História Tokyo Ghoul - Unravelling the world (interativa) - Capítulo 4


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Categorias Tokyo Ghoul
Personagens Personagens Originais
Tags Tokyo Ghoul
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Palavras 6.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa o atraso pessoal, tipo, sla, de 3 semanas... Bem, eu, sla, meio que na primeira semana não consegui escrever, minha mente, simplesmente, não funcionava, era estranho, na realidade, ainda é um pouco quando isso ocorre, e, bem, estamos em recesso escolar, ao menos eu estou, porém a semana passada foi uma semana de provas bimestrais, e, sla, é algo que fode muito a vida de muita gente, incluindo a minha, alem da minha dedicação a artes plasticas e musica, então, sla, mesmo tendo ficado muitas noites acordado havia, realmente, muito conteúdo em minha vida, logo, peço perdão novamente, tentarei aproveitar as ferias para escrever mais rapidamente kk

Capítulo 4 - Demônios de carne


Os olhos avermelhados e claros, pouco calmo, fingindo uma paciência que é, lentamente, esfaqueada pela duvida do que é certo, escondem os sentimentos confusos e, de forma ínfima, furiosos, enquanto observa o sujeito de branco, com o traja um pouco longo que cobre seu corpo baixo, ao menos se comparado com o do jovem que lhe finta, sério, contemporaneamente, os vira para os outros membros da sala, um deles pouco mais velho, com suas escassas mechas grisalhas e curtas, aparentando ser forte e alto, se comparado ao casal de investigadores novos, enquanto o outro, um pouco mais novo, possuindo uma aparência mais adulta, os cabelos curtos e penteados, escuros, castanhos, tal como seus olhos, pouco profundos, ativos apesar do ínfimo cansaço, que surge devido às noites com repouso utópico; o grupo se observa tal como os papeis sobre a mesa acinzentada, clara, o jovem de pele clara e cabelos castanhos, parceiro de Akashi, o garoto de olhos avermelhados, parceiro do mesmo, que, agora, se levanta, ditando a aqueles que mostram uma idade e sabedoria mais avançada um breve relatório sobre o trabalho que efetuaram perante o período matutino do dia:

–Durante hoje interrogamos aquele que havia postado um vídeo relacionado ao corvo negro, na noite anterior. –Ele fala formalmente, com a postura rígida, firme, com seus olhos sendo observado por seu parceiro, brilhando como as palavras respeitosas e solenes que continuam a sair de seus lábios pouco corados. –Ele, agindo de forma contraria ao nosso desejo, recusou-se a falar sobre os detalhes da localização do lugar da gravação, logo, o deixamos. –Continua o garoto, com as falas belas que, apesar de não serem mentiras, encobrem, de forma parcial, os acontecimentos de horas atrás, logo, voltando à posição primaria que se encontrava na sala, sentado, novamente, sobre a cadeira, clara como a mesa que utilizava para apoiar os papeis e documentos da CCG.

–Tudo bem então. –Dita o investigador de cabelos grisalhos, sério, mostrando tristeza em sua voz pouca roca, talvez esperando mais resultados dos jovens que apenas lhe trouxeram um pedido de desculpas bem elaborado. –Apenas tentem conseguir algum avanço sobre a investigação do corvo, ou... Sei lá. –Continua ele, tristonho e preocupado com a população, cujo medo da mesma se alastra semanalmente, junto ao numero de vitimas do monstro, que cresce tal como o mesmo.

–Sim, senhor. –Dita os jovens, em coro, levantando-se de suas cadeiras pouco confortáveis e curvando-se em respeito aos superiores, logo, movendo, ambos, para o lado de suas cadeiras, Akashi, o garoto de cabelos negros e lisos, arruma a cadeira que utilizava como assento, deixando-a próxima da mesa acinzentada, da mesma forma na qual ela se encontrava antes do jovem se apoderar dela, diferente de seu atual parceiro, que se retira da sala clara, abrindo a porta tingida de branco e ultrapassando a mesma, tal como seu banco, deixando-a de qualquer jeito, porém isto incomoda aquele que, durante os últimos dias se encontrava lhe acompanhando, o mesmo, logo arruma o assento do jovem descuido, de modo rápido e jeitoso, passar pela porta, fechando-a com cuidado. –Se esses jovens são o futuro da corporação, quero que um ghoul me devore logo. –Afirma ele, olhando para o moço de cabelos penteados que se encontra ao seu lado, sorrindo um pouco da própria piada enquanto observa o sujeito que apenas omite a alegria, ínfima, que sente.

