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História Traços Vermelhos - Capítulo 11


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Notas do Autor


Gente, esse foi um dos capítulos que mais gostei, espero que vocês também.
Comentem no final, por favor.
Desculpem algum erro.

Capítulo 11 - Capítulo 10


Havia cacos de vidro no chão a minha frente.

 

- O que você pensa que está fazendo!? - ela agarrou meu braço me puxando com força. Ela era muito maior que eu, muito mais forte. Ela podia fazer o que quisesse comigo. 

 

- Desculpe, mamãe. - eu já estava chorando. Mesmo assim ela me arrastou, eu não tinha força. - eu não quis quebrar o copo… ele caiu...

 

    Ela não se importou, não quando me jogou no chão e me chutou. Então me chutou de novo agora para que eu entrasse naquele pequeno armário. Ela me chutou tão forte que minha cabeça acertou a parede e tudo ficou branco por um instante. E então o som da porta se fechando e tudo ficou escuro. Algo quente e molhado escorreu da minha cabeça. Mas ali agora estava escuro. Ali na escuridão eu estava salva. Eu sabia onde estava a manta que eu já deixava escondida ali, eu não precisava de luz para achá-la, na luz eu só tinha dor. 

 

Eu peguei a manta e a puxei ela para cobrir minha cabeça. Mas ela não abafou os gritos. Os gritos de dor e agonia. Ela não abafou o cheiro de fumaça. 

 

- Ahh! - e os gritos continuaram. - está queimando! Abra! Ahh!

 

Eu sentei na cama, eu sentei tão rápido quanto minha respiração exasperada. Eu tremia, eu tremia e estava encharcada de suor. 

 

- Amy? - ela se sentou também. - está tudo bem? Teve um pesadelo? - eu apenas tremia. Eu travei. Minha musculatura não respondia, era um sinal do meu corpo ao estresse e nervosismo e eu odiava isso. Ela me abraçou com delicadeza, vendo meu estado. Eu não conseguia para de tremer, eu não conseguia me mover.

 

    Sua mão acariciou minha cabeça.

 

- Está tudo bem, você não está sozinha aqui. - Mas eu estava, eu estava sempre sozinha. 

 

Ela me deitou e me segurou com delicadeza contra ela. Meu rosto voltando para seu peito nu. Aos poucos eu ia conseguindo relaxar. Bem lentamente. Ela ficou acordada passando a mão pelos meus cabelos até que eu dormisse novamente. Mas eu sabia, por mais que ela quisesse e tentasse, ela não podia me ajudar. 

 

***********

 

A única coisa que sabia era que teria que entrar lá de novo. Foi difícil afastar esse pensamento da minha cabeça pela manhã. Minha mente oscilava entre aquela sala e meu pesadelo. Uma boa desculpa fez Trinity não perguntar sobre o sonho, mas sim contar sobre pesadelos parecidos que ela teve. Então a conversa durante o resto do dia seguiu normal. Eu estava com tanto azar que não sabia o que fazer, aquele noite Trinity resolveu dormir no meu alojamento. Justo naquela noite! Não queria que ela tivesse me visto naquele estado.

 

    Quando chegou a hora do almoço, eu tentei fazer um refeição leve e me distrair antes do horário de trabalho. Eu estava com fome, mas sem vontade de comer. Trinity e os demais da mesa estranharam eu estar comendo pouco. Mas não disseram quase nada. Menos mal. Eu sabia que isso iria afetar meu humor mais tarde, eu odiava ficar com fome e… espera um pouco...  isso! 


 

************

 

Eu novamente estava para entrar naquela sala. Era minha segunda vez ali. Quando entrei ela me recebeu com um sorriso divertido e um olhar cruel. Mas agora eu teria uma arma. Não demorou muito, a postura dela mudou, de certa forma desconfiada e curiosa, como se tivesse notado algo em mim. Eu continuei impassível. Ela pareceu farejar o ar enquanto me sentava na cadeira da forma mais calma possível. Eu a encarei e ela estava lá me olhando como se tudo fosse brincadeira, mas eu ainda notava uma certa desconfiança no fundo do olhar dela. A vida me ensinou a ler bem as pessoas, mesmo que não fosse humana. Ela teria enganado qualquer um, não a mim.

