História Together By Chance - Capítulo 56


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Categorias Amor Doce, Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cascuda, Castiel, Cebola, Denise, Do Contra, Leigh, Lysandre, Magali, Mônica, Personagens Originais, Rosalya, Xaveco
Visualizações 6
Palavras 5.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, postagem de hoje, espero que gostem, porque eu simplesmente amo esse capítulo kkk

Link do bicho que vai aparecer no capítulo: https://i.pinimg.com/originals/15/f2/7d/15f27deac1af7817455350b9e9b87c0b.png

Boa leitura!!!!
— Monike

Capítulo 56 - Impossível Resistir A Você!


P.O.V Rosalya Price

Eu era a única que ainda matinha contato com a Monique, ela meio que quis afastar tudo e a todos dela. Só permaneci porque sou muito insistente e não importa se eu não tenho poderes como ela, sempre tenho meu jeitinho de não largar de ninguém, ainda mais de uma menina que se tornou minha melhor amiga em pouco tempo de convívio.

— Por que você não volta com ele? – Pergunto mais sugerindo do que querendo a opinião dela.

— Você sabe que não posso... É muito arriscado, já chega você ter insistido tanto que eu não pude te abandonar. – Ela se vira na cama para olhar o teto do seu quarto.

— E não iria desistir de você. – Digo rindo, comecei a observar o quarto dela, enquanto ainda estava sentada na cama dela segurando um travesseirinho fofo dela que tinha a forma de asas brancas com contornos cinza. – Castiel também não irá desistir de você! – Afirmo assim que meus olhos pairam sobre a sua escrivaninha onde tinha uma foto dos dois, era a foto que eu tinha tirado escondida dos dois no acampamento, bem naquela montanha. Eles estavam abraçados se olhando tão apaixonadamente que eu não resisti e tirei a foto, depois que voltamos eu passei todas as fotos para ela.

— Ele é humano, uma hora vai desistir. – Diz ela suspirando e olhando para a foto.

— Você sabe que ele não é de desistir, Castiel Salvatore é o cara que nunca desiste do quem ele ama e se importa. – Ela ri.

— Não sei se acho isso ruim ou não. Eu quero ele, mas prefiro que ele fique seguro. Longe de mim... – Suspira longamente.

Os dois estavam sofrendo, mas não adiantava falar nada para nenhum dos dois, entre milhares de coisas que eles são parecidos, entre elas se encontra a teimosia de ambos, apenas eles dois conseguiriam se acertar.

— Mo, o Leigh está me chamando, está lotada a loja dele e ele não sabe onde o irmão está. Então preciso ir ajudar. – Digo assim que olho para meu celular que recém tinha vibrado.

— Tudo bem, eu te libero. – Ela faz uma careta e eu rio.

— Você é a melhor. – Falo e pulo nela a dando um beijo no rosto. – Até depois, sua linda.

— Até. – Diz ela rindo. Saio de sua casa andando rapidamente.

Olhando de fora parecia que a minha amizade com a Monique tinha algo a mais, mas a verdade é só que somos muito apegadas, e mesmo que a Monique pareça ser do tipo durona e nenhum pouco amável, quem a conhece de verdade, sabe que ela é a garota mais amável, amigável e carinhosa.

P.O.V Monique Lockwood

Era segunda-feira e eu estava atrasada como sempre para chegar a escola, desde que eu terminei com o Castiel, eu meio que tento evitar chegar no horário para não bater com ele.

Cheguei na sala e já estava o professor que só me deu uma olhava feia, mas não disse nada. Sentei no meu lugar de costume e comecei a desenhar em meu caderno de desenho.

No começo era só linhas sem sentido, mas quando eu terminei fiquei mais confusa ainda. O que ser isso que eu desenhei?

— Psiu. – Rosa me chama, ela estava sentada na minha frente e tinha visto meu desenho. – Experimenta virar. – Ela solta uma risadinha e volta a olhar para o que o professor estava explicando.

Okay... Vamos lá virar o desenho. Assim que viro me surpreendo... Era o Castiel, o rosto dele, mas era ele. Como não percebi que estava desenhando-o?

Assim que tento fechar o caderno às pressas escuto um barulho de caderno cair, olho para trás da fileira do lado da minha e vejo um ruivo me encarando fixamente, aquele mesmo que eu havia desenhado sem perceber.

Nossos olhares se cruzaram por alguns segundos que pareceram anos. Fecho meu caderno e pego minhas coisas saindo desesperadamente da sala. Entro na biblioteca, indo até o final de um dos corredores repletos de livros, onde sentei no chão abraçando minhas pernas e desandei no choro.

