História Tongue Tied - Capítulo 23


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Categorias Fifth Harmony, One Direction
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camilacabello, Camren, Fifthharmony, Laurenjauregui, Laurmila
Visualizações 79
Palavras 2.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite!

Primeiramente: COMO ASSIM a gente não ganhou o hexa???????

Cara, eu ia guardar essa capítulo pro dia 15 e já tinha todo um discurso de boa dia para quem acordou campeão.

Estou exausta de não ganhar nada nessa vida além de decepção

Capítulo 23 - A arte do sucesso (?)


Fanfic / Fanfiction Tongue Tied - Capítulo 23 - A arte do sucesso (?)

-NÃO! Me larga Lauren, sua desgraçada! Solta! – Eu gritava e me debatia em meio ao riso, fingindo que queria fugir do seu aperto.

 

Olhei ao redor e nossos amigos nos cercavam, rindo e apontando para mim as câmeras de seus celulares. A gritaria e o alvoroço aumentaram, então notei Vero e Harry a postos agitando animadamente as garrafas. Girei nos braços do meu amor, envolvendo uma de minhas pernas em sua cintura e a puxando para um beijo profundo um segundo antes de sentir o banho de champanhe gelado e a chuva de confetes explodindo sobre nós.

 

Não sei definir se os instantes seguintes passaram-se rápido ou devagar demais, tive um pouco das duas sensações, mas arrisco dizer que tudo ocorreu em um ritmo próprio; como se meus sentidos estivessem envenenados pela felicidade e buscassem captar cada pulsação daquele momento no compasso que o tornasse o mais memorável possível.

 

A euforia transbordava naquela sala. Eu a ouvia nas palmas, nas gargalhadas altas e na comemoração animada dos meus amigos. A sentia na atmosfera, no ar; como se houvesse uma magia no ambiente enfeitiçando a energia a se tornar cada vez mais alegre. E eu falava euforia com o meu corpo; no sorriso que se misturava ao beijo, nos pelos arrepiados da minha nuca e, principalmente, nas batidas energéticas do meu coração.

 

-Chega, né? Ninguém é obrigado a ficar vendo isso.

 

Ri alto do comentário de Dinah, segurando firme no rosto de Lauren para conseguir encerrar o beijo com um último longo selinho quando me senti sendo arrastada para trás. Lauren segurou minha mão e eu prendi meu olhar no seu enquanto nossos dedos deslizavam até deixarem de se tocar. Seus olhos derramavam amor, orgulho, devoção. Já os meus estavam mais desesperados. Gritavam algo do tipo: por favor, vamos ficar juntas para sempre!

 

-Eu vou sumir com a Jauregui pelo resto da festa se você não me der atenção agora! – Sorri para minha amiga e subi em seu colo, a abraçando pelo que devia ser a vigésima nonagésima vez no dia. – Parabéns de novo, Chancho!

 

-Me dá ela aqui. – Harry estendeu os braços e Dinah me passou para ele. – Estou morrendo de orgulho de você!

 

-Ah, para! – Minhas bochechas esquentaram de vergonha. – Nem é pra tanto.

 

-É sim, palhaça. – Ariana deixou um beijo carinhoso na minha testa. – Arrasou, amiga!

 

Nos próximos dez minutos fui sendo passada de mão em mão pelo nosso grupinho. Até a Normani fez questão de me parabenizar. Achei um exagero, afinal, a festa é para Dinah, hoje a atenção deveria ser toda direcionada a ela. Mas, confesso que fiquei muito contente por ter tantas pessoas felizes por uma conquista minha. Eu estava sentadinha no sofá, tomando um drink enquanto debochava em pensamento da letra da música que tocava como a rockeira nojenta e insuportável que sou, quando a Lauren apareceu do nada, me agarrou e saiu rodando. Entendi o motivo da agitação quando ela me entregou meu celular e me mandou ler o e-mail que havia acabado de chegar.

