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História Top 4 e Os Vaettir - Capítulo 14


Escrita por: EvilQ_Mikaelson

Notas do Autor


Eles não tem nem um pouco da paz kkkk
Espero que gostem do capítulo ^^

Capítulo 14 - Underground Invasion


Fanfic / Fanfiction Top 4 e Os Vaettir - Capítulo 14 - Underground Invasion

Pedro: A quanto tempo Onisha - Disse, ao se levantar, dolorido.

Onisha: Eu pintei meu cabelo de azul, gostou? - Perguntou debochada.

Pedro: Azul combina com você - Tossiu - E o que são essas coisas?

Onisha: Seja mais educado com as Liderc - Pediu, passando a mão nas penas da cabeça de uma das criatura.

 

As tais Liderc pareciam a estranha cruza de mulher com galinha. Tinham o corpo feminino, mas da cintura pra baixo, tinham pés de galinha enormes e plumas nas coxas; de seus braços se projetavam afiadíssimas penas metálicas e o rosto, era a pior coisa. No lugar da boca elas tinham um bico metálico curvado para baixo, os olhos eram amarelos e grossas penas se projetavam de suas cabeças como se fossem cabelos bem esticados com gel.

 

Pedro: Até que são bonitinhas - Foi irônico - Então você agora está do lado errado da coisa?

Maria: Agora? - Se arrastou para longe da porta da sala, que estava caída sobre ela e se apoiou na parede para levantar; sua boca sangrava - Essa daí sempre foi do contra.

Onisha: Eu que sempre fui do contra? - Riu secamente - Vocês é que me humilhavam na época da escola!

Maria: Gente, mas que dramática - Cruzou os braços - Você é quem era uma vaca na época da escola!

 

De canto de olhos, Pedro viu Klaus discretamente se levantando e indo ajudar Lucy, que estava coberta por alguns escombros. Ele não conseguiria fazer nada se Onisha e as Liderc estivessem ali, então, Pedro decidiu atrair a atenção das oponentes para longe.

 

Pedro: Verdade - Concordou com Maria - Na época da escola você se fazia demais de vítima.

Onisha: Como é que é? - Se irritou.

Maria: Se as coisas não fossem do jeito que queria, você se fazia de coitada e botava a culpa nos outros - A acusou.

Pedro: Que nem aquela vez em que todos nós começamos a fazer curso a noite em outra cidade - Foi explicando - Quase todo mundo estudava num lugar onde a aula terminava às 22 horas e tínhamos que esperar você, pois a sua aula era em outro lugar, que terminava às 23 horas e como nós sempre moramos aqui, que é uma cidade pequena, só tinha um busão pra todos os estudantes.

Onisha: Eu lembro disso - Disse amargurada - Vocês todos eram injustos comigo! - Acusou - Eu não tinha culpa que a minha aula terminava mais tarde!

Maria: Não tinha, mas bem que podia pedir pra sair mais cedo - Alfinetou.

Pedro: A questão nem era essa, Onisha - Revirou os olhos - A questão foi que um dia a gente estava te esperando e decidimos entrar na sua escola para beber água.

Maria: Exatamente - Se irritou mais - Ainda era 22h40 e quando a gente entrou lá pra beber água, a bonita tava ficando com um carinha no muro da escola. Se teve tempo pra ser dispensada 20 minutos mais cedo e foi ficar com o boy, tinha como pedir pra sair mais cedo pra gente voltar pra casa.

Pedro: A gente demorava tanto, que chegava em casa quase meia noite porque tinha que ficar uma hora te esperando - Bufou - E podíamos chegar mais cedo, mas a bonita fazia a gente de trouxa. O auge foi quando a gente foi reclamar com você.

Maria: Isso aí - Franziu o cenho - Você se fez de vítima como se nada daquilo tivesse acontecido e ainda chamou aquelas faveladas das tuas primas pra bater na gente.

Pedro: Só que não deu certo - Lembrou com um sorriso de canto - A Maria e a Lucy quebraram suas primas na porrada.