Me perdi no tempo, era já o intervalo, mas para mim passou voando que parecia que ia começar a segunda aula agora.

— Bem Monique, hora de sair daqui. – Sussurro para mim.

Saio da biblioteca indo até a pátio onde acabo me deparando com uma cena que eu preferia nunca ter visto...

Castiel estava com uma garota de cabelos pretos e olhos na cor mel, eu não a conhecia, ela devia ser de outra turma. Eu sei que eles estavam só de frente um para o outro, mas ela estava o tempo todo tentando tocar ele e fazer charminho.

— Fumar e agora isso... – Mordo meus lábios com raiva.

Escuto um cantar de um pássaro. É minha chance!

— Hey amiguinho. – Chamo o pássaro que para no meu dedo. Acaricio ele e olho em seus olhinhos para fazer um pedido que eu sabia que ele entenderia. Afinal, Andarilhas Dos Sonhos são seres espirituais e da natureza, ou seja, tem um ótimo vínculo com todos os animais.

Não demorou muito depois que o passarinho voou da minha mão, ele e todos os seus amiguinhos começaram a fazer as “necessidades” na garota.

Eu juro que não sou muito vingativa. Mas quando estou com raiva, eu não me seguro. Comecei a rir, claro que disfarçadamente. Só que não adiantou, o Castiel me olhou assim que viu o estado da menina coberta de cocô de pássaro.

Ele começa a andar na minha direção e eu claro começo a ir na direção oposta.

BIBLIOTECA! Me salve.

— Você não vai me escapar. – Diz ele me puxando pelo pulso. Eu acabei sendo parada bem na porta da biblioteca.

— Eu não fiz nada. – Digo muito rápido. Droga... Não sei mentir para ele.

— Nada? – Ele me olha duvidando.

— Nada. – Sussurro por causa de sua proximidade.

— Nada mesmo? – Se aproxima mais de mim. Não tinha para onde eu fugir, a porta da biblioteca estava atrás de mim, mas eu não conseguia ver onde estava a maçaneta.

— Saia daqui. – Sussurro quase me perdendo nos seus olhos cinzas, aqueles olhos que sempre tiveram uma profunda rebeldia escondida, aquilo que tanto me fascinava.

— Você quer mesmo que eu saia? – Sussurra em meu ouvido e começa a mordisca-lo.

— Cast... – Qual o meu problema? Por que eu não consigo sair? Empurrar ele? Eu estou literalmente congelada.

— Hm? – Começa a beijar meu pescoço.

— Para... – Sussurro, ele para e volta seu olhar para mim, por um instante achei que ele realmente tinha me obedecido, mas não, ele me beijou, um beijo cheio de fervor, ele parecia necessitar daquilo para viver.

Ele abre a porta da biblioteca me puxando para dentro e me guiando até o final de um dos corredores qualquer. Eu tinha que me soltar, eu poderia..., mas eu não queria. Não conseguia.

Ele me joga contra uma das estantes e volta a me beijar. Suas mãos passeavam pelo meu corpo com uma rapidez e força surpreendente. Ele me coloca no seu colo me prensando mais contra a estante.

— Cast... – Sussurro e ele me olha com aquela rebeldia que só ele tinha, aquela rebeldia com sensualidade. Aquilo que era só dele.

— Cala a boca. – Manda e volta a me agarrar. Era impossível resistir aquilo, se tinha algo que ele conseguia, era me fazer perder o juízo.

Eu não sabia quanto tempo passamos daquele jeito, mas quando nos soltamos, ele estava com a boca toda borrada de batom vermelho e os cabelos bagunçados. Se ele está assim..., não quero nem ver meu estado.

— Vai me dizer que não sentiu falta disso? – Diz ele rindo escorado na estante da frente. Ele estava tão sexy daquele jeito, mesmo todo lambuzado de batom.

— Prefiro não dizer nada. – Digo desviando meus olhos dos dele.

— Hey. – Ele fica na minha frente de novo, olho para ele e consigo sentir sua tristeza. – Volta para mim...

— Eu... – Ele me dá um selinho demorado.

— Volta para mim... – Sussurra me olhando profundamente.

— Eu não posso... – Digo desviando meus olhos dos dele, novamente. Quando vou fugir ele me segura pela mão.

— Eu sempre vou te amar...

— Me solta... – Digo quase chorando. Não posso voltar atrás! Não posso me render...

— Eu vou te ter de volta!

Eu não queria mais ouvir, aquilo me doía também.

