História Too young - Capítulo 41


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Namjin, Vkookmin, Yoonseok
Visualizações 13
Palavras 3.409
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Saga, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá olá!
Esse é o fim da fic, espero que tenham gostado até aqui!
Obrigado por terem acompanhado, eu me esforcei muito nesse capítulo.
Até as notas finais!

Capítulo 41 - Juntos finalmente


Fanfic / Fanfiction Too young - Capítulo 41 - Juntos finalmente

 

 

 

 

"Cada vez que você escolhe uma opção,

está transformando sua essência

em alguma coisa um pouco diferente do que era antes"

- C.S. Lewis

 

 

 

Jimin havia acabado de chegar ao bar.

Fora recepcionado com um sorriso de seu chefe, que o analisou detalhadamente, notando suas olheiras e bochechas vermelhas, como se tivesse chorado recentemente.

 

Preferiu não tocar no assunto com o baixinho, afinal, ele falaria quando se sentisse a vontade, certamente. Park sempre o fazia.

Era como um filho para o senhor de idade, todos os meninos eram, mesmo que não os conhecesse como conhece a Jimin, sabe do carinho imenso que possuem pelo menor.

 

- Eu vou limpar o balcão e depois vou servir os clientes – Jimin mal havia chegado e já estava vestido com um avental, terminava de lavar a louça enquanto suas colegas serviam drinks.

 

O menor pegou um pano úmido e o passou sobre o balcão, limpando-o perfeitamente, como sempre fazia.

Deixou o pano sobre a pia e tirou o avental, indo até as mesas que ainda não foram atendidas – que foram identificadas por conta dos rostos entediados – e fez uma nota mental de cada um dos pedidos.

 

Voltou para o balcão e os fez, seguindo esse mesmo processo de ir até a mesa, “anotar” os pedidos e os servir, durante toda a noite, sem descanso.

 

Ao fim da noite, foi em direção ao carro e foi surpreendido por um dos agentes que estava na casa.

O olhou dos pés a cabeça e tomou um pequeno susto ao sentir uma mão em seu ombro.

Seu chefe encarava o agente que continuava parado, esperando Park.

 

- Conhece ele? – O rapaz alto já de idade apertou o ombro do garoto, com receio de deixá-lo ir.

 

Jimin se calou e olhou para seu celular, havia mandado uma mensagem para Tae o buscar, estava exausto demais para dirigir.

 

- Cadê o Taehyung? – Olhou para os lados, buscando o carro do mais velho.

 

- Jimin. Vamos. – Disse pausadamente, fazendo o coração de Park apertar um pouco pelo medo que o dominava. E se algo tivesse acontecido a Tae? Não, não é possível, ele diria.. Não diria?

 

- Cadê ele? – Se manteve firme, mandando inúmeras mensagens para seu Hyung, não obtivendo resposta alguma.

 

O agente pegou a chave do carro de Jungkook das mãos de Park, abrindo o mesmo e abrindo a porta traseira, esperando que o mesmo entrasse.

 

- Jimin? – Seu chefe se pronunciou, por alguns minutos Jimin havia esquecido que o mais velho estava ali – Você vai mesmo com ele?

 

- Sim... Não se preocupe – Beijou a bochecha de seu querido chefe, por qual tinha um imenso carinho e entrou no carro de cabeça baixa.

 

 

A viagem até a casa foi silenciosa, Jimin ainda encarava a tela de seu celular, olhando vez ou outra para o agente alto e forte dirigindo o carro de seu amado.

Eram coisas demais para Park por em ordem em sua cabeça, nada fazia sentido e teorias eram criadas em sua mente perigosa e criativa.

 

- Chegamos – O agente se pronunciou depois de uma curta viagem.

 

Saiu do carro sendo seguido por Jimin que olhou para a porta da casa, a mesma tinha quase todas as luzes apagadas, apenas a da cozinha permanecia acesa.

 

 

¸.**¸.**.¸

 

Hoseok viu Taehyung chegando e se levantou, sendo seguido por sua amiga.

 

Sorriu ao ver um aceno de seu amigo e o mesmo foi correndo para o encontrar.

Ao se aproximar, pode enxergar melhor à pequena nos braços de Hobi, abriu um sorriso caloroso sem mostrar os dentes, a pegando no colo e ninando de uma forma carinhosa.

 

- Ela tem os olhos do Yoon – Disse sem pensar, logo percebendo no que havia falado e se arrependendo internamente.