Onisha: Chega! - Berrou, assustando as Liderc - Eu não vou ficar aqui escutando essas mentiras!

Pedro: Não vai ficar aqui escutando, porque sabe que é verdade - Provocou - Você só sabe ficar se fazendo de durona porque tem essas duas coisas do seu lado.

 

As Liderc olharam feio e rosnaram para Pedro.

 

Onisha: Está me desafiando, poc? - Quis saber - Vai quer tirar X1 com um garota?

Pedro: Eu não, pois não bato em mulheres, mesmo que a mulher seja você, garota - Revirou os olhos.

Maria: Mas eu ainda posso quebrar a tua cara - Afirmou, ao perceber o plano de Pedro - Sem magia ou seja lá o que você faz. Vem tranquilo, vem tranquilo, sua arr*ombada - Ergueu as mãos em posição de luta.

Onisha: Com o maior prazer - Prendeu os cabelos - Pode vir vaca!

 

Maria correu até Onisha e a agarrou pela cintura, as duas saíram se engalfinhando e rolando pelo corredor da direita.

 

Pedro: Ei! - Berrou para as Liderc, ao pegar um pedaço de ferro nas mãos - Venham pegar alguém do seu tamanho!

 

Rapidamente, Pedro correu entre elas e acertou uma pancada em cada uma. Enfurecendo as criaturas. Sem pensar muito, o filho de Klaus dobrou o corredor oposto ao que Maria e Onisha entraram (o da esquerda). E as mulheres-pássaro o seguiram, ávidas por destruí-lo. Da sala de interrogatório, Avalis saiu pela porta, meio atordoado.

 

Avalis: O que houve? - Perguntou, ao ir ajudar Klaus com Lucy.

Klaus: De alguma forma, Tobias destruiu o nosso feitiço de proteção - Resumiu - Fomos descobertos e a base foi invadida. 

Avalis: E o príncipe? - Quis saber onde Pedro estava.

Klaus: Ele e Maria nos conseguiram algum tempo - Respondeu, preocupado - Precisamos levar Lucy para a enfermaria, mas… - Olhou para a bifurcação no corredor - Não podemos ir por ali. Onde está o Tobias?

Avalis: Ele aproveitou a confusão para me atacar e fugir - Explicou - Acho que ele foi por aqui - Indicou o resto do corredor nas costas deles.

Klaus: Esse é o único caminho pelo qual podemos ir agora - Disse, pegando Lucy no colo - Vá em frente general e neutralize as ameaças - Disse, num toma mais sério - Eu carrego a menina. Se formos por aqui, chegaremos ao deposito e lá se encontram alguns dos nossos kits de primeiros-socorros. Assim, poderei ajudar Lucy, mesmo que temporariamente.

Avalis: Claro - Respondeu ao Consorte Real - Vamos então, majestade.

 

E os dois seguiram pelo corredor. Ao longe, dava pra escutar vários tiros e gritos ecoando pela base. Mais adiante no corredor...

 

Tobias: Droga, não posso encontrar mais nenhum agente… - Resmungou sozinho, enquanto mancava pelo corredor.

Alice: Azar o seu, Tobias - Disse com uma voz estranhamente fria.

Tobias: Eu me preocuparia se encontrasse alguma ameaça real, Aly - Debochou dela - Não você.

Alice: Nunca mais me chame de Aly! - Ordenou com os olhos brilhando vermelhos.

Tobias: Que foi, perdeu o senso de humor? - Riu, tirando um bastão de choque da cintura - Tirei isso do idiota que eu quebrei o pescoço a pouco tempo. Ah, o mais complicado foi desovar ele num armário do que matar... Mas enfim, sabe o que isso faz?

Alice: Você é um lixo! - Berrou - Como pode fazer isso comigo?

Tobias: Foi fácil - Respondeu com simplicidade - E eu precisava fazer o que a organização me pediu.

Alice: Porque? - Quis saber.

