História Today Is Your Day (Malec - short Fic) - Capítulo 10


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Comedia, Malec, Romance, Shadowhunter
Visualizações 192
Palavras 2.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como estamos? Bem! Espero que sim!

Capítulo 10 - Ten


Fanfic / Fanfiction Today Is Your Day (Malec - short Fic) - Capítulo 10 - Ten

~Magnus~ 

Faltavam poucos dias para iniciar o novo período letivo e consegui um novo emprego. Amém excelente currículo!.

Eu não falei para Alexander, pois não queria que aquela cabecinha se enchesse de culpa, mas estava com um medo real e estratosférico da exposição do nosso relacionamento dar uma enorme confusão e eu não conseguir lecionar tão cedo. Mas felizmente, fora o falatório dos alunos do instituto pela redes sociais por algumas semanas, não houveram maiores repercussões. O que me foi um baita alívio, não vou negar.  

Agora, faltam pouquíssimos dias para começar ensinar história para crianças, o que particularmente pra mim é um alívio, não gosto muito de dar aula pra adolescentes. 

Alexander começa sua faculdade de administração no mesmo dia que começo meu novo emprego, e fico realmente feliz por saber que alguma coisa o está animando. Depois do desastroso jantar na casa de seus pais a quase três meses atrás, não voltei lá e ele está praticamente morando aqui comigo. Seus pais que quase nunca ficavam em Nova York, agora quase não viajam e passam boa parte dos dias na “residência oficial dos Lightwood”. 

Desde aquela noite, Meu menino não falou mais sobre os pais, mas Izzy me disse que seus pais não estão falando com Alec. Embora ele tente fingir que está tudo bem, eu consigo ver em seus olhos que a distância entre eles está o destruindo. E consequentemente me destruindo no processo. Eu tento o distrair com filmes, balada e muitas horas na minha cama (item que funciona muito bem), mas seria melhor se ele falasse tudo o que está sentindo. 

- Oi amor! – ele me falou assim que abriu a porta.

Havia entregado para ele uma chave, assim ele sempre poderia entrar e sair quando bem entendesse. Talvez tenha sido muito rápido? Talvez, mas eu nem ligo.

- Oi meu anjo! – roubei um selinho – como esta? 

- Cansado! Vou tomar um banho e já volto... 

Passou por mim deixando um beijo no meu pescoço e sumiu para dentro do quarto. Voltei para a cozinha, onde estava terminando de fazer o almoço. Estava tão perdido em meus pensamentos que só notei sua presença quando senti seus braços rodeando minha cintura e seu corpo se apertando ao meu. 

- Está super cheiroso... – ele disse próximo a minha orelha me fazendo arrepiar

- É frango no molho vermelho 

- Não estava falando da comida – ele disse cheirando meu pescoço chupando a área logo em seguida me fazendo gemer 

- Alexander... – tentei soar bravo, mas  esfreguei minha bunda em seu pau, o que não foi muito coerente, mas quem está preocupado com coerência nessas horas, né?

Ele ignorou totalmente meu ar de repreensão e continuou a me encoxar, agora com mais vontade. Suas mãos foram parar  dentro da minha calça de moletom e começaram a se movimentar. Gemi arrastado mas consegui recobrar um pouco de noção que ainda me restava e tirei sua mão que me tocava lentamente.

- Não quero queimar a comida – disse mais pra mim do que pra ele

- tudo bem – ele disse entre risada se afastando depois de me dar um beijo na bochecha – te provoco outra hora. Quando  estiver  longe desse fogão aí... Quer ajuda? 

- Lava a salada. Já esta quase pronto... - respondi na intenção de dar a ele alguma função para manter suas mãos afastadas.

Pouco tempo depois de nos sentarmos para comer, quebrei o silêncio em que estávamos. 

- Então... Vi que você já pegou os livros necessários para começar o semestre. Tá animado? Faltam pouquíssimos dias.

- Sim! – Ele sorriu – já aproveitei que fui lá pra pegar a lista de livro e já vi qual vai ser meu quarto no dormitório. 

- Dormitório? Não vai ficar na sua casa? – na verdade queria saber porque ele não iria ficar aqui, já que tem praticamente morando comigo

- Meus pais estão muito lá, e prefiro ter um lugar meu.. mesmo tendo que dividir ele com algum desconhecido – ele disse fazendo um careta engraçada – nunca dividi quarto com ninguém..