O casal de pele clara e tamanho baixo caminha por um dos corredores pouco movimentados do quartel, vazio, talvez devido ao horário, no qual, provavelmente, a maioria dos investigadores se encontra em seu almoço ou trabalho, ambos, observando a janela, vendo o lado de fora do prédio, as árvores curtas e verdes, as pessoas que parecem tão pequenas, os veículos que passam pela estrada molhada, as nuvens densas, quase negras, apesar de ainda ser cedo, os pingos de chuva batendo contra o vidro transparente e limpo, descendo pala atmosfera como lagrimas divinas, sendo tão monótonos e desinteressantes que faz com que o jovem de olhos avermelhados volte a fitar seu novo e bizarro par, parando por um instante, logo, direcionando palavras simples diretamente para o mesmo:

–Shin. –Chama o jovem de cabelos negros e lisos, fazendo com que seu parceiro, tal como ele, pare, temporariamente, de andar, voltando, com calma, o olhar para o jovem. –Por que você agrediu aquele moleque? –Questiona ele, pouco sério e preocupado, talvez apenas curioso. –Ele teria nos respondido acaso não tivesse feito aquilo. –Afirma ele, mostrando seu pequeno conhecimento sobre os seres humanos e a funcionalidade padrão de suas mentes.

–Senhor Shin. –Corrige o jovem, caminhando em direção a Ito enquanto levanta, suavemente, sua cabeça, para ser capaz de olhar a faceta do humano. –Eu sou superior a você, então se dirija a mim da forma adequada. –O jovem, apesar de aparentar seu menos experiente e menor que o sujeito a quem se opõe é, na verdade, mais velho e, segundo o sistema de qualificação dos investigadores de ghouls, superior ao mesmo. –Sabe, se você não gosta dos meus métodos de investigação não precisa me seguir. –Continua ele, agora, virando-se contra o mesmo e continuando a caminhar. –Pode voltar para seu escritório e suas expedições aleatórias de limpeza. –Fala ele com um pouco de ignorância e ironia flutuando ao redor de suas palavras. –Vamos ver se assim você consegue concluir algum de seus objetivos aqui dentro. –Finaliza ele, olhando para o sujeito que apenas continua a lhe fitar com um olhar questionador, assombrando, levemente, Shin, que apenas continua eu caminho, como sempre, sério, com passos leves e suaves, olhando para o chão enquanto pensa, ligeiramente, sobre o que deveria, realmente, ter feito para com o jornalista inútil, apesar de seu orgulho encobri a leve questão. –Se não for voltar para seu escritório então ande depressa, estou com fome. –Dita ele, voltando, rapidamente, o olhar para o jovem, que recomeça sua caminhada, seguindo aquele que, apesar de parecer apenas ingênuo e idiota, é um dos poucos investigadores vivos do vigésimo distrito que, realmente, podem lhe ceder ajuda na busca de seus objetivos.

 

Ele passa os dedos sobre os lábios, que se destacam em seu rosto sério devido a um corte pouco profundo sobre parte da boca, olhando para as pontas do mesmo, levemente tingidas de rosas, com a concentração de cor que varias pelo mesmo, indicando para o jovem que não se importa com seu corpo, que o ínfimo sangramento já se encontra, parcialmente, estocado, na verdade, isso o alegra um pouco, já que se encontra perto do campus da universidade, já sendo capaz de avistar os muros acinzentados e as grades metálicas escuras como o céu nublado, passando a mão por seus cabelos, levemente, humedecidos, já que sobre o mesmo caem às finas lagrimas divinas, não chegando a incomodar muito o jovem, pois a leve alegria de se encontrar perto de casa já é capaz de alterar um pouco seu estado emocional, apesar de, provavelmente, ser apenas a endorfina que está se reproduzindo de forma mais rápida em seu corpo, talvez a fim de amenizar as dores dos socos e chutes que acabou sofrendo perante os minutos passados;  conforme os passos serenos do jovem de olhos côncavos e castanhos continuam a pisares o chão pouco molhado, logo, ultrapassando os portões do local, que se encontram, praticamente tempo inteiro, abertos, ele começa a observar nicles detalhes, como a falta de pessoas sobre os bancos e assentos do local ao ar livre, cujo, na visão do mesmo, a maioria se encontram em suas salas, distraídos com o mundo enquanto se concentram em suas atividades e futuros, fazendo com que ele pense um pouco sobre si mesmo, mesmo sabendo que já havia morrido há anos, ele para de pensar enquanto, de forma desajeitada, arruma suas mechas castanhas e ungidas enquanto move seu copo em direção as escadarias existentes nos campus, caminhando, pouco lentamente, em direção a seu quarto, sentindo as gotas sobre sua pele pálida, provavelmente, devido a alimentação escassa que roda seu mundo culinário, indo para o mesmo pouco mais rápido conforme sente os pingos caírem com mais potencia e velocidade, aconchegando-se cobertura existente nos degraus, marcando os mesmo com a sola molhada de seus sapatos, negando a importância do nicle acontecimento, que o segue até a porta de seu pequeno apartamento, cujo perto da mesma se encontrava a jovem de cabelos claros, pálidos como a neve a cairá perante o inverno, próximo, alongados, combinando de forma bela com os olhos de tonalidade rubra e o sorriso simpático que ela sede ao jovem enquanto, de forma hábil, abre a porta trancada de seu apartamento, sendo este aquele que se localiza ao lado do que o jovem de olhos castanhos é possuinte, o mesmo, apenas fita a garota de forma simples, sem sentimentos ou reações, infimamente, extravagantes, logo, aproximando-se da porta do C-083, encaixando a chave na fechadura trancada, tentando gira-la, de forma simples e calma, afinal, aquele que já se encontrava acostumado a descerrar ela diariamente já sabia sobre os múltiplos problemas que acontecia com a mesma, tentando ser cuidadoso com o objeto que não funciona de forma correta, logo, girando-a com um pouco mais de força, talvez, devido ao estresse e as altas doses de cortisol que circulavam dentro de seu corpo, ele a quebra, dividindo o objeto metálico em duas partes, cujo uma delas se prende a porta, enfiada dentro da mesma, ele, Sang, o jovem cujo sempre imagina que as coisas não podem vir a piorar, é atormentado pelos pequenos defeitos do mundo, logo, enfurecendo-se um pouco mais perante o dia de merda que vive, passando a mão e sua face, com pouca pressão, olhando para a garota que apenas, enquanto abre a porta de sua casa, avista do jovem pouco irritado, questionando ao mesmo enquanto ele dá um passo para trás, talvez dominado pela ira que lhe prende:

