História Torne-se - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Drama, Hopev, Seoktae, Taehope, Taeseok, Vhope
Visualizações 85
Palavras 3.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Lírica, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Mas sou um bastardo e não consigo consertar meus hábitos


Fanfic / Fanfiction Torne-se - Capítulo 3 - Mas sou um bastardo e não consigo consertar meus hábitos

 HoSeok deixou que brincassem com sua sanidade no momento em que aceitou aquela mão em sua coxa, era quente, grande e tinha mais força do que ele lembrava. Parecia uma piada a parte, aquilo não era mais comum – não naqueles dias, não sendo conduzido da forma que estava sendo – contudo ele gostou muito do que foi passado através do aperto que se seguiu ali. Sua peça íntima parecia mais apertada do que o normal, se perguntou se foi mesmo uma boa escolha aquela calcinha ou se suas mentiras estavam realmente justas em seu corpo. Mas aquilo importava agora? Acreditava que não.

A pessoa ao lado gostava do que via, alias, quem não gostaria? O vestido vermelho e justo parecia mais chamativo do que o normal, vencendo o frio da noite em troca de luxuria. No carro não estava tão frio assim, mas dentro de si nevava. O que ele podia fazer enquanto a isso? Não tinham mais saídas, ele só podia aceitar ser o que era e tremer diante da nevasca que lhe assolava a alma a cada manhã de sol. Sorriu singelo, estava perdido. A vontade de sair daquele carro lhe abrasou finalmente, se sentiu claustrofóbico de uma hora para outra.

Mas não desistiria logo agora, não quando o homem acelerou em direção ao destino que ele pediu. Nunca se sentiu tão inseguro quanto estava se sentindo agora. Se aquilo falhasse, ele se perguntava, com o que e como poderia viver a partir dali. A visita estava lhe esperando em casa e ele não negaria sua mão gélida em direção a onde quer que ela quisesse que ele fosse. Não tinha porque viver e nem para quem viver, nem a si mesmo agradava mais, quem dirá a pessoa que move sua vida com um simples respirar. Insegurança era tudo que tinha?

Não, medo também. Ele era todo medo, mas sorriu simplista quando o homem ao seu lado lhe ofereceu aquele famigerado sorriso que ele apreciou na mesma hora, não precisou de quase nada, apenas daquilo para fazer o Jung tomar um pouco mais de fôlego. Certas coisas não tinham explicações e ele não pararia para pensar nelas, não agora. A melhor coisa a ser feita era continuar mentindo para si mesmo, pelo menos até o final da noite. Como dito, dependendo do que aquele episódio lhe rendesse, a visita seria aceita e ele nunca mais teria porque passar por aquela porta.

O homem ao seu lado continuo com o aperto em sua coxa, sentindo a pele macia daquela parte do corpo, era tão bom para ele quanto estava começando a ser para si. Um suspiro incontido preencheu o carro quando o taxista subiu mais um pouco, mas não passou muito dali. Parecia medir as reações da “moça” ao seu lado antes de qualquer passo maior do que estava dando. HoSeok ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha, passou os lábios um pelo outro a fim de espalhar melhor o batom e desistiu de entender suas desgraças.

Hora da diversão!

– Você não me parece bem, aconteceu alguma coisa? – o homem perguntou e o Jung riu sem humor.

– Estava pensando em aceitar um convite de uma amiga antes de sair de casa. Ando cansado demais e creio que as vezes deitar-se sem se preocupar se vai acordar ou não seria uma boa ideia. – o Jung foi sincero, o homem ao seu lado, surpreso, leu as entrelinhas bem demais, tanto que apertou mais forte sua coxa, mas não com a mesma luxuria nos lábios. Ele parecia irritado? Magoado? O ruivo não saberia dizer, mas estava até gostando da risada amarga que saia da boca alheia.

– Até parece que você não tem para quem voltar no final do dia. – riu cheio de ironia, tirou a mão da coxa alheia e a colocou no volante, apertando com mais força do que o normal. O Jung pode muito bem ver isso e quis gargalhar da situação, mas se manteve quieto. Cruzou as pernas e relaxou ainda mais no banco, a noite estava linda e não tinha porque pensar em mais nada do que no que faria e com quem faria.

– Acredito que não tem mais quem esteja me esperando chegar. Eu não vou fazer falta. – dignou-se a responder, percebeu que seu ato fez com que o homem ao seu lado fosse mais rápido do que o comum. Em nenhum momento sentiu medo, se um acidente acontecesse ali ele agradeceria se fosse o único atingido.

