História Tormenta (Imagine Jimin - BTS) - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Hoseok, Imagine, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Lobisomem, Lobos, Namjoon, Rap Monster, Romance, Série Garotos Woolf&woolf!, Sobrenatural, Suburbia, Suga, Taehyung, Yoongi
Visualizações 722
Palavras 3.319
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ATENÇÃO: Tormenta é o segundo livro da Série Garotos WOOLF&WOOLF! Feita e escrita totalmente por mim, sem permissão de plágio e/ou repost. Você não precisa ler os primeiros livros da série para entender esse Imagine. Trata-se de livros independentes, porém, se passando no mesmo universo. Confira também o primeiro livro, Surburbia, da série! Link nas notas finais.

Capítulo 8 - Controle.


Fanfic / Fanfiction Tormenta (Imagine Jimin - BTS) - Capítulo 8 - Controle.

PARTE DOIS

PARK JIMIN​

Estava fora do meu controle.

Na verdade, nunca esteve. Era mentir dizer que estava. Faz tempo que não conhecia o que era se manter na linha perto dela. Principalmente quando deixei a envolver em algo que nunca alcancei a segurança absoluta. Estava fora do meu controle quando deixe-a andar na beira da vida e morte; ódio e desejo; paz e tormenta.

Mas eu nunca estive consciente dos meus atos quando ela me deixava levar pela teimosa. Kim Eunseo era extremamente, definitivamente e absolutamente teimosa. E eu extremamente, definitivamente e absolutamente amo isso nela.

E por último, estive fora do meu controle quando a mostrei quem verdadeiramente sou e quem ela acha que deve ser também. Para falar a verdade, acho que consigo achar o pontapé inicial. Consigo ver onde tudo isso nasceu. Estive fora do meu controle quando descobri estar apaixonado por ela. E foi aí que toda minha própria e pessoal tormenta começou. Não teve dia, horário ou lugar. Eunseo foi a minha amiga desde sempre; desde os meus primeiros passos. Foi a ela que entreguei todos os meus medos e segredos. E, talvez pela convivência constante ou pela forma como eu amo quando ela é teimosa, ou fala de algo que ama com a paixão em seus olhos castanhos, ou quando solta a risada gostosa e contagiante dela...tudo. Eu fui alimentando esse sentimento por ela dentro do meu peito por anos, e simplesmente me tirava do sério ela ser tão cega enquanto a isso.

Ela não conseguia ver que eu estava a seus pés. E todo esse amor era praticamente quase incabível dentro do meu peito. Eu precisava dizer que a amava, precisava gritar para ela e para seja quem Deus quiser saber. Eu precisava, eu necessitava. Era algo como uma bomba que ameaçava explodir a qualquer momento. Algo que sente a extrema urgência de sair dentro do meu peito e me aliviar.

Como um lobo. Eu precisava liberar o meu lobo interior.

Naquela noite eu estava disposto a contar tudo para Eunseo e arcar com todas as possíveis consequências. Metade de mim estava pouco ligando se isso vai mudar nossa amizade, ou que, por um acaso, ela não me queira. Eu tinha que saber se ela sentia o mesmo por mim, mesmo se eu fosse esse tipo de...ser. Eu estava disposto a botar tudo em suas mãos e parar de ser o Jimin sarcástico, que mente, que esconde, que está estranho.

Ela nunca chegou a me dizer verdadeiramente, mas só de olhar em seus olhos, eu sabia que ela não estava conversando com o mesmo Jimin. O Jimin dela. E doía como uma porra pensar que eu me tornei algo sujo; cheio de mentiras.

Mas era para o bem dela. Sempre foi.

Por isso, por mais louco que seja, eu estava disposto a enfrentar meus próprios irmãos para protege-la. Quando Eunseo adormeceu ao meu lado, me levantei determinado a resolver as coisas com Yoongi. Eu não estava com a cabeça no lugar. Se ela se sentir ameaçada com um de nós, assustada, eu iria fazer o possível e impossível para mudar isso.

 

 

Yoongi. Yoongi, pare com isso agora.

Tente me escutar, ok? Você entendeu tudo errado.

Se você prefere enfrentar seus problemas de frente, por que não para e olhe em meus olhos?

 

— Porque você nunca foi um, Jimin.