 

Seus olhos carmesis fixos em mim, eu não disse nada, apenas abri a pequena maleta que levava e tirei a bolsa de sangue que havia acabado de pegar na enfermaria. Ninguém sabia que eu iria fazer isso, e pouco me importei se iria irritar a doutora ou se iriam entrar com armas aqui. Queriam que eu descobrisse coisas sobre ela, então iríamos fazer do meu jeito.

 

Ao ver o líquido vermelho, seus olhos pareciam brilhar encantados, ela acompanhou todo os trajeto que a bolsa de sangue fez em minha mão até o canto da mesa próximo de mim, onde eu a coloquei. Ouvi o som das correntes de mexerem. Como se não me importasse com a presença dela, tirei um copo de plástico e coloquei logo ao lado da bolsa. Confesso que fiquei enjoada só de imaginar que ela beberia aquilo. 

 

- O que pensa que está fazendo? - a voz chegou no ponto na minha orelha. Simplesmente ignorei.

 

    Seus olhos pareciam hipnotizados. O corpo inteiro dela ficou tenso. Ela entreabriu a boca levemente, eu até agora não tinha percebido como alguns dentes dela eram longos e pontiagudos. Os caninos. Tanto em cima como os de baixo. Sendo os de cima bem maiores. Os dentes ao lado dos caninos de cima, com ele no meio, eram levemente pontiagudos, o que dava até para disfarçar quando ela sorria normal. 

 

-  “Então, agora vai se comportar durante as entrevistas?” - ela pareceu engolir seco e depois me olhou rapidamente logo voltando a encarar a bolsa. A respiração dela ficou mais pesada e ela ganhou uma expressão de raiva. E depois me olhou com fúria. 

 

- “Poderia ter passado mais 20 milênios, você e sua espécie maldita não mudam.” - Ela disse com desprezo e desdém. Se aquele olhar pudesse matar, eu seria um cadáver. Quis entender por que ela pensava assim, eu tinha minha raiva pelas pessoas e pelo ser humano em geral, mas ela, o ódio dela ia muito além. 

 

Eu não devia ter feito isso. Eu não só a irritei, mas eu me senti com se eu a tivesse magoado. Eu não sei como, mas isso me incomodou de uma forma terrível. Quase como se eu pudesse sentir a raiva dela me afetando… Merda! O que eu estava fazendo?

 

    Abri a bolsa de sangue e despejei todo o conteúdo no copo, tentei esvaziar o máximo. Ela acompanhou todo o processo. Calma, inquieta. Como um animal faminto em uma jaula esperando ser alimentando. Aproximei o copo dela. Ela estava ansiosa. Olhei para uma das câmeras dentro da sala e eles logo entenderam o recado. As correntes de suas mãos fora levemente solta e ela pode esticar um pouco os braços. Suas mãos foram rápidas em alcançar o copo e o levar até a boca. Consegui ver um pequeno fio de sangue escorrer pela lateral de sua boca até seu queixo. Ela tentou tomar até a última gota que tinha copo. Desesperada. Com fome… eu imagino que ninguém tenha alimentado ela. Esse pensamento fez eu levemente trincar os dentes. 

 

    O copo caiu no chão, ela parecia estar em êxtase, quase como se sentisse prazer. Algumas gostas haviam caído sobre a mesa de metal. Ela as olhava. Em seus olhos tinha um desejo quase doentio. A boca dela entreaberta e aqueles dentes longos e afiados expostos. Ela tentou se aproximar da mesa, mas a corrente que prendia o pescoço dela não deixou ela chegar tão perto. Sua boca estava a uns 10 centímetros de alcançar as gotas. Mas isso não foi problema para língua dela, uma língua era longa e pontuda. Ela era uma predadora. Feita pra devorar sangue. Ela lambeu até as gotas desparecerem do mesa. Um monstro lambendo o resto da comida. Monstros? Não sei porque pareceu errado pensar nela dessa forma.

