História Traços. - Capítulo 2


Escrita por: e Angelita_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), The Boyz, Tomorrow X Together (TXT)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Ji Changmin (Q), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Kim Younghoon (Younghoon), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Soobin
Tags Arte, Bangtan Boys (BTS), Ficção, Hopemin, Jikook, Jimin, Jungkook, Steampunk, Taekook
Visualizações 44
Palavras 2.057
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Steampunk, Survival, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo postado dois dias depois da fanfic ter feito um mês heeein, não insinuando que eu vá demorar um mês pra att, mas até que é provável. Não decidi ainda! Boa leitura! 💖

Capítulo 2 - Crown And Jungkook.


— Jungkook-ah não consegue pintar nada, de novo? — Ouvia os sussurros com cautela e tentava focar-se na tela. Como sempre fracassando miseravelmente. Não é que ele não quisesse pintar e jogar na cara de todos os seus colegas que fazia os melhores quadros, é que simplesmente não conseguia. Para Jungkook sua situação era simples, e para todos a sua volta algo complexo demais para ser entendido, então para eles somente lhes restava ralhar o Jeon mais novo pelas costas como os belos ricos esnobes que eram, todos ali iriam ganhar aplausos ao final do ano, de qualquer forma. 

Só que esses pensamentos não apareciam na cabeça do garoto de fios castanhos quando ouvi os outros falarem de si por meio sussurros, que eram sim, ouvidos por ele. Às vezes o menino se mantinha quieto com esses comentários, só que não em seu último ano, toda a pressão que lhe era imposta estava o deixando a beira de um colapso mental. 

— Sim, eu não acho que ele vá querer aparecer na formatura — Uma garota ria e colocava as mãos frente a sua boca enquanto fofocava com a garota ao lado. Ambas tinham em seus quadros as pinturas de dois meninos, Jungkook reconheceu os dois como colegas de classes e revirou olhos em puro tédio. Nada de interessante além da tradição. Era muito comum que pessoas como eles se fazerem declarações por meio de pinturas, todas sempre ligadas ao tão famigerado sentimento do amor. 

Aquilo fazia Jeon querer colocar suas tripas para fora de tanto vomitar, a artes delas era realista demais, perfeita demais, nelas não havia algo realmente profundo, aquilo que os professores tanto cobravam nas aulas de teoria. E bem, ele ainda era o melhor aluno de toda classe, não conseguir fazer uma pintura não iria o prejudicar tanto. 

Esses eram os argumentos que a cabeça do menino usava para não se afetar com as palavras proferidas, mas Jungkook ainda sentia-se sim, muito incomodado. 

— Perdão por interromper sua conversas damas — Taehyung interviu notando os olhos de Jeon quase perdendo o brilho, o Kim odiava ver o melhor amigo naquele estado — Mas acho que esta é uma aula focada em pintar arte morta, e esses homens, são os dois garotos a nossa frente — Ergueu as mãos — Não é mesmo, professor? 

— De certo meu querido Taehyung — Sorriu para o aluno — Bom, estão todos dispensados classe. Irei analisar seus quadros e amanhã lhes trarei as notas. 

Todos assentiram e se retiraram às pressas do recinto, entretanto o jovem Jeon manteve seus olhos fixos na tela em branco e passou seus dedos ali. Abaixando sua cabeça, notou uma pequena lágrima sair e nem se importou ao menos, sabia que quando elas se iniciavam, só iriam parar quando adormecesse em seu, quarto em meio aos lençóis de grife. 

Deixou-se chorar após a saída do professor e logo ouviu passos corridos, até sentir o aroma de seu melhor ao lado e nem esperou para abraçar Taehyung com força, agarrando a camisa do mais velho. Este que não reclamou, sabia o quão difícil era para seu amigo não conseguir pintar nada e não ter apoio na família para outras artes, os Jeon eram rígidos demais com seus filhos.

— Kook-ah — Começou fazendo um singelo carinho nos fios do amigo — Sabes que isso não é um problema real, não sabes? Sua família pode não lhe apoiar, mas eu permaneço aqui, Kookie sua voz e a mais doce de todas que já ouvi. Você é bom em comédia imitando vozes e ainda dança com uma suavidade de dar inveja em qualquer dama dessa escola — Levantou o rosto do mais novo para si e suspirou tentando ter forças para continuar suas palavras, mas vendo o garoto de olhos inchados e vermelhos perdeu o fôlego por poucos segundos. Odiava quando ele chorava, era como se seu coração se apertasse tanto a ponto de quebrar, e também sabia que sua dor não se comparava a que Jungkook sentia — Você é sim um belo artista, pode não ser um mestre dos pincéis, mas daria um ótimo K-Idol. A beleza, voz e dança você já tem. 

