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História Tower of God - Imagine - Capítulo 3


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Notas do Autor


Desculpem a demora aaa
Problemas pessoais e uns projetinhos a parte, mas sem enrolação
Boa leitura!

Capítulo 3 - A Lança


Prosseguimos até a seguinte sala, onde esperaríamos o terceiro teste. 

Dessa vez, ficamos afastados de Baam e os outros, e Hina me comprou alguns doces, pois viu que eu estava com fome. 

 

— Esses doces são ótimos — dizia com a felicidade estampada na cara, enchendo mais minha boca de doce — Onde eu morava era difícil ter doce, ou comida.... Mas não consigo ficar triste, isso é muito bom!  

 

— Parece uma criança — comentou a ruiva rindo da minha situação. 

 

Por vezes, eu olhava em direção a Baam e os outros, elea estavam olhando para o teto que dava ao céu. 

De onde eu vim, os dias eram normalmente cinzentos e chovia constantemente. As raras vezes que o tempo abria, muitos deles vinham. 

A admirar aquele céu azul, sentir algo em minhas bochechas escorrer, lágrimas começaram a brotar de meus olhos. 

 

— Você está bem, (s/n)? — perguntou Z, se escorando na parede acima de mim. 

 

— Acho que sim, não gosto muito do azul do céu — respondi secando as lágrimas. 

 

O crocodilo começou a gargalhar, ele era tão barulhento, que sua risada me contagiou. 

Hina afagou minha cabeça a ver a cena, ela sorria singelamente. 

 

— Baam, parece curioso — comentei e um sorriso malicioso surgiu nós lábios de Z. 

 

— Hmm... Está interessada nele, é? — brincou o loiro. 

 

— C-claro que não — respondi sentindo o rosto esquentar. 

 

Dei as costas pra ele e continuei a comer os doces. 

 

— Sua reação foi diferente dessa vez — disse a ruiva — Quando brinquei mais cedo você nem ligou, agora até gaguejou. 

 

Ela se aproximou do meu ouvido. 

 

— Você gosta de dourado, não é? — sussurrou séria e se afastou novamente. 

 

Gritos vindos do corredor soaram, voltando a atenção de todos pra lá. 

Hina riu e, silibou fracos em seus lábios. 

 

— Próximo time, por favor — declarou a mulher que guardava a frente do corredor. 

 

Gritos e gritos eram ouvidos a cada equipe, em rara ocasiões, eram inexistentes. 

 

— O que vocês acham desse teste? — perguntou um cara com fisionomia estranha, aparecendo do nada, me fazendo dar um pulo e cair no chão — Me desculpe, mas não sei se perceberam. Que os gritos vêm depois dos 5 minutos. Observei isso com meu alto intelecto — comentou. 

 

Hina revirou os olhos e me ajudou a levantar. Encarava o corredor com a mão no queixo, queria saber o que pensava. 

 

— Talvez, hm... — ela fechou os olhos e parecia estar fazendo força para pensar — É, talvez, quando formos observem o tempo — declarou. 

 

A ruiva agradeceu o cara e o mandou embora, o mesmo em seguida foi para ao grupo do azulado. 

Certamente, estou observando aquele grupo demais. 

 

— Saco plástico fluorescente? — disse Z rindo — Aquele Khun tem ótimos apelidos. Só perde pro crocodilo. 

 

— Você tem uma audição boa — comentei, juntando o lixo dos doces que comi e os levando para o lugar certo onde despeja-los. 

Assim que me virei, Khun estava em cima do saco plástico – da figura estranha? Cara estranho? Que seja –, com uma faca. 

A mulher do corredor chamou o próximo grupo, que afastou Khun do cara e se direcionou ao teste. 

 

Eles terminaram o teste em exatos 5 minutos. 

Hina e Z se entreolharam e concordaram com algo, seguindo até o corredor. Eu tive de dar uma corridinha para alcança-los. 

Dentro da sala do teste, havia um grande relógio e o que parecia várias portas. No centro da sala tinha um cara loiro tomando algo. 

 

— Meu nome é Hansung Yu — se pronunciou, pousando sua bebida sobre a mesinha — Eu sou o diretor deste teste. O teste é basicamente abrir a porta certa. 