 

Ainda bem que comi pouco. Mas olhar ela do ponto de vista biológico era incrível ela era um ser incrível. Ela se alimentava apenas de sangue. Ela foi feita para caçar humanos. Sua recuperação e regeneração celular eram incríveis. Ela era imortal. Sua visão, audição e olfato pareciam ser totalmente avançados. Ela parecia perceber muita coisa apenas pelo cheiro. E ela era imortalmente linda. Não era possível, um ser tão lindo não poderia ser humano. Seu rosto tinha um formato oval bem delicado. Sua pele era lisa e pálida, parecia tão macia que eu sentia uma forte vontade de tocá-la.

 

    Balancei a cabeça afastando minha mente desses pensamentos e as poucos recuperei a minha concentração. Foi aí que percebi que ela me encarava, não sei quanto tempo passei viajando em meus próprios pensamentos. Precisei dar uma respirada bem longa para poder continuar. 

 

- “Eles estão impaciente.” - eu fiz uma pausa, era um blefe, ninguém havia me cobrado nada ainda. - “e como você só tem falado comigo, seria muito útil você responder minhas perguntas, assim eu consigo convencer eles deixarem eu te alimentar.” - ela apenas ficou me olhando fixamente, ainda de cabeça baixa próxima a mesa, aquele olhar de um predador. Eu a presa. Eu podia ouvir um leve rosnado escapado da garganta dela e preenchendo a sala. Bufei pensando nas correntes e que ela não escaparia para abrir minha garganta para afastar o medo. Eu sabia que se ela pudesse me mataria naquele mesmo instante.

 

- “Quando você nasceu? e onde?” - eu fiz a pergunta casual olhando para tela, estava evitando olhar muito fundo nos olhos dela. Eles pareciam me sugar para dentro deles. A pausa dela foi grande. Foi então que eu percebi. Eu percebi e sabia exatamente que era isso. Eu a estava tratando com um animal. Ela era um ser perigoso, mas eu estava a tratando como um monstro que devia ficar acorrentado. Mesmo sendo crueldade e ódio estampado em seus olhos, isso foi o suficiente para eu saber que ela tinha algum sentimento. E foi o suficiente para eu saber que não tinha feito a pergunta fundamental. Que eu podia estar sendo tão cruel quanto aquele olhar dela. - Qual seu nome?

 

Por um breve instante algo mudou no olhar dela. Ela pareceu relutar e depois de mais uma pausa, ela ajeitou a postura de forma elegante na cadeira. Arrogância. Como se fosse uma atriz sendo entrevistada, ela poderia ser, se não fosse as correntes e a boca dela manchada com sangue. Ela ficaria maravilhosa com um lindo vestido ou um terno decotado ou mesmo uma roupa casual. Ela poderia desfilar em qualquer passarela. O cabelo dela crescerá, aquela cor acobreada extremamente brilhosa, igual uma modelo irlandesa de capa de revista. Sem dúvida ela era a mulher mais linda que eu já havia visto na vida. Eu podia procurar o globo inteiro, sabia que não acharia outra.

 

- “Luna, meu nome é Luna.” - E com a mesma frieza ela continuou. Mas a sonoridade do nome dela era delicada, uma dissonância incrível em relação a ela. -” Eu nasci por volta de 1840, não sei exatamente a data, na Europa, acredito que em algum lugar próximo da França e Espanha.” 

 

    Isso não explicava o fato de estar falamos nenhuma dessas línguas antigas. Apenas ignorei, pensando nos fatos históricos que eu dei uma pesquisada.

 

- “Foi antes primeira guerra mundial… “- comentei.

 

- “Bem antes. Tiveram mais alguma depois da quarta ou parou aí?” - ela perguntou divertida. Levantei os olhos para encará-la. Ela mudava rápido de humor.

 

- “Está brincando né? Houveram pelo menos mais sete.” - ela riu de forma divertida.

