História Total Eclipse - Capítulo 24


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chansoo, History, Jongxing, Kaixing, Kay, Krischen, Monster, Overdose, Sebaek, Taoho, Xiuhan, Yaoi
Visualizações 109
Palavras 3.601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Família (Final da Segunda Temporada)


Eles saíram nos dois carros com mais lugares. Daniel, Jackson e Youngjae estavam junto, afinal Suho pediria o garoto que era seu ficante em namoro. Daniel estava como acompanhante de Kyungsoo e Jackson de Tao. Kai e Lay tiveram que esperar na entrada da igreja enquanto os demais tomavam seus lugares, perto do altar por serem convidados de honra, que enquanto passavam, todos ficavam olhando.

A cerimônia iniciou e logo Kai já estava no altar, afinal ele substituía a representação do seu avô, que já era falecido, e havia entrado com sua avó que também já estava bem velhinha. A mãe de Lay entrou também, mas sozinha. O pai de Lay não entraria no lugar do pai de sua irmã, então estava em um banco como convidado regular. Sua mãe era viúva do primeiro casamento, e dentre os irmãos mais velhos, Lulu escolhera Yixing para a acompanhar. Era o irmão que ela mais tinha intimidade, mesmo sendo apenas meio-irmão.

Kai observou Lay entrar com sua futura madrasta, ele se sentia cada vez mais estranho com o chinês por perto.

O casamento de Lulu e Jeongwook correu bem. Kai vez ou outra olhava para suas duas irmãs mais velhas. Elas já eram casadas, eram por parte de mãe como Lay para sua irmã. Era uma árvore genealógica complicada. O pai de Kai havia se casado uma vez apenas antes, e ele era novo, quando a mãe de Jongin cuidava de duas gêmeas de cinco anos como mãe solteira. Kai era mestiço de espanhol, então desde pequeno ele falava a língua, o que ele manteve em segredo dos garotos, pois já tinha pele escura e não queria ser vítima de chacota. O casamento seria realizado conforme as tradições da família de Kai, que era cristã, em uma igreja, de terno, com a noiva em um vestido vermelho e branco, uma festa grande, sem Hanbok, e a cerimônia tradicional seria no dia seguinte, da maneira coreana de se realizar a cerimônia.

Conforme a tradição da própria família Kim, os filhos do casal tem de resgatar suas origens para lhes trazer a boa sorte dos antepassados, seja com um presente ou falando a língua mãe da família. A irmã de Lay não tinha filhos, então ele substituiria.

O primeiro foi Lay, que recebeu um livro falando da historia da família, em mandarim. Primeiro ele falava a frase em mandarim e logo depois a traduzia para coreano. Ele fechou o livro ao terminar de falar e entregou à irmã um pequeno vaso, com óleo dentro. Era significado de boa sorte para o casal segundo a tradição única da família Kim. Aquele pequeno vaso pertecia aos Zhang. Então era a vez de Jongin. Ele colocou os óculos que raramente colocava por apenas precisar quando a letra do que lia era muito pequena, deixando alguns deles surpresos por isso, ainda mais com o que viria em seguida. Kai recebeu o livro aberto na história da família Kim e começou a lê-la em espanhol perfeito, traduzindo sempre em seguida. Logicamente a família do pai do garoto era completamente mestiça, então todos entendiam, assim como a de Lay entendia o mandarim.

Kai terminou de ler e pronunciou seu nome de origem espanhola.

- Mi nombre es Paolo Lorenzo Gim. Desciendente de Juan Lorenzo Gim. Yo bendigo esta unión. Meu nome é Kim Jongin. Descendente de Kim Jeongwook. Eu abençoo esta união. - ele largou o livro e pegou o vaso, o mesmo que havia sido usado no casamento se seu pai com sua mãe, e entregou na mão do seu pai, se curvando em frente à ele antes de voltar para seu lugar. Todos os garotos, os outros onze e os namorados olhavam muito surpresos para aquele que até então não sabiam que se chamava Paolo ao invés de Jongin. Era estranho imaginar isso, mas fazia algum sentido agora a cor de sua pele, já que sua mãe era tão pálida.

Kai tirou os óculos e os guardou, recebendo o olhar curioso de Yixing, então fazendo um sinal discreto de que depois lhe contaria.

 

Passou a cerimônia e apenas dois terços dos convidados puderam ficar o suficiente para a festa. Como de costume, os convidados chegaram antes ao salão chique. Kai e Lay foram junto no carro dos recém-casados, mas em uma parte separada e não era possível ouvir as conversas do casal.