–É... –Trava ela um pouco, tímida, porém fofa. –Você quer alguma ajuda? –Pergunta ela, novamente, simpática, estampando um sorriso amigável que marca seus dentes claros e perfeitos.

Sang, com o sangue fervido como seu coração que se deleita no calor da fúria incontrolável, chuta a porta trancada, liberando-se do ódio de ser espancado em meio ao seu trabalho, na verdade, soltando-se muito tempo de discórdia que se localizava dentro se vi, vendo, de forma rápida, porta de madeira clara ir para frente, com alguns pedaços, pequenos como fragmentos, da mesma, estarem jogados ao chão, assustando, ligeiramente, a ghoul, Shiro, que dá um pequeno passo para trás, observando o garoto que balança a cabeça de forma desajeitada, removendo os poucos fios que caiam sobre seus olhos castanhos, caminhando para dentro da casa pouco bagunçada, cujo a caixa de pizza vazia ainda se encontrava sobre a mesa, o computador portal aberto, ligado, sobre o balcão da cozinha americana, tal como ontem, sem muita diferença, com exceção das almofadas do sofá pálido no chão, bagunçadas entre si; ao adentrar o local calma, antônimo de sua alma, ele fecha a porta, com um pouco mais de delicadeza do que da ultima vez, apesar dela se abrir, rangendo um pouco, logo depois que ele se vira contra a mesma, removendo seus tênis escuros, tomando eles a suas palmas, se ajoelhando no chão pouco sujo, encaixando ambos perto da porta, deixando ela travada, elaborando algo provisório, apesar de funcional, logo, sentando-se no sofá que já não é mais capaz de lhe confortar, colocando elas a frente de seu rosto, respirando de forma pouco mais profunda , tentando relaxar, mesmo que sem motivo, ele pisca seus olhos cansados, logo, inclinando seu corpo para trás, descansando sobre o móvel, removendo do bolso da jeans que usava seu telefone, vendo o horário pouco cedo, com seu dedo indicador, ele arrasta a linha cinza, que se encontra na parte superior do telefone, para baixo, mostrando as notificações inúteis, como os correios eletrônico nunca lido e as mensagens instantâneas, que ditam sobre a escola e uma suposta teoria de haver um dia de folga, já que aquela que lecionava para a turma perante o dia de hoje, tal como ontem, não havia sido avistada em nenhum lugar, e, apesar do jovem saber sobre o paradeiro do sujeito, o ghoul que, provavelmente, ainda se encontra jogada morta em um dos becos inúteis da cidade de Tóquio, isso faz com que o jovem, já possuindo conhecimento sobre o dia vago, deita-se novamente no sofá, cansado, fechando seu olhos enquanto tenta esquecer-se da raiva e aproveitar, de forma magnifica, seu dia de folga.

