História Together - Capítulo 46


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 217
Palavras 3.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus bb,tô de volta,rs.

Hoje o capitulo tá profundo,vamos tentar entender as decisões ou quase decisões na nossa tão amada Chris,okay?

Desculpe por qualquer erro e boa leitura.

Capítulo 46 - Masoquista.


Fanfic / Fanfiction Together - Capítulo 46 - Masoquista.

Eu não desistiria,tampouco iria embora. Mas precisava estar preparada para passar por aquilo. Depois que minha amiga foi embora fiquei horas e horas pensando sobre quais eram minhas opções.  Talvez por minha mente cheia demais não conseguia encontrar uma saída,ver a tal luz no fim do túnel. Minha vida estava no avesso e agora encontrava-me tentada a voltar correndo para o desastre. Uma de minhas opções…Ou podia procurar um novo lugar longe dali e recomeçar,talvez buscar uma outra empresa onde pudesse continuar fazer o que amava.

Uma pessoa inteligente faria a escolha certa. A pessoa sensata não correria diretamente para o precipício e eu pensava sobre isso,olhando o pouco movimento da rua pela minha sacada. Um vento leve balançava os cachos soltos do meu cabelo. Já tinha chorado bastante,passado noites em claro pensando nele,em tudo. Mas o tempo de “luto” tinha acabado ou pelo menos tinha de colocar um fim nisso.

Custaria minha sanidade e paciência.

Não queria mais fugir como havia feito durante todos os dias que se passaram. Queria me reconhecer ao olhar no espelho,voltar a enxergar o brilho em meus olhos. Talvez nada pudesse voltar a ser o que foi uma vez,mas sabia que precisava passar por cima da situação,enfrenta-lá. Por mim mesma até porque era a única que sabia sobre meus próprios sentimentos.

Apesar de tudo conseguia respirar melhor,ainda mais depois de ter contado todos os acontecimentos a Lee...Lee,aquela filha da mãe! Não tinha nada que aceitar proposta nenhuma. Mas eu também não. Não era só porque ela havia me colocado no meio disso,que eu seria obrigada a fazer. O único problema estava com minha parte masoquista. Ela me estimulava,me fazia imaginar como seria voltar. Como seria vê-lo novamente depois do tempo que tinha passado.

Lutava internamente contra essa curiosidade da Christine masoquista,ela queria se aventurar no perigo,por sua integridade mental a prova. Ela era destemida e burra pra caralho. Mas a sã, pensava ser madura o suficiente e ponderava a ideia de aceitar o “desafio”.

— Meu Deus...que merda eu tô fazendo? Me ajuda... - esfrego o rosto com as mãos.

Um som de rodas de carro me chama atenção,olho para baixo e vejo meu grande amigo,Hyuk. Corro para perto da porta esperando que toque a campainha ou dê batidas.

 

Toc

Toc

 

Antes da terceira batida eu abro a porta o puxando para dentro envolvendo-o num abraço apertado. Estava com saudades.

— Uh,acho que está feliz em me ver. - diz retribuindo o abraço.

— Senti sua falta. - digo e o som sai abafado por estar com o rosto enfiado em seu casaco pesado.

Caminhamos abraçados até o sofá onde ele se joga me puxando para deitar com a cabeça em seu ombro.

— Como está? - vejo as sobrancelhas grossas franzidas e os olhos escuros me fitando.

— Bem melhor,confesso.

— Dá pra ver que seu rostinho está mais relaxado.

— Uhum.

— Lee me contou tudo.

— Eu sei,na verdade eu meio que esperava por você.

—  Fico preocupado ou lisonjeado?

Solto um risinho fraco.

— Olha ela,tá até sorrindo. É pequeno mas vale.

— Para de ser chato. O que veio fazer aqui? - me aconchego com os pés em cima do sofá e os braços ao seu redor.

— Só vim responder ao chamado telepático que você fez,sei que me chamou mentalmente.

