História Touch My Body - Capítulo 12


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Hinasasu, Hinata, Hinnacrf, Naruto, Romance, Sasuhina, Sasuke
Visualizações 277
Palavras 4.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal <3
Primeiramente, queria muito pedir desculpas pelo atraso na postagem desse capítulo.
O mês passado foi muito complicado pra mim. Precisei ir ao médico e, agora, estou tomando remédio pra controlar ansiedade e mais algumas coisas mas eu estou bem, agora estou bem, hahaha.
Esse capítulo estava escrito há mais de um mês, mas, infelizmente, eu não conseguia betá-lo nem corrigir algumas partes, e eu não ia postar tudo mal escrito, sem correção, sem nada. Não ia passar pra vocês algo que eu me incomodaria de ler, então, estou postando só agora.
Pode ser que os próximos atrasem, mas vou tentar ao máximo postar certinho dentro do prazo. Mesmo que atrasos aconteçam, vocês podem ficar tranquilos, eu não vou abandonar em hipótese alguma, muito menos levar anos para concluir. Todas as minhas longs foram terminadas em poucos meses e com essa não será diferente <3
Quem se sentir inseguro e quiser me mandar mensagem privada ou me adicionar mesmo, fiquem à vontade.
Não costumo usar muito timeline, mas estou sempre vendo as menções quando entro aqui.
Enfim, dou total abertura pra vocês <3 Acho justo.

-- AVISO +18: Cena de nudez e conteúdo erótico.
-- Obrigada, de verdade, pelos 172 favoritos e quase 100 comentários <3
-- Quem acompanha a Touch e não quer perder atualização, adiciona a fic na lista de leitura, na biblioteca. Só adicionar aos favoritos não garante que tu consiga receber todas as atualizações dela. Descobri isso faz pouco tempo e_e Ou também podem observar o meu perfil, assim vocês vão receber notificação de atualização daqui e de outras histórias <3 Como vocês acharem melhor <3
-- Boa leitura <3 Nos vemos nas notas finais <3

Capítulo 12 - XI - Noiva


Fanfic / Fanfiction Touch My Body - Capítulo 12 - XI - Noiva

Touch My Body

Capítulo 11 ~ Noiva

 

— Tenha bons sonhos, Hina.

~ x ~

A sexta-feira correu sem que Hinata tivesse qualquer notícia de Sasuke. Logo cedo, pela manhã, o Uchiha se desvencilhou dela com cuidado para não acordá-la, tomou um banho rápido, se vestiu e foi embora, passando a chave por debaixo da porta, depois de trancá-la. Despediu-se dela apenas com um beijo na testa e só, sem mais notícias até então.

Agora, o relógio marcava oito e meia da noite e a Hyuuga, sem esperanças, já tinha perdido as contas de quantas vezes, naquele único dia, havia escutado a mensagem eletrônica avisando sobre o aparelho dele fora de área.

Bufou.

— Ele sempre foi assim! Sempre gostou de fazer suspense! — resmungou alto. — Como eu odiava isso nele!

— Espere e se acalme. — A cunhada pediu, tranquila.

Sasuke jamais abandonaria Hinata, Tenten tinha toda a certeza do mundo, afinal estava por dentro de tudo relacionado àquele sábado e do porquê do sumiço repentino do rapaz. Na verdade, soava até como uma afronta cogitar tal coisa.

— Eu… — A jovem de fios azulados inspirou e expirou. — Eu só fico receosa de algo dar errado e ele sumir de novo… — desabafou, e era verdade. — Depois de tudo que ando vivendo com ele, não consigo nem imaginar essa possibilidade.

— E nem deve mesmo! — O tom veio repreensivo. — Que bestei…

Antes que a mulher pudesse concluir, o celular da Hyuuga tocou e a morena correu na direção da música. As mãos trêmulas capturaram-no e ela leu, nervosa, o nome do Uchiha no visor. Um suspiro saiu pelos lábios dela… Finalmente.

— Amor! — Havia um misto de alívio e angústia. — Fiquei o dia inteiro tentando falar com você! Estava tão preocupada! O tempo passa, mas você não muda essa sua mania! — Tudo fora solto de uma única vez, o que arrancou uma risada do rapaz.

— Respire. — O sarcasmo era evidente, e ela achou graça. Tinha se preocupado à toa mesmo. — Como você está?

— Com saudades! — As bochechas avermelharam por conta da risadinha cínica de Tenten. — Muitas saudades.

