História Torres Gêmeas - Capítulo 5


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah
Visualizações 18
Palavras 1.877
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - 05x01


As unhas de Camila batucavam levemente sobre seu notebook que estava em seu colo, a página aberta mostrava um homem com cerca de oitenta anos ao lado de outro homem, ambos esbanjavam sorrisos e se encontravam bem vestidos. A esquerda, estava Paul e a sua direita, Jackson, o pai do traficante. A latina se manteve presa ao perfil de Jackson, encontrado no Facebook, e encontrou uma única foto do senhor com seu filho, então não perdeu seu tempo e buscou nos comentários alguém que poderia ser mais próximo de Paul.

O silêncio da noite a ajudava a pensar e agradecia aos céus por Dinah estar ocupada com o jantar, assim pouparia explicações sobre o que ela tanto procurava. Mas tudo no perfil era antigo, visto que o senhor havia falecido e estava dado como morto e se perguntou se deveria procurar por algo, ou se sequer valeria a pena. As chances de não dar em lugar algum era alta, mas ela não poderia parar agora, poderia?

Respondendo a si mesma, voltou ao topo da página e buscou mais informações entre os diversos “Saudades” “É uma pena que tenha ido” “Luto!!” e encontrou um endereço, que a dois anos atrás serviu como um convite para o enterro do senhor e puxou seu celular, abrindo as notas e anotando o local.

– Caralho! — Um grito ecoou pela casa, seguido de dois estrondos fortes que alertou a latina.

— Cheechee? — O tom preocupado de Camila se sobressaiu, e fechou o notebook levantando da cama e caminhando a passos rápidos até o andar debaixo — Dinah!

Uma labareda queimava fortemente no fogão e duas panelas jaziam no chão junto de um ensopado e carne, enquanto Dinah estava com as mãos embaixo da água da torneira. Camila tratou de buscar o extintor de incêndio na sala e tentou inutilmente aciona-ló quando a mãe-ursa o tomou de si e apagou o fogo com rapidez, suspirando de alívio e depois, desânimo ao ver seu ovo tostado acima da frigideira.

— Merda — Largou o extintor e pegou um pano, para poder segurar a aste da frigideira e a jogou na pia.

— O que você fez?! — Dinah virou o rosto, abrindo um sorriso amarelo e encolheu os ombros.

— Um ovo?

— Um ovo? — A latina cruzou os braços e a maior se encolheu ainda mais, se escorando na pia.

— Sim? — Camila arqueou as sobrancelhas — É, sim. Um ovo.

— E como você conseguiu fazer isso — Apontou para a frigideira e as panelas com comida no chão — fazendo um ovo?

Dinah se manteve calada encarando as orbes castanhas e bravas de Camila e deu de ombros, recusando a explicar sua façanha e a latina respirou fundo, fechando os olhos. Por Deus, ela estava lidando com uma adulta ou uma criança?

— Você sabe que essa era a nossa última reserva do mês, Dinah! Não tem nenhum mercado aberto essas horas!

— Foi sem querer, Chancho. Eu me distraí — Formou um bico infantil nos lábios esperando por perdão e a morena grunhiu, dando as costas a mais nova.

— Limpa isso – Pegou as chaves acima da mesa e subiu atrás de um casaco. Com sorte, encontraria algo aberto às onze horas da noite pelo bairro.

Mesmo morando em duas em um apartamento pequeno, era difícil se manter com tantas contas. Água, luz, internet, cartão, celular, carro, mantimentos e faculdade. Dividiam os valores entre si e sobrava pouco para uso do próprio prazer, de forma que sobreviviam com o básico e alguns abusos no qual arcavam com o dinheiro depois, e no fim de mês, o estoque de comida delas já estava precário de forma que foi decidido que no dia seguinte fariam as compras. Mas agora, Camila teria de adiar isto para poderem jantar e almoçarem hoje e amanhã.

