História Too fake! (Or not) - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Sabine Cheng, Tom Dupain
Tags Adrien Agreste, Adrinette, Hentai, Marinette Dupain-cheng, Spy!adrien, Spy!marinette
Visualizações 903
Palavras 3.772
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção, Hentai, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


JDSAJKDHKJSDH OI GENTE
EU SEI
EU DEVIA TA ATT AS OUTRAS FICS
POREM
EU TO LENDO AMOS E MASMORRAS
E TO ENCANTADA POR UMA AU DE ESPIÕES E TUDO MAIS
NAO ME CONTENTEI E TIVE Q ESCREVER UMA COISA MEIO BASEADA SÓ Q DE UMA MANEIRA MAIS ML E TALS
É UMA DOUBLE-SHOT, E COMO EM WHAT A TEASE, O HENTAI É NO PRÓXIMO CAP
ESPERO QUE GOSTEM
ME PERDOEM POR QLQR ERRO
BOA LEITURA ~~

Capítulo 1 - 1 - A Bug's Anger.


Se Marinette estava com raiva? Oh, raiva era apelido para o que a pequena Dupain-Cheng sentia.

Mas voltemos um pouco no tempo para a compreensão geral dos motivos que lhe levavam ao estado no qual se encontrava.

Desde que havia entrado para a DPSD, Marinette se sentia realizada. Ser uma agente do governo era um cargo de destaque que lhe causava orgulho. Adorava ser a agente Cheng, que além de ser boa no que fazia, chamava a atenção por sua beleza e inteligência. Já havia trabalhado em diversos casos, liderando-os com maestria. Além disso, ainda conseguia manter sua vida nos eixos, mesmo que fosse complicado. Visitava seus pais sempre que podia, mandava mensagens, saía com amigos. Possuía uma vida quase normal, se não fosse por ser dupla.

Ah, era cansativo ser uma agente, mas ela gostava.

Porém, tudo mudou quando o agente Agreste fora trazido de San Francisco para Paris, em uma missão secreta organizada pela DPSD junto a DGSE.

Uma nova droga havia sido lançada no mundo, uma droga capaz de controlar por um período uma certa pessoa. Seu nome? Akuma.

Ninguém realmente sabia de a Akuma era o nome da droga, ou da empresa que a fabricava. Tudo que tinha relação a tal era um completo mistério. Os cientistas da DPSD quebravam a cabeça tentando descobrir o máximo possível, mas a droga era tão bem planejada que parecia se deteriorar rápido no corpo de quem usava, apagando-a quando seu efeito acabasse, fazendo com que o usuário acordasse completamente alheio ao período que estava sendo controlado.

E pelo visto, o ponto de partida da droga era a França. Várias remessas estavam chegando ao redor do mundo, partindo da cidade das luzes, e eles sabiam o mal que tudo isso poderia fazer. Poderia acontecer uma catástrofe caso aquela droga se espalhasse e se popularizasse, além de causar inúmeras mortes, por ser experimental e não possuir um só registro claro sobre ela.

Por isso, Wang Fu, líder da DPSD, havia decidido que começariam uma missão secreta. Marinette teria que trabalhar com o agente Agreste, no qual ela conhecia desde os tempos de colégio, e que ela não via a anos. Não sabia o quão difícil seria aquilo, já que não possuía tanto contato com o bendito Agreste como antes, mas pensava que poderia lidar com ele. Já havia lidado com pessoas piores.

Mas o Agreste superou suas expectativas.

Ela estava tendo que dividir sua casa com ele, já que precisavam adquirir o máximo de intimidade e companheirismo que podiam em menos de dez dias. No fim da semana, partiriam para Lyon, onde dariam lugar a Ladybug e Chat Noir, e além disso, se infiltrariam nas áreas mais pesadas e banais, no meio de inúmeros criminosos da alta sociedade francesa, em um jogo criado por duas pessoas que se identificavam apenas como "Mayuri" e "Hawk Moth", e que prometia, além de uma bela recompensa, uma sociedade lucrativa nos negócios com a Akuma.

E então, começaria a verdadeira "Operação Miraculous".