Os minutos se passam, os olhos fechados de forma falsa não conseguem mentir para os mesmos, acima de tudo, seu corpo continua ativo, elétrico, talvez, o jovem, um pouco infeliz por não se capaz de aproveitar o tempo que é possuinte, soca o sofá pálido algumas vezes, insatisfeito com o corpo inútil que não consegue realizar uma simples atividade, como descansar, ele, logo, se levanta, outra vez, forçando a si mesmo a manter a calma utópica dentro de si, caminhando, com calma, pouco tremulo, para seu quarto, bagunçado, pequeno, aproximando-se da cômoda, com os inúmeros documentos e imagens, vasculhando entre os papeis pouco organizados, procurando por algumas de suas capsulas de medicamentos ou algo do tipo, desesperado, talvez, abre as gavetas, avistando as roupas dobradas, algumas apenas jogadas e encolhidas em alguns cantos, mexendo nas mesmas, ainda a procura de seus placebos, posteriormente, fechando elas de forma pouco rude, novamente, tomando o celular que se localiza em seu bolso, olhando para o relógio daquele que indica que falta poucos minutos para o inicio de suas aulas diárias, tentando tomar consciência de que será mais saudável, mentalmente, para ele, ir a escola ao invés de perder seu nicle tempo procurando as pílulas inexistente em sua casa, ele se dirige a sala, aproximando seu corpo pouco magro da porta, pegando os tênis que a seguravam a mesma, encaixando-os, rapidamente, em seus pés, não precisando abrir a porta, já que o vento faz isso naturalmente, ele, novamente, improvisando algo, pega a vela caixa de pizza, arranco um pedaço da mesma, indo em direção a luz do dia, atravessando a porta enquanto coloca o pedaço do papel rasgado perto da maçaneta da mesma, deixando-a fechada, apesar de, tal como si, qualquer empurrão seria capaz de desfazer tudo que o jovem lutou para manter; a chuva forte o atrapalha um pouco, já que, apesar de coberta, a sacada das escadas não é completamente, logo, alguns pingos atinge sua cintura e calça, ligeiramente, ele continua a andar até o fim da proteção do corredor, olhando, próximo, a universidade, com os poucos alunos agrupados na entrada do prédio do terreno, esperando a chuva passar ou, ao menos, amenizar-se um pouco, diferente de Sang, que, sabendo sobre a irrelevância do tempo, corre em meio ao liquido celeste que atinge sua face e escorre por sua pele, molha suas roupas, porém de forma ínfima, lavando-o um pouco, logo, o sujeito de olhos e cabelos castanhos, alcança o resto dos alunos, fitando os mesmo, que apenas continuam a olhar para a chuva e se distraírem com suas conversas inúteis e celulares. O jovem jornalista continua a seguir pelo colégio, subindo as escadas claras, marcadas pelas pegadas humanas e sujas, apoiando-se na parede do local, um pouco cansado e paranoico, talvez devido à abstinência por falta de seus placebos, ele caminha pelo corredor pouco movimentado, evitando, não intencionalmente, esbarrar nas pessoas do local, logo, adentrando a sala na qual desperdiça seu tempo, diariamente, olhando seus colegas com quais nunca dialoga, indo, com mais calma, para próximo da janela, transparente, marcada pelos pingos de sambam sobre a mesma, descendo para o chão, novamente, pegando seu telefone, apenas fingindo mexer no mesmo para não se incomodado por seus falsos amigos, de forma aleatória, virando seu olhar contra os mesmo, porém sempre voltando-o para a tela clara e insignificante, aguardando, no local, durante alguns minutos; posteriormente, na sala quase vazia, adentra mais uma pessoa, alguém pouco mais alto e gordo, apesar de não muito, com os cabelos penteados, com as laterais extremamente curtas, provavelmente algum outro professor que se aconchega, temporariamente, nesta sala, apoiando-se sobre a mesa enquanto dita rapidamente para os poucos alunos presentes:

–Então, jovem... –Começa ele, com a voz tão baixa quanto sua grande iniciativa. –Infelizmente sua professora não está presente hoje, então, bem... –Tímido, pensando em quais termos usar, sendo que na verdade ditar o conteúdo que pensa é algo extremamente simples para qualquer pessoal, principalmente neste caso. –Então hoje será como um dia de folga para vocês. –Afirma ele, com um grande e, talvez, falso sorriso estampado em sua face, que, junto ao grande corpo, sai, lentamente, do local, acenando para os estudantes enquanto se afasta da entrada principal do lugar.

Os jovens tomam suas bolsas e matérias enquanto continuam a conversar, inúteis, ele se dirigem para fora da sala, Sang, pouco menos cansado que o padrão, olha pela janela, avistando a chuva que, talvez milagrosamente, já se encontra mais fraca e lenta, como se o céu de vidro houvesse parado de se despedaçar, logo, ele se levanta, caminhando em direção a porta, com cuidado, sozinho, acidentalmente, esbarrando em alguém, na verdade, em sua vizinha, alegre, ela sorri para o jovem com os sentimentos niilistas, olhando para a sala vazia e questionando para o mesmo de forma alegre:

–Não vai haver aula? –Pergunta ela, apesar de ambos saberem a respostas para a questão retorica.

–Não. –Afirma o jovem, um pouco frio, calmo, continuando a caminhar enquanto deixa a jovem só, apesar disso não ser algo duradouro pois, junto a ele, sua colega de cabelos claros lhe acompanha, simpática, transmitindo sentimentos alegre pra com o jovem humano, nada recíprocos.

–Então temos, tipo, um dia de liberdade? –Interroga ela, feliz, talvez, falsa.

–Sim, eu acho. –Dita o jovem pouco incerto, ou, ao menos, fingindo bem, com suas palavras frias como o coração, que, como a maioria de sua vida, finaliza com muitas coisas, como esta.

