História Tóquio Proibida - Capítulo 5


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Notas do Autor


Espero que estejam ansiosos para mais um capítulo de Tóquio Proibida!!

Capítulo 5 - Carmélia


Tóquio – Mansão Uchiha 07h53 min. / Quarta-feira


O sol brilha mais um dia em Tóquio, a cidade já estava em pleno funcionamento, mas uma garota ainda dormia. Sakura não se lembrava da última vez que dormiu tão bem como aquela noite, ela tinha certeza que era aquele colchão importado, ou talvez os lençóis de linho fino, não importava pelo qual motivo tinha conseguido dormir tão bem, ela apenas agradeceu por isso.

Estava deitada de olhos fechados mesmo que já estivesse acordada, esperava que Sasuke a deixasse dormir ali todas as noites. E como um rompante escondeu a cabeça debaixo de um dos travesseiros, “o beijo” sua mente gritou alto o suficiente para soltar um murmuro audível.

– Licença senhorita Sakura, está acordada? – a voz de Chiyo ultrapassou a porta, mesmo que está tivesse com em um tom mais ameno.

– Estou sim senhora Chiyo! Pode entrar. – no mesmo momento ouviu a porta sendo aberta, a mulher mais velha foi diretamente para as janelas abrindo as longas cortinas, ignorando a garota que ainda estava totalmente coberta.

Sakura esperou ser chamada e quando isso aconteceu se surpreendeu com a varanda que havia no quarto, era ampla e tinha flores ornamentando, a mesa com duas cadeiras brancas era de um design clássico, quase como se uma princesa fosse se sentar ali. Chiyo a guiou primeiro ao banheiro que era muito maior que seu quarto na casa Mendim, fez sua higiene pessoal e saiu do banheiro com um robe de seda bege, pois Chiyo insistirá em lavar seu vestido antes de sair.

Ao se sentar na mesa não pode deixar de se senti culpada, toda aquela mesa com tanta coisa que tinha certeza que não conseguiria comer tudo.

 – O senhor Uchiha saiu muito cedo e pediu para lhe avisar, disse que sente muitíssimo por não estar aqui com a senhorita. – Sakura confirmou com a cabeça e viu Chiyo sair da varanda a deixando sozinha.

Ainda incerta colocou um pouco de chá na xícara e o bebeu, era realmente muito bom; com certeza se acostumaria com aquela vida calma e sem preocupação. – Que besteira Sakura, você entraria em tédio em menos de uma semana. – falou para si mesma. Comeu pouco comparado a quantidade que estava na mesa. 

E ainda naquela varanda observou mais uma vez aquela propriedade, era um lugar lindo, mas que veio de um trabalho sujo, a mente de Sakura acusou. Era muito difícil está naquele meio, as vezes sua consciência pesava e se perguntava se isso acontecia com mais alguém naquele mundo onde a violência, as drogas e a prostituição eram tão presentes.

Seu coração apertou no peito e uma lágrima solitária escorreu sem permissão, sendo logo limpa. Fechou os olhos e agradeceu por ter conseguido uma oportunidade de sair daquele mundo, mesmo que primeiro tivesse que entrar fundo nele, só esperava consegui sair viva depois de tudo.

– Senhorita! Senhorita! – uma voz acentuada a fez abrir os olhos, vendo assim uma mulher jovem vestida com a roupa das empregadas – A senhora Chiyo pediu para lhe entregar o vestido, que está na cama. A senhorita deseja algo a mais? O desjejum foi do seu agrado? – Sakura confirmou, se alto perguntando como alguém poderia considerar aquele café da manhã, algo que não fosse agradável.

Quando a empregada saiu, Sakura se trocou e foi direto para um dos carros que estava estacionado no pátio da mansão. Não conseguiu ver as gêmeas, pois segundo Chiyo elas estavam em aula com o professor particular. O caminho até a casa Mendim foi tranquilo e o motorista não olhou para trás em nenhum momento, ao descer Sakura agradeceu ao motorista por abrir a porta do carro e ao entrar na casa, percebeu que algo estava acontecendo.

– Onde estava Sakura? – Shizune apareceu na sua frente com os olhos arregalados e face irritada, mas ao escutar os gritos de Tsunade entendeu o motivo.

– Não importa, apenas vá para a fila dos exames. – Shizune a empurrou e mesmo sem entender prosseguiu, depois de conversar com algumas garotas descobriu que era os exames para comprovar a pureza de cada garota, tanto as que iam se casar, como aquelas que não tiveram essa mesma sorte, Sakura realmente achou que seu dia seria igual aquele café dá manhã majestoso, mas na realidade foi cheio de afazeres.


