História Together - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 17
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Late night


Fanfic / Fanfiction Together - Capítulo 11 - Late night

Hoje era um daqueles dias em que eu quase chorava de tanta saudade. Saudade da companhia, do olhar, abraço, o som do riso fofo, das piadas, do cheiro, do cabelo cheio e sedoso entre meus dedos, de quando ele agia docemente acariciando minha bochecha me chamando de gordinha. 

Seu sorriso sexy de tirar o fôlego, o olhar que me fazia paralisar. A presença dele num todo. Difícil lutar contra saudade, lutar contra a frustração de não ter quem você mais quer perto de você. 

Sim ele me telefonava sempre quando dava tempo, também enviava mensagens,ambos fazíamos. 

Hoje, um dia difícil. Um dia de trabalho duro e muita coisa dando errado, como minha falta de criatividade na hora que mais preciso criar algo deslumbrante o suficiente para semana de moda em Tokio. 

O céu escuro estampando a noite chuvosa, as gotas caindo não eram grossas, mas sim feito uma garôa forte. Eu pensei nele.

Daria qualquer coisa para abrir a porta e encontrá—lo na sala, vestindo bermuda e camiseta jogando vídeo game sentado no sofá. Ah, parecia um garotinho, fazia—me recordar de quando o conheci. 

Encontrar seus lindos olhos me analisando dos pés a cabeça curiosamente, só para depois me perguntar: "Tudo bem, jagiya?". 

E com toda frustração que estou sentindo correria para seus braços onde encontraria consolo e carinho. Ele ficaria preocupado. Muito, exatamente como um avô fica com sua netinha predileta. 

Sorri ao imaginar seu biquinho fofo, esperando que eu fale de uma vez o que está me incomodando. Ele estaria ali para ouvir tudo. Cada detalhe.

Enquanto dirigia de volta para casa. Ouvindo a chuva junto a uma música calma tocando no rádio. Meus devaneios passeando por minha mente. 

Cada pequeno detalhe sobre ele era como um milagre pra

mim. Uma parte dos motivos por eu ama—lo tanto, era por sua alma pura, eu o admirava muito. Se você precisasse de alguém para te alimentar, ele estaria ali. Se previsasse de alguém para te ouvir, ele estaria ali. Se necessitasse de ajuda para alguma coisa, ele não hesitaria estender a mão para você. Assim feito um anjo da guarda, ele estaria sempre ali e mesmo longe de mim fisicamente, sabia de alguma forma que seus pensamentos carregavam a mim.

O que será que ele está fazendo agora? Será que já comeu? Qual cidade eles estão? Estão todos bem? 

Chegando em casa, fui diretamente para a ducha. Tomei banho com o sabonete dele, sempre o fazia quando ele não estava. Depois preparei uma comidinha leve para o jantar. Já era bem tarde. 

As novelas na tv não prenderam minha atenção, então fiquei rolando a tela do celular pelas redes sociais. Sim. Estava atrás de qualquer vestígio do Bangtan. 

Fotos, vídeos e gifs do show recente. Tão lindos e talentosos, enchendo meu coração e da mais uma legião de fãs de orgulho. 

Encontrei algumas fotos que salvei, a maioria do Jiminie. Ele tirava todo meu ar. 

Passei um bom tempo contemplando fotos e mais fotos, vídeos e mais videos. Talvez foi a maneira que encontrei de diminuir a saudade. Será que atrapalharia se eu ligar agora? Pra uma vídeo chamada, precisava ver aquele rosto. 

Antes de ir pra cama, fiz minha rotina noturna com cremes e hidratantes. Escovei os dentes e passei um protetor labial. Apaguei a luz deixando só o abajur ligado. Escolhi o lado dele na cama, o travesseiro tinha seu cheiro gostoso, que me deixava relaxada. 

Mesmo hesitando apertei para ligar. Talvez ele estivesse ocupado praticando, dormindo talvez... 

— Oi.— seu lindo rosto sem maquiagem apareceu na tela. Como alguém podia ser tão incrivelmente lindo? 

— Jagi? Tudo bem? Que cara é essa?— seu tom preocupado. 

— Oi, ah... nada. Esta tudo bem. Só estava me perguntando como você pode ser tão bonito. 

Ele soltou uma risada divertida. 

— Eu também não sei. 

— Convencido.— não contive um sorriso.— Estou te atrapalhando em alguma coisa? 

— Não.— mexeu nos cabelos.— eu acabei de sentar. Estávamos trabalhando em algo no estudio do Namjoonie hyung. 

— Ah sim. Qual o horário ai? 

— Agora é final de tarde, logo o sol vai se por. 

