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História Touch - Capítulo 88


Escrita por: ToryXR7

Capítulo 88 - Capítulo LXXXVIII


"Quero ficar acordado a noite toda e entrar em algo que nunca vou esquecer. Quero ficar acordado e festejar o fim de semana todo e não saber quando parar. Quero dirigir durante a noite até o fim do mundo e ficar louco. Quero acordar com você e dizer: meu bem, vamos fazer tudo de novo" Never Enough (One Direction)

Quando acordei ainda estava segurando as mãos de Bash e ele segurando as minhas. Seus olhos estavam fechados e sua respiração era vagarosa e serena. Olhei o despertador atrás dele em minha mesa de cabeceira, ainda tínhamos tempo antes de meu despertador tocar, então me deixei observá-lo dormir. Sempre achei que fosse algo estranho, mas me deixou tão relaxada vê-lo assim, calmo em meus braços que nem tive coragem de me mexer ou desviar os olhos.

Foi algo mágico observar ele despertando gradualmente, mexendo-se aos poucos, a respiração mudando, os olhos abrindo e se acostumando a luz, a surpresa quando me viu observá-lo e a risada rouca, quase um ronronado. Seus olhos também me observaram e eu lembrei que estava só de sutiã, então puxei um pouco o cobertor.

- Está com vergonha? Também estou sem camisa – ele bocejou e mexeu a cabeça para alongar o pescoço.

- É diferente.

- É sim, mas não tem nada em você para sentir vergonha, este é seu corpo Maddie – respondeu, me abraçando e deitando a cabeça na altura de minha clavícula.

- Eu não sou perfeita – suspirei.

- Não, com certeza não é, se fosse não existiria e ainda bem que existe – ele concordou, então suspirou e senti sua respiração no vale entre meus seios. - Mas é uma pessoa maravilhosa e incrível em todos os aspectos. E é linda, muito linda, estonteante – seu cabelo estava com o cheiro do meu shampoo.

- Aceito seu elogio.

- Ia repetir até que você aceitasse – ele assoprou e eu suspirei. Deu outra risada rouca.

- Acho que nunca vi imagem mais bonita pela manhã – aí ele se afastou e olhou em meus olhos. - Acabei de achar outra – e apenas encostou nossos lábios, sem beijar.

- É assim que me diz "bom dia"? - perguntei.

- Não acredito em dizer isso, não pra você. Não te desejarei bom dia, vou ajudar a tornar ele bom – e o abracei, minhas mãos indo para seus ombros depois de percorrer suas costas.

Meu despertador tocou.

- Vamos tomar um último banho antes de ir para a floresta? - perguntou.

Tomei primeiro enquanto ele organizava suas mochilas. Quando descemos Nate estava bebendo café de sua caneca.

- Torrada, cereal, ovos… - comecei listar.

- Torrada, por favor – me ofereceu um sorriso ainda na escada e saiu para pegar seu saco de dormir.

- Então? - Nate deu um sorriso malicioso e mordeu uma torrada.

- Cale a boca – peguei minha caneca e uma xícara para Bash.

- Acho que não – riu.

- Eu falaria com você – lembrei.

- Mas não precisa – lembrou.

- Você falaria comigo?

Ele arrumou a postura.

- Temos que conversar de novo – e bebeu mais café.

- Eu vou surtar agora – avisei.

- Não imagine nada, ok?

- Não imaginar o quê? - perguntou minha mãe em seu robe de seda preto.

- Nate acha que eu e Bash somos coelhos – torci o nariz enquanto ele ria.

- Você e Nico estão quase amarrados um ao outro e quer falar da sua irmã? - ela pegou a caneca dela e colocou a minha frente, servi o café. - Pode pegar suco, não vai beber isso – avisou-me.

- Não estou amarrado a Nico – ele reclamou. - Meu namorado não dormiu comigo – resmungou.

- Você pediu? - minha mãe perguntou.

- Mas você chamou Bash.

- Ele estava sozinho do outro lado da rua – ela lembrou.

- Nico dorme sozinho quando Jean está de plantão.

- Nico dorme sozinho desde pequeno e está na janela da Maddie – peguei o suco e coloquei na caneca, bebendo enquanto discutiam. - Não fale comigo sobre Nico dormir sozinho, mocinho, eu e seu pai dormíamos com um rádio satélite debaixo do travesseiro para Nico nos chamar sempre que precisasse – uau, não sabia disso, nem Nate ao que parece. - Eu chamei Sebastian porque ele está mais longe – explicou calma.

- A senhora estava preocupada comigo? - Bash segurava um pacote grande cinza escuro e um retângulo como mochila nas costas, ele sorria.

- Claro, não gosto de pensar nas minhas crianças sozinhas – ela bebeu mais café e Sebastian sorriu, um daqueles sorrisos infantis que são raros.

Ele largou as bolsas e a abraçou.

- Aqui – ela puxou a xícara e entregou a ele para se afastar, que se sentou sorrindo ao lado de Nate.

Ouvi o barulho da chave na tranca, Nico entrou pela porta da cozinha.

- Bom dia gente, bom dia sogra – beijou a bochecha dela e deixou as mochilas com as bolsas de Bash. - O que é isso? - questionou o retângulo que Sebastian trouxe.

- Eu lembrei que tinha uma mesa de camping – ele explicou.

- Ah, isso é legal, tenho que pegar o fogão no porão – e Nico saiu de novo.

- Vocês dois – minha mãe apontou para mim e Nate. Estendi um prato com torrada para Bash que estava nos observando, mas comeu uma com geleia de pêra, quando percebeu fez uma careta e pareceu gostar em seguida.

- Quer falar com a gente? - perguntei pegando cereal e me servindo.

- Quero dizer que meus genros são mais carinhosos que vocês – e cruzou os braços saindo.

Olhei para Nate, que estava tão confuso quanto eu.

- Ela está estressada com aquele relatório, pode perder uma das pesquisas, teve sorte de ter suas férias para esse mês – expliquei a ele o que entendi.

- Ela sempre fica meio desequilibrada com problemas do trabalho, é muito empenhada e organizada – Nate concordou, mais para nos convencer.

- Por que estão criando uma pergunta? Ela já deu a resposta – Sebastian discordou.

- O quê? - Nate questionou.

- Eu não quero ser chato nem nada, mas a mãe de vocês fica fora a maior parte do ano, ela está aqui e vocês agem como se ela nunca tivesse ido, ela quer mais atenção – ele explicou.

Nate pensou, eu ponderei enquanto colocava o leite e procurava uma colher.

Depois que acabei de comer Bash nos disse para falar com ela e que levaria as coisas para o carro com Nico.

Minha mãe estava no escritório e alegou que acabaria aquilo hoje.

- Desculpe por sair tanto e não passarmos mais tempo juntos – eu disse.

- Do que está falando? Vocês ficam me olhando pintar toda noite e conversamos tanto que minha garganta está arranhando – ela respondeu.

- Então... - Nate sentou na cadeira em frente a mesa, quando meu pai quer dar um sermão enfático nos faz sentar ali.