Tóquio – Prefeitura Municipal 09h10 min.


Sasuke tinha acabado de terminar a pequena reunião com o prefeito Sarutobi e como o esperado o homem lhe bajulou em todo o momento. Enviou uma mensagem para Minato avisando que o terreno já estava preparado para ele agir com o discurso e caminhou para fora da prefeitura com seus seguranças, entrando no carro blindado; hoje ele teria muito trabalho externo por isso decidiu começar por aqueles que considerava mais simples e rápido.

Viu o carro ir para a direção de um lugar mais afastado da cidade, onde a presença de árvores mais densas eram vistas. Quando o carro estacionou em frente a um galpão velho e sujo, Sasuke suspirou sabendo que aquilo também fazia parte do trabalho. – Quais as informações necessárias Shikamaru? – Sasuke perguntou imediatamente ao homem que lhe esperava na porta estreita do galpão.

– Informante, descobrimos que estava vendendo informações para os chineses. Era um bom traficante na zona leste da cidade, mas pelo visto isso não passava de um disfarce. – Sasuke confirmou analisando a situação, em dias comuns não iria pessoalmente para esse tipo de trabalho tão manual, contudo as vezes é preciso mostrar quem mandar, e esse verme serviria de exemplo.

Sasuke caminhou tranquilo pelos corredores do galpão, chegando em uma sala que tinha um cheiro desagradável. O homem baixo e forte estava sentado em uma cadeira de ferro e seu rosto já se encontrava bem marcado. – Bom dia, Harum! Me diga se hoje não é um dia belo? – Sasuke se aproximou falando com um sorriso discreto.

– Eu te fiz uma pergunta e quero uma resposta. – se aproximou ainda mais, falando pausadamente cada palavra.

– E-eu não sei como está o dia lá fora, meu senhor. – o homem respondeu a contragosto. Sasuke sempre foi um homem de poucas e boas palavras, as vezes ele tentava o método da conversação, mas na maioria das vezes seu olhar já era o suficiente.

Tirou o terno estendendo para um dos seus homens, que o pegou prontamente. Colocou as mãos no bolso e ao tirá-las, estás estavam com os anéis interligados de ferro, o homem que estava sentado na cadeira estremeceu. Ele tentou argumentar, mas antes disso acontecer o primeiro soco acertou seu rosto em cheio e o segundo veio, assim como o terceiro; os olhos do homem estavam inchados e seus dentes quebrados. – Olha você agora, tremendo de medo, isso é realmente cômico. – Sasuke sussurrou no seu rosto, lançando assim mais um soco certeiro.

– Me perdoe senhor! Eu tenho família, eu lhe prometo que isso não irá acontecer de novo, eu juro... – e mais um soco veio.

– Pedindo perdão? Não mesmo, a máfia não perdoa, a máfia não esquecer! E quem não é amigo da máfia é inimigo dela. – o homem o encarou horrorizado, toda a lenda por detrás do Uchiha era mesmo real, ele era o diabo em forma de gente, que só com palavras fazia as pessoas o temerem.

– E não se preocupe com sua família, você vai encontra-los... – Harum imediatamente entendeu o que aquilo significava, sua família estava morta e ele também estava condenado a isso.

– Agora me responda, a quem você passava as informações? – mesmo com o tom de voz autoritário o homem não respondeu.

– Acho que você não está escutando muito bem... – Sasuke analisou a situação e já estava entediado com tudo aquilo. Decidiu por logo um fim naquele momento, por isso socou o homem na orelha esquerda fazendo este cair da cadeira e pela primeira vez naquele lugar Harum gritou de dor. O sangue manchava o chão cimentado, Sasuke estava impassível como se estivesse em um lugar tranquilo.

– Nomes, me diga nomes... – a voz calma, surpreendeu o homem que num momento de desespero falou – Kaito, e-é o único nome que eu sei... Não me pergunte porque queriam essas informações, eu só... – antes mesmo do homem concluir sua fala, Sasuke já tinha apertado o gatilho da sua arma.

O barulho silencioso deixou o lugar mórbido, o homem estirado no chão estava com os olhos esbugalhados e seu sangue escorria. Sasuke saiu da sala sem olhar para trás, sabia que um dos seus homens daria um fim para o corpo, assim como aconteceu com a família daquele homem. – Procure por esse tal de Kaito, quero uma investigação completa e rápida, não sabemos se esse é o seu nome ou apenas um codinome. Mas quero encerrar logo esse assunto. – Shikamaru concordou já avisando ao chefe que começaria as investigações naquele momento.