Ambos, em silencio, continuam a caminhar perante o curto corredor, como um jovem casal, descem pelas escadas, como sempre, um estampando a alegria em seus olhos vermelhos e corados enquanto o outro apenas segue, normal, apesar do silencio ser cessado perto da porta, quase vazia, com outra nicle pergunta da jovem ghoul:

–Tipo, sabe, você sempre parece meio sério e preocupado, não quer, sei lá, sair em qualquer hora dessas? –Indaga ela, mostrando seus dentes claros ao jovem que mal fita o monstro que, de forma estranha, mostra uma saúde perfeita.

–Não. –Curto, gélido, fala Sang.

–Legal, então lhe vejo as oito. –Finaliza a garota, já perto das escadas do campus, afastando-se um pouco rápido do jovem, talvez evitando algum tipo de negação do humano, que apenas continua a andar com calma e serenidade enquanto vê a jovem subir aos degraus húmidos e sumir em meio aos olhos do mesmo.

Ela, Shiro, o corvo alegre e assassino, se aproxima de seu quarto, com os passos felizes, enquanto remove as chaves do bolso do casaco cinza e roxo que utiliza, encaixando uma delas na porta, com mais habilidade e paciência que seu colega, girando-a e, posteriormente abrindo a porta clara, avistando a casa organizada e escura, com as cortinas fechadas e alguns pássaros, pouco pequenos, negros como a mascara que destaca na mesa, eles observam a jovem amiga que olha para eles, um dos mesmos, com suas assas largas, voa, suavemente, até a jovem de cabelos brancos, que estende ele para o animal amável que possui, sorrindo para o mesmo e ditando:

–Agora vamos ter comida nova. –Fala ela sorrindo e, carinhosamente, passando o dedo sobre o bico escuro do ser.

Pouco longe, apenas algumas dúzias de metros, molhando-se, levemente, com a chuva insignificante que cai sobre ele, Sang, que observa as pessoas nas ruas, inúteis, e nos limites da zona escolar, mexendo em seus telefones ou correndo para tentarem não se atrasar, evitando esbarrar com alguém que, indiretamente, lhe passe a sensação de desconforto, logo, saindo do colégio, olhando para a rua, à sua direita, pouco vazia, apenas com alguns carros e pedestre, e, perante o outro lado, aquele para qual iria ir, talvez sem motivos, outra pessoa, próxima, que, por centímetros curtos, não tomba sobre o sujeito de cabelos castanhos, sendo este o amigo de Sang, aquele que há algumas horas havia o espancado, novamente, acompanhado de seu parceiro de cabelos lisos e olhos avermelhados, como o de Shiro, talvez pouco mais claros, o mesmo, ao ver o jornalista, coloca seu braço sobre o ombro do mesmo, como um grande colega ou familiar, sorrindo, como quase nunca faz, posteriormente, efetuando uma frase e dirigindo-a para o garoto que se encontra pouco assustado:

–Hey, tudo bem? –Pergunta ele, falso, curioso, pouco alegre. –Bem, nós estávamos indo comer algo, quer vir conosco? –Questiona ele, abaixando o tom de voz a cada palavra dita pelos lábios pouco corados, que se movem com tranquilidade e poder, sendo, infimamente, intimidador para o jovem.

 

Seus olhos azuis, claros, brilham com o poder do sol que, apesar de coberto pelas nuvens densas e acinzentadas, ainda cede luz aos cidadãos do mundo, como Yuki, que caminha em meio às poucas pessoas, pálidas, simples, que acompanham o jovem de cabelos, agora, pálidos, loiros, apesar de quase brancos, humedecendo os mesmos com os ligeiros e finos pingos de chuva que caem sobre ele, que continua com seu olhar decrepito e niilista, como seu corpo magro e fraco, que se força a caminhar de forma vez, indiretamente, a fim de evitar as gotas que dançam sobre o jovem, que, não muito acostumado com a cidade, segue apenas instintos, buscando alimento, cansado, caminha, reparando, suavemente, em um cheiro de café que não se destaca perante a atmosfera, mas atrai o animal de corpo humano de forma, infimamente, fácil, fazendo seus passos poucos rápidos continuarem, seguindo pela calçada enquanto observa os pratos ruins que poderia vir a devorar agora, não alterando seu olhar enquanto avista os humanos pútrido que não compreende, percebendo a forma na qual o odor cresce conforme ele anda, logo, parando, e olhando para uma cafeteria, provavelmente, a origem do aroma agradável que lhe chamava atenção, sendo este um local com uma frente simples, com uma pequena escada que contém apenas um casal de degraus, estando decorada com as plantas e flores, poucos, existentes perante as bordas das mesmas e abaixo das janelas grandes, que, basicamente, compõe as paredes do local, semelhante a porta, que é possuinte de simples divisas de madeira tingida e vidros criando o resto da mesma; o jovem de olhos azuis e cabelos claros alongados sobe pelos degraus cinzentos como a calçada na qual caminhava, abrindo a porta bela, apesar de simples, ouvindo o som de um pequeno sino tocando, rápido, suave, que se repte logo que o jovem fecha a entrada do local, voltando a avistar a parte interna do mesmo, as mesas arredondadas e os bancos para duplas, no canto do estabelecimentos, um casa de moveis semelhantes a sofás, simples, e ao meio de cada um deles, mesas retangulares, simples, em uma deles um casal humano, jovens, talvez com idade semelhante a do próprio Yuki, comendo enquanto gastam seu tempo com aqueles que colorem o mundo um do outro, ele, o garoto de olhos celestes, caminha calmo, senil, aproximando-se de uma das varias cadeira perto das mesas pequenas e arredondadas, esta se encontra próximas aos amantes alegres, sentando-se sobre a mesma, avistando o resto do local, talvez devido ao horário, praticamente vazio.