- Eu estou estressada com essa merda aqui e com o fato de que meus filhos amadureceram, eu vou superar, relaxem – sorriu. - Nathaniel, para mim você está florescendo lindamente. Maddie, você está crescendo tudo que tinha pra crescer nesses anos, espero que continuem assim – ela completou. - Agora venham aqui e me abracem, porque não fazemos muito isso, mas nossos abraços são especiais por esse motivo – e nos mandou descer depois de nos apertar.

Meu pai chegou minutos depois que todos chegaram aqui e começamos a organizar os carros.

Foi fofinho quando meus pais e Jean acenaram para a gente, os pais de Bash ainda devem estar dormindo.

O local só não era longe porque a cidade é bem pequena, mas demoramos até achar nossa clareira. Saí do carro e chequei se o banheiro estava limpo, se não fosse pelo banheiro era só pararmos na estada antiga e achar um lugar com a grama baixa. Mas a daqui está aparada e tem marcas de estacas que seguravam barracas.

Lou e Pete vão cuidar da comida, o resto de nós vai procurar lenha, gravetos, na verdade, mas Pete trouxe uma serra se acharmos uma árvore caída ou um tronco grande jogado por sorte. Mas antes de tudo montamos nossas barracas. Lou e Nao jogaram pedra, papel e tesoura para dividir a barraca com Pete e não Louis, apenas para irritar o garoto. Bash achou divertido, entrou na brincadeira e cantarolou ao redor delas que dormiria com a namorada dele.

Foi uma cena tão rápida que até pensei "quem é a namorada dele?" e lembrei que era eu.

Lou perdeu.

- Pois é, vamos montar nossa barraca – ela pulou para Louis. - Vamos colocar uma placa com Lou, pode ser eu pode ser você, ninguém sabe – ela fez o garoto irritado sorrir.

- Onde quer arrumar a barraca? - perguntou-me Bash.

- Gostei daquela árvore, quero colocar ali - apontei, ele concordou e pegou minha barraca. Espalhamos as barracas para não... Pete disse que se ouvisse um de nós fazendo algum som que não fosse de um inseto ele surtaria.

Nate olhou para mim, eu olhei para Nate. E todo mundo ignorou Pete, mas fizemos o que ele pediu.

Bash não sabia como manter a barraca de pé enquanto eu prendia as estacas, então Nico, que já havia terminado, veio me ajudar.

- Pensei que tivesse espaço sobrando no Canadá – Nico disse assim que terminamos. - Florestas para todo lado e tal.

- Eu já acampei, mas nunca aprendi a montar uma barraca – ele se defendeu. - E quem nasceu em uma cidade com nome de floresta não fui eu – ele apontou. Nico fez uma careta.

- Bash cinco, Nico dois – pontuei.

- Eu daria dois pontos por essa – Nico sorri, Bash pisca pra ele. - Você realmente está melhorando nos argumentos.

E ficou por isso, eu achando fofo a irritação dele e Pete dizendo que era escoteiro. Então fomos todos pegar lenha, menos Lou e Pete, eles queriam mesmo deixar a comida arrumada.

- Bash, a Maddie se perde na floresta, não a perca de vista, por favor – Nathaniel pediu.

- Eu não me perco há...

- Fomos ao Wallmart ontem e te perdemos por cinco minutos – Bash pegou minha mão. - Aí você apareceu com vodka verde fluorescente - sorriu. Ele fica bem cercado por árvores, seu perfume amadeirado se destacava mesmo com os pinheiros que brigavam pelo espaço de outras espécies de árvore.

- Eu me perco por que me distraio, aqui só tem árvores, você é minha única distração – dei de ombros.

- Bom saber – ele sorriu. - Podemos nos perder juntos então – brincou.

- Nate surtaria – eu disse e ele riu.

- Tudo bem, nos perderemos quando ele não estiver por perto – e nos colocamos no trabalho de pegar os gravetos.

Quando voltamos Pete veio me perguntar da minha caixinha de som, estava na minha mochila.

Há uns anos todos investimos em caixinhas Wonderboom. Espalhamos pela minha casa e meu pai e Jean anunciaram que deveria ser uma festa. Então fizemos uma festa. Nesse momento havia música para todo lado. Bash comprou uma quando soube que tínhamos essa coleção e sua caixinha tinha quebrado, Grace a quebrou.

- Quais jogos nós temos? - perguntou Louis quando estávamos juntando toda a pilha de galhos.

- Uno, baralho, algumas bolas, uns apps que podemos baixar e um "quem sou eu?" pra depois que Nico beber duas doses e começar a ficar agitado – foi Nate quem respondeu, jogando uma pilha enorme de galhos, Nico fez o mesmo.

- Bolas, então ainda podemos jogar basquete – Louis sussurrou.

- Cale a boca – Nico chutou o pé dele de leve.

- Pensei que fôssemos ao rio – disse, nem um pouco abalada, não tem como jogarmos ali, mas seria divertido jogar em breve.

- É, acho que está sol o suficiente – Bash concordou. - Onde fica o rio?

Era possível escutar a água correr de onde estávamos, mas não ver.

- Bem naquela direção – Nao apontou para o lado contrário à trilha onde nossos carros estavam estacionados em fila.

- Podemos deixar tudo aqui e ir lá?

- Nós pagamos pra isso – concordei.

- Nunca aconteceu nada Bash, relaxa, é seguro – Nao o respondeu.

Ajudei Louis a começar a assar hambúrgueres que o pai dele fez para nós. Havia alguns de soja para Lou.

Bash fez um molho que Nao observou a preparação bem de perto com uma careta de desgosto, mas quando ele a percebeu pegou um dos nachos, molhou e ela provou por insistência dele, gostou.

- Se tudo no Canadá tiver esse gosto eu te acompanho na próxima ida – ela pegou mais e ele pareceu se divertir. Aproximei-me dos dois para cortar os pães, tão fofos brigando por molho.

- Aqui amor, diga que vai ao Canadá comigo também – ele pegou um nacho e abriu a boca, como que para me convencer a abrir a minha, Nao segurou a vontade de rir e eu comi, era realmente bom. - Eu adoro molho shoyo – ele admitiu.

- Isso foi fofo – minha amiga disse.

- Vem cá, eu dou pra você – Louis pegou um nacho, Bash lhe estendeu o molho e Naomi pareceu mais sorridente depois de comer mais. Montamos os hambúrgueres enquanto os outros levavam as coisas para as respectivas barracas.

Louis grelhava os hambúrgueres na churrasqueira elétrica. Eu cortava os pães e colocava alface e tomate que já estavam cortados. Naomi colocava o molho e distribuía em pratos de papel. Bash colocava Nachos e mais molho. Então terminamos rapidinho. É, a mesa dele era bem prática. Sentamos à mesa de piquenique que havia lá e comemos todos juntos. Assamos um de tofu e cogumelos para Louise.

Depois nos trocamos nas barracas e fomos para o rio, descalças. Coloquei uma camisa grande por cima de meu biquíni, mas a deixei na barraca em seguida, porque logo entraria na água mesmo. A mão de Bash na minha, o ar úmido por causa das árvores, o barulho da água cada vez mais próximo, eu estou aceitando que é um bom momento.

Quando chegamos a ponto de ver a água ele foi na frente, puxando-me. Eu estava pronta para sentar na margem e observá-los antes de realmente entrar.

- Não é grande, pensei que a correnteza fosse mais forte – ele sorriu, animado.