Sasuke saiu do galpão a passadas firmes e entrou no carro outra vez; começou a telefonar para alguns clientes e fornecedores, coisas que sempre estavam no seu dia a dia. Quando já se encontrava na cidade outra vez, passou em uma floricultura e pediu para enviar um ramalhete de carmélia para a casa Mendim; sua noiva com certeza irá apreciar seu presente, pois para Sasuke aquele dia estava sendo muito produtivo.


Tóquio – Basílica central 16h10 min. / Sábado


A igreja do centro já se encontrava ornamentada e iluminada, as flores eram de tons claros e o longo tapete vermelho mostrava a quem passasse que aquele casamento eram de pessoas importantes. O noivo também já se encontrava arrumando, o terno sob medida lhe deixava ainda mais bonito, de frente ao espelho de um dos banheiro da igreja, passou as mãos pelos cabelos curtos odiando o novo corte. Sua mãe praticamente lhe obrigou a corta-los, disse que seria adequado para a ocasião.

– Que merda! Merda! – Naruto estava se odiando, odiava seus pais por lhe obriga a isso, odiava Hinata por não ter tentado argumenta junto a ele, sobre essa loucura. Porque aquele casamento era uma loucura, as pessoas veriam um desastre, um casal que não casaria por amor.

“Amor”, ele nunca foi de acreditar nessas coisas, mas ultimamente só conseguia pensar nisso. Se olhou uma última vez no espelho, respirou fundo para criar o mínimo de coragem e enfrentar todas aquelas pessoas. Mas ao abrir a porta do banheiro sua coragem se esvaiu, Sakura estava na metade do corredor como se estivesse lhe esperando, ela vestia um vestido longo e azul, os cabelos estavam presos e no pescoço uma corrente de ouro repousava.

Ele sentia nojo daquilo, pois sabia que provavelmente era presente de Sasuke. – Sakura... – ela não deixou ele concluir, caminhou na sua direção e parou o olhando, como se estivesse criando coragem para falar.

– Não fale nada Naruto, não estou aqui pelo oque você imagina. – ele revirou os olhos, até aquele momento não imaginava nada, mas mesmo assim ela continuou – Estou aqui por Hinata, ela minha amiga, por favor trate ela bem, dê uma chance para vocês. Vocês dois são meus melhores amigos, eu realmente desejo que sejam felizes, que possam ser bons juntos. – Naruto não teve reação, olhou para o teto como se fugisse daquela imensidão verde, “amigos” e novamente ela lhe chamou de amigo. Odiava ela por isso.

– Eu preciso ir, Sasuke acha que eu vim para o banheiro. – ela sussurrou como se fosse um segredo.

– Até mais. E Naruto você está muito bonito. – suas bochechas esquentaram com o elogio tão sincero, mas não se deixaria corar com ela na sua frente. Viu Sakura ir embora a procura do noivo. Odiava Sasuke por ter ela. Respirou outra vez criando coragem e bom senso, era disso que precisava para aguentar aquele dia, pois pelo que estava pensando antes da cerimônia acabar estaria odiando a todos que estavam naquele lugar.


Tóquio – Basílica Central 16h12 min.


Sasuke já se encontrava na igreja do centro, seu terno negro e discreto estava alinhado e sua postura intacta. As pessoas passavam por ele e lhe cumprimentavam quase como se ele fosse o pai da noiva, e de certa forma gostava disso, do respeito. Olhou o relógio no pulso esquerdo e se lamentou por saber que noivas sempre se atrasam e pelo visto Sakura também, estava esperando ela volta do banheiro para poderem sentar em seus devidos lugares.

– Sasuke! – a voz estridente de Karen lhe fez bufa internamente, ela estava com um vestido extravagante demais para um casamento, a cor forte e o brilho sem medida deixavam o conjunto da obra, um exagero sem fim.

– Como vai Karen, espero que bem. – Sasuke a cumprimentou como fez com todos que se aproximaram, Karen confirmou que estava tudo bem, mas logo em seguida foi ajudar a tia que a qualquer momento teria um ataque cardíaco. Sasuke se sentiu muito aliviado por ter recusado o convite de padrinho, tanto por Naruto deixa claro que essa não era sua vontade, como não suportaria a senhora Uzumaki lhe dando ordens. Caminhou um pouco para dentro da igreja, já achando estranho a demora desnecessária da Haruno, mas se arrependeu muito por ter feito isso.

– Uchiha! É um prazer te rever. – Sasuke sabia que isso era mentira, mas como um bom manipulador deu um sorriso educado e apertou a mão daquele homem que não lhe passava nenhuma confiança.