— Eu não vou desistir de você nem por um segundo, Monique.

Ele me solta e eu saio correndo tentando segurar as lagrimas que insistiam em rolar pelo meu rosto.

Eu não consigo ficar com ele sabendo que a qualquer momento ele poderia morrer... por minha culpa...

Eu não quero que ele morra...

P.O.V Melissa Chieses Santos

Era o intervalo, estava no pátio folheando um livro que a nossa professora de português exigiu que todos lessem até sexta. Eu não estava com cabeça para ler, então estava mal e mal (nosso famoso “malemal”) vendo as palavras. Uma sombra de uma pessoa passando em minha frente me tira a “atenção” do livro. Olho e vejo um rapaz de cabelos compridos na cor marrom passando por mim. Ele estava de costas, mas conseguiria reconhece-lo de qualquer modo.

— Dimitry? – Digo sem entender nada. Ele morreu, como é possível?!

Pego minhas coisas e começo a correr na direção dele, o segui para fora da escola. Ele começou a andar rapidamente pelas ruas até entrar em um portão de ferro enferrujado em uma casa enorme que parecia abandonada a anos. A casa era assustadora por estar vazia, mas ainda assim, tão bela.

— Dimitry? – O chamo novamente, agora que ele parou em frente a um chafariz com alguns matos crescendo nele por estar a muito tempo seco. Me encontrava em um jardim que algum dia foi belo, mas atualmente é algo totalmente abandonado.

— Melissa, chegue mais perto. – Diz Dimitry.

— Eu não entendo, eu lhe vi morrer. Como está aqui? – Digo chegando perto.

— Mais perto. – Quanto mais me aproximava, mas estranha a voz dele ficava, parecia cansada. Parei atrás dele, bem próxima.

— Estou... – Solto um grito muito alto e acabo caindo no chão assim que ele se vira. Não era ele! Era um bicho horrível! Em um momento Dimitry estava ali, e no outro era tipo uma pessoa, mas toda esquelética numa cor cinza meio azulada, com os olhos totalmente brancos, os cabelos eram mínimos, tão finos que não pareciam cabelos, ele não tinha roupa, mas não parecia uma pessoa. Não era uma pessoa!

Aquele bicho se aproxima ficando na minha frente, me olhando tão profundamente que eu poderia jurar que estava visitando aquele inferno repleto de fogo que todos diziam ser. Seu cheiro fedia a podridão, enxofre, cinzas.

Ele iria me atacar!

— LARGA DELA! – Grita Lysandre batendo com toda a força na criatura com uma barra de ferro. O bicho cambaleou para trás recuando três passos.

A criatura nos olha e depois solta um grito ensurdecedor e muito alto. Era um grunhido horrível de se ouvir. Assim que o grunhido sessa, o bicho sai correndo rapidamente pulando o muro e sumindo de nossas vistas.

— O que era aquilo?! – Digo pasma, eu estava tão assustada que mal conseguia raciocinar direito.

— Era um Wendigo. – Lysandre me ajuda a ficar de pé.

— O que é um Wendigo? – Paro para pensar e olho a barra na mão dele, a mesma que ele acertou no bicho. – De onde surgiu essa barra?

— Ah! Estava ali no chão. – Diz ele largando a barra e dando uma risada descontraída. – Serviu bem para nos ajudar. Mesmo que eu ache que aquilo não assustou o bicho, mas também não sei explicar porque ele fugiu.

— Mas mesmo assim... Você me salvou! Obrigada. – Sorrio para ele agradecida e aliviada por ele ter aparecido.

— Eu acho que eu não sou a melhor pessoa para te explicar o que é um Wendigo. Então é melhor te levar para sua casa e outra hora você saber bem certo o que era aquilo. – Concordo com a cabeça.

Seguimos o caminho todo para minha casa em silencio total. Estávamos mais preocupados em cuidar do nosso redor para ver se aquele bicho não voltava, do que ficarmos tranquilos através da conversa.

— Mel está tudo bem? – Pergunta João, meu irmão, assim que eu entro na casa acompanhada do Lysandre. Ele estava sentado no sofá vendo qualquer coisa na televisão, mas a desligou quando me viu.

— Fui atacada por uma coisa horrível, que o Lysandre disse ser um Wendigo. – Respondo e vejo a expressão preocupada dele.

— Explica melhor isso.

Depois que eu expliquei a história desde de eu ter visto o Dimitry até o salvamento do Lysandre, João começou a olhar estranho para o meu salvador.

