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História Todo mundo DEVE odiar o André - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá, olá! Quanto tempo!
Eu sei, eu demorei. A verdade é que tenho estado feliz com minha habilidades de escritora, e da última vez que entrei em uma crise escrevi "Síndrome do Impostor" em vez de continuar com a saga do André.
  Eu não faco ideia do que aconteceu nesse capítulo! Eu comecei a escrever e as coisas desandaram, tipo quando você vai beber uma água no meio da noite e acaba comendo um hambúrguer.
Estou feliz com a minha escrita e esse capítulo só existe porque a @LahNoir me cobrou por uma atualização, e essa história só existe por causa dela então, como negar?
  Vou reservar meu surto para o final.
  Aproveitem ⏳

Capítulo 5 - Rumos inesperados



  Ah! Olá pequeno e paciente leitor, já faz um tempo. Muito tempo. Quanto tempo eu não me sinto livre para escrever um monte de baboseiras. Estou tão preso em um certo roteiro e escrevendo poemas e tentando fazer os malditos exercícios da escola para narradores inexperientes! Finalmente eu tenho um tempo para vir e DESTRUIR O MOLEQUE ANDRÉ.

  Hahaha adivinha só quem está escrevendo um livro? E acaba de terminar uma novela? E escreveu 50 poemas? Sou eu! O narrador! Achou que eu não ia conseguir né?

  Estou tão feliz! Tão feliz com a minha narração. Mas o idiota do André tinha que estragar tudo. Como sempre.

  Eu estava tranquilo, contando sobre como Cecília queria um bolo verde para seu casamento, quando o André resolveu contar sua própria história!

  Já disse o quanto odeio histórias em primeira pessoa? Os humanos acham que possuem uma vida interessante o suficiente para serem seus próprios narradores. Eles sentam em algum lugar silencioso e escrevem, como se não precisassem de nós, narradores. Isso é um ultraje. Estamos ficando obsoletos.

  Poderia muito dedicar esse capítulo a reunião universal dos narradores sobre o aumento de histórias em primeira pessoa, se o André não acabasse de decidir escrever um livro também.

  Quem ele pensa que é? Eu nunca escrevi um livro! Não vou aceitar que ele faça isso primeiro que eu.

Isso! Me chame de infantil! Estou cobrindo os ouvidos e não estou escutando!!!

  Então, André está sentado na porta de casa, olhando os muros que cercam seu jardim retangular. Estaria tudo em silêncio, se não fosse o barulho da máquina de lavar ao fundo. Nada de anormal até agora.

  As mãos do garoto estão agarradas as cinco folhas de papel que repousam em seu colo, as linhas brancas o encarando como se pudessem saber tudo o que se passa em sua cabeça.

  Pensa que é fácil escrever, garotinho?

  Ainda me lembro da minha primeira história. Era tão jovem e não tinha todas essas rugas no rosto, é uma lembrança interessante.

Para minha primeira história eu fiquei bons e longos meses procurando meu personagem. Encontrei três amigas com nomes de pedras preciosas. Pérola, Rubi e Jade. As três insuportáveis e sem carisma nenhum para serem protagonistas. Na verdade, elas até me lembram de André.

  Desisti dessa história quando tive que narrar. Observar pessoas é fácil, o difícil é quando elas vão dormir e você precisa sentar e escrever tudo o que aconteceu. Pior, escrever o que está acontecendo no mesmo momento, sem tempo para calcular suas palavras. Narração sob pressão é tortura para mim.

  Entrei em pânico, sacudi minhas mãos e fugi da caneta por dois anos. Pelo menos até encontrar Miguel e seu drama celestial, então eu voltei a escrever e me decepcionar. Porque sou péssimo com roteiros.

  Estou prestes a ver André fazer a mesma coisa. Uau! Parece que André e eu somos mais parecidos do que imaginava. Devo gritar por ajuda? Se parecer com esse garoto é a pior ofensa que pode receber.