- você divide comigo – fingi indignação 

-eu transo com você.. é diferente. No dormitório vou dividir o quarto com algum cara aleatório.

- E porque não vem pra cá? – Alec ficou em silêncio e eu quis bater na minha cara com o prato. A frase saiu tão rápido que não consegui me controlar – Quero dizer... você já fica praticamente todos os dias aqui... 

Alexander continuou em silêncio e eu me calei usando a pouca energia que não foi consumida por vergonha, para comer. Mas sua falta de fala estava me deixando agoniado.

- Magnus. – ele me chamou baixo 

- hum? – não olhei para ele

- olha pra mim... 

Subi meu olhar sabendo que minha cara  estava mais avermelhada, mas olhei em seus olhos. Ele abriu um sorriso lindo e eu só consegui sorrir de volta 

- Amor... eu adoraria morar com você... – ele disse calmo 

- mas?... estou sentindo um “mas” chegando. – falei com um pouco menos de vergonha 

- Mas... Eu preciso crescer um pouco. Eu ainda sou imaturo em muita coisa e tenho medo de desapontar você.

Abri minha boca para interromper essa ideia absurda, mas ele se apressou em continuar: 

- Acredite! Eu quero muito morar com você, e não tenho dúvida que quando isso acontecer, vai ser o melhor dia da minha vida...

- Mas você precisa viver algumas coisas antes – falei calmo e ele assentiu com as bochechas coradas

- você está triste? – ele perguntou preocupado.

Me levantei e dei a volta na mesa, sentindo seus olhos me observando atentamente. Puxei a sua cadeira sentando em seu colo com uma perna de cada lado do seu corpo. Minhas mãos começaram a acariciar os cabelos de sua nuca e ele continuava a me observar atentamente. 

- Não estou triste meu amor. Estou orgulhoso de você... – disse baixo deixando alguns beijinhos por seu rosto 

- orgulhoso de mim? – ele parecia chocado

- Sim. Orgulhoso de você. - era uma droga vê-lo tão inseguro depois daquele jantar - Orgulhos de namorar alguém tão maduro assim... Faz todo sentido você querer viver coisas, e fico feliz por você perceber isso. Você não precisa vir morar aqui agora, podemos morar juntos quando você se sentir pronto para tal. Quando nós dois nos sentirmos prontos... seguros para isso.

- Eu te amo – ele respondeu com os olhos brilhando. Sentia falta daquele brilho. Fazia tempo que ele não aprecia. 

- Eu também te amo – respondi beijando seu nariz. 

Suas mãos que estavam na minha cintura rodearam meu corpo, me puxando pra um abraço apertado. Seu rosto se acomodou na curva do meu pescoço e ele beijou ali, tão delicadamente que pareceu mais que respirava perto da pele. 

- Mas isso não quer dizer que não vou vir pra cá sempre. Nem pense que vai ter mais espaço no guarda roupa porque as roupas que estão aqui, vão continuar aqui. Igual a minha pessoa – disse sorrindo ladino.

- Não pensei que seria de outra forma. - sorri malicioso em sua direção. 

Puxei seu rosto para próximo do meu e o beijei. Amava aqueles lábios, e toda vez que ele agia de forma tão madura, eu me via mais apaixonado, assim como quando ele fazia uma birrinha ou ficava com ciúmes.

Tá! No barranco Alexander eu já caí faz tempo. Eu o amo, em todas as suas versões...

 

...

 

Demorei para dormir. Rolei para todos os lados; Era  estranho não ter Alexander roubando mais da metade da cama.

Fazia uma semana que o período letivo havia começado e ele estava se adaptando a sua grade horária e o campus. Não o via a três dias, mas nos  falávamos por telefone todos os dias. Graças a todas as divas do pop, Por termos horários compatíveis! 

Nessa primeira semana descobrimos que enquanto eu dou aula, ele tem aula. E que minha uma hora de almoço cai nas duas horas de intervalo dele. Término minhas aulas as 18:00 e é nesse horário que ele também sai da universidade;  o que facilita qualquer encontro. 