– E você não ama a pessoa que te espera chegar em casa todos os dias? – o taxista soltou as palavras de forma cuspida, entre dentes. HoSeok percebeu aquilo, mas como sempre abstraiu, fingiu demência.

– Amo, amo mais do que tudo nesse mundo. Sinceramente é a única coisa que me prende a esse mundo, mas como eu disse, ultimamente não ando mais sentindo o amor da pessoa por mim e achei que seria uma boa ideia aceitar convites externos. – o rapaz riu, com desdem e cheio de ironias. HoSeok quis fazer o mesmo enquanto sentia que o homem ao seu lado estava irritado e que demonstraria isso com gestos físicos, mas em vez disso voltou a sentir a mão em sua coxa em um carinho gentil, livre da malícia de outrora.

– Então você desacredita no amor que essa pessoa sente por você, é isso? – ele queria responder, mas o rapaz continuou. – Acho um pouco ridículo isso. Não sou dos que é a favor das pessoas viverem duvidando dos sentimentos dos outros, elas não estão dentro das mentes das pessoas, mas, mesmo assim, querem entender coisas que nem sempre estão ao seu alcance. É patético. – o som da voz saiu entrecortado. Era estranho e bom ao mesmo tempo, para HoSeok, sentir e ouvir que alguém estava duvidando de si. Não tinha mais nada a um bom tempo, nem as dúvidas confortáveis. Aquele sentimento era novo e querendo ou não lhe fez bem. Se ele não estivesse tão seguro de si quanto naquele momento choraria. Mas não borraria a maquiagem.

Só na cama, enquanto era fodido com força.

– E você acha que ele me ama? – perguntou sem nenhum pudor em admitir que era um homem que se vestia como uma garota e que ainda amava homens. O taxista ao seu lado também não pareceu ligar para isso.

– Quem sou eu para falar isso a você quando a dúvida de quem te ama? E quem eu sou para te pedir que fique nesse mundo? – ele não estava prestando tanta atenção assim no trânsito quando olhou para o ruivo para dizer aquilos olhando em seus olhos. HoSeok desviou o olhar de si por um momento, bem a tempo de ver um veículo de grande porte vindo na direção deles, não porque o outro motorista estivesse na contramão, eram eles quem estava. Riu daquilo, mas que imprudência, não? A pergunta da vez era se desviariam a tempo, riu sem humor. O taxista não quis mais prender o olhar no de Hoseok, por isso acabou vendo onde tinha os colocados e desviou do caminhão que vinha em sua direção nos últimos segundos. Uma manobra rápida demais. O coração do ruivo nem ao menos vacilou, a morte poderia ser aceita, mas pensou no rapaz que mais amava naquele mundo.

– Eu estou pedindo apenas a sua opinião apenas. Nada mais do que isso, já que se eu precisasse de alguém que duvidasse de mim ou para me chamar de louco teria ficado ouvindo as lamúrias do meu porteiro. – o taxista riu daquilo, o que lhe incomodou não foram as palavras ásperas, mas sim a expressão meu.

Seu porteiro? Por acaso o porteiro do seu prédio é seu? – o Jung quis rir. Mais uma vez ouvindo aquilo. E ai se perguntava o que Min YoonGi tinha para atrair tantos ciúmes assim, era um mistério divertido.

– Não, ele não é meu. Eu nem ao menos gosto dele de outra forma que não seja como um amigo. Eu amo a pessoa com quem vivo e além dele ninguém mais importa na minha vida. – foi o mais sincero possível.

– Achei que importasse sim, você falou essa palavra meu com tanta intonação que me deixou com um pouco de nojo. Por um momento senti pena da pessoa que você ama. E me perguntei de o seu amor era grandioso assim. – HoSeok se irritou com aquilo. Respirou fundo e tentou manter a compostura.

– Você pode duvidar de tudo nesse mundo, meu jovem, mas nunca do amor de um homem que está disposto a matar e a morrer pela pessoa amada. Se você não entende isso guarde sua opinião dentro da boca ou a enfie no cu. – o taxista riu alto, claro e em bom som. Isso o assustou um pouquinho, mas nada relevante.

– Do seu amor você não duvida, não é mesmo? Mas do amor dos outros é fácil demais dizer que não o entende ou sabe de onde veio e para onde vai. Isso é engraçado. Mas com o que mesmo estou surpreso? As pessoas são assim, não são? – HoSeok gargalhou, o outro pareceu não gostar muito disso.