E naqueles dias, Marinette além de ter que conviver com o loiro, precisava ser treinada por ele. Já havia participado de inúmeras missões, mas nada tão grandiosa como aquela, nada que se comparasse a infiltrar no meio de inúmeros criminosos da alta sociedade. Precisava se portar de um jeito totalmente diferente, já que dessa vez, não estaria sozinha.

Juntos, seriam um casal.

Um casal que de maneira alguma poderia sequer pensar na possibilidade de perder.

Mas o que isso tudo tinha a ver com sua raiva?

O motivo pelo qual Adrien Agreste nunca aprenderia a seguir quando ela dizia algo, e esse sendo o principal motivo pelo qual ela queria joga-lo da sacada de seu quarto.

Havia dito-lhe com todas as letras que não saísse do quarto ao ver pela câmera de segurança, sua mãe no portão, mas ele não lhe ouviu, e ainda fizera questão de descer as escadas usando apenas sua calça da Adidas em preto, com seus belos cabelos loiros bagunçados e um sorriso debochado.

Não era preciso nem perguntar para saber que Sabine já estava comemorando o que, para ela, já era um novo casal, mesmo sem uma confirmação.

E esse acontecimento na manhã desencadeou no que estava acontecendo agora.

Sabine ficou radiante quando Adrien confirmara (mesmo sem o consenso da mestiça) que ele e Marinette estavam namorando, e que não era de hoje que vinham se encontrando. Riu escondido enquanto via a mestiça ganhar um belo sermão por não ter dito algo a sua mãe e não perdeu tempo para marcar um jantar no Le Grand Paris, junto com Gabriel Agreste, Emilie Agreste e seu marido, Tom Dupain. Dizia que todos precisavam saber da novidade.

Marinette agradeceu por boa parte de sua família estar espalhada pelo mundo, pois se todos morassem na França, sua mãe com certeza faria um enorme jantar para anunciar tal relacionamento.

E graças a isso, Marinette estava de frente a um espelho, terminando de se vestir. Usava um belo vestido vermelho com alças, que era justo em seu corpo, uma cinta-liga e meias calças também em preto, junto a um par de saltos. Deixou os cabelos soltos, apenas sua franja sendo presa por um coque solto, e fizera a maquiagem mais leve que conseguiu. A cada olhada no espelho, mais ódio sentia do Agreste.

Porra, em menos de uma semana estariam em uma missão importante. Não deveriam ter tempo para coisas do tipo!

Respirou fundo, tentando não se irritar ainda mais, antes de terminar de passar a máscara nos cílios. Saiu andando para fora de seu quarto, e foi até a sala.

Adrien já lhe esperava. Usava uma bela camisa social em preto, uma gravata vermelha e jeans escuros. Seus sapatos sociais brilhavam, e seu cabelo estava perfeitamente arrumado. Parecia um típico cavalheiro, o mocinho dos filmes, o príncipe encantado.

Tentou manter sua raiva no máximo, e não se perder no seu corpo. Teria que afirmar, o tempo fizera bem para ele, que dispunha de quase um metro e noventa de altura, um corpo que não possuía um sinal de gordura em excesso (mesmo que ele comesse como um cavalo, no ponto de vista dela), e braços de dar inveja no sentido de músculos. Seu rosto também possuía belos traços de um homem agora adulto. Possuía o maxilar muito bem definido, e quando se irritava, a veia de seu pescoço saltava de um modo que para ela era estupidamente sexy.

— Terra chamando Marinette. — Voltou a realidade quando ele estalou os dedos na frente de seu rosto. — Já está pronta?

— Para que? Te acompanhar ou te jogar da sacada? — Perguntou, de um modo debochado. — De qualquer maneira, estou pronta para as duas coisas.

— Pare de ser mesquinha. — Ele murmurou, enquanto revirava os olhos. — É só um jantar, Bugginette.

Ela lhe deu seu melhor olhar irritado. Odiava quando ele usava esse apelido bobo de infância.

— Um jantar que poderia ter sido evitado se você tivesse feito o que eu disse. — Falou, seu tom ríspido. — Ainda não sei o que se passou na sua cabeça, Agreste!

Pegou sua bolsa, sentindo o olhar do loiro sobre si. Seus saltos ecoavam pelo piso amadeirado da sala de estar da casa, e ela tentava ao máximo não encarar o loiro.

