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História Together By Chance 2 Temporada - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá amores!!!
Tudo certo?
Capítulo fresquinho, feito por mim. Espero que gostem.

Boa leitura!!!
— Monike

Capítulo 6 - Algo Não Está Certo


P.O.V Denise Gomes

— Eu ainda não acredito que o Cebola está namorando a Penha!!!!! – Olho novamente para a foto que a Penha havia postado com o Cebola ao seu lado, eles estavam na frente da Torre Eiffel. – Isso é um tremendo babado!!

Por mais que o Cascão havia falado para nós que o Cebola iria para a França com ela, ainda é meio difícil acreditar que depois de tudo, ele faz uma dessas. Mas é o Cebola, quando você espera algo dele, ele aparece com outra coisa. Por exemplo, os planos infalíveis dele, meu Xavequinho me disse, que quando éramos crianças, o Cebolinha sempre elaborava um plano e depois acabava com outro.

— Nem eu, Dê. – Diz Mônica se ajeitando na poltrona do jatinho, ao meu lado, me tirando de meus pensamentos.

— Pena que meu Xavequinho não pode vir. – Digo com um beicinho e a Mônica dá uma leve risada.

— Olha o lado bom, ele vai estar seguro lá.

— Verdade, migah!! Só espero que ele não acabe entrando numa furada por conta do João, isso seria tão a cara daquele seu bofe.

— Não nego, é cara do João meter os outros em alguma furada. – Ela diz com um meio sorriso revirando os olhos, por mais que ela tentou descontrair, dava para perceber que lembrar no que o João poderia estar aprontando sem ela ou a Monique para controlá-lo, a deixava preocupada.

Estávamos ela, Rosa, Leigh, Monique e eu, nos acentos do jatinho que a Monique contratou para chegarmos rápido a França. Confesso que isso é chiquê, mas ela podia fazer um portal para chegarmos lá, tão mais rápido.

— Pela décima vez, Rosa. Aproveita a vista, não há nenhuma emergência agora para um portal. – Suspira Monique depois que a Rosa diz que já poderíamos estar lá, algo que acabara de ocorrer em minha mente também.

Mônica dá uma leve risada balançando a cabeça como se lembrasse de algo, eu a encaro com curiosidade.

— O que foi amiga? – Pergunto curiosa e ela me olha com seus olhos brilhantes por achar algo engraçado.

— É engraçado, o João arranja qualquer desculpa para usar seus poderes, diferente da Monique que busca usar com mais responsabilidade.

— Eu até entendo o João. – Diz Monique se aproximando de nós, deixando Rosa e Leigh em um momento a “sós”.

— Como assim? – Indago a encarando enquanto arrumo minhas marias-chiquinhas que pareciam estar tortas, na minha concepção.

— Vocês sabem que sou mais “velha” do que aparento ser, não é? – Mônica e eu assentimos com a cabeça. – Quando eu surgi, estava euforia com os poderes, tentava usá-los de todo jeito, mesmo quando não precisava, o que causava muitas confusões e problemas. Mas com o tempo, depois que eu me acostumei com eles, acabei por olhar mais as coisas simples. Como agora, andar de jatinho.

— Agora faz sentido. – Comenta Mônica pensativa. – É quase eu com minha força, no começo eu buscava ver meus limites, agora utilizo com mais cautela. É claro que ocorre alguns deslizes.

— Mas então, gata. Me diz, com todo esse poder, foi fácil aprender a ver/admirar as coisas simples? – Pergunto a loira que dá um meio sorriso.

— Não foi fácil e nem rápido, demorei anos. Mas ainda assim, acho que só aprendi isso com alguém que tinha mais peso e poder, alguém que sabia mais do que ninguém o peso de tanto poder e força. – Por mais que ela não mencionou o nome, deu para perceber que ela se referia a Lúcifer. – Ele me disse que, por maior que seja seu poder, sua força, nada supera as coisas simples ao redor, como o chacoalhar de galhos, a água corrente. O poder pode te fazer conquistar tudo, mas também pode tirar, estragar. E principalmente, o poder pode ser um imã de interesse, ao redor pode haver mais inimigos que fingem serem seus amigos, do que quem realmente se importa.

— Realmente é uma ambivalência. Mas não sei, fofa, ainda acho que ser poderosa é muito mais legal do que ficar observando ao redor. É um tremendo barato, imagina, poder ter todas as coisas e fazer tudo. Eu poderia bisbilhotar a vida de quem eu quisesse para colocar na minha página. – Digo com meus olhos brilhando pela minha ideia. Ela dá uma risadinha pelo meu comentário.

— Entendo seu ponto de vista, mas você acaba cansando de ter tanto poder, a responsabilidade é alta, e muitas vezes, você se perde no que você realmente quer, você acaba perdendo o sentido de “viver”.