– Sabaku no Gaara. Que bom lhe ver aqui. – o homem de cabelos ruivos acenou positivo, apesar de terem uma aliança, Sasuke tinha plena consciência que com aquele homem as coisas deveriam acontece sempre de forma estratégica. Ele sabia que quando a tragédia aconteceu a máfia do deserto mesmo lhe dando apoio, só estava esperando sua queda, mas ele sempre faria questão de mostrar que o império Uchiha nunca cairia, não nas suas mãos.

– Uchiha essa é minha irmã Sabaku no Temari. – Sasuke também cumprimentou a mulher loira de sorriso lascivo.

– O prazer é todo meu Uchiha! – Sasuke não pode deixar de comparar aquela mulher com uma cobra peçonhenta; bonita e astuta. Apesar de não gostar da companhia Sasuke se obrigou a fazer sua cota de boas ações, escutou as asneiras de Gaara e as cantadas de Temari, mesmo que sua mente lhe implorasse para tirar a arma do coldre da cintura e calar os dois com um único tiro.

– Sasuke. – como se tivesse o trazendo de volta a terra, a voz de Sakura foi a coisa mais harmoniosa que o Uchiha poderia ouvi naquele momento.

– Sakura é um alívio te ver. – Sasuke se aproximou de forma voraz, sussurrando as palavras no ouvido de Sakura, que de modo automático arregalou os olhos e sorriu sem jeito.

– Eu nem demorei tanto assim, você não imagina como é complicado usar esse vestido. – ela abaixou a cabeça mostrando o vestido, como se Sasuke ainda não tivesse reparado na beleza angelical da moça. Eles se olharam por algum tempo como se conversassem por telepatia, mas foram logo interrompidos pelo casal de irmãos.

Sasuke apresentou Sakura a eles de forma breve e foram se sentar no primeiro banco dá igreja. – Eles são estranhos, não gostei deles... Não que confie em todo mundo que está aqui, mas é só que, você sabe... Eu não gosto de toda essa atenção. – eles já se encontravam sentados e Naruto com os padrinhos e madrinhas já faziam sua entrada, mas Sakura não conseguia prestar atenção nisso. Pois a cada momento sentia sua costas queimarem com os olhares.

– E você está certa em não confia, mas nada de ruim vai acontecer com você. Se continuar como estamos tenho certeza que nos daremos muito bem Sakura. – de forma inconsciente ela apertou as mãos de Sasuke como um obrigada silencioso, o homem olhou um pouco incrédulo a ação, mas se deixou se levar por um momento. E foi assim que ficaram durante toda a cerimônia, as mãos entrelaçadas sob o colo de Sakura, que vez ou outra por puro nervosismo fazia algo parecido com um carinho.


Tóquio – Salão de Festas U.K 22h45 min.


Assim como a igreja o salão se encontrava cheio de pessoas dançando e comemorando com os noivos, que de todas as pessoas presentes eram os mais desanimados. – Esse casamento foi maravilhoso Hinatinha, eu amei, não adorei, não... – Ino se debruçou sobre a mesa dos noivos e beijou as bochechas de Hinata.

– Tchauzinho Sakurinha e a todos vocês, agora vou atrás do meu noivo que está em algum lugar. – Ino parou um pouco, como se pensasse com seu celebro bêbado e fez uma careta, como se não estivesse gostado do que pensou e por fim saiu cambaleando pela multidão dançante.

Sakura realmente achou que ficaria em uma mesa discreta, que talvez passasse despercebida por todas aquelas pessoas, contudo ao chegar no salão e ser levada a ficar na mesa dos noivos, toda a expectativa foi embora. Apesar da boa comida e do lugar maravilhoso, o clima na mesa estava denso e pesado, Naruto estava emburrado e revirava os olhos a cada minuto, Hinata tentava ser educada com as pessoas que vinham lhe dar felicitações, mas chegou um momento que estava tão igual quanto Naruto. Sasuke nem se fala, bufava a cada vez que a senhora Uzumaki abria sua boca e Sakura continuava neutra, mesmo que suas pernas já estivessem doendo de tanto fica sentada.

– Realmente a festa está linda. – comentou depois da saída escandalosa de Ino, ninguém falou nada e o silêncio constrangedor voltou.

– Sasuke, podemos ir para casa? – perguntou Sakura após Kushina sair arrastando Hinata para jogar o boque, Sasuke a olhou de lado e observou a situação, era com certeza o melhor momento para sair daquela algazarra de casamento. Se levantou prontamente sendo seguido por Sakura, cumprimentou Minato e Hiashi pelo casamento dos filhos e saíram.