— Entendi.

Silêncio. Ficamos nos fitando por alguns segundos até ele quebrar o silêncio: 

— Qual o problema? Aquela ruguinha de preocupação esta entre seus sobrancelhas. 

— Nada. 

— Chistine... 

— Não quero te encher com meus problemas. 

— Você é problema meu. 

— Liguei por que estou com saudade.

— Eu também. Sinto sua falta todos os dias, mas sei que não é só isso. Vamos, fale o que há de errado. 

Peguei um cacho e comecei a brincar com o dedo. 

— Tive um dia de merda. 

— No ateliê? 

— Sim. 

— O que houve? 

— Eu preciso criar. Novos desenhos, na verdade uma nova coleção. 

— Outra? Mas, você praticamente tem uma pronta... 

Ah, ele não sabia sobre a semana em Tokio. Eu queria fazer surpresa. 

— Amor, moda é assim. Tudo passa muito rápido. Eu preciso criar algo que mostre todo meu talento. 

— Tudo que você cria mostra todo seu talento, jagi. O que foi agora?

— Não estou me sentindo segura. 

— Como posso te ajudar?— ele aproximou a câmera. 

— Se pudesse te colocaria na minha vitrine, coisa linda. 

— Me coloque. 

— É brincadeira, dã. Até parece. Minha humilde lojinha seria depredada pelas armys cheias de amor pra dar. 

Ele riu. 

— Agora é sério. Tudo deu errado hoje. A equipe de custura acabou com um tecido caríssimo, era o último. Agora só por encomenda. Min Lee passou a tarde toda tentando encontrar algum lugar para comprar esse tecido. E nada. A pior parte é que tenho figurinos para entregar na próxima semana. 

— Sinto muito, por você. 

— Obrigada. 

— Parece cansada. 

— Mais mentalmente que fisicamente. 

— Vai dar certo. 

— Não vem com essa, você é o rei do pessimismo. 

— Quer que eu diga o que?— perguntou rindo. 

— Não sei.— surpirei me ajeitando na cama.— minha criatividade esta zero. Preciso dela pra criar algo incrível. 

— Nossa, esse algo incrível é para algo especial? 

— Não.— menti. Minha intenção era contar pra ele só quando tivesse algum rascunho. 

— Huh, então tenha calma. Sua ansiedade não vai ajudar. 

— Tem razão. Por isso amo falar com você, amor. É maravilhoso como você faz tudo ficar melhor. Como faz eu me sentir melhor. 

— Só quero te ajudar da maneira que dá, já que não estou presente. 

— Obrigada. 

— Por nada. 

— Tem alguma novidade para me contar?— ele franziu o lábios e estalou a língua. 

— Nada que posso contar. 

Rolei os olhos. 

— Claro, confidencial. 

— Isso.— sorriu sem mostrar os dentes.— suas olheiras estavam mais fundas que o normal. 

— Tem dormido e se alimentado direitinho? 

— Faço meu melhor. 

— Isso não responde minha pergunta. 

— Fiquei despreocupada, cuide de você. Não se preocupe tanto comigo. 

— Como se fosse facil.— murmurei. 

— Estamos trabalhando duro. Há muito a ser feito precisamos retribuir o máximo de amor que nossas fãs nos dão. 

— Sinto cheiro de comeback.— brinquei. 

— Vamos finalizar a tour agora, dando nosso melhor. 

— Como sempre.— mexi os cabelos me ajeitando na cama. 

— Esta dormindo do meu lado na cama? 

— Uhum. Algum problema? Vai pegar mau com isso, Park? 

Ele riu de minha careta. 

— Não sabia que tinha essa mania de invadir meu espaço quando não estou. 

— Faz tempo isso. Nunca contei porque sabia que ficaria se achando, se gabando. 

— Não consegue dormir do seu lado? 

— Fico com seu travesseiro porque tem seu cheiro gostoso.—a expressão de satisfação no rosto dele era total.— Durmo melhor do seu lado com seu travesseiro. 

— Isso é fofo. 

— Com certeza. 

Nos encaramos por longos segundos através da tela. Parecia que estávamos nos examinado. 

— Que foi?— saiu quase num sussurro. 

— As vezes fico meio bobo com sua beleza.— sorriu até os olhos sumirem, suas bochechas ficando mais rosadas que o normal.

Só pude sorrir de volta, lisonjeada, mas o sorriso logo tornou—se um longo bocejo. 

— Acho melhor dormir. Parece cansada, vá descansar. 

Sentia minhas pálpebras pesadas. 

— Uhum. 