Por mais que ela fosse imortal, eu entendia que ela se referia a ter a vontade de continuar aproveitando a vida mesmo podendo conhecer e ter tudo o que quisesse.

P.O.V Mônica Souza

Depois que chegamos a França e fomos até o hotel que a Dê havia reservado, com dois quartos, um de casal e outro com três camas de solteiro. Havíamos combinado de nos separar para tentar encontrar o Cebola, afinal a cidade é grande.

Já havia passado por parques e pontos turísticos, sem nem ter notícias dele. Eu sei que não seria fácil encontrá-lo, e é claro, que nem por conta de ser um “desafio”, eu desistiria tão fácil.

O céu já estava começando a escurecer e eu não sabia se eu devia continuar procurando ou voltar para o hotel. Encontrar ele, sem saber se ele está realmente saindo para os lugares, é a mesma coisa que procurar uma agulha num palheiro.

Escuto meu celular tocar e vejo que era a Denise me ligando.

— Oi gata, encontrou ele ou algum indicio? – Era uma chamada de vídeo, então logo percebi que ela estava na frente de um restaurante.

— Não, e você?

— Também não. É melhor voltarmos para o hotel, amanhã continuamos a procura. Quem sabe a loira não tenha alguma ideia de como facilitar esse processo. Afinal, mesmo que essa cidade seja um arraso, meus pezinhos estão me matando. – Se queixa Denise e eu dou uma leve risada.

— Também estou cansada. Nos vemos no hotel.

— Beijinhos!!! – Denise desliga a chamada.

— Então, ma chérie (meu querido), tenho cerrteza de que você irrá amar esta noite. – Escuto uma voz familiar a alguns passos de mim.

— Com toda certeza, ma dame (minha dama). – Meus olhos arregalam de espanto, após identificar a segunda voz.

Me viro rapidamente vendo Cebola e Penha, eles haviam acabado de descer de uma limusine caminhando em direção a um teatro de ópera. Ela estava usando um vestido vermelho aberto em uma das pernas, seus ombros estavam cobertos por um xale peludo na cor preta. Cebola estava usando um terno, que ao julgar, custava muito.

— Cebola! – Chamo ele, fazendo sua atenção, antes focada cem porcento na Penha, se dirigir a mim.

— Mônica?! – Exclama ele desorientado e confuso.

— Cansou do próprio namorrado e resolveu virr atrás do meu? – O tom na voz de Penha era de ameaça. O toque dela no ombro de Cê, fez com que a atenção voltasse totalmente a ela, ele parecia nem lembrar da minha existência.

— Pelo contrário, vim atrás do meu amigo, porque sei a cobra que você é. – Retruco, mas ela parece nem se importar. Por um momento, quando comecei a falar, senti que Cebola iria dirigir seus olhos a mim, mas foi um reflexo tão “escondido”, que não sei se estou imaginando isso, ou realmente aconteceu.

— Ele está muito bem. Não é, ma chérie?

— Sim, ma dame (minha dama). – O modo que ele agia, não me parecia normal, eu posso estar sendo paranoica, mas quando se trata da Penha, não consigo acreditar que o Cebola estaria apaixonado a ela, nesse ponto.

— Eu pensava que você tinha mudado depois de que trabalhamos juntas contra o Cumulus, mas parece que infelizmente me enganei. Uma vez má, sempre má, não é? – Retruco ela que estava com seu sorriso irônico.

— O Cê me disse que abrriu uma academia. – Ela me olha das cabeças aos pés. – Até que fez milagrres, não é mais aquela orrca de antes. – A risada dela parecia ecoar pelo local.

— Ora sua! – Parto para cima dela furiosa, dando um tapa que chegou a estralar.

— Como ousa, sua piranha! – Ela me fuzila com o olhar se jogando para cima de mim.

Começamos a dar tapas, socos e puxões de cabelos uma na outra, rolando pela calçada, as pessoas passavam ignorando a situação, e Cebola estava como em um transe assistindo nossa briga.

Do nada sinto que sou empurrada para longe por uma força que eu não conhecia. Sinto meu corpo pesar a cada tentativa de levantar, mas com o tempo, passa.

— Chega com isso, não vou mais perrderr meu tempo com uma perrdedorra feito você. Vamos, ma chérie. – Ela sai com o braço enganchado no de Cebola.