— Como você apareceu lá para salvar ela? – Perguntou todo ciumento. Será que ele acha que o Lysandre é um Stalker? (Stalker = Perseguidor)

— Eu vi que ela saiu quase que correndo do pátio da escola, então fui atrás para ver se ela estava bem. – Diz Lysandre sério, eu tinha me esquecido de perguntar, mas agradeço por ele se preocupar, eu poderia estar morta se ele não tivesse aparecido..., se ele não se importasse tanto comigo!

— Deixa de ciúmes, irmão. – Digo rindo e o mesmo me faz uma careta.

— Obrigado por ajuda-la. – Diz João estendendo a mão para Lys que recebe o gesto de bom grado. – Então, eu acho melhor você falar com a Monique, ela que entende mais dessas coisas que eu. E também, eu estou proibido de usar meus poderes, então só ela vai conseguir te proteger.

— Mas ela não está meio sumida? – Indago e Lysandre parece incomodado.

— É... Mas ela ainda assim atende as ligações dos amigos dela, exceto do Castiel. – O garoto de cabelos brancos puxa seu celular e começa a ligar para o número da Monique. – Olá, Monique. Será que poderia vir na casa da Melissa e do João?

Claro. Já estou a caminho. – A garota diz e logo desliga.

— Ela é sempre mal-educada? – Pergunto a ele que parece se divertir com a mesma, pois solta uma risada fraca.

— Ela estava preocupada, devia achar que era algo por causa do João. Não leve para o pessoal, ela está passando por umas poucas e boas ultimamente. – Diz Lysandre e eu concordo com a cabeça.

Não demorou muito tempo e ela aparece toda preocupada.

— Calma. – Lys diz a recebendo na porta.

— Por que da chamada? – Pergunta ela se escorando na parede ofegante. Ela devia ter vindo correndo!

— Melissa foi atacada por um Wendigo. – Diz Lysandre o que só fez a expressão dela ficar pior.

— Ela foi mordida? – A loira se aproxima me olhando de perto.

— Não. Por que? – Agora de vez que estou preocupada!

— Calma, você não vira, mas a mordida pode infecionar até você morrer e não tem como tratar com antibiótico e coisas mundanas. – Todos começamos a olhar confusos para ela. – Primeiro me conte o que aconteceu e daí eu explico tudo sobre um Wendigo.

— Está bem. – Suspiro e começo a contar pela segunda vez a história.

— É faz sentido você ter visto ele. Wendigos conseguem se parecer e falar como pessoas queridas e próximas, sejam pessoas mortas ou vivas. Eles já foram pessoas normais, mas por terem comido carne de outras pessoas, canibais para ser exato. Acabaram virando criaturas irracionais que apenas anseiam por mais carne. Sua fraqueza é o fogo, mas é quase impossível matar um. O fato dele ter grunhido foi para avisar aos outros. Vocês não assustaram ele, ele fugiu, pois, conseguiu adquirir informações suas apenas em olhar nos seus olhos.

— Quais informações? – Pergunto.

— Sobre mim. Eles sabem agora onde eu estou. Esses Wendigos não serão os únicos seres a vir em minha busca.

— Por que eles estão atrás de você? – Faço outra pergunta.

— Digamos que eu sou uma chave para abrir portas. Seja para chegar no demônio que está no João ou para entrar no Reino Das Sombras. – Diz ela, mas ela não parecia preocupada ou com medo de algo acontecer com ela.

— Como consegue se manter tão calma quanto a isso? – Vez do João perguntar algo.

— Meio que se eu morrer será só na minha forma humana e ainda só me fará ficar mais forte por voltar no meu estado de origem, como apenas uma Andarilha. Então eles pretendem me pegar viva, e para isso precisam de milhares deles... Ou descobrirem minha fraqueza... – Diz a última parte baixo, como se ela tivesse medo até de admitir o que era a sua fraqueza.

— Castiel. – Lysandre diz e ela concorda com a cabeça.