–Eles parecem tão apaixonados. –A voz jovem, feminina, que comum e irritantemente, incomoda o jovem acompanhando o mesmo com toques suaves em seus ombros, como se passa-se, ligeiramente, suas mãos invisíveis pelo corpo do garoto, que apenas respira, tranquilo, ou, ao menos, fingindo. –O sabor deles deve ser melhor do que a dos lixos que você devora. –Afirma o sujeita utópico, sussurrando as palavras simples e aterrorizantes perto das orelhas pálidas de seu colega, que apenas tolera.

Ele, calmo, olha o resto do local, avistando as pessoas utópicas, o balcão que ostenta uma vitrine com doces diversos, cujo um monstro de olhos negros e rubros como ele jamais poderá saborear, junto a outras coisas inúteis, como pequenos cartões organizados, provavelmente de lojas parceiras ou qualquer outra coisa desinteressante aos olhos do garoto, que continua a ouvir as frases que dão agonia para sua baixa sanidade mental:

–Vai lá. –Pede a voz feminina, a única parceira de Yuki. –Vamos, coma eles. –Continua ela, quase implorando enquanto dita à frase de forma, infimamente, sensual e chamativa, contemporaneamente, o garoto abaixa sua cabeça um pouco, apoiando ela em seus braços, deixando as palmas próximas aos olhos tremules e importunados.

–Oi. –Diferente, apesar de ainda ser uma voz feminina, semelhante a anterior, se mostra como a de alguém mais responsável, com mínimos anos de vida a mais que a daquela que atormenta o jovem de cabelos claros, que se vira, a fim de avistar o sujeito possuinte da mesma, sendo esta alguém que se destaca por seus cabelos lisos e rosas, cortados de forma simétrica e bela, sendo curtos, ao menos se comparado com o jovem monstro, que fita os olhos azuis, claros, apesar de tingidos de forma mais forte e lúgubre que a do mesmo, que, suavemente, sente o aroma diferente que o sujeito possuindo, encantando o jovem que não é capaz de explica-lo, apenas continuando a observar a mulher que dita, padrão. –Você quer algo? –Questiona ela, simples, amigável, pouco formal, removendo os sussurros que atormentavam, muito forte e constantemente, o demônio de pele pálida, que, perante os segundos próximos, se encontra incapaz de responder de forma humana ou correta.

–Sim, eu... –Trava ele, um pouco, pensativo, olhando para o amável casal de carne, que se deliciam com pedaço de doces e bebidas pouco amarga, como Yuki. –Um café e torta de, sei lá, chocolate. –Pede ele, sério, tentando parecer com um dos lixos que devora de forma constante.

O jovem mantem o silencia enquanto avista a, suposta garçonete se afastando dele, com os passos calmos e amigáveis, indo para trás do balcão que ostentava as comidas gostosas e belamente apresentadas, logo, ultrapassando uma porta de madeira, mais simples do que as outras existentes no local, como a entrada, logo, sumindo dos olhos azuis e claros, que brilham com a iluminação do jovem, já ativo, um pouco alegre, aleatório, remove, de seu bolso, um objeto de couro falso, escuro, nitidamente, sua carteira, não possuindo conhecimento sobre os gastos de seus pedidos, na verdade, não se importando com isso, já que alguém cujo trabalho se constitui em remover ervas daninhas sociais recebe quantias altas perante os mesmo, depositando-os sobre a mesa de madeira, bem ornamentada, logo, apoiando seus braços sobre a mesma.

–Você deveria devorar ela também. –Fala, em tom baixo, bem lentamente, nos ouvidos do jovem, que, controlando seu estado de espirito utópico, volta a abaixar sua face clara, querendo evitar ouvir a abominação que lhe incomoda. –Vamos. –Convida a mesma, apenas gerando mais desejo de distancia do jovem por ela. –Vamos, vamos, vamos, vamos.

Repete, mutuamente, a garota irreal, cujo Yuki finge não existir, apenas voltando sua cabeça para frente novamente, observando, pela janela, os humanos que caminham pela rua, a chuva que já havia cessado, tranquilizando-se com o sussurro que, lentamente, some, e, indiretamente, com a garçonete de cabelos curto e rosas, que, novamente, atravessa a porta de madeira atrás da plataforma adocicada, caminhando, com uma bandeja metálica, sobre a mesma, um prato com o pedaço da torta de chocolate pedida, ao lado do mesmo, uma xicara, clara, sobre a mesma o vapor sapateia na região próxima, ínfimo, ela, a jovem garçonete, após alguns poucos passos curtos e tranquilos, sobrepondo o alimento, que remove com cuidado da bandeja metálica, sobre a mesa de madeira na qual o garoto se encontra próximo, que é consagrado com um sorriso amigável da jovem que se retira, grata, calada, alegre, talvez, logo, aproximando e dialogando com o casal de jovens da mesa ao lado.