 

- “Sete e ainda estão vivos, são baratas mesmo.” - ela falou com desprezo. Eu sabia que ela falava dos humanos.

 

- “Pode me falar do que lembrar dos anos iniciais da sua vida. Não temos muito registros desse período histórico.” - ela realmente não gostou da pergunta. Eu pude ver um ódio em seus olhos que até agora eu não tinha visto. Um desprezo, ela ficou ofendida. Mas acho que o desespero falou mais alto. Pois ela procurou com os olhos o copo que estava jogado no chão e depois me olhou.

 

- “Não muito, eu era apenas uma criança.” - ela pareceu tenta fugir dessa pergunta. - “não tenho muito o que dizer.” 

 

- “Como você nasceu?” - Ela pode ser algum tipo de evolução nossa, sei lá, que passou despercebida. Os olhos dela se estreitaram. Mas eu pude jurar que vi um certo triunfo ali.

 

- “Será que terei que explicar a mecânica de um parto?” - Elas respondeu com um sorriso de deboche. Olhei o meu formulário rapidamente. - “Onde foi você que você nasceu?” 

 

    Ela perguntou e agora tinha um olhar legítimo de curiosidade. Pensei que isso talvez fosse útil para ganhar a confiança dela.

 

- “Eu nasci Londres, 21 de setembro de 3962.” - eu respondi de forma curta. 

 

- “Essa cidade é mesmo imortal.”

 

- “É o que dizem.” 

 

- “Você fez faculdade do que, doutora?” - ela perguntou com tom de ironia no final. Olhei para câmera e ouvi o ponto na minha orelha. “Continue, está ganhando a confiança dela.” Ela sorriu na minha frente, eu tinha certeza que ela ouviu o ponto também.

 

- “Eu sou bióloga, fiz mestrado em botânica e meu dourado também.” - Eu não precisava especificar as áreas certo. Ela sorriu. 

 

- “Acham que eu sou uma planta?” - ela perguntou se divertindo.

 

- “Não, mas como eu tenho um domínio bom de vários idiomas, me colocaram para falar com você, isso aliado ao fato de que até agora você só falou comigo.” - Eu não ia falar que fui ameaçada. Ela deu sorriso mais divertido ainda. Mas eu admito ter visto uma leve surpresa nos olhos dela. 

 

- “Ah! Achei que você queria estar aqui para apreciar minha companhia.” - ela disse com uma voz divertida e irônica. 

 

- “Se você se sentir mais confortável, posso trazer uma corrente para combinarmos.” - devolvi a ironia.

 

- “Eu devo admitir que me perguntei.” - ela olhou para cima como para pensar. - “por que uma bióloga estaria fazendo isso? Não devia ser algum tipo de psicólogo.” - ela riu com escárnio.

 

- “Está querendo desabafar? Posso arrumar um.” - ela de um um sorriso que foi lindo e ao mesmo tempo cruel. 

 

- “Por que escolheu essa área? Plantas.”

 

- “Por sempre gostei de seres vivos, de estudar suas estruturas e sempre preferi plantas a pessoas.” - eu não dei tempo. Um sentimento em seus olhos que eu não consegui entender a fez ficar quieta. - “você fez alguma faculdade, curso superior?” - ela de um sorriso como o olhar distante. Apreciando algo. Não sei se a pergunta que fiz ou minha resposta anterior.

 

- “Eu estudei Música, mas precisamente violino.” - isso me surpreendeu. - “e também linguística, como você achei interessantes estudar idiomas uma época.” - isso explica a facilidade e a velocidade que ela aprende; eu senti que tínhamos algo em comum. 

 

- “Você ainda sabe tocar?” - eu perguntei legitimamente curiosa. Amava o som daquele instrumento, mas eu era um fracasso quando se tratava de música. Ela me deu um leve sorriso doce e, pela primeira vez, eu senti que era verdadeiramente sincero.

 

- “Me arrume um e eu lhe mostro.” - o sorriso dela mudou, mas ainda era suave. Era difícil saber o que se passava na cabeça dela. Quase impossível. Ela completou. - “se eles ainda existirem…” 

 

- “Posso providenciar.”