Mas o que foi isso?!

~~~~~*~~~~~

— E foi isso que aconteceu. – Termino de contar o que havia acontecido a alguns minutos atrás para Monique e Denise que estavam sentadas em suas camas prestando a atenção em cada palavra que eu dizia. Depois do meu confronto com a Penha, resolvi vir direto para o hotel, não adiantaria tentar confrontá-la novamente.

— Ela nunca teve essa “força”? – Pergunta Monique pensativa.

— Não que eu soubesse. – Dou de ombros.

— Amiga, isso é um babado, preciso contar para turma. – Denise logo pega seu celular para digitar.

— É estranho... Ele parecia nem me reconhecer umas horas, parecia que ele estava em um transe, um estado de hipnose onde só existia ela. – Confesso com um suspiro lembrando do olhar do Cebola fixado na Penha.

— Vai ver ele se apaixonou por ela. Dá para entender, ela tem um ótimo estilo, chiquérrimo. – Diz Dê ainda com a atenção no celular.

— Eu conheço o Cebola. Isso está estranho.

— Se você acha. Só cuidado para não confundir preocupação com ciúmes, você pode estar com o João, mas nós sabemos que você ainda tem uma queda pelo Cebola. – Denise me olha e eu desvio o olhar.

— Cebola e eu acabamos a muito tempo. – Digo seria, mas minha amiga apenas dá de ombros.

— Eu vou investigar isso, sobre a suposta hipnose e a força repentina. Te aviso se encontrar algo, enquanto isso, descansem! – Diz Monique com uma expressão séria. A loira rapidamente se transforma em sua forma de Andarilha indo até a janela.

— Achei que não usasse os poderes sem um motivo de emergência. – Digo arqueando uma sobrancelha.

— Quando meus pés alcançaram o solo, senti que havia uma mudança na atmosfera. Resolvi deixar de lado, porque nenhum lugar está bem “puro” depois daquela guerra contra Sairaorg. – Ela explica. – Mas agora, por conta do que você me disse, vou investigar se não pode ser outra coisa.

— Boa sorte.

— Arrasa, gata. – Diz animada Denise com uma das mãos para cima como “incentivo” e a outra ainda no celular. Monique logo voa janela a fora. – Pronto, redes sociais atualizada.

Meu celular vibra, provável que por conta da notícia que a garota de marias-chiquinhas havia postado no aplicativo que ela criou para a página dela. Leio rapidamente.

“Mônica perde numa briga de tapas e puxões de cabelo contra a Penha. MAIOR BARRACO!!!! Cebola vai a loucura com duas gostosas lutando por causa dele.”

— Denise!!!! – Grito indo atrás dela. A mesma corria pelo quarto dando risadas.

— Foi isso que você disse. – Ela ri mais ainda.

— Não foi por esse motivo!!!!

P.O.V Castiel Salvatore

Havíamos terminado mais um show.

— Caras, está cada vez mais foda, todo mundo parece mais empolgado a cada dia nos nossos shows. – Diz TJ.

— E só tende a crescer! – Exclamo.

— Nós vamos levar as coisas para o ônibus. – Diz Max puxando Curtney e TJ junto.

Logo percebemos o motivo, várias garotas, nossas fãs, começavam a vir para pedir um autografo e foto.

— Acho que eles precisam de mais aju... – Puxo DC antes que ele saísse.

— Não vou enfrentar isso sozinho, amigo. – Resmungo e ele logo se rende.

— Olá, garotas. – Fala DC amigavelmente com um sorriso.

— E ae. – Simplesmente pronuncio, mais sério do que antes. Logo ouço vários gritinhos delas, o que para mim, é muito irritante.

Eu não sou um cuzão com meus fãs, longe disso, eu sempre tento dar atenção ao público e tal, tiro foto, dou autografo. O que me deixa irritado é esses gritos, acho desnecessário deixar todo mundo surdo. Virei um astro de rock, mas não por conta de querer ser famoso, e sim, porque é o que amo fazer.

~~~~~*~~~~~

— Você queria fugir, mas quem estava mais amistoso era você. – Rio de DC que dá de ombros, estávamos a caminho do ônibus depois de termos tirado fotos e dado autógrafos.

— Fazer o que?! Sou mais na minha, mas até que é legal ver o quanto nossa banda cresceu em sucesso. E ser grosso com que curte nós, mesmo gostando de contrariar, não é algo que eu vou fazer, tenho bom senso, às vezes. – Diz ele rindo e eu concordo com a cabeça.

— Pega ele! – Grita Curtney e eu logo vejo Dragon correndo que nem louco com um cachorro-quente da boca.

— É seu cachorro quente? – Pergunto assim que ele para ofegante do nosso lado. Dragon vendo que Curtney tinha parado, começou a comer o alimento.

— Sim, e você vai deixá-lo fazer isso? – Ele me olha e eu rio.

— Você que bobeou. – Dragon já havia devorado o cachorro-quente, sem dó, nem piedade.