— Desculpe, é o efeito que você tem sobre mim, Cheng. — Sussurrou em seu ouvido, puxando-a contra ele. Marinette sentiu seu coração se acelerar ao ter suas costas pressionadas contra o peito dele. — É difícil pensar quando você está por perto, joaninha.

Seu rosto esquentou, e ela ficou imóvel. Piscou algumas vezes, enquanto observava-o andar em direção a porta que levava ao jardim.

— CANALHA! — Gritou, e só obteve como resposta uma gargalhada divertida.

[....]

Marinette poderia chamar Adrien de todos os nomes possíveis. Desde canalha a estúpido, e ir até mais além dos convencionais xingamentos, mas algo ela não poderia negar.

Era um filho da puta rico, que não perdia a chance de deixar as pessoas boquiabertas.

Não só pela sua beleza, mas também por toda a fortuna que possuía em sua conta bancaria.

Poderia afirmar isso, graças ao olhar surpreso e o queixo que quase batia ao chão do manobrista do hotel quando Adrien presunçosamente lhe estendeu as chaves do R8 Spyder verde-escuro.

Não que Adrien fizesse isso por querer, apenas havia criado gosto pelas regalias que a vida lhe dava, e claro, também pelas que podia comprar.

O que não eram poucas.

Adrien fora modelo dos oito aos dezessete anos, e boa parte do que ganhava ia para a sua conta, e como só poderia mexer no dinheiro que havia na mesma quando completasse seus vinte anos, o acumulo junto aos juros lhe transformara num dos jovens mais ricos de Paris. Além disso, havia se formado em Engenharia, e para manter seu disfarce de agente, trabalhava como Engenheiro de Petróleo em San Francisco.

Já Marinette, não era o oposto.

Não tanto no quesito dinheiro.

Marinette era filha única, e seus pais não eram tão ricos, mas era da classe média-alta. Eram famosos por Paris e pela França. Possuíam quatro padarias espalhadas pelo país, e duas em Xangai e Pequim. Haviam sido jurados de duas edições de um reality-show de culinária, e se preparavam para participar da terceira.

Marinette desde pequena havia sido ensinada por Tom sobre economizar e investir se quisesse alcançar seus sonhos, já que a garota dizia querer ser uma estilista com seu próprio atelier, mesmo que isso tivesse mudado enquanto ela crescia (e se viciava em inúmeros livros com casos policiais).

Hoje em dia, não era o tipo de garota que adorava sair para gastar ou se divertir a noite. Era o tipo caseira, que em plena sexta à noite estava em casa com seu Hamster maratonando uma série de filmes da Disney enquanto comia um balde de pipoca.

Pensar nisso lhe fazia lembrar das inúmeras piadinhas que o loiro fizera ao ver sua coleção de filmes que contava com a história da maioria das princesas.

Mas ela não poderia xinga-lo totalmente, já que se não fosse por ele, ela não havia virado uma agente.

Lembra que fora ele quem levou-a para fazer o teste, e também que fora ele que a recomendou para seus superiores, e tudo isso sem falar com Tom e Sabine, que com certeza surtariam se soubessem que a garotinha deles se metia em investigações muitas vezes deveras arriscadas. Para eles, Marinette trabalhava online e muitas vezes apenas viajava a serviço. Não era totalmente mentira, mas também não planejava dizer toda a verdade.

— No que você tanto pensa, Bugginette? — Perguntou, e só naquele momento, Marinette percebeu que já estavam no elevador, e que o loiro mantinha sua mão em sua lombar. Lhe olhou feio.

— Já disse que não é pra me chamar assim! — Ela murmurou e lhe empurrou levemente. — E desencosta!

— Não, somos um casal agora, bebê. — Sussurrou no ouvido dela, e puxou-a para perto de si. Marinette continha sua vontade de empurra-lo contra a parede do elevador. —  E você ainda não me respondeu...

— Estava pensando em como resolver esse mal-entendido, e desmentir esse namoro! — Ela disse, com um sorriso irônico. O loiro bufou.

— Você não vai fazer isso. — Ele disse, e ela lhe olhou. Os olhos do loiro demonstravam desconforto, e não o antigo deboche. — A não ser que queira sair do caso.

— Você não pode fazer isso! — Ela disse, um pouco mais alto do que pretendia. Algumas pessoas lhe olharam, e ela sorriu de um modo envergonhado. O loiro prendeu uma risada.