Em minha frente, o Yoongi humano parou no meio da floresta. Ele estava, como sempre, igual. Sem camisa, com seu shorts verde escuro e o cabelo bagunçado por causa do vento. Era o mais arisco entre nós, reservador, quieto, misterioso e...desafiador.

E entrar em um desafio com Yoongi, era como criar negócio com o próprio Diabo.

Me transformei em forma humana novamente e respirei fundo, recuperando o fôlego. Yoongi continuou parado, felizmente, não teria com que me preocupar se ele voltasse a sair correndo. Olhava para seus pés, sujos de terra, assim como os meus.

— Podemos conversar? — perguntei após segundos em silêncio.

— Vá em frente — murmurou. — Sei o que vai falar.

— Poupe minhas palavras então — disse direto, aproveitando de seu silencio para me aproximar mais. Aos poucos, já estava ao seu lado, poucos passos de distância. — O que ela fez para você?

Yoongi me olhou com desprezo nos olhos, mas eu sabia que isso não passava de uma forma de autodefesa. Quando Yoongi se sentia ameaçado, usava a ofensa para contra-atacar.

Estávamos acostumados, éramos irmãos já faz tempo. Lidar com o lobo não era uma tarefa fácil.

— Não é o que ela fez. É o que vai acontecer, Park — Yoongi cuspiu as palavras então riu, incrédulo. — Você não vê o quão absurdo isso é? Não sabe os riscos que tem?

— Você fala como se eu nunca tivesse tocado no nome dela. E, além do mais, o que eu posso fazer? Estamos conectados, Yoongi. Pertencemos um ao outro — defendi.

— Não é disto que estou falando — Yoongi deu um passo para frente, se aproximando. Agora ele estava completamente de frente a mim. — Vocês estão apaixonados. Amando com toda a força existente em seus corpos. Ótimo, mas e o que vem depois? Você é um lobo, Jimin, e ela é uma humana.

Eu respirei fundo e encarei meus pés. Fechando os olhos, pude escutar Yoongi voltar a falar.

— É impossível uma união humana com um lobo. Vocês podem estar conectados, mas jamais serão parceiros. Ela não é sua parceira se não um lobo também. E você sabe o que acontece em uma transformação?

— Risco de morte — respondi, em um sussurro.

Neguei com a cabeça. Era absolutamente uma sorte incrível que eu tenha sobrevivido ao processo de transformação. E eu não conseguia pensar, não conseguiria imaginar Eunseo na linha de vida e morte.

Eu não saberia viver sem ela.

— E você sabe o que aconteceu na era de Zeigh, não sabe? Vê tudo o que passamos? Jae morreu por sua amada. Ele se sacrificou por se apaixonar por uma humana. Ela tomou a decisão de ser uma de nós e morreu lutando. A dor foi tanta que Jae não suportou. E eu o perdi.

Continuei em silencio. Eu buscava algo que não compreendia ainda. Eu precisava achar uma saída, uma opção de amar Eunseo sem sermos separados por isso. Por essa barreira invisível que separava a nossa união.

Em vez de responder, Yoongi continuou:

— E você, Jimin? Se sacrificaria por Eunseo? Morreria por ela? — ele se aproximou mais uma vez. Eu me recusei a levantar minha cabeça e olhar em seus olhos. — Vocês decidem dar um passo a mais nessa relação, você quer que ela seja oficialmente sua. Então Eunseo vai querer ser uma de nós, e irá morrer. Você quer isso, Jimin? 

Respirei fundo mais uma vez, apertando os olhos. Não percebi que meus punhos estavam fechando e minha respiração estava irregular.

Não, a resposta era não. Não. Eunseo não iria morrer. Ela não pode morrer. Eu não iria deixar isso acontecer.

Eu me mataria por ela sem pensar duas vezes. A dor de perde-la era maior do que a de viver.

Eunseo não irá se transformar em uma de nós.

As próximas palavras de Yoongi foram intesas, baixas, porém claras. Sua boca não se mexia, assim como tinha certeza que seus olhos ainda me fitavam. Yoongi se comunicava comigo por mente.

 

 

Não deixe isso acontecer, Jimin. Não quero perder outro alguém. Não quero te perder.

Jae se foi por uma humana, e esse será o mesmo destino que o seu se sua garota quiser se transformar em uma de nós.

Sinto falta de Jae. Sinto falta do meu irmão, Jimin.

