História Todos os Sabores - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Amor, Arturito, Carosella, Desejos, Farosella, Fogaça, Fogasella, Henrique, Henriquefogaca, Masterchef, Paola, Paolacarosella, Romance, Sabores, Salgastronomia, Sexo
Visualizações 516
Palavras 951
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Amores! Desculpem a demora! De verdade!
Muito corre corre aqui... Muito trabalho e aquelas coisas "chatas de gente adulta" como diz meu filho.
Não tive tempo de revisar... Me perdoem.
Então... vamo que vamo.
Desfrutem.

Capítulo 36 - Pertencentes


Os primeiros raios de sol começaram a inundar o quarto e quase de forma automática os olhos de Paola forçaram-se a abrir. Um incômodo familiar mas quase confuso preenchia-lhe a região do abdômen e ela não sabia o que fazer. A garganta seca, a angustia em saber se podia ou não levantar da cama.

Correndo seus olhos pelo quarto, logo encontrou o corpo de Fogaça jogado em pequeno sofá do lado oposto a sua cama.

Ele estava todo torto, o grande corpo espremido no sofá. Parecia sereno mas cansado.

Engolindo em seco, olhou para suas mãos e observou uma vez mais os ivs conectados dopando-a das dores.

-Henrique... -sussurrou. Ele nem se quer se mexeu. Voltou a engolir em seco, forçando a voz uma vez mais. -Fogaça?

-Hm... -respondeu ainda de olhos fechados, parecia recusar-se acordar.

-Amor... Preciso de una ajudinha... -falou observando-o.

Como em um salto, ele levantou com os olhos estalados parando ao seu lado.

-Oi amor, está tudo bem? Você está com dor?

Paola segurou o riso.

-Buenos días... -sussurrou encarando o desespero dele, o sorriso se formando em ambos os rostos logo em seguida.

-Ah, que saudade desse buenos días seu.

Ele levou seus dedos até os dela e suavemente a tocou quase como se voltasse a reconhecer seu toque.

-Que bueno que sentiu saudades... Mas, eu preciso muito, muito fazer xixi... -murmurou corando.

-Então vamos lá, te levo até o banheiro.

Com um carinho infinito, Henrique ergueu Paola em seus braços e a sentiu tencionar ao seu toque.

-Dói?

-Meu quadril e minha clavícula... -comentou.

Suavemente ele a largou no chão frente ao Vaso, tirando o soro das mãos dela e o pendurando no gancho ali específico para isso, segurando-a pela cintura, a mirou nos olhos e foi como se todas aquelas infinitas vezes em que a olhou assim tão de perto nunca fosse o bastante. Assim, sentiu como se novamente ficasse apaixonado por ela.

-O que foi? -perguntou ela.

-Nada. -Sorriu antes de erguer a camisola de hospital que ela vestia, sentando-a no vaso sanitário.

-Você vai ficar aí?

-Sim.

Ele abaixou-se apoiando-se aos calcanhares, as mãos nas coxas dela, seus olhos grudados nos dela.

-Você é uma comédia às vezes. -sorriu ela com tal cena, com a intimidade quase constrangedora em que estavam.

-Isso é amor, meu amor.

-Olha, ele está romântico hoje. -debochou Paola tocando o rosto dele, desenhando sua barba mal feita.

-Eu sou um ogro como você mesma diz, mas um ogro apaixonado por você.

Ela não conseguiu não sorrir.

-Ok, mas me deixe fazer xixi. -Pediu o encarando firme.

-Eu fecho os olhos.

-Ok, então feche.

Ele ficou a encarando daquele jeito de sempre, olhos nos olhos, aquele brilho evidente e acolhedor.

-Henrique...

-Tá, tá bom.

Ele fechou os olhos e logo ela deixou seu corpo relaxar. Assim que terminou, o observou por alguns segundos ainda de olhos fechados, mordendo o lábio.

-Henrique Fogaça... Você está pensando besteiras até com o som de minha pessoa fazendo xixi?

Ele riu e logo abriu os olhos, acariciando as coxas dela sem deixar de sorrir.

-Você podia fazer isso em mim qualquer dia desses...

-Fazer o quê?! -perguntou quase alarmada.

-É, quando estivermos transando no chuveiro. -Riu. -Chama-se chuva de prata, meu bem... Aposto que você vai gostar. -gargalhou.

-Tire isso da sua mente, seu... Louco!

Riu também de tal situação. Só ele mesmo para fazer tal comentário.

-Me leve de volta pra cama, seu pervertido! -brincou batendo suavemente nas mãos dele.

-Isso, seu pervertido. Todo seu.

.

.

.

.

O dia passou ameno e sem grandes emoções. Nada além da Alta programada para o dia seguinte, onde com cuidado Paola poderia voltar pra casa.

-Fogaça, você precisa ir pra casa. -Disse ela no fim da tarde logo após ele acabar de pentear seus cabelos.

-Nem pensar.

-Fogaça... Ana Paula vai ficar aqui, Fran vai estar com Jacquin. E você... Você precisa de um banho, precisa comer algo saudável, dormir na sua cama.

-Não pode ser na sua? -protestou fazendo um beicinho nada a ver com o bad boy conhecido.

Ela sorriu totalmente entregue a ele.

-Sim, pode ser na minha.

Ele a ajeitou na cama, acariciou seu rosto e mais uma vez se pegou observando cada milímetro daquela face tão amada.

-Amanhã cedo estarei aqui.

-Cierto.

Ele, o coração apertado e angustiado, ela com o seu acelerado e frenético já com saudades dele.

Ambos nunca imaginaram existir sentimento tão louco, tão intenso, tão recíproco.

-Sabe... Estava pensando... Faz um bom tempo que você não me beija.

-É?

-É.

Sentando na beira da cama, tocou seu polegar aos lábios de Paola e a onda de proteção e desejo o invadiu instantaneamente. Não era desejo carnal apenas, não era aquela coisa de precisar ser saciado. Era um desejo de estar junto, de ver o amanhã pela mesma janela e esperar o sol se pôr com a certeza de que ao nascer estariam juntos novamente.

Com cautela, os lábios de Henrique tocaram os de Paola e ali a vida se refez. Ali voltou seu coração pulsar tranquilo e acolhido. Lábios de encontros, respirações juntas e amor compartilhado.

Afastaram-se aos poucos mas o contato das testas uma na outra se manteve guardando em silêncio a tranquilidade de pertencerem um ao outro.

-Henrique... Yo te amo. Gracias... Gracias por tanto.

-Você me deixa louco com essas palavras em espanhol... E eu também te amo, mulher.

Sem mais palavras, sem prolongar a suposta partida, ele beijou a testa dela e logo saiu do quarto apagando a luz antes de fechar a porta.

A diferença foi que desta vez ele voltava para casa com a segurança de vê-la no amanhã, de a sentir como sua, como o seu amor, o amor jamais imaginado e agora tão real.


Notas Finais


Teremos agora uma pequena passagem de tempo na história. Mas tudo será explicado, fiquem tranquilas.
Obrigada por ainda acompanharem.
Beijão.


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