- Não, pode entrar, é seguro – Nao concordou com ele, ela já estava pronta para entrar. Então Nico apareceu por entre as árvores e correu para dentro, ele e Nate de mãos dadas jogando água para todos os lados, logo estavam encharcados. Um sorriso surgiu antes que eu percebesse.

- Vamos, deixa o celular, é a primeira vez que entrarei em águas estadunidenses – Bash riu.

- Isso aí, o primeiro afogamento do século vinte e um não pode ser seu – Pete deu tapinhas no ombro dele e foi puxar Lou, que estava deixando os óculos na raíz de uma árvore, para dentro do rio.

- A água só vai até os ombros da Lou nessa parte. Fica perto da nascente, por isso não é tão fundo. O chão não tem pedras, só areia, como a margem – expliquei.

- Isso foi tudo pensado?

- É – concordei. - Ficamos nessa mesma clareira desde pequenos, nossos pais nos traziam desde os oito – contei. - Mas foi meu pai que escolheu esse lugar, quando éramos ainda menores, aprendi a nadar bem aqui. Não é a mesma água ou o mesmo ar e nem a mesma areia sob seus pés, mas foi aqui – ele aproveitou que eu estava distraída e melancólica e puxou-me.

- Maddie, pare de enrolar. Saquei o lance filosófico.

- O quê? - sorri. - Está falando de Heráclito?

- Por que diabos…? Ok, ok, você fica muito gata de biquíni me dizendo nome de filósofos gregos. Foi muito fofo o que contou sobre aprender a nadar e, uau, mas estou realmente ansioso – ele estava com um sorriso enérgico, então entreguei-me. Depois de deixar os celulares ali perto fui com ele para a água. Nao estava com o celular dela em uma capa especial.

- E pela primeira vez temos Sebastian, entrando em águas, como ele disse a pouco...? - ela continuou.

- Estadunidenses – ele gritou e me afastei, era um momento dele. Entrei rapidamente e ri com os outros enquanto Nao narrava que ele havia mergulhado e apareceu ao meu lado. Eu ganhei um beijo molhado e mergulhamos juntos.

Logo ela estava dentro também. Mergulhos, jogar água um no outro, nadar, a água passando gentilmente por nós. Até a temperatura era perfeita.

Enquanto eu falava com Nico que deveríamos passar mais protetor Nate me puxou e me jogou para cima e eu caí na água. Era uma brincadeira.

- Okay, dessa vez você conseguiu – ele me abraçou quando eu submergi.

- Eu sempre consigo – riu. - Quer ir de novo?

- Não, estou bem, já foi um grande susto – discordei.

- Peguei a bola – Pete pareceu com a bola de vôlei, Nate me empurrou par anos apressarmos para nos juntar a ele. Brincamos na margem até cansar. Minhas mãos estavam bem vermelhas e já haviam fotos e vídeos nos celulares de todos. Quando peguei meu celular da mão de Nico havia umas vinte dele e Nate se beijando, ele e Nao numa selfie e atrás eu e Bash, eu estava tirando o protetor de perto do olho dele.

- Eu realmente gostei dessa – mostrei para Lou.

- Acho que podemos ter uma foto melhor de vocês dois – ela contou. Fizemos um grupo para mandar todas as fotos. Pegamos tudo e seguimos para o acampamento.

Bash parou em um momento e todos tivemos que parar.

- O que foi? - balancei seu braço.

- Esse vento...

- Eu coloquei seu antialérgico na minha mochila – e ele balançou a cabeça, concordando.

- Também colocou os remédios dela na sua mochila? - perguntou Louis.

- Estão no bolso – concordou.

- Legal, essa forma que cuidam um do outro – ele respondeu, apertei seu braço e ele sorriu para nós. Louis está a ponto de dobrar, eu entendo que ele precise disso. É difícil encaixar as partes macias de Sebastian quando se é pontiagudo como nós dois. Nico também teve problemas, sua superfície polida demais escorrega se não souber se agarrar.

Fomos em duplas para usar os chuveiros. Sério, eu adoro acampar, mas agradeço por ter esses blocos de concreto com eletricidade perto. A água é bem gelada e eu me sinto energizada. Minha dupla é Nico. Mas nem nos vimos, haviam dois boxes de chuveiro e dois com privadas. Preocupei-me em lavar meus pés sujos de terra e sair com eles limpos e secos dentro de tênis de cano alto. Mas continuei com shorts e uma blusa de alças.

Meu pai ligou no pôr do sol, na imagem havia ele e minha mãe no escritório, chamei Nate e confirmamos que estávamos bem e a salvo.

- Ótimo, então divirtam-se e podem ligar a qualquer hora – minha mãe desligou.

- Nate. Você quer conversar sobre o que quase contou mais cedo? - perguntei.

- Acho que seria uma boa – ele concordou e sentamos sobre uma toalha aos pés de uma árvore, a música estava alta e Louis e Lou estavam cantando ainda mais alto enquanto jogavam uma partida de Uno.

- Vamos colocar uma regra nisso – comecei. - Se um falar, o outro tem que falar também – completei.

- E não podemos nos julgar, porque é algo normal... ter relações – confirmou.

- Eu não consigo pensar em nada para ser "julgativo" - sussurrei. Riu.

- Se você se interessar por BDSM vou te ajudar a comprar os brinquedos – ele disse. Explodimos em risadas, ri até chorar e minha barriga e bochechas doerem.

- Se você se interessar por BDSM eu vou te ajudar a encontrar pomadas para hematomas.

- Sabe, se fizer direito não machuca, só dói na hora – ele explicou.

- Devo questionar sobre você saber isso? - sorri.

- Ah, mesmo motivo que você, mangás – contou.

Ficamos um pouco em silêncio. Rindo ao olhar em volta e um para o outro.

- Nós fizemos oral – ele contou.

- Então vamos usar termos formais – suspirei.

- Eu chupei o Nico, é isso que quer ouvir? - ele revirou os olhos e cruzou os braços.

- Depende, ele te chupou também? - puxei seus braços.

- Maddie?

- Reciprocidade Nathaniel – e ele riu.

- É – concordou.

- Isso parece legal. Vocês dois juntos e assim – dei de ombros, feliz por eles.

Meu irmão pareceu entender.

- Hm, eu e Bash dormimos sem camisa. Eu estava de sutiã e eu deixei ele tocar por cima – contei.

- Mandou ele lavar a mão antes?

- A gente tinha acabado de escovar os dentes...

- Legal.

- Não tanto quanto oral – torci o nariz.

- Vai chegar lá – e me cutucou.

- E aí vou te contar.

- Enquanto toca Katy Perry? - ele perguntou apontando par a caixinha laranja de Pete, a mais próxima de nós.

- Não prometo nada – e rimos. - Mas conta, como você se sentiu?

- Puxa – ele ficou me olhando até decidir contar. - Foi diferente de quando se faz sozinho, obviamente. Mas foi mais diferente de quando tocamos com a mão, sabe? Mas também foi ótimo, não por como foi feito, mas porque eu estava com ele – explicou, os olhos brilhando na direção de Nico. - Mas foi bom quando ele fez e quando eu fiz, porque, sei lá, eu estava dando prazer, sabe? - ainda não – Foi... nem sei dizer.

