História Todo ódio tem um pouco de amor - Capítulo 4


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Doyoung, Haechan, Hendery, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Johnny, Jungwoo, Kun, Lucas, Mark, RenJun, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, XiaoJun, YangYang, Yuta
Tags Chensung, Dowoo, Heróis, Jaemjen, Jaeno, Leveyuwin, Markhyuck, Minno, Nct, Nctdream, Nomin, Xiaoyang
Visualizações 153
Palavras 3.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi meus dengos ♡
era pra esse capítulo ter saído domingo, mas eu fiquei sem tempo
e eu tô MUITO feliz
TOTUPDA COM 102 FAVS E 500 VIEWS? EU TÔ SURTANDO
muito obrigada anjos, espero que estejam gostando uwu

é isso, boa leitura mozis ♡

Capítulo 4 - Na Jaemin tem sua primeira missão.


Jaemin teve, de longe, a noite mais conturbada de toda a sua vida.

Não era nem por estar dormindo em cima – Em cima quer dizer na parte de cima da beliche, só deixando claro – De Lee Jeno, uma pessoa que ele gostaria nem de partilhar o mesmo ar, quem dirá uma beliche. Mas lá estava ele.

A vida dá uns capotes impressionantes, não é?

Voltando à insônia do Na, ele estava se sentindo daquela forma devido aos pensamentos que invadiram sua cabecinha e não queriam mais sair. Estava assombrado com esses pensamentos desde a conversa que tivera com Mark no refeitório. Nem mesmo pensar em Yangyang, que era a pessoa mais bonita e interessante do mundo aos olhos do Na, estava adiantando. E se isso não estava surtindo efeito, era porque a situação estava crítica.

Resolveu checar seu celular, que ele nem havia mexido devido ao caos que fora seu dia. Não tinha muita coisa, apenas algumas mensagens no grupo da escola. Decidiu checar o que era, mesmo que nunca fizesse isso – Inclusive, o grupo era silenciado. Era quase uma lei para o Na: Colocavam ele no grupo, ele dizia uma coisinha, silenciava e nunca mais dava as caras –.

O Na iria sair do aplicativo e voltar à sua missão de tentar dormir novamente, mas uma mensagem de um número desconhecido chamou sua atenção. Voltou sua atenção ao aplicativo.

Xxx xxx xxx:

Vai dormir, olha a hora.

O loiro se surpreendeu com a mensagem. Será que sua mãe havia trocado de número?

Nana ♡:

Desculpa, quem é?

Xxx xxx xxx:

O hacker do FBI que fica te observando por trás da câmera do seu celular.

Mentira, é o Renjun. Mas eu sou quase isso.

Nana ♡:

Renjun você me assusta.

Como você conseguiu meu número?

Xxx xxx xxx:

Quando eu estava olhando seu celular, eu peguei seu número. O Doyoung pediu caso precisasse.

Nana ♡:

Teve alguma coisa no meu celular que você não tenha mexido?

Ah, salvei seu número. Agora seu nome é Renjun capeta.

Renjun capeta:

Que absurdo, eu sou um anjo.

E sim, teve coisas no seu celular que eu não mexi.

Havia uma pasta chamada “O homem mais bonito que já pisou na Terra" e a foto de um garoto na capa. Fiquei com medo de abrir. Depois de ler sua pasta de imagines do EXO, eu fiquei meio traumatizado.

Jaemin revirou os olhos. Aquela pasta eram fotos de Yangyang que ele havia tirado enquanto durante anos. Aquela pasta tinha o valor equivalente à um patrimônio cultural para o Na.

Nana ♡:

Mexeu porque quis

Renjun capeta:

Hur dur

Enfim, mudando de assunto

Também estou com uns problemas de insônia, quer ir para o lado de fora conversar um pouco?

Jaemin ponderou se era uma boa ideia. O Huang parecia uma pessoa legal, mesmo que ele fosse do jeito que era.

Bom, por que não? Ficar ali naquele quarto ouvindo Jeno roncar não era mais agradável de todo o jeito.

Nana ♡:

Certo, estou indo.

Renjun capeta:

Yay :)

Estou te esperando na entrada do corredor dos dormitórios, de lá a gente vai.

O loiro deixou o celular ao lado de seu travesseiro, descendo pelas escadas da beliche com todo o cuidado para não acordar o colega de quarto – O que seria não seria difícil, já que Jeno dormia que nem uma pedra –. Colocou as pantufas que estavam guardadas dentro do armário para eles e saiu do quarto, fechando a porta com cuidado.