- Você é espanhol! - exclamou Lay, assim que os dois entraram no carro.

- Ah vá! Sério? Jura? Eu não sabia! - Kai revirou os olhos, suspirando e coçando os olhos. Havia sido uma longa cerimônia.

- Por quê não nos contou? Eu nem sabia que você fala espanhol! - Yixing fecchou a porta, então o carro começou a se mover.

- Era motivo de chacota quando cheguei na Coreia do Sul.

- Então você não é coreano mesmo? - perguntou, ainda mais surpreso.

- Não, eu sou. Nasci na Coreia. - ele jogou a cabeça para trás, descansando como podia com a gravata o apertando. - Com três anos, meu pai levou eu, as gêmeas, minhas irmãs, e minha mãe para a Espanha. Moramos lá por cinco anos e saímos para outro país. É outra tradição idiota. - bufou, surpreendendo o outro - Minha família tem muitas tradições. É ridículo. - se justificou.

- A minha também tem, mas eu acho... Que eu sigo todas. - ele mordeu o lábio pensando nisso. Talvez por isso se fechasse tanto a garotos e não deixassem eles passarem. Era tradicional demais.

- Não gosto das tradições da minha familia. A maioria eu não sigo. Acho que a única foi o casamento e falar mais de duas línguas.

- Fala mais que espanhol e coreano, Paolo? - o chinês perguntou com um pequeno sorrisinho e Kai sorriu de volta.

- Sim. Eu falo italiano. Morei três anos na Itália depois que saí da Espanha, então finalmente voltei para a Coreia do Sul. - ele abriu o botão da camisa atrás de sua gravata para poder respirar.

- Sortudo você. - Lay também apoiou a cabeça para trás e sorriu. Jongin nunca mais entenderia aquele garoto, que queria saber de sua vida e lhe tocava em casa. Lay estava agindo estranho e a última coisa que passaria pela cabeça de Kai era o motivo ser uma paixão.

Eles estacionaram no local da festa e esperaram. Apenas estavam esperando todos os convidados entrarem conforme a tradição. Assim que todos os convidados estavam presentes, um dos organizadores veio chamar os garotos ainda dentro do carro. Eles saíram e se ajeitaram, tanto as roupas quanto a maquiagem. Eles entraram primeiro. Primeiro os pais da noiva, e Lay iria junto com a mãe por estar como substituto, e depois os pais do noivo, aonde Kai iria junto com a sua avózinha para que fosse acompanhada também. O garoto amava muito a sua avó, ele havia passado uma boa parte de sua vida sob os cuidados dela enquanto os pais se divertiam ou trabalhavam.

Ele respirou fundo para se acalmar na entrada do local. Os noivos seriam os últimos a entrar. Da entrada Lay já conseguia ver os meninos sentados em uma mesa separada e VIP para os quinze juntos. Haviam mais sete garotos sentados perto deles, Kai sentia algo estranho neles. Algo que mexia com as forças. Eles também eram VIP, então imaginava que fosse da parte da irmã de Lay.

Assim que começou a música para a entrada deles, Lay e a mãe dele entraram, então Kai esperou alguns segundos para acompanhar sua avó em seu andar um pouco lento já pela idade dela. Seu pai era o caçula e a avó havia engravidado dele com quarenta e cinco anos.

Eles se colocaram em frente ao palco aonde estava o DJ e esperaram os noivos, que ficaram entre os "pais", conforme a tradição.

Os convidados se levantaram e fizeram uma fila para cumprimentar os noivos e dar os envelopes com seus presentes em dinheiro, que eles guardavam em uma caixinha que estava atrás deles. Eram muitos convidados, mas assim que isso acabou, era a vez da dança. Conforme a tradição, a noiva primeiro dançava com o noivo, depois com o pai e com o irmão mais velho, então ela apenas dançaria com o marido e Lay estaria ali pelos dois, tanto pai quanto irmão.

O garoto logo deu alguns passos e estendeu a mão pedindo uma dança com a irmã mais velha. Jeongwook sorriu antes de conceder a sua esposa para a dança e voltar para frente do palco.

- Preciso conversar com você. - afirmou Lay, assim que eles começaram a dançar.

- É algo que os outros não podem ouvir? - perguntou, com um pequeno sorriso.

- Sim. Eu estava esperando por esse momento pra falar. - ele girou a irmã no ar e continuou dançando com ela.