- Essa parte eu entendo. Como pudemos ficar todo esse tempo negando contato desse jeito? - perguntei. Nesse momento eu genuinamente não sei, pode ser que lembre depois, mas agora não sei.

- Eu não sei, mas ainda somos jovens, não perdemos muito – ele suspirou. - Como se sentiu com Bash?

- Como se eu fosse normal, não normal. Mas ordinária quanto a esse aspecto – dei de ombros, ele concordou. - Ele propôs que em vez de apressarmos de uma vez poderíamos tirar nossas roupas aos poucos com o tempo. Por isso sem blusa – expliquei.

- Vai tirar duas quando só sobrar a cueca dele? - perguntou e eu ri com ele.

- É uma boa pergunta – olhei para o garoto, estava tirando uma foto com Pete, os dois com muitas cartas nas mãos.

- Ontem eu quis tirar mais. Mas tive medo de que fosse avançar um passo e voltar dois, então não arrisquei. Não só por mim, Bash fica bem nervoso também. Mais do que você imagina.

- Entendi – ele pensou. - Tenha paciência, quem sabe consigam ir bem longe em Hamilton – Nate sabia.

- Eu quero isso. Não é nada de libertação ou melhora ou sei lá. É eu querendo ele, puramente isso – suspirei.

- Madelinne, vamos dar nomes? - ele riu. - Isso é tesão. Atração pura não é nada... puro. Mas eu acho incrível. Afinal... o que impede vocês?

Eu? Ele?

Não disse isso a ele.

- É, pode ser – e observamos mais os outros. Nate me abraçou.

- Nate, acho que Bash está assustado com isso também – contei.

- Conversa com ele.

- Eu vou.

Ficamos um momento olhando.

- Parem de cena de filme de terror e venham aqui – Lou gritou-nos. Acenamos.

- Tesão – falei, levantando e puxando Nate em seguida.

- Você está remoendo isso? De uma forma boa ou ruim?

- Tem forma ruim de remoer o fato de que sinto isso por meu namorado que está há um tempo dizendo que eu o enlouqueço? - perguntou.

- Uau – Nate arqueia as sobrancelhas. - Você está muito animada – deu um tapinha na minha testa. - Se ele está nervoso, converse com calma. Você e Nico falando abertamente sobre sexo é uma coisa, mas o resto de nós gosta de sutileza com o assunto, ok?

- Não pareceu isso quando…

- Quando?

Quando nos trancamos em seu banheiro da última vez.

- Esquece.

Em seguida levantamos e entramos na nova partida de uno. Já havia jogado com Bash umas vezes, ele é bem competitivo, diga-se de passagem.

- Certo, vamos começar com o jogo de verdade – Louis apontou para o cooler preto.

- Todos concordamos em beber apenas depois do sol se pôr – Pete disse. Mas Nico se levantou.

- Quem quer beber agora levanta a mão – e todos levantaram. - Madelinne.

Levantei-me e fui com ele.

- Nao, você ainda sabe a coreografia de Applause? - Bash perguntou.

- Você lembra? - Nate questionou.

- Eu sou irmão da Grace, depois que ela pergunta pela segunda vez se quero dançar com ela eu fico sem desculpas e vou. Tipo quando a Maddie quer que você jogue com ela – Sebastian contou.

- A gente não dança – ele discordou.

- Claro que não – Nico gritou sarcasticamente. - Nem um pouco – lhe dei uma cotovelada fraca.

Então Nao e Bash, isso aí, eles começaram a ensinar a coreografia de Applause, para todos. Nico está em choque e rindo ao meu lado.

- Eu casaria se fosse você – meu amigo disse.

- Nico, temos dezoito, esquece isso – belisquei-o.

- Maddie, Bash tem dezoito por mais dois meses. Você tá com um cara mais velho – ele me beliscou.

- Não seja bobo.

- Não sou. Ele tem quase dezenove. Ele vai poder passar dez meses comprando suas vodkas antes que você mesma possa, sabe, legalmente comprar – riu. - Quando saiu do Canadá ele já podia comprar a própria erva – sussurrou. - Agora você pode comprar a sua, mas...

- Pare de colocar ideias na minha cabeça seu bobão – lhe dei uma acotovelada.

- Se ficou irritada é porque é verdade – ele se esquivou da segunda investida que dei.

Bash sabia dançar, é verdade, ele não tinha os quadris duros de Louis e Pete, o que podemos fazer, eu e Nate tivemos aula de dança quando menores, Nico focou em alguma arte marcial, dança era calma demais para um Nicholas antes dos remédios, ele precisava de certa brutalidade para conseguir o controle. Eu e Nico terminamos rápido e nos juntamos a eles. Eu sabia a coreografia porque foi a música que mais dancei no jogo, por ser fácil mesmo.

Louis não se segurou e nos gravou dançando Lady Gaga com sincronia no meio da floresta.

Quando a música continuou no repeat nós demos o primeiro shot.

- Hey, aqui, eu acho que você deveria colocar mais energético e menos vodka – disse a Bash.

- Por quê?

- Porque estamos em um bosque, não é um bom lugar para você passar mal – expliquei.

- Eu não sei o que houve naquele dia, eu bebia bem mais que aquilo antes – ele explicou.

- Acho que foi o absinto – pensei no que coloquei naquela mistura.

- Deve ser, ele tem mais de noventa por cento de álcool – ele concordou. - Vou pegar isso que vocês fizeram com suco e colocar menos vodka do que ele – apontou para Louis.

- Eu vou acordar melhor que você pelo que soube – disse o garoto pegando uma longa dose.

- Eu tenho uma ideia de brincadeira – Nico contou. - Vou pegar uma playlist de dois mil e dez e vocês tem que adivinhar a música.

- Eu preciso de mais álcool pra isso – Bash se levantou ao meu lado. Nao olhou para mim e me fez rir da reação dele.

- Juro que se vomitar eu durmo na parte de trás caminhonete – ele sentou de novo.

- Nunca deixaria você fazer isso – neguei. Nico sentou no meio de nós. Ainda não acendemos a fogueira, só fizemos um quase círculo com toalhas.

Foi divertido até, ele só deixava uns segundos, como um daqueles canais do youtube.

Depois Louis disse que seria bem mais legal jogar algo com whiskey. Então era verdade ou desafio.

- Primeira regra. Nate, Bash, Nico e Maddie não podem beijar ninguém ou todos podem se beijar?

- Sabe que Nate é meu irmão, não é? - perguntei.

- E por isso eles sempre estragaram nossos jogos com beijo – Louis contou a Bash.

- Eu pularia de um precipício – avisei.

- Acho que seria mais fácil pular na frente de um carro – Nate apontou. - Faria isso.

- Entendi. Então os gêmeos estão duplamente bloqueados? - Louis perguntou.

- Eu vou baixar um app de verdade ou desafio – Lou disse. - Então todos podem se beijar menos Nate e Maddie, pelo amor de Deus não – ela bufou.

- Acho que... - bebi mais. - Não sei se conseguiria beijar vocês.

- Se quiser tentar eu tô de boa – Sebastian avisou, com a mesma expressão que me diz que posso escolher o sabor das panquecas que vamos pedir.

- Sério?