 

— Só isso? — questionou Z, dando um passo em direção a Hansung. 

 

— Só isso. Só terão uma chance para abrir a porta, e se demorarem mais de 10 minutos, o teste acabará imediatamente — após seus dizeres, uma cratera luminosa apareceu no meio chão da sala — Agora, que comece o teste. 

 

Tanto o ponteiro do relógio, como as portas em volta começaram a se mover. 

Como Hina havia dito antes de virmos pra cá, comecei a observar o tempo, enquanto ela e Z conversavam. 

A primeira vista, tudo estava normal, mas se passa de 15 segundos em sua mente, tu percebe que se passou 30 no relógio. 

 

— O relógio... — comecei a dizer me virando para o diretor — É 2 segundos em 1, por isso os gritos vinham depois de 5 minutos. 

 

Meus companheiros de equipe me olhavam abismados. 

 

— Isso significa... Temos metade do que pensávamos — comentou Z se virando para as portas. 

 

Um sorriso no rosto do Hansung apareceu. 

 

—Ei, criança — soou uma voz, que parecia vir da minha lança. E aparentemente só eu podia escutá-la. 

 

Ela começou a vibrar, e uma corrente elétrica seguiu até minha cabeça. Ela começou a se descontrolar e, me arrastou até uma porta, abrindo-a. 

Todas as portas se acenderam em verde, e o relógio havia estagnado em 1:40. 

 

— Vocês terminaram rápido. Provavelmente a equipe mais rápida — comentou o loiro do centro — Podem seguir pela porta aberta, estão aprovados. 

 

— Como tu soube, (s/n)? — questionou Z. 

 

Levantei a lança, que parava de vibrar. 

 

— Não entendi — disse o baixinho confuso. 

 

Dei de ombros e segui até a porta, Hina já estava do outro lado dela. 

 

Seguimos por um longo corredor enfeitado com bastante verde das plantas, até a próxima área de espera. 

Baam e seu grupo já estava lá, ele observava para além da janela, porém me enxergou pelo reflexo, se virando em minha direção e acenando. 

Senti meu corpo se mover sozinho até ele. Talvez por sua ingenuidade em seus olhos, conseguia estar próxima dele. 

 

— Ué, está afastado dos outros — comentei ao chegar do seu lado. 

 

— Quis observar um pouco — respondeu voltando a janela. 

 

Rak comentou de longe estar com sede e, Khun se recusou a ir pegar. 

O moreno olhou pra mim e fez um movimento com a cabeça, sorridente, para segui-lo. 

 

— Não se preocupem, nós vamos — pronunciou ao chegarmos neles. 

 

Segui ele até uma máquina de vendas de bebidas. 

Ele apertava e apertava, mas nada acontecia. Perguntou se eu sabia usar, mas de onde vim não tinha nada perto disso. 

Um rapaz moreno, mais alto que a gente apareceu por de trás. 

 

— Modo dinheiro — pronunciou e sacou a bebida. 

 

— Aqui — disse entregando a Baam. 

 

— Obrigado! — respondeu o menor alegremente. 

 

— Então, você também passou, menino sortudo? — comentou o mais alto. 

 

Estão me ignorando, mas não sei dizer se é bom ou não. Mas que é desconfortável, é. 

 

— Oh! Você não é do grupo que passou em menos de 2 minutos? — exclamou a mim, me fazendo pular. 

 

— Acho que sim... — respondi fraco abaixando a cabeça. 

 

— Dois minutos? Isso é incrível, (s/n)! — o moreno me elogiou, com aqueles olhos dourados grudados em minha direção. 

 

Desviei meu olhar em constrangimento. 

 

— Eu sou Shibisu, aqueles são Anaak e Hatsu — disse o moreno apontando para um espadachim de cabelos negros e uma garota de pele esverdeada – a que passara primeiro no segundo teste –, sentados no chão — Como se chama? Já que já disse o nome dela — sorriu em minha direção. 

 

Acabei por me afastar no impulso. 

Ele se assustou com meu movimento, e tentou me alcançar com sua mão. Infelizmente, isso me despertou medo e sai correndo, até Hina. 