— Descanse, terá mais energia ao amanhecer e estará mais inspirada também. 

— Obrigada, amor. 

— Pelo o que? 

— Por ser meu raio de sol precioso. 

— Vai dormir.— riu.— Tenha bons sonhos, gordinha.

Foi a última coisa que ouvi antes de pegar no sono com o celular na mão. 


♥️


— Temos dez minutos para chegar nessa reunião! 

— O que posso fazer? Tô dirigindo o mais rápido que possível!— Min Lee na direção enquanto eu mandava mensagens e recebia dos coloboradores do evento. Estávamos super atrasadas e o trânsito de Seoul não ajudava. 

— O que vamos fazer hoje? Você nem teve tempo de falar, passou o dia no telefone. 

— Desculpe por isso. Fiquei enrolada com documentações e outros tramites do evento, mas tudo está se resolvendo. A reunião de hoje é para gente ficar por dentro do conceito do desfile. 

— Ah sim.— respondeu fazendo a curva. 

Logo estavamos em Gangnam. O endereço era um edificio alto e espelhado, como a maioria dos predios da área nobre ao norte de Seul. 

Passando pelo saguão fomos recepcionadas por uma mulher alta extremamente magra em sua saia de couro e blezer pretos. Elas nos entregou um crachá dizendo para manter conosco porque precisaríamos dele dali em diante para qualquer evento relacionado a Tokio. 

A decoração do lugar era tirar o fôlego. Paracia estar dentro de um seriado de tv ou reality show. Fomos guiadas até a sala onde vários outro colaboradores se encontravam. 

— Acho que vai rolar uma festa e ninguém nos avisou.— Lee murmurou só pra mim. 

Estavam todos vestidos como se fossem para uma festa. Homens e mulheres alguns com roupas brilhosas outros com algum acessório extravagante. 

— É também acho. 

Min e eu estávamos simples demais perto deles. Eu usava jeans e suéter branco, Lee também usava jeans e camiseta com estampa da banda The Runaways. 

Imagine duas pessoas de jeans e camiseta no meio de um desfile de escola de samba. Então, exatamente assim. 

Senti os olhos curioso sobre mim, já havia notado que era a única pessoa de cor no recinto. Procuramos um canto para ficar e logo um casal, uma mulher e um homem ambos asiáticos, entraram na sala nos pedindo para sentar numa mesa comprida e oval. 

Logo a reunião se iniciou. Tudo em inglês, então tive que traduzir algumas palavras desconhecidas por Min Lee que não era tão fluente. 

Com direito a slideshow e explicação sobre como o evento acontece internamente. 


Momentos depois...




— Vamos falar agora sobre os colaboradors externos. Os modelos. Sabem que cada coleção terá seus modelos para o desfile. Um deles será uma celebridade como de costume.— a mulher falou. 

— Na próxima semana, teremos outra reunião— prosseguiu o homem— onde vamos comunicar quem será o modelo colaborador. 

— Alguma pergunta? 

— Eu.— uma mulher jovem, talvez da minha idade, parecia coreana, de cabelos loiros e rosto angelical egueu a mão.— como é feita a escolha dos colaboradores externos? 

— Nós apresentamos o estilo de vocês e eles dizem com quem tem interesse de colaborar.— 

— Okay.— ela anotou alguma coisa no celular. 

— Mais alguém?

Ninguém se manifestou. 

— Então por hoje é só. Até a próxima e obrigado pela presença. 

Eu e Lee fomos as primeiras a sair do prédio. Já era hora do almoço, então decidimos procurar um restaurante qualquer. Depois de uns quarenta minutos rodando pelo bairro encontramos um. Chic e caro. Assim era o estilo Gangnam. 

— A comida é ótima. 

— E cara. 

— Fala como se não pudesse pagar. 

— Não é isso. Só não acho que me daria bem vivendo desse lado da cidade. 

— Aqui tudo é tão de alto padrão. 

— Por isso. 

— Dizem que a maioria dos casais depois de se casarem vem morar aqui. 

— Hmm.— dei um gole no vinho tinto. 

— Pensa nisso? 

— No que? 

— Casamento. 

— Não, tá louca? 

— Nossa, mas todo mundo casa um dia. 

— Tem razão, um dia. Pra mim esse dia está bem longe. 

Continuamos a comer em silêncio. 

Casamento. Pensei. Jimin e eu nunca conversamos sobre. Nós não fazíamos o casal que planeja um futuro. 

Sim, nós queriamos viver o maior tempo possível ao lado do outro. Mas, casamento nunca foi um tópico citado entre nosso assuntos. 




Notas Finais


Obrigada por ler 💜


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