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História Traçado pelo destino - Capítulo 5


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Notas do Autor


Oi!

Último capítulo dessa história, para quem ainda não havia lido, espero que goste, e para quem já havia lido, espero que se divirtam mais uma vez.
Boa leitura!

Capítulo 5 - Verdade Revelada


Fanfic / Fanfiction Traçado pelo destino - Capítulo 5 - Verdade Revelada

Acordei, deparando-me com uma figura ruiva que chorava ao meu lado e que me abraçou fortemente assim que viu meus olhos abertos. Por um momento não entendi nada, porém logo as lembranças vieram, deixando-me desesperado, lembrava da discussão, do pedido de Sasuke, do acidente. Com um desespero, obriguei-me a sentar à cama e olhei assustado para a mulher que chorava ao meu lado.

 

- E Sasuke? E Sarada? – perguntei preocupado e o choro dela aumentou.

- Sarada está bem. – ouvi a voz de meu pai adentrar o cômodo e o vi olhar-me com um olhar cansado – Ela está com Kiba, ficará lá até você se recuperar.

- E Sasuke? – perguntei apavorado, sentindo o desespero se apossar de meu corpo, assim que o vi balançar a cabeça em negativa. Não podia ser verdade, Sasuke não poderia ter morrido, não poderia ter me deixado aqui, sozinho. Gritei, tentando levantar-me, queria ir até ele, porém minha mãe pulou, me abraçando e as lágrimas caíram em profusão quando senti seu calor.

 

Passei horas chorando. A dor apertava meu peito, me sufocava, não podia acreditar, não queria acreditar, Sasuke não podia estar morto, não era justo ele estar morto, eu o amava demais e o pior é que ele nunca soube disso, eu nunca o havia dito, apesar dele ter me falado mais de uma vez.

Dias depois, fui liberado e busquei Sarada na casa de Kiba, levando-a pra casa, que parecia vazia e silenciosa demais. Depositei-a no berço e fiquei a fitá-la por alguns instantes, sentindo as lágrimas se acumularem mais uma vez em meus olhos. Fui para meu quarto, encontrando-o da mesma maneira que o moreno havia deixado e joguei-me na cama, agarrando seu travesseiro, sentindo seu perfume ainda presente, chorando tudo o que podia.

Horas depois, acordei com o choro de minha filha e levantei-me, trocando sua fralda e dando de mamar, antes de colocá-la para arrotar e depositá-la já adormecida novamente na cama, voltando a meu quarto e encontrando algo que eu não havia percebido antes, era uma carta, uma carta de Sasuke. Receoso, abri-a, não conseguindo segurar as lágrimas que caíam sem cessar por meu rosto, assim que comecei a ler.

 

"Naruto, meu amor, se você estiver lendo essa carta, significa que meu plano deu certo e eu não estarei mais aqui. Não quero que você se culpe, isso foi uma escolha minha, eu sabia o que iria acontecer. Você sempre me perguntou porquê eu parecia tão mais velho que você e eu sempre te disse que um dia contaria toda a verdade, pois bem meu amor, esse dia chegou, vou lhe contar tudo agora.

Sempre fui apaixonado por você, desde o primeiro dia em que te vi, porém você nunca havia me olhado e me doía te ver com outras, porém não podia fazer nada, eu não era nada seu, nem mesmo seu amigo eu era. Naquele dia, quando você me convidou para sair, eu fiquei feliz, a pessoa que eu amava havia me notado, sabia que eu existia e havia me convidado pra fazer algo, porém você não apareceu, me deixou sozinho, em meio a chuva e eu fiquei, esperei e esperei por muito tempo e algumas horas depois, você finalmente apareceu e eu me senti feliz como nunca por te ver ali, à minha frente. Porém, depois disso, eu acabei ficando doente e meu irmão me levou pra morar fora do país, onde eu poderia fazer um tratamento especializado, minha saúde era frágil e esse tratamento durou anos, mais precisamente até meus vinte anos.

Depois que saí do hospital, fui te procurar e por algum milagre divino, você acabou me aceitando e eu tive meu primeiro beijo e minha primeira vez com você, com a pessoa que eu amava, a pessoa que eu sempre amei, que nunca consegui esquecer. Porém, um mês depois, enquanto íamos ao aniversário de um ano do filho do Kiba, acabamos sofrendo um acidente, você dirigia, estava chovendo e um caminhão bateu à nossa frente, nos fazendo capotar, você morreu na hora meu amor.

Eu me desesperei, acabei entrando em depressão, pensei em suicídio, porém acabei descobrindo estar grávido e alguns meses depois, Sarada nasceu.

