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História Tomorrow - Creepypasta x Leitora - Capítulo 31


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Notas do Autor


No início aqui eu queria avisar que irei postar os capítulos as Segundas e as Sextas por causa das atividades escolares que comecei a ter no início desta semana então terei tempo para escrever somente nos domingos

Capítulo 31 - Capítulo 25 - Acabou...


Fanfic / Fanfiction Tomorrow - Creepypasta x Leitora - Capítulo 31 - Capítulo 25 - Acabou...

Passou alguns dias, ninguém tinha notícias de Phill ou de Dan mas sobre a morte de Thomas já havia passado algumas vezes na televisão mas sem nada comprometedor que ponha nós como suspeitos, ainda não conseguimos nenhuma reação de Tyler desde então e isso me preocupa já que praticamente está como um zombi humano igual nossa mãe.

Por falar nela, estou ficando na casa das gêmeas por não ter coragem alguma de ir até a casa, não a deixei trancada no quarto mas tenho certeza que ela ainda estaria lá na mesma posição se fosse lá conferir ou algo do tipo, umas colegas que Jane fez nos seus primeiros dias nessa cidade tem perguntado dela mas não tive coragem de responder como ela realmente estava e eu apenas falei que ela estava meio doente então não podia sair de casa direito mas sei que essa mentira não vai ser efetiva por mais tempo já que não estou indo mais para casa —E normalmente pessoas que estão doentes tem que ter outra por perto para cuidar dela— e nem no trabalho Phill está dando as caras.

- Acha que ele vai melhorar logo ? —Julliana fala sentada no canto da cama enquanto olha Tyler sentado no canto do quarto com a cabeça encostada na parede e com os olhos focados no além— Ele não tem interesse em comer ou em beber nada...estou preocupada

- Não sei...Passei a noite toda pensando nisso mas e se levarmos ele na clareira novamente ? Poderíamos achar algo que acorde ele ou algo sobre Phill —Falo abraçando minhas pernas sentada no chão com as costas na cama enquanto olho Tyler

- Levar ele naquele lugar ?? E se a coisa que matou o Thomas estiver lá e pegar todos nós ?? —Jully fala parecendo meio alterada

- E tem mais alguma ideia sobre isso ?? Não né ? —Falo quase em um suspiro

- E aquele número estranho ?? Não falou mais nada ? Ele não pode nos falar como voltar com o antigo Tyler ou coisa do tipo ?? —Julliana fala empolgada como se fosse uma ótima ideia

- Não e não —Falo fazendo a empolgação dela sumir— Ele.....

- "Ele" o que? —As gêmeas falaram juntas enquanto me encaravam

- Quando dormiram lá em casa..para o aniversário do Tyler —Começo a falar— Parece que ele entrou lá em casa..

- Agora sim é caso de polícia, você é idiota por acaso?? Por que ainda não marcou um boletim de ocorrência sobre esse maníaco na delegacia??? —Jully fala se levantando

- Eu faria isso mas pensa comigo —Falo fazendo ela se sentar novamente e me olhar atentamente— Ele entra e sai da minha casa quando bem entender, ele faz gravações sem percebermos e me persegue a todo momento...acha mesmo que com um boletim de ocorrência ele iria simplesmente ter um senso comum e falar "Ah não, não sabia que estava te incomodando, irei parar com minha forma maníaca de perseguição e irei parar com isso, viva sua vida e tenha uma boa tarde"

- Bem... pensando por esse lado, S/N está meio certa —Julliana fala praticamente na defensiva

Rimos um pouco por causa dessa mini "discussão" —Ou nem isso pode se chamar de discussão— e um enorme silêncio começou a paerar pela casa inteira, a vó das meninas havia saido a um tempo então só tinha a gente na casa mas não é um incômodo tão grande do que é quando estamos só nós na minha casa, aqui não parece que tem microcâmeras gravando você até dentro do banheiro.

O pensamento de estarem me gravando no banheiro fez um estranho calafrio percorrer meu corpo como um pensamento besta que veio seguido de um "será ?"

- Você precisa buscar roupas para vocês na sua casa —Jully começa a falar matando o silêncio— As nossas mal cabem em você e vestir Tyler com vestido não é meu passa tempo predileto

- Realmente não quero ir para casa... lá parece tão mais ameaçador —Falo parecendo meio pensativa— Tipo aquela casa lá do filme A casa monstro

- Fiz vovó tirar o tapete da entrada quando vi o filme —Julliana fala nos fazendo rir— Não tem graça! Pelo menos a casa não iria ter lingua para nos engolir abaixo! —Ela fala indignada fazendo a gente rir mais ainda, ela até iria nos xingar mas acabou rindo também

Quando por fim paramos de rir —O que demorou um pouco já que estavamos rindo mais da risada de gazela de Jully do que o medo da irmã dela— pensei um pouco a respeito de ir em casa

- Eu irei se as duas forem comigo —Falo abaixando um pouco a cabeça insegura sobre minha escolha— Não tenho certeza sobre andar sozinha mais

- Ah..Eu vou ficar e pesquisar sobre o que vimos na sala do seu pai —Jully fala ligando o notebook delas— E até a vó chegar eu fico de olho no Tyler para você

- Então eu vou, assim você não fica sozinha —Julliana fala se levantando e assim fomos.