—Taehyung — Acabou rindo um pouco envergonhado com o elogio do amigo e se bateu mentalmente mais uma vez, ele também gostava de homens. Nem nascer direito havia nascido, como seu pai gostava tanto de dizer, todavia se manteve firme enquanto os olhos do Kim se mantinham sobre ele, até mesmo sorrindo fraco — Você sabe que isso não é opção para mim. 

— Então entrar na empresa de meus pais e arrasar comigo nos palcos por todo mundo não é uma opção? Sinto-me profundamente ofendido por suas palavras Jeon Jungkook! — Brincou e logo levantou o amigo, logo lhe dando um selar no bochecha e rindo ao ver o tom rosado surgir nas bochecha gordinhas do garoto — Só pense com carinho, tá bom? Nós estamos aqui para você sempre. Sabes que meus pais adoram-te. 

O pequeno deu um sorriso bobo e passou seu braço pelos ombros de seu hyung, beijou-lhe a bochecha em um gesto de carinho e riu com as bochechas rosadas do Kim. Apenas batendo levemente em seu ombro e soltando com doçura. 

— Vou pensar, hyung. 

3049 — Gangnam. 

Os olhos do Jeon mais novo se perdiam na dama que posava para si, seus olhos preferiram focar na beleza simples da garota, ao invés de simplesmente refazer-[os ao seu modo em uma tela. Jungkook gostava de ouvir a voz das pessoas, conversar com elas e as fazer rir, este sim era seu tipo de arte, estava convicto disso, mas como sempre, para os Jeon aquilo não era nada além de desperdício de um talento nato, que eles insistiam existir dentro do próprio filho, porque simplesmente não desistiram? Para o garoto de fios castanhos não fazia sentido, sua avó já havia ensinado, não adianta tentar preencher um corpo que já está cheio, e o de Jungkook estava, cheio de vontade de viver sua juventude. 

— Pode sair minha cara — A voz de Jisang se fez presente no ateliê dos irmãos Jeon — Ele não irá apreciar sua beleza, não sabe usar as mãos, tanto para pintura tanto quanto para lhe dar prazer. 

A mulher camponesa sentindo os olhos felinos do Jeon mais velho se retirou envergonhada. Já o pequeno encolhia-se na cadeira, já sabendo o que aconteceria a seguir, seu irmão mais velho querido amava lhe fazer sentir inferior, isso deixava seu ego alimentado profundamente, era revigorante, e se aquela era a forma de Jungkook ser útil para o irmão, já era suficiente. 

— Como vai meu querido irmãozinho? — Perguntou debochado olhando a tela em branco — Oh, não conseguindo fazer um esboço ainda? Não se preocupe pequeno Jeon, você irá conseguir algum dia, dê tempo ao tempo, sua inspiração surgirá na hora certa, você verá! — O mais velho soltava aquelas palavras com gosto e de forma irônica, sabia o quanto aquilo afetava Jungkook, e de certa forma sentia prazer quando via algumas lágrimas descendo dos olhos escuros — Isso é que todos lhe dizem pois sentem pena da sua existência miserável, mas eu não Jungkook, eu não faço corpo mole para você. Por este motivo eu quero que saiba, você é e sempre será um inútil, a ovelha negra e o desgosto de papai e mamãe, isso é quem você será, até o fim. 

— Cale a boca! — Um grito saiu pelos lábios trêmulos do Jeon e com o corpo quente pelo ódio acertou uma bofetada no peito do irmão mais velho. Desesperado por saber da repreensão severa que teria quando sua mãe descobrisse, ele apenas saltou a janela e correu, pela rua e pela chuva que mais uma vez tomava o enorme reino do norte. 

[...]

Jungkook caminhava com uma garrafa de bebida barata em suas mãos e tinha um sorriso besta em seu rosto apagado, não fazia a menor idéia de onde estava ou onde se encontrava seu celular, que aquela altura da noite já deveria ter sido roubado. Não importava realmente, ele tinha dinheiro para comprar outro depois. 