Senti minha cama pender um pouco mais para baixo e braços rodearem minha cintura delicadamente.

- Amor... – sussurrei me virando em seus braços para ficar de frente pra ele 

- Me desculpe por te acordar – ele sussurrou. Sua voz estava embargada

- Que horas são? – perguntei o trazendo para perto de mim.

- Quase quatro da manhã. – murmurou contra o meu pescoço 

- porque chegou tão cedo? – não obtive resposta – pensei que ia chegar na hora do almoço. 

Alexander começou a chorar e aguardei até que se acalmasse. Comecei a fazer cafuné próximo a sua nuca e aos poucos sua respiração foi se regularizando. 

- amor... fala comigo. Você está me assustando aparecendo assim na madrugada de sexta na minha casa. O que aconteceu? 

- Eu fui em uma festa... 

Travei meu corpo, mas continuei fazendo carinho em seus cabelos, não queria que ele se fechasse pela minha reação. 

- E o que aconteceu nessa festa? – disse assim que percebi que ele não sabia como continuar o assunto, me deixando mais preocupado. 

- Era uma festa de integração dos novos universitários. “Festa da fogueira”... Eu fui com Jace. Estava dançando e não vi a hora que ele foi pegar bebida. - ele ficou em silêncio esperando que falasse alguma coisa, mas percebendo meu silêncio, voltou a falar - Eu estava lá e de repente senti mãos na minha cintura... Eu me afastei rápido, mas não o suficiente porque quando vi, tinha um cara me segurando e tentando enfiar a língua na minha boca.

Me movi incomodado na cama, e ele acelerou o ritmo que falava, preocupado com qualquer possível reação que eu tivesse. 

- Eu mordi a língua dele e o empurrei. Aí eu soquei a cara dele e o Jace chegou me puxando para longe... Só depois que bati nele eu vi que era o Raj, o cara que dividia o quarto comigo.

- Dividia? – perguntei tentando não soar tão afetado como estava me sentindo. 

- Sim. Dividia.. no passado. Eu soquei ele tão  forte que ele desmaiou... 

- Alexander.. – Arfei num misto de alegria e irritação. 

- Eu sei! Eu não deveria ter batido nele. Mas fiquei com raiva... Aí o Jace pediu para o cara que dividia o quarto com ele trocar comigo. Então agora divido o quarto com Jace. 

- Amor, isso não explica o porquê de você vir de madrugada chorando pra cá... - tinha certeza que havia alguma coisa faltando naquela história. 

- Ele me beijou. Eu não queria te trair... – ele disse voltando a chorar de forma quase compulsiva

Acariciei seu rosto tentando chamar sua atenção, e então comecei de forma baixa e calma.

- Alexander... você queria beijar ele? – senti ele negar com a cabeça no meu peito – Você correspondeu o beijo? 

- Não! - Ele respondeu rápido um tanto alarmado pensando que eu havia cogitado a possibilidade.

- Então, não me traiu. – Falei lembrando a mim mesmo desse detalhe. O ciúmes estava me consumindo. – traição requer consentimento. Ele foi um babaca, invadiu seu espaço. 

- Mas minha mãe disse que... 

- Sua mãe?! Onde entra sua mãe nisso? – interrompi aturdido.

Ele se afastou de mim sentando na cama, me sentei esticando o corpo e acendendo o abajur ao lado. Alexander estava com os olhos inchados e vermelhos pelo muito tempo de choro.

- Amor.. o que sua mãe disse? O que ela tem haver com isso? 

Ele respirou fundo e começou a falar

- O Raj chamou a polícia, e aí eu tinha que chamar um advogado. Não conhecia ninguém além da minha mãe. Ela foi lá e conseguiu me livrar. Basicamente alegou que foi um ato de defesa imprudente devido o susto, uma vez que ele me assediou. 

- E ela não está errada... mas o que aconteceu depois?

- Na hora que troquei de quarto o Jace saiu e ela entrou, eu fui agradecer e... ela me disse que aquilo era culpa minha. Que não me dava o valor e que por isso ele foi pra cima de mim. Que duvidava que eu não havia dado brecha... Que eu havia traído você e que estava me escondendo falando que foi assédio. 