Tobias: Porque o mundo sobrenatural não se resume ao conto de fadas que é Nirvarion - Garantiu a ela - Do lugar que eu venho… Só a escuridão tem vez e só os fortes sobrevivem. Se eu não fizer o que a organização manda, eu perco muito…

Alice: Tipo? - Se aproximou dele, raivosa.

Tobias: Minha família - Revelou - Mas eu não devia ficar aqui perdendo meu tempo com você - Ele rosnou como um cachorro e sorriu para ela - É interessante saber a cor dos seus olhos, sabia? - Riu, arreganhando seus dentes afiados - Não é todo vampiro que possui olhos vermelhos. E o mais irônico é que eu sou um Lobisomem e…

Alice: Você fala demais - Disse, ao se projetar rapidamente pra cima dele de surpresa.

 

Mais para trás, Pedro corria pelo corredor, tentando distrair as Liderc. Porém, elas eram mais rápidas que ele. Uma delas, voou por cima da cabeça dele e parou em sua frente; arreganhando as garras a mulher-galinha fez um corte em meia lua de cima pra baixo na direção de Pedro, que colocou os braços na frente a tempo de evitar que atingisse seu rosto. Instantaneamente, ele sentiu uma queimação fora do comum. Era como se ácido tivesse saído das garras da Liderc. A pele do braço dele parecia ferver e ele bateu as costas de lado na parede, por causa da dor.

 

Pedro: Mas que merda é essa? - Se perguntou, urrando de dor, sua camisa estava empapada de sangue.

 

Rapidamente, a Liderc que o atacou, veio com o bico aberto em sua direção, enquanto a de trás continuou correndo para ele. Por instinto, ele agarrou as penas da Liderc mais próxima e a jogou por cima de seus ombros na frente da outra. E com a barra de ferro, começou a dar golpes indiscriminadamente no bolo de penas que as duas mulheres-pássaro se tornaram com a agitação. Sem ter uma boa mira, Pedro acertou alguns golpes, mas errou muitos. Mesmo surpresas pelo contragolpe, as Liderc continuaram atacando quando Pedro errava o ataque com a barra; e lhe deram várias bicadas e arranhões nas pernas e no rosto.

Cambaleante, Pedro recuou por outra bifurcação no corredor e entrou no da direita. Com o rosto todo machucado por arranhões e bicadas, ele ofegou e mancou a procura de ajuda. Não sabia por quanto tempo poderia correr ou lidar com as Liderc. Se ao menos ele soubesse como usar sua magia… Mais a frente, ele encontrou uma sala com a porta aberta, sem pensar duas vezes, entrou na sala e colocou uma cadeira contra a maçaneta da porta, para que ninguém entrasse.

Pensando por alguns instantes, Pedro decidiu se esconder entre dois armários que ficavam ao lado da porta, assim, se as Liderc olhassem pela janelinha de vidro que tinha na porta, não poderiam vê-lo. Ele ouviu um barulho de penas e gritos pelo corredor, seguido de um som estranho que ficava cada vez mais próximo. Ele escutou as mulheres-pássaro estalando seus bicos contra o vidro e apenas aguardou. Seu estômago estava revirado de tanto medo. Ele não queria morrer ali, sozinho. Logo, ele percebeu que aos poucos, seus braços iam se curando sozinhos e um líquido prateado pingava dos lugares onde as mulheres-ave tinha lhe arranhado.

Passados alguns instantes, o som das Liderc se afastou pelo corredor. Depois de alguns minutos imóvel para ter certeza de que estava só, Pedro começou a escutar um som que parecia um chiado de televisão fora do ar. Então sentiu um arrepio por suas costas e percebeu pequenos movimentos na pele atrás de sua nuca. Um arrepio frio subiu por seu corpo e um gosto amargo desceu por sua garganta. Lentamente, ele virou a cabeça e colocou seus olhos nos de outra pessoa.