Um sorriso minúsculo formou-se nos lábios masculinos e ele desejou vê-la naquele instante certo de que, agora, Hinata estaria com aquele rubor tão único dela, e que ele tanto amava.

— Estamos. — O Uchiha a corrigiu. — Pena que não poderei falar muito. — comentou, lamentoso. — Estou enrolado e só queria te desejar uma boa noite.

Toda a animação de Hinata desceu ralo abaixo.

— Espera… — Ele se manteve calado, esperando-a. — Não vamos nos ver?

— Sinto muito. — Por mais que aquela recusa pesasse na sua consciência, ela era necessária. Ainda tinha um jantar com Hiashi e não existia a mínima chance de faltar tal compromisso. — Queria eu estar com você… na tua cama, nos teus lençóis… — O tom desceu alguns níveis e se tornou mais rouco. — beijando a tua boca, te fazendo minha várias e várias vezes…

Rubra. A Hyuuga enrubesceu e o seu corpo inteiro respondeu àquela provocação. Desconsertada, gesticulou para que Tenten a deixasse sozinha e a mulher mostrou um sorrisinho malicioso antes de sacudir o chaveiro. Precisava buscar o jantar delas no restaurante próximo do condomínio e, pelo jeito, aquela era uma boa hora.

Emaranhada no nó de sensações criado pelo Uchiha, um suspiro entregue escapou, o fazendo sorrir. Um sorriso de canto, furtivo. Estava mexendo com ela, e isso era delicioso. Tão delicioso quanto o latejar sedento que vinha da sua calça.

Hina… — O chamado veio sôfrego, arrastado, e ela mordeu o lábio inferior. — Está sozinha? — Aquela pergunta simples causou um rebuliço interno na moça, que acompanhou o arrepiar instantâneo de todos os seus pêlos.

— Si… — gaguejou, sentindo as pernas fraquejarem e a vertigem surgir. — Sim… — Estava excitada… Por Deus! Como ele conseguia deixá-la assim?

Bom… — O Uchiha murmurou, sugestivo, e umedeceu os lábios com a língua. A boca estava seca. — Tenho hora, mas estou tentado a atrasar…

Atrase…

O sinal verde fora dado e Sasuke contou cada pulsar intenso que o atingiu graças a resposta dela. Acomodou-se no sofá e prendeu o telefone entre a orelha e o ombro. As mãos grandes trabalharam nos botões da calça e no zíper. Deixou-a aberta, preparada.

Meu bem… — Mais uma vez, arrastado, rouco, desejoso. Hinata arfou. Ele estava em chamas como ela.

A mulher, mesmo com as pernas instáveis, correu até o quarto de hóspedes e trancou a porta, torcendo para que a cunhada demorasse mais tempo na rua. Foi até a cama, sentando-se no colchão macio e apoiou as costas na cabeceira confortável.

Amor… — Sasuke ergueu uma das sobrancelhas. Manhosa.

— Me diga… — Ele fez um breve suspense por culpa da mordiscada que deu no próprio lábio. — O que está vestindo?

E todo o resquício, mínimo que fosse, da estabilidade dela desapareceu. Mais uma vez, aquele nó vinha para arrebatá-la e a morena se viu sensível, completamente seduzida e incrivelmente molhada. Aquele homem tinha o poder de destruí-la com poucas palavras.

— Uma… Uma camisola… — Nervosa, ela revelou. — Preta. — Ele engoliu em seco, foi possível ouvir.

Preta… — O moreno manteve o tom instigante ao mesmo tempo que passou a massageá-lo. —  Eu adoraria vê-la…

Mais um suspiro, agora dele. A Hyuuga fechou as pernas com força, no intuito de diminuir a queimação que subia ali e encerrou a ligação. Sasuke soltou uma risada alta, ansiosa. Sabia o que viria à seguir e o seu sangue fervia só de pensar na idéia de receber uma foto sexy dela.

Passados poucos minutos, o telefone apitou. Ele abriu a mensagem e fechou os olhos no mesmo instante. Pulsante, os dedos apertaram-no com vigor e o Uchiha buscou o autocontrole que, naquela altura, estava próximo de ir para o espaço.

Lá estava a mulher que o enlouquecia numa camisola transparente, curta e decotada, com as coxas grossas de fora e o busto volumoso bem marcado pelos mamilos rijos. Os fios azulados caiam sobre o decote, as íris brilhavam em puro desejo, as bochechas possuíam aquele rubor tão atraente e ela mordia o lábio num sorrisinho safado.