Eu ri.

— Ah,claro!

— Eu gosto desse som,pequena. - ele diz e percebo que não ria de sua própria piada e me fitava sério.

— O que foi? - questiono perdendo o riso.

Dean suspira e coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

— Quando disse que Lee me contou tudo,eu quis dizer tudo.

O olho em silêncio.

— E?

— Nós discutimos.

— Por que? Por mim?

— Também.

— Olha eu-

— Me deixe falar agora,Chris.

— Tudo bem. - digo baixo.

Ele me encara de cima com os olhos cheios de preocupação,eu já imaginei o rumo que a conversa tomaria…

— Eu não achei legal o que ela fez. Não foi certo decidir tudo sem sua aprovação ou pelo menos uma conversa para decidir. Mas entendo que minha garota tomou a decisão por impulso pensando apenas no que vocês irão receber com o tal  contrato,realmente daria para recomeçar. No entanto,ela não lembrou das consequências e o que voltar a trabalhar na BigHit, pode te causar. Nós discutimos por isso,porque eu achei que ela foi egoísta na decisão dela.

— Dean,eu também não gostei a principio mas,agora estou começando a achar que não pode ser tão ruim assim.

— Tá brincando?

— Não...sei que parece loucura mas de algum jeito pode ser bom pra mim.

Ele se afasta um pouco me olhando com a expressão incrédula.

— Está se ouvindo? Tá mesmo acreditando que pode ser bom pra você voltar a trabalhar com seu Ex? Onde você tá com a cabeça,Chris?

— Eu não disse que vou fazer,só acho que sei lá! Não quero mais me esconder tá na hora de fazer alguma coisa.

— Se atirar na fogueira?

— Dean…

— Não faça essa cara pra mim,eu te amo demais para permitir que se machuque assim e também sei que você o ama.

Suas palavras tiveram um grande efeito,no momento seguinte eu não soube o que dizer.

— Por que quer fazer isso? É por saudade ou é mesmo uma masoquista de uma figa?

Saudade…?

Comecei a balançar a cabeça negando.

— Só sei que metade de mim quer sair correndo para longe e a outra...só quer se atirar na fogueira.

— Não use minhas metáforas.

— Acho que sou uma masoquista de uma figa.

— Não faça isso,você tem muitas outras opções.

— Mas não as quero,não quero.

— Está me deixando confuso.

— Eu sei...sinto muito.

— Quer mesmo fazer isso?

— Ainda não decidi.

— Que merda você ta fazendo? Pensei que fosse mais inteligente,isso vai te custar caro. Sua saúde,Chris.

— Estou melhor agora. Acabou,preciso seguir em frente e não pode ter só o lado ruim de trabalhar com o ex. - tento fazer graça.

— Talvez não fosse tão ruim se não o amasse tanto. - diz firme.

— Posso lidar com isso.

— Não é a porra de um teste de qualidade e se der merda? O que vai fazer?

— Não sei.

— Pois é.

Nos olhamos em silêncio mais uma vez.

— Lee disse que quer te proteger e eu também quero mas,é uma garota crescida sabe das consequências. Estaremos aqui por você. - abre os braços me chamando para um abraço. Me jogo nele o apertando forte — Não te amo menos por ser masoquista.

— Que bom. - digo fechando os olhos.




 

[...]



 

Minhas vontades não fariam as verdadeira necessidades serem esquecidas. Havia passado dias pensando,lutando contra meus fantasmas e desejos insanos. Insanos porque eu queria de verdade tentar ‘suicídio”,pois é...trabalhar com seu ex-namorado o qual ama mais que a própria vida poderia ser considerado um “suicídio”. Sabia o que tinha de ser feito e o faria,tomaria  decisão inteligente e sensata,para me preservar. Para me curar..ou pelo menos estancar a ferida.





 

Alguns dias depois...