Eu a criei sozinho e dez anos depois, em meio a uma viagem, quando fui ao cemitério te visitar, sofri um acidente e quando acordei, estava aqui, no passado, com uma nova oportunidade pra te amar, pra te salvar.

Eu sempre te amei e vou continuar te amando e se você não acreditar em minhas palavras, procure o endereço abaixo, você irá encontrar o eu do passado, o do seu tempo, nesse local. Seja feliz. Te amo.

Para sempre seu, Sasuke"

 

Estava paralisado, lendo aquelas linhas, não conseguia acreditar em tudo o que havia lido, era inacreditável demais, porém ao mesmo tempo fazia tanto sentido. Sem nem pensar, peguei Sarada e peguei um taxi, indo em direção ao endereço escrito no papel, chegando a uma mansão enorme, apertando a campainha com uma coragem que nem sabia que tinha, vendo a porta ser aberta por um sujeito moreno, parecido com Sasuke, que me olhava com uma sobrancelha arqueada.

 

- Pois não? – o sujeito perguntou, me analisando.

- E-essa é a casa do Sasuke? – perguntei, vendo-o franzir as sobrancelhas, porém antes que respondesse qualquer coisa, é interrompido por uma voz ao fundo.

- O que quer com meu irmão? – um sujeito moreno, de cabelos longos, presos em um rabo de cavalo e olhos negros, ainda mais parecido com Sasuke aparece ao lado do outro, agarrando seu braço.

- Meu nome é Naruto. O Sasuke... está? – perguntei incerto, o vendo arquear uma sobrancelha e suspirar.

- Shisui, pode chamar meu irmão, amor? – o sujeito de cabelos longos falou e o outro assentiu, antes de sair, indo para sabe-se lá onde – Você era o garoto que deixou meu irmão plantado naquela praia há anos atrás, não é? – o sujeito falou e eu assenti envergonhado.

- E você é o sujeito com quem eu falei ao telefone naquele mesmo dia. – falei e o vi sorrir.

- Então era você mesmo? Bem que eu desconfiei. E esse bebê lindo? – falou, olhando Sarada, que se remexia em meu colo e que estendeu os bracinhos pra que ele a pegasse, o que ele fez sem hesitar, ela olhava-o com os grandes olhos negros, enquanto sugava sua chupeta com vontade e agarrava sua roupa com as mãozinhas pequenas.

- É minha filha. – falei, porém antes que ele dissesse qualquer coisa, ouvi uma voz que fez meu coração parar e acelerar em seguida, quase saindo de meu peito.

- Naruto? O que faz aqui? – Sasuke perguntou, me encarando confuso. Era ele, era mesmo ele, estava diferente, agora parecia ter a minha idade, porém continuava lindo e seus olhos brilhavam feito duas estrelas em meio ao céu negro. Não aguentei e corri em sua direção, abraçando-o com força contra meu corpo, beijando todo a extensão de seu rosto, roubando seus lábios por fim, deixando-o intensamente vermelho – N-naruto... o que está fazendo? – perguntou envergonhado após separar o beijo e eu o apertei novamente em meus braços, não querendo mais soltar.

- Eu te amo Sasuke. Te amo muito. Me perdoa por tudo o que eu te fiz. Eu te amo demais, não suporto ficar sem você. – falei, apertando-o cada vez mais contra meu corpo.

- N-naruto, você enlouqueceu? – ele falou e eu finalmente o soltei, vendo-o muito corado e sem jeito, porém com um olhar triste – Eu... ouvi falar que você havia se casado e havia tido uma filha. – ele falou e eu sorri e fui até o irmão dele, pegando Sarada no colo e levando em direção ao moreno.

- Sim Sasuke. Essa é Sarada, minha filha. – falei e ele a olhou e a menina estendeu os bracinhos pra ele, que a pegou com um sorriso.

- Engraçado, eu sempre quis colocar esse nome se tivesse uma filha. – ele falou e eu sorri, era verdade, Sasuke quem havia decidido o nome de nossa pequena.

- Eu sei. Foi você quem escolheu. – falei e ele me olhou confuso – Sabe Sasuke, há coisas complexas demais pra mente humana compreender. – falei, utilizando as mesmas palavras que ele mesmo havia me dito, tempos atrás – É complicado. Sasuke, você acreditaria se eu te contasse? – perguntei, vendo-o sorrir e tocar meu rosto em um carinho.

- Talvez, você pode tentar. – ele falou e eu sorri, sentindo que a vida havia me dado uma outra chance e dessa vez eu não a desperdiçaria.

 


Notas Finais


Como eu havia dito a algumas pessoas quando postei na outra conta, essa fic foi inspirada em dois filmes que eu amo, o primeiro é "Deja vu", de ação, e o outro é "Antes que termine o dia, de romance", amo esses filmes.
Até a próxima!


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