Um rosnado quase bestial escapou da sua garganta quando observou as pernas deliciosas sutilmente abertas revelando o bônus: zero. Nada. Sem nada. Ele respirou fundo, enxergou-se ainda mais duro e agradeceu aos céus por estar vivo. Sabia que seria por pouco tempo, afinal aquela mulher o mataria.

O latejar veio ávido, esfomeado, e ele se segurou ao máximo para não estragar a brincadeira. Era uma provocação, um gostinho do que ele perdia por não vê-la. E, sim, o tamanho do prejuízo machucava. Não estocá-la a noite toda, naquela véspera, doía, e muito.

Um sorriso travesso apareceu em seus lábios. Por que não retribuí-la? Ele arqueou uma das sobrancelhas enquanto descia a boxer, expondo o sexo úmido e rígido. Posicionou a câmera, tomando uma pequena distância e registrou o momento. Mesmo contido, o Uchiha gargalhou quando pressionou o botão de envio. Aquilo era divertido.

A Hyuuga franziu o cenho, desconfiada, quando o telefone avisou sobre uma nova mensagem. Ao desbloquear a tela, os seus olhos se arregalaram de imediato, a boca fora escondida pela mão livre e ela não conseguia desviar dali. A quentura subiu em níveis alarmantes, as palpitações aumentaram e ela ofegou, rubra.

A mão masculina, grande, segurava com firmeza a base grossa e veiuda. A glande rosada, já inchada e melada, mostrava o seu grau de excitação, a barriga definida deixava os músculos não exagerados expostos e as coxas cobertas pela calça social faziam, estranhamente, o seu corpo arder mais. O rosto do Uchiha não aparecia por completo, apenas um sorriso de canto, debochado e sexy. Muito. Sexy.

Ela focou outro ponto e voltou para a foto. Repetiu mais duas vezes antes de ligar para ele.

Céus, estava suando! Pegaria fogo!

— Gostou do que viu, meu bem? — Sasuke atendeu rápido, sarcástico e sugestivo.

Não sabe o quanto… — Ela soltou, apimentada, e ele adorou aquilo.

Vai gostar ainda mais… — A voz do Uchiha mostrou-se mais rouca, e Hinata se viu inteiramente arrepiada outra vez. — Feche os olhos, se toque e me diga onde é.

Direto. Ele foi direto como sempre e ela apertou os lábios, respirando fundo. Obedeceu às ordens do namorado e fechou os olhos. A mão livre passeou pelas coxas e foi subindo, sorrateira, até que tocasse um dos seios volumosos. Ela passou a acariciá-lo vendo o corpo inteiro responder àquele contato.

— Creio que já saiba onde estou tocando, amor… — disparou, maliciosa.

Como sei… — A voz saiu arranhada, entrecortada. Era claro que sabia, e visualizar a imagem dela os apalpando era uma provação difícil de suportar. — Está usando as duas mãos neles? — Ainda segurando-o pela base, o Uchiha iniciou um vai e vem gostoso e lento. A Hyuuga apoiou o aparelho no ombro e tocou o outro com a outra mão. — Aperte-os e os massageie… — ditou, e ela seguiu. — As suas mãos são as minhas, Hina.

A última frase destruiu todo o domínio que a jovem lutava para ter. Não tinha como se manter no controle.

— Ah… — Um gemido baixo, tímido, escapou na linha e ele grunhiu, apertando os lábios.

Puta merda! — Os dedos se lambuzaram com o pré-gozo. — Que gostosa!

As bochechas da Hyuuga mostraram-se fervendo, a respiração pesava, o coração se mantinha num ritmo frenético e a sua excitação era visível, uma vez que sentia-se encharcada.

— Escorregue uma das mãos, bem devagar, e desça… — Fez uma pausa breve. — Só pare quando alcançar aquele ponto… — Ela engoliu saliva e soltou um dos seios. Os dedos vagaram, fazendo uma leve pressão sobre a pele sensível, até que chegasse no seu ponto prazeroso. — Lembra da banheira? — Ouviu um som positivo. — Então, em vez dos meus dedos, pense na minha língua…

Respirou fundo. Sasuke a prendia numa bolha de prazer deleitável e ela, definitivamente, não queria sair de lá.

