História Todo o Seu Íntimo - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kai, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Artes Cênicas, Artes Visuais, Bangtan, Beyond The Scene, Bts, Comedia, Desenho, Faculdade, Fluffy, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Namjin, Poderes, Seokjoon, Shortfic, Superpoderes, Universidade
Visualizações 116
Palavras 2.279
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁA

FINALMENTE CHEGAMOS AO FIM!

não criem expectativas...

boa leitura!

Capítulo 6 - Duas camadas de confiança


– Hum... Ta. – Eu resmungava pela milésima vez enquanto tentava desenhar aquele corpo com uma peça de roupa.

– Acho que vou cobrar por tempo... – Jin falou em tom de deboche.

Estávamos há aproximadamente duas horas naquela situação, já havia anoitecido e a única coisa que estava no papel era o rascunho da pose que o outro se propôs a fazer espontaneamente – algo como a pose da estátua “O Pensador”, com um tom mais sexy – mas nem um traço a mais era possível de se fazer, visto que: 1) Eu não conseguia, por mais que se esforçasse, ver a roupa de cima que Jin vestia; 2) Minha concentração ia por água abaixo com aquela lingerie rosa que posava em minha frente, ainda mais naquela pose e situação, era enlouquecedor e eu estava beirando a loucura. Rosa realmente combinava consigo.

– Vamos dar uma pausa... – suspirei tirando os óculos e limpando-os com a barra da camisa.

– Como está indo? – Jin perguntou se levantando em minha direção e por instinto apertei o caderno no peito. – Ui! Tudo bem eu não queria ver mesmo – deu de ombros e voltou a se sentar na cadeira em frente a cama.

Engoli seco, ainda não havia acreditado que Kim SeokJin, veterano de artes cênicas, estava na minha casa, com uma lingerie rosa – bem, eu não deveria saber esta parte – posando para mim. Tirando o fato que terei de colocar outra camada de roupa no mesmo para que eu consiga meu trabalho sem ser xingado e odiado até a morte, isso com certeza é um milagre que nunca irá se repetir.

Depois de um curto silêncio perdido em pensamentos, me peguei olhando diretamente para a parte genital de Jin enquanto o mesmo olhando fixamente para mim, fazendo-me ter calafrios de vergonha.

– É... Vo-você poderia por uma jaqueta? – perguntei desajeitado.

– Você está louco? É verão! Eu estou cozinhando apenas por estar com essa camisa, imagina com uma jaqueta!

– É que eu não consigo desenhar roupas assim e...

– HÁ! – debochou – um desenhista que não sabe desenhar roupas, isso sim é hilário, qual é? Você pagou sua vaga na faculdade com bala ou o quê?

– É que… Bem… – nenhuma palavra saia da minha boca diante daquilo, meu rosto se tornou rubro e as lembranças do caderno de “desculpas para dizer quando alguém precisar vestir mais uma peça de roupa” que eu comecei a escrever aos quinze anos de idade tinha se deletado da minha mente, onde, em seu lugar, se inundava todo aquele rosa choque.

Kim SeokJin, aparentemente percebendo minha confusão mental tentou proferir algumas palavras, achando que eu realmente não conseguia desenhar roupas:

– Hey, o que eu disse foi uma piada, me desculpe, não sabia que era realmente um problema. No fim todos temos algo que não queremos assumir por vergonha.

Olhei em seus olhos, eu sabia o que ele queria dizer com aquilo, o real significado de cada palavra dita, não parecia ser uma tentativa de conforto, e sim um desabafo indireto. Sorri simples sem mostrar os dentes, queria dizer que entendia aquilo, mas pensei em uma forma melhor de mostrar.

– Eu tenho um segredo. – ditei simples.

– Todos nós temos.

– Posso demonstrar o meu?

– Se ele não for o fato de você ser um estuprador, pode. – Ri e neguei em resposta.

Peguei firme na lapiseira novamente e respirei fundo, Jin me olhou com uma certa curiosidade, assim que comecei a desenhar o mesmo não se moveu mais, imaginando o que eu poderia estar tramando.

E sem mesmo pensar, minha mão foi determinando os traços sozinha, como se estivesse tão acostumada com o ato que, eu poderia trabalhar até com meus olhos vendados. Cada linha daquele corpo era decorada em minha mente, suas caras, suas bocas, suas novas roupas, era como se aquele interior fosse tão comum aos meus olhos que se tornava belo por si só.

Eu sempre vi o interior das pessoas, suas cicatrizes mais escondidas, suas manifestações guardadas por baixo de um fino tecido, que aos meus olhos se resumia a nada, como um detector de mentiras, que, literalmente, não deixava nada por baixo dos panos. Mas nunca parei para pensar que enquanto os panos não se tornavam uma barreira aos indivíduos a minha volta, elas se tornaram uma barreira para mim.

