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História Trabalho Para Dois - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bom, essa é minha primeira fic, então espero que gostem <3

A ideia inicial era com um outro shipp, mas por causa de uns problemas decidi colocar Toga e Dabi (que tbm é um shipp que eu gosto) ^^

Capítulo 1 - Capítulo Único


Todos os dias tem sido a mesma coisa, a mesma mesmice. Olho para o teto, para o chão, para as paredes tudo tem a mesma cor cinza mórbida. Entediante demais, igual demais. Tudo o que eu mais queria era uma folguinha de todo esse tédio.

As coisas na Liga estavam tensas nos últimos dias – nunca foi um mar de rosas, realmente – mas ultimamente elas estavam piores que o normal. 

Com essa afiliação da Liga com o Exército de Libertação tudo ficou corrido, muito bagunçado. Nos mudamos para a sede do Exército por hora, mas ninguém aqui confia totalmente em nós. Estamos recebendo constantemente olhares tortos para o nosso lado.

Não quero ficar sozinha vegetando nesse tedio, resolvo sair do cômodo que estou, caminho pelas salas em busca de alguém da Liga para irmos na rua assustar alguma criança, ou roubar um pouco de sangue de algum desavisado, me alegro só de pensar no mundo de diversões eu posso ter lá fora, paro na frente de uma sala e encontro Twice e Dabi jogando papo fora relaxados numa poltrona perto de pessoas que não conheço muito bem. Atravesso a sala e paro em frente a eles.

- Hey Dabi, me ajuda com um probleminha? - minto rapidamente pra não levantar suspeitas pro resto do pessoal na sala.

- Que problema?

- Nada demais, Shigaraki que me pediu pra te chamar – invento.

- O que ele quer comigo? - diz Dabi franzindo suas sobrancelhas, em dúvida.

- E como eu vou saber? Ele chamou por você não por mim. - Porra Dabi, para de fazer pergunta besta e me segue – Vai vir ou não?

Com um olhar de dúvida ele finalmente me segue, percebo um olhar questionador do Twice pra cima de mim, mas ignoro. Infelizmente teve que ser o Dabi a ser chamado, se eu tivesse chamado o Twice a multipla personalidade dele iria aparecer no meio do caminho e seria um desastre completo, sempre consigo acalmar ele durante suas crises, mas demora.

Caminhamos normalmente virando em alguns corredores ocasionalmente, decido passar no meu quarto para pegar minha jaqueta bege. Eu já estava com uma blusa de lã, mas o frio lá fora estava mortal, não estava a fim de ficar com a garganta doendo, não, obrigada.

- Eu vou passar no quarto pra pegar minha blusa de frio. – Anunciei. A essa altura já era pro Dabi ter reclamado do porque não nos encontramos com o Shigaraki ainda. Estranho. Bom, talvez ele só esteja me seguindo no automático como ele faz na maioria das vezes que alguém o pede ajuda.

Cheguei no meu quarto, abri a porta e adentrei o cômodo. Dabi passou logo depois, fechou a porta atrás de si e foi direto para minha cama, sentando-se. Lanço pra ele um olhar questionador.

- Que foi? - Ele pergunta descaradamente, ao perceber meu olhar dirigido a ele.

- Saia de cima da minha cama. - Respondo curta e grossa enquanto pego minha jaqueta de dentro do guarda roupa – Agora.

- Dá um tempo, eu tô cansado. Você me fez andar todos esses corredores pra parar aqui no seu quarto. – Diz, jogando seu tronco contra a minha cama.

Dabi é um folgado de primeira! Como pode ir entrando no quarto dos outros assim sem nem eu conceder permissão. Sentando na minha cama ainda por cima! Eu vou socar esse rosto até ele adquirir uma nova mancha roxa. Caminho para perto dele, com a jaqueta em mãos.

- Não, não! Nada de ir se acomodando, levanta vamos, o Shigaraki está nos esperando. - Falo impaciente.

- Você diz isso, mas aposto que não tem Shigaraki nenhum nos esperando - diz apoiando os cotovelos na cama de modo que ficasse quase sentado - não é verdade?

De princípio tomo um choque por ele já ter percebido a mentira. Mas, era óbvio que ele perceberia, estamos falando do Dabi e não do tapado do Spinner. Ele é muito sagaz, diferente de nossos parceiros.

- Você está certo, eu só... - começo a desabafar levemente – estou cansada de todo esse olhar vigilante em cima de nós. Quem eles acham que são? Nós somos a Liga! E eles são o que? Um exercitozinho mixuruca com um narigudo de líder. Que ninguém nunca ouviu falar – Me aproximo da parede, como um lado de minha cama é encostado na parede, aproveito e descanso minha cabeça ali ao me sentar, jogando a jaqueta na ponta da cama.

Nessa posição tenho a visão completa do quarto. Não que seja um quarto bonito, muito pelo contrário, ele é pintado num tom branco-mofo horrível, com uma janela grande com grades enferrujadas e além da cama os únicos moveis dispostos eram um criado mudo e um guarda roupa velhos cor de magno descascado, que já estavam aqui quando me apossei do quarto.