  Certo, preciso voltar a André antes que o tempo acabe. Como estava dizendo, André decidiu que quer ser escritor essa semana. Encarando as folhas ele começa seu texto com:

  "Hoje é festa lá no meu apê. Não, isso é cópia da música do Latino. Que já é cópia de outra música. Estou sentado na porta de casa, o vento bagunça meus cabelos sedosos..."

  Mentira! Está sol! Você nem consegue abrir o olhos direito, seu pequeno mentiroso. E seu cabelo tá sujo.

"Eu tenho essa sensação de que existe alguém narrando a minha vida. Por causa dessa voz que fala no fundo de tudo que faço."

Oh! Isso é novo.

  "Pela primeira vez eu entendo como Deadpool se sente. Me sinto observado, mas não por um pato ou uma pessoa real. Sinto que tem alguém me seguindo, julgando minhas ações de forma nem tão silenciosa."

O nome é consciência seu babaca. Pare se achar tão especial, porque alguém iria querer narrar sua vida monótona e seus dilemas sobre preferir dar um tapinha em uma criança ou acoplar cirurgicamente uma bengala no seu joelho.

"Ele se chama de Consciência. Estou ficando louco, talvez eu deva contar para a mulher que mora na minha casa, a que diz se chamar Mãe."

Isso com certeza é inesperado e não deveria acontecer. Alguém me dá um soco?

Eu não tenho a capacidade de escrever uma história normal. Eu não posso só seguir o roteiro! Sempre tem que acontecer algum imprevisto.

  Agora o André pode me ouvir? Que diabos está acontecendo? Isso é algo bom?

  Estou tão frustrado. Tem essa história chamada "Amência" que tinha um roteiro pronto, mas quando eu comecei a escrever as palavras simplesmente saíram e tudo desandou. Esses personagens não podem apenas seguir o combinado? Eles tem que continuar criando mais e mais coisas e tomar atitudes diferentes do esperado?

Trabalhar com probabilidades é a pior coisa na vida de um narrador. Temos prazo para entregar esses histórias sabia?

  É como se eu tivesse asfaltado uma estrada para meu protagonista, mas então ele vê uma rua toda esburacada e sinistra cortando a estrada e pensa: Ei, parece uma boa ideia entrar nesse buraco, vamos ver o que posso encontrar.

  O que me faz trabalhar igual um condenado para asfaltar a nova rua e fazer com que ele chegue no mesmo destino que a estrada. Porque eu ainda preciso de um final para a história e o protagonista parece apenas querer prolongar ainda mais a viagem.

  "A consciência está gritando de novo. Pergunto-me se ele sabe que escuto tudo o que ele fala. Estou lutando para não me importar com seus comentários, mas agora só me sinto pequeno e esquisito."

  Não fale como se você não fosse. Todo mundo te odeia André.

— Todo mundo quem? — o garoto fala diretamente comigo.

  O leitor ora. A pessoa que acompanha minha derrota e ri do quão estranho você é.

  André não respondeu. Ele se levantou e começou a dar voltas ao redor de si mesmo, torcendo para não vomitar as batatas fritas que comeu mais cedo.

— Sabe, me sinto realmente um lixo quando fala assim.

  Não venha me fazer parecer o vilão.

Estou sendo cruel?

Oh! Está vendo o que você fez? Agora o leitor me acha um babaca, maravilha André.

— Mas você é um babaca, oprimindo a inocente e muito doce criança que eu sou. Me dê um dia e faço todos te odiarem.

  Se eu tivesse um rosto ele com certeza estaria moldado em uma expressão de infinita surpresa.

— Não sei se "infinita surpresa" é a melhor forma de se expressar.

  Oh!

Está pensando o mesmo que eu?


— Acho que não. Ou talvez sim?


Veja bem leitor, talvez André me ouvir seja algo bom.