— Onde você vai? — A mãe-ursa perguntou mais alerta ao ver a latina arrumada e com a chave em mãos.

— Comprar a nossa janta — Respondeu mal-humorada cruzando a porta. — E eu não vou querer comer na sujeira.

Alfinetou sobre o estado da cozinha e saiu, fechando a porta. Em sua mente, tentou entender como sua amiga conseguiu fazer a proeza de colocar fogo em um ovo e destruir um jantar completo em questão de minutos e foi em direção ao centro comercial do bairro, buscando com o olhar algo aberto mas todas as portas se encontravam fechadas. Sua barriga roncou, anunciando a fome por estar tanto tempo ser comer e mordeu os lábios atravessando a rua. Esperava que o mercado da rua detrás estivesse aberto, ou então qualquer restaurante barato para poder financiar o seu jantar e o alívio transpareceu em sua postura ao ver as luzes e portas abertas de um mercadinho.

Sorriu para a balconista ao cruzar as portas mas esta parecia ocupada demais em seu celular para notar, então a latina seguiu reto para as seções alimentícias e analisou com cuidado o que estava disposto, checando o preço e data de validade, afim de evitar algum distúrbio por comida estragada. Pegou quatro pacotes de macarrão instantâneo do mesmo sabor e uma caixa de café, notando enfim que seria mais fácil caso tivesse uma cesta ou carrinho para guardar os itens escolhidos. Mesmo que estivesse ali para comprar o básico já que no dia seguinte faria a despesa, aproveitaria que já estava ali para levar um pouco a mais.

— Com licença, moça? — Um homem apareceu em sua frente ao virar de corredor e Camila arqueou a sobrancelha vendo-o envergonhado com o celular em mãos — Você pode me ajudar?

— Eu não trabalho aqui — Anunciou entrando no corredor e buscando a única marca de shampoo que ela e Dinah usavam.

— Não, é que a minha mulher me pediu para comprar um absorvente pra ela e sabe, eu não entendo disso.

— Ah... Claro. Qual ela quer? — A latina caminhou ao lado do homem que tinha o dobro de seu tamanho até o meio do corredor e deduziu, pela sua boca entreaberta e falta de palavras, que nem mesmo ele sabia. — Não se lembra de nada?

— Eu vou ligar pra ela.

– Bem melhor – Sorriu em compreensão vendo-o chamar para a mulher.

— Ally, amor? Qual era o que você queria mesmo? — Um minuto de silêncio reinou enquanto sua cara se transformou numa careta de confusão — Espera, quê?

Camila deixou de prestar atenção nele e se focou nos protetores íntimos, pegando dois pacotes de tampões e o mais alto a cutucou levemente, estendendo o celular. Ela o tomou para si, vendo brevemente o contato salvo como “Cat” seguido de um coração e o aproximou do ouvido.

— Alô? — Chamou, ouvindo um farfalhar seguido de uma resposta animada:

— Ah, olá! Mil perdões pelo Troy, você não sabe quanta vergonha estou sentindo agora — A latina riu brevemente e balançou a cabeça negativamente, se lembrando depois que a mulher não estava vendo.

— Não tem problema, fico feliz em ajudar — Camila olhou para Troy que parecia perdido naquela sessão.

— Eu não quero roubar seu tempo.. — Cortou a fala, esperando por um nome.

— Camila.

— Isso, Camila. Você poderia pegar um noturno sem abas grande, por favor?

— Um segundo — Buscou com o olhar o pacote com o olhar e se esticou para pegar — Prontinho.

— Muito obrigada! E mais uma vez, me perdoe pelo inconveniente — Agradeceu, e a latina sorriu novamente achando aquilo fofo.

— Claro, disponha — Esticou o aparelho para Troy que aguardava pacientemente junto do absorvente pedido e ele a agradeceu com um sorriso aliviado.

— Obrigado — Camila assentiu, voltando as suas compras, tentando segurar as coisas sem derrubar quando Troy esticou o braço, pegando metade de suas mãos — Me deixe te ajudar.

