História Together - Capítulo 5


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger, Personagens Originais
Tags Dramione, Harry Potter
Visualizações 108
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei galera, foi mal pelo pequeno atraso. Tenho viajado muito e não tinha conseguido escrever até agora. Por favor me digam se gostaram ou o que acham que pode acontecer. Gosto de saber o que acham. Sem mais enrolação.
*LUMOS

Capítulo 5 - Verdades


*LEIAM AS NOTAS INICIAIS*

Gina

Depois do que ocorreu na boate Theo fez questão de me levar para sua casa, mesmo eu negando. Ele disse que não me deixaria voltar pra casa sozinha e muito menos ir no carro, nas palavras dele, “daquele desgraçado infeliz”. E eu meio que concordava com ele. Já estava cansada do modo em que Harry me tratava a anos, ele sempre se demonstrou um cavalheiro até certo ponto mas depois de um tempo, ele começou a se mostrar quem realmente é. E pela primeira vez eu não deixaria que ele mandasse na minha vida. Que ele a controlasse como se eu fosse a bonequinha perfeita dele, que não reclamava ou tinha amor próprio para cuidar de mim mesma. Agora eu iria dar um fim nessa história. A partir de hoje, Harry Potter está morto para mim.

Chegamos em uma casa muito grande, não chegava a ser uma mansão mas era realmente muito grande. Entramos por um portão de ferro, havia uma trilha até a porta de entrada. Dos meus dois lados tinha um jardim fantástico. Pelo tamanho, abrigava vários tipos de árvores e flores, em algumas árvores havia um tipo de lamparina que deixava o jardim mais esplêndido. Theo me levou até a porta e a abriu. Mesmo não sendo uma mansão tenho certeza de que meu queixo chegou na altura dos meus pés. A sala era grande, tinha uma lareira no canto e ao seu redor sofás pretos com um tapete grego e uma mesa de centro. A sala era interligada com a cozinha, separada apenas por uma bancada. A cozinha tinha pigmentações de preto e cinza e nela havia uma ilha preta. Theo me levou até um sofá e me colocou lá, e lentamente passou os dedos na minha bochecha.

- Eu vou voltar lá e matar aquele babaca – ele disse e eu sorri, o que surgir uma pequena ardência onde Harry havia me batido – tudo bem? – perguntou com o cenho franzido. Peguei sua mão que ainda se encontrava na minha bochecha e coloquei entre minhas mãos.

- Eu estou bem – disse – eu vou resolver isso.

- Não precisa falar se não quiser mas eu preciso perguntar – ele parecia apreensivo – por que você está com aquele merda? Eu não consigo entender – eu titubeei por um momento, não esperava por isso. Mas decidi que eu poderia confiar nele.

- Há dois anos eu estava com problemas em casa, meus pais só brigavam, e eu não aguentava ficar lá mais de cinco minutos. Eu comecei a frequentar uns lugares barra pesada, e você tem que saber que eu não me orgulho disso. Mas depois de um tempo eu sempre ia lá e comecei a usar umas drogas . Sendo que uma vez eu fiquei tão mal que não consegui chegar até em casa e então entrei um beco e apaguei. Eu acordei no hospital e me disseram que um rapaz havia me encontrado e me levado pra lá – Theo que até então estava em pé sentou ao meu lado e limpou meu rosto, não percebi que estava chorando – eu ainda estava no hospital quando ele foi me visitar, e depois que eu saí continuamos nos vendo. Quando começamos a namorar ele era ótimo, ele era bonito, simpático e amoroso. Era perfeito. Há um pouco mais de um ano ele se mostrou como realmente é. Eu estava na casa dele o esperando como fazíamos todo fim de semana, mas daquela vez ele voltou diferente, ele estava bêbado e quando eu tentei argumentar, perguntar o porquê dele estar daquele jeito, ele... – eu não conseguia mais falar, lembrar do que aconteceu me machucava de um modo que eu não aguentava. Theo me abraçou forte e eu enterrei meu rosto no seu pescoço, doía demais me lembrar.