- Pode falar.

- O que você acha sobre relações do mesmo sexo? Tipo, homossexual? - perguntou, convicto do que estava fazendo.

- Que pergunta, hein? - ela deu uma risadinha - Olha, mano, eu não acho nada de mais. São relações comuns e tem amor envolvido.

- E se eu estivesse apaixonado por um homem? - ele girou LuLu mais uma vez.

- Você não era hetero? - perguntou, com uma sobrancelha erguida.

- Eu sou... Digo... Eu não sei. Eu sou hetero, mas... - Yixing olhou para Kai brevemente, sentindo seu coração saltar como nunca antes. - Eu gosto dele.

- Gosta mesmo? Tipo de verdade? - ela perguntou, com um sorriso estampdo no rosto.

- Sim... De verdade. - respondeu, com um suspiro. - É a primeira pessoa que eu gosto tanto assim... E eu sinto... Que eu preciso dele pra ser feliz.

- Então siga o que o seu coração mandar, maninho. - LuLu deu um beijo na testa do irmão ao pararem de dançar. - Só você pode dizer se é certo ou não esse relacionamento. - ela acariciou os ombros dele. - Boa sorte.

O irmão mais novo lhe sorriu antes do noivo vir buscá-la para sentarem um pouco.

Os noivos e as maes sentaram-se em uma mesa e Yixing sentou na mesa entre Kris e Tao, Kai sentou na outra, já que as duas eram de oito lugares, entre Suho e Sehun.

Durante a refeição que foi servida, considerada como jantar pela hora, Lay comia vagamente. Kai comia realmente muito, mas ainda era educado. Os outros aproveitavam e conversavam. Youngjae e Suho haviam sumido, os outros ainda comiam. Alguns já haviam acabado. Xiumin e Luhan bebiam uma batida de chocolate juntos, Kris bebia uma batida de abacaxi que dividia com Chen apenas de vez em quando, e Lay ainda estava preso no próprio mundo, na metade do primeiro prato decomida.

- Lay... - chamou Chen, estalando os dedos em frente ao rosto do garoto. - O que você tanto pensa?

Todos ali naquela mesa falavam mandarim, então simplesmente começara a comversar na língua. Lay saiu de seu devaneio para responder, com um pequeno sorriso.

- Numa conversa que eu tive com a minha irmã enquanto a gente dançava. - ele suspirou - Eu acho que vou chamar o Kai pra dançar...

Todos o olharam surpreso, mas Jackson, que estava ali junto, não havia prestado atenção.

- Ei... - chamou, baixo - Aquele ali não é o Zhang Peng? - perguntou, curioso enquanto via o cara apontado se levantar.

- Sim, acho que sim. Ele é primo terceiro da minha mãe, eu achco. - respondeu Lay.

- Uau, o V.A.V está no casamento da sua irmã. - disse Tao, um tanto impressionado. - Eles estão tão famosos ulimamente...

- Pois é... - mas Yixing travou quando viu a quem o garoto se dirigia. Era a Jongin. Ele cutucou o ombro do garoto e pediu para dançar com ele. Yixing sentiu o rosto fervendo de raiva.

- Tarde demais... - murmurou Luhan, quando Kai se levantou para dançar com Peng.

Yixing bufou. Ele não havia gostado disso.

 

Fazia mais de meia hora que Kai não voltava quando Lay decidiu se distrair. Ele roubou uma garrafa de vodka na cozinha e foi para os fundos da festa, no lado de fora, aonde tinham engradados no chão. Ele sentou em cima de um e abriu a vodka, começando a beber para se distrair. Ele pegou o celular e começou a beber e mexer em algo que fosse interessante. Havia finalmente conseguido se distrair.

Kai no salão procurava pelo agora tio, enquanto tirava o paletó e afrouxava a gravata.

- Alguém viu o Lay? - perguntou, na mesa dos chineses. Xiumin e Luhan estavam sorridentes, felizes por conta da bebida.

- Acho que ele foi lá pra trás. - Xiumin apontou para a porta por onde Lay havia passado. Ele estava falando ligeiramente arrastado já.

- Obrigado. - Jongin se encaminhou para aquele lugar, tirando a blusa de dentro da calça. Faziam horas já que estavam na festa.

Ele encontou o chinês no engradado, mexendo no celular, e andou até ele, vendo a garrafa em sua mão.