— Vocês estarão mais seguros agora, pois sei que a caçada começou. Preciso de algum amuleto que vocês sempre usem para poder enfeitiçar. O amuleto estará enfeitiçado contra todos os seres sobrenaturais que existem, mas não impedirá de que eles te machuquem, só diminuirá a força contra vocês, dando a oportunidade para que consigam fugir. – Explica e todos concordamos.

~~~~~*~~~~~

— Vou ter que fazer muita coisa amanhã para proteger pelo menos um pouco a turma, então já vou indo. – Monique diz e começa a sair da minha casa.

— Até mais. – Digo a ela. – E obrigada pela proteção.

— Até loirinha. – Diz João dando uma piscada a ela que ri. Será que eles se tornaram amigos e eu não percebi?

— Tenha um ótimo final de tarde, Monique. – Diz Lysandre cortês como sempre.

— Até povo, e bom final de tarde para vocês.

Era estranho, ela sabia sobre tudo o que estava acontecendo e mesmo assim estava tão tranquila. Eu sei que ela disse que Andarilhos são imortais e vivem a décadas. Mas eu fico me perguntando... Será que ela já presenciou coisa pior que isso? Ou ela apenas tenta parecer que está tranquila para não assustar a nós?

P.O.V Cascão Araújo

Estava Magali e eu andando pelo parque, ambos de patins. Resolvemos passar o finalzinho do dia, apenas nós dois quase como apenas amigos, quer dizer, somos amigos, mas agora também estamos juntos.

— É estranho, depois de todas as nossas aventuras juntos. Acontecer essas coisas mais bizarras e ainda nem é mais tão focado na gente. – Diz ela andando lentamente.

— Verdade. Antes era apenas você, eu, o careca e a Mô... E agora parece que nem estamos por dentro de tudo. – Sigo o mesmo raciocínio que ela.

— Não sei se é bom ou ruim... Afinal... A única que mais sabe disso tudo, nem humana é. – Maga parece pensativa. Ela estava pensando na Monique, isto, se esse realmente é o nome dela.

— Ela é humana... – Digo meio em dúvida. – Ou pelo menos metade dela é.

— Eu me preocupo com a Mônica, ela meio que anda bem afastada de mim. E o pior é que ela está envolvida com o João... Como posso alertá-la se ela mal anda conversando comigo? – Se queixa Magali tristemente.

— Ei, calma minha comilona. – Digo gentilmente pegando nas mãos dela a virando para mim.

— Eu só não entendo... Eu sei que ela tem essa de não se importar com a diferença e achar que o João é bom apesar do demônio, mas ainda assim ela vai acabar se metendo em histórias que não a pertence. E se ela se machucar? – Começa a soluçar por conta de suas lagrimas. Acaricio suas bochechas e a puxo para abraça-la.

— Ela é forte, vai ficar bem. E ela sabe que sempre terá a nós, ela não vai estar sozinha. Sempre foi assim, qualquer história que um de nós se mete, se torna assunto de nós quatro. – A conforto e ela parece ficar mais calma com minhas palavras.

— Obrigada, Cas. – Diz ela me dando seu sorriso gentil e fofo que me fazia corar e me sentir bem comigo mesmo, aquilo que era unicamente pertencente a ela.

— De nada, minha linda. – Dou um selinho nela.

Voltamos a patinar pelo parque até o sol se pôr.

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Era quarta-feira, estávamos todos no pátio esperando o comunicado do Licurgo, ou seja, poderia ser sobre qualquer coisa.

— Atenção alunos. Todos estão inscritos para ajudar na arrumação para a festa de Halloween. Então nada de irem para as aulas. Quero todos colocando a mão na massa para que tudo fique pronto para sexta! – Diz Licurgo, nosso professor louco e também nosso diretor. (EU NÃO SOU LOUCO! – Licurgo)

— Mas nem é outubro! – Diz alguém que eu não consegui identificar.

— Não interessa. Vai ter uma festa de Halloween e ponto final! – Diz exaltado e ninguém mais se manifestou para contraria-lo. – O que estão esperando? – Diz ele depois que todos ainda estavam o encarando. – VÃO LOGO!

Era só gente desesperada tentando achar algo para ajudar para a festa, afinal, se contrariar ele, é bem capaz dele nos pôr para ser as paredes do labirinto de Halloween.

~~~~~*~~~~~

— Ele é completamente sem noção. – Diz Cebola reclamando para mim enquanto estávamos trabalhando no “Projeto Halloween”.

— É LOUCO, CENOURINHA! – Surge Licurgo do nada dando um susto em nós dois que estávamos preparando morcegos em uma mesa no pátio. – Quer dizer... É LICURGO!

— Como ele faz isso? De brotar do nada? Eu ainda não entendo. – Pergunta a Maga se aproximando de nós após o Licurgo sair, ela estava trabalhando em uma criação de teia.

— É um mistério para todos. – Diz Cebola rindo.

— É tão bom nós aqui juntos... Pena que a Mô ainda prefere ficar isolada. – Digo apontando com meu queixo na direção da mesa oposta onde ela se encontrava trabalhando com o João.

— É... – Suspira tristemente Magali.

— Por que não tenta chama-la para cá. – Sugere o careca, e Maga o encara confusa.