 

- Sim, ela é igualzinha a ele – Um sorriso casto brotou nos lábios de Hoseok, o mesmo estava admirando sua filha pela décima vez, sentindo uma pontada em seu coração.

 

- Ela é uma perfeita mistura de vocês – Sorriu abertamente e só então notou a amiga de Hobi, apreciando o momento. – Desculpe meus modos, sou Kim Taehyung.

 

Se apresentou formalmente, levando um pequeno risinho da moça que se apresentou seguidamente, logo os avisando que não deveriam demorar.

 

- Vamos então – Devolveu a pequena para os braços do pai e pegou sua chave, a moça havia se voluntariado para dirigir, porém, Taehyung sentia-se mais confortável se fosse ele a conduzir o carro.

 

 

O caminho foi em completo silêncio, tanto por parte da pequena estar dormindo quanto por parte de Kim que não queria dizer algo e fazer Hoseok chorar ou se sentir pior.

O clima estava fresco, a bebê de dois meses ressonava calmamente nos braços da amiga de seu pai.

 

 

Quando chegaram à casa de Jin, sentiu seu peito se apertar ainda mais, olhou para a moça com os olhos já vermelhos e marejados.

A mais nova acenou com a cabeça e lhe entregou sua filha, ela também se sentia péssima, mas tinha que ser feito.

 

Quando abriram as portas, todos se voltaram para os três.

Primeiramente, Park sentiu um alivio em seu coração, Taehyung estava bem.

Mas, ao se lembrar do que acontecera, voltou a se sentir triste e abaixar a cabeça.

 

Jin se levantou e foi até o amigo o abraçando com cuidado para não machucar ou acordar a pequena bebê.

Beijou a testa da menorzinha e levou Hoseok até o sofá da sala, acendendo a luz e ligando em um filme qualquer, para distrair a mente de Hoseok.

 

- Eu separei um quarto para você e pra bebê, mas eu não sabia que vinha alguém com você, posso ver outro quarto...

 

Fora contado pela mulher que sorriu pela gentileza e hospitalidade.

 

- Eu vou ficar com Jung, não se preocupe – Ela dizia de maneira firme, fazendo qualquer um não ter motivos para questioná-la, e foi o que fizeram.

 

- Tudo bem então. Vocês querem algo? Aposto que a viagem foi cansativa, eu vou ao menos fazer um café.

 

Jin foi para a cozinha, não os dando direito à resposta.


Jungkook entrou na sala e se sentou ao lado de seu Hyung, o abraçando de lado de uma maneira reconfortante, vendo os olhos do mais velho marejar e o mesmo soluçar baixo.

A agente ao seu lado pegou a bebê e a levou ao quarto, aonde tinha um pequeno berço que fora usado pelas meninas de Jin e Namjoon.

 

Jeon abraçou Hoseok com cuidado e mesmo assim, força.

Não sabia a dor que ele sentia, afinal, ele era o mais próximo de Yoongi e sua dor deveria ser maior que de todos ali, porém, sabia que se fosse consigo, não aguentaria.

 

Hoseok soluçava contra o ombro do amigo, sentindo a dor aumentar com a quantidade de lágrimas que desciam por suas bochechas.

 

Namjoon entrou na sala, indo até Jungkook que se segurava para não chorar e bagunçando seus cabelos, fez o mesmo com Hobi e o fez separar do abraço.

 

- Que tal descansar um pouco? – Olhou para o amigo que assentiu e seguiu para o andar de cima.

 

- Ainda não consigo acreditar, Namjoon-Hyung – Jungkook dizia em sussurros, porém alto o bastante para o mais velho ali presente ouvir.

 

- Acho que nossa ficha ainda não caiu... – Ele riu sem humor, engolindo em seco ao olhar para a cozinha, a onde todos estavam o dia inteiro, ninguém queria sequer se levantar.

 

O único que o fez foi Jin, que fez café para os agentes e seus amigos, além de fazer algo para as crianças comerem.

 

- Como ele tá conseguindo? – Olhou finalmente para os olhos de Namjoon que o encarou confuso – Eu mesmo estou destruído.

 

 

 

 

Um dos agentes entrou na sala de uma maneira brutal e fez com que ambos ali se assustassem. Olharam para o agente, confusos com aquela ação avulsa.

 

- Eu preciso que liguem para os pais de Yoongi, eles precisam estar aqui, agora – Disse de forma autoritária, murmurando em seguida algo em seu walk-talk.

 

- O Hoseok deve ter o número deles – Namjoon disse e o agente negou – Eu já volto.

 

 

O mais alto correu para o segundo andar, para fazer a ligação.