- Claro, é um jogo e eu confio em você, se quiser... – ele deu de ombros e piscou sorrindo.

- É, ok, é um jogo, também pode – ele riu concordando. - Mas, Bash... eu beijei antes de você – lembrei.

- Sei disso, mas gora você tem mais material para comparar – deu de ombros.

- E vocês dois? - Pete perguntou ao outro casal.

- Por que não? - Nate disse. Nico sorriu, acho que ele esperava outra resposta. - E se cair eu e Maddie a gente pode dar um tapa no outro – propôs.

- Pode ser – concordei.

- Nico? - Pete perguntou.

- É um jogo.

E usamos o aplicativo, o celular passando de mão em mão. Lou e Nate trocaram de camisa, ela colocou a dele e este só segurou a peça da garota, não caberia nele.

- Então é por isso que a Maddie adora roubar as roupas de vocês – ela disse, fiz um joinha com a mão bebendo o resto do meu primeiro copo.

- Terminou o primeiro copo, dá um gole – Louis me entregou a garrafa de Whiskey. Girei até romper o lacre e bebi um gole, aquilo queimou, e eu suspirei longamente.

- Acho que é assim que um Salvatore cheira – Bash se aproximou da garrafa e fez uma careta.

Pete e Nico tiveram que adivinhar a cor da cueca um do outro, verde escuro e preto. Como Pete acertou primeiro Nico deu dois goles.

Nao e Bash fizeram um concurso de encarar, o primeiro a rir bebia, ele perdeu e deu dois goles.

Eu e Louis tínhamos que simular um casal terminando.

Peguei meu celular enquanto ele me chamava.

- Ela me mandou uma mensagem: Não está funcionando, não é você, sou eu, desculpe, é melhor não nos vermos mais – leu. - Se eu insistir serei um babaca? Ela disse que não quer mais me ver.

- Sim, mas pode perguntar se ainda têm algo a resolver – Nao explicou.

- Não temos, o problema sou eu, o sentimento do começo se foi – tentei parecer triste.

- Tudo bem – ele concordou. - Vou ligar pra Lou me comprar sorvete. Fim.

- Fomos bem – apontei.

Então ele tinha que beber o copo do outro lado da roda, ele bebeu o copo quase vazio de Pete.

Eu me desliguei um momento para encher meu copo.

- Quem está a dois lugares de mim.... - Pete contou. - Maddie, os lábios dele são tão bons quanto você faz parecer? - perguntou.

- Não dou spoiler – sorri.

- Certo, Bash, eu vou beber uma dose de tequila e você tem que me dar o limão.

- Com a boca? - perguntou Bash. - Espera aí, você vai fazer um body shot… comigo?

- Isso aí.

- Okay, vamos nessa – Bash levantou.

E eles fizeram. Bash bebeu o resto de seu copo alegando que era muito azedo e estava esterilizando sua boca, foi tão engraçado os dois fazendo caretas diante da fruta azeda em uma cena para adultos de a dama e o vagabundo.

Louis e Nate tiveram que trocar um beijo, bem rápido, para fazer uma cena de improviso sobre alguma cena de beijo. O que, na verdade, pareceu divertir Nico. Não sei a cena que escolheram, estava terminando meu copo e começando a ficar risonha demais para ligar.

- Vocês podem fazer direitinho, eu sei que tem potencial aí – ele avisou.

Então, quando a noite despontou nós, ainda bem, guardamos as coisas de som e arrumamos tudo. Colocamos as luzes e fizemos uma fogueira. Eu queria muito um smore.

Nico, sentado ao meu lado próximo ao jogo, começou a falar com Nate e o doce dele queimou.

- Puxa – lamentou. - Maddie? - sorriu. Troquei nossos gravetos de metal.

Bash me olhou confuso quando eu comi o doce meio queimado.

- Eu gosto porque fica meio amargo – respondi com a boca ainda cheia.

- Por quê? - ele perguntou, meio desconsertado.

- Porque ela tem que ter uma esquisitisse – Pete explicou.

- Alguma para a lista de várias – concordei colocando outro no graveto.

- Mas porque amargo?

- Não sei, me lembra caramelo queimado – dei de ombros.

- Isso é ainda pior Maddie.

- Okay, pode me julgar então, fique à vontade – ele pegou o novo marshmallow que assei e colocou entre dois biscoitos e um quadrado de chocolate de uma das barras que compramos.

- Céus, eu amo smores – Lou mordeu o seu e fechou os olhos. - Eu tento fazer em casa, mas não é a mesma coisa.

Concordamos com ela. Fiz outro e Bash montou e me deu.

- Deixe-me fazer isso – ele pegou o graveto da minha mão, eu sei que esse não é o nome, mas eu gosto de chamar assim. - Já acamparam na neve? - Bash perguntou. Mas ninguém foi louco de fazer isso. - Eu já. - Ele foi. Ah.

- Como foi? - Nao perguntou

- Ah, eu e Jimmy tivemos de dividir um saco de dormir porque estava muito frio e a fogueira era tão ruim para esquentar que parecia uma tela com a imagem. Mas esse doce nunca esteve melhor quanto naquele momento – ele contou. - Um outro amigo meu contou histórias de terror e... É, foi uma noite estranha.

- Por que fizeram isso? - perguntou Louis.

- Porque acreditávamos que, por passar tanto tempo no frio do rinque, não congelaríamos na neve. Mas a hipotermia ainda é uma opção pra mim, passei uma semana fazendo nebulização depois disso – ele riu. Tirou o doce perfeitamente tostado do fogo e estendeu para mim, montei um e lhe entreguei, ele me deu a vareta, mas não fiz outro.

- Não foi você que saiu de camiseta depois da nevasca para ir lá em casa? - Pete olhou para o amigo.

- É, mas é diferente.

Comemos salgadinhos e bebemos mais, por volta da meia-noite eu anunciei que era a hora das histórias de terror. Ok, eu quase bati em uma árvore enquanto trazia uma garrafa, mas anunciei mesmo assim.

- Você ainda tem histórias? - perguntou Lou. - Pensei que seu estoque tinha acabado.

- O mundo é bizarro demais pra ele acabar – busquei um livro desse tipo de história no Wattpad.

Deixei que meu celular passasse e cada um leu uma história, tentando pôr medo ou causar arrepios.

Bash se aproximou e me abraçou. A maioria eram lenda urbanas japonesas.

- Eu vou contar, hm, Alice of Human Sacrifice - revelei. Bash descansou a cabeça em meu ombro e eu fitei meu celular.

Contei a história das 5 Alices. Passei os olhos pela história antes de ler realmente, para ver que tom usar. Então comecei a especular umas coisas enquanto contava a história.

- Percebi que colocaram as características de cada uma das vítimas – comentei em alguma parte. - Irmãos gêmeos de mãos dadas e... se isso for incesto eu juro que vou vomitar. - Aí Nate, ela é a mais velha e o irmão o mais novo, tipo a gente – ri, ele negou.

- Nojento – ele torceu o nariz. Todos pareceram meio ociosos por se tratar de casos reais e eu estar realmente especulando.

- Hm, o vídeo é daquela banda com a Hatsune Miku – contei. - Querem que eu mande? - perguntei.

