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História Tomb Raider: A Queda da Rainha - Capítulo 6


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Capítulo 6 - A Batalha do Ácio, Parte 2


 ...𝐎𝐬 𝐍𝐚𝐯𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐟𝐫𝐨𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐄𝐠𝐢𝐭𝐨 queimam como papel no mar do Ácio, na medida em que a esquadra de Agripa, totalmente coordenada e munida de equipamentos de nova geração destruía e afundava as embarcações que se aproxima. Cleópatra via tudo horrorizada, o que aumentava o desespero era ver o navio de Antônio a queimar, a fumaça se erguia em direção ao céu, assim completava a entrada de Apollodorus, seu braço direito a ajoelhar-se em sua frente.

— Cleópatra! - bradou em um tom de autoridade ao prestar o devido respeito a líder soberana do Egito até o momento. — Recomendaria recuarmos de volta para Alexandria, seria a melhor decisão a fazer.

— E deixar eles queimarem nosso lar? - refutou a rainha sem retirar os olhos de sua caída esquadra. — E quanto à Antônio.

— Ninguém sobreviveria a um ataque desses. - afirmou Apollodorus.

— Devo assumir sua morte? - baixou o olhar, agora a rainha acertara sua mais difícil derrota. — Com todas as letras? Chamou os dois?

— Sim... - respondeu ao saber do plano secreto da rainha. — Nos esperam no Palácio de Isis.

Desolada, a rainha egípcia deu o sinal para que seu navio iniciasse a fuga abandonando o campo naval de batalha. O cenário em si era desolado, todos os navios pegando fogo, assim como também alguns de Roma. Mas, no meio do fogo e fumaça, Marco Antonio se ergue do chão molhado de madeira e observa o navio de Cleópatra partir, ele então começa a correr em direção a um de seus botes, em um ato egoísta, ignorando o estado de seus soldados.

No lado romano, Agrippa e Otaviano mais uma vez estavam no mesmo navio e observam Marco seguir a Cleópatra como um cão muito bem adestrado.

— Antônio abandonou sua frota... - indagou Agrippa. — Falta de honra, assim como a de Cleópatra. Devemos atacar agora?

— Senhor.. senhor... - diz o intendente de Otaviano às pressas.

— Fale, homem. - indagou de volta.

— A frota de Antônio quer se render.

— Que maravilha. - sorri Otaviano ao retirar seu capacete de combate. — Eu aceito a rendição, mate todos e queime os navios. Agrippa... pegue nossos melhores homens, vamos ao Egito.

— Por que? - questionou Agrippa. — Podemos os matar aqui e agora.

— Derrubar um reino em batalha é otimo sim, mas destruí-lo em frente de seu povo, meu amigo, é uma honra sem fim.

A conversa entre os dois acaba. Agrippa dá a ordem e seus homens disparam flechas flamejantes e seus arpões contra a frota que se rendeu, executando-os sem qualquer remorço ou pena. Com o espaço aberto dentre os destroçado, a esquadra romana segue seu trajeto em velocidade baixa até Alexandria, onde a batalha final teria início. O destino de Cleópatra e Marco Antigo... estava por um fio.

𝗨𝗺 𝗔𝗻𝗼 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗧𝗮𝗿𝗱𝗲

... 𝐀𝐥𝐠𝐮𝐧𝐬 𝐦𝐞𝐧𝐢𝐧𝐨𝐬 𝐛𝐫𝐢𝐧𝐜𝐚𝐦 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐝𝐨 𝐀𝐫𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐄𝐧𝐭𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐀𝐥𝐞𝐱𝐚𝐧𝐝𝐫𝐢𝐚, felizes e despreocupados com o que viria. Seus bonecos feitos de palha e fios simulavam um combate, até começarem a ouvir o som de bater de velas e observarem o horizonte, a frota de Otaviano estava a chegar. No Palácio de Cleópatra, a rainha estava desolada e abatida com a suposta morte de seu marido, não queria comer e ficava doente a cada dia que passasse, seu fiel companheiro Apollodorus adentra sua tumba já concluída e vem lhe dar a notícia que ela já esperava: Otaviano César está em Alexandria. Cleópatra por sua vez, apenas sorri e balança a cabeça olhando para a estátua de Anúbis, deus egípcio responsável pela travessia dos mortos.

— Tudo o que fiz... - iniciou a rainha. — Lutei por tanta coisa, sair das garras de uma vida como suplente e me tornar rainha, nada disso valeu a pena. No fim, eu perdi tudo. O amor de meu povo que deixou a cidade assim que voltei sozinha, meus filhos foram levados para que não morressem, eu estou sozinha, sem razão para lutar... acabou.

— O que está insinuando, minha rainha? — questiona uma de suas servas.

— Apollodorus, vá até a cidade, espalhe pelas bocas de quem ainda permanece em sua terra por direito: eu estou morta. Cleópatra morreu! Eu não vou sair daqui acorrentada como um prêmio para aqueles reles romanos, sem honra!

— Na guerra não existe honra, Cleópatra... - rebateu Apollodorus antes de sair da tumba. — Devia saber disso, ou, não estaria aqui embaixo.

A crítica de Apollodorus atravessou a rainha derrotada de uma forma que ela não conseguia nem sequer devolver a afronta, apenas se sentava em seu trono na tumba e olhava o chão. A pior derrotada de Cleópatra veio de si mesma e não de Otaviano, afinal, a suposta morte de Marco a destruiu completamente.

𝗢𝘁𝗮𝘃𝗶𝗮𝗻𝗼 𝗲𝗺 𝘀𝘂𝗮 𝗯𝗶𝗴𝗮, 𝗮𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝘀 𝗳𝗶𝗻𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗶𝗻𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮𝗺 𝗔𝗹𝗲𝘅𝗮𝗻𝗱𝗿𝗶𝗮. Ele a percorrer as ruas vazias observou crianças a brincar e sorriu de canto ao reconhecer uma delas como Cesário, seu oponente ao trono de imperador futuro de Roma. Apollodorus observa a criança e corre em direção dela, mas acaba sendo alvejado várias vezes no peito pelos arqueiros que acompanham o romano, a criança em choque chora desesperada ao se cercar em um beco sem saída. Na entrada, a biga de Otaviano se estaciona e ele desce do veículo, a retirar a espada de sua bainha.

— Sabe, filho... - iniciou Otaviano ao arranhar a pedras no chão com a ponta de sua arma até o menino. — Você poderia seguir com a Glória de Zeus em minha utopia, mas, escolheu estes ratos do Egito, Cesár, escolheu essa vadia da sua mãe e o seu destino...

  Antes de terminar a fala, a sua lâmina atravessou pescoço do menino em um corte alinhado e profundo, o sangue espirrado manchava os brinquedos e o feno do local, Otaviano respirava fundo, diante de uma imenente crise de ansiedade. Ele, pegou Cesário morto pelas pernas e o atirou na biga, onde batendo as cordas de couro no lombo de seus cavalos e corria até o Palácio de Isis.



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