Não se vá também.

 

 

Caos. A vila estava destruída. Vila Malegryan nunca pareceu tanto quanto o inferno na terra.

Ainda como um lobo, corri entre as fendas queimadas e buracos de terra no chão, indo até a casa de Eunseo. Não pude de sentir o forte odor no chão; havia mortos também. Casas destruídas, vestígios de sofrimento de algo que era para ser uma comemoração. Um motivo de felicidade.

E Zeigh tirou isso deles. Felicidade. Paz.

Amor.

Sua casa estava igual, como sempre. Porém, sem luz. Afastada e sem graça. Ao me aproximar, eu só tinha um pensamento em mente.

Seus pais tinham que estar vivos. Eu queria voltar para casa e dizer que eles estavam vivos e bem.

E eles estavam. Vivos. Mas não estavam bem. Em forma humana, eu me aproximei da janela de sua sala de estar e os vi. Sua mãe estava com a cabeça deitada na mesa de jantar, enquanto seu cai afagava seu cabelo. Ela estava chorando, sem parar. Seu pai estava tão triste que eu podia ver seus olhos lacrimejando, mesmo de longe.

Então ele deitou a cabeça ao seu lado e se desatou a chorar também. 

Eu sabia que não poderia tirar isso de Eunseo. Não poderia tirar esse direito de ver seus pais. Eles não entenderiam, não acreditariam que existiam lobisomens na floresta ao lado da Vila. E não aceitariam que sua filha seja um deles.

Eunseo perderia eles, e esse era um dos motivos por qual eu não poderia deixar que ela se transformasse em um lobo.

Ao ir embora para casa, passei na oficina. Na oficina de meu pai. Levando um cavalo de volta para seu dono, meu pai caminhava de cabeça baixa, arrastando o cavalo atrás de si. Ele se recusava a olhar para os lados e ver toda aquela destruição que não se arrumaria tão cedo.

Papai, mesmo depois de todo o caos, não deixou de trabalhar para cuidar de minha mãe em casa. Era como um soco em meu estomago lembrar como eu lutava nos primeiros meses de transformação ficar ao lado deles. Mentir tantas vezes para esconder que eu virava um lobo. Meus pais, assim como os pais de Eunseo e tantos outros pais na Vila Malegryan, abominavam a ideia de existência de lobos.

Eu não queria que tivessem medo do próprio filho. Não queriam que se afastassem de mim. Então, tive que tomar a decisão por mim e por eles. Eu mesmo me afastaria; para o bem da minha família.

Mas, eu sabia que, mesmo assim, a dor e sofrimento seria maior.

Papai e mamãe acordavam todos os dias sabendo que seu filho estava desaparecido. Que havia sido raptado e morto por um lobo.

E não ter sido transformado por um deles.

 

Eu sabia que esse dia estava chegando. Sabia que acordaria e ouviria de sua voz que queria ser uma de nós. Eunseo poderá pensar que a melhor ideia seria ser um lobo também. E, de fato, é.

Mas para nós, e não para somente ela, ou sua família. E esse é outro motivo por qual eu não posso deixar que Eunseo se transforme em um de nós. Ela estaria disposta a largar tudo em nome de nosso relacionamento. E eu não poderia aceitar o fato de que ela sofreria por perda.

E eu lutaria contra unhas e dentes, Eunseo, para impedir que você faça isso. Para que você sofra por isso.

Quando me transformei, meu corpo inteiro doía. Meus músculos estavam tensos, doloridos. Eu acordava e dormia com febre alta. Suava da cabeça aos pés, meus dentes tiritavam tanto quanto minhas pernas ao andar. Eu vomitava de cinco em cinco minutos.

Eu estive cego por longos minutos, surdo por horas.

Naquele momento, eu queria morrer. Queria morrer do que continuar passando por isso. Do que sofrer e aguentar essa dor. Mas, só tinha uma pessoa que eu me importava além da minha família. Eunseo. E foi por isso que nesse tempo todo, eu pensei nela.

Porque já sabia que a amava. E se eu morresse agora, a perderia. E o desespero em a perder, me fez lutar até o fim. E eu sobrevivi. Mas a cada dia que passa, vejo que não podemos ficar juntos. Eu sou perigoso demais para ela, instável demais. Posso machuca-la. Posso mata-la. E a única forma que podemos ficar juntos, formamos nossa união, seria de lobo para lobo.

