História Together By Chance - Capítulo 36


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Categorias Amor Doce, Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cascuda, Castiel, Cebola, Denise, Do Contra, Leigh, Lysandre, Magali, Mônica, Personagens Originais, Rosalya, Xaveco
Visualizações 4
Palavras 1.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, capitulo escrito pelo João.

Boa Leitura!!!

Capítulo 36 - O Milagre De Xaveco


P.O.V Mônica Sousa

— CASO EMERGENCIAL!!! CASO EMERGENCIAL!!!

Os gritos dos médicos entoavam por todo o hospital, levando o corpo do Xaveco numa esteira. Após o Marco ter fugido, Cebola e eu ligamos para o hospital e para a polícia. Acabou que o Toni foi encaminhado para o conselho tutelar, minutos depois o corpo de Marco Frederico foi encontrado morto depois de alguma procura e o carro do hospital chegou já faz 10 minutos (apesar de ser perto, eles demoraram, pois pensaram que era um trote). Acabou que a Denise ficou extremamente abalada sem conseguir fazer nada, Cebola ficou com ela e eu acompanhei o Xaveco até a sala de cirurgia, mas antes de tudo, eu precisava ver uma pessoa nesse hospital.

— Cebola, eu vou lá. Não me impeça.

— Não irei te deter Mô. Mas, tente não fazer nada cruel.

Sinalizo a cabeça com um sim, mas não sei o que iria acontecer comigo ao vê-la cara a cara. Ao chegar no quarto 23, vejo que a porta se encontra quase fechada, e escuto uma conversa. Sem fazer algum ruído, já percebo que a Cascuda soube que teve seus amigos presos. Ligo o gravador do meu celular para registrar a conversa que estava tendo.

"Você acha que o garoto Toni irá nos incriminar?"

"Talvez sim, talvez não. Agora que o tio dele faleceu, ele não tem como conseguir ajuda agora, mas acho capaz dele não nos acusar para cobrar algo de nós mais tarde."

"Se descobrem que eu forjei exames médicos por dinheiro sujo, é o fim de minha carreira."

"É bom estarmos atentos, pois provavelmente agora estamos nas mãos dele."

— Saibam que isso não irá acontecer, pois todos vão para a cadeia.

Empurro a porta forte a ponto de quase faze-la rachar a parede. Os dois se encontram perplexos comigo. Não consigo me conter e parto para cima da Cascuda, e a bato com vários tapas e socos. Apesar do médico tentar me pegar, o dou um chute no estômago que o faz voar e se chocar com a parede. Ninguém veio apesar da briga, deve ser por causa que o quarto é um pouco isolado dos demais.

— VOCÊ TÁ MALUCA GAROTA??? IDIOTA!!!!

Lhe dou mais um tapa na cara, com duas vezes mais força. Dessa vez foi tão forte que saiu sangue de seu rosto.

— POR SUA CAUSA, O XAVECO PODE MORRER!!!

De repente, ela vira ao meu lado e me mostra uma expressão séria.

— Peraí, o que você disse? Respirei fundo e saí de cima dela.

— O Marco Frederico tentou atirar em um de nós e acertou o Xaveco! Agora você entende o que seu estúpido plano fez?

— ...

— Além de ter se aliado a um criminoso e prejudicar uma amiga!!

— Você só diz isso pois não é com você! Eu amo o Cascão desde quando éramos crianças, aí essa vadia do nada rouba meu namorado!! Você sabe o quanto sofri?!

— Me diz uma coisa: você viu o Quinzinho ou o Do Contra chegar a esse absurdo por terem terminado seus namoros? Cascuda parou para pensar e sua expressão parecia de culpa, mas...

— Eu até sinto pelo Xaveco, mas para separar aqueles dois eu faria qualquer coisa, e não me arrependo de ter me unido a um bandido.

— Cascuda... - Digo cerrando os dentes e as mãos.

— Eu faria tudo de novo se fosse preciso, e não irei dar sossego a eles após sair daqui.

Minha vontade era de dar uma surra nela a ponto de faze-la engolir os 32 dentes, mas não valia a pena. Já tinha tudo necessário para mostrar a verdade para o Cascão e a Magali.

— Sinto pena de você. Largar todos seus amigos e ser capaz de se tornar uma criminosa a ponto de se tornar uma criminosa para separar um casal. Você não consegue olhar para frente e ver adiante? Agora, esqueça amizades dentro da nossa turma. Quero ver como vai viver sem ninguém. Aliás quero muito ver a cara de seus pais quando descobrirem tudo que você fez. E você seu médico de quinta, espere a PM bater na sua casa. Só digo isso.

Saio do quarto fechando a porta. Apesar de tudo, fiquei muito triste pelo que aconteceu e como iria contar isso para o resto da galera. A Cascuda era uma boa amiga de infância. Uma pena ela se corromper dessa maneira.

P.O.V Denise Gomes

Consciência pesada.