— Eu gostaria… — Jogou-se contra a cabeceira e ela afastou mais as pernas. — que você a usasse da próxima vez…

— Lembrarei disso… — avisou-a num tom cínico. — Agora, faça, amor…

Procurando reproduzir os movimentos do moreno, Hinata se tocou lembrando das vezes que ele o fizera nela somando à delícia aveludada que era a língua dele. Escutou um gemido rouco do Uchiha e o seu baixo-ventre tremeu de desejo. Permitiu-se gemer mais alto, instigando-o.

— Pense em mim como eu estou pensando em você… Meus beijos, minhas carícias… — Ele arfou na linha e a moça soube que o ápice dele se aproximava. — Como eu te queria de quatro agora! — Saiu num rosnado impossível de conter. — Como eu queria puxar os teus cabelos e te foder a noite inteira, Hina!

Rude. Rude demais.

Sasuke… — repreendeu-o, soltando o nome dele num suspiro.

— Não se contenha. — Encharcado, aumentou a velocidade. Faltava pouco. — Me enlouqueça, amor.

— É tão bom… — Imersa no tesão, ela confessou, sôfrega. Os dedos ensopados moviam-se em círculos sobre o clitóris e, vez ou outra, alguns eram empurrados pela cavidade estreita. — Mesmo que não esteja aqui… Você me deixa… tão molhada… — concluiu, ofegante, e o moreno trincou os dentes.

Que delícia! — A cabeça tombou para trás, fraco. — O quão molhada você está, meu bem?

— Muito… — contou, sofrida, e o coração dele acelerou mais.

Mesmo? — O tom saiu provocante. — Muito como?

Escorre… — Pausou por alguns minutos com a respiração pesada. — pelas minhas pernas…

Merda! — Ouvi-la dizer aquilo e imaginá-la daquele jeito era tortura. — Não aguento mais…

— Nem eu… — Ela sorriu pequeno, cansada de inibir o prazer. — Eu vou…

O desregular da respiração da Hyuuga veio com tudo, assim como o som do ápice liberado por ela. Firme, aproveitando daquele momento gostoso, ele foi e voltou mais uma única vez antes de se desmanchar. O ruído do limite dele fez-se presente no ouvido da mulher que vibrou ainda mais.

Os dois se mantiveram em silêncio enquanto continuavam presos naquela onda de espasmos que os seus corpos despejavam sem piedade. Um escutava o outro e a experiência era maravilhosa.

— Você é um pecado, meu bem… O mais delicioso de todos. — Ela deu risada, o que o fez rir também. — Eu sou um pecador realizado.

— Sasuke! — A repreensão veio divertida.

— Matou um pouco da saudade? — indagou-a, se ajeitando no sofá.

— Um pouquinho. — Ele imaginou um bico nos lábios dela.

— Isso será resolvido. — Deixou no ar. — Preciso desligar, estou atrasado e um banho me espera, já que você acabou comigo. — Ouviu uma risadinha sem graça dela e um sorriso mais amplo apareceu no seu rosto. — Te aguardo lá.

Sem dar tempo para perguntas, o Uchiha finalizou a ligação antes que Hinata falasse qualquer coisa. Ela afastou o celular da orelha e observou o visor com o olhar perdido. Deveria ser forte e esperar… Mas quem disse que era fácil?

Procurando se livrar daquele tormento, a mulher pegou uma toalha e decidiu seguir os passos do rapaz. Após o banho, vestiu uma outra camisola soltinha e se manteve à espera da cunhada, acomodada no quarto da mesma.

Pouco menos de meia hora depois, a ex-Mitsashi invadiu o apartamento com os embrulhos quentinhos de comida. As duas jantaram na cama mesmo, enquanto a Hyuuga contava, em partes, sobre a conversa com Sasuke. Obviamente, a picante não passaria nem perto de ser citada.

— Mas, é isso, ele não vem hoje… — narrou com pesar enquanto dava uma última garfada. — Me pergunto o que é tão importante, sabe?! Para consumir o dia inteiro dele assim… — Tenten adoraria dizer qual era o real motivo, mas não era hora. — Também comentou sobre me esperar em algum lugar… — Balançou a cabeça. — Como se eu soubesse do que ele falava.

— Ora, Hi-chan! Ainda não está claro?

— Claro? — repetiu, confusa, se sentindo uma completa idiota. — O quê?

— É óbvio que ele se refere ao casamento. — Os olhos da morena se abriram em espanto. — Amanhã!

Os batimentos aceleraram por conta daquela revelação que, de fato, fazia todo o sentido. Uma corrente de insegurança, repleta por um desconforto irritante, passou por todo o seu corpo. Nunca! Ela não chegaria perto daquela catedral nem por um decreto!