Minhas mãos se fecharam em punho comigo tentando me controlar. Eu não podia deixar passar. Não ia deixar.

Puxei Alec para os meus braços e apaguei a luz do abajur. 

- Vem, vamos dormir.. tá cedo ainda. - Terminei o assunto, não queria xingar a integridade da minha suposta sogra.

- Você acredita em mim? – ele perguntou baixinho 

- Já te disse. Eu sempre acredito em você. - beijei sua testa - Não, eu não gostei de saber que alguém encostou nessa boquinha, estou com ciúmes? Muito! Mas não vou te culpar por ser gostoso. Agora vamos dormir. 

Senti-o se apertar mais em mim, aos poucos senti seu corpo pesar mais sobre o meu e sua respiração se acalmar ficando mais profunda. O sono não veio para mim como chegou para ele, vi a primeira luz do dia passando pela minha janela. Esgueirei-me para fora da cama e coloquei a primeira roupa que consegui puxar do guarda roupa sem acorda-lo, e sai de casa torcendo para que quando eu voltasse ele ainda estivesse dormindo. 

 

....

 

Apertei a campainhas várias vezes sem parar, apertei, apertei, apertei até que a porta foi escancarada com violência

- O que faz aqui?! – ela me perguntou – perdeu a noção?! São 6 da manhã! 

- Maryse! Quem é?! – ouvi Robert dizer enquanto aparecia na porta – Magnus?! O que está fazendo aqui? 

- Eu não sei qual o problema de vocês com o Alexander! Mas não vou deixar que ele apareça na minha casa as 4 da manhã porque falaram merda para ele! 

- Do que está falando? – Robert parecia genuinamente perdido 

- Ah! Você não esta sabendo? - falei como rei do deboche que sou- Sua digníssima esposa não disse para você as coisas que disse para o meu namorado? 

- Maryse, o que fez ao Alexander? - o homem perguntou virando seu corpo para a esposa.

A mulher endireitou a postura e me olhou desafiadora. 

- Então ele foi chorar na sua casa depois de ter se comportado que nem a puta que é?! 

- MARYSE! – Robert falou olhando indignado para a mulher 

- Como pode falar assim do seu filho? – perguntei com o mesmo tom de voz que ele.

- É o que ele é! Passou por um filho perfeito, quando não passava de um assanhado! 

- Escuta aqui! Vocês criaram um Alec na cabeça de vocês que não é o Alexander. Mas ele não deixa de ser incrível só por que não condiz com a imaginação de vocês! Ele é um cara incrível! É inteligente, educado, sedutor, criativo... Engraçado, rápido nas palavras. Ele é amigo, corajoso, paciente, e fiel...

Maryse gargalhou e eu a cortei antes que pudesse falar qualquer coisa outra coisa. Não entendia o porque de toda essa fúria por conta da exploração da sexualidade dele. 

- Sim! Muito fiel! – falei mais alto, chamando sua atenção. – Ele explorou de forma conturbada sua sexualidade? Sim. Mas todos nós tivemos alguma fase... estranha. Vocês não estavam aqui para ele, e talvez se estivessem, ele seguisse a mesma linha de descoberta. Agora, o que não faz sentido é aceitarem o filho de vocês e depois excluírem e maltratarem ele porque ele transou cedo ou porque transou muito! Ele precisava? Não, mas já foi! E pensar que ele não quis contar por achar que vocês não aceitariam bem, e é muito triste ver que ele não estava certo. 

Comecei a caminhar em direção ao meu carro e ouvi Robert me chamar

- Como ele está? 

- Ele está destruído, mas ele é forte. - voltei a caminhar para fora do gramado mas parei de novo olhando uma última vez para o casal - Vou deixar um aviso: Não se aproximem do meu Alexander se for para feri-lo! Eu o protegerei de tudo! Isso inclui vocês também. 

Caminhei apressado para meu carro, precisava voltar para meu Alexander. Ele precisava de mim, e eu estaria lá para ele.

Estaria sempre que precisasse,  enquanto ele me quisesse,  e por todas purpurina que eu já usei nessa vida, que ele me queira por muito tempo, porque não sei como ficaria meu coração se um dia ele chegar à conclusão que eu não sou mais o bastante. 

 

 


Notas Finais


😘


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