- Aquele filho da puta já te bateu antes? – ele perguntou revoltado. Eu levantei meu rosto e o encarei.

- Ele me bateu, bateu e bateu de novo. Eu só tive tempo de pegar uma garrafa e quebrar na cabeça dele, e foi isso que me deu tempo para fugir. Eu fui para a casa da Mione e fiquei por lá durante uma semana, não tive coragem de sair de lá. Quando finalmente voltei para minha vida normal, Harry veio atrás de mim, me pediu perdão e disse que só tinha se irritado e bebido e que nunca faria isso de novo. Ele mentiu, fez de novo e de novo eu voltei pra ele. Mas dessa vez não.

- Você sabe que eu ainda quero voltar lá e matar aquele cretino né? – ele se levantou e se virou pra mim – como alguém faria isso, mais de uma vez! E por que você voltou pra ele?

- Porque eu o amo, ou pelo menos amava. – também levantei e me aproximei olhando bem pra ele – deixei de amar no momento em que ele levantou a mão para mim. Não sou a garotinha fraca que ele pensa. E não vou deixar que ele faça isso comigo, não de novo.

Eu estava cansada e eufórica ao mesmo tempo. Exausta pela noite que não terminou bem mas feliz por finalmente poder ser eu e não deixar mais ninguém controlar minha vida. Estava tão desnorteada que não percebi que estar a apenas alguns centímetros de distância de Theo, respirávamos o mesmo ar. Eu queria beijá-lo, mas seria burrice, pelo menos naquele momento. Então com o mínimo de razão que me sobrava, eu me afastei.

- Eu preciso de um banho – suspirei – eu estou cansada.

- Vem comigo.

Ele me levou em direção a uma escada em espiral que ficava no final do cômodo. Chegando no segunda andar havia um corredor com quatro portas. Eu diria que uma delas era o quarto de Theo, outra a de seus pais, uma terceira o quarto de hóspedes e a quarta o banheiro. Ele me levou até a última porta do corredor, quando entrei era um quarto simples. Uma cama de casal, duas mesas de cabeceira e um guarda roupa de madeira. Havia um banheiro dentro do quarto também, avisei que tomaria um banho rápido e ele assentiu. Entrando no cômodo via-se que ele era simples, apenas um sanitário, um boxe, uma pia e um pequeno armarinho com toalhas. Peguei uma e logo tratei de entrar no banho, deixei que a água caísse em mim, quente e que com ela toda a angústia e problemas da noite se esvaíssem. Saí do chuveiro e me enrolei na toalha, quando saí do banheiro quase tive um infarto. Theo estava sentado na cama.

- Meu Deus Theo, quer me matar! – indaguei.

- Desculpa, não quis assustar – ele disse sem graça – só pensei que talvez quisesse uma blusa pra dormir mais confortável – ele me entregou uma blusa e eu a peguei. Voltei para o banheiro e a vesti, ficou até a metade das minhas coxas, eu consegui sentir o cheiro de Theo nela, além de ser confortável, então voltei para o quarto – bom agora que está tudo bem vou te deixar descansar.

- Fica, por favor – pedi – me faz companhia – deitei na cama e pedi para que ele me acompanhasse – não vou conseguir dormir.

- Vem cá – ele se deitou e me chamou, me aproximei e deitei ao seu lado, ele me puxou para maia perto e encostou seu peito nas minhas costas – tenta dormir – escutei ele sussurrar no meu ouvido e depois de alguns minutos consegui adormecer.

Hermione

Acordei em um lugar que não reconhecia, com uma puta dor de cabeça. Não me lembrava de metade do que aconteceu na noite passada. São apenas alguns flashes de memória, me lembrava da boate, da Daphne engolindo aquele babaca, e de Draco e eu bebermos até não conseguir mais. Porém acho que eu devo ter bebido mais que ele. Me sentei na cama e olhei a minha volta. O quarto era simples mas muito bem arrumado. Todo branco com móveis de madeira. Cama, mesa de cabeceira, guarda-roupa, além de uma escrivaninha com uma estante ao lado, com alguns livros. Me levantei e andei até eles, sempre fui apaixonada por livros, peguei um que estava por cima. Era um livro de citações, de Charles Bukowski. “Não, eu não odeio as pessoas. Só prefiro quando elas não estão por perto.” Profundo, tenho que admitir. Continuei lendo até que ouvi o barulho da porta abrir e um loiro entrar cambaleante com duas xícaras em uma mão e um prato com biscoitos e um vidrinho na outra.