Realmente o dia foi totalmente cansativo, os pés de Sakura doíam com os sapatos de salto e a primeira coisa que fez ao entrar no carro foi tirá-los. Sasuke a encarou ranzinza, mas não falou nada e por isso Sakura tomou a liberdade de colocar os pés no banco do carro, ela não soube qual foi a expressão de Sasuke, pois deixou seu rosto virado para a janela durante todo caminho até a mansão. Já fazia alguns dias que estava dormindo lá, mesmo que Tsunade tenha dito que isso não era algo que moças descentes fazem, mas Sakura só pode argumentar que o colchão do quarto de hóspedes era maravilhoso.

Ao chegarem no pátio da mansão desceram e juntos caminharam para dentro da casa, Sasuke caminhou diretamente para a adega das bebidas e tomou sua bebida amarelada em um único gole, ignorando a presença de Sakura.

– Tio, olá Sakura! – e com em um filme de suspense as gêmeas apareceram gritando, o que Sakura estranhou já que naquele horário elas já deveriam estar dormindo.

– Porque as senhoritas ainda não estão dormindo? Onde está Chiyo? – Mei colocou as mãos na cintura como se fosse óbvio as respostas para as perguntas de Sasuke.

– Dona Chiyo está na cozinha, e hoje é sábado podemos dormir até tarde. – ela respondeu melodiosa o que fez aparece uma carranca em Sasuke.

– Quero as duas no quarto agora, isso não são horas de se está acordada. – ele andou em direção as garotas e apontou para a escada, como uma ordem silenciosa para subirem.

– O senhor não trouxe nada para gente? Nem um docinho do casamento? – a voz baixa e trêmula de Max foi ouvida, e Sakura quase deixou sua boca fazer um grande “O” de surpresa, ela tinha as mãos encolhidas na frente do corpo, o pijama de desenho a deixava ainda mais infantil, Sasuke não diminuiu o olhar reprovado e Mei apenas confirmava o que a irmã tinha perguntado. Sakura não estranhou as meninas não terem ido ao casamento, já que Sasuke sempre deixava claro que a segurança delas era em primeiro lugar.

– Eu trouxe! – a atenção dos três foram diretamente para a mulher de cabelos róseos, ela colocou os sapatos no chão e abriu a bolsa de mão, uma pequena bolsa que Sasuke jurou não cabe nem um celular; mas para sua surpresa Sakura começou a tirar docinhos de dentro, as garotas ficaram eufóricas e correram em direção a Sakura, que mesmo constrangida deu todos seus docinhos as meninas.

Elas correram de volta para cozinha, para quem sabe compartilhar com Chiyo as guloseimas.

– Então você rouba doces nas festas? Não sabia que minha noiva era uma ladra. – Sakura não pode deixar de encolher os ombros e abaixar os olhos, se por acaso existiu algum momento de constrangimento em sua vida, com certeza não foi pior do que estava sentindo agora.

– Eu não roubei, só peguei sem ninguém está olhando e uma hora eles iram distribui-los. – ela tentou arrumar uma desculpa mais aquela não lhe convenceu e pela expressão de Sasuke, também não tinha convencido a ele. Mas para sua grande surpresa Sasuke rio, um sorriso aberto e espontâneo, cheio de gargalhadas, o que fez Sakura sorrir também.

– Você é realmente surpreendente Sakura! – Sasuke a chamou com as mãos e mesmo com vergonha se aproximou dele, eles seguiram para cozinha para ver uma parte da discussão das meninas com Chiyo. Sasuke sempre seguia para seu escritório quando estava na mansão, mas naquele dia ele fez questão de passar um tempo com elas. 

– Há! Sasuke, eu esqueci de agradecer. Muito obrigada pelas carmélias! – Sakura depositou um singelo beijo na bochecha do Uchiha, que apesar de não admite, gostou do agradecimento.


Notas Finais


O que acharam do capítulo?
Foi muito amorzinho do meu sasusaku... Porém tivemos um lado mais perverso do Sasuke, o que é de se esperar de um mafioso.

Tivemos tbm a presença das minhas gêmeas favoritas!! Elas são um amorzinho.

E é claro, teve o casamento de Naruhina. Gente vcs vão ter que ter paciência com esse casal viu. Pq o Naruto ainda vai ser muito cabeça dura.

Espero vcs no próximo capítulo, e não esqueçam de comentar e favoritar. Isso me deixa muito mais animada para fazer os novos Capítulos.
Bjsss! E até o próximo capítulo de Tóquio Proibida.


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