Mas se juntaram atrás de mim e eu conectei o celular as caixinhas ligadas.

E ficamos meio em choque. As minhas especulações, quase todas, estavam certas. Prendi o ar, surpresa e horrorizada quando os dois irmãos no vídeo se beijaram.

- Madelinne – meu irmão chamou. - Você tinha lido isso antes... assistido o vídeo. Certo?

Mas eu não havia, então só neguei com a cabeça.

- Nem vem Maddie, conhecemos seus truques – Louis pegou o Whiskey e deu um gole, mas estava assustado também.

Mas neguei com a cabeça.

- Ela não mentiu bobão, sempre acerta os finais dos filmes – Lou lhe deu um peteleco, ele a encarou "sério? Eu nem senti isso".

- Juro que não li antes, acho que preciso de outra dose – peguei a garrafa da mão próxima de Louis e dei um gole. Tão quente que meus olhos arderam.

- Chega de histórias, vamos fazer desafios – Nao propôs, empurrando Nico para se juntar a ela. Nao é assim, sai de sessões de filmes e terror como se tivesse assistido uma animação da Disney.

- Bash – chamei. Não gosto dele em silêncio.

- Gostei da história – ele contou. E deu um pequeno gole na garrafa.

- Mesmo?

- Você é bem expressiva, todas as histórias ficam bem quando as conta – concordou, as bochechas vermelhas. - Embora eu esteja um pouquinho assustado com o fato de que não planejo mais assistir séries de assassinato com você – revelou, sorrindo demais. E o puxei para um beijo inebriante. Minhas mãos em seus ombros e as suas perdidas em meus quadris.

- Ei, dá pra parar de pouca vergonha e participar? - Pete chamou.

- Mas ele tá tão gostoso – eu disse antes que percebesse.

- Madelinne? - Louis estava gargalhando. E eu não estava nem vermelha, com lábios inchados, olhos injetados e ainda meio abraçada. Ah, que droga.

- O que houve com a minha irmã? - Nate também ria. Bash não protestou quando me escondi em seu abraço.

- Também está deliciosa, amor – beijou o topo de minha cabeça e, com uma risada, nos balançou. - Pode girar, eu já ganhei o dia todinho – Bash me soltou.

Naomi começou o jogo. Ela desafiou Lou a passar o resto da noite descalça.

- Que caralho, eu já estou com a camisa de Nate – ela apontou para a camisa – a próxima é o quê? Eu tirar minha calcinha? Vocês podem parando – mas tirou os sapatos e jogou perto de sua barraca.

- Como está a terra? - perguntei enquanto passava por ela, havia ido buscar licor de cereja. Servi um pouco para Bash e entreguei também a Pete.

- Por que não descobre e suja esses pezinhos uma vez na vida? - ralhou.

- Ei – mexi em seu cabelo - não te mandei fazer nada disso, não venha atacar minhas manias – lembrei.

- É pra mim? - perguntou ele quando lhe estendi o copo. Concordei, é, ele já está bem alegrinho. - Que fofa – pegou o copo e deu um gole. - Está doce, mas não tanto quanto você.

Quando sentei ao seu lado ele me puxou para o seu colo.

- Está confortável? - perguntou.

- Até que estou sim – sorri. Ele beijou meu ombro. Porra, sério, eu estou tão extasiada.

- Louis, até o final da noite não pode chatear o Bash – Lou desafiou. - Ou terá que... pular no rio e ficar de cueca, até o final.

- Que merda de desafio é esse? Lhe concedo a troca por uma ideia melhor – ele disse.

- Vamos tentar esse – ela bufou.

- Se for seu modo de dar em cima de mim – ele assumiu uma pose desafiadora – está funcionando muito bem – e mandou um beijo no ar para ela.

- Que idiota – ela mostrou a língua colorida da bebida.

- Minha vez – ele piscou para ela.

- Louise, o que você precisar, pode chamar – Bash fez metade de um coração com a mão. - Amor, completa pra mim - rindo, completei o coração.

- Bom saber – ela virou o copo.

- Nao – sussurrei.

- Ela ainda tá legal – respondeu antes que perguntasse. - E ele não vai fazer nada.

- Típico de Louis – concordei.

- O que é típico de Louis? - perguntou Bash.

- Flertar com qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar e em qualquer momento – Nao respondeu.

- Isso explica umas coisas – ele sorriu e ergueu minha mão, para que eu desse um gole em minha bebida. Eu dei.

- Posso escolher desafiar a Maddie? Ou você é o espaço vazio? - perguntou Louis.

- Manda – fiz um sinal de afirmativo.

- Já que está no colo do meu amigo Sebastian – suspirou, o que nos causou risadinhas – por que não faz uma dancinha pra ele? - perguntou.

- Porque não, agora, qual seu desafio? - perguntei. Bash escondeu o rosto na curva de meu pescoço e seu riso reverberou em mim, esquentando loucamente meu corpo, vibrando meu órgãos internos.

- Garota esperta – ele riu. - Touché Maddie. Seu desafio é... beijar a Nao – apontou. - Estão de cochicho já – riu-se.

- Se isso for uma forma de suprir seus fetiches... - Nao começou.

- Espera – Lou levantou. - Queria tanto trocar seu desafio. Então te desafio a não olhar o beijo, esqueça o Bash.

- Ei, não me esqueça – Bash deu um gole em sua bebida.

- E o canadense foi jogado para escanteio – Pete narrou.

- É uma proposta viável – Louis concordou.

Nico levantou rapidamente, pronto para completar a implicância com Louis.

- Espera, nós já lemos uma fanfic assim – ele contou e eu me pus a rir, levantei, Bash estendeu a mão para Naomi e ela se levantou apoiada nele.

De repente " I kissed a girl" começou a tocar.

- Não estou vendo, mas espero que seja um beijo direito. Lou está com os pés congelando e Nate está todo exibido sem camisa – Louis avisou.

- Cala a boquinha – Nate mandou. - Eu não me exibo.

- Só quando eu peço – Nico estalou a língua, todo orgulhoso. Nate sorriu, todo apaixonado.

- Vamos – Nao pegou minha mão. - Bash, não prometo nada a você – ela avisou, ele riu.

- Maddie e eu temos magia, boa sorte com isso – ele deu um gole e me sinalizou para continuar com um sorriso acolhedor.

Olhei para Naomi. É claro que ela é linda. Líder de torcida, o cabelo cheio emoldurando o rosto, a pele brilhante, sua forma marcada e todos os movimentos graciosos. Ela ri, então eu rio, e nossos olhos vão para a boca uma da outra. A música entrou em repeat.

- Pelo menos até terminar o refrão – Pete gritou.

Ela tinha gosto de cereja e cheiro de álcool e algo doce, como baunilha, sei lá, um perfume feminino, mas o cheiro é incrível. Dois fatos: Naomi beija lentamente com as mãos no pescoço, o que é desconcertante, mas não é nem um pouco mágico. Nossas línguas encostaram por acaso apenas. Avançamos o primeiro refrão. Fiz um espelho de onde ela levava suas mãos. Então apertou minha bunda.

E eu cheguei ao meu limite.

- Para.

Afastei Naomi e tentei me situar.

- Maddie...