Se sentia feliz finalmente após anos de amargura, a bebida era o mais novo remédio de felicidade de Jungkook. Como já dizia Brás Cubas, os ricos se tornam presas do tédio e assim da melancolia de seus caprichos, aquele era modo de Jungkook de curar-se disto, e sinceramente naquele momento nem pensava em se importar com as consequências. 

Parou encostado em um muro e olhou para a frente, notando algumas crianças com manchas de fuligem em suas vestes e rosto, elas brincavam animadas com uma bola feita de pedaços de roupas. Aquilo fez com que ele aumentasse seu sorriso, estava no subúrbio, o bairro onde os operários e fazendeiros viviam. Então, sabia que a fábrica de sua família não estaria muito longe, assim sua pequena saída repentina estava no fim, ele levaria uma surra, de qualquer maneira. 

Afastou-se do muro e observou a parede alta que separava o bairro do resto da cidade, arregalados levemente os olhos quando notou estar se apoiando em uma enorme obra de arte que cobria quase toda a extensão do muro em vertical, totalmente diferente do resto deste, que continha uma cor branca apagada. 

Observou a obra cheia de cores, acima, os céus e as mansões enorme com características gregas retratadas, haviam até mesmo placas, nelas escritas os nomes das famílias. Havia ali também uma caricatura de seu pai, onde na testa estava escrito monstro deplorável, em francês. Jungkook não evitou em rir, o artista que havia feito aquela obra era claramente contra o sistema de organização social. Mais abaixo, o desenho das fábricas soltando fumaça preta e os empregados trabalhando e até mesmo um homem utilizando um chicote para puni-los. Finalmente, no final do muro, as pessoas moradoras de rua, sem classe alguma e sem chance de ter emprego, condenadas a brigar por um pedaço de pão que lhes era dado, aquela obra havia feito Jungkook cair em si. 

Seus olhos brilharam quando viu no canto direito da arte uma assinatura muito bem feita, "Crown" era de fato um artista muito talentoso. 

Sentou-se aos pés da obra e esperou até que os empregados de seu pai a achassem de volta e levassem de volta para casa, ele iria levar sim uma corça e ficar de castigo, contudo nada tiraria de sua cabeça o encanto dos traços fora do comum de sua mais nova fonte de inspiração. Estava já preso no encanto das linhas dos desenhos de Crown e ele que se cuidasse bem, pois Jeon Jungkook estava indo atrás de si com toda sua juvenil paixão por uma pessoa desconhecida. E como todos sabiam, o novo trazia as melhores frutas e as melhoras obras, vindas direto de seu coração. 

[…]

Sentado no sofá Jimin ajeitava cuidadosamente os fios de cabelos lisos de um de seus irmãos, Soobin em específico. O garoto com um pouco mais de dez anos brincava em um joguinho no celular do irmão e às vezes reclamava por ter que ir para escola e ainda ir ajeitado. Às vezes o loiro dava graças a Deus por sua mãe trabalhar para patrões um tanto legais. Na verdade os Kim eram bem diferentes da maioria dos outros nobres, o filho mais velho era um pouquinho menos formal e até mesmo era quase que um amigo do Park, contudo, seus verdadeiros amigos conhecem seu lado crown, como gostavam de brincar. 

Ouviram o som da campainha não muito longe da porta e o mais velho se levantou sério indo até mesma. Digamos que o garoto não era muito de ser sociável ou simpático, fechava a porta na cara de muitos quando não estava em um bom dia. Aquele não era um dos melhores. 

Abriu a porta notando um homem claramente nobre utilizando-se de um sorriso fofo e parecido com um coelho. Uma beleza exótica e um tanto quanto atraente nas mãos do simples camponês, que se sentiu muito errado e de consciência pesada a partir do momento que expressou admiração. Não que fosse do tipo que segue as regras, mas sabia o quão longe um nobre poderia ir pelo que tinha. 

— Boa noite! Eu estou procurando pelo Crown! 

Seu corpinho todo gelou e Jimin caiu sentado no sofá, como haviam conseguido roubar seu maior segredo?


Notas Finais


Espero que o capítulo tenha ficado bom! Se cuidem e se alimentem até o próximo capítulo, hmmm?
Amo vocês. 🌼💖


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