Os olhos diante dele estavam gélidos e estáticos. Pela proximidade, Pedro ainda sentiu que a pele dele estava quente, o que indicava que a morte era fresca. Isso e o fato do homem estar com a boca aberta em choque e ainda ter lágrimas nos olhos. Rapidamente, ele o reconheceu. Era o soldado de quem Pedro tinha salvo a vida ao impedir que Alice o atacasse. O homem que implorou por sua vida por causa de sua família, mas o pior não era isso. O pior era que seus minúsculos assassinatos ainda estavam ali. 

Centenas de milhares de pequenas aranhas pretas corriam pelo corpo do soldado, que estava içado em uma enorme teia presa acima de um dos armários. As aranhas corriam por todo corpo dele e entravam e saiam de seus orifícios corporais. O que sustentava muito a hipótese de Pedro sobre a causa de sua morte. Bem devagar, o príncipe de Nirvarion se afastou da parede, pois algumas das aranhas agora estavam correndo por seu pescoço e por suas costas.

Ao se afastar da parede, Pedro arrancou sua camisa e começou a bater suas roupas para espantar as aranhas, mas esse ato provocou as outras, que começaram a ir na direção dele. Ele não acreditava que todos aquelas aranhas poderiam ter feito tantas teias enormes, que só agora percebera no teto. Tinha impressão de que elas eram apenas filhotes de algo maior, por isso, decidiu destrancar a porta e foi para o corredor, apenas para dar de cara com alguém. Que o fez gritar muito alto.

 

Miguel: Calma! - Segurou ele antes que caísse - Você está bem?

Pedro: Não - Soluçou - Mas agora não é hora para isso - Limpou os olhos e se afastou dele.

Miguel: Porque está sem camisa? - Quis saber - E todos esses machucados ainda se curando?

Pedro: Eu encontrei uma Liderc e para me esconder... - Resumiu - Corri para essa sala, mas está lotada de aranhas e… Tem um corpo ali dentro.

Miguel: Corpo? - Disse, preocupado - Sabe de quem era?

Pedro: Do soldado que a Alice fez que refém quando perdeu o controle - Fungou - E ele estava quente. Parece que foi recente a morte.

Miguel: De fato - Respirou fundo, olhando para os lados preocupado - Deve ter sido na hora que os sobrenaturais das trevas invadiram. Só quero saber como eles fizeram isso...

Pedro: Eu sei como, mas é complicado. Depois eu conto, mas no básico foi culpa do Tobias - Comentou com ele.

 

O som das Liderc voltou a aumentar pelo corredor.

 

Miguel: Depois conversamos - Colocou Pedro atrás de si e deixou seu arco e flechas prontos - Tome cuidado com elas. Lidercs possuem uma substância que escorre pelas unhas delas chamada Silbergift. É uma mistura de prata derretida com sangue de Abbadon e age como um ácido para as Hexa e os Zauber.

Pedro: Eu já descobri... - Respirou fundo, preocupado, sentindo seus batimentos cardíacos pulsarem em seus ouvidos.

 

De volta a onde Alice e Tobias estavam…

 

Avalis: Espere - Sussurrou a Klaus, quando escutou o som de alguma coisa de alimentando de forma aquosa - Está sentindo esse cheiro?

Klaus: Sim, é sangue - Respondeu.

 

E assim que os dois homens, dobraram a esquina, encontraram Alice debruçada sobre o que restava do corpo já sem vida de Tobias. Ela estava um pouco ferida por ter lutado contra ele, mas sua força foi maior que a do Lobisomem. Todo o corredor e as roupas da loira estavam cobertos com o sangue de seu oponente. Ela teve tanta raiva e fome ao mesmo tempo, que mordeu cada parte possível do corpo de Tobias e o rasgou em vários pedaços de carne. E no momento, estava rolando sobre e bebendo todo o sangue dele.

 

Alice: Nossa, que bagunça… - Soluçou, se sentindo envergonhada e culpada ao perceber o que acabara de fazer. Seu corpo tremia bastante e ela sorriu fracamente - Bem que a minha mãe me dizia pra nunca brincar com a comida.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^


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