E vê-la passando por tudo que passei, era como dar um tiro em meu próprio pé.

— Afinal, quem tem medo do lobo mau?

Eunseo saiu da cozinha como um furação. Porém, eu fui mais rápido do que ela. Peguei em seu braço e a fiz virar. Seus olhos estavam um pouco inchados, vermelhos e seus lábios ainda tiritavam. Eunseo estava chorando.

— Precisamos conversar.

Ela, depois de um pouco hesitar, concordou com a cabeça. Ela continuou em silencio, então girou seus calcanhares e caminhou em direção à escada. Eu fiquei parado, a observando ir, no entanto. Vê-la chorar era o que eu mais temia.

Sua dor era a minha dor. E eu não poderia permitir isso. Jamais.

Enquanto eu ainda encarava o nada, pensando em maneiras de dizer aquilo à ela, Yoongi apareceu ao meu lado, se encostando no batente da sala. Nessa hora, os meninos já saíram e foram para algum lugar, apenas sobrando eu e ele.

— O que você fez com ela? — perguntei, respirando pesado.

— Ela precisava saber, Jimin. Eu estava esperando que você mesmo contasse, mas vi que não tinha coragem.

Yoongi saiu do lugar e pegou em meus ombros, obrigando-me a olhar em seus olhos. Ele estava sério, apesar da sua voz carregar um pouco de sarcasmo.

— Estou fazendo para o seu bem, e o bem dela, acredite. Eu só quero que tudo acabe bem — Yoongi disse, mas vendo que não obteve respostas, continuou: — Não quero que aconteça a mesma coisa. Não quero cometer o mesmo erro de novo.

— Se quiser ajudar, não atrapalhe — disse ríspido, desvencilhando do seu toque. — Eu já estava indo resolver isso.

Yoongi ficou surpreso, arregalando os olhos. Ele parecia sem defesa agora; sem argumentos.

— Sério? Você vai...

— Você estava certo, Yoongi. Sempre esteve — respirei fundo, fechando os olhos por alguns instantes. — Eu só quero que saiba que, mesmo assim...

Parei, não estava conseguindo falar naquelas condições. E pensar que Eunseo me esperava lá em cima só piorava as coisas. Engoli seco e voltei a falar.

— Irei carregar para sempre a dor dentro do meu peito. Enquanto aquela garota lá em cima estiver sofrendo, minha dor será equivalente à dor da morte.

Então o desviei de sua figura estática, pasmo com minha declaração. Eu subi as escadas e, sem saber por que, bati na porta antes de entrar. A porta estava entreaberta, e quando a empurrei, vi Eunseo de braços cruzados; não por estar brava, mas sim, por estar se protegendo do frio. A janela estava aberta, as cortinas balançavam uma contra as outras violentamente. O céu, à noite, era nublado e a escuridão ia tomando conta aos poucos. O vento gelado era apenas um indício da forte tempestade que viria.

No entanto, já chovia.

Os olhos de Eunseo era o mais perto de tempestade que já pude presenciar.

— O que ele me falou... — começou ela.

— Eu sei o que ele disse — a interrompi. — Porque foi a mesma coisa que disse a mim.

Ela mordeu o lábio inferior, olhando para os pés por alguns instantes. Já eu, não parava de a encarar. Eu não sabia se era a última vez que a olharia assim. Ou a olharia de qualquer forma. Eu estava prestes a sacrificar a mulher quem eu amo.

— Eu só queria que você soubesse que faria de tudo por você — ela disse, antes de soluçar.

Eunseo deixou cair uma lágrima e olhou para cima, provavelmente tentando contê-las. Assistir aquilo era como uma facada em meu peito. Eu só queria ir até lá, abraça-la, enxugar suas lágrimas e dizer que tudo ficaria bem.

Mas não ficaria. E eu prometi que não mentiria mais para ela.

— Eu também — foi tudo o que disse.

Eunseo me olhou então, se entregando as lágrimas. Ela chorou um pouco antes de virar seu rosto e tentar enxugar com sua mão.

— Eu não pensei que as coisas fossem assim. Jimin eu...

— Mas são. — a interrompi novamente. Dei dois passos próximos à ela e Eunseo me observou atenta. — E eu prometi para você e para minha própria vida que não deixaria nada disso acontecer contigo.

