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História Torre Paraíso - Máfia Dragon Cry - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi meus leitores queridos temos alguns avisos:
• Essa é uma história sobre a MÁFIA por isso vai ter VIOLÊNCIA, DROGAS E SEXO.
• Por estar inserida nesse mundo termos PALAVRÕES e LINGUAGEM DE BAIXO CALÃO
• A realidade dos personagens é outra e por isso eles vão ter atitudes HUMANAS que não vão agrada-los por não ser CORRETAS

Capítulo 1 - Prisioneiras da Bastilha


Torre paraíso - Máfia Dragon Cry 

Por: Agatha Pandora 

CAPÍTULO UM

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Torre Paraíso (Sistema-R), Fiore.

Em algum lugar perto da fronteira com Seven.

Sinceramente Lucy não gostava do clarão do dia. Remexendo-se sobre o colchão duro e gelado ela abriu os olhos, não se lembrava de nada antes de chegar a Torre Paraíso, já fazia 18 anos que vivia naquele inferno. Ela era uma garota atenciosa e muito observadora, que exercia grande influência sobre as companheiras de quarto, não por sua aparência ou a habilidade indiscutível para roubar, mas porque tinha uma grande imaginação: inventava histórias e as sabia contar como ninguém.

Quando contava uma história — tanto as conhecidas como as inventadas na hora —, Lucy interpretava os papéis de cada personagem e transportava a plateia para mundos encantados. Esquecida de que falava para outras meninas, vivia a vida dos magos, reis e heróis como se fossem reais.

E esperança era uma coisa rara em um lugar como aquele.

Aquilo ajudava a se esquecer do cômodo pequeno que dividia com Erza, Juvia e Levy. Olhou as paredes sujas e esburacadas, uma lareira que há muito tempo não era usada e as cama velha, com os colchões pequenos e duros e cobertas rasgadas. Ela segurou a vontade de suspirar e observou o teto inclinado, na parte mais alta do teto havia uma claraboia. A sua cama ficava logo embaixo e por isso era sempre a primeira a acordar uma vez que a única luz que entrava era por ali.

Erza já havia se voluntariado para trocar de lugar com ela, mas a noite, a pequena claraboia deixava um vislumbre do céu triste e cinzento. E quando Lucy olhava aquelas pequenas estrelas brilhantes ela se permitia sonhar, o que só era interrompido pelos barulhos dos ratos andando nos assoalhos.

Foi quando um barulho chamou sua atenção, na cama recém colocada estava Levy, uma menina baixinha e magricela com cabelos azuis, ela havia chegado há alguns anos e todas as noites chorava. Tinha apenas 16 anos, mas tinha um presente que nenhuma das suas companheiras possuía: memórias de seus pais. Uma família. Pessoas presentes que a amaram e cuidaram dela. Até serem mortas pela Torre Paraíso.

Lucy se esgueirou com leveza sobre o chão empoeirado, sem fazer barulho, e se colocou ao lado da menina que levou um susto.

- Sei que as coisas parecem ruins agora, mas você vai conseguir. – ela sussurrou em seu ouvido enquanto acariciava seus cabelos sujos e bagunçados.

- Acha mesmo que podemos viver aqui, Lu-chan? — perguntou examinando em detalhes a pobreza do quarto enquanto agarrava a camiseta furada de Lucy.

- Acho que sim. Se imaginarmos que tudo é diferente, quem sabe? – Lucy ainda não havia imaginado nada. – Sabe que não é tão ruim? Olhe como o sótão é alto! Está vendo aquela janelinha ali em cima? Dá pra ver uma porção de coisas...

- Que coisas? — quis saber Levy, interessada. Seu choro se acalmando aos poucos.

Então Lucy mostrou-lhe as chaminés, a fumaça subindo para o céu e os outros telhados, com claraboias idênticas. Os pardais, saltitando de um lado a outro como se fossem gente. Levy olhava tudo, encantada.

- Muita gente viveu em lugares piores, não é verdade? Pense em João e Maria... Os prisioneiros da Bastilha... É isso, Levy! — Lucy começou a se empolgar. Se trabalhassem direito tinham direito a ir a escola, aprendiam história, português e matemática e dependendo do programa que você estava inserido até outras línguas! Aquilo parecia maravilhoso para garotas que só conheciam a dor. Foi quando Lucy se lembrou do livro que havia roubado da professora e sua mente começou a trabalhar. — Somos prisioneiras na Bastilha e Miss Ultear é nosso carcereiro.