O seu quarto era o último, e o caminho dos corredores era consideravelmente extenso. Se abraçou para conter leve frio que fazia, e semicerrou os olhos para poder enxergar em meio ao breu do corredor.

–Oh, você veio. –Ele ouviu a voz melodiosa do chinês em meio à escuridão, o que fez com que Jaemin soltasse um gritinho de susto. Se recuperou, se segurando para não bater em Renjun que estava rindo de seu susto.

–Por que eu não viria?

–Sei lá, você parece que tem medo de mim. –Renjun deu de ombros, ligando uma lanterna bem na cara do de franja azul. –Vem, eu vou te levar até um lugar que não seja de baixo do solo.

De fato, o Huang assustava Jaemin, mas ele preferiu se calar quanto à isso. Seguiu Renjun em silêncio, passando pelos mesmos locais que passara mais cedo, porém, as luzes e computadores estavam desligados, sendo a única luz a da lanterna de Renjun. O local parecia até menos tecnológico sem todas aquelas luzes e pessoas.

Finalmente, chegaram até uma escada de corda ligada ao teto que ficava escondida no final do local, ao lado direito da porta que levava para o refeitório. Renjun foi o primeiro à subir, abrindo uma porta de metal no teto que Jaemin jurava que não estava ali antes. O Huang passou pela porta e fez um sinal para que Jaemin fizesse o mesmo. O loiro o fez, mesmo que um tanto apreensivo.

Colocou somente a cabeça para fora da porta, sentindo uma brisa ainda mais fria do que a que sentiu quando estava no subterrâneo. Ergueu o corpo para fora, dando uma bela olhada no lugar.

Era uma espécie de pátio aberto com cercas de arame que se assemelhavam à cercas elétricas nas extremidades, e Jaemin avistou o que parecia uma área florestal depois das cercas. O chão era de concreto, e o local era à céu aberto. A lua brilhava e radiava no local, sendo a única luz presente ali.

–Onde estamos? –O mais novo indagou, se sentando no chão. Renjun se sentou ao seu lado, mantendo uma distância considerável.

–No teto da Neo-High. –O Huang respondeu, olhando a lua. –Eu passo a maior parte das minhas noites aqui. Olhar para a lua faz o tempo passar rápido.

–Mark disse que você tem família. –O loiro soltou inocentemente. –Então por que não passa o tempo com ela?

Renjun crispou os lábios, olhando para qualquer ponto que não fosse Jaemin. O Na continuava o observando, aparentemente sem ter noção do que disse.

–Eu tenho família, mas não me sinto bem com ela. –O Huang olhou para o céu, imerso em pensamentos. –Meu pai é coreano e trouxe eu e minha mãe da China para viver aqui à uns 3 anos, com a promessa de que as coisas iriam melhorar aqui.

–E não melhoraram? Digo, agora você é um hacker de uma organização de heróis. Não é todo dia que se consegue algo assim. –Jaemin tentou fazer os ânimos ficarem melhores, mas recebeu um suspiro pesaroso em resposta.

Jaemin resolveu calar a boca.

Anti-heróis, eu diria. –O chinês corrigiu. –De fato, é uma grande coisa. Mas chegar em casa e ver minha mãe se afundar em vinho e em yakisoba barato que ela pediu pelo Ifood enquanto meu pai vive uma segunda lua de mel meio que ofusca as coisas boas.

O de franja azul viu, pela primeira vez em suas poucas horas de convivência com o Huang, a expressão relaxada e forte do chinês fraquejar.

–Se sua mãe está tão mal, por que você não tenta a consolar? Deveria ficar em casa com ela, não seria melhor? –O Na perguntou, novamente, em um tom inocente. Renjun deu um riso soprado, sem humor.

–O efeito do álcool deixa ela meio agressiva. Prefiro ficar longe para evitar que isso piore.

Jaemin era um palerma legítimo, mas ele não precisou perguntar para saber o que aquilo significava.

–Eu sinto muito, Renjun.

–Eu também sinto.

Ficaram em silêncio por um tempo, apenas sentindo o vento gélido bater em seus rostos. Jaemin abraçou os próprios joelhos, admirando o brilho da lua.

–Por que você odeia tanto o Jeno? –Renjun questionou, quebrando o silêncio.

Sendo honesto, nem mesmo Jaemin sabia responder aquela pergunta.

A história de como aquela relação de ódio começou não tinha nem pé e nem cabeça. O Na começou à implicar com o Lee por diversão quando entraram pro clube de ginástica, já que os colegas de time os rivalizavam por serem os melhores do clube, e, desde então, nunca mais parou. Meio que virou um vício provocar o Lee e aparentemente, ele também gostava de fazer isso.