 

O sol brilhava forte acima de toda a cidade,havia nuvens muito brancas no céu que parecia ter sido pintado por algum artista de tão perfeito. Da janela os aromas das diversas flores do jardim chegavam às minhas narinas. A brisa fresca e leve arrepiava minha pele,era gostoso de sentir. O ar era puro e não denso e poluído como havia me acostumado nos últimos anos.O calor me permitia vestir regata e shorts jeans,diferente do clima instável da Coreia do Sul.

— Filha,faz mais de uma hora que tá nessa janela. - ouço meu pai falar da cozinha integrada com a sala. Me viro e lhe dou um sorriso.

— Estou aproveitando o sol,pai. Sabe que o clima de lá não é tão limpo assim.

— Sei sim,na verdade não sei como conseguiu se adaptar. - faz careta terminando de colocar o prato limpo na mesa.

O almoço estava quase pronto,tinha ficado até emocionada por poder voltar a comer arroz e feijão. De onde estava conseguia ver minha mãe com os cabelos escuros presos,mexendo a carne com batata na panela.

Finalmente havia decidido voltar ao meu país,muito tempo depois de ter ido caçar meus sonhos e por eles decidi retornar. Se tinha um lugar perfeito para me “curar”,esse lugar era a casa simples de meus pais, as duas pessoas que tinham o maior espaço dentro do meu coração.

Três dias tinham se passado desde minha chegada à capital. Foram uma surpresa para Dona Melinda se Seu Lorenzo,no entanto fui recebida com carinho. Minha mãe difícil como sempre, deu uma torcida de nariz por eu não ter avisado que viria. No meu segundo dia saímos para ver alguns parentes,fazer compras e hoje visitaremos meus lugares favoritos na cidade.

Em algum momento pensei que estaria fugindo mas após a conversa com Dean,algumas coisas voltaram ao seu devido lugar e enfim tive controle sobre meu lado masoquista. Quando contei a ele e a minha grande amiga que iria para casa de meus pais,já estava dentro do avião. Ela ficou espantada com minha atitude e só relaxou depois que prometi que não seria permanente,eu voltaria.

Meus pais não sabiam de toda situação,contei sobre o incêndio e menti a causa dizendo ter sido um acidente. Não senti a necessidade de expor toda estória por trás. Também não tinha contado que havia voltado ao meu antigo lar.

Muito menos o motivo.

— Então,por que seu namorado não veio? - minha mãe perguntou enquanto eu dava um gole no copo de suco.

Hesito um momento demorando um tempo a mais para engolir o líquido.

— Er...ele está nos estados unidos a trabalho. - digo. E Lee também,ela tinha assinado o contrato e  Linha Fina era oficialmente parceira da BigHit. Lee tinha levado três de nossos antigos funcionários - que julgava ser de confiança - para ajuda-lá em tudo.

— Hm,ele não se importa por ter vindo sozinha? - papai pergunta.

— Não pai,ele não se importa. - as palavras  saiam rápido demais.

Dona Melinda me olha desconfiada,como se pudesse sentir o cheiro das minhas mentiras.

— Jimin é um bom homem. - ele diz mastigando um pedaço grande de carne.

Esse não era o almoço que eu queria,não queria sentir a necessidade de mentir para eles como vim fazendo. No entanto,uma vergonha me preencheu quando cogitei abrir o jogo,não conseguiria contar que tinha sido deixada pelo homem que mais amei na vida. Me vi presa em mentiras mas, pareciam todas necessarias para mim.

— E que tipo de trabalho ele foi fazer?

— Ele e os meninos terão uma apresentação muito importante e estão concorrendo a um prêmio também. Em seguida sairão em turnê pelo mundo. - respondo minha mãe.

— Ele vai viajar o mundo tudo? Mas e você? - ela vocifera crispando os lábios em seguida

— Mãe,é comum para eles.

— Você não vai com ele? - meu pai pergunta.

