História Traços de felicidade - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Abo, Epidemia, Furry, Futuro, Jikook, Jimin!botton, Robôs, Top!jungkook, Universoabo
Visualizações 12
Palavras 1.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Survival, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, voltando aqui com mais um capítulo kkkkk. Sei que demorei mas eu tava mesmo sem tempo esses dias porque além de fazer o vestibular tive que estudar pra provas da escola e procurar uma academia e tudo mais mas sem delongas, boa leitura.

Capítulo 2 - Traços de felicidade


Fanfic / Fanfiction Traços de felicidade - Capítulo 2 - Traços de felicidade

Capítulo 2 - Traços de felicidade

Alguns anos depois do ocorrido a população precisou se submeter a diversas triagens alimentares já que além de não saber onde se iniciou a transmissão do vírus, não sabiam com plena certeza se alfas com o tempo não seriam afetados. 

Após a comprovação de que só os alfas continuavam imunes a qualquer tipo de veículo transmissor de doenças buscas foram feitas por todo continente e declarou-se em seis meses que era definitivo. Alfas continuariam a viver.

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"Eles dizem que procurar por amor é como procurar por você mesmo, quando você se encontra, você encontra amor, porque eles são os mesmos ..."

Olhando através da claraboia Jeon pode observar um céu cinza e vazio, as cores fúnebres que entravam em um contraste triste com a realidade, lembrou-se dos tempos em que sua mãe o brigava por correr descalço no quintal dizendo-lhe que poderia furar os pés e ralar os joelhos. A memória era tão real que quase podia sentir o formigamento gostoso da grama em seus pés e o gosto amargo de jabuticabas que ainda não estavam maduras. Podia até mesmo escutar a risada doce do vizinho da casa ao lado que era cerca de um ou dois anos mais velho que si e lhe causava um frio na barriga apenas por exibir as covinhas e os pequenos olhos em riscos minúsculos quando sorria.

- Bom dia kook - disse ele assustando-o. Estava nas pontas dos pés tentando observar através da cerca que dividia os dois quintais.

- B-bom dia jooheon - respoudeu jeon tentando controlar as borboletas que pareciam dançar de forma descontrolada dentro de si. Respirou fundo. O cheiro de mel exalado pelo omega de cabelos avermelhados era quase tão doce como o próprio. O apelido do Lee na vizinhança de certo não era honey sem motivos.

- O que tem ai escondido kook? - perguntou o pequeno tentando olhar para suas mãos e empenhando-se em aguentar sem peso acima da cerca e manter os pés fora do chão.

- São jabuticabas - respondeu Jeon finalmente abrindo a mão para para que jooheon pudesse ver melhor - Aceita uma? - perguntou receoso ao outro que substituiu a expressão curiosa pelo sorriso que jeon adorava.

- Venha aqui - chamou o mais novo feliz por ter o que oferecer ao lee.

Andaram até o canto esquerdo do quintal onde uma árvore de mangas podia proporcionar-lhes uma escada através da cerca e joo rapidamente atravessou.

- Venha aqui - Chamou-lhe tocando suas mãos. Jeon podia jurar que nenhuma sensação era melhor do que aquela.

- Onde estamos indo joo? -perguntou envergonhado pelo toque. Jungkook podia ser o alfa mas naquela época era tão vergonhoso quanto qualquer omega.

- Estamos indo para sua árvore de jabuticabas - respondeu ele.

Chegando lá jooheon imediatamente sentou-se e bateu com a mão direita na grama fofa ao seu lado. Jeon não demorou a se sentar e sentia-se muito curioso sobre o que faziam ali.

- Estamos aqui para comer as jabuticabas kook - disse ele como se lesse os pensamentos de Jeon - Elas são exatamente da cor dos seus olhos - falou aproximando-se de seu rosto. Jungkook estava nervoso.

- S-são? - perguntou agora controlando a respiração devido a proximidade.