- Eles não confiam na gente, isso é obvio. - Disse se endireitando-se e apoiando as mãos atrás da cabeça. - O que você esperava? Flores e doces? - A voz emanando um leve tom de deboche.

- Claro que não – não se pode nem desabafar com esse cara, que ele já vira a arrogância e o desinteresse em pessoa. – Argh esquece isso, vou lá pra fora sozinha.

Quando estou me preparando pra levantar da cama, Dabi segura meu pulso, viro o pescoço e encaro minha mão.

- O que é isto? – direciono o olhar pra ele e sua mão.

- Você ainda quer se distrair, não é? - diz com uma voz mais rouca que o normal, soando até um pouco, hã, sexy??

- Hum, sim – encaro seus olhos incrivelmente claros. Como a luz do sol estava entrando completamente pela janela, dava pra enxergar totalmente a cor de seus olhos, eles irradiavam um tom azul misturado a um verde tão claros dando seu tom habitual, turquesa. Nunca os tinha visto assim, tão perto.

Distraída por um momento, voltei a mim e me concentrei na situação. O que ele estava querendo insinuar? Bom, o que quer que ele fosse tentar, eu sempre carrego um canivete comigo, qualquer coisa eu o ameaço.

Ele me puxa pelo pulso e me acomoda em seu colo sem tirar sua mão da minha.

- Dabi... - já estou irritada com esse joguinho dele, minha paciência já, já vai acabar

- Shh - ele começa a trilhar beijos em meu pescoço - não era isso que você queria? Se distrair de toda essa bagunça? - seus beijos evoluem para curtos chupões.

- Não era exatamente essa a minha ideia – falo com um tom indiferente, mas falho horrivelmente. Puts, essa boca dele em meu pescoço... está muito bom! Inclino um pouco a cabeça para o lado, deixando que Dabi se aproveite mais dali.

Com a mão esquerda em minha nuca, Dabi segura firmemente, mas com dedos delicados. Alinho minha cabeça na altura da sua para me encontrar com sua boca, a abro um pouco para dar passagem a sua língua, suavemente ele enlaça a sua à minha e nos beijamos conseguindo uma bela sincronia para um primeiro beijo. Cada boca moldava uma a outra, preenchendo o espaço que a outra deixava. Com sua outra mão livre, ele desliza por meu corpo descobrindo novas partes cobertas e inexploradas.

Surpreendentemente ele é muito bom nisso. Suas mãos e língua já sabem exatamente quais movimentos certos para me excitar, como se já tivesse tido várias experiências e fosse um mestre da provocação. Solto uns gemidos baixos e curtos em meio ao nossos amassos, puxando seu cabelo retribuindo a caricia.

- Acha que só você vai se divertir é? – o desafio enquanto me ajeito para tirar sua jaqueta preta.

- Aah, então a Srta. Himiko resolveu mostrar suas garras, huh?

- Calado. – Com a jaqueta já tirada, me apresso a tirar sua camisa branca. Com a ajuda de Dabi, tiro-a por cima de sua cabeça.

Quem diria que por baixo daquela roupa tinha um abdômen e peitoral em ótima forma. Suas marcas roxas param em sua clavícula e voltam apenas no começo do cotovelo, o que se estende além disso é uma pele lisa e totalmente livres de marcas. Passando a mão por seus piercings me pego perdida em pensamentos enquanto encaro seu corpo. Eu quero passar a mão em cada curva de seu corpo, morder cada músculo, lamber cada pedaço de pele exposta.

- E você? Não acha que já está na hora de tirar um pouco dessa roupa também? -  Diz me lançando um olhar sedutor.

Gesticulo “sim” com a cabeça sem parar de o encarar. Puts, caí no papinho dele igual uma idiota, mas não vou me esforçar para sair. Nem quero.

Desabotoando minha blusa de lã, ele se prepara para tirar o resto do meu uniforme, levanto os braços para ajudá-lo, ele puxa minha saia até a cintura e facilmente abre o zíper a tirando por cima de minha cabeça, se aproveitando de minha posição.

Com uma feição irresistível, ele empurra minhas costas contra o colchão a fim de tirar minhas peças intimas. Se curvando em cima de mim ele abre o sutiã - que, por sorte, tem o fecho na frente. Com meus seios expostos, Dabi rapidamente pega um de meus peitos, com a mão direita, de modo que meu mamilo fique de fácil acesso para sua língua, suavemente ele a passa por toda extensão da aréola, me fazendo soltar alguns gemidos quando intercala entre lambidas e chupões.

Sem tirar a boca do meu corpo ele desce trilhando beijos até meu ventre e puxa a barra da minha calcinha, para baixo, com suas mãos. Totalmente nua e exposta, olho para seu rosto, vejo um sorriso cafajeste brincando em seus lábios enquanto se prepara pra desfrutar do meu íntimo. O canalha estava se divertindo com essa situação toda! O que eu não daria para socar esse lindo rostinho...