— Ora, Ten-chan, isso é loucura! — Franziu o cenho. — Eu ir no casamento dele? Eu?

— Nós vamos! — Tenten afirmou, confiante. — Eu e você! Juntas!

— Nem amarrada! — Pôs-se de pé, cruzando os braços. — Não piso lá! — Moveu-se em total negação, saindo do quarto, pisando firme. — Era só o que me faltava!

— Pisa! — A mulher retrucou, indo atrás. — Nem que eu tenha que te jogar no carro à força, mas você pisa naquele lugar, sim!

— Não! — O tom da voz subiu alguns níveis. — Eu não vou compactuar com isso, Ten-chan!

— Então, vai entregá-lo de bandeja? — A Hyuuga arregalou os olhos por conta da resposta atravessada. — Não venha com choradeira depois, arrependida por não ter feito algo por vocês!

A mulher cruzou os braços enquanto encarava a cunhada com firmeza. Tinha sido dura, sabia disso, mas Hinata precisava estar naquela igreja! Não existia possibilidade alguma dela faltar àquele compromisso. Imagine um casamento sem a noiva?!

— E, então…?

— Sei que ele não faria isso sem motivos… — murmurou. — Me pergunto o que acontecerá… — Ela ficou em silêncio por alguns segundos e, de repente, cobriu a boca com a mão. — Será que ele pretende abandonar a noiva no altar? — A pergunta fez Tenten se engasgar na própria saliva. — O que foi, Ten-chan?

— Nada, amiga. — Um sorriso amarelo formou-se. — Vamos confiar nele e esperar.

A Hyuuga assentiu e fitou a cunhada com uma desconfiança óbvia. Por que Tenten estava tão calma? Por que ela insistia que tudo estava tão sobcontrole assim? E por que ela confiava tanto nele?

— Você… — Ela apontou para a ex-Mitsashi. — Você sabe de tudo, não sabe? — Aproximou mais o rosto do da mulher procurando intimidá-la. — O que vai acontecer amanhã? Como ele vai escapar do casamento?

Tenten se afastou num único salto, esquivando-se da chuva de perguntas que, provavelmente, viria após aquela.

— Amanhã! — Os passos apressados a levaram para fora do quarto. — Amanhã nós entenderemos tudo. — Obviamente tiraria o seu da reta. — O dia será cheio, Hi-chan!

~ x ~

Hinata abriu os olhos maltratados pela noite mal dormida e se sentou na cama. Olhou para o relógio: nove da manhã. Nove da manhã do bendito sábado. Inesperadamente, o quarto fora invadido por Tenten que carregava uma bandeja com pães, uma xícara de café forte, quentinho, e mais alguns mimos.

— Bom dia!

— Bom dia, Ten-chan. — Um sorriso forçado apareceu nos seus lábios.

— Alguma notícia? — A mulher se acomodou na beirada da cama, posicionando a bandeja próxima da amiga.

Hinata esticou-se até a cômoda, buscando o celular. Não havia nada.

— Nenhuma.

Ela respondeu com uma tristeza nítida e Tenten se viu com a língua coçando, mas estragaria tudo se contasse a verdade agora e, caramba, eles tinham ido tão longe! Havia convencido Sasuke a não contar, por que o faria agora?

— Coma bastante! — Pegou um dos pães e enfiou na boca da Hyuuga, que fechou a cara, arrancando uma risada da mulher de coques. — Nosso almoço será bem reforçado também! — informou com um sorriso contagiante. — Nós temos um baita casamento pela frente!

Acompanhou o trajeto da mão da Hyuuga até o pão e a mordida silenciosa que ela dera no alimento. Hinata era forte, e ela também seria! Deixou a amiga sozinha e pegou o celular da escrivaninha, discando para o Uchiha que atendeu quase que de imediato.

— Oi! Como estão as coisas? — questionou-o, baixinho, com a mão escondendo a própria boca para abafar o som. — A Hi-chan recém acordou.

— Tudo dentro dos conformes, Tenten. — explicou rapidamente. — Ela está bem?

— Meio tristinha, mas já esperávamos por isso, não é?! — Ele concordou. — Vamos chegar por volta das três da tarde. É um bom horário?

— É sim. Posso mandar um carro ficar à disposição de vocês. — ofertou, pensando no conforto das duas.

— Seria ótimo! Nós vamos almoçar naquele restaurante… — Referia-se ao reencontro. — Depois, partimos para a catedral.