 

Era da organização do L.A Script Fest, comunicando que fui a quinta colocada no festival e que estava sendo convidada a assistir à peça produzida profissionalmente, baseada no meu roteiro, em um importante teatro de Los Angeles. Sem contar a premiação em dinheiro. Fiquei em choque! Quando fiz o script, não tinha grandes pretensões. Só queria ocupar a cabeça, jamais imaginei que pudesse obter uma colocação tão alta disputando contra centenas de escritores de todo o país em um evento de prestígio. É simplesmente surreal! Nos últimos meses coisas incríveis tem acontecido de repente e não estou sabendo lidar. É tanta sorte que começo a acreditar que tudo é possível. Como realizar meu sonho de assistir uma adaptação decente do Percy Jackson ou ver Portugal devolvendo o ouro e o Cristiano Ronaldo que eles roubaram do Brasil. Sinto que posso até me tornar a Globeleza a qualquer momento. As possibilidades são infinitas!

 

Estou feliz por mim, mas, estou muito, muito, mas muito mais feliz pela Dinah.

 

Quando viemos para Nova York, viemos sabendo que as chances de tudo dar errado eram enormes. Nova York é a cidade dos sonhos, mas, também é a cidade da decepção. A maioria esmagadora não alcança o que veio buscar aqui. Dinah sempre teve muita convicção do que queria para si e, desde que decidiu que seria cantora, nunca fraquejou diante dos riscos e incertezas. Infelizmente, a verdade é que de pouco vale o talento na indústria que minha amiga escolheu. As gravadoras precisam de uma marca para vender e a imagem de um cantor é muito mais valorizada que suas músicas.

 

Sabendo de seu potencial, talvez eu não devesse ter ficado tão surpresa quando acordei essa manhã com a notícia de que ela conseguiu um contrato. Um contrato! C-O-N-T-R-A-T-O! Isso é, tipo, ENORME! A vadia ficou caladinha durante todo o processo de negociação e esperou até que tudo estivesse certo para jogar a bomba em cima de nós. Estou desnorteada até agora!

 

Tudo vai mudar daqui para frente. Ainda não estou a par de todos os detalhes, mas sei que ela conseguiu um empresário para gerenciar sua carreira e a gravadora pretende lança-la na mídia muito em breve.

 

Me faltam palavras para descrever o tamanho da alegria que sinto por vê-la chegando tão perto de seus objetivos. Lembro-me de nós na adolescência, deitadas no pátio da escola, falando sobre meninos e fazendo mil e um planos para o futuro. Agora não são só mais planos, é real, está acontecendo!

 

-Você está mais emotiva que o normal hoje. – Harry me abraçou de lado. Só então reparei que me encontrava encostada em uma pilastra, sozinha, em uma posição dramática e com os olhos marejados enquanto encarava as pessoas dançando. Pretendia responde-lo com uma gracinha, mas parei quando notei sua expressão tristinha.

 

-Vem aqui. – Segurei sua mão, o puxando para se sentar comigo nos sofás longe da muvuca. Fiz um carinho em seu rosto antes de perguntar: – O que está acontecendo?

 

-Como assim? – Franziu o cenho, tentando desconversar. – Não est-

 

-Não tente me enganar. Sei quando você não está bem.

 

-É complicado, Mila. – Suspirou.

 

-Me explica. Contamos tudo um ao outro, lembra?

 

Ele ficou encarando as próprias mãos, ponderando se ia falar ou não. Virei para o outro lado, lhe dando algum espaço para pensar. Seja lá o que for, parece estar o incomodando muito.

 

As vezes esqueço que a Lucy é podre de rica. Estamos na mansão mais pobrinha, a que só é usada para festas com amigos e que ela chama de barraco e eu continuo impressionada por ter um lago no quintal mesmo já tendo vindo aqui várias vezes. Se isso é um barraco, o que será que ela deve pensar do nosso apartamento?

 

Voltei meus olhos para rodinha onde as meninas estavam dançando. Suspirei apaixonada, sentindo minha calcinha molhar ao ver Lauren quebrando uma tabua de passar roupa com a testa. Tão sexy! Queria ter levado aquela cabeçada no lugar da tabua. De preferência nas costelas, ou em outro lugar que doesse muito. Será que essa mulher não se cansa de me deixar fraca?

 

Então ela espirrou. Me levantei para aplaudir.

 

-LINDA, MARAVILHOSA! – Gritei, chamando sua atenção. – Coloca no Itunes que eu compro!