- É lindo - falou Joo sussurrando perto de si. Ele esticou as mãos, acariciou as bochechas de jeon e tocou os lábios cheinhos ali. Por fim aproximou-se de sua orelha e disse-lhe - Você é lindo Jeon Jungkook.

 

As lembranças eram boas, porém doíam como o diabo toda vez que via aquela coisa do outro lado da cerca com o mesmo rosto, cheiro, jeito e cabelos de jooheon mas nunca, jamais, seria ele. Aquelas máquinas nunca poderiam se equiparar ao seu antigo amigo.

Suspirou e novamente olhou através da claraboia. Tudo que podia ver era cinza e vazio e, por pura ironia, a unica coisa que ainda parecia ter cor aos seus olhos eram os comprimidos amarelos prescritos por um médico semanas atrás e ficavam ao lado da sua cama. O remédio causava-lhe espasmos momentâneos de felicidade onde todos pareciam sorrir, contudo quando Jeon se olhava no espelho o susto era tremendo. Jungkook não podia ver o próprio rosto.

Ficar em estado de choque, como descreveu o doutor, era menos pior do que ter que lidar com seu pai, este não saída da cama pra nada além de comer vez ou outra, o que resultou em poucas semanas em olheiras funda, rosto pálido e feição cansada. O alfa podia faltar a escola quando bem entendesse porém não o fazia por saber que sem sua mãe, omega muito gentil, a renda da família despencaria e teriam que sobreviver a base de migalhas definhando até a morte. Até ir para terra dos sorrisos imaginários custava dinheiro afinal.

Era meio-dia e o sol escondia-se atrás de nuvens cinzas e pesadas, a chuva viria logo e junto com ela o frio desgastante do inverno. Vestiu-se apressado após checar o horário pela terceira vez e perceber que ficara tempo demais divagando sobre o que foi um dia sua vida.

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Caminhando lentamente pelas ruas Jeon desviava de poças pequenas que se acumularam na garoa recente. O caminho para o trabalho era geralmente rápido e em poucos minutos estaria na Avenida Sunomono pronto para entrar no bar bem movimentado. Precisava chegar antes das 18hrs para arrumar coisas como copos e garrafas de vodka e whisky.

 

Após checar tudo, o moreno se dirigiu ao trocador nos fundos do bar onde pode trocar as roupas que vestia - que se resumiam em jeans claro e blusa branca - por seu uniforme composto por um jeans preto colado e uma blusa da mesma cor, porém com o tecido mais fino de modo que mostrasse o corpo pouco definido do rapaz. Depois de arrumas bem as roupas que vestia agora, Jungkook se olhava no espelho pequeno em sua frente e passava os dedos finos e longos pela pele pálida do seu rosto, estava com olheiras fundas.

 

Era 19h30 e dentro de poucos minutos chegariam os alfas acompanhados de seus falsos omegas cheios de pedidos e emitindo, quando se aproximassem, um aroma artificial em conjunto com os olhos com repletos de falsa doçura afinal, como diabos poderiam ter sentimentos? Esta era a questão. Eles não podiam.

- Um Bloody mary por favor - Pediu um omega de grandes olhos cor de mel e cabelos negros que contrastavam perfeitamente com a tez pálida e os lábios rosados. Não aparentava ter mais de 20 anos.

- Sai já - jeon respondeu voltando-se para o tabasco, garrafas de vodka e limões acima da bancada. Após adicionar no copo 4 cubos de gelo, molho inglês, tabasco e vodka, finalmente adicionou o suco de tomate e adornou o copo com um também. Ao final de tudo Jeon estendeu o canudo e a bebida para o rapaz a sua frente.

- Aqui está - disse jeon esticando-se para entregar o drink ao rapaz e podendo captar de relance o cheiro de orquídeas vindo dele.

- Então - disse o omega se esticando para ler o pequeno crachá na blusa do moreno - Jeon, certo? - perguntou sentando-se nas cadeiras em frente ao bar - Está interessado? - perguntou dessa vez esticando o pequeno cordão para si.