– Então quer dizer que você acredita que eu não saiba de nada em relação aos sentimentos da pessoa que eu amo, é isso? – o taxista nada disse. – Parece seguro demais sobre uma coisa que não está em suas mãos. – o Jung ajeitou o vestido que subiu um pouco, queria prender os cabelos, mas eles o esquentavam de um jeito ou de outro.

Pararam em um sinal bem próximo ao acostamento, um grupo de rapazes que passavam pela rua, provavelmente bêbados ou drogadas soltaram palavrinhas nada castas para o Jung, o chamando de “delicia” e outros adjetivos a mais. O ruivo nada disse, não era dos que ligava para essas coisas, mas o taxista pareceu não gostar nenhum pouco disso. Por isso assim que o sinal abriu o rapaz fez uma curva fechada sem qualquer necessidade fazendo com que o carro balançasse e quase virasse. HoSeok não quis demonstrar que se assustou e muito com aquilo, apenas descruzou as pernas e se ajeitou melhor no banco. E pelo jeito como o taxista olhou para si, o Jung percebeu que ele não estava mais querendo brincadeiras, preferiu agir de forma séria agora.

– Porque você chama atenção desse tipo de gente? – riu sem humor enquanto questionava o ruivo. – Eles não estão percebendo que você é um homem? E eles provavelmente devem ser héteros tarados, sem respeito. – cuspiu as palavras, detestava esse tipo de gente. Mas lidava com eles todos os dias.

– Creio que tenham acreditado que eu sou uma garota. – o Jung disse simplista. – E mesmo que vissem que não, as vezes o tesão por mim possa ser tamanho que eles não se importariam em pedir para me comer. – prometeu a si mesmo que não brincaria mais com o outro, mas aquilo estava tão divertido que ele não pode evitar. – Até héteros me desejam, isso não é novidade. – disse com desdem cruzando de novo as pernas bonitas. O taxista riu alto e voltou a apartar aquela coxa, mas com uma força que não demonstrava nem luxuria ou cuidado.

– E de que isso te adianta? Ser desejado faz com que seu ego vá a loucura por acaso? – o Jung fez que não, tentando gentilmente afastar a mão do homem de si. Mas ele continuo ali. – Você parece gostar de ser cobiçado, sabia? Não tem homem em casa que te coma como você merece? Ele não te satisfaz? – o ruivo respirou fundo, aquilo estava indo longe demais e ele não queria discutir com aquele taxista.

– Tenho um homem que me come bem. Não preciso de outros e nem da atenção que eu tenho nas ruas. Mas qual a culpa eu tenho se as pessoas me olham com desejo quando eu passo? Posso estar vestido de homem ou de mulher, não importa. E pode me soltar, por favor, está me machucando. – o taxista fez como pedido, mas não poupou palavras para dizer como estava se sentindo naquele momento.

– Que bom que seu homem te come, espero que sinta-se nas nuvens quando estão na cama. Mas o conselho que vou te dar é apenas um. Não fique feliz com esses elogios, essas pessoas não sentem nada por você além de atração e aquela vontade de te comer, apenas isso e não passa disso. Acha que eles vão te dar o que teu homem te dá? Acha mesmo que eles vão querer lidar com os problemas, cuidar de você, te amar dia e noite e querer o seu bem acima do dele? Eu não sei o que se passa por essa cabecinha, nem pela de cima e nem pela de baixo, mas seria uma burrice trocar o seu cara por qualquer merda que passe pela rua.

HoSeok não riu, mas achou aquelas palavras belas. Gostou delas.

– Eu sei de tudo isso, pratico todas essas coisas dia a dia. Mesmo com os homens e até mulheres que me desejam eu não tenho a intenção de inflar o meu ego indo para a cama com algum deles ou delas. Eu o meu namorado, meu marido. A pessoa que está comigo desde sempre e que me faz me sentir único. Mas de uns tempos para cá eu ando sentindo que ele está mudado demais. Não sei se a rotina o fez assim, não sei se os problemas deles ou se o problema sou eu. Eu não posso te dizer isso, mas… – o Jung hesitou, fez uma pausa para respirar. – Eu não teria saído hoje daquela casa se não fosse a vontade absurda, a esperança que eu tenho de ficar bem com ele. Eu teria tomado aqueles remédios assim que ele saiu, teria esperado por ele na nossa cama e deixado que ele me achasse frio enquanto eu tomava a mão da morte e caminhasse para o inferno. – o ruivo despejou tudo de uma vez.

