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História Tokyo ghoul re: sob costuras e sorrisos - Capítulo 14


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Notas do Autor


Bom dia amores!

Capítulo 14 - "Parece que alguém vai usar vestido"


Fanfic / Fanfiction Tokyo ghoul re: sob costuras e sorrisos - Capítulo 14 - "Parece que alguém vai usar vestido"



*Juuzou*


A manhã de outono se tornou mais amena.
Amanheceu chovendo aquele dia, mas a chuva estava diferente. O homem albino deitado ao meu lado na cama, me abraçava enquanto ainda dormia.
Seu calor me puxava para não levantar e ir ter que trabalhar.
E sinceramente? Eu não queria ir ter que trabalhar hoje.
Ainda deitados na cama, eu observei Haise dormir. Seu rosto delicado e gentil se alinhava com suspiros calmos, parecia estar tendo um sonho gostoso.
Eu tinha medo de que quando ele acordasse, se arrependesse do que fizemos ontem. É comum termos esse medo, sempre tem o: "E se ele se tocar, e ver que eu não sou tudo isso? Agora ele conhece meu íntimo, conhece meu corpo, e minhas fraquezas. Ele ainda estará comigo quando acordar?"
Esse medo me apertava, mas não éramos desconhecidos. Na primeira vez em dois anos, eu estava feliz. Eu havia alcançado o meu tudo, eu tinha o homem que eu amava em meus braços. E não o perderia mais...
Não mais...

Nunca odiei tanto um despertador.
Com o alarme do despertador avisando as 8 horas, Haise acordou.
Parecendo ainda um pouco desacordado, ele olhou para mim.
Meu peito estava tão rápido que pensei que não iria conseguir me conter, mas quando o albino finalmente falou, quase explodi pelo ar que havia prendido.
- Bom dia juuzou... - Ele sorria.
Eu involuntariamente fiquei com os olhos cheios de lágrimas, não por estar triste, mas estar feliz. Muito feliz.
Ele disse meu nome. Ele disse meu nome.

- Bom dia haise - Eu o dei um beijo na bochecha - Quer torradas para o café?
Haise riu.
- Eu não posso comer torradas...
- Ah, aceita um copo de água?
- Isso eu quero - Haise se despreguiçou.

Depois de algum tempo, estávamos na cozinha. Haise me fez uma omelete, oque me fez ter certeza de uma coisa: Kaneki faz as melhores omeletes do mundo.
Enquanto eu estava sentado na mesa, Haise olhava para o celular com uma expressão cansada.
- Parece que vamos ter uma reunião de emergência as 10 - Haise disse.
- Tenho mesmo que ir? - Perguntei mordendo minha omelete.
- Você é o chefe, tem que ir.
- Se você levar uma foto minha no celular, eu de certa forma estarei lá.
- Juuzou, trate de se arrumar e ir.

Certo, estou namorando um cara mandão. Oque me fez sentir alegre. Seu jeito de mandar eu fazer a coisa certa partia de Kaneki, e isso me trouxe um momento de nostalgia.
Quanto tempo se passou desde que alguem esteve cuidando de mim e me fazendo omeletes? Eu não sabia lidar com muitas coisas, mas de uma coisa eu sabia.
Eu amo muito esse bobão que não deixa eu me divertir faltando em reuniões.

Por sorte, Haise tinha um uniforme reserva no carro. Afinal, a roupa que usou ontem ainda estava... "Manchada".
Eu e ele nos vestimos e fomos para o departamento.
Ele dirigia entre as ruas de forma delicada, a chuva que batia contra a minha janela estava calma, assim como minha cabeça.
- Quer ouvir o rádio? - Haise perguntou enquanto paravamos no farol.
- Claro!!! - Respondi.
Haise apertou um botão no player e uma musica engraçada começou a tocar.
- Conhece essa? - Haise perguntou.
- Não... mas é legalzinha!
O albino sorriu.
- Buttercup, Jack Stauber. É uma música muito gostosa de se escutar, meu esquadrão adora quando toca na rádio.
O sinal ficou verde, o carro andou.
Enquanto cruzavamos a cidade, o carro foi preenchido pela música.
Haise começou a cantar, acompanhando a rádio.
O albino parecia feliz, e seu sorriso...
Seu sorriso era tão bonito quanto todos os pôr do sol que eu já havia visto.