 

Ela abriu um sorriso lindo, daqueles que seus olhinhos chegavam a se fechar, e soprou um beijo para mim. Assim até me esqueço que estou com raiva por ela ter desligado o anti-vírus do meu notebook e clicado em um site de aumento peniano de proposito como vingança só porquê eu sem querer desparafusei a porta do seu apartamento e vendi para um morador de rua. Como eu ia saber que ela tinha ido à padaria? Pensei estivesse tentando formar uma comunidade hippie ali dentro de novo e nesse caso eu tenho todo o direito de ficar irritada.

 

Peguei o beijinho no ar, guardando no decote do vestido. Lauren riu alto disso. Já falei que amo como ela ri de tudo que eu faço? Meu sorriso se alargou quando a vi vindo desfilando em minha direção. Abri os braços, Lauren correu toda empolgada para me abraçar, mas ao invés disso, agarrei sua cintura, a derrubando toda torta no sofá e enterrando meus dentes na sua barriga.

 

-Ai, ai! Tá doendo! – Começou a estapear minhas costas. – Solta, sua cachorra! – Soltei, não porquê ela pediu, mas porquê tomei um susto com o tapa que levei na bochecha.

 

-Nossa. – Alisei o local, deixando um sorrisinho de lado escapar. – Eu adoro quando você bate na minha cara!

 

-Ah é? – Puxou meu rosto para baixo, lambendo desde o lugar onde havia batido até minha orelha.

 

-Uhum. – Fechei os olhos, me encolhendo todinha com seus beijos molhados no meu pescoço.

 

-Mila, pensei que você fosse ouvir meus problemas. – Harry reclamou, me fazendo lembrar que ele ainda estava ali.

 

-Ops! – Sai de cima de Lauren, me sentando igual uma princesa. – Desculpa, amorzão! A Lauren não resiste ao meu corpinho, sabe como é, né? Está difícil de dar conta dessa mulher, não sei mais o que fazer!

 

-Se você não quer, tem que queira, tá? – Mostrou a língua para mim.

 

-Eu quero sim, vem aqui. – Puxei seu vestido até que ela estivesse sentada de lado no meu colo. O bom é que nós duas estamos pingando champanhe, então não há problema nenhum em transferir o molhado.

 

-Sabia que é muito feio esfregar um relacionamento saudável na cara de alguém que está passando por dificuldades no namoro? – Franzi o cenho, estranhando muito a revelação de Harry.

 

-Você e a Ari não estão bem?

 

-Nem um pouco. – Deixou os ombros caírem.

 

-Quer que eu saia? – Perguntou Lauren. – Não sabia que vocês estavam tendo uma conversa importante.

 

-Não, fica. Eu confio em você. Vou contar, mas por favor, não riam de mim, ok? Estou morrendo de vergonha, se a situação não fosse realmente critica, jamais tocaria no assunto. – Assentimos, esperando que ele continuasse. – Estamos tendo problemas no sexo. – Sussurrou com a cabeça baixa.

 

-Que tipo de problemas? – Segurei suas mãos, o olhando com carinho. Harry estava super constrangido e eu queria lhe passar segurança para que não se sentisse assim.

 

-Desde a nossa primeira vez, notei que tinha algo errado comigo, preferi não tirar conclusões porque pensei que com o tempo a nossa química fosse ir se acertando. Eu amo a Ari, não estou confuso sobre meus sentimentos românticos por ela, mas nós não estamos conseguindo ser plenamente felizes como casal porque o sexo é insatisfatório.

 

-Poxa, Hazza. – Franzi o cenho. – E vocês já conversaram sobre isso?

 

-Várias vezes. – Bufou frustrado, tomando um grande gole de seu copo. – A princípio não sabíamos o porquê. Eu nunca tinha ficado com uma mulher antes, mas não precisa ser um gênio para descobrir como que se faz. E não tem nada a ver com prática, cada vez que fazemos parece que fica mais esquisito. – Esfregou o rosto. – Estou em um impasse horrível! Não quero terminar nosso namoro, mas sei que não sou capaz de dar o que ela quer.

