1. Spirit Fanfics >
  2. Together >
  3. Trevas - II

História Together - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Agradeço todo o apoio que dão, sério. Isso é muito gratificante. Obrigado mesmo. A história só iria ter oito capítulos, mas vi que poderia aproveitar o próprio enredo que criei e resolver algumas pontas soltas. Estou pensando seriamente em ultrapassar essa marca de oito capítulos. Tudo dependerá de minha inspiração e motivação! Mesmo assim, obrigado mesmo.

Capítulo 7 - Trevas - II


Larry estava preparando uma omelete. Quando ouviu aquela notícia, sua tamanha surpresa o fez derramar parte dos ovos na mesa.

— Droga… — resmungou enquanto limpava a sujeira que fizera.

Mal podia imaginar como poderia estar Barry naquela situação. Ele já estava paranoico demais por causa do ocorrido da passeata e dos casos que aconteceram em toda a cidade. O pardo decidiu, após o café, ir para a casa de Barry. A sorte é que Barry morava perto de sua casa e com isso ele poderia ir caminhando. Larry arrumou algumas coisas na cozinha e em seguida abriu a geladeira. Correu os olhos por alguns segundos e encontrou uma barra de chocolate que havia comprado no dia anterior.

Irei levar esse chocolate para ele, pensou. Apanhou a barra do doce na geladeira e a colocou na mochila que estava levando.

— Para onde você vai, filho? — indagou sua mãe.

— Pra casa do Barry. — respondeu. — Posso?

A loba assentiu, sorrindo.

— Só não aprontem muito, filho. — falou rindo. As risadas da loba soaram um pouco maliciosas.

O lobo retribuiu o sorriso da mãe e se despediu. O que será que ela quis dizer? , pensou. Larry não havia contado a nenhum familiar sobre seu namoro. Contudo, na quinta-feira, a mãe tinha visto os dois se beijando no sofá. Ao invés de interferir, ela apenas deu de ombros.

Larry atravessou a rua e caminhou até o fim. Virou à direita e continuou seu trajeto. O sol não o atingia porque estava abaixo de muitas árvores. Ao virar à direita novamente, encontrou um grupo de animais caminhando por ali. Era muitos. Entre eles estavam três ovelhas, duas lontras, um macaco robusto e uma girafa. O coração de Larry palpitou fortemente. A exceção do grupo, a rua estava completamente deserta.

Quando os olhos do lobo pardo se encontraram com o olhar mal encarado de todos ali, tudo pareceu ocorrer em milésimos de segundo.

As ovelhas sacaram punhais e uma das lontras possuía um pedaço mediano de madeira. Sem pensar duas vezes, o lobo disparou na direção contrária. A adrenalina em seu corpo o consumia da cabeça aos pés. Não podia parar. Se parasse, se machucaria feio. Poderia até morrer.

— Volta aqui, selvagem!!! — gritou uma das ovelhas, totalmente furiosa.

— Parece que o caçador virou a caça, não? — disseram em tom de deboche.

Uma lontra desarmada alcançou o lobo pardo e o puxou pela camisa. Larry tropeçou com o puxão e caiu com um baque surdo na calçada sombreada. No pouco tempo que ficara no chão, uma fúria gigantesca invadiu Larry. Ele agarrou o pulso da lontra que o socava ferozmente e se levantou.

— Me-deixa-em-PAZ!!! — gritou.

Abruptamente, o lobo chutou o rosto da lontra, acertando-a no olho. Decidido a não olhar para trás, continuou correndo. O peso da mochila em suas costas não o impediu de correr mais rápido que antes.

Ele avançou por duas ruas e, ao virar em uma terceira, pulou o muro de uma casa, despistando assim o grupo. Era a casa de Barry.

O lobo pardo conseguira correr dos animais enfurecidos e pegar um caminho alternativo para a casa de Barry.

Sabendo que os pais do lobo branco estariam trabalhando, Larry entrou na casa sem bater na porta. O grupo não poderia descobrir onde se escondera.

— Quem está a…Larry?! — disse Barry surpreso. Ele correu imediatamente até o lobo. — Por que você está sujo assim? E esse machucado na sua pata?

Os dois se dirigiram até a cozinha. No rosto de Larry havia uma mistura de raiva e alívio. Barry estava completamente surpreso e muito assustado.

— Não se preocupa. Estou bem, lobinho. — acariciou a cabeça de Barry quando ele o abraçou.

— Vem aqui. — Barry se desvencilhou do abraço e indicou a pia com a cabeça. O lobo pardo caminhou até lá e deixou o outro retirar o sangue de sua pata. — Por favor, conta o que aconteceu…

— Não queria preocupar você com isso, mas acho melhor falar…Aí, toma cuidado. Tá ardendo...Bem, eu estava vindo pra cá pelo mesmo caminho de sempre. Mas, quando estava um pouco próximo daqui, fui…atacado.