–Não sei. Ele que me odiou primeiro, então o sentimento se tornou recíproco. –O loiro deu de ombros.

–Eu podia jurar que vocês namoravam. Vocês fariam um belo casal. –O Huang deu um sorriso sugestivo, que foi respondido com uma cara de desgosto do Na.

–Credo. –Jaemin balançou a cabeça, espantando esse tipo de pensamento --E você? Tem alguém?

–Não, e sendo honesto, nem quero. –Renjun arrumou a postura, estralando as costas no ato. –Fico feliz estando sozinho, sabe? A ideia de independência emocional me deixa feliz. Isso de “ter alguém para chamar de meu" não é para mim.

Jaemin, como o bolo de carência que era, se surpreendeu com as palavras do chinês. Mas ele estava certo: independência emocional deveria – Sim, deveria, porque Jaemin não sabia como era essa sensação – ser uma benção.

De repente, seus pensamentos foram interrompidos por uma sirene abafada que soou na parte de baixo do local. Jaemin olhou para um lado e para o outro, confuso.

–Chegou sua hora de brilhar. –Renjun deu batidinhas no ombro do Na, se levantando. –Vá chamar o Jeno. Vocês irão para sua primeira missão como Agente Jaem.A e Agente Jen.B.

Jaemin sentiu o peito apertar em completo desespero.

–O que? Como assim? –O Na indagou se levantando num salto, perdido. Assim tão rápido? Céus, Jaemin sequer sabia segurar uma arma direito ainda.

–Relaxa, o uniforme de vocês tem alguns sensores e utensílios que irão ajudar vocês, como um pequeno painel que mostra a localização do inimigo. Isso sem contar que, por ser a primeira missão de vocês, vocês não irão sozinhos. –Renjun respondeu entrando de volta na sede da Neo-High pelo mesmo buraco que havia saído, apenas com a cabeça para fora. –Vem, eu vou chamar o Doyoung e os outros.

O Na assentiu e entrou como um raio dentro do local, quase caindo da escada no processo. Se recompôs e correu até os dormitórios em meio ao breu do lugar, vendo algumas das portas do corredor já abertas. Renjun já deveria ter acordado os outros.

Entrou no seu quarto empurrando a porta com força, o que fez um barulho estrondoso. Jeno se revirou na cama, se cobrindo com o lençol até a cabeça.

–Jeno, acorda. –Jaemin o cutucou, ofegante pela “corrida” que tivera até o quarto. O Lee murmurou algo incompreensível e colocou o travesseiro na cabeça, tampando os ouvidos.

É, pelo visto, Jaemin teria que ser drástico.

–Jeno! –O mais novo gritou, fingindo um susto na voz. –Por que você está sem roupa numa banheira? E com gelo ao seu redor e com essa mancha de sangue gigante nas costas? Eu acho que pegaram seu rim!

Pareceu funcionar, já que o Lee levantou num pulo da cama, olhando para um lado e para o outro, passando a mão nas suas costas.

–O que? Meu rim? Eles vão vender? Então a lenda do ladrão de órgãos que eu vi no Programa do Gugu era real? –O mais velho choramingou, enquanto Jaemin gargalhava alto. O Na se arrependeu de não ter gravado. De qualquer forma, ele não tinha tempo para isso naquele momento.

–Não, mas o Doyoung vai comer nosso fígado se você não levantar. –Jaemin pegou sua moeda da sorte, que estava no móvel ao lado da cama e colocou no peito, apertando-a. Logo, já estava de uniforme. –Nossa primeira missão como Agente Jaem.A e Agente Jen.B é agora.

–Agora? Mas são três da manhã!

–Eu sei. Mas aparentemente, não existe hora para Seul entrar em alerta.

Jeno bufou, mal-humorado por ter sido acordado no meio da noite, tirando sua moeda da sorte do bolso do pijama e colocando-a no peito. Logo, os dois estavam prontos para partir em missão. Correram para fora dos dormitórios, indo para o centro da Neo-High, que estava um verdadeiro caos. Renjun, Donghyuck (que dos cinco era o único fazendo algo, que era carregar armas) Mark, Jisung e Chenle estavam amontoados em um canto, enquanto Doyoung e Sicheng conversavam com um cara relativamente alto e de olhos grandes. Esse último tinha trajava uniforme um uniforme bem parecido com os de Jeno e Jaemin.