Quando chegamos no departamento, a música acabou.
Haise estacionou o carro.
Antes de sairmos ele suspirou e olhou para mim. Seus olhos escuros e sorriso no rosto me deixaram nervoso, sua mão direita se encontrou com a minha em um toque carinhoso.
- Eu não tenho medo de contar para os outros. Você tem?
Uma corrente elétrica percorreu pelo meu corpo, oque os outros vão pensar? Vão pensar em mim de forma diferente? Bem, eu não estou. Vão pensar que sou mais frágil ou anormal? Bem, eu não sou.
Sou ainda o mesmo.
Talvez até mais feliz.
O mundo não costuma ser gentil com pessoas como nós, e eu não tenho problemas se for para desafiar o mundo apenas para segurar a mão de haise em público.
Isso me aflingia muito quando eu era jovem, mas agora, depois de tudo...
Eu estou pronto para enfrentar isso.
- Vamos contar hoje, podemos reunir nossos esquadrões em um bar depois do trabalho. Eu ia adorar que eles soubessem sobre... - Eu sorri para nossas mãos coladas - Isso.
Haise sorriu.
- Sei que meu esquadrão vai adorar.
- Também acho isso...
- Okay, okay - Haise suspirou - Juuzou, está preparado para uma reunião chata que vai durar mais de 2 horas e provavelmente vai nos dar extensos relatórios para preencher?
- Não!!! \0/
- Eu também! - Haise riu - Mas temos que ir.
- Ou podemos ligar o carro e cair fora daqui, largar esse emprego, virar ladrões de banco, e nos aposentar...
Haise me olhou de forma engraçada.
- Okay, mas ser ladrão não combina com você - O albino saiu do carro.
- Por que não? - perguntei enquanto também me levantava.
- Você é bonitinho demais. - Haise apertou os olhos e sorriu, me deixando despreparado para o elogio repentino.
Andamos juntos até o saguão do departamento, onde nossos esquadrões nos esperavam.
- Oh - Keijin apontou para nós ao nos ver - Finalmente chegaram!
- Bom dia gente!!! - Eu e haise dissemos ao mesmo tempo, oque foi bem engraçado.
- Parece que alguém está animado - Shirazu se aproximou de mim e de haise.
- S-sim... - O albino sorriu com bochechas vermelhas.
- Vamos entrar? A reunião nos aguarda - Hanbee avisou.

Caminhamos até a sala onde a reunião seria. Ah, spoiler: A sala estava destruída, fora acertada por um cometa.
Mentira, desculpa.

A sala estava pronta, nossos chefes de casos esperavam por nós.
Todos entramos, nos sentamos em nossos lugares nas mesas e então, o chefe barbudo começou.
- Bem, podemos começar - Ele pegou um papel e começou a ler - Graças á prisão e a confissão de Sasaki Haise e Juuzou Suzuya, descobrimos a localização do leilão ghoul. Com estudos sobre o local, chegamos a ter a localização exata do lugar e a data.
- Agora, os serviços especiais entraram em contato conosco - Disse outro chefe de casos - Uma missão de grande escala será feita. Algo grande, que pode terminar com a organização Aogiri de uma vez por todas.

Ao escutar: "Aogiri" e "terminar" na mesma frase, eu me senti elétrico.

- Essa missão é a mais importante desde o ataque ao 20° distrito - continuou o chefe de casos - Vamos precisar de duas pessoas para se infiltrar como mercadorias do leilão, assim teremos visibilidade do que está acontecendo lá e quantos são, assim, fecharemos as saídas e iremos atacar. Esse pode ser o fim da organização Aogiri, de uma vez por todas.