 

-Calma, Harry. – Lauren acariciou seus ombros. – A maioria dos casais já passou ou vai passar por problemas no quesito sexual. É perfeitamente normal, não há nada que se envergonhar. Você disse que é esquisito, certo? Já identificaram o porquê de ser assim?

 

-Eu já, mas não tenho coragem de falar para ela. – Apertei suas mãos, o incentivando a prosseguir. –Eu gosto da Ari, mas não gosto de mulheres. – Entortei a boca, super confusa com sua declaração. – Tive um debate muito profundo comigo mesmo nesses últimos meses. Sempre me incomodou o fato de terem me rotulado muito cedo, mas eu mesmo nunca havia me questionado sobre assunto. Cheguei a conclusão de que sim, eu sou gay. Por outro lado, também estou certo de que meus sentimentos pela Ari são reais. Sinto sim atração por ela e a amo como homem, porém, me sinto desconfortável na hora do sexo. É como se estivesse faltando alguma coisa. Preciso desesperadamente de uma solução. O que eu faço? Dá para levar um relacionamento só com amor, sem sexo?

 

-É uma questão difícil. – Refleti por alguns instantes. – Acho que depende muito do casal. O valor do sexo varia muito de pessoa para pessoa. Algumas começam a fazer cedo, outras demoram mais; umas não conseguem ficar sem e outras simplesmente não gostam. Acontece, cada caso é um caso. Te aconselho a ser honesto com a Ari e dizer a ela exatamente o que nos disse. Eu nunca passei pelo que você está passando, é difícil me colocar no seu lugar, mas quem sabe um profissional não possa te orientar melhor? Olha, Hazza, não tenho como responder sua pergunta, e independente de qual seja a sua própria resposta, essa é uma decisão a ser feita a dois. A Ari não é nenhuma ignorante, conversa com ela na sinceridade. Fingir que um problema não existe só o torna pior no futuro.

 

-Eu tenho medo. – Confessou cabisbaixo. – Fico super mal só de pensar em separação, e o pior é que o caminho que fizemos é sem volta. Se a gente terminar, a amizade jamais vai voltar a ser a mesma. E eu nem quero que seja, acho que não conseguiria vê-la com mais alguém. É foda! Custei a falar para vocês que são minhas amigas, imagina chegar para minha namorada e dizer assim: então amor, te amo, mas não gosto de vagina, vamos fazer o que agora? – Revirou os olhos.

 

-Harry, o que tiver que ser, será. – Lauren continuou. – Você não tem como prever o rumo da conversa. Talvez dê certo, talvez dê merda. O ponto aqui é que honestidade nunca é demais.

 

-Estou pesando vocês, né? – Fez uma careta. – A comemoração é tão especial, todo mundo está curtindo e vocês aqui, sendo obrigadas a ouvir minha bad.

 

-Assim você me ofende! – Exclamei e Lauren concordou comigo. – Estou chateada é por você não ter falado nada antes. Mesmo quando eu não puder te ajudar, faço questão de estar ao seu lado, como você sempre esteve do meu. – Beijei seu rosto. – Vai ficar tudo bem, ok? Vocês vão se resolver.

 

-É... – Murmurou desanimado. – Estou exausto de pensar sobre isso, tudo que eu quero fazer agora é me distrair e aproveitar muito porque não é todo dia que minhas melhores amigas conseguem respectivamente conquistas enormes em suas carreiras. – Abriu um sorriso, se levantando em seguida. – Vamos dançar! – Nos puxou até que estivéssemos de pé. – Não aguento mais sofrer por sexualidade nessa porra. Tô muito velho pra isso!

 

Como se não estivesse super triste dez segundo atrás, Harry chegou dançando todo rodopiante no meio das meninas. Até pensei em chama-lo para tentar retomar a conversa, sabia que aquela animação dele era fingimento, mas Lauren me convenceu que o melhor por agora é faze-lo ocupar a cabeça com outra coisa.

 

A festa em celebração pelo contrato da Dinah se estendeu pelos três dias seguintes.

 


Notas Finais


O capitulo era para ser feliz, mas infelizmente não contrastaria com meu estado de espirito nebuloso. Ficou um meio termo então. Na verdade verdadeira mesmo, queria era ter afogado alguém na porra do lago.

Até breve.


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