— Perfeito! Farei is…

Antes que o rapaz concluísse, a voz de Hinata se fez presente.

— Ten-chan? — Sasuke se calou de imediato.

— Ah! — Tenten se assustou e ouviu uma gargalhada contida do Uchiha. Segurou-se para não rir também. — Oi, Hi-chan!

— Quem é? — O moreno, mesmo longe, notou a desconfiança na pergunta.

— Seu primo! Neji! — Agitada, ela exclamou. — Então, Neji, nós vemos mais tarde! Até!

Ouviu um “tudo bem” baixinho, sarcástico, debochado, acompanhado de uma nova risadinha travessa antes de desligar a chamada. Quase perdeu a compostura mais uma vez e o amaldiçoou. Ele não era fácil.

— Prontinho! — Procurou disfarçar ao máximo, embora, por dentro, a sua vontade fosse gargalhar. — O avião dele vai atrasar algumas horas… Ele ligou para avisar.

Desviou da cunhada se direcionando ao quarto, rezando para que a moça caísse naquela historinha mal feita.

— Era o niisan mesmo? — No encalço da ex-Mitsashi, Hinata a indagou.

— Quem mais poderia ser, Hi-chan? — Nem olhou para a Hyuuga.

— Sasuke… — O tiro saiu certeiro. — A voz dele… — Uma das sobrancelhas fora erguida. — Escutei a voz dele…

— Imagine! Por que eu falaria com o seu namorado? — Apontou para a bandeja pouco mexida. — Vá comer!

— Você me parece cheia de segredos, como o Sasu… — A testa franziu.

— Apenas confundiu, amiga! — Procurou passar o máximo de confiança. — Como se você não conhecesse a voz grave do Neji!

— Hm… — O olhar tornou-se mais firme e rígido. — Pode… ser… — murmurou sem estar totalmente convencida.

— Coma direito e depois tome um bom banho para despertar! — A mão fora levada à testa da morena, sacudindo a franja azulada. — Vamos almoçar naquele restaurante maravilhoso próximo do trabalho e depois, catedral! Coragem!

Hinata balançou a cabeça positiva. Coragem. Ela queria mesmo ter coragem para pisar naquela igreja e arrancar Sasuke do altar aos beijos.

~ x ~

Naquele instante, Hinata não sabia o que pensar. Estava à caminho de um casamento, num carro luxuoso que só agora ela tinha parado para pensar em como havia brotado ali, depois de almoçar no restaurante que lhe trouxe um turbilhão de lembranças envolvendo o noivo!

O coração pulou em total desespero quando as íris peroladas encontraram as laterais da histórica catedral de Konoha. Pressionou os próprios lábios e olhou para as mãos que, geladas, suavam unidas. Acompanhou o estacionar lento do veículo e a vinda do motorista para abrir a porta em um gesto cordial.

Desceu do carro, trêmula, com as pernas mal respondendo. Estava tão apavorada que nem mesmo viu quando o homem se despediu e fora embora.

— Pronta?

— N… N… Não… sei… — gaguejou extremamente nervosa.

— Como não sabe? — Sorriu, agarrando-a pelo braço. — Hoje é O dia, amiga!

A Hyuuga franziu o cenho e pretendia argumentar, contudo fora arrastada para dentro do local. Conforme invadia o espaço, os seus passos foram diminuindo gradativamente enquanto as suas pérolas, perdidas, observavam ao redor, espantadas.

Lírios! Muitos lírios!

Haviam lírios de variadas cores em variados estilos de decoração. As pernas bambearam, o estômago revirou e a jovem se viu confusa e assustada por não compreender o motivo de tudo aquilo ter sido feito como se fosse para ela.

O tapete branco extenso passava entre as fileiras de bancos de madeira, concentrados nos dois lados, unindo a entrada ao altar que, por sua vez, era decorado com dois delicados jarros de lírios tão azulados quanto os seus… cabelos? Ela não estava vendo coisa, eles eram exatamente na mesma tonalidade dos seus cabelos! Também existiam castiçais com velas acesas por cantos estratégicos que traziam, ao lugar, um clima agradável.

Um cordão robusto feito de renda branca, frouxo, unia, em arcos invertidos, banco por banco, criando um sutil isolamento do meio, onde a noiva passaria. Era possível ver um arranjo de lírios brancos que se repetiam, de dois em dois bancos, dando um ar incrivelmente acolhedor e calmo ao lugar.