 

Foi atendido sem demora pela Sra. Min, Namjoon não conversava muito com a família de seu amigo, mas soube da morte do Sr. Min há três anos. Suspirou e deu os dados a gentil mulher, pedindo para que chegasse o mais rápido possível. É claro que eles ficaram confusos, Namjoon não poderia dar qualquer informação a eles, então inventou algo aleatório.

 

Após alguns minutos, a mãe e o irmão de Min chegaram, sendo atendidos por um dos agentes que lhes olhou da cabeça aos pés, antes de os deixarem entrar.

 

- O que está acontecendo? – A Sra. Min perguntara, olhando para aquele grande movimento na casa, eram pessoas de mais para uma pequena festa entre amigos.

 

Hoseok desceu as escadas de uma maneira rápida ao ouvir a voz de sua sogra, o rosto da mais velha era exatamente como a de seu filho mais velho.

Correu para abraça-la e assim que o fez, recebeu de volta o aperto que depositara na senhora.

 

- Aconteceu algo, Hobi? – Chamou-o pelo apelido e acariciou sua bochecha – Seu rosto está inchado, amor.

 

A mais velha o olhava com preocupação. De fato, Hoseok era precioso para si, como se fosse seu filho, todos os meninos eram.

A mais velha já havia comentado inúmeras vezes com Hoseok que não aguentaria perder um filho, e agora isso, agora ela saberia a verdade e talvez tivesse um ataque cardíaco.

 

- Senhora, sente-se, por favor – A amiga de Jung se pronunciara, mostrando uma cadeira vazia na mesa que foi ocupada rapidamente.

 

- Eu não sei se consigo dizer... – Hoseok, com a voz falha, disse para sua amiga, e a mesma entendeu, pondo sua mão no ombro do mais velho.

 

- Yoongi foi baleado na porta de casa – A moça dissera de forma calma para que todos entendessem e a mãe de Min e seu irmão sentiam-se perdidos. – Ele estava internado no hospital mas... Ele não resistiu.

 

Assim que terminou, era possível se notar lágrimas escorrendo pelo rosto impecável da senhora de idade sentada na mesa, ela fora abraçada pelo seu filho mais novo que também chorava, porém, ele tentava ao máximo não o fazer, para ser forte para sua mãe.

 

- Organizamos o enterro, o faremos amanhã, o próprio diretor do FBI pediu para que o fizéssemos, como sinal de respeito e consideração – Ela terminou, apertando o pequeno botão em seu walk-talk.

 

 

¸.**¸.**.¸

 

O enterro havia sido há três dias, ouve muito choro e discursos, todos os amigos de Min e até alguns colegas compareceram, pessoas da época da escola e pessoas da faculdade. Todos estavam ali, não acreditando que um rapaz tão jovem, que recentemente teve sua pequena filha, havia morrido.

 

Senhora Min e seu filho ainda estavam hospedados na casa de Seokjin, por pura insistência do mesmo.

 

Todos estavam tentando voltar com sua vida ao normal.

Mesmo sendo impossível, todos tentavam ignorar aquele fardo que os fazia passar noites em claro.

 

 

Hoseok havia alugado um apartamento, ele estava lá desde o enterro, acompanhado por alguns agentes de segurança e de sua amiga.

Taehyung havia descoberto o plano e fora avisado para não dizer nada, mesmo querendo por achar errado, o fez.

Enquanto isso, Jimin e Jeon discutiam sobre a estranheza de todos os agentes.

Se o enterro já havia sido feito, por que não retornaram para San Diego? Por que insistiam em vigiar a família de Min e a eles mesmos?


Tudo estava estranho de mais.

 

Ambos concordaram em ir à casa de Jung, tirar aquilo a limpo.

No caminho do apartamento, pensaram no que dizer, não poderia apenas chegar questionando.

 

 

Assim que tocaram a campainha, a porta fora aberta pro Taehyung, que tinha um sorriso em seu rosto, este que se desmanchou ao ver quem era.

Ele não queria esconder aquilo de seus parceiros, eram as pessoas que ele mais amava na vida, mas tinha de fazê-lo.

 

- O que está fazendo aqui? – Jimin indagou, cruzando os braços e entrando no pequeno apartamento.

 

- Eu quem deveria perguntar – Disse com desdém, encarando a moça na sala de estar que olhou para os dois visitantes inesperados de uma força neutra.

 

- Queremos saber o que estão escondendo! – Jeon esbravejou, perdendo a calma, estavam mentindo o tempo todo, todos eles.