— Ela nunca vai vir sem ele.

— Que o traga junto, vou ignora-lo como faço com metade da escola. – Dá de ombros e eu rio.

— Cebola revoltado ou Cebola maduro? – Brinco e ele revira os olhos.

— Prefiro Cebola roxa. – Maga zoa rindo, e ele bate na sua testa com uma mão.

— Eu mereço isso. – Diz ele rindo um pouco.

— Vou lá chama-la então.

P.O.V Monique Lockwood

Já era o decimo quinto demônio Mimicus Malê que eu mandava de volta para os Reinos Das Sombras, só hoje. Eles estavam aparecendo cada vez mais rápido e em maior quantidade. E o pior é que essa espécie pode virar qualquer coisa, qualquer pessoa, mas uma coisa que os entrega é que eles não têm voz, eles não conseguem pronunciar nenhuma única palavra. As histórias que eu já ouvi sobre esses demônios, é que em sua forma original – que eu não tenho a mínima ideia de qual é – suas bocas foram costuradas com linhas de mandacura, um animal exótico e raro que se encontra nas terras perdidas das Ilhas De Belg, a terra de origem de todos os Andarilhos Dos Sonhos. Não é um lugar fácil de encontrar nem pelos próprios Andarilhos, requer muita concentração, poder e um proposito muito plausível para encontrar.

Esse animal é banhado de caldo sílico, facilmente comparado com a cor e com a consistência de prata derretida, mas incrivelmente poderoso e perigoso. Esses animais são os únicos que sabem onde encontrar o caldo e os únicos capazes de adquiri-lo e controla-lo, quando se mata esse animal, o caldo evapora e apenas resta as linhas que podem serem usadas como materiais para construir armas poderosas, mas que não chegam nem aos pés do real poder do Caldo Sílico.

— Que cansativo. – Resmungo para mim mesma. Não tinha ido para a escola, pois resolvi tirar o dia para minha caçada pessoal.

Mesmo que esses demônios são fáceis de matar, ainda assim me esgota por ter que usar os feitiços para procura-los mais rapidamente. Eu sei que eles passam pelos portais pequenos que ligam a Terra aos Reinos Das Sombras, mas são muitos que estão aparecendo, o que quer dizer que há alguém os trazendo e soltando-os por aqui.

Será que aquele ser encapuzado com dentes afiados que apareceu no acampamento está por trás disso? Não, não faz sentido... Ele sabe o que é minha fraqueza, já esses bichos soltos ainda estão procurando por ela.