- Nem um pouco - disse o alfa entediado.

- Imaginei mesmo que não estivesse - falou levantando-se e indo em direção a pista onde as pessoas se esfregavam e dançavam de acordo com a música eletrônica de batida frenética. As noites do alfa eram todas iguais.

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Ao fim do expediente, às 3h30 da manhã, Jeon colocava novamente suas roupas de costume e se preparava para ir para casa caminhando pelas avenidas quase vazias. Era comum ver ainda pessoas indo e vindo. Algumas em passos lentos e tristes, algumas nem mesmo conseguiam manter-se em pé e paravam em becos escuros onde vomitavam por vários minutos, algumas estavam tão drogadas que falavam sozinhas. Entretanto, em meio de tantos alguns naquela cidade escura e sem piedade, outros eram como Jeon Jungkook, apenas trabalhadores de renda curta, impessoais e sozinhos.

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Após conferir pela terceira vez em cinco minutos o relógio de pulso, o alfa olhou para cima onde viu finalmente acender no painel de led na rua principal adjacente a Insadong que ficava a 1 minuto de sua casa. Em questão de segundos diversas pessoas que ainda perambulavam por aí reuniram-se em frente a grande tela e posicionaram a mão direita acima do lado esquerdo do peito. Fez-se então ouvir uma voz feminina de feição séria e roupa perfeitamente engomada.

-  Nós somos a TΩM, um coletivo coreano, operando em um país para criar domínio robótico e maestria em vendas. Mais de cinquenta mil modelos ativos no mercado. Seja novamente um Alfa. Qual o melhor jeito para apreciar o futuro? 

Aquele grupo de cidadãos acumulados em frente a uma tela representava a gratidão, pregada até mesmo em escolas, para a empresa que era tida como salvadora de uma década. Produzir os robôs, para os coreanos, foi a restauração não só da economia mas também do ciclo de vida de diversos alfas que acreditavam estar fadados a infelicidade. Resumidamente aquilo era respeito.

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Deixando para trás os que ainda se posicionavam em frente a grade tela, Jeon se dirigiu até o portão de sua casa e assustou-se ao constatar que as luzes ainda estavam acesas. Olhou o relógio, era quatro horas da manhã. O que diabos seu pai fazia acordado?

Ao adentrar o ambiente viu o mais velho sentado no sofá cinza com um copo d'água em mãos. Ele olhou para Jeon e suspirou.

- Temos que conversar Jungkook - ao se pronunciar, mais de mil pesamentos se passaram pela cabeça do alfa mais novo.

- Escute  filho - disse ele chamando-o para sentar-se ao seu lado - Sei que não tenho sido muito presente, sei que foram difíceis os momentos desde que sua mãe faleceu. A felicidade não te sorriu nunca mais, mas sabemos também que nesses últimos anos ela foi reinventada e custa muito dinheiro. Dinheiro que não temos por minha culpa, sei que sou um inútil.

- Onde você que chegar com isso? - perguntou Jeon sentindo um nó se formar em sua garganta e os olhos arderem - Você deixou de tomar seus remédios novamente papai? - Perguntou levantando-se aflito.

- Não seja bobo Jeon - respondeu ele levantando também e acariciando as bochechas alvas de Jungkook - estou tentando te dizer que finalmente fiz algo por você, que espero que você seja feliz novamente filho.

- O que você que dizer? - perguntou Jeon em choque.

 

As ultimas palavras ditas pelo pai seguidas do cheiro extremamente forte de morangos fizeram o mais novo perder todas as palavras.

 

- Pode entrar Jimin

 

 

 

 


Notas Finais


Oi gente, voltando aqui com mais um capítulo kkkkk. Sei que demorei mas eu tava mesmo sem tempo esses dias porque além de fazer o vestibular tive que estudar pra provas da escola e procurar uma academia e tudo mais mas sem delongas, boa leitura. Qualquer pergunta deixem nos comentssss beijosss


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