Eu me levantei da cadeira.
- Eu juuzou Suzuya me candidato para ser esse infiltrado.
Todos me olharam com espanto.
Os chefes se entre olharam, e então assentiram.
- Autorizado, precisamos de mais uma pessoa.
Haise pareceu se estremecer, mas ele já sabia sobre meu relacionamento com a Aogiri. Ele sabia que se houvesse a mínima chance de eu terminar com isso, eu a agarraria.
Haise se levantou também.
- Eu haise Sasaki, me candidato á ir com Juuzou Suzuya.
Os chefes de caso se olharam, desta vez, de forma ríspida.
- Infelizmente, precisaremos que você cumpra outro papel nesta missão. Não poderá ir como infiltrado.
Haise apertou os punhos.
- Por favor, reconsiderem.
Os chefes se olharam denovo.
- Sentimos muito, mas precisaremos de sua liderança no setor d---
- Por favor, reconsiderem meu pedido.
Todos olharam para haise, ele parecia determinado á ir comigo, e isso era aceitável. Afinal, não queríamos mais nos separar.
- Desculpe - Um chefe disse - Não podemos permitir, você irá liderar seu esquadrão contra a rota de fuga mais estreita. Precisamos de alguém com sua habilidade em kagune lá, não podemos mudar mais os planos.
Haise abaixou a cabeça.
- Eu vou - Tooru disse.
Todos olharam para a menina de cabelos verdes e tapa olho. Ela parecia meio incerta sobre ir, mas corajosa em assumir o lugar de haise.
- Tooru... - Um chefe de caso pegou sua ficha - Vejo aqui que você ainda não tem controle de sua kagune, não sei se você é qualificada para isso.
- Só preciso repassar informações. Dentre todos aqui, sou a mais qualificada para fazer isso de forma discreta, além de que vamos precisar de toda nossa força em combate. Posso não ser muito útil em luta, mas posso ajudar desta maneira.
Um silêncio percorreu pela sala.
- Eu receito Tooru - Urie disse - Ela consegue.
Os dois trocaram um sorriso.
- Se Urie diz, - Keijin disse também - Eu também receito Tooru. Ela e Juuzou podem se disfarçar de moças e entrar na zona leste da cidade, onde serão capturadas e levadas ao leilão. Juuzou é magro e fica bem de vestido, Tooru é uma garota bonita, as chances são boas de escolherem elas para o rapto. Com elas no leilão, juuzou pode lidar com se defender até nossa chegada, e Tooru tem boa experiência em locomoção, pode nos encontrar na saída oeste.
Urie sorriu, ele trocou um olhar admirado para Keijin, talvez até um pouco atraente.
- Tooru pode lidar com isso - Shirazu sorriu - Além disso, vamos invadir rapidinho. Vai ser um arraso.
- Concordo - Miyuki disse.
- Estamos de acordo. - Hanbee se levantou - Agora que decidimos, eu gostaria de fazer uma pergunta.
Todos ficaram em silêncio.
- Diga - Um chefe de caso exigiu.

- Quais as chances do "Coruja de um olho só" estar vivo e ligado á essa missão?
Todos se tremeram.
- Altas. - Eu me intrometi - Se ela aparecer, recuem.
Eu me virei para meu esquadrão, eles eram obedientes quando se tratava de uma ordem minha.
- Se virem o Coruja de um olho só, fujam e contatem a central. Precisaremos de Arima Kishou para derrota-lo. Caso o contrário, recuem e se agrupem em defesa extrema.
Todos olharam para mim, devo ter parecido meio sério, mas esse ghoul já tirou muita coisa de mim uma vez. Não vou deixar esse episódio se repetir.
- Entendido! - Hanbee disse.
- Entendido!!! - Todos responderam, incluindo Haise e seu próprio esquadrão.

- bem, com isso dito, temos que dizer mais uma coisa para vocês... - O chefe de casos barbudo se dirigiu á mim e haise - O caso do médico doido que transformava humanos em ghouls, pode estar relacionado com essa missão. Se for o caso...





...O matem...















A reunião terminou depois de algumas horas, e com ele, o expediente também.
Todos fomos para um bar depois do trabalho, onde sentamos ao redor de uma mesa e jantamos.
Haise sentou-se ao meu lado, segurando minha mão debaixo da mesa.
O albino não podia comer, mas nos acompanhava contando piadas e rindo das histórias hilárias de Shirazu.
Saiko e hanbee conversavam sobre as sobremesas do cardápio.
Tooru e miyuki conversavam sobre algum vestido para usar no disfarce.
Keijin e Urie falavam de relatórios, eu não entendia bem a língua deles, era sempre algo muito correto e politicamente ético. Algo que eu gostava pelos dois terem certa química juntos.
Shirazu conversava com mizurou, os dois brincalhões do grupo combinavam bem. Embora eles estivessem lançando ervilhas no velho da outra mesa com um elástico e dois hashis.
Estávamos todos felizes.
Depois de tanto tempo, eu me sentia acolhido, eu tinha uma família que eu mesmo havia construído.
E ao meu lado, estava ele...