— Obrigada, mas não precisa.

Tentou ser educada, achando na verdade que sua atitude, por mais que tenha sido boa, foi desnecessária. Retirar suas compras de sua mão era incomum, e um tanto quanto rude mas o mais alto pareceu nem se importar com esse detalhe, dando um breve sorriso.

— É o mínimo que posso fazer por ter salvado minha pele de uma discussão com a minha mulher.

— Certo.. — Murmurou em resposta, sentindo vontade de finalizar as compras no mesmo momento e começou a caminhar até o caixa com ele em seu encalço e parou na fila mais vazia, logo atrás de uma senhora de idade.

— Ally teria me matado se eu chegasse em casa com o errado de novo — Troy falou se referindo ao absorvente e Camila o olho por cima dos ombros sem nenhum interesse real — É por isso que ela nunca me pede pra comprar pra ela.

— É normal você não entender disso.

— Um dia eu acerto — Assim que a senhora liberou o caixa, as compras foram colocadas acima do caixa e a latina foi empacotar.

— Tenho certeza disso — Pagou suas compras e ajustou as sacolas no braço enquanto Troy procurava a carteira — Obrigada pela ajuda, tenha uma boa noite.

— Ah, claro. Boa noite, Camila — Desejou vendo a morena seguir seu caminho para fora do mercado.

Aquela situação tinha sido intrigante, pensou ela retornando o mesmo caminho para casa. A latina não esperava ajudar um homem a comprar um absorvente, e filosofou em sua cabeça a injustiça biológica por apenas mulheres menstruarem, ou como diria a Jane, ter um mar vermelho por entre as pernas. Acabou rindo sozinha na rua, atraindo a atenção do casal que passava ao seu lado e pouco se importou, percebendo que apenas uma ida ao mercado melhorou seu humor que a minutos atrás, estava um pouco sombrio pelo fato de ter de sair tão tarde para poder comer algo. E novamente, se perguntou como seria capaz alguém de fazer labaredas com um simples ovo.

E prometeu a si mesma que não deixaria Dinah se aproximar da cozinha por um bom tempo.

— Cheechee? — Gritou pela amiga, recebendo o silêncio como resposta. — Dinah?

Nem um único som. Camila trancou a porta após cruza-lá, encontrando a mãe-ursa esparramada no sofá completamente torta e suspirou, deixando as compras no sofá de dois lugares e se abaixando para observar a amiga que babava.

— Cheechee.. — Murmurou cutucando-a sem resposta alguma e usou um pouco mais de força, balançando a psicóloga — Cheechee!

— Não — Respondeu num fio de voz sonolento, virando o rosto para o outro lado e a latina tentou novamente, cutucando desta vez sua bochecha exposta — O quê?

— Vamos pra cama — A morena deu as costas para Camila, que suspirou longamente e se levantou, puxando seu braço — Vem, Cheechee.

Dinah abriu os olhos o suficiente para identificar a amiga e voltou à grunhir de desgosto — Aqui tá gostoso

— Você vai ficar com dor depois, Dinah. Vamos logo — E se rendendo aos comandos da menor, ela se levantou e foi cambaleando até o andar de cima.

Sabendo que ela iria direto para a cama, a latina pegou as compras novamente e foi até a cozinha para guarda-lás antes de seguir a psicóloga. Sua fome não era maior que sua vontade de seguir a mãe-ursa num belo sono, então deixaria para o dia seguinte acabar com o ronco que sua barriga produziu.

E pela segunda vez naquela noite, encontrou Dinah esparramada num sono invejável de tão tranquilo, e afim de evitar um resfriado, cobriu a maior com um lençol e beijou a sua mão antes de se deitar na cama ao lado.

— Boa noite, Chancho — Dinah surpreendeu a morena ao se pronunciar, tirando um sorriso de seus lábios.

— Boa noite, Cheechee.

Minutos depois, ela foi embalada num sono profundo.



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