- Quer ajuda? – perguntei pegando as xícaras de uma de suas mãos.

- Como você está? – indagou Draco com um semblante preocupado – estava péssima ontem a noite.

- Obrigada amigo – disse e ri, tendo a consequência de uma dor no meu crânio – parece que uma manada de elefantes passaram dançando no meu cérebro.

- Eu trouxe isso – ele me entregou o frasco – vai ajudar com a dor de cabeça.

- Valeu – tomei um comprimido e depois o encarei. – e então, acho que agora já pode me contar.

- Hermione... – olhei para ele séria, queria que ele confiasse em mim – você não vai gostar de saber.

- Mas eu quero, sabe que pode contar comigo sempre. Por favor...

- Ta bom – ele assentiu e suspirou – quando minha mãe deixou a mim e meu pai sem nada e fugiu, ele teve que se virar de alguma maneira. Ele tentou de todos os jeitos conseguir um emprego decente e fez coisas que não queria para sobreviver – ele me encarou como se me pedisse desculpas, eu segurei sua mão. Sei que eles foram obrigados – eu tentava de todas as maneiras conseguir algum dinheiro para ajudar meu pai, fazia bicos em vários lugares e isso durou anos. Até que um dia, três anos atrás, Theo, que considero um irmão, e eu estávamos andando na rua. Ele tinha dinheiro, sempre tentava ajudar mas eu sempre negava, então ele me ajudava com os bicos. Nesse dia ficamos até tarde e enquanto andávamos percebi que estávamos sendo seguidos. Quando eu ia fazer alguma coisa eu sou envolto em escuridão. Acordei em um lugar escuro e úmido com Theo ao meu lado, pessoas a nossa volta diziam que iriam fazer coisas com a gente. Eu consegui me soltar e derrubar dois deles que ficaram nos vigiando, solteira Theo logo em seguida. No momento em que saímos pela porta fomos parados por um sujeito grande, e olhos tão frios que chegavam a gelar qualquer um que olhasse para eles. Era o chefe de tudo aquilo. Disse que nós teríamos futuro no ramo dele e ganharíamos muito se trabalhássemos para ele. Eu precisava do dinheiro, se eu ganhasse tão bem poderia ajudar meu pai. Então aceitei a proposta, eu não estava pensando e meu amigo nunca me deixaria sozinho, então também aceitou. Quando descobri o que era o trabalho tive que continuar, não tem como fugir. Entra com vida e só se sai na morte. Eu não gosto de fazer o que faço, mas é preciso.

- O que você faz Draco? – perguntei apreensiva demais, com medo demais. Não por mim, por ele.

- Eu trabalho pro maior traficante do Estado. E com ele não se brinca Hermione. Esses caras são barra pesada. Era por isso que estava tão apreensivo em te contar, não queria que ficasse com medo de mim.

- Draco eu não estou com medo de você – disse olhando para aquele mar azul-acinzentado – estou com medo por você, eu te disse mais de uma vez. Eu me preocupo, eu quero o seu bem.

- Não tem medo disso? – perguntou.

- É claro que tenho, mas antes disso, antes do medo, eu protejo aqueles com quem me importo.

- Eu sou um deles?

- É claro que é, sempre vai ser – disse então o abracei. É claro que eu tinha medo, Draco não tinha ideia de com quem estava se metendo quando entrou para esse negócio e arriscou dizer que ainda não tem. Mas o que eu disse era verdade, antes de qualquer medo que eu sinta, antes disso vou proteger aqueles que são importantes na minha vida. E ouso dizer que isso ainda vai dar muitos problemas, e daqueles que vão gerar graves consequências.


Notas Finais


Gostaram? O que acham? Quero saber, bjos.
*NOX


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