— Você duvida? — Ele sussurrou, tendo que se abaixar levemente para poder falar em sua orelha. — Seremos um casal, Marinette. Devemos começar a treinar isso ainda mais. Sei que não deve ter muita experiencia com relacionamentos, mas...

— Quem te disse que eu não tenho experiencia com relacionamentos? — Perguntou, fingindo-se de ofendida. Ele estava certo, porém, ela nunca admitiria isso. — Eu tenho muita experiencia com relacionamentos.

— Vou fingir que é verdade. — Ele disse, com deboche. Ela pensou em retrucar, mas assim que o faria, a porta do elevador se abriu no andar do famoso restaurante do hotel. — Nosso andar, vamos querida.

Marinette não sabia como o loiro poderia mudar tão rápido, e assumir um papel de um modo tão casual. Era realmente um ótimo ator, e um agente melhor ainda.

Andaram juntos para fora do elevador, e novamente, sentiu a mão dele em sua lombar, e a mesma caminhando até sua cintura. Puxou-a para mais perto de si, como se quisesse mostrar a todos que ela era dele. Marinette ignorou.

Preferiu olhar ao redor, admirando o tão grandioso restaurante.

Os Bourgeois realmente nunca perderiam a paixão pelo luxo, e a ambição pelo dinheiro. Não era atoa que cobravam uma fortuna por um quarto no hotel mais bem equipado e luxuoso de toda a capital, e as reservas no restaurante deveriam ser marcadas com antecedência. Eram poucas pessoas para as quais se haviam exceções para reservas, e os Agrestes eram os primeiros nessa lista, afinal, Audrey ainda esperava que Adrien fosse chamar Chloe para jantar e que disso se desenrolasse um belo caso de amor.

Como o de costume, o restaurante estava lotado. Todo decorado pelo dourado, branco e preto e com diversas mesas cobertas por toalhas em vermelho, o restaurante demonstrava não só luxo, mas também poder. Passava a mensagem que, se você estava ali, era porque você possuía muito dinheiro e poder, além de influência na sociedade francesa.

— Boa noite. — Pararam em frente a hostess, que usava uma blusa social em branco, e uma saia lápis em marrom. Era alta, e os cabelos loiros estavam em um rabo de cavalo alto e bem feito. — Nomes, por favor?

— Adrien Agreste e Marinette Dupain-Cheng. — O loiro disse, antes que Marinette pudesse abrir a boca. Ela lhe olhou pelo canto do olho, mas ele não parecia ligar.

— Oh, claro. — A garota disse, ao se dar conta de que o loiro era o filho de um dos magnatas franceses. Ela pareceu engolir em seco, e arrumar sua postura ainda mais. Marinette teve que segurar sua vontade de revirar os olhos. — Estão sendo aguardados na mesa sete. Posso guardar seu casaco, senhora?

Marinette respirou fundo, lhe dando um sorriso amarelo enquanto lhe entregava o casaco negro de couro que havia pego antes de sair.  A recepcionista lhe deu seu melhor sorriso falso, enquanto a via se afastar com Adrien para dentro do restaurante.

Fora questões de instantes para pisarem no local, e ouvirem a música animada que era tocada pelos músicos do restaurante. Alguns casais dançavam na pista que havia ali, outros só ficavam no desejo. Tom e Sabine estavam prestes a se levantar quando avistaram as duas figuras joviais indo em direção à mesa. Emilie, ao ver a cena, somente imaginou como a próxima capa de "Style Queen" seria arrebatadora caso eles aceitassem fazer do namoro a notícia principal.

— Ah! Aí estão eles! — Sabine esbravejou quando eles se aproximaram. — O casal mais bonito de Paris!

— Mamãe. —  Marinette murmurou, um pouco envergonhada. — Não seja tão exagerada.

— Sua mãe não está sendo exagerada, querida. — Tom disse, indo até Marinette e lhe dando um suave beijo na testa. — Vocês realmente formam um belo casal.

— Obrigado, senhor. — Adrien respondeu, enquanto ele e Tom trocavam um aperto de mão. — Mas não formamos um casal tão belo como você e Sabine, e meu pai com minha mãe.

— Deus, Emilie! — Sabine exclamou, enquanto dava um beijo no rosto do loiro. — Você realmente criou um cavalheiro!