 

- “Já que está generosa, podia me arrumar algum livro que me ajude a entender seu idioma”

 

- “Verei o que consigo” - dei pausa - “Você pode se alimentar de outras coisas?”

 

- “Poder é muito diferente do que eu prefiro.” - ela tinha um olhar e tom irônico. E eu senti novamente que pisei no terreno errado. - “mas só uma coisa realmente pode me alimentar e pode me saciar.” - eu arrepiei com aquele olhar dela. Ela achou divertido.

 

- “O sangue que te dei era sintético.” - pelo menos parcialmente.

 

- “Isso explica o gosto horrível.” - ela faz uma pausa. - “mas para sorte de vocês ajudou. Apesar de na realidade eu querer experimentar outra coisa…”

 

- “O que?” - assim que a pergunta saiu, automática, eu me arrependi de ter feito. E como eu me arrependi.

 

- “Você.” - eu senti meu rosto arder. E eu fiquei constrangida e ao mesmo tempo com medo. O olhar que ela havia me lançado... aquele olhar predatório, mexeu com todo meu ser. Eu me senti indefesa apesar das correntes. Eu senti aquele olhar me desejando. Por uma fração minúscula, como se eu fosse maluca, eu quis que aquelas correntes não estivessem ali.

 

Ela deu um sorriso divertido, agora fazendo questão de mostrar as longas presas dela. Seus dentes afiados que parecia poder rasgar minha carne com uma facilidade extrema. 

 

- “Eu consigo me imaginar passado a lingua em seu pescoço e logo depois cravar meus dentes nele… sinto até o gosto.”

 

Ela era manipuladora. Era ela que estava comandando a entrevista, e não eu. Ela estava me fazendo imaginar coisas que eu não deveria. Ela farejou o ar e soltou um sorriso que eu nunca mais esqueceria. Um que eu nunca havia visto. Meu coração começou a pular. Meu corpo estremeceu e eu senti cada pelo meu, cada poro. Como se a língua dela realmente estivesse no meu pescoço.

 

- "Você acabou de ficar excitada…" - os olhos dela brilhavam cada vez mais a medida que meu rosto ia se aquecendo mais e mais. Eu devia estar muito vermelha. - "consigo sentir seu cheiro…" 

 

- "Por hoje é o suficiente." - me levantei o mais firme que pude. 

 

- "Agora que eu estava começando a gostar de ser interrogada." - ela fez voz de choro. Eu dei as costa a porta abriu e eu saí de lá o mais rápido que podia. 


 

***********

 

No bebedouro era a terceira vez que eu enchia minha caneca com água. Eu tinha que começar a me controlar melhor naquelas entrevista. Aquela desgraçada estava presa e mesmo assim só com o olhar e a voz ela conseguia me atacar. Eu precisava ser mais forte, conseguir o queriam rapidamente e nunca mais entrar lá.

 

- Que merda foi aquela? - Frida falou antes da Dra. Brucele, que aparentemente queria perguntar a mesma coisa.

 

- Uma manipuladora filha da…

 

- Queremos saber da bolsa de sangue, dra. Amy. - O olhar da minha chefe era frio.

 

- Queria que eu descobrisse coisa sobre ela, é isso que estou fazendo. - simples e ponto.

 

- Nunca mais faça isso sem me consultar antes. Sabe o que poderia acontecer?

 

- Se ela pudesse me matar, já teria feito. - isso estava no olhar dela. Ela teria aberto minha garganta sem eu ter tempo de piscar. - Como querem que ela fale? Deixando ela acorrentada e sendo eletrocutada 24 horas por dia. Eu teria mandando vocês para o inferno.

 

Frida iria abrir a boca. Mas a doutora levantou a mão para ela.

 

-  Me diga quando tiver outra ideia maluca dessas antes de colocar em prática. - ela não queria perder a única pessoa que aquela mulher responde. Era minha única carta na manga, e era um carta que eu queria me livrar o quanto antes. - Apenas continue com o trabalho.

 



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