Eu preciso descobrir logo quem está soltando esses seres, ou o Limoeiro vai começar a virar uma zona, só que ao invés de ter várias prostitutas, serão vários monstros perigosos a solta.

~~~~~*~~~~~

Chego em minha casa completamente cansada de ter que usar tanto meus poderes para rastrear os monstros. Começo a ir em direção a escada, mas sinto uma presença sobrenatural atrás de mim. Rapidamente invoco um arco e flecha luz – branco e cintilante – para atirar naquela presença.

— O que faz aqui?! – Exclamo rudemente e com ranço ao ver aquele indivíduo angelical.

— Por que tanto ódio no coração? – Diz Ângelo me olhando com divertimento após ter pegado minha flecha disparada com uma de suas mãos.

— Você sabe muito bem porque te detesto criatura. – Falo com os dentes cerrados.

— Tudo isso por causa do passado? – Diz ele dando um passo para frente o que me faz criar uma bola flamejante de escuridão.

— Saia da minha casa. – Olho para ele repleta de ódio.

— Não me odeie pelo passado. Faz anos. – Diz ele recuando o mesmo passo que ele tinha avançado. Desfaço minha bola de magia.

— Não tem a ver com o passado, mas sim com a sua ignorância por se rebaixar tanto a quem te pediu para me executar ou me prender por toda a eternidade.

Olhando de fora, é difícil de acreditar..., mas a muito tempo atrás... Ele foi meu amigo mais próximo dos seres angelicais. Mas essa amizade teve um fim por ordens superiores que o disseram que eu era um perigo para o Reino Da Luz, assim eu deveria ser executada ou presa para sempre pelo meu próprio aliado, por Ângelo.

— Eles estavam certos, você havia se aliado a Lúcifer. – Diz ele e eu reviro os olhos me lembrando daquele tempo.

Ângelo não teve a coragem de me matar então me prendeu. Eu fiquei presa por um ano inteiro juntando forças inúteis contra a prisão de Deus para Andarilhos Dos Sonhos “Selvagens”, até que uma luz ofuscante aparece e rompe as grades de luz encantadas com o poder máximo que só poderia ser desfeito supostamente por Deus. Essa luz foi Lúcifer, até aquele momento eu nunca tinha o visto pessoalmente, eu sempre falava com seus filhos ou com os Demônios Maiores, pois era impossível ter uma “audiência” com ele. Talvez aquela prisão não fosse tão indestrutível quanto a fama contava.

Eu poderia estar presa até hoje se aquele Anjo Caído não tivesse aparecido. Eu nunca entendi o motivo dele ter me salvado, ele não cobrou nada, não pediu nenhum favor, apenas me libertou. Talvez fosse porque todos estavam errados pela a ideia de me prender por eu supostamente ter me aliado a um lado.

— Você nunca vai acreditar em mim, então continue sendo um bom samaritano Ângelo, continue obedecendo cegamente eles. Talvez assim você consiga se sentir menos solitário e mais protegido. – Rebato e ele parece um pouco incomodado, mas tenta não demonstrar.

— Só vim saber se está conseguindo controlar o Sairaorg Gremory no corpo do João. – Diz ele simplesmente.

— Era só ter ido atrás do João, não precisava recorrer a mim, você tem olhos para ver. – Rebato, era obvio que ele não queria saber só do João. Mesmo depois de tudo o que ele me fez, de ter traído nossa amizade, ele ainda acha que eu posso fingir que aquilo nunca aconteceu.

— Você sabe que não suporto chegar perto de demônios. Aquele cheiro de podridão. Não sei como você consegue. – Se explica. Ele estava apenas usando uma desculpa esfarrapada, ele sabia muito bem que apenas demônios inferiores tem aquele cheiro de podridão perceptível por seres angelicais.

— Já que agora já sabe que ele está controlado. Vê se cai fora da minha casa! – Grito e ele se vira, mas antes consigo perceber seu sorriso de lado.

— Até outro dia, SweetHoney. – Ele some em um feixe de luz.

SweetHoney…

“— Ânge, onde você está me levando? – Pergunto ao meu doce amigo angelical.

— Calma, estamos quase chegando. – Diz ele rindo. Ele estava me segurando pelas minhas mãos me levando pelo céu de Ocsfort, o único lugar que eu podia pisar no Reino Da Luz, pois o resto do Reino eu e qualquer outro ser não angelical éramos proibidos por sermos considerados impuros.

— É tão bonito. – Digo olhando a paisagem. Olhando ao fundo daquela da Ilha, ainda através do mar de nuvens dava para ver o que é o famoso Paraíso, aquilo parecia infinito, havia montanhas iluminadas. Impossível de explicar tudo aquilo que se via, era incrivelmente belo e fantástico.

— Chegamos. – Diz ele me colocando no chão. Estávamos na maior montanha da Ilha, onde ele havia montado um piquenique.

Sempre nos encontrávamos nessa Ilha para ver o universo quando poderia ser considerado de noite, mas sempre ficávamos apenas na praia.

— Por que aqui hoje? – Pergunto estranhando.

— Já que não posso te levar no melhor lugar do Reino para te mostrar o universo, me contento te trazendo no lugar mais alto da Ilha para você apreciar melhor. – Ele diz, mas eu percebi que tinha algo a mais.

— Apenas isso? – Pergunto arqueando uma sobrancelha.

— E também... – Ele olha para a cesta do piquenique. – Eu meio que trouxe escondido o mel que temos lá.