- Não é nada – falei. Minha cabeça doía e minha boca estava molhada, mas a sentia seca e amarga. Figuei enjoada e meus olhos marejaram.

- Como se sente? - Nate me alcançou.

- Como se tivesse roubado um banco – ri.

- E isso é ruim?

- Não sei, não estou desesperada, mas também não estou confortável – dei de ombros.

- É um avanço, certo? - perguntou Bash.

- Cem metros rasos em dez segundos – concordei.

- Eu beijo muito bem – Nao riu.

- Nao – reclamei.

- O quê? Tenho que fazer direito – ela riu. - Bash, tenho que te ensinar algo? - perguntou a ele.

- Eu me garanto, lindinha – ele avisou. Ela bufou.

De repente eu me senti meio mal.

Gostei do beijo, Nao é boa nisso. Mas não teve a magia, como ele havia dito. Só foi bom, não maravilhoso. E meu estômago não gostou nem um pouco, meus lábios parecem secos e nada macios.

Quem sabe eu poderia ter gostado, se não fosse a afefobia. Se eu sentisse algo diferente pela Nao. Não sinto nenhum tipo de atração por ela. Apenas amizade. E não é por um beijo que algo vai surgir, eu e ela não temos… não é magia, é, céus, é a ligação.

Foda-se. Eu queria um motivo? Aqui está o motivo. Vou voltar a pesquisar, a resposta está na ponta de minha língua que aponta para Sebastian e nem treme não importa o que outra pessoa faça. Como uma bússola e ele fosse o Sul magnético que eu precise seguir para chegar a algum Norte.

- Então? Como se sente? - ela perguntou casualmente.

- Em relação ao seu beijo ou com beijar você? - perguntei, bem sóbria.

- Os dois – e nos sentamos.

- Foi bem e relativamente bem, vai saber, estou bêbada – e estou mesmo, Leve como uma pluma, mas minha mente não.

- Ótimo. Para alguém com tanta bagagem com toque… Você também manda bem garota – ela bateu o ombro no meu. - Bash, ela realmente é deliciosa – provocou-o.

- Que fofa. Conheço bem esse gosto – ele ronronou, mais leve que eu, os músculos relaxados sob a regata.

Bebi um pouco da garrafa de licor.

Bash me estendeu a mão e eu entrelacei nossos dedos.

Eu estou tão atraída por ele.

Eu sou tão atraída por ele.

Ou estou enlouquecendo, o que não é um ponto dispensável, porque estou mesmo.

Iria desafiá-lo. E precisava ajudar a dar fim a isso.

- Puxa, difícil – reclamei. - Desafio a queda de braço com Louis – dei de ombros. Fingindo ser aleatório.

- Por que quer humilhar seu namorado Maddie? - perguntou-me quando os dois estavam sentados na mesa de piquenique rodeados.

- Por que está sendo um idiota? Tira a porra da máscara que usa lá na sua merda de cidade – rebati, cansada.

Bash estendeu a mão, apoiou o cotovelo, eles deram as mãos.

- Não tem máscara – sussurrou.

Pete fez a contagem e Nate segurou os punhos deles até começar.

Vou resumir: Bash ganhou.

Eu sabia, sempre soube. E nem é a merda da fábula da lebre e da tartaruga. É que eu conseguia ver aquele olhar em Sebastian, aquele olhar selvagem que só está esperando a deixa para ser liberto. E eu libertei.

Nathaniel está certo.

- Horas de academia? - pus os braços em volta do pescoço de Bash e apoiei o queixo em sua cabeça. - Desculpe, mas nunca viu Bash com um taco – e ele bufou.

- Não fale disso – pediu. - Eu não... não jogo mais – e pegou minhas mãos.

Meio sombrio até Pete reclamar do clima.

- Acabou a intriga, vai voltar a fica de boa? Isso serviu de algo? - Pete o perguntou. Louis encarou Sebastian, que o encarou de volta, só que mais.

Então ele voltou. E vê-lo voltando, em minhas mãos, foi a gota d’água, isso não é loucura, o que estou sentindo no âmago, não pode ser loucura.

- Podemos ser amigos? Isso tá ficando chato e repetitivo – Bash questionou, sorrindo.

Louis deu de ombros. Ele saiu dos meus braços e foi ao outro lado da mesa.

- Vai, concorda – cutucou-o. - Você gosta de mim, eu sei que sim, só que não gosta de gostar de mim porque sou legal e não está acostumado com isso – e Bash o abraçou, Louis arregalou os olhos. - Louis, podemos ser amigos?

- O que ele tá fazendo? - Nico perguntou, apoiando em mim.

- Ele está bêbado, no limite dele, oscilando, é maravilhoso, não? - sorri. Nico me encarou, ele entendeu. Então observamos, porque era. E Louis abraçando Sebastian foi fofo.

Bash desafiou Pete a dar um shot de cabeça para baixo, com Nate e ele segurando seus tornozelos. Ele ficou bem tonto ao levantar, mas estava bem. Este desafiou Nico a deixar Bash desenhar uma caricatura dele em seu quadril.

- Por que eu? - perguntou meu namorado gargalhando com a caneta em uma mão e Nico de joelhos a nossa frente.

- Você é o desenhista. Se alguém aqui vai desenhar na minha bunda, esse alguém é você – e Bash desatou a rir mais, todos ríamos, muito. Ninguém disse a Nico que era na bunda, ele ouviu quadril e pouco ligou pra isso.

Minutos depois Nico tinha um "mini Peter" em seu quadril.

Nico fez Nate cantar Wannabe e este Nao tirar o sutiã.

- Obrigada, eu só queria me livrar disso – ela deixou a peça de lado.

Então meio que acabou.

Eu me aproximei de Bash, sentando de lado entre suas pernas, com uma coxa em minhas costas e a outra sobre as minhas, então eu tinha caminho livre para correr os dedos por sua pele, até para quase dentro de seus shorts.

- Ei, espere para quando estivermos sozinhos – sussurrou em meu ouvido. Depois beijou minha bochecha.

- Querem ver o nascer do sol? - perguntou Pete.

- São que horas? - perguntou Nate.

- Cara, incríveis quatro – respondeu.

- Não estou muito no clima – Nico respondeu. - Estou até bem cansado – revelou. E parecia, estava com o mesmo copo há uma hora, escorado em Nate, que parecia escorado nele.

- Hm, vamos arrumar isso – Louis apontou.

- Se quiser deitar eu ajudo aqui, ou está bem? - perguntei a Bash.

- Tô legal – ele despertou.

- Desculpe ter falado de hóquei.

- Está tudo bem, só...na verdade não tem nada.

- Mesmo?

- Mesmo.

Só guardamos umas coisas, quando fui escovar os dentes encontrei Louis lavando os pés de Lou.

- Que fofinho – Bash disse atrás de mim, e rimos, como idiotas meio bêbados.

- Vai se ferrar – Louis o lançou uma cara feia.

- Vou sim, mas depois que eu e minha Maddie escovarmos os dentes – ele sorriu. Lou colocou a mão na boca e segurou a risada.

- Bom, nós terminamos – ele terminou de secar os pés dela.

- Você vai me levar, certo? - Lou perguntou, então Louis saiu carregando ela no colo.

- Você acha que...? - Bash perguntou.

- Ah, sim, mas não seria a primeira vez – contei.