O albino que início esse ciclo de amor.
Trocamos um olhar.
- É agora... - Ele sussurrou.
Eu assenti.

- Gente... - Eu chamei a atenção de todos.
Nossos esquadrões se viraram para nossa direção, todos um tanto ansiosos.
- Precisamos contar uma coisa... - Haise disse sorrindo.
Sabíamos que nosso esquadrão era formado por pessoas boas. Mas o medo sempre nos pegava desprevenidos, então era normal sentir isso.

- Eu e Juuzou... - Haise disse se colocando em frente de mim - Estamos namorando.
Um silêncio atravessou a todos.
A cara de espanto deles me fez sentir medo de rejeição.
Derrepente um som de champanhe sendo aberto preencheu o lugar.
Touka surgiu vestida com uma blusa azul marinho e uma garrafa de champanhe nas mãos.
- Eu disse que não ia demorar - Ela sorria.
Todos começaram a rir.
- Droga, eu apostei que seria semana que vem - Shirazu tirou do bolso a carteira e deu uma nota de 20 reais para Mizurou.
Eu olhei para haise e ele estava tão confuso quanto eu.
- Oque está acontecendo aqui?
- Ah - Touka disse se aproximando de nós - Bom dia haise, hoje de manhã seu esquadrão e o esquadrão de juuzou me ligaram pois nenhum dos dois respondia as mensagens ontem a noite. Pensaram que estava tendo algum problema e Hanbee me ligou.
- Touka... - Eu disse constrangido.
- Queria que eles soubessem - Touka disse séria - Eu queria ter certeza que vocês teriam nada além de apoio daqueles que vocês chamam de família. Queria saber a opinião deles sobre isso antes de vocês anunciarem...
- E a resposta é não. - Urie deu um gole em seu suco - Não vemos problemas, e não tem problema.
- Exatamente - Hanbee sorriu - Se precisarem de ajuda, estaremos aqui.
- Sassan, você já tem tantos problemas cuidando da gente - Shirazu se aproximou com uma taça para o champanhe que touka segurava - Não queremos que tenha mais problemas, principalmente com a pessoa que você ama.
Saiko se aproximou de nós, ela tirou do bolso uma folha de papel dobrada, e a revelou.
Era um desenho de duas pessoas feito em palitinhos, segurando as mãos.
Um alto e de cabelos brancos e pretos, e o outro, com cabelos pretos e presilhas vermelhas.
- bem vindo á família Juuzou! - Saiko disse nos entregando o desenho.

Haise o pegou de forma delicada e o admirou, senti que ele devia receber muitos desenhos dele da saiko, mas nunca um tão bonito...
Tooru e miyuki nos entregaram taças de champanhe, e em seguida Touka as encheu enquanto sorria.
- Obrigado... - Eu disse á ela, afinal, ela estava se arriscando conversando com investigadores. Mas mesmo assim, ela o fez, apenas para ter certeza que eu e haise não teríamos obstáculos como eu e kaneki tivemos. Ela queria ter certeza que todos eles eram boas pessoas, e depois disso, os preparou. Minha irmãzona é incrível.

Touka sorriu.
Haise se aproximou dela.
- Obrigado... Touka não é?
- Sim, é um prazer ve-lo novamente, Haise.
O albino pareceu ter uma certa empatia com ela. Oque não me surpreendeu.

- Ao haise e ao Juuzou! - Urie levantou sua taça de champanhe.
Todos levantaram suas taças.
- Ao haise e ao Juuzou!!! - Todos disseram, em meio a risadas e conversas.
Eu não podia acreditar no quanto as coisas derrepente mudaram.
O acolhimento de todos me fez lembrar da Anteiku alguns anos atrás, oque me fez segurar uma lágrima quente como uma memória dolorida.

Agora, não havia mais nada impedindo que eu e kaneki estivéssemos juntos.
Estávamos livres, pela primeira vez em muitos anos.


E isso...



Me fez perguntar se o mundo pode estar mudando junto comigo...

E se estiver...


Talvez um novo mundo possa surgir amanhã.




*Três dias para o último movimento da Aogiri*




Notas Finais


Hey hey
Capítulo novo semana que vem baby
B1
Como estão na quarentena? Minha inspiração para escrever tá tão baixa desde que eu não posso sair pra fazer bagunça. :'1
Boa semana!!!


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