–Você deveria comer eles, todos eles. –Afirma a garota, que, finalmente, larga os ombros do jovem cansado, praticamente, louco. –Afinal, você ainda tem lembranças deles comendo sua carne, certo? –Sussurra a voz, calma, sã, enquanto o jovem aproxima sua mão, infimamente, tremula, da xicara de café escuro. –Ou será que é de você me devorando? –Questiona a voz, baixa, porem alegre, ao ver a insanidade ativa do garoto.

O mesmo, Yuki, o jovem de cabelos pálidos, com os olhos arregalados e os sentimentos que explodem devido a uma das frases dita pelo ser imaginário que rodeia, invisível, tenso, com a respiração abalada e descontrolado, insano, desliza, com força e sem necessidade, o braço pela mesa, atirando os objetos e alimentos que encontravam sobre ela ao chão, espalhando, de forma ligeira, pedaços de chocolate e pingos do liquido, saboroso e escuro, pelo estabelecimento, junto a eles, as partes e fragmentos do prato e copo quebrado jogados, perigoso, observando, entre o vão dos dedos que cobrem seu rosto assustado, as pessoas com um leve medo, talvez vida da surpresa da reação inesperada do doente, que, após avistar os olhares estranhos daqueles que, indiretamente, lhe julgam, corre do local, abrindo a porta de vidro e madeira, velozmente, fechando-a com força, talvez por acidente, derrubando o pequeno e velho sino que havia sobre a mesma, correndo para qualquer lugar, aleatório, deparando-se, de forma rápida, com um trio humano incomum, todos com cabelos lisos e escuros, um deles se destacando pelos olhos avermelhados, enquanto os outros, infimamente normais, mal ganham atenção do jovem, tendo, no máximo, uma rápida troca de olhares, que desperta a nostalgia de um deles, de olhos e cabelos castanhos, que se amedronta, só, ao ver o garoto de olhos azuis e cabelos claros correndo de algo, desconhecido, este, de forma pouco rápida, efetua um passo para trás, a fim de ir atrás daquele que, tal como sua assombração, em um pequeno segundo foi capaz de lhe abalar de forma imensa, porém, logo, sendo puxado pelo sujeito que lhe segurava, com os braço, amigável, contornando o ombro do mesmo, posteriormente, perguntando ao mesmo:

–Aonde você pensa que vai? –Dita ele, agarrando ainda mais forte o garoto de olhos castanhos, que, de forma estranha, começa a sentir-se mal física e, principalmente, psicologicamente, perdendo suas reações e seguindo aqueles que lhe ameaçam e intimidam constantemente.

O trio de humanos, estranhos, anda de forma suave, opostos ao demônio que corre amedrontado, eles seguem pela calçada acinzentada e pouco vazia até próximo a um lugar já conhecido por um deles, uma cafeteria pouco popular, porem agradável para aqueles que possuem conhecimento sobre a existência da mesma; o pequeno grupo se aproxima dos degraus do local, o sujeito de cabelos castanhos como seus olhos, mais organizados do que o do jovem Sang, empurra, de forma pouco amigável e falsa, o mesmo, para dentro do local, praticamente, idêntico ao anterior, o casal humano continua conversar, amantes, porém em um tom de voz mais baixo e moderado, provavelmente, devido ao incidente recente que havia ocorrido no lugar, o mesmo, indiretamente, é mostrada, já que a jovem garçonete de cabelos tingidos se encontra ajoelhada perto dos cacos da cerâmica destruída e dos restos de comida, parcialmente, já recolhidos e descartados, o grupo, que a observava sem muito esmero, logo, o investigador, pouco tímido, acompanhado do jovem de cabelos negro e lisos, sobrepõe seu braço esquerdo, novamente, sobre o ombro daquele que, infimamente, lhe teme, caminhando, junto ao mesmo, até a mesa quadrada, que se encontrava perto do local do incidente, ao lado do casal tranquilo, evitando contato físico ou visual com aquela que limpa o local, não por insolência, mas por timidez, posteriormente, o trio se aconchega no sofá confortável, alguns membros do mesmo, repousam suas maletas prateadas ao canto do móvel, afastando-se, lentamente, um dos outros, fazendo com que o jovem repórter sinta-se mais confortável, seguro, talvez, apesar desse sentimento, tal como minha alegria, é utópico.

–A coisa mais legal sobre ghouls é que é muito fácil identificar um. –Afirma o investigador estranho, que tenta amizade com o jovem, que, perante as simples palavras e a larga nostalgia de momentos destrutivos, sendo acorrentado e enjoado pelas memorias da tormenta viva que cercam sua mente tonta e os olhos cansados.