Nunca revelei minhas reais verdades a ninguém, nem a Hoseok, as poucas pessoas que conheciam meu poder, eram consideradas as mais íntimas, porém nunca passei disso, nunca passei outra impressão a essas pessoas além de “o garoto que enxergava estranho”, aquele que nasceu como um pervertido. Ninguém sabe como eu realmente vejo o mundo, minhas cicatrizes, minhas manifestações, eu as mostro através dessa junção de traços que formam, em harmonia, um desenho. Que para muitos não passa de algo fútil, sem necessidade, mas são o resultado do mais verdadeiro sentimento e emoção.

Tudo isso, toda essa soma de epifania era transportada para aquele desenho, como um grito de socorro, uma última esperança para alguém realmente me ver, ver o que está por baixo dessas roupas, ser meu detector de mentiras. Jin era esse último suspiro, naquele momento, se ele não me entendesse, ninguém mais o faria, e eu morreria sozinho.

Muitos minutos se passaram e minha mão ainda se encontrava frenética, como um trabalhador arduamente realizando seu trabalho, que com uma pequena assinatura foi terminado e olhado de forma geral por uma última vez.

– Terminei – Seokjin sorriu ao ouvir isso e relaxou os músculos.

– Posso? – se aproximou estendendo a mão para pegar o caderno, me levantei, passei os olhos por uma última vez na folha e lentamente o entreguei, dando as costas em direção a porta do quarto.

Após alguns segundos, onde eu não havia saído daquela posição anterior, recebi o silêncio como resposta, o que era uma grande surpresa.

– Namjoon... – o ator disse em tom sofrido, próximo ao que seria decepção.

– Esse é o meu segredo Jin – comecei a dizer baixo – é meio estúpido isso, mas eu posso ver suas roupas íntimas – ri baixo pensando naquilo que disse.

“Não é algo que eu possa controlar, juro, não faço por mal, é por isso que a maioria dos meus desenhos não há roupas. Se quiser me chamar de pervertido fique a vontade, acredito que não irei entregar o desenho já que…"

– Pode entregar – Jin disse enfim – gostei dele.

Aquelas palavras me assustaram, não esperava um feedback positivo naquela situação, me virei e o encontrei se enrolando no primeiro pedaço de pano que vira pela frente – no caso, minha jaqueta – não pude deixar de dar uma longa gargalhada fazendo Jin ficar muito vermelho.  

Depois daquilo, nós começamos uma conversa simples, que gerou uma mais complexa com assuntos muito variados. Não sei direito como entramos naquele nível, mas estava muito interessante.

Conversamos sobre o meu poder, como ele se manifesta e algumas histórias que eu passei por isso. Nisso entramos acidentalmente no assunto lingeries, onde a cor vermelha voltou a tingir o rosto do veterano.

Ele contou que sempre sentiu vontade de usá-las, mas nunca teve coragem, até que um dia um "amigo" virtual o incentivou o suficiente para comprar dois conjuntos em um loja feminina e assim o fez, conjuntos estes que estavam um em sua mochila e o outro em seu corpo no dia após a nossa troca de bolsas (demorou uns dez minutos para o mesmo entender totalmente a situação daquele dia e rir desesperadamente) e quando o mesmo viu que sua bolsa não era a que ele segurava naquela noite, nem conseguiu dormir, imaginando que aquilo seria espalhado para a universidade inteira (pontos para a minha sensatez!).

Nessa conversa descobri algumas de suas inseguranças, como de seu corpo e o medo de ser descoberto , o que me fez pensar se deveria mesmo entregar aquele trabalho para o professor, o expondo de certa forma.

As horas foram como minutos dentro daquele quarto, inerte naquela conversa, quando notamos, o sol já estava nascendo e Jin nem tinha ido para casa. Organizamos as coisas e eu acompanhei o veterano até a saída, com uma simpática despedida eu o vi sair.

Nunca pensei que tornaria Jin meu amigo, ainda mais de forma tão rápida, me senti feliz e uma onda de inspiração passou pelo meu corpo.

Acho que vou fazer alguns rascunhos antes de ir para a aula.

 

[...]

 

Alguns dias depois, o dia da entrega do trabalho semestral para ser específico, o envelope em minhas mãos continha minha chance de ganhar a nota parcial e a integridade de um, agora, amigo. Mas a vida de um ator é feita de nudes vazados e fanarts espalhadas pela internet, eu só estava adiantando todo aquele processo.

Entrando no prédio B, estranhamente muitas pessoas me olhavam atentas – era natural que me olhasse depois daquele escândalo recente, mas não daquele jeito – e todas iam e vinham de uma mesma direção, a sala de expressões artísticas, e era para lá que eu iria.

Ao chegar em frente a porta um arrepio passou por todo o meu corpo.

 

Exposição “Por todo o seu íntimo” Por: Kim Namjoon

 

Meus desenhos, estavam expostos por todas as paredes daquela sala, rascunhos de alguns alunos que eu vi lanchando, finalizações de uma garota lendo na biblioteca, vários desenhos de vários indivíduos ali, para todo mundo ver e, principalmente, no centro do lugar, o desenho principal daquela suposta exposição: uma versão do desenho que fiz de Jin com aquela lingerie azul, ampliada e com o rosto do veterano cortada do desenho.