— Tenho um certo medo quando ele está nesse estado de cavalheirismo excessivo. — Emilie disse, enquanto se levantava. — Me digam, é um bebezinho que está a caminho, não é? — Seu tom saiu provocativo, com um belo sorriso ladino. Viu ambos empalidecerem, e começou a rir descontraidamente. — Estou brincando, crianças. Venham cá me dar um abraço!

Marinette riu de um jeito nervoso, assim como Adrien, que fora o primeiro a abraçar sua mãe. Marinette fora em seguida, sentindo o abraço caloroso de Emilie Agreste.

— Ah, Marinette! Você cresceu tanto! Faz tantos meses que não te vejo! — A loira disse, um pouco comovida. — Sinto falta de conversar com você! Deveria aparecer na mansão mais vezes, não apenas quando meu filho está na cidade. Sabe que é sempre bem-vinda, não sabe?

— Sei sim, senhora! — Marinette sorriu. — É que, você sabe, estou na correria. O trabalho me consome.

— Oh, com o que você trabalha? — Emilie perguntou, interessada no assunto. Marinette limpou a garganta.

— Trabalho online com uma boutique canadense. — Ela disse, tentando soar o mais convincente. — Faço a maioria dos modelos, e envio pelo correio ou digitalizado para a fabricação.

— Oh, isso me parece divertido! — Emilie comentou, sorrindo. — Mas sabe, se quiser, Gabriel sempre terá um lugarzinho reservado para você, querida.

— Eu agradeço..., mas... — Marinette começou a dizer, mas foi atrapalhada por uma voz conhecida por todos.

— Emilie está certa, senhorita. — Gabriel disse, se juntando a eles. — Perdão pela demora, estava conversando com André, tínhamos assuntos a tratar. —  Marinette desviou o olhar levemente para Adrien, que parecia ter arrumado sua postura, parecia até mesmo tenso. Gabriel se aproximou dele. — Filho.

— Pai. — Adrien o cumprimentou com um aperto de mão, mas foi surpreendido ao ser puxado para um abraço, um pouco frio, mas ainda assim, um abraço.

— Fico feliz que tenha encontrado alguém, Adrien. — Gabriel murmurou. — Marinette é uma boa garota. Espero que a trate bem.

— Claro. — O loiro disse, sorridente ao ir para ao lado da mestiça. Puxando-a levemente contra si. — A Marinette é como o sol para mim, mesmo sendo impossível as vezes, não consigo me imaginar sem ela. Demorei para perceber isso, mas agora que me dei conta, não pretendo solta-la a não ser que ela queira.

Marinette viu Sabine e Emilie quase se derreterem com a "declaração" do loiro enquanto Tom e Gabriel trocavam olhares satisfeitos. Se sentia num belo filme de romance, e queria socar sua testa na primeira parede que visse. Porra, aquilo fora fofo! Mas ela não podia se deixar levar, era somente seu papel como seu par.

— Acham que já podemos jantar? Estou morrendo de fome! — Ela disse, quebrando o clima que havia estabelecido ali. Eles riram, e assentiram. Marinette suspirou discretamente.

Sentaram-se, de modo que somente Adrien e Marinette ficaram em um lado, enquanto os outros dois casais se sentaram de frente para eles. Marinette se sentia em um bendito reality-show de perguntas, onde ela e o loiro seriam interrogados e não seriam poupados de nenhuma questão.

Fizeram seus pedidos, enquanto entravam em uma leve conversa sobre o cenário atual de Paris. O clima estava leve e descontraído, enquanto a voz de uma mulher soava por todo o restaurante, cantando uma música desconhecida por ela. As entradas foram servidas, e eles começaram a comer. Fora questão de minutos antes que assuntos mais pessoais foram abordados.

— Como vocês se reencontraram? — Emilie perguntou, com um sorriso doce. — Sabine disse que estão se encontrando a meses...

— Ah... — Marinette disse, e engoliu em seco. Passou tanto tempo com raiva do loiro que mal pensou nas desculpas que diria. — Bom...

— Nos encontramos por acaso em Montreal. — O loiro disse, enquanto limpava o canto de sua boca com o guardanapo. —  Marinette foi solicitada na boutique, já eu estava de férias e fui conhecer o local. Nos esbarramos no aeroporto.