No caminho estava conversando bastante com Julliana, percebi que nesse tempo em que nos conhecemos ela mudou bastante, está menos tímida

É literalmente como falam "Quanto mais conhece mais impossível fica", ela realmente era muito elétrica, as vezes chego a me perguntar a onde tinha ido a garota tímida que conheci antes mas volto a ver onde ela está quando ela se encolhe quando outras pessoas estão por perto.

Quando chegamos na minha casa toda a tensão que sentia ficou mais forte, não conseguia mais relaxar ao ouvir o primeiro ranger da escada da velha varanda da frente da casa —Era como se andasse em território inimigo— mas mesmo assim me forcei a entrar. O silêncio do lado de dentro formava um nó em minha garganta que a cada passo se apertava mais e mais, apenas senti que conseguia respirar normalmente quando nós duas entramos em meu quarto. Arrumei umas roupas em uma mochila o mais rápido que pude e fui para o quarto do Tyler, arrumei as coisas dele também em uma mochila

- Vou levar as duas para baixo, tem mais algo que pegar aqui ? —Julliana fala pegando a mochila do Tyler

- Não, só vou tentar falar com minha mãe... uma última vez —Sorrio levemente para ela que por sua vez sai sorrindo e leva as duas mochilas com ela

Para falar a verdade não queria ver Jane novamente mas sentia que precisava já que ela continua sendo a minha mãe. Fiquei alguns segundos encarando a porta do quarto que era para ser do nosso irmãozinho até ter coragem de abrir, quando ia bater na porta para "avisar" que iria entrar ela se abriu lentamente em um ranger irritante.

Nada fora do lugar, podia jurar que o quarto estava até mais limpo do que das últimas vezes que vim, Jane estava em pé de costas para mim balançando levemente o berço. Pude sentir um cheiro podre ao entrar no quarto, percorri meu olhar por todo lugar até parar no canto do quarto, era um gato mas morto, sua barriga estava aberta e podia ver mosquitos pousados nos seus órgãos que estava para fora.

Quis vomitar mas ao mesmo tempo não tinha o quê, quando reconheci o gato deixei meus braços caírem do meu lado sem forças para ergue-los novamente, o gato era um que andava pela vizinhança, a última vez que vi ele era com a velhinha do café, ela até mesmo contou que o gato... não, a gata..que a gata estava grávida de alguns filhotinhos mas agora a gata estava ali jogada no canto do quarto do "Miguel" morta.

Olhei minha mãe que ainda se mantinha de costas para mim e andei até ela em passos lentos, ao chegar bem perto dela e por a mão em seu ombro vi a boneca no berço

O cheiro de podridão dela vinha bem maior, na verdade era visível, a boneca estava manchada de sangue e era ali que os pobres gatinhos provavelmente estavam. Me assustei ao ouvir uma voz falha e bastante débil a falar

- Mamãe não pode ter o Miguel...—Jane diz olhando a boneca no berço e logo depois põe a mão em sua barriga— Mamãe já sabia...mas não quis acreditar...eu ainda sentia ele chutando..ouvia ele chorar..

- Mãe ?... —Falo e ela se virou para mim, Jane chorava mas com um lindo sorriso em seu rosto, eu podia ver seu rosto pálido ressecado marcado amargamente pelo tempo

- Mas eu não aguento isso..eu perdi todos vocês...Phill, seu pai, nem mesmo me amou uma única vez —Ela falava em um tom calmo— Eu sabia todas as vezes que ele me traia, ele chegava bêbado em casa com cheiro de outros perfumes..com marcas de chupões e batons

- Mãe isso não é verdade, né ? Phill te amava..te ama! —Falo segurando os braços dela em desespero

- Não é verdade minha filha —Ela fala se afastando, ela novamente se virou e pegou algo na pequena escrivaninha ao lado do berço e voltou a falar— Um dia desses eu tive uma visita..um homem..ele não falou nada, apenas andou pelo quarto e me deixou um presente

- Mãe, do que a senhora está falando ? —Pergunto receosa enquanto ela se vira para mim segurando algo

- no momento eu soube o que ele quis dizer com aquilo —Jane fala segurando a arma eu sua testa, ela não tremia, pelo menos não de medo— Ele me deixou uma escolha, minha filha...

Me assustei ao ver ela com a arma apontada em sua própria testa, uma mistura de medo e adrenalina começou a percorrer sobre meu corpo que fez com que eu pulasse sobre ela e tentasse tirar a arma dela, nesse momento ela voltou ao que era antes e começou a gritar tentando arrancar a arma de mim. Pude ouvir os passos da Julliana percorrendo a casa e vindo até o quarto, vi vagamente ela quando ficou frente a frente a porta

- JULLIANA CHAMA ALG- —Paro de falar ao ouvir um estrondo de tiro e algo caindo no chão.

Vi o rosto de Julliana se transformar em puro desespero, virei o rosto lentamente até ver o corpo de Jane no chão, seu sangue acompanhava seus miolos estourados na parede e no chão. Olhei para a arma em minha mão sem conseguir reacionar

Meu dedo estava no gatilho

Eu matei minha própria mãe



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