Pensei que iria vomitar, minhas pernas falharam e eu vi Hoseok sorrindo em minha direção enquanto eu olhava tudo aquilo, eu não parecia feliz, muito menos satisfeito.

– Quem fez isso? – perguntei indignado – Não fui eu quem fiz isso!

– Claro que não! Eu fiz!

Hoseok… Você o quê?

Minha vontade de dar um soco em Jung cresceu drasticamente desde a última vez que ele me fez ir a uma balada no verão, essa exposição não autorizada tinha, definitivamente, sido a gota d’água.

– Fui eu quem pegou os desenhos da sua mochila – continuou Hobi – você estava por aí tão interessado em se sentir para baixo que nem notou isso. Eu li uma vez na capa do seu caderno que você queria fazer uma exposição assim, mostrando sua verdadeira arte, e aí estamos! Ah… Feliz aniversário adiantado!

– Aniversário?! Sério Hoseok? Você achou que eu iria ficar feliz? Você viu meu estado no dia em que meus desenhos desapareceram! Isso não se faz Hoseok, você passou dos limites!

– Aliás, essa exposição é o nosso trabalho semestral – disse por fim se virando e saindo da sala.

Eu levantei os olhos para olhar mais um pouco aquilo tudo, eu iria atrás de Jung para conversar sobre, mas quando notei que todos os alunos que estavam no local me olhavam, eu não consegui sair do lugar. Muitos ali me parabenizaram, outros agradeceram por participar – aparentemente Hobi havia pedido autorização de cada pessoa ali registrada.

– Uau! – disse Kai quando entrou na sala – que belo trabalho!

– Me sinto em uma exposição de relíquias da guerra* – ditei sério.

– Seus trabalhos são muito bons, principalmente aquele lá – apontou para o seu próprio desenho e ri irônico.

Sua pausa súbita para responder uma mensagem no celular me chamou atenção, embora eu não seja de bisbilhotar as coisas alheias, não pude deixar de notar que Kai falava com Jin por mensagens em um aplicativo que eu desconheço. Quando o mesmo notou que eu “olhava” sua conversa, na tentativa de esconder a tela, seu celular escorregou e quase foi ao chão, se não fosse o meu reflexo onde minha mão o pegou no ar. Ele parou em minhas mãos com a tela para cima e era inevitável não ler as palavras que estavam sob a tela.

 

[<<SeokJin>> para <<Daddy_22cm>>] Eu estou indo para um exposição do curso de artes plásticas agora, byee~

 

A mas não pode ser…

 

Eu e Kim no olhamos por alguns segundos, enquanto ele calmamente pega o celular da minha mão engolindo seco se retirando. Antes de sair da sala ele soltou a frase “ele acabou de terminar a amizade comigo” e saiu sem esperar resposta.

Depois desse momento constrangedor, a única coisa que se passou em minha mente foi “22cm de quê? Por que de rola não é”.

Assim que as pessoas ali me deram espaço, eu saí da salas aos pulos para conversar com Hoseok, aparentemente a intenção dele era boa e, conversando com o professor para saber, tiramos nota máxima no trabalho, não tinha o porquê me manter na defensiva daquele modo, mesmo que Hoseok ainda mereça um soco bem dado.

Com uma amizade reatada, nós voltamos para a sala onde a exposição iria chegar ao fim e encontramos Yoongi e Seokjin presentes no local observando.

– Mandou bem – disse Yoongi simples – agora eu irei roubar Hoseok de vocês, adeus. – falou puxando Hobi pelo braço sem ao menos uma explicação.

– Eles estão saindo para um encontro – Jin falou no meu ouvido, me fazendo ter um calafrio.

Ele passou os olhos mais uma vez pelas paredes preenchidas e eu o acompanhava a distância. Seu olhar pousou sobre a imagem no centro da sala e ali permaneceu, com uma mistura de admiração e medo.

– É – comecei – esse é você no dia do almoxarifado.

– Foi a primeira vez que eu usei uma dessas – respondeu.

– Eu sei.

Por mais alguns segundos permanecemos olhando a imagem e eu disse:

– Tem muitos outros rascunhos como esse, mas devem estar guardados, se quiser eu te dou eles.

– Pode ficar, estou me acostumando com a ideia. Quem sabe um dia eu não pose para você novamente em troca de outra madrugada de conversa?

– Posaria com duas camadas de roupa? – retruquei irônico.

– Quem sabe eu não pose com nenhuma – falou sério enquanto se retirava do local me deixando sozinho mergulhado em pensamentos.

 

...O quê?

 


Notas Finais


Então, é isso!

Muito obrigada por acompanharem a fic até o final e me desculpem qualquer erro.
Sei que a história não é das melhores, mas eu estou tentando melhoras esse meu lado escritora, quem sabe eu não escrevo alguma longfic por ai não é mesmo?

e muito obrigado pelos favs, amo vcs!!!

Digam-me o que acharam nos comentários! Até a próxima fic ♥


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