— Uau, como nos filmes? — Dessa vez, fora Sabine quem disse. — Que romântico! E as pessoas dizendo que coisas do tipo não aconteciam nos dias de hoje...

— Achei que tivesse passado suas férias em Manchester. — Gabriel comentou, olhando para Adrien. Seu olhar era tão penetrante que parecia poder ver toda a alma de Adrien. Ele apenas, sorriu ladino.

— Passei boa parte das férias em Manchester, mas acabei indo para Montreal por curiosidade. Estava cansado de ficar parado somente naquela cidade. Sabe como sou, pai. — Ele disse, seu tom possuía um leve ar de deboche. — Não preciso te dar uma lista com todos os locais que visito.

Sustentaram ambos os olhares por alguns segundos, até que o pigarreio de Emilie fizera com que eles desviassem os olhares, dissipando a tensão que apareceu naquele momento.

— E como foi a descoberta dos sentimentos? — Emilie perguntou, casualmente. — Sabem, eu sou uma amante do romance! Não é à toa que a maioria dos meus filmes possuem esse tipo de enredo.

— Foi...depois de saímos juntos algumas vezes. — Marinette comentou, com o seu melhor tom doce e apaixonado. Tencionou quando sentiu a mão do loiro em seu joelho. — Adrien desperta em mim...sentimentos que nunca senti antes...

"Como o de esfregar a cara de alguém no asfalto por querer." Pensou.

— Ah, amor... — Disse, e sua mão foi subindo pela coxa dela. Marinette mordeu o lábio inferior. — Você também me faz sentir asSIM!

— Filho... tudo bem? — Emilie perguntou, um pouco aturdida pelo quase grito do loiro. Ele sorriu amarelo.

— Claro... — "Que não! A preciosa ao meu lado acabou de me chutar com a ponta desse maldito salto!" Pensou, continuando com seu sorriso. — Eu que senti um pequeno incomodo nas costas, sabe como é. Marinette gosta de dormir em posições estranhas...

Ela lhe olhou feio, enquanto os outros riram. Ele lhe mandou um olhar mortal pelo acontecido segundos atrás. Mediram forças com o olhar por alguns instantes, mas Tom atraiu a atenção deles.

— Nos poupem dos detalhes sórdidos, crianças. — O de cabelos marrons disse. — Quero manter a Marinette como uma garotinha na minha mente. Para mim, até quando ela aparecer com um neto no colo, ainda a considerarei uma virgem na minha mente.

Riram novamente, enquanto Marinette adotava uma coloração rosada nas bochechas. Adrien aproveitou desse momento para aproximar seu rosto de sua bochecha.

— Isso.doeu. — Disse entre dentes, e por fim, beijou a bochecha dela para não levantar suspeitas. Ela sorriu, de um modo doce para os outros quatro que conversavam entre si, e virou o rosto.

— Coloque a mão na minha perna novamente e eu decepo ela com a faca de pão. — Ela cochichou no ouvido dele, que por sua vez, sentiu um arrepio passar por seu corpo. — E eu não estou brincando.

— Duvido que estivesse. — Ele virou o rosto, praticamente colando a ponta de seu nariz com o dela. Ela sentiu um formigamento em todo o seu corpo pela aproximação repentina do loiro.

— Cre...ti...no... — Disse pausadamente, mas foi assustada quando tivera seu rosto puxado, e ele lhe beijou.

Marinette ficou aturdida no começo. Sentia vontade de empurra-lo, mas olhou de canto para os quatro que também estavam ali, e assistiam como se fosse um espetáculo. Sacou seu plano, e o motivo pelo qual fizera isso, mas mal ela sabia que aquilo também havia sido por vontade própria do loiro.

Quando se separaram, Marinette respirou fundo, contando até dez mentalmente enquanto ouvia a euforia feliz de seus pais e seus “futuros” sogros.

Teria que entrar no jogo do loiro, pelo menos por enquanto.

Pelo menos, não era um jogo tão ruim.


Notas Finais


¬U¬
Preparem as pipocas, o próximo capítulo é mais engraçado (tipo, muito -q)

Enfimmm~~
Espero que tenham gostado!
Comentários sempre bem-vindos!
Comentem aí se querem a parte dois logo <3
Beijãooo!~~


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