 

Nesse momento, Hoseok entrara na sala com a pequena Sook em seus braços, ele encarou ambos os meninos com um pequeno sorriso no rosto, não conseguia esconder sua alegria.

 

- Hoseok? Ele está aqui – A moça disse de uma forma que deu para todos escutarem.

 

Taehyung puxou seus namorados para a cozinha, os impedindo de sair de lá.

 

- Eu juro que tudo será explicado depois, mas eu preciso que fiquem quietos. Esse é o momento deles, estão separados a tempo demais. – Olhou para a porta que fora aberta.

 

Min Yoongi entrou no apartamento e beijou seu marido, beijando a testa de sua pequena com lágrimas nos olhos.

Estava com tantas saudades dos amores de sua vida, saber que todos estavam seguros e que se plano dera certo era de fato a melhor coisa que já sentiu.

 

Jimin e Jungkook encaravam a cena incrédulos. Min Yoongi?! Ele havia sido enterrado na frente deles! Como estava ali? Isso quer dizer que suas teorias de tudo ter sido uma farsa estarem certas?! Eles deveriam estar felizes por terem seu amigo vivo, mas sentiam-se traídos. Taehyung havia mentido, Hoseok havia mentido, os Agentes haviam mentido.

Eles fizeram a Sra. Min chorar, como o peso não os afetava? Haviam torturado todos psicologicamente de alguma forma, isso não podia ser revertido.

 

- Espero que um dia nos perdoem – Min dissera, abraçando o marido com mais força agora que a pequena Sook fora para o colo da outra agente.

 

- Eles vão – Hobi o confortou, mesmo não tendo certeza do que estava acontecendo – Pronto para contar?

 

Yoongi assentiu, beijando todo o rosto de Hoseok.

 

 

- Vamos embora – Taehyung disse, puxando Park e Jeon consigo para fora do apartamento.

 

- Então era mentira – Jimin se pronunciou no corredor.

 

- Fala baixo – Kim pediu, em vão.

 

- Fala baixo?! Vocês mentiram para nós! Ainda mais você! – Ele apontou para Tae que engoliu em seco.

 

- Eu sei que é pedir de mais, mas temos que ir pra casa do Jin agora – Jeon assentiu e foram para o lugar citado.

 

 

Assim que adentraram a casa, em completo silêncio, pediram para que todos se reunissem na sala, deixando as crianças no andar de cima.

Alguns minutos se passaram e Hoseok adentrou a residência, sendo acompanhado de Yoongi.

 

- O quê? – A mãe de Min sentia seu coração parar de doer, ver seu filho a sua frente era um alívio.

 

- Me desculpa fazer você passar por isso, mãe – Ele suplicou com lágrimas nos olhos e a mais velha apenas correu até ele, o abraçando fortemente como se tivesse medo de soltá-lo e o mesmo sumir.

 

- Estou tão feliz que não tenha morrido – Ela disse entre soluços e todos os meninos os abraçaram.

 

- Não está com raiva?

 

- Não – Ela deu um de seus lindos sorrisos – Eu sei que fez isso por algum motivo

 

- Me desculpem, meninos – Yoon limpou sua bochecha e fora abraçado de lado por Hobi.

 

- Desculpem-nos... Era o único jeito – Hoseok abaixou a cabeça.

 

- Único jeito? – O irmão de Yoongi se levantou, caminhando até seu irmão mais velho e disferindo um soco em sua bochecha, fazendo Jin dar um gritinho de surpresa. – Não fale coisas idiotas!

 

- Parem! – Sra. Min suplicou.

 

- Não, tudo bem, eu mereço – Yoongi se levantou, limpando o sangue de sua boca.

 

- Seu... – Seu irmão foi para cima de si novamente, mas ao invés de socá-lo novamente, apenas o abraçou fortemente. – Eu senti tanta saudade, seu idiota.

 

 

- Vamos comemorar que você não morreu? – Namjoon propôs, mesmo que estivessem levemente magoados pela mentira, sabiam que não iriam entender o motivo da mesma.

 

- Crianças! – Jin gritou na escada, tendo todas as crianças a descerem.

 

Sra. Min pegou sua neta em seu colo e encarou a beleza da pequena, acompanhando todos para a saída da casa.

 

- PRA DENTRO! – Um dos agentes gritou ao ver um carro em alta velocidade vir para perto da casa.

 

Armas começaram a atirar em todo lugar, Yoongi, Hoseok e Jungkook pegaram suas armas e atiraram em direção ao carro.