— Não pai. - respondo sem vontade alguma. — A gente pode falar de outra coisa? - olho para o meu prato,nem precisei erguer o olhar para saber que os dois me encaravam.

— Tudo bem. - ouço meu pai murmurar.

Para fazer minha vontade,papai iniciou um assunto qualquer. Contou sobre sua terrível  experiência do dia em que decidiu levar seu irmão mais velho - meu tio - para pescar. Bom,era melhor do que continuar fingindo que ainda me relacionava com ele.



 

Naquela mesma tarde,tomei um banho e me arrumei para enfim dar um passeio pela cidade. Tínhamos planejado ir a alguns lugares mas o tempo passou tão rápido e depois de jantar numa churrascaria maravilhosa voltamos para casa. Eles estavam cansados e foram direto dormir - após beijar minha testa e perguntar se precisava de alguma coisa.

Me troquei,colocando um pijama velho. Dentro de minha mala noto meu celular desligado,tinha o usado pela última vez no avião e depois desliguei para não receber chamadas ou mensagens. Pego o aparelho,apago a luz e me deito na cama de solteiro. Estava no meu antigo quarto,meus pais haviam preservado tudo exatamente como eu tinha deixado quando fui embora. Era nostálgico voltar a dormir ali. O lençol da Moranguinho também era o mesmo.

Ligo o celular e espero todas as mensagens de aplicativos chegar,e uma dessas mensagens me surpreende.


 

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Como vocês está,Chris-ssi? Fiquei sabendo de tudo que aconteceu. Desculpe por não me comunicar antes,imaginei que precisasse de um tempo.

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Era Min Yoongi. A mensagem havia sido enviada há bastante tempo,e só naquele momento vi. Será que era tarde demais para responder? Meu coração estava acelerado mas decido responder :






 

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Estou bem melhor agora. Foi um momento difícil,obrigada por se preocupar.

 

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Para minha surpresa recebo uma resposta rápida.

 

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[ Yoongi ]

 

Fico aliviado por saber que está bem. Como tem passado?

 

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Hesitei por um instante...Não era como se estivesse falando com ele mas…
 

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Seguindo muito bem,apesar de tudo e você como está ?


 

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[Yoongi]

Estou bem. Preciso ir agora,temos um compromisso. Espero que voltemos a nos falar.

Fique bem.

 

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O frio na barriga não passava,tentei me distrair respondendo algumas outras mensagens que tinha recebido. E a droga da curiosidade me toma de uma forma que é impossível evitar meu dedo de clicar sem parar até encontrar - sem esforço - alguma informação sobre eles.

Primeiro um vídeo do desembarque na cidade americana,meus olhos atentos a tela com  brilho em cem por cento,fico atenta a cada coisa em movimento. Solto um suspiro pesado e audível quando o percebo. A baixa qualidade não permite ver os detalhes porém, as fotos seguidas do vídeo trazem um sentimento intenso. Não era vontade de chorar e nem tristeza. Era só aquilo que ele costuma causar por onde passa.

Sempre tão lindo! Deus como pode? - pensei dando zoom na imagem. Cada detalhe...começando pela roupa; a camisa branca propositalmente com os primeiros botões abertos,a calça preta no modelo que sempre favorecia as formas de seu corpo. O cinto de couro que me trouxe memórias inesquecíveis… me pego mordendo o lábio enquanto babo o que já fora meu. Seus acessórios,o óculos quais as lentes permitem ver seus lindos olhos felinos,o colar prata sobre a pele mel exposta pelo decote da camisa.

Pude ver o sinal próximo a clavícula…perdi as contas de quantas vezes o beijei ali o fazendo sentir cócegas.