–Ai estão eles. –Sicheng apontou, fazendo com que Doyoung e o desconhecido se virassem. –Yuta, esse são Na Jaemin e Lee Jeno. Jeno e Jaemin, esse é Nakamoto Yuta.

Yuta era o homem que trajava o uniforme parecido com os dos mais novos, e Jaemin não pode deixar de reparar no quanto Sicheng secava a bunda do homem de forma nada discreta, mas preferiu se calar.

–Tem uma movimentação estranha na zona leste de Seul. –Doyoung virou uma das telas dos computadores, apontando para um mapa de Seul na tela. –Não conseguimos identificar o que é, mas não parece ser nada grande. Por precaução, já que é a primeira missão de vocês, Yuta, que é nosso herói reserva, está indo com vocês. Na próxima missão, vocês vão sozinhos.

–Por que não vamos com outra pessoa? Mark, talvez? –Jeno indagou, ainda grogue de sono. Sicheng o olhou como se pudesse penetrar sua alma com os olhos, um tanto ofendido, enquanto Yuta apenas olhava para o nada cara de paisagem, como se não quisesse estar ali.

Yuta fazia Jeno lembrar do Spencer de Icarly, por causa do cabelo e da cara de “irmão mais velho irresponsável”. Esse pensamento fez o Lee rir, mas internamente. Pela forma que Sicheng o olhava, parecia que ele ia matá-lo até mesmo se respirasse.

–Porque a FacedWay, a organização inimiga, conhece a face dele, mas não conhece a de vocês, nem a de Yuta. Entende que levar o Mark nessa missão seria um tiro no próprio pé? –Sicheng levou uma das mãos às têmporas, e a outra descansava em sua cintura. –Agora vão antes que o problema se torne maior.

Doyoung bateu palmas, sinalizando para que eles fossem embora dali. Donghyuck terminou de carregar as armas e entregou-as para os dois, dando um soco leve no braço de Jaemin para encoraja-lo. Obedeceram sem nem pensar duas vezes, correndo para fora da sede pelo mesmo lugar que Renjun levara Jaemin mais cedo. Yuta os guiava em silêncio, olhando para o painel localizador em seu antebraço, provavelmente, procurando pela localidade específica do inimigo.

Jaemin se sentia mais consciente do que jamais estivera. Quando, finalmente, seu corpo alcançou a superfície e ele começou à sentir o vento gélido bater em seu rosto coberto pela máscara e o atrito de seus pés correndo pelo chão de forma leve – Afinal, Jaemin era um ginasta e ex-dançarino de ballet, era delicado e suave até em seus mínimos movimentos – O Na se sentiu vivo, como nunca estivera antes. Mesmo que ainda estivesse um tanto nervoso e com a adrenalina à mil.

Jeno parecia curtir a sensação também, mesmo que parecesse preocupado. Corriam em silêncio, pulando entre os tetos do prédio enquanto seguiam Yuta, que parecia saber exatamente para onde ir. O único barulho que ouviam era o do gps do localizador do Nakamoto fazendo pequenos ruídos.

A calmaria cessou quando Yuta parou de súbito sobre o chão de um zoológico de Seul, numa área onde só havia um matagal.ĺ Jaemin e Jeno pararam a corrida de forma drástica, topando um no outro no progresso.

–O que foi? –O Na indagou, tirando o Lee de perto de si com um tapa, que foi respondido por um “Se foder" do loiro.

–No localizador dizia que havia pessoas aqui, mas não há ninguém, apenas animais dormindo e muita mata. –O mais velho olhou para um lado e para o outro, procurando por algo.

Jaemin tinha bons reflexos, e boas intuições. O Na sentia algo estranho no local, algo que não deveria estar ali, mas ele não sabia ao certo o que era.

O Na fechou os olhos, tentando se concentrar nos sons do lugar. Ele tinha um princípio de que os ouvidos são os olhos da intuição, ou seja, ouvir as coisas com atenção era mais útil do que apenas ficar olhando. Ele de certo parecia um louco, de olhos fechados e testa franzida.

Começou à ouvir um “bip bip” meio distante, como se fosse o som de um despertador de relógio digital. O som se intensificou ao ponto que se tornara frenético.

–Sabe que está parecendo um doido desse jeito, não sabe? –Jeno provocou, mas Jaemin pareceu não ligar, apenas fez um sinal para que o Lee se calasse.

–Gente... –Jaemin abriu os olhos, se dando conta do que se tratava aqueles “bip bip". –Tem uma bomba aqui. E ela vai explodir.