- Não?

- Louis é o que chamo de galante, ele está sempre pronto para estar com alguém. Lou, Nao, eu.. ele já tentou com todos, acho até que provocou bastante Nate, mas só se envolveu mesmo com Nico, por uns meses e Lou, casualmente – dei de ombros.

- Você?

- Já fui ao cinema com ele – revelei. - Mas nem peguei em sua mão - dei de ombros.

- Que pena, ele tem mãos fortes – contou, encarei Bash pelo espelho, sua boca branca de pasta, rimos juntos. - Acho que a palavra de emergência deve ser algo que você possa gritar naturalmente, diga algo que tenha medo – pediu, iniciando um assunto assim que saí da cabine com meu pijama.

- Inseto? - dei de ombros. - Você tem medo, eu odeio – ele ponderou e depois concordou, usava shorts moles e uma camiseta.

- O que vai ser hoje?

Saímos para dizer boa noite e entramos em nossa barraca.

- Estou sem sutiã, que tal as partes debaixo? - perguntei.

- Quer a minha camisa? É maior – perguntou.

- Você realmente tem tesão nisso de eu estar vestindo suas roupas – concluí, sorrindo.

- Deve ser a testosterona nublando meu cérebro – brincou.

- Pode ser – então desliguei a lanterna e tirei sua blusa e depois a minha, colocando a dele rapidamente. Ele tirou os seus shorts e eu puxei os meus.

- Mas você só está de... - comecei.

- Shh, Linne – e me guiei por seus sons, trouxemos um cobertor e vamos ficar sobre os sacos de dormir. - Aqui – sua mão alcançou a minha e ligou a luz.

- O que foi?

- Seu remédio – e puxou o frasco de sua mochila. Eu bebi o meu, ele bebeu duas aspirinas.

Então nos beijamos. Menta, hortelã e um bilhão de misturas que me deixaram um tanto eletrizada.

Bash estava por cima, com uma coxa entre as minhas e os cotovelos ao lado de minha cabeça. Nosso beijo era ávido. Quando o puxei para beijar seu pescoço um ruído saiu de seus lábios. Minhas pernas estavam pesadas e dormentes de tão quentes.

- Bash – murmurei. Ele parou e olhou para mim, analisando meu rosto. - Acha que é cedo para oral? - perguntei, porque minha mente está nublada o suficiente para dizer isso e estou tão confortável quanto achei que nunca fosse ser possível. Ele congelou, senti todos os seus músculos se retesarem e contraírem. Por isso perguntei. Porque a resposta dele vai indicar a velocidade nisso, não a minha, é sobre acompanhar e não correr e, por isso, é maravilhoso.

- Linne...

- E se eu estiver pronta?

- Acho que está pronta – ele se afastou, ficando de joelhos sobre mim, meu coração acelerou com sua visão. Puta merda, Bash não é só gostoso... - Mas nossos planos não estão nessa parte, quero fazer direitinho.

- E se eu tocar em você? - perguntei.

- Eu vou passar mal se continuar falando assim, é sério, vou morrer de tesão e pavor – ele respondeu. - Escuta – pediu, deitando ao meu lado. - Eu quero isso, muito mesmo. Mas não quero que se arrependa ou... céus Maddie, estamos bêbados – ele quase riu.

- Então está me dispensando?

Ele arregalou os olhos, assustado.

- Meu Deus, claro que não meu amor, claro que não – sentei-me. - Mas prometi a mim mesmo que não faria nada quando bebêssemos – explicou. Ele está sendo sensato, mas eu só quero tê-lo.

- Merda – fiquei zangada, não com ele, comigo.

- Hm, tem algo que parece ser apropriado – ele pegou minha mão.

- Esqueça, vamos dormir – suspirei.

- Não, é sério – segurou meu queixo e virou para si.

- Apropriado? Não tinha outra palavra? - perguntei, a mente nublada por sua mão que passou por meu pescoço.

- Não. Agora deita – pediu, voltando a ficar por cima. Ele sorriu, outro sorriso, era tentador, excitante. Esse cara consegue criar climas só com sorrisos e olhares, e, nesse momento, seu olhar era faminto.

Desde que fosse devagar e seus dedos não corressem fora do ritmo do resto ele poderia ter o controle e sabia disso. Então me acalmei junto dele.

- Qual a palavra de segurança? - perguntei, tão presente nisso que precisava me situar e concentrar.

- Inseto – repetiu. E me elevei para alcançar sua boca em vez de puxá-lo, porque sou apressada e tentada quando se trata dele e estou bêbada em uma barraca. Ele beijou tão animadamente, tão forte, os lábios tão pressionados nos meus.

Beijei o lado de sua boca e corri os lábios por sua mandíbula. Passei a língua por sua cicatriz e beijei perto de sua orelha. Ele arfou.

- Mas esse... esse não é o foco agora – ele me beijou, com muita força, chegou a doer e eu queria mais.

Então deixou os olhos nos meus e ficamos em silêncio, uma expectativa louca no ar. Suas mãos levantaram a camisa, expondo minha barriga. Afastou-se para se abaixar e beijar a área.

- Posso? - perguntou, empurrando-se para baixo, o hálito em minha pele era um aviso em neon, mas o som era capaz de me fazer derreter como um picolé.

Eu estava sem sutiã, imagino o que irá fazer. Jogo minhas preocupações de lado e concordo. Nosso olhos perdem a ligação e ele levanta vagarosamente, até tirar a peça por minha cabeça. Suas mãos correm de minhas coxas até minha clavícula. Nossa, acho que isso que senti agora, nunca senti isso... Suas mãos apertaram minha cintura e um suspiro pesado me escapa os lábios. Sebastian pareceu orgulhoso ao ouvir o som e piscou para mim.

- Fala – pediu.

- Você pode me beijar, mas não seja mais rápido do que está sendo e ou as mãos ou a boca, os dois eu não consigo – expliquei. Ele concordou.

- Eu vou colocar a mão na sua boca, mas é por causa do pedido o Pete e porque não sabemos sua reação – ele avisou. - Posso fazer isso?

- Pode.

- Se quiser que eu pare pode segurar a minha mão ou dar duas batidas em qualquer lugar, eu paro – falou.

- Certo. Entendi. Só… Está mesmo…

- Eu estou muito bem aqui, indo onde quero, realizando sonhos, se quiser saber.

A iluminação da lua sombreando-nos. Uma mão sua cobriu minha boca quando sua língua passou por minha bochecha, o que foi ótimo, porque quase gritei, o que pareceu diverti-lo mais.

Nem sei dizer o que senti quando ele se deitou ao meu lado e me puxou para deitar a cabeça em seu peito, ambos ofegantes, minutos depois.

- Sebastian - olhei para ele, que piscou, esperando. Apenas ri e beijou minha bochecha molhada.

Apertou-me mais e beijou o topo de minha cabeça.

- Eu te amo Linne.

Seu olhar nunca foi tão sincero. Beijei seus lábios, um toque singelo e apaixonado.

- Eu te amo Bash.

Eu amo mesmo.

Ele acabou de negar que eu fizesse algo que poderia me fazer regredir e depois me fez sentir algo incrível, para depois me aconchegar e me fazer sentir em nuvens.

 



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