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História Tóxico - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Ola.
Essa fanfic tem a versão em Naruto no site do Nyah, sobre minha autoria. Não consegui colocar o mesmo nome, mas eu sou a Nahu. Qualquer outro lugar além desse, é plágio. Por favor, denunciem.
Serão bem parecidas as histórias, mas terá mudanças significativas em cada uma delas
Desde já aviso... Essa história não terá um final feliz. Não terá sexo explícito, apenas insinuação. Coloquei 18+ porque né.

Capítulo 1 - Ruína


A corrente fria de ar passando pela porta aberta atrai a atenção das poucas pessoas presentes no recinto para a figura intrusa. Não se importa com a atenção direcionada a si e tão pouco retribui aos olhares curiosos das pessoas.  Seu objetivo ao entrar em um bar pequeno – o único aberto que encontrou nesse começo de tarde – é apenas extravasar. Em uma breve observação ao seu redor, fica desapontada com a qualidade: nem chega perto dos seus bares favoritos, entretanto, basta para o cumprimento de suas intenções. 

Normalmente ligaria para sua aparência e suas vestes, uma maneira de imposição de respeito com pessoas de classe inferior a sua. Seria alvo de olhares cobiçosos de pessoas de qualquer gênero e idade, pois é uma adulta com a beleza atípica de sua família, carregada com uma importância colossal na cidade. É uma mulher cobiçada por sua beleza e dinheiro. Os olhares nesse momento são de surpresa e choque, visto que seu estado causa calafrios até naqueles mais desinteressados. Apenas uma mulher profundamente amargurada em seu íntimo e transmitindo uma aura triste.

Caminha lentamente para as banquetas localizadas estrategicamente perto do barwoman e suas bebidas, que seriam seus grandes amigos nesse dia e quanto mais perto, mais rápido o atendimento.  O sobretudo e cachecol expostos nela foram colocados de qualquer modo sobre a bancada quando se sentou.

— Senhora, um momento de atenção, por favor.

— A cada dia eles começam mais cedo a beber – Comenta a barwoman, provável dona do bar, ainda de costas e vira-se para quem a chamara – Pois não?

— Eu quero ser servida a noite toda e me pergunto se essa grana resolve esse meu desejo – Mostra arrogantemente uma quantia que faz a dona arregalar os olhos de surpresa e a morena sorri satisfeita com essa resposta  – Muito bem. Você e eu iremos nos dar muito bem hoje.

~*~

Sob o olhar atento da barwoman, a morena espera impacientemente seu copo ser preenchido por essa mais uma vez nessa noite fria de dezembro. Provavelmente existe uma camada considerável de neve lá fora para ser consideravelmente perigoso dirigir e a chave de seu automóvel caro fora confiscada há muitas horas para garantir sua segurança. Não sabe como irá voltar e tão pouco se importa.

Num piscar de olhos, a bebida já jaz na boca dela e desce queimando sua garganta até que sinta aquele típico calor se alastrando por seu corpo.  O local não se permitia o sofrimento do inverno graças ao sistema de calefação e a falsa sensação de calor causada pela bebida são as justificativas dela para o sobretudo, bolsa e cachecol residirem de qualquer modo no chão. Quem dirá algum dia que uma das jovens adultas mais cobiçadas (por homens e mulheres) do país com gostos finos estaria daquele modo tão vergonhoso.

— Eu não irei colocar mais uma gota nesse copo novamente – A voz da mulher atrás do balcão ressoa pelo recinto quase vazio quando a jovem, Stephanie Hwang, pediu por mais uma rodada – Chega de bebida para você, senhora.

— Eu estou pagando e estou pedindo por mais um copo – É nítida a arrogância da Hwang e faz uma careta em descrença – Faça o que eu peço, sua verme.

— Eu irei fechar mais cedo e meu nome é Kwon Bo-Ah, trate com respeito os mais velhos – Responde calmamente e pega o cigarro de seu bolso, sem se importar em ser educada com a pessoa a sua frente – Arrume-se adequadamente, irei dá-la uma carona para sua casa.  Amanhã você vem aqui para pegar sua chave.

— Eu não estou a fim – A mais nova faz uma cara emburrada e levanta-se lentamente da cadeira, tentando inutilmente ajeitar seu vestido amarrotado – Só vou com você agora porque meu motorista está dispensado esta noite e estou desacostumada.