- Vou imaginar essas histórias e isso será um consolo para mim! – Levy comentou com um pequeno sorriso se agarrando na fagulha de esperança. – Porque aquela janelinha está escura?

Levy perguntou olhando outra janela com a mesma claraboia.

- Porque a casa está vazia, por enquanto. Gostaria que um garoto da minha idade viesse morar ali, para podermos conversar. Nunca conversei com um garoto antes. Gostaria também de alimentar os pardais, mas não tenho nada para dar a eles.

- Lucy, eu tenho! – exclamou Erza da sua cama, ela era uma garota forte com toda a certeza.

A loira sorriu sem se surpreender por ela estar acordada, Lucy admirava sua disciplina e esforço. Sempre vigilante e preocupada com o bem estar delas.

Lucy foi a primeira garota no quarto e ficou meses sozinha antes de Erza chegar. Ela era mais velha, já tinha 19 anos e foi endurecendo conforme o tempo. Se lembrava de vê-la chorar e gritar sem saber quem era e foi aí que lhe deu o sobrenome de Scarlett por causa de seus cabelos de fogo.

Era um sobrenome forte para uma garota forte, como Lucy sempre dizia.

Tirando do bolso um pedaço de bolo, a ruiva estendeu-o para os passarinhos. Lucy assoviou baixinho, tentando atraí-los. Desconfiados, eles demoraram a aceitar as migalhas. Por fim, aproximaram-se e comeram.

Levy ficou eufórica enquanto Erza e Lucy forçavam olhares cúmplices. Mas quando Miss Ultear chegou para levar Erza aos trabalhos na mina e puxou Levy pelo braço, Lucy sentiu-se triste como um prisioneiro que volta sozinho à cela depois de receber visitas.

Olhou ao redor.

O encanto tinha se quebrado. O quarto era frio; a cama, dura; as paredes, sujas. Não dava para fingir que o sótão era um lugar mágico.

- Não é o barco na água, mas a água no barco que o faz afundar... – Juvia disse de maneira simples olhando para Lucy, ela estava sentada sobre sua cama com os joelhos contra o peito.

Ela tinha os cabelos lisos e azuis e era tão pálida quanto a neve e por ser bem magra e mal tratada parecia ser um espectro afogado. Era uma imagem de dar medo, mas Lucy nutria um grande carinho e apreço pela a garota.

Ela era a única que parecia entender a gravidade da situação, era fria e calculista. Muito quebrada para uma garota de 16 anos.

- Sinto como se estivesse me afogando fora d'água. – Lucy comentou e deixou que a tristeza e a solidão a abraçassem por um segundo.

Foi quando um leve ruído chamou a atenção das garotas. Farejando as migalhas do bolo de Erza, caídas no assoalho, um rato esperava, sentado nas patas traseiras. Como os pardais, parecia temeroso de se aproximar. Por alguns minutos, Juvia e o rato fitaram-se, imóveis.

Juvia pensou: “Ninguém gosta de ratos. Mas... que culpa ele tem de ter nascido rato? Eu preferia ser livre, mas o mundo não me deu essa escolha. Talvez ser um rato não seja tão ruim...”

Sentindo, talvez, que não havia perigo de ser atacado, o rato avançou e abocanhou as migalhas de bolo. Depois, correu para um buraco na parede.

— Vou batizá-lo de Tempestade — disse Juvia com os olhos brilhantes, estar perto de Lucy e suas histórias mirabolantes fazia com que o peso em seus ombros diminuísse.

— Volte quando quiser, Tempestade! Leve um pedaço de bolo para sua mulher. Coitadinho, deve ter família para sustentar dentro dessa parede... – Lucy terminou o discurso com o tom que usava quando contava suas histórias. Juvia a encarou com um pequeno sorriso, sentindo que talvez as coisas não fossem tão ruins.

Parecendo ter entendido, o rato saiu de dentro do buraco, encarou-a com seus olhinhos cinzentos, abocanhou mais uma migalha e tornou a desaparecer.


Notas Finais


Então entidades perdidas e vagantes...
O que acharam?
O que é a Torre Paraíso?
Por que elas estão lá?
Esclarecendo...
No momento:
Lucy tem 18 anos e Erza 19 e as duas estão desde pequenas na torre.
Juvia tem 16 anos e já faz 11 anos que esta lá.
Levy também tem 16 anos, mas chegou com 12 anos na Torre.


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