 

Jimin, Taehyung, Jin e Nam correram para dentro, levando as crianças.

O irmão de Yoongi fora ajudar sua mãe que havia caído, mas, ao chegar nela, notou a poça de sangue que se formara.

 

- Mãe? – Ele a chamou, chamando a atenção dos meninos- Mãe?! Aguenta firme, por favor!

 

- Ela está a salvo? – A Sra perguntou, se referindo à criança em seu colo.

 

- Está, mãe, ela está... Vamos ligar para uma ambulância, tá? Aguenta firme, por favor – suplicou, chorando com a mais velha em seu colo.

 

A criança fora tirada do colo dela com cuidado por um dos agentes, que a ouvia chorar sem parar, juntamente ao irmão de Yoongi que apertava o corpo morto de sua mãe.

 

Hoseok e Yoongi haviam conseguido atirar em quatro dos atiradores, enquanto Jungkook atirara no pneu do carro e na própria motorista do veículo, fazendo o carro bater.

 

Yoongi correu até seu irmão e acariciou o rosto de sua mãe, chorando junto a seu irmão e o abraçando com cuidado.

Hoseok não pode fazer nada, apenas ligar para a ambulância, mesmo que soubesse que ela estava morta, queriam ter esperanças.

 

 

Assim que chegou, a ambulância declarou a moça morta, segundo eles, um de seus pulmões foram perfurados, mas a causa da morte fora o tiro que acertou seu coração.

 

 

¸.**¸.**.¸

 

O caixão da Senhora Min estava no meio do palco.

Yoongi estava ali em cima, segurando um microfone e tendo o apoio dos meninos e seus amigos que compareceram ao enterro.

 

Em um dos últimos bancos, a moça observava todos chorando, alguns se lamentando, várias coroas de flores de ex-amigos e colegas.

 

“Ele memorizou” – Pensara, com um sorrisinho no rosto.

 

 

- Mãe, a senhora foi e sempre será para mim a pessoa mais importante, você era meu porto seguro e me apoiou em tudo que eu fiz. Eu sei que tivemos algumas brigas, mas sempre que queria se desculpar você me dava biscoitos de chocolate. Eu sinto muito ter me afastado tantos anos, neguei a vários pedidos seus e do papai para o natal e dia de ação de graças, e eu me arrependi igualmente no dia em que papai morreu para aquele câncer, e mesmo assim, eu não fiz nada para mudar meus atos. Você cuidou tão bem de mim e meu irmão, sempre deu tudo de si, sempre nos ensinou o melhor da vida. Eu lembro de que quando era pequeno e me machucava, lembra-se do que falava? Você sempre dizia “Não deixe que isso te impeça” e eu não deixei, eu fui forte como à senhora pediu, eu fui forte por você, quando já não tinha mais forças. E eu nunca desisti. Eu aposto que agora você e o papai estão aproveitando a eternidade juntos, ele esperou tempo de mais longe de ti, né? Eu me lembro do quanto sofreu quando ele morreu, eu me lembro de ter ido te visitar e ver suas olheiras profundas e rosto vermelho, eu me culpei naquele dia e em todos os outros por não poder estar ao seu lado, mas eu sabia que teria alguém te cuidando por mim, e teve. Mãe, eu agradeço por ter me ensinado o valor da vida, por ter me apoiado na música, mesmo depois de tudo aquilo, você disse para eu continuar a seguir meu sonho, mas meu verdadeiro sonho sempre foi lhe fazer feliz, não que a senhora não tenha sido, mas eu queria lhe dar orgulho, e eu sei que o fiz. Eu te amo muito.

 

Yoongi descera do palco e sua mãe limpara as lágrimas que escorriam por suas bochechas, queria abraçar seus meninos, mas não tinha como.

Olhou para o lado e vira seu marido, ele pegou em sua mão e acariciou sua bochecha, ambos olharam para seus filhos e sua neta.

 

- Você cuidou bem deles – Ele disse.

 

- Você também o fez – Ela completou, beijando a bochecha de seu marido.

 

 

E então, como prometido, o Sr. Min havia reencontrado sua esposa, estavam juntos novamente, sem alguma doença ou sofrimento, só o amor. E quando o amor é real, a eternidade também é.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Bom gente, a fanfic teve um começo centralizado em Namjin, mas mudou o rumo para o Yoonseok, então me desculpem por isso.
Estou orgulhosa de mim mesma, para ser exata.
Não sei como vão reagir a isso, mas espero que tenham gostado.
Até outra fanfic por ai!
Beijos!


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