- Hyung? - perguntou, tirando a atenção do garoto do próprio celular. - Está bem?

- Estou. - ele respondeu, sorrindo e guardando o celular. - Só... Vim me distrair de tudo um pouco.

- Um pouco? - perguntou, sorrindo. - Está na metade da garrafa de vodka. E está falando arrastado. Bem arrastado.

Ele sentou ao lado do seu mais novo parente segundo a lei, em outro engradado, pegou a bebida e deu uma golada, apenas para ficar um pouco mais leve, então tampou a bebida e a colocou de lado, longe o mais velho.

- Veio pensar?

O chinês fez uma pausa para responder, tentando raciocinar.

- É. Acho que sim. - deu uma risadinha, meio bêbado mesmo.

- No quê, posso saber? - Kai o olhou curioso. Lay o olhou e percebeu o quanto ele era meigo. Kai era um bebê de aparência.

- Não sei... - suspirou, então pensou em algo que lhe deu um incômodo. Precisava perguntar. - Jongin...

- Sim? - o garoto o olhou outra vez.

- Como é beijar um garoto?

A pergunta repentina paralisou Kai. Lay pensava mesmo nessas coisas? Ele se viu em um dilema.

- Eu acho que é a mesma coisa que beijar uma menina. - ele riu - Bem, nunca tentei beijar uma menina. Mas um menino, depende de qual você beijar, pode ser ativo e tentar te dominar, isso não é raro. - parou um pouco para pensar. - Sabe... Como você agiria como uma menina. Tem meninos que fazem isso com outros meninos. Fora isso, é um beijo normal. Só que com um corpo masculino na sua frente.

- Você é desse tipo? - perguntou Yixing, olhando para "Paolo", que novamente ficou surpreso.

- Não. Acho que não. - Kai sorriu de leve, olhando para o céu. Estava completamente nublado e tinha certeza de que choveria mais tarde. - Eu acho que posso ser os dois. Eu me sinto mais passivo, mas ninguém é capaz de me dominar... Talvez não se sintam seguros porque eu sou grande e forte... Mas é... Acho que eu sou passivo mesmo.

Lay agradeceu mentalmente por estar bebado. Afinal, se não estivesse, não teria falado sobre seu desejo que lhe veio a mente.

- Me mostra. - pediu, ainda clm os olhos em Jongin.

- O quê? - Kai o olhou assustado.

- Me mostra. - repetiu Lay - Como é beijar um menino. Me mostra.

Kai ficou confuso com as palavras. Sabia que Lay estava bebado, entendia o que ele dizia, mas não lhe passava pela cabeça o que ele queria dizer. Até que Lay suspirou.

- Estou pedindo um beijo. É pra hoje ou tá difícil? - ele perguntou, se levantando. - Me diz se quer ou não. - massageou a testa por conta de uma fraca dor de cabeça. Kai se levantou surpreso.

Jongin não sabia o que sentir. Queria o beijo, mas da sua boca não queria sair o "sim".

- Ah, foda-se. - Lay ficou sem paciência e empurrou Jongin pelo peito, o encostando na parede e agarrando sua cintura. Tinha medo que Kai não gostasse e se teleportasse, mas pelo menos sabia que não precisaria ficar por baixo de Kai na cama. Agora era que ia investir. Mesmo estando grogue.

- Hyung... Você está bebado, vai se arr... - sua fala foi cortada pelos lábios do mais velho encostando nos seus de maneira carinhosa, mesmo assim necessitada.

Yixing o dominou, sendo o primeiro a fazer isso e conseguir. Jongin estava surpreso com o beijo ainda casto, mas logo conseguiu reagir e abraçar o pescoço do chinês, fechando seus olhos e se deixando aproveitar. Era seu primeiro e último beijo com o chinês para si. Imaginava que quando Lay ficasse sóbrio, ele se arrependeria e isso não aconteceria mais. Era quase inevitável esse pensamento. Sentiu a língua do Yixing querendo adentrar sua boca, e deu permissão, feliz pela iniciativa, mas em parte preocupado. Um bom beijo podia levar à sexo, eles não podiam fazer isso nem com Lay bebado nem naquele local. Kai sentiu a mão do outro descer em direção à sua bunda e a trouxe de volta para a cintura. Ele não queria nem podia ficar excitado.

- Yixing... Para. - pediu, interrompendo o beijo. Pelo menos estava sendo sensato.

- Pensei que quisesse. - murmurou Yixing - Você gosta de mim?

