joelhos apoiados dos dois lados de seus quadris, lancei minhas mãos sobre seus ombros e tornei o beijo ainda mais profundo.

Lambi sua boca, mordi de leve seu lábio inferior, acariciei sua língua com a minha... Ruggero me agarrou pela cintura e me tirou dali. Ele se inclinou para trás no acento, com o pescoço curvado para ver bem meu rosto e meu peito ofegante. “O que você está fazendo comigo?”

Percorri seu peito com a mão, dentro da camisa, sentindo a rigidez implacável de sua massa corporal. Meus dedos acompanharam o contorno dos músculos de seu abdome, formulando na minha mente a imagem dele sem roupa. “Estou tocando você. Me aproveitando de você. Eu quero você, Ruggero.”

Ele agarrou meus pulsos, detendo meus movimentos. “Mais tarde. Estamos no meio da rua.”

“Não dá pra ver a gente.”

“Não importa. Não é hora nem lugar de começar uma coisa que só vamos poder terminar daqui a várias horas. Já estou enlouquecendo com o que aconteceu hoje à tarde.”

“Então vamos acabar logo com isso.”

Seu aperto se intensificou, tornando-se doloroso. “Não podemos fazer isso aqui.”

“Por que não?” Foi quando um pensamento surpreendente me ocorreu. “Você nunca transou numa limusine?”

“Não.” Ele cerrou os dentes. “Você já?”

Olhei para o outro lado sem responder, e vi a massa de carros e pedestres em torno de nós. Estávamos a poucos centímetros de centenas de pessoas, mas o vidro escuro nos escondia de seus olhares, o que atiçava minha ousadia. Eu queria dar prazer a ele. Queria saber se era capaz de me aproximar de Ruggero Pasquarelli, e não havia nada impedindo isso além dele.

Avancei com os quadris para cima dele, esfregando-me em toda a extensão de seu pau duro. Sua respiração sibilava por entre os dentes cerrados.

“Preciso de você, Ruggero”, sussurrei quase sem fôlego, inalando seu perfume, que parecia ainda melhor com minha excitação. Fiquei levemente intoxicada só de sentir o cheiro de sua pele. “Você me deixa louca.”

Ruggero soltou meus pulsos e agarrou meu rosto, apertando firmemente os lábios contra os meus. Com uma das mãos, procurei a braguilha da sua calça, abrindo os dois botões que escondiam o zíper. Ele enrijeceu.

“Eu preciso disso”, murmurei bem perto da boca dele. “Deixa, vai.”

Ele não relaxou, mas também não tentou mais me deter. Quando eu o peguei nas mãos, ele gemeu, um ruído de dor e prazer. Eu o apertei de levinho, usando um toque deliberadamente suave enquanto o media com as mãos. Estava duro como pedra, e quente. Deslizei minhas duas mãos fechadas em torno dele, da base até a ponta, perdendo o fôlego e me estremecendo toda ao fazê-lo.

Ruggero agarrou meus quadris e suas mãos ultrapassaram os limites do meu vestido até que seus polegares encontrassem a renda vermelha da minha calcinha fio-dental. “Sua bocetinha é tão doce”, ele murmurou com a boca colada à minha. “Quero abrir suas pernas e te lamber até você implorar pelo meu pau.”

“Eu imploro agora mesmo, se você quiser.” Eu o masturbava com uma das mãos, enquanto com a outra tentava abrir minha bolsa para pegar uma camisinha.

Um de seus polegares deslizou para dentro da minha calcinha, sentindo a intensidade do meu desejo úmido. “Mal toquei em você”, ele sussurrou com os olhos brilhando sobre mim na escuridão daquele banco traseiro, “e você já está prontinha pra mim.”

“Não dá pra evitar.”

“Não é pra evitar.” Ele enfiou o polegar em mim, mordendo o lábio interior enquanto eu me contorcia ao seu toque. “Não seria justo, já que não posso obrigar você a parar o que está fazendo.”

Abri a embalagem do preservativo com os dentes e entreguei a ele com a camisinha já quase fora do invólucro. “Não sei pôr essas coisas.”

Ele envolveu minhas mãos com a dele. “Estou quebrando todas as minhas regras com você.”

A seriedade de seu tom de voz grave fez com que eu me sentisse inundada por uma onda de calor e confiança. “Regras foram feitas para serem quebradas.”

Vi seus dentes brancos brilharem; ele acionou um botão do painel atrás de si e ordenou: “Continue dirigindo até eu mandar parar”.

Senti minhas bochechas ficarem vermelhas. A luz dos faróis do carro de trás atravessou o vidro escuro e bateu no meu rosto, traindo meu embaraço.

“Ora essa, Karol”, ele falou baixinho enquanto desenrolava com habilidade o preservativo. “Você me faz querer transar na limusine, mas sente vergonha quando digo ao motorista que não quero ser interrompido?”

Sua demonstração de bom humor fez com que eu o quisesse ainda mais. Apoiando as mãos nos seus ombros para me equilibrar, apoiei-me em um dos joelhos para chegar à altura necessária para me posicionar acima de seu pau grosso e duro. Suas mãos agarraram meus quadris, e eu ouvi um som de estalo quando ele rasgou minha calcinha. O ruído abrupto e a violência daquele gesto transformaram meu desejo em algo quase febril.