Paz. Não tinha como não se sentir em paz vendo tudo aquilo. Sasuke não havia brincado quando disse pensar nela. Isso, agora, era mais do que nítido e apenas o desejo pela explicação dominava a sua mente.

Aos poucos, o choque inicial diminuiu e a Hyuuga voltou a caminhar se permitindo ser arrastada pela cunhada até a entrada lateral, que dava para uma área de espera com três portas fechadas. As duas adentraram o cômodo amplo e Hinata pôde, finalmente, encontrá-lo lindo, impecável, pronto… Pronto para casar.

Os batimentos cardíacos vieram intensos e ela perdeu a fala. O moreno estava ali ostentando os cabelos grandes, úmidos e bagunçados, com uma expressão divertida, escutando o que Sakura dizia enquanto arrumava o nó da gravata do smoking preto que ele usava.

Moveu-se, negativa, mas era impossível conter as lembranças e as lágrimas que inundavam os seus olhos.

 

— Hey, Sasu… — Com a cabeça repousada nas coxas da Hyuuga, ele abriu os olhos e a mirou. Estavam acomodados na sala, sobre o tapete fofo da residência dos Uchihas. — Eu tenho um sonho.

— Qual?

— Casar com você. — Ele franziu o cenho e continuou prestando atenção. — Você num smoking preto, com os cabelos um pouco maiores, caídos sobre os seus ombros…

Debochado, ele permitiu que um sorriso torto se formasse. Sentou-se no chão e a puxou para perto. Beijou-a algumas vezes seguidas e a empurrou contra o tapete. Subiu por cima da garota, que ruborizou ao extremo quando sentiu o mordiscar dele no seu pescoço e o colar dos corpos.

Ele chupou-a no lóbulo da orelha e sussurrou:

— Um dia… Um dia, meu bem.

 

— Hi-chan? O que foi?

O Uchiha olhou para as duas de imediato e observou a Hyuuga estática, o encarando. Um sorriso mais largo se desenhou na sua face e ele deu as costas à Haruno, que saiu por uma das portas.

— Você chegou, Hina… — De frente para a namorada, ele meneou a cabeça para Tenten num cumprimento rápido e voltou-se à morena. — Me sinto aliviado.

Num gesto automático, a mulher girou os calcanhares na intenção de fugir, no entanto Sasuke a alcançou sem problemas. Agarrou-a por trás, enlaçando-a pela cintura, sem permitir que ela desse mais um passo.

— Nada de fugas.

— Casamento e smoking… — resmungou, desgostosa. — É ótimo te ver realizando os meus sonhos.

— Ora, não sabia que era tão possessiva, meu bem. — desdenhou, debochado, recebendo um olhar mortal da moça. — Mas não é assim.

— Não é? — Magoada, Hinata o questionou. — Me fez prometer que viria assistir o teu casamento! Por quê?

— É simples. — Ele a beijou no pescoço antes de responder: — Porque, sem você, ele não aconteceria.

— O que… — travou. — O que quer dizer… com isso?

— Venha. — O Uchiha se desvencilhou dela e estendeu a mão. — Quero te mostrar uma coisa.

A Hyuuga hesitou por alguns segundos, mas, por fim, segurou na mão dele. Sasuke a guiou pelo corredor, levando-a para a parte da frente. Discretos, aproximaram-se das pessoas que já aguardavam pela cerimônia quando o rapaz visualizou três silhuetas nos primeiros bancos, impecáveis, e se deixou sorrir.

— Reconhece? — O dedo indicador apontou para elas.

Os olhos e a boca se abriram em surpresa e a moça ficou muda. Apertou os dedos dele e virou-se para o jovem, confusa e perdida, completamente perdida.

— O que…? — Engoliu em seco. Um nó formou-se no estômago. — O que eles fazem aqui?

Sasuke se manteve em silêncio e a puxou pela mão novamente. Os dois retornaram para perto de Tenten, que os aguardava paciente. Em choque, Hinata não pôde se conter. Tinha, precisava compartilhar com a cunhada.

— Ten-chan! Otou-san, Neji-niisan, Hana-chan… Estão todos aí!

— Claro que estariam, Hi-chan! — Ela sorriu e olhou para Sasuke, cúmplice, certa de que ele completaria a informação.

— Imagina se eles iriam perder o seu casamento, meu bem.

— O quê? — Os olhos esbugalharam-se. — Me… Me… Meu…?