— O que?! – Exclamo surpresa e radiante. Eu amava mel, havia experimentado todos os tipos de Mel existentes, menos o do Reino, pois só existia no Paraíso e também era algo que os “impuros” nunca poderiam experimentar, por não serem dignos de tremenda majestosidade. Dá para acreditar? O que que custa deixar eu experimentar um pouquinho de mel? Bate até uma tristeza.

— Você é minha amiga... E sei que você não falará nada sobre isso ou estarei em apuros. – Ele diz e eu concordo com a cabeça pulando direto na cesta onde retiro um pote de vidro com um mel brilhante.

— É tão lindo e brilhante. – Digo fascinada. Pego uma colher e logo trato de colocar a primeira colherada em minha boca. – É tão... doce. – Olho para ele chocada e com os olhos brilhando.

— É mel, é claro que é doce. – Diz ele rindo e deita da minha frente e começa a me olhar enquanto devoro o conteúdo do pote de vidro.

— Você... me... entendeu... – Digo de boca cheia, aquilo era viciante e muito bom, era o melhor mel, não tinha efeito nenhum, apenas era lindo de se olhar e mais doce que qualquer outro mel.

— Entendi, senhorita SweetHoney.”

Foi naquele dia em diante que ele começou a me chamar de SweetHoney...

Foi uma linda amizade...

Desfeita por ordens idiotas...

P.O.V Castiel Salvatore

Estava na escola fazendo qualquer merda para ajudar a festa do Halloween daquele diretor, mas a verdade é que eu estava era mais olhando ao redor do que cuidando do que eu estava fazendo.

Meus olhos param em uma loira, Carmen. Ela estava me acenando que nem uma louca, ô garota que gosta de levar foras meus. Ela estava conversando com a Denise, mas isso não me interessa.

Volto a seguir meus olhos pelo pátio até que vejo a mesma garota parada conversando com um garoto loiro, acho que o nome dele era Xaveco. Espera... Duas Denises?

Olho novamente para a Denise da Carmen e ela começa a me olhar com um sorriso malicioso que se tornou afiado.

— Mas que mer... – Antes que eu pudesse completar a minha frase. Aquela Denise se torna um Pac-Man cinza gigante de dentes afiados que começa a vir em minha direção.

Ouvia gritos ao meu redor e pessoas correndo, mas eu estava congelado, não de medo, eu simplesmente não conseguia me mexer de modo nenhum.

— Merda. – Resmungo ainda encarando aquele monstrengo falsificado do Pac-Man cinza.

— Morra! – Grita Do Contra tirando um marretão enorme dourado de não sei onde. Ele acerta o bicho que sai voando. – Droga... – Resmunga irritado pelo bicho ter voado e não morrido. – Preciso treinar mais com isso. Está tudo bem, mano?

— Estou. Hm... – Começo a olhar aquela marreta na mão dele, ela era bem maior que ele. – De onde você tirou essa porra? – Pergunto indignado.

— Então... – Ele sorri malicioso e eu começo a rir, ele nem precisava completar a frase que eu sabia sobre o que ele estava insinuando, uma famosa palavra de duas letras.

— Isso não cola. – Digo e ele ri também.

— É a arma que caiu para mim quando a Monique conjurou uma para cada um. – Ele diz e logo joga a marreta para cima, estrala seus dedos e a arma some diante meus olhos, não me surpreendendo nenhum pouco.

— Entendi. – Fico alguns segundos olhando DC, até que me lembro que a Denise Pac-Man estava falando com a Carmen. – Vou tirar algumas satisfações.

— Beleza, vou ir comer. Essa luta me deu fome.

Começo a andar em direção da Carmen que estava “apavorada” e choramingando para a Denise verdadeira.

— Eu não acredito. Eu poderia morrer. Eu contei tanta coisa para aquele feioso. – Continua choramingando.

 — O que você disse que aquilo me olhou e foi me atacar? – A interrogo e ela me olha chocada.

— Aquela coisa estava aqui comigo e você só sabe pensar em você? Nem perguntou como eu... – A interrompo sem paciência.

— O que você falou? – Digo sério e ela grunhi.

— Que você só se importa com aquela horrorosa da Monique que acha ser poderosa por ter um título de Andarilha Dos Sonhos. Você devia achar alguém mais boni... – Dou as costas, nem continuando a ouvir o que ela iria dizer, afinal já adquiri a informação importante.

— Dá para me ouvir. – Digo após ligar para Monique, ela sempre me atendia, mas quando eu falava algo sobre querer voltar ou dava sermão, ela desligava na minha cara.

— O que foi, Castiel? – Diz ela tentando parecer sem paciência, mas no fundo sabia que ela estava preocupada com o modo que eu iniciei a chamada.

— Tinha uma Denise falsa que se transformou em um Pac-Man cinza com...

Mimicus Malê... – Ela sussurra me interrompendo.

— Dá para me deixar terminar? – Digo e ela solta uma risada se divertindo com minha impaciência pelo corte dela. Que saudades de ouvir aquela risada... Que porra, Castiel! Foca no demônio metamorfo, seu imbecil, sem essa de babar ovo agora! – A Carmen linguaruda revelou que eu e você ficamos juntos, nisso a Denise falsa virou aquilo e veio em minha direção.

— Vocês mataram o Pac-Man não foi? – Pergunta ela tentando não parecer preocupada, mas eu sabia que ela estava.

— Do Contra tentou. Mas por causa da arma dele ser uma marreta gigante, ele acabou arremessando o Pac-Man na PQP. – Explico.

— Então quer dizer que... – Sua voz falha antes de completar a sua frase.

— Agora eles sabem qual é sua fraqueza.



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