Yuta pareceu entender o recado, correndo para outra área do Zoológico. Jaemin também iria correr, mas Jeno parecia desorientado, ainda mais por estarem no escuro. Isso fez o Na parar.

–Anda lesado, corre. Vai explodir em segundos. –Jaemin o segurou pelo braço, puxando-o para longe dali. 

Jeno corria à passos de tartaruga, o que obrigou o Na à segurar Jeno pela cintura, o erguendo e apoiando ele em seu ombro, como se segurasse uma boneca.

E não, Jaemin não sabia de onde surgira aquela força toda.

E Jaemin também não sabia porque raios ele estava achando a cintura fina e delgada de Jeno tão gostosinha de se segurar.

São os hormônios. O Na fez uma nota mental. Esses malditos hormônios adolescentes.

Após estarem consideravelmente longe – E para o desespero dos dois, sem Yuta à vista – Jaemin colocou (leia-se jogou) Jeno no chão, olhando para o local de onde vieram.

E finalmente, a bomba que o Na sentiu explodiu. Não foi nada à nível destrutivo, causando mais fumaça do que força. Jaemin deu um riso, satisfeito por ter salvado o resto do grupo.

–Não ri tanto. –O Lee falou, deitado no chão de concreto do zoológico. –Você salvou o dia mas continua com a cara de tapado de sempre.

Jaemin colocou as mãos na cintura, indignado.

–Lesado é você, seu ingrato! Por que você ficou parado daquele jeito?

Jeno olhou para baixo, envergonhado.

–Eu sou míope. Não estava conseguindo enxergar no escuro.

Jaemin deu um suspiro, tentando ser o mais compreensível que podia.

–E a lente de contato? Enfia em que olho? No do cu?

–Eu não sei se você sabe, mas não pode dormir com lentes de contatos. –Jeno se levantou, ficando frente à frente com o Na. A lua fazia o uniforme de couro do mais velho ondular. –E você me acordou de um jeito que nem deu tempo de eu ir no banheiro. Até agora eu estou apertado, sabia?

–Essa informação foi desnecessária.

–Me acordar daquele jeito também foi.

–O que eu posso fazer se você dorme feito um...

–Meninos! –A voz de Yuta se fez presente, assustando-os. –Vocês viram alguma coisa?

Jaemin parou de discutir, se virando para o japonês. Ainda podia sentir algo estranho, estava tudo calmo demais. Mas preferiu se calar, deveria ser coisa de sua cabeça.

–Não, apenas ouvimos a bomba. –O mais novo dali respondeu. Yuta deu um suspiro aliviado.

–Que bom. –O de cabelo preto murmurou em japonês, algo como “uokata", pelo menos foi isso que Jaemin ouviu. –Já são 5 da manhã, é melhor nós voltarmos.

O Sol já despertava timidamente no horizonte, fazendo o céu desbotar em tons de azul, rosa e laranja. Seria uma bela cena, se Jeno e Jaemin não precisassem se arrumar para ir para a escola naquele horário.

–Temos aula agora. –Jeno choramingou. –É melhor irmos para a casa.

–Certo. Sabem voltar sozinhos? –Os dois assentiram com a cabeça. –Pois bem, podem ir. Mas de preferência, vão para a casa de um só. Não sabemos o sentido de terem colocado uma bomba aqui e se separar pode ser perigoso. É melhor vocês andarem juntos até a poeira baixar.

O sorriso de Jaemin se tornou amargo, quase sombrio. A ideia de levar Jeno até sua casa (ou ele ir na casa do Lee) era quase como enfiar uma faca em seu orgulho.

–Tudo bem. Vamos para a minha, acho que lá é maior. –Jeno curvou os lábios num sorriso falso. –Vai ser adorável receber Jaemin em minha casa.

Traduzam isso como “transformarei a estadia de Jaemin numa visita para o inferno’’.

–Farei um relatório para Doyoung, então não se preocupem. Até mais. –Yuta deu um sorriso largo e chispou dali, deixando os dois sozinhos –E quase se comendo com os olhos, mas não naquele sentido, era no sentido de “se comer no soco" –.

–Se eu entrar na sua casa só para você ficar de gracinha eu peço uma cópia da sua pasta de nudes para o Renjun e publico no telão do auditório da escola. –Jaemin murmurou, pulando no teto de uma cabine de fiscalização, com Jeno o seguindo.

–Você não teria essa coragem. –O loiro deu um sorriso ladino, o provocando.

–Não duvide de mim, Lee Jeno.


Notas Finais




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