Tristeza profunda.

Ódio interno.

Me senti tão mal que não consigo falar, não consigo escutar ninguém. A única coisa que penso é: por que só damos valor as coisas quando elas acabam ou vão embora? Eu fui muito idiota, muito mesmo de não perceber que o meu verdadeiro amor estava debaixo do meu nariz e não fui capaz de saber disso, logo eu que sempre fico me gabando por saber da vida, dos romances e dos podres de todo mundo. Apesar de sermos amigos, sempre fiz pouco do loirinho, não o escutava ou o levava a sério, explorava ele e nunca lembrava de chama-lo nem para festas ou baladas. Aí do nada, estou para morrer e quem me salva? Ele. Quem mais se jogaria para me salvar, arriscando sua própria vida como preço disso? Creio que ninguém a não ser ele. Agora as únicas palavras que podem me animar é: "Xaveco está são e salvo", pois senão poderei ficar nesse transe por um bom tempo.

P.O.V João Santos

Já era dez e meia da noite. A cirurgia durou cerca de nove horas e já tiraram a bala presente no coração dele, porém ele respirava por balão de oxigênio, e seu coração ainda estava pulsando muito fraco. Tempos antes fui visita-lo e ouvi o médico responsável por ele. Ele disse que o futuro do Xaveco é incerto e a qualquer momento numa reação brusca, poderia vir a falecer. Sai e fiquei fora do hospital. Depois disso, esperei um tempo e após todos os médicos saírem do quarto, tele transportei-me para dentro dele, e o encontrei nesse estado, quase morto.

— Será que posso salvar... o meu amigo?

Fecho os olhos e me concentro fortemente.

— Deus, eu ainda não sei da extensão dos meus poderes, mas que sejam suficientes para salvar lo.

Uma energia brilhante sai da minha mão direita, e rapidamente sua ferida se regenera. Com isso, sua respiração volta ao normal e seu coração no aparelho volta a bater forte. É incrível, eu consegui salvar meu amigo de uma morte certa!

— Esses meus poderes são incríveis! Não pude conter a emoção e pular de alegria no quarto. Agora eu tenho noção das minhas forças, mas algo me diz que não me restrinjo apenas a isso. Sinto que consigo fazer muito mais do que fiz até agora. Será mesmo???

************

Voltei - pela porta da frente, para não desconfiarem - ao hospital e na sala ainda estavam Mônica e Denise, além de dois adultos que desconfio que sejam os pais do Xaveco. Denise ainda estava ruim emocionalmente, e Mônica estava sentada ao lado dela, a consolando. Ao me ver, Mônica vem a minha direção.

— João, o que faz aqui? Tá muito tarde e seus pais podem se preocupar.

— Eu não poderia ver essa situação sem fazer nada, então agi minha princesa.

— Peraí, não me diga que...

Um médico vem em nossa direção sorridente, e todos se levantam. As palavras são serenas e alegres.

— Aconteceu um milagre! As feridas se curaram e ele está como se nada tivesse acontecido. Agora ele está apenas dormindo. Provavelmente receberá alta amanhã.

Os pais do Xaveco se abraçam e a Denise cai no chão chorando. Foi uma cena tão emocionante que me segurei para não chorar como eles. A Mônica me olha com uma cara tão doce e apaixonada, que acabo corando. Ela era a única pessoa que sabia dos meus poderes. Ela me chama e vamos para fora do hospital. Ela olha dentro dos meus olhos e logo diz:

— Obrigada, mesmo. Eu não sei como lhe agradecer.

— É como disse, eu não poderia ficar sem fazer nada sabendo do que posso fazer. Aliás eu quero saber porque você não me chamou para ajudar contra o Marco. Poderia evitar toda a situação.

— Eu pensei que poderia resolver tudo sozinha, afinal minha força sempre foi suficiente para detonar banidos e vilões desde criança.

— Da próxima vez não se esqueça de me chamar. - Coloco a mão entre seus cabelos e a aliso com carinho.

— Vem cá!

Ela me abraça e logo me dá um beijo surpresa. Uou! Que coisa não? Fiquei sem reação inicialmente, mas retribuí o beijo da minha maneira. Só não fez se fiz certo pois ainda era BV. Mas parece que ela gostou. Após terminarmos, ela me lança um sorriso, enquanto ainda tento acreditar no que aconteceu.

— Você simplesmente merece, meu lindo. Mas agora tenho que voltar tá? - Ela vira as costas e parte para dentro do hospital.

— Mônica.

— Hm?

— De-depois queria, sabe...

— O que?

— Ter uma luta contigo, sabe...

Pode parecer besta, mas quero saber mais da força dela.

— Quando você quiser, mas saiba que não vou me conter, tá? - Diz ela entrando no hospital, piscando o olho para mim. Acho que no futuro não muito distante, começaremos a namorar.


Notas Finais


Até Amanhã!!!


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