Sem demora, Sasuke afundou a mão no bolso da calça escura e trouxe o envelope rosado. Estendeu à Hinata, que pegou a carta. Com o coração disparado, ela abriu-a e as íris peroladas passaram a desvendá-la.

 

“Sasuke-kun,

Depois do nosso fim, não pude deixar de pensar em nós um minuto sequer. Nossas memórias preciosas, nossa convivência de tantos anos, tudo volta na minha mente e eu percebo que você sempre carregará um pedaço de mim.

A verdade é que eu te amo muito e esse amor não me deixa outra opção, e é justamente por isso que eu não posso abrir mão de tudo.

Creio que você, agora, esteja resmungando algo como “enlouqueceu?” e, não, eu não enlouqueci. Eu não poderia abrir mão de tudo mesmo porque tudo está pronto e aguardando por um casamento. E ele acontecerá, se você quiser.

O que acha de uma surpresa?

Corra, arrume tudo depressa, entre em contato com as pessoas que faltam.

O noivo continua na documentação como Uchiha Sasuke, já a noiva sofreu uma alteração, aparecendo, agora, como Hyuuga Hinata.

Seja feliz!

Com amor, Sakura.”

 

Sem ação, Hinata olhou para Sasuke, de Sasuke encarou Tenten e de Tenten, voltou a olhar para a carta. Fez isso mais três vezes enquanto abria e fechava a boca, mas as palavras não saíam. Era mesmo o seu casamento… Ela se casaria com Sasuke… Ele… Ela…

— É o nosso casamento. — contou mais abertamente, sem deixar dúvidas.

Os olhos claros encheram-se de lágrimas. Ele tinha organizado tudo para ela.

— Por que fizeram isso? — Chorosa, a Hyuuga desferiu alguns tapas nos braços do Uchiha, que se defendia achando graça.

— Se não quer, é só falar. — retrucou, dando de ombros. — Mas, meu bem, não vai achar alguém mais bonito do que eu. — Ele sorriu de canto, convencido, e piscou para a noiva.

— Bobo! — A repreensão veio junto do abraço forte, urgente e trêmulo. Ele afundou o rosto no pescoço feminino, circulando-a com os braços pela cintura. — Eu casaria com você quantas vezes fosse necessário.

Sasuke sorriu. Um sorriso leve, extasiado. Tomou uma pequena distância e a segurou pelo queixo, mergulhando nas pérolas dela. O seu semblante tornou-se sério e ele colocou algumas mechas dos fios azulados por trás da orelha da moça.

Então, case-se comigo, Hina. — As mãos dela tocaram-no o rosto, e ele fechou os olhos apreciando o toque.

— Eu caso. — Pôs-se na ponta dos pés e encostou os lábios nos dele. — Eu caso com você, amor.

Um beijo apaixonado foi iniciado e Tenten prendeu o grito na garganta. Não tinha como não querer gritar ao assistir aquela cena linda. Sorriu abobada e os olhos castanhos marejaram. Hinata seria feliz. Sasuke seria feliz. Eles seriam felizes. Limpou as próprias lágrimas com as costas das mãos e escutou o moreno consolando a namorada, que se acabava em lágrimas também.

— Não chore, meu bem. — Passou a secá-las com os dedos. — Hoje não é dia dis…

— Uchiha Sasuke! — O rapaz franziu o cenho e observou a Haruno com as mãos na cintura. — Solte a Hinata-san já!

Uma gargalhada escapou dele quando Sakura puxou-a dos seus braços. Com a Hyuuga sob custódia, a rosada lançou um olhar para a amiga loira.

— Ino, ligue para Shino e Kiba! — Ela direcionou as íris esverdeadas à Hinata, que não entendia nada. Sorriu largo. — Avise aos dois que a noiva chegou!

 

Continua…


Notas Finais


Espero que tenha sido do agrado de vocês <3
Agora, tudo foi realmente explicado e não existem mais dúvidas, né <3
Essa fic terminará no capítulo 15, então teremos mais quatro para o fim <3
Tenho um projeto já bem adiantado de Casamento Contratual <3 SasuHina e a intro será postada em breve. Só to precisando arrumar uma capa <3 Ela será iniciada após o fim da Touch. Eu sempre quis escrever algo com esse clichezão lindo, que eu amo tanto, e finalmente consegui <3
Enfim, quero ler as opiniões de vocês, sugestões, deixem seus comentários <3
Agradeço a todos que estão acompanhando, favoritando e comentando <3 Vocês me fazem feliz <3

Beijos e até a próxima <3


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