— Não sabia que o Dragon era na verdade o Scooby-Doo. – Comenta DC.

— Aquele cachorro é o próprio cerberus. Se você visse o pulo que ele deu pra roubar meu cachorro-quente.

— Bem, vamos deixar isso para lá. Vem, Dragon.

~~~~~*~~~~~

Ainda estávamos arrumando as coisas no ônibus para voltar a estrada, pois o próximo show seria amanhã de noite em outra cidade do Japão. Curtney já havia comido outro cachorro-quente, então “esqueceu” do ocorrido de antes.

— Não sei você, cara, mas eu estou com tanta fome que comeria um hipopótamo encima de um cavalo. – Reclama DC para mim, logo todos os integrantes da banda escutam o ronco da barriga.

— Não duvido nada. – Ri Curtney.

— Baixou a fome da Mo é? – Brinco com ele, e ele ri.

— Acho que a loira e a Maga passariam um aperto numa competição agora. – Brinca ele também, fazendo todos rirem.

— Ainda temos um tempinho, se quiserem, podem ir pegar algo para comer. – Diz Max olhando a hora e ajustando o GPS, afinal, era ele quem dirigia o ônibus.

— Beleza!!! Quem vem comigo? – Pergunta DC levantando as mãos para o alto.

— Pelo jeito só você e eu estamos com fome. – Digo me manifestando.

— Eu já comi. – Curtney dá de ombros. Os outros dois, só voltam a preparar as coisas para a nossa partida.

— Depois não reclamem na viajem.

~~~~~*~~~~~

— Mas então, com saudades da garota? – Puxo assunto com o DC enquanto esperávamos na fila de um food truck.

— Claro, né. Faz tempo que não vejo ela pessoalmente. – Ele diz com um sorriso bobo no rosto, lembrando da Maria Fernanda.

— Posso entender, eu já estou com saudades da minha loira, e olha que nem faz tanto tempo que não vejo ela. – Confesso e ele ri.

— Também, vocês não se desgrudavam mais na turnê. – Diz DC me zoando.

— Na verdade, ela não desgrudava das comidas que ela via pela frente. Eu era a segunda opção. – Rio lembrando da fixação por alimentos diferentes que a Monique possui.

— Eu lembro, toda vez que você olhava para ela, ela estava devorando alguma coisa ou bebendo algo. Uma mão no hot dog e a outra na torta de limão. – Rimos desse comentário.

— Mas e a Maria? Como ela está? – Pergunto a ele.

— Está bem, eu espero. Ela não me respondeu hoje, mas provável que esteja ocupada com a sua faculdade de design de moda. – Dá de ombros. – Eu também acabo esquecendo de responder quando foco em algo, o bom do nosso relacionamento é que um entende o outro, e assim não brigamos quando esquecemos de avisar que estamos ocupados.

— É amigo, tiramos uma sorte grande ein. – Cutuco DC com meu cotovelo de modo camarada.

— Qual o pedido? – Pergunta a mulher que estava atendendo no food truck com um sorriso.

Até que a fila não foi tão demorada, quando percebi, já estava na nossa vez de pedir.

~~~~~*~~~~~

— Voltamos! – Grita DC entrando no ônibus.

Dragon dá uma latida alta e vem me receber, abanando seu rabo.

— E aí, amigão. Sentiu minha falta? – Pergunto acariciando sua cabeça perto das orelhas, onde ele adorava.

— Podemos ir já? – Pergunta TJ que havia acabado de sair do banheiro do ônibus.

— Claro, já estou com meu buxo cheio. – Diz DC.

— Bora, seus cuzões! – Exclama Curtney se esparramando em um dos sofás-camas.

— Se acomodem então. – Após todos sentarem, Max liga o ônibus rumo a próxima cidade da nossa turnê.

— Ouviu o cara! Se acomode, Dragon. – Digo e meu cachorro dá outro latido, se acomodando ao meu lado no sofá.

Coloco meus fones de ouvido e começo a escutar uma banda de rock que eu curto. Fecho meus olhos pensando no rosto da pessoa que mais esteve presente em minha vida, Monique.

Aquela garota podia ser indecifrável e terrivelmente irritante quando conheci, mas não me arrependo de ter persistido em conhecê-la, pois a cada dia que se passa, descubro mais coisas que só me fazem perceber o quanto eu tive sorte do João ter sido o receptáculo daquele demônio.

~~~~~*~~~~~Em Outro Lugar~~~~~*~~~~~

Tudo está saindo como eu planejava!!!

Agora só preciso continuar com meu plano e logo, serei invencível. Nada mais poderá me deter.

Como o ditado diz: “quem ri por último, ri melhor”.


Notas Finais


Comentem o que acharam, se quiserem!
Até mais!!!


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