 

Memorias,memorias…





 

Flashback on



 

Sua pele quente e macia cobria a minha ,o contraste entre nós eram nítido mesmo sob a luz da lua entrando pela janela. Uma perna sua estava jogada por cima da minha e seus braços envolviam meu corpo nu. Jimin me  abraçava como uma criança e mantinha sua cabeça deitada preguiçosamente em meu peito,sua respiração lenta e fervente tocando minha pele arrepiada. Meus dedos entre seus fios descoloridos, correndo as minhas unhas longas pelo couro cabeludo. Ele estava imóvel.

— Tá acordado? - eu sabia que sim.

—  Uh-Hum…- soou rouco,preguiçoso. Via o topo de sua cabeça mas tinha certeza que seus olhos estavam fechados. —  Não quero sair daqui,é bom demais ficar pertinho assim de você,gordinha.

—  A gente precisa de um banho,Park. - digo e ele finalmente ergue o olhar. Seus olhos escuros estavam mais brilhantes e os lábios sempre tão chamativos mais avermelhados e inchados.

— Só mais um pouquinho. - pede  e vejo um sorrisinho no canto de sua boca.

—  Mas eu tô toda suada, amor.

Ele se move e dá um jeito de se colocar entre minhas pernas,sinto seu membro tocar entre minhas coxas e me contorço um pouco abaixo de si.

—  Jimin…- ele se aproxima de minha face, sua respiração misturando-se a minha. — Não se preocupe,vou te fazer suar mais um pouco. - morde meu queixo.

—  Você tá cheio de fogo,homem! - digo o fazendo rir.

—  Volto cheio de fogo para você apagar. - começa a espalhar beijos por minha face e morde minha bochecha. Não preciso ficar excitada,havia estado mesmo depois de termos feito amor intensamente.

—  Acha que aguenta mais um round? - pergunto percorrendo ambas mãos por suas costas até encontrar seu bumbum embaixo do lençol.

—  É um desafio? - sorri até seus olhos sumirem,suas bochechas coradas o deixavam sempre adorável.Vejo seu olhar mudar tornando-se faminto...exatamente como há uma hora atrás.

Jimin toma minha boca,sua língua exige espaço e eu lhe concedo. Suas mãos viajam por minhas laterais subindo até meus braços os prendendo acima da cabeça. Ele volta a me olhar,examinando minha reação pedindo permissão silenciosamente. Abro mais as perna e ele se enfia mais por ali.

— Tenho certeza que ainda tá apertadinha mesmo depois de…- ele cola a boca no meu ouvido e continua : — ter me pedido pra meter com força.

Na hora, fecho as pernas e consequentemente ao redor de seu quadril dele. Tento desviar meu rosto de seu olhar e seu sorriso cheio de malícia, ele me detém com mais beijos. Jimin se esfrega em mim e sinto toda sua dureza deslizar por minhas dobras molhadas.

— Gosta de me deixar toda embaraçada. - reclamo.

—  Só disse a verdade. - me rouba um selinho e puxou meu lábio superior entre os seus voltando a afundar a deliciosa língua em minha boca.

Me mexo um pouco encontrando um jeito de fazê-lo se encaixar na minha fenda pulsante;sim eu pulsava forte enlouquecida por sua presença. Tão quente,tão perto de forma enlouquecedoramente íntima. Nossos gemidos misturam-se meio ao beijo lento profundo,sinto as borboletas dançarem no estômago vivas dando-me aquela sensação de frio na barriga.

—  Te amo. - sussurra ao mesmo tempo que inicia movimentos lentos,afundando-se ao máximo em seguida voltando a superfície apenas para fazer novamente,com mais intensidade. Os sons que produzimos enchiam meus ouvidos,meus gemidos estavam longe de serem comportados e isso não me importava,ele gostava...pedia mais — Deixe-me te ouvir meu anjo,geme para mim. Diga que me ama.

Me derretia toda ao seu redor,em seus braços. Por Deus!