A partir desta frase o silencia se estabiliza no local, o trio, parcialmente, humano, continua a se fitar, os olhares diferenciados possuem destaques entre os mesmos, o medo e enjoo que se sobrepõe aos globos oculares cansados, que observa, com pouca serenidade, aqueles que lhe passam odeio e pavor, apesar de ambos serem suaves e leves, enquanto os outros, apesar de atingido por sentimentos e sensações diferentes, tal como o jovem de cabelos castanhos, continuam a calcular o inimigo e a situação, pouco calmos, tranquilo, apenas aguardando algo; este, após poucos minutos, ocorre, em forma da garota amigável de cabelo rosas e olhos azuis, como o do jovem que, com uma simples e curta troca de olhares, atingiu o jovem doentio, talvez pouco mais escuros, ela, sorridentes, com as festes, parcialmente, claras, mostrando os ínfimos pingos de cafés, marrom, que evitar dar importância, questiona ao pequeno grupo de amigos, tal como para todos os fregueses:

–Vocês desejam algo? –Pergunta ela, pouco sorridente, observando, ligeiramente, os jovens estranhos.

–Chessecake de morango para todos. –Fala o investigador pouco tímido, efetuando um pedido, talvez, incomum, porém com um sabor vasto e diferenciado, sendo o ideal para fazer qualquer ghoul ser torturado psicologicamente.

–Um café, por favor. –Pede o universitário, baixo, pejoso.

A mesma, após efetuar uma curta e mental anotação dos pedidos, se remove da frente dos sujeitos, indo, novamente, em direção à cozinha do local, aos fundos do lugar, deixando o grupo só, perigoso, novamente, e, junto a sua ausência, os jovens voltam a continua sua amável conversa:

–Este lugar é tão legal. –Afirma aquele que, perante nenhum momento, interrompeu suas frases inúteis e irritantes. –Todos os cheiros existentes são tão, eu não sei, indescritíveis. –Continua ele, mostrando afeto para com o lugar que raramente visita. –Vamos, respirem um pouco, sintam os doces massivos e todo o aroma do café. –Fala ele, extremamente tranquilo, atrasando, sempre e suave, tentando passar uma sensação desconfortável para Sang, cujos olhos castanhos já iniciam a demonstram ânsia após poucas dúzias de dezenas de segundos. –Adoro o cheiro do chessecake. –Fala ele, passando sua língua por seus lábios pouco secos, já avistando a jovem, que, de forma veloz, já havia tomado a si o alimento desejado pelo grupo, tal como para Yuki, trazendo-os em uma bandeja prateada, organizada de forma simples, pouco chamativa, observando o jovem, temporariamente, mudo, que aguarda a bela garota posicionar a comida sobre a mesa, espalhados, divididos, teoricamente, para o trio, ainda curvada enquanto houve com calma o, suposto, humano. –Toda a mistura de sabores e massa passa uma sensação tão gostosa e harmônica ao seu paladar, como se realmente houvesse uma explosão de queijo e morango na sua boca. –Quase finaliza ele, com um pouco de prazer em sua voz, forçando a ânsia do humano apenas com sua suave e calma voz. –Vamos, experimente. –Pede ele, praticamente, sussurrando isto ao ouvido de Sang, já, com uma das colheres que encontrava sobre a mesa, rasgando o doce e tomando um de seus pedaços sobre a ponta da mesma, aproximando-a, lentamente, dos lábios pálidos do jovem.

Ele, Sang, enquanto sente o cheiro forte do doce americano, lembra, suavemente, das imagens repletas de sangue que marcaram sua vida e sua dependência, associando o mesmo ao aroma dos remédios obre e viciantes, sendo, ambos, distorcidos pela imagem dos olhos azuis, tristonhos, homicidas, insanos, de Yuki, logo, virando-se para o lado, incontrolável, talvez, vomitando um liquido pouco amarelado e espeço sobre o chão limpo do local, novamente, sujando-o com alimentos velhos e indigeríveis, aliviando-se, levemente, da ânsia, apesar de ser, outra vez, abalado com olhares diferentes, que, de certa forma, julgam-lhe; ele, pensando sobre a curta vida e as grandes decepções, posteriormente, seu futuro sem fim ou realidade, levanta-se, contemporaneamente, jogando seu corpo para frente, tomando, com a mão esquerda, o braço da jovem, puxando-a, levemente, enquanto, com a direita, que já é removida de seu bolso com uma faca, levemente, azulada, a coloca sob a mandíbula da garçonete de cabelos rosados, passando a outra mão pelo corpo da mesma, largando-a perto do pescoço da jovem enquanto, suavemente, treme, fitando os grupos assustados pelas ações do mesmo, ditando, apenas com seus olhos arregalados e doentes, as palavras necessárias para intimidar os demônios de branco que lhe torturavam, tal como já havia ocorrido, não temendo que alguém acabe com uma faca em algum corpo frágil. 



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