Sentiu a garganta arranhar, os olhos ardendo, o corpo estava inquieto e ele quase não tinha forças para manter a pose. Se encurvou um pouco e procurou apoio onde conseguiu alcançar. A carga emocional o cansou a ponto dele perder um pouco do ar que estava em seus pulmões. Uma dor precordial lhe atingiu, ele sentiu que poderia morrer ali mesmo e a culpa era toda sua. Ao mesmo tempo sentia uma espécie estranha de alívio por ter cuspido as palavras que lhe engasgaram durante tanto tempo. Se pudesse tê-las dito antes, já o teria feito, mas estava esperando. Mesmo que não soubesse pelo que.

O silêncio tomou o carro, nem o taxista e nem o seu cliente se atreveram a dizer mais nada. O endereço onde o ruivo ficaria estava se aproximando, mas diferente de antes, onde ele costumava ir, o caminho estava demorando pelo simples fato do motorista ter tomado uma rua errada umas duas vezes, xingado alguns motoristas, o semáforo, o motor do carro e até mesmo o volante que parecia tão mais pesado do que antes. E quando o caminho que parecia tão longo se findou, tudo dentro de si dava voltas, por isso o Jung não quis reagir quando o taxista segurou seu pulso assim que chegaram a um Motel.

A recepcionista nada dizia, apenas recolheu o dinheiro que foi deixado em cima do balção, exatamente a quantia certa, entregou as chaves do quarto dez e não ofertou preservativos ou brinquedinhos, também não perguntou quanto tempo ficariam ou se precisavam contratar o pernoite. Aquele casal não precisava disso, pensou, pelo simples fato de conhecer os dois bem demais, saber cada gosto deles. Por isso ela suspirou e se deixou voltar a leitura que estava tendo. O salto do Jung batia com força pelo piso do local, ele estava sendo arrastado com força e sem cuidado, duvidando se conseguiria manter-se firme sobre o sapato alto que usava.

Logo o quarto dez foi aberto da forma mais rápida possível, nem o pequeno defeito no trinco o incomodou, o taxista o conhecia bem e já sabia como fazer para que a porta não desse mais trabalho do que já dera antes a ele. Continuando com o senso desesperado ele puxou o rapaz e o empurrou para dentro do quarto escuro. HoSeok tremeu diante daquilo, detestava a velha simpatia que tinha de fazer sexo sem luz alguma e só depois do orgasmos se mostrar em meio a luz ligada. Não queria que fosse feito daquele jeito. Estava pronto para dizer isso quando se assustou com as luzes sendo ligadas. Todas elas, até a do pequeno abaju que ficava ao lado da cama e que era relvante, mas que deixou tudo mais claro. HoSeok se encolheu um pouco, de repente estava sentindo frio. Estava desconfortável e nem o olhar queimante do homem a sua frente lhe fez parar de tremer. Era uma sensação nova, nunca tinha sentido aquilo e por incrível que pareça, estava com medo. Muito medo. Mas esse sentimento se dissipou assim que o rapaz o puxou com brutalidade – lhe fazendo soltar um gritinho de pura surpresa – para os seus braços.

Ele nunca tinha ganhado um abraço assim, com aquela quentura e aquele nível de sentimentos. Foi tão terno e simples, mas, ao mesmo tempo, cheio de significado. Ele achou que seria o momento para colocar um pouco mais de si para fora. Aquela vez entre eles não era uma vez qualquer.

– TaeHyung eu… – tentou dizer, mas o outro não permitiu. Seu coração estava tão acelerado que fez o Jung se calar. Ele queria sentir mais.

– Me desculpa HoSeok hyung, me desculpa meu amor. Eu te amo, te amo mais do que tudo, mais do que a minha vida. Por favor, não me deixa. Vamos superar essa parte ruim da nossa relação e ser felizes de novo. Eu não quero te perder, eu não quero ficar sem a única pessoa que me mantêm vivo. E não deixa as dificuldades te fazerem pensar que a morte é a única solução, porque não é. Se mantenha vivo ao meu lado. Eu te amo tanto hyung, seja meu, sempre meu. – o Kim disse entre soluços, fazendo o coração do outro apertar.

– Eu já sou seu, TaeTae. E nunca vou deixar de ser.  


Notas Finais


Suspirando de amores por esses dois.
Amanhã ´emeu aniversário, vamos amar Vhope muito nesse dia.


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