— Quê?!

Larry iria explicar o porquê tinha sido atacado. Mas o olhar de seu lobo branco indicava tudo. Ele já devia saber muito bem o motivo. Mais do que qualquer um.

— Que porcaria… — murmurou enquanto enxugava vagarosamente a pata de Larry. — Por que que quando tudo parece estar fluindo, vem algo ruim?

— Não está tudo fluindo!!! — retorquiu Larry. — Já viu a notícia que deram hoje no jornal?

— Não seria nada importante se eu tivesse descobrido que poderia ter perdido você… — respondeu tristonho. Lágrimas desciam pelo seu rosto expressivo.

— Ah, Barry…

A fúria exposta na feição de Larry desapareceu. A última coisa que desejaria era ver quem mais amava naquela situação.

— Não vai ser qualquer acontecimento infeliz que vai me separar de você. Nenhum vai.

— Tudo que a gente conhece parece estar desabando…Por que será que logo após essas tragédias envolvendo o movimento ocorreu essa investida dos militares?

— A cidade de Zootopia não vai ser a mesma…a gente sabe. Pode acontecer de tudo agora.

— Desculpa chorar assim…chorar não resolve nada… — as lágrimas desciam cada vez mais abundantes dos olhos de Barry. Num gesto carinhoso, Larry lambeu o focinho do lobo pérola.

— Chorar faz bem às vezes.

— Vamos conseguir ultrapassar isso. As coisas ainda podem mudar!

— É…juntos. Vamos conseguir juntos.

Os dois lobos foram para o quarto. Barry abriu a gaveta de seu criado mudo e deu um curativo para Larry usar em seu machucado.

— Bem melhor. Obrigado. — agradeceu.

— Eu te amo, sabia? Muito. — disse Barry, corado. O lobo branco, que estava sentado na cama, puxou o pardo para um beijo longo e acalentador.

— Também te amo muito, lobinho. — falou ao se separarem. Larry selou seus lábios nos do lobo novamente e os dois deitaram-se suavemente na cama. Era um beijo apaixonado e caloroso.

Ambos estavam corados. Larry estava por cima do lobo branco. A pata não machucada do lobo estava entrelaçada a do seu amado.

— Eu nunca disse, mas…seu gosto é tão bom. — disse Larry. Barry ficou vermelho igual a um pimentão. Talvez até um pouco mais forte. — Por favor, apenas deixe…

E então os lobos selaram os lábios novamente. Dessa vez o beijo estava mesclado aos sentimentos de luxúria e romance. Alguns segundos se passaram e a língua de Larry deslizou para a boca do amado. As línguas se encontraram e dançaram freneticamente. Não se passou muito tempo para que a sintonia entre os dois fosse quase perfeita. Aproveitaram ao máximo o sabor de cada um e se deleitaram com o laço que só os dois possuíam.

Mesmo entregues ao desejo carnal ainda sim sentiam fortemente seu peito arder com o amor que mais ninguém além daqueles lobos teria. Talvez tivesse — mas não igual. Nunca igual.

Vagarosamente os dois separaram o beijo. Olhavam-se com apreço.

— Você é tão bonito, Barry...único para mim…

Larry acariciou as bochechas do outro com sua pata e lhe fez carinho atrás das orelhas. Barry gostava muito daquilo e isso era perceptível por causa de seus gestos guturais. Larry beijou o pescoço do lobo, lambeu sua extremidade até a bochecha, deu outro beijo e retornou ao pescoço. O vaivém de beijinhos e lambidas faziam Barry gemer baixinho por muitas vezes.

O lobo pardo levou sua pata até o peitoral ainda vestido do lobo e deslizou lentamente até sua virilha, onde a pousou. Um volume marcava as bermudas de ambos os lobos. O de Larry era mais perceptível, pois o desejo do pardo apenas crescia.

— Acho que fui longe demais… — desculpou-se o lobo.

— N-não…só é…estranho…

A pata do lobo se retirou dali e retornou ao peitoral de Barry, a qual ficou acariando lenta e carinhosamente.

— Eu não faria isso com qualquer um. Por isso nós dois devemos estar confortáveis e decididos…na verdade, Barry, eu só quero fazer isso com você. — sussurrou na orelha do lobo branco.

Um arrepio de luxúria e amor percorreu todo o corpo do lobo.

Larry saiu de cima do amado e o abraçou.

Ficaram trocando carícias e beijos por vários e vários minutos.

Pouco a pouco a memória de que estavam agora em uma Zootopia incerta e perigosa retornava, mas isso não os incomodou. Tinham um ao outro. E, fosse o que fosse, fariam de tudo para ajudarem Zootopia a se tornar, novamente, um lugar onde você pode ser o que quiser.

(…)


Notas Finais


Perdoem qualquer erro, por favor :3
E me perdoem realmente por não ter continuado essa cena aí do final, hahaha...
(T▽T)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...