— Tá, claro – Traga o cigarro pela última vez e o amassa no cinzeiro, voltando-se para a morena e percorre o caminho até estar do seu lado – Você está em um estado deplorável, minha jovem.

Deplorável é um elogio para a situação dela. 

O vestido, todo manchado por bebida, está  desajeitado em seu corpo. Seu cabelo – costumeiramente muito bem arrumado e lavado – oleoso parecendo uma vassoura, daquelas bem desgastadas após muito uso. Seus olhos, sempre tão chamativos, sem brilho algum neles e inchados de tanto chorar este dia. Para finalizar, olheiras enormes demonstrando seu cansaço, físico e emocional. A única coisa devidamente arrumada em seu corpo é a pulseira, pois seu anel de casamento está jogado em um canto qualquer daquela cidade.

— Me deixa adivinhar o motivo dessa bebedeira... – A Kwon coloca o dedo no seu queixo fingindo pensar sobre o assunto – Homens?

— Quem me dera – Responde sem ânimo e veste as roupas jazidas no chão para o frio lá fora – Bem mais importante que isso, minha cara.

Sem mais nenhuma pergunta por parte da mais velha, seguem sem pressa para a saída. O choque de temperatura se faz presente e ambas tremem com isso, apressando o passo para o carro indicado pela mais velha. Simples é a definição para o automóvel da Kwon, condizendo com sua personalidade humilde e um cheiro forte de cigarro predominando nele.

 – O que uma Hwang faz nessas redondezas? – Indaga a motorista quando a citada se acomodou devidamente no banco do passageiro – Uma pessoa com essa aparência física, esse colar e arrogância só poderia ser alguém dessa família.

— Falta de opções hoje – Arrogância era explícita em toda fala dela e esta continua após o veículo começar seu trajeto – Está mais para um fardo ter esse sobrenome, isso sim.

— Acredito que seja mesmo, mas seu rosto... – Tenta lembrar onde tinha visto a moça ao seu lado – Seu rosto não me é estranho. Talvez de um jornal daqui?

— Vamos dizer que fiz parte do evento da minha família e tive certo destaque nele – Encerra o assunto, mantendo sua identidade em oculto para a desconhecida – Minha casa é no condomínio Vila Real.

— Quase achei que era outro – Ironiza a informação dela, sendo de conhecimento dos cidadãos sobre a localidade deles, pois todas as famílias de classe alta ali viviam – Você é Stephanie Hwang, não?

— Mídia física e suas desvantagens para sua vida particular – Sempre odiou se sentir exposta nas situações e o fato da mais velha a reconhecer não melhorou em nada – Parabéns, Sherlock Holmes.

— Xeroque Rolmes ao seu dispor. Elementar, minha cara Hwang – Ignora prontamente a aura de irritação da outra com sua brincadeira e continua – Você está sem sua aliança e acabada desse jeito. Como pode não dizer que é um homem seu problema? Vamos, minha jovem, sua vida é fútil demais para eu espalhar, conte-me o que está em seu coração.

Sem nenhuma resposta da Hwang, o carro entra em um profundo silêncio enquanto seguiam em direção ao condomínio. O caminho do bar até o local é de distância média, já que levaria um pouco mais de 10 minutos para chegarem ao local, entretanto, o azar da Hwang está forte hoje. Um forte ruído do carro chega nos ouvidos das adultas e, em poucos segundos, saía fumaça pelo capô do carro, obrigando a Kwon a estacionar o automóvel e o desligar.

— É uma mulher – Stephanie quebra o silêncio predominante após BoA ligar para o guincho, que demoraria uma eternidade para chegar – Meu problema é uma mulher.

— Seu marido está a traindo? – É clara a surpresa dela após a informação dada, tenta consertar a situação – Ainda bem que se separou.

— Ele é apegado demais a mim para isso – Esclarece a confirmação errônea da curiosa e, nervosamente, prossegue – Ele jamais seria o motivo da minha bebedeira, o motivo dela é Kim Taeyeon, esta também me deu essa pulseira... A única coisa que me restou dela.


Notas Finais


Qualquer comentário e favorito é sempre bem-vindo. Espero que tenha gostado.
Até a próxima, talvez.


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