“Vá devagar”, ele ordenou com a voz rouca, erguendo os quadris para poder abaixar mais a calça.

Senti sua ereção entre minhas coxas enquanto ele se mexia e soltei um gemido. Eu sentia uma espécie de vazio dentro de mim, como se os orgasmos que havia tido à tarde só tivessem aumentado meu desejo, em vez de aplacado.

Ele se enrijeceu quando eu o tomei com os dedos e o posicionei, ajustando seu membro grosso à minha abertura sedenta. O cheiro de tesão carregava o ar de umidade, uma mistura sedutora de feromônios que despertou todas as células do meu corpo. Minha pele estava vermelha e alerta, e meus seios, inchados e sensíveis. Era isso que eu queria desde a primeira vez em que o vi — possuí-lo, montar sobre seu corpo magnífico e senti-lo profundamente dentro de mim.

“Minha nossa, Karol”, ele perdeu o fôlego enquanto eu me abaixava sobre seu corpo, sentindo suas mãos apertando incansavelmente minhas coxas.

Fechei os olhos. Senti que estava me expondo mais do que deveria. Eu queria ter intimidade com ele, mas aquilo parecia demais. Estávamos nos encarando, a poucos centímetros de distância, encapsulados em um pequeno espaço com o restante do mundo pulsando ao nosso redor. Eu era capaz de sentir sua euforia, sabia que ele estava tão fora de si quanto eu.

“Você é tão apertadinha.” Suas palavras saíram abafadas, com um toque delicioso de agonia.

Fui um pouco além, deixando que ele penetrasse mais fundo. Inspirei uma grande lufada de ar, sentindo-me deliciosamente alargada.

Com a palma da mão aberta sobre meu ventre, ele tocou meu clitóris pulsante com o dedão e começou a massageá-lo com movimentos circulares lentos e precisos. Senti meu corpo se enrijecer e se contorcer, trazendo-o ainda mais para dentro de mim. Ao tentar abrir os olhos, eu o vi através de minhas pálpebras semicerradas. Ele estava lindíssimo, estendido sob mim com um smoking elegante, exalando um desejo animal de acasalar através de seu corpo poderoso.

Ele arqueou o pescoço, pressionando o encosto do assento com a cabeça enquanto lutávamos para atravessar barreiras invisíveis. “Nossa”, ele soltou através dos dentes. “Vou gozar muito.”

Aquela promessa me excitou ainda mais. O suor brotava da minha pele. Eu estava tão molhada que deslizei por toda a extensão do pau dele até envolvê-lo quase completamente. Deixei escapar um grito abafado quando ele entrou em mim. A penetração era tão profunda que eu mal conseguia suportar, forçando-me a ir um pouco para o lado, tentando amenizar aquele inesperado toque de desconforto. Meu corpo, porém, não parecia se importar com seu tamanho avantajado. Estava estremecendo em torno dele, apertando-o, estremecendo à beira do orgasmo.

Ruggero soltou um palavrão e agarrou meu quadril com sua mão livre, obrigando-me a me inclinar sobre seu peito, que pulsava com uma respiração trôpega. Essa mudança de posição fez com que eu me abrisse, aceitando-o por inteiro dentro de mim. Imediatamente, a temperatura do seu corpo subiu — eu sentia seu tórax irradiando ondas de calor através das roupas. Gotas de suor surgiram sobre seus lábios.

Inclinando-me para a frente, passei a língua por toda a sua extensão, capturando aquele líquido salgado com um leve murmúrio de prazer. Ele contorceu a boca de maneira impaciente. Eu me levantei com cuidado, deslizando um pouco para cima antes que ele detivesse o movimento agarrando meu quadril com ferocidade.

“Devagar”, ele me avisou novamente, com um leve tom autoritário que fez com que uma onda de luxúria se espalhasse pelo meu corpo.

Deixei que meu corpo caísse, recebendo-o de novo dentro de mim, sentindo uma dor estranhamente gostosa quando ele foi um pouco além dos meus limites. Nossos olhos se encontraram, e o prazer se espalhou pelo ar quando nos identificamos com o que estávamos fazendo. Foi quando me dei conta de que estávamos completamente vestidos, a não ser pelas partes mais íntimas dos nossos corpos. Tudo aquilo me parecia muito natural, assim como os ruídos que ele fazia, mostrando que, como eu, estava sentindo um prazer extremo.

Sedenta por Ruggero, grudei minha boca à dele, agarrando com os dedos as raízes de seus cabelos úmidos de suor. Eu o beijava e remexia os quadris, cavalgando no ritmo dos movimentos circulares enlouquecedores de seu polegar, sentindo o orgasmo que se construía ao redor de seu membro longo e grosso no meu ventre em ebulição.

Deixei que minha consciência fosse absorvida pelo instinto primitivo e permiti que meu corpo assumisse o controle por completo. Não conseguia pensar em mais nada além do desejo de foder, uma necessidade feroz de cavalgar em cima do pau dele até que toda aquela tensão se desfizesse em uma explosão que enfim me libertaria daquele desejo escravizador.