— Se é para ficar ao seu lado, eu enfrentaria tudo isso, Jimin. Eu faria qualquer coisa. Qualquer coisa que você pedisse. Só, me deixe ser uma também.

Engoli seco. Eu tinha ânsia só de pensar no que faria agora.

Eu prometi que nunca mais mentiria. Mas eu iria quebrar mais uma promessa minha. Eu irei mentir. E eu espero, profundamente, que um dia, ela entenda isso.

Que desde o começo, tudo foi por ela. Por nós dois.

— Se for assim, então...Quero que você vá embora.

Ela me encarou incrédula, perdendo a força nos braços aos poucos, deixando-os cair.

— Eu não entendo, eu...

Mais uma lágrima. Mais uma facada em meu peito.

— Eu espero que você saiba que isso também não é justo para mim. Não é justo para nós dois.

— Jimin — ela elevou a voz. — Você não pode fazer isso comigo. Jimin, você prometeu que ficaria e me protegeria para sempre.

— E eu vou. Você vai voltar, vai viver sua vida como humana, normalmente como sempre viveu. Vai esquecer que um dia fomos amigos. Que fomos namorados. Vai esquecer que, porra, eu te amo muito. E enquanto isso, eu estarei trabalhando para acabar com todas as suas ameaças. Então, você poderá ser feliz.

— Mas e você? — ela perguntou baixinho, voltando a chorar.

— Minha felicidade é sua. Sempre foi.

Ela abaixou a cabeça e colocou as mãos no rosto. Seu peito subia e descia repetidas vezes. Ela se desatava de tanto chorar. E, aos poucos, era declarado a minha morte. Ver a minha garota chorar era como me torturar, lentamente e dolorosamente.

— O lobo...que se apaixonou por uma humana e se sacrificou por ela, era o irmão de Yoongi, não era?  — perguntou, ainda falando baixinho.

Concordei sem dizer nada.

Eu me sentia a pior pessoa do mundo. Uma pessoa digna de nojo e desprezo. Eu ainda não acreditava que fui capaz de permitir que a minha garota; logo a minha garota, ir embora assim.

— Eu estive fora do controle. Por favor, me deixe ser mais responsável agora. Estou cuidando de você.

— Não, não está — ela gritou. — Você está destruindo meu coração, Jimin. Você está acabando comigo.

E aquilo foi o bastante. O bastante para eu largar todas as minhas armas e derrubar a porra da minha barreira. Eu estive sendo forte demais. Eu me permiti cair também.

No entanto, eu olhei em seus olhos. Deixei-a ver as minhas lágrimas caindo. Queria que ela percebesse que também estava lutando contra mim mesmo. Contra meus desejos e vontades.

Mas se era para o seu bem, eu faria de tudo. Até destruir a minha própria felicidade para isso.

— Vá.

— Jimin...

— Seus pais estão te esperando, Eunseo. Não deixe eles continuarem sofrendo com isso também. Eles te amam e precisam de você — limpei minhas lágrimas e funguei, me recuperando.

— Eu amo você. Preciso de você — sussurrou.

Eu sorri, melancólico. Eu sabia que sim. E eu sentia muito mais por ela.

— Você compara uma árvore pequena com uma grande floresta — citei uma parte de um dos seus livros favoritos.

Porque a tentativa era a ver sorrir, já que era a última vez que a veria assim. E funcionou, mas por instantes. Logo a Eunseo sofrendo voltou, e a minha tortura também.

— Eu nunca vou te esquecer — ela disse, finalmente controlando suas lágrimas.

Eu quebrei o espaço entre nós e toquei em seu rosto. Ela me olhou nos olhos, enquanto eu acariciava sua bochecha. Vagarosamente, aproximei meus lábios de sua testa e deixei um selar demorado. Ela pegou em meus pulsos, mas eu já me afastava. Ela estava com os olhos fechados, e quando eu caminhava para a porta, a admirava pela última vez.

Foi então que passei a falar em sua mente.

Preciso que você vá e seja feliz, Eunseo. Eu me condernaria se eu só te fizesse sofrer a cada dia mais. Não iria suportar isso. Eu morreria por você, Eunseo.

E quando ela abriu os olhos, eu já não estava mais lá.


Notas Finais


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