  Não, não foque em todas as coisas horríveis que eu disse, agora que temos a pouco crucial informação de que ele estava ouvindo e isso provavelmente vai afetá-lo pelo resto da vida.

  Podemos ajudar André uma pessoa legal! Sejamos sinceros, a vida do garoto é triste e triste. Sim, sei que usei o mesmo adjetivo duas vezes.

  Estamos tendo a oportunidade de dizer para André que não é legal ignorar as pessoas quando falam com a gente; que é uma péssima ideia destacar que uma garota tem as pernas e nariz peludos; que ele fica estranho catando papéis de balas e tampando a boca quando vai descer um morro; e que ele é uma péssima influência para seus sobrinhos. Podemos torná-lo melhor! 

— Você está me fazendo uma pergunta ou...

  Aceite a ajuda!

— Certo, certo — ele parou de girar e caiu no chão de forma deselegante. — Acho que não posso negar.

  Exato meu pequeno amigo cheio de espinhas.

— Meu nome é André.

  Aquele em que todo mundo mete o pé.


  André parece desistir de tentar ter uma conversa coerente comigo, se abstendo em arrancar a grama que nasce entre as rachaduras do asfalto.

— Tem mesmo a necessidade de narrar cada movimento meu? Eu ainda posso ouvi-lo.

  O leitor precisa saber.

— Eu sou tipo o protagonista da história ou algo assim? Com monstros e almôndegas radioativas? — seus olhos brilham ao perguntar. — Cara, isso é tão legal.

  Não se anime garoto, você é a pessoa menos indicada para ser protagonista em todos os 99 universos que existem.

— Então por que está narrando a minha vida?

Boa pergunta, mão preciso me justificar para você.

— Parece que vamos passar muito tempo juntos, é melhor começar a gostar um pouco de mim.


  Eu não respondi. Minha mente está dando voltas estranhas, assim como o estômago de André. Droga! Agora pareço meu próprio narrador. Estou narrando algo em primeira pessoa! Droga André.

  Talvez isso seja algo bom. Mesmo com apenas 0,03% de chances de ser bom, parece quê, no final de tudo, o menino André realmente pode me render um furo de narração.

— Me sinto um pouco usado quando fala assim.

  Silêncio boy! Está na hora de torná-lo a melhor versão de si mesmo. E de estudar um pouco mais da narração em primeiro pessoa, parece que vou precisar.

  Todos concordam com isso?

— Eu...

  Vamos lá!


Notas Finais


São 01:43 e eu acabo de terminar esse capítulo.
  Sinto-me eufórica, porque isso está se transformando em uma história. Sinto-me apavorada porque estou com medo de perder o tom divertido da narração. Sinto-me frustrada pela minha incapacidade de seguir um roteiro básico.
  Tudo que eu precisava fazer era colocar o André em situações cotidianas e xingar ele. E agora minha mente está a mil por hora com tantas ideias sobre o rumo que vou tomar.
  Estava escrevendo um capítulo normal e isso ficou tão chato, apenas não tinha mais graça e, quando fui ver, comecei a escrever um diálogo entre o André e o narrador e uau, isso foi tão divertido! Por que não fazer um capítulo inteiro assim? E... Ops, parece que agora eu tenho um novo roteiro e dinâmica para trabalhar.
  Isso aconteceu e eu pensei "dane-se" eu tinha um roteiro, mas eu quero tanto escrever isso assim. Então aconteceu, e agora o narrador e o Andre vão trabalhar juntos para serem as melhores versões de si mesmos e... Isso parece bom para mim. Muito bom.
  É isso. Espero que continuem acompanhando essa história, que acaba de ganhar uma trama, yay!?
Por favor comprem isso, estou apavorada aqui kkkkkj omg! Autora precisando de um "Eu não sei o que você está fazendo, mas estou curiosa, então vamos até o fim"

Obrigada por lerem e beijinhos caramelados ⌛

P.s.: Céus, isso tem 246 palavras. Desculpe.


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