“Como isso é bom”, suspirei, entregue a ele. “Está sentindo? Ah, como é bom.”

Usando ambas as mãos, Ruggero comandava meu ritmo, curvando-me em um ângulo que fazia com que a cabeça do seu pau se esfregasse no ponto mais sensível que havia dentro de mim. Meu corpo se endureceu e eu comecei a tremer, sentindo que estava prestes a gozar só de sentir suas estocadas precisas dentro de mim. “Ruggero.”

Ele agarrou minha nuca quando o orgasmo explodiu dentro de mim, lançando espasmos de êxtase que se irradiaram pelo meu corpo, fazendo-me estremecer. Ruggero observou enquanto eu desmoronava diante dele, mantendo meus olhos abertos apesar do meu desejo de fechá-los. Dominada pelo seu olhar, eu gemia e gozava como nunca, sentindo meu corpo se contorcer a cada pulsação de prazer.

“Caralho, caralho, caralho”, ele urrava, batendo seus quadris nos meus, puxando meu corpo para baixo a fim de fazê-lo ir de encontro a suas estocadas punitivas. Ele chegou até o ponto mais profundo do meu corpo. Sentia que ele estava cada vez mais duro e grosso.

Eu olhava para ele com avidez, sentindo a necessidade de vê-lo quando ele perdesse as estribeiras comigo. Seus olhos estavam arregalados de vontade, e seu belo rosto, contorcido pela brutal corrida em direção ao clímax.

“Karol!” Ele gozou emitindo um som de êxtase selvagem, uma liberação súbita de energia que me deixou fascinada por sua ferocidade. Ele tremeu ao sentir o orgasmo percorrer seu corpo, aliviando a expressão do rosto por um instante e demonstrando uma inesperada vulnerabilidade.

Envolvi seu rosto com as mãos e juntei meus lábios aos dele, tentando confortá-lo enquanto sua respiração agitada fazia inchar minhas bochechas.

“Karol.” Ele me envolveu com os braços e me apertou contra ele, pressionando seu rosto úmido contra meu pescoço.

Eu sabia como ele se sentia. Entregue. Sem defesas.

Ficamos assim por um bom tempo, abraçados, absorvendo os tremores pós-orgasmo. Ele virou a cabeça e me beijou suavemente, aplacando meus sentimentos exaltados com o carinho de sua língua na minha boca.

“Nossa.” Respirei fundo, abalada.

Seus lábios se curvaram para cima. “Pois é.”

Eu sorri, sentindo-me tonta e feliz.

Ruggero afastou os fios de cabelos úmidos de suor das minhas têmporas, percorrendo meu rosto com os dedos de maneira quase reverente. O modo como ele me olhava fez meu peito doer. Ele estava lindo e parecia... agradecido, com os olhos repletos de ternura. “Não quero estragar o momento.”

Senti que ele estava jogando alguma coisa no ar e tentei capturar. “Mas...?”

“Mas não posso perder o jantar. Tenho um discurso a fazer.”

“Ah.” O momento estava de fato arruinado.

Eu me levantei lentamente de cima dele, mordendo os lábios ao sentir que Ruggero escapava, úmido e escorregadio, de dentro de mim. O atrito foi suficiente para me fazer querer mais. Ele mal havia começado a amolecer.

“Droga”, Ruggero disse de repente. “Quero você de novo.”

Ele me agarrou antes que eu saísse de cima dele, puxando um lenço sabe-se lá de onde e passando-o gentilmente entre minhas pernas. Foi um gesto profundamente íntimo, assim como o sexo que havíamos acabado de fazer.

Depois de seca, sentei-me no assento a seu lado e procurei o gloss dentro da bolsa.

Por cima do pequeno espelho da caixinha de maquiagem, vi quando Ruggero tirou a camisinha e deu um nó. Ele a embrulhou em um guardanapo de papel e a dispensou em uma lixeira engenhosamente escondida. Quando recompôs sua aparência, ele ordenou ao motorista que retomasse a rota, recostou-se no assento e deixou seu olhar se perder fora da janela.

A cada segundo que passava eu o sentia mais distante; a identificação entre nós se perdia a cada momento. Vi-me encolhida no canto do assento, longe dele, como se estivesse materializando a distância que havia entre nós. Todo o calor que eu havia recebido se transformou em uma evidente frieza, que me obrigou a procurar abrigo sob meu xale. Ele não moveu um músculo quando me afastei e guardei a maquiagem — era como se eu nem estivesse ali.

Em um movimento abrupto, Ruggero abriu o compartimento de bebidas e puxou uma garrafa. Sem ao menos olhar para mim, ele perguntou: “Conhaque?”.

“Não, obrigada.” Minha voz saiu em um fio trêmulo, mas ele não pareceu notar. Ou então não deu nem bola. Serviu uma dose em um copo e virou-se completamente.

Confusa e magoada, vesti as luvas e tentei imaginar o que havia feito tudo ir por água abaixo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤
Até o próximo capítulo


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