 

— O que foi, (s/n)? Por que está chorando? — questionou preocupada assim que eu a abracei. 

 

Eu mexi minha cabeça em negação contra seu corpo, e recebi cafuné em respostas. 

Lero Ro apareceu falando em tom alto, me fazendo. 

 

— Eu tenho maravilhosas notícias para vocês — comentou. 

 

Não sabia o que estava fazendo, ou onde estava. Eu estava confortável nos braços de Hina, e minhas lágrimas me impediam de abrir os olhos. 

 

— Vocês receberam a chance de participar do teste bônus! — disse animado — A participação é opcional. 

 

— Hina... — a chamei fraco com a voz embargada olhando para seu rosto — Temos que participar? 

 

Ela continuava a me olhar preocupada. 

 

— Dependendo do prêmio. Eu sei que você está cansada. 

 

— Não participar não farão estar em desvantagem. O time que vencer este teste não precisará fazer mais nenhum outro — explicou o loiro. 

 

Murmúrios de indagação começaram a surgir. 

Bufei em reprovação e cansaço, Hina riu e afagou minha cabeça mais uma vez. 

 

— Vocês receberão a permissão de subir a torre. 

 

Os murmúrios se transformaram em entusiasmo. 

 

—  Então, vocês participarão? 

 

 

Lero Ro, explicou o teste de forma demorada, e mais interrupções com perguntas, me fizeram ter sono. 

 

— Lero Ro fala demais — falei meio ranzinza no fundo da cela. 

 

HIna riu e se juntou a mim, se sentando ao meu lado. 

 

— Vamos provavelmente participar da terceira rodada em diante. Quando estiver próximo a chamo — disse a mesma. 

 

Rak exclamou algo sobre armas poderosas, mas quando percebia havia caído no sono. 

Estava sonhando, era um lugar escuro. Não era possível escutar nada ou sentir algo, como se meus sentidos tivessem sidos roubados de mim. Então o medo começou a tomar conta de mim. 

 

— Calma, criança — soou uma voz que aparentemente vinha de dentro da minha cabeça.  

 

Era uma voz de certo modo familiar, mas de onde? 

 

— Está tudo bem, vai ficar tudo bem. 

 

— Q-quem é você? — pensei. 

 

Uma brisa gentil passou por mim – pude enfim sentir algo e comecei a voltar a escutar. E um redemoinho de luz azul claro se formou a minha frente, a voz começou a ecoar de lá. 

 

—Olá, sou sua lança, sua nova amiga. Irei lhe levar além do que pensa. Só preciso de uma coisa para que isso ocorra — disse gentilmente. 

 

—Além? Eu nem ao menos sei o que quero no topo da torre. Tecnicamente, já obtive minha liberdade — respondi. 

 

— Deve ter algo, no fundo do seu coração. Se não, não teria sido dada a você — sua luz começou a me rodear. 

 

Algo que eu quero, no fundo do meu coração. 

 

— Talvez... Eu queira viver sem medo, poder confiar nas pessoas e não depender delas. Quero ser forte. Não, eu quero! — declarei — O que você precisa? 

 

— Me absorva, me coma. Seremos uma, e conquistaremos seu desejo. 

 

A luz retornou ao ponto inicial. 

 

— Mas, você não tem algum desejo? — perguntei. 

 

— Um coração puro para me unir. E aparentemente, você é o que desejo. 

 

Ela se materializou em uma garota igual a mim, e começou a me abraçar. 

 

— Podemos ser amigas pela eternidade, quando estiver se sentido só, pode me invocar com a lança. Agora... Serei sua coragem e força. 

 

A temperatura em meu corpo começou a subir subitamente, senti meu sangue correr ao contrário, minha cabeça a girar e... Acordar. 

 

— Parece que seu sono foi bom — pronunciou Z a minha frente — Vamos, entraremos na próxima. E como você está pálida. 

 

Observei as partes visíveis do meu corpo, estava quase tão branca como a neve, e me sentia gelada como tal. 

 

— O que aconteceu? — pensei me direcionando a luz anterior. 

 

— São minhas características, espero que não se incomode. Agora, é hora do show, criança. 


Notas Finais


Os próximos capítulos provavelmente demorarão, me desculpem ;-;


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