- Lay... Eu gosto, mas você tá meio bebado e não é bom fazer nada com você bebado. Quando ficar sóbrio vai se arrepender e colocar a culpa em mim. Então agora você vai voltar pro carro que levou a gente até a igreja e vai dormir um pouco, okay? - perguntou, acariciando o rosto dele e aproveitando o que tinha certeza que seria o contato mais próximo que teria com Lay para o resto de sua vida.

Ele pegou o celular, segurando Lay que depois de meia garrafa de vodka estava caindo, e ligou para Kris.

- Preciso da chave do carro.

 

Quando finalmente Lay estava devidamente confortável em um dos bancos bem reclinados, Kai suspirou, o olhando. O chinês havia dormido bem rápido. Ele era fofinho dormindo assim.

Jongin sentou no banco ao lado de Lay. Não precisavam mais fazer sala e as fotos já haviam sido tiradas no início. Estava já acabando a festa. Ele provavelmente já podia dormir a essa hora, então ele simplesmente se ajeitou confortavelmente e o fez, pensando mais no beijo de Lay do que em qualquer outra coisa. Ele sorriu sabendo que seria o último beijo, e que havia pelo menos o aproveitado.

No lado de dentro os meninos sabiam o que havia acontecido e explicavam por cima para os recém-casados. Eles se despediram formalmente e tiveram qeu ir embora. Não havia dado tempo de Suho falar qualquer coisa para Youngjae, mas usaria seu tempo no carro.

Suho ficou na direção e Youngjae ao seu lado, os outros se acomodaram naquele e no outro carro.

- Youngjae. - ele chamou, percebendo que todos já estavam dormindo. Eles tinham algum tempo de carro ainda pela frente.

- Diga. - respondeu Youngjae, com um sorrisinho.

- Vamos namorar. - mais afirmou Suho, fazendo o outro lhe olhar completamente surpreso.

- Isso é um pedido ou uma ordem?

- Nenhum dos dois. Estou apresentando os fatos. - disse Suho, fazendo Youngjae rir.

- Certo, mas pensei que a gente já estivesse namorando. Quer dizer, você me levou pra ir em um casamento. Quem leva um ficante em um casamento?

Suho deu um sorriso e Youngjae acariciou seu rosto, então lhe deu um beijo na bochecha.

- Eu gosto da ideia de namorar com você. - ele disse, sorrindo.

- É. Eu também gosto. - Suho sorriu e se virou brevemente para receber um selinho.

Eles sorriram e Youngjae pegou a mão livre do agora namorado, a acariciando.

- Então... Junmyeon... Será que eu posso dormir na sua casa? - perguntou, então finalmente Kai, que havia acordado com a conversa se intrometeu.

- Mas não era óbvio? A gente vai chegar depois da meia-noite. Ele não te mandaria embora.

- Cala a boquinha, Paolo. - brincou Suho, ainda dirigindo, e Youngjae deu uma risada nada discreta, tampando a boca para não acordar os outros - Vamos deixá-los dormir.

 

Ao chegar em casa, todos pensavam em dormir. Havia sido um longo dia e no dia seguinte seria o encerramento de sua escola, incluindo a formatura dos garotos do segundo ano, mas algo lhes prendeu na sala, como se fosse magnética, mas ao mesmo tempo era apenas um sentimento. Então eles olharam para a porta e viram um Heechul com uma expressão cansada e triste passar por ela. Ele não se aguentou, começando a chorar desesperadamente ao se encostar na porta. Todos ficaram imediatamente preocupados. Sehun e Kai ergueram seu mentor.

- O que aconteceu? - perguntou Kris, enquanto os garotos o sentavam no sofá. Era a primeira vez que aquele homem lhes parecia vulnerável.

- Eles se foram... - ele soluçou, Yuta e Johnny apareceram na sala. Alguns outros dos ajudantes de Heechul vieram junto. Jaejoong o ergueu no colo, já sabia o que havia acontecido. - Todos eles se foram... Minha família se foi...

Ee soluçou nais uma vez e os quinze ficaram confusos. Daniel, Youngjae e Jackson estavam junto e nem sequer sabiam quem era aquele cara.

- O que aocnteceu com ele? - perguntou Xiumin à Johnny, preocupado.

- Não é uma boa hora para explicar. - respondeu ele - Talvez outro dia.

Eles se retiraram com Heechul. Ninguém entendia o que acontecia. Era estranho ver Heechul naquele estado.



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