Com leves beijos em minha virilha, ele se prepara para iniciar um oral. Empurrando gentilmente minhas pernas, ele as afasta e se aconchega para perto, seu rosto.  Com a língua um pouco firme ele inicia movimentos circulares em toda a região, subindo e descendo, as vezes introduzindo um ou dois dedos dentro de mim, me levando a contorcer de prazer a cada toque. Em meio a gemidos e contorções puxo seu cabelo e arranho partes de seu corpo que consigo alcançar, chegando já perto do meu ápice.  Com um gemido sequioso, meu corpo cai totalmente na cama e desfrouxo minhas coxas em volta de sua cabeça – ação que não tinha percebido que havia feito até relaxar meus músculos. 

Levantando, Dabi, se prepara para abrir o zíper de sua calça e começar a tira-la, na maior paz do mundo, como se ele tivesse o total controle da situação. Ah, pois ele está muito enganado, vou fazê-lo sofrer também.

Me sento e observo-o tirar a perna de dentro da peça.

- O que? Já quer pedir arrego Togazinha?

- Obviamente que não, estou esperando você terminar aí só. - Com um olhar de dúvida, Dabi tira a última peça de roupa, sua cueca, e deita na cama.

Sentando perfeitamente em cima de seu membro, já duro, dou leves reboladas para provoca-lo.

- Então esse é o seu jogo? - Me olha deitado.

- Talvez, não sei... – digo fingindo dúvida.

- Mas primeiro, me deixe colocar a camisinha, sim? – diz se divertindo.

Levanto e dou espaço para ele se arrumar. Dabi pega um pacote de um dos bolsos de sua roupa e com dedos ágeis e práticos, coloca a camisinha.

Me preparo para sentar em cima de seu pau, assim que ele adentra o sinto totalmente dentro de mim, me preenchendo por completo, solto um suspiro de alívio e excitação, e começo a cavalgar em cima dele. Em nenhum momento as mãos de Dabi param, sempre se aproveitando para arrancar um arrepio do meu corpo a cada deslizada de dedos ou um arranhão. Com uma velocidade determinada, intercalo reboladas entre quicadas. Em determinado momento suas mãos param em minha bunda e desfere tapas fortes contra ela. Cada tapa é um gemido forte meu e um estímulo para aumentar a velocidade de minhas investidas.

- De quatro. – Dabi ordena

Da posição que estou consigo ver perfeitamente, de cima, seu olhar mandão. Aproximo um pouco meu rosto do seu com um olhar inocente e no último momento solto um belo tapa em sua bochecha. Dabi fica com uma feição desnorteada por um momento e eu triunfante por dentro.  Agora sim, vamos para a melhor parte do show, senhoras e senhores! Vamos ver se esse lindo olhar confuso vai permanecer por muito tempo.

- Quem disse que é você que está no controle? – rio debochadamente dele – comigo no controle você só goza quando eu permitir.  Diminuo a velocidade das investidas e foco mais em rebolar, pra ele ver que não estou aqui de brincadeira.

- Porra Toga! – ele desfere bravo

- O que, Dabi-kun? – finjo inocência.

- Me deixa gozar!!

Aumentando um pouco a velocidade falo.

- Humm, deixo se você disser quem manda aqui.

- Tá de brincadeira, né?? – ele parece estar desesperado, oh sim, era exatamente isso que eu queria. Diminuo a velocidade das estocadas

- Naninanão – sem sair da posição e dos movimentos me curvo levemente em cima dele e mordo seus músculos. – Tem que dizer a palavra chave.

- Toga... – Com uma feição confusa e irritada, sem saber o que deveria falar, gesticulo com os labios a frase correta pra ele dizer – é a dominante daqui. -Termina irritado.

- E?? – aumento a velocidade como recompensa, mas não o bastante pra ele gozar.

Ele me olha incrédulo, então gesticulo novamente com a boca qual a frase correta pra ele dizer.

- Nem fodendo que vou dizer – Dabi estava profundamente irritado, acho que achei meu novo hobby!

- Então não vai ganhar recompensa – termino fazendo biquinho.

- E eu sou a cadelinha dela – Sedento e com raiva ele cede e finalmente diz. – Ah, você me paga!

Rio satisfeita e como recompensa devolvo as quicadas fortes que ele tanto almejava.

Ouço seu gemido rouco e forte quando ele finalmente atinge seu ápice. Saio de cima e deito na cama ao seu lado. Dabi tira a camisinha de seu membro, coloca-a em cima do criado mudo e relaxa. Ficamos assim, quietos por alguns minutos, até que decido cortar o silencio. 

- Ei Dabi

- Sim?

- Eu quero te cadelizar de novo.

Ele lança um olhar mortal em minha direção. Me acabo de rir com sua reação. Em outras circunstâncias o medo poderia ser uma de minhas principais reações, mas não agora. Não depois de tudo isso.

- Mas sério, eu quero fazer isso de novo. – Me aproximo de seu pescoço para dar lambidinhas.

- Hum, quem sabe quinta que vem, se eu estiver de bom humor.

Deito minhas costas de novo na cama e permaneço ali, penso sobre sua última resposta e não posso deixar de sorrir. Ficamos assim por um tempo, os dois cansados demais para se levantar.


Notas Finais


Criticas construtivas são sempre bem vindas, então se tiverem alguma comentem!!


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