As mãos segurando meus pulso aumentaram seu aperto e suas estocadas começaram a tomar um ritmo rápido,minhas paredes contraiam-se esmagando seu pau tão duro e eu amava poder sentir suas veias e espessura me deflorando cada vez mais.

—  Eu te amo. Te amo,amo...a-amo! Oh Jimin! - ergo o quadril me lançando contra suas investidas. Mal consigo manter os olhos abertos mas precisava ver como seu rosto bonito se contorcia. Sua boca aberta e sobrancelhas franzidas. Ouvia com atenção cada som que ele deixava escapar. Lindo e infinitamente absorto...




 

Flashback off




 

Meus devaneios são interrompidos por batidas seguidas na porta de madeira. Escondo o celular debaixo do travesseiro e me ajeito melhor puxando o cobertor mais para cima,perto do queixo.

— Pode entrar. - digo alto o suficiente para ser ouvida.

A porta se abre e minha mãe coloca só a cabeça para dentro.

— Ainda não dormiu. - ela confere e logo entra. Vejo que estava usando seu pijama xadrez rosa.

— Oi mãe,precisa de alguma coisa? - pergunto me sentando.

— Não. Posso me sentar? - pede olhando o pé da cama.

— Pode,claro.

A única luz era do abajur,consigo ver seus olhos preocupados. Ela me encara e sei que veio para dizer alguma coisa.

— O que foi mãe? - mexo em meu cabelos puxando uma mecha do rosto.

— Vou ser direta.

— Tudo bem.

Dona Melinda cruza os braços.

— O que você não quer contar,Christine Alvares?

Engulo seco.

— Do que você ‘tá falando mãe?

— Vi bem sua cara hoje no almoço e no passeio a tarde demorou para se interessar por alguma coisa.

— Não tem nada mãe.

— Eu te criei menina,apesar de ter ido embora ainda sei quando algo está errado. Mãe sabe.

— Não tô escondendo nada.

— Sei que não vai falar porque é igual a mim;teimosa. Porém, sei que alguma coisa não está certa. Você aparece do nada e chega assim cheia de mistério...Não te vi no telefone nem nada. Disse que seu namorado sabe que está aqui mas,não vi ligar pra ele ou ele te ligar...tem a ver com ele,não é?

— Mãe,’tá tudo bem.

— Não tá,Christine. Nem tente mentir para tua mãe.

Solto um suspiro, meus batimentos estavam agitados.

— Que seja. - balanço a cabeça desviando o olhar porém,sua mão toca meu tornozelo por cima  da coberta,volto a olhá-la.

— Seja o que for minha filha,pense em você. Parece que está tentando tomar alguma decisão.

— Como sabe?

— Se um dia for mãe,vai entender. - dá de ombros.

Dou um meio sorriso com sua resposta.

— Você parecia mais feliz da última vez que a vi.

— Eu sei...mas acontece que meu mundo caiu, mãe. - segurei a emoção, não precisava voltar a ruir. — Estou tentando tomar a decisão mais coerente e sinto que vou falhar.

— Por que?

— Mãe,o que eu quero fazer é idiotice das grandes.

— Sabe...os idiotas vivem as melhores aventuras.

— Mesmo quando sua sanidade mental está em jogo?

— Talvez você fique mais insana se arrepender-se de não ter feito a idiotice.

— Sabe que esse meu problema tem nome e sobrenome,né?

— Sei,eu sei... e sei que o ama.

— Preciso de mais um tempo.

— Aqui terá todo tempo que precisar.

— Obrigada mãe.

Ela me dá um meio sorriso,sabia como era difícil para ela falar sobre sentimentos comigo. Nossa relação sempre fora fria e sem diálogos profundos. Me fazia bem ouvir seus conselhos. A vi deixar o quarto e um momento depois voltei a pegar o celular.

— Só queria saber se está pensando em mim,meu amor. - deslizo o dedo indicador sobre a tela,sobre sua foto.









 


Notas Finais


Até mais!

Amo muito vocês!


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