História Traga-me para a vida (HIATUS) - Capítulo 16


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kurenai Yuuhi, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shino Aburame, Shion, Tsunade Senju
Tags Drama, Hinata, Naruhina, Natuto, Romance
Visualizações 130
Palavras 4.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AAAAAAAAAAA
pois bem, não acredito que voltei antes do que projetei e que, mesmo assim, depois do que eu gostaria, tive um bloqueio no meio do capítulo, e hoje tirei a manhã para finalizar e felizmente eu consegui, é isso! :)
Boa noite pessoal, espero que gostem desse capítulo também e quero agradecer muito aos comentários, por saber que vocês ainda me acompanham, sério, fico imensamente feliz por isso! <333
Obrigada por todo carinho de hoje e sempre, fiz esse capítulo com carinho e espero que gostem
Bjs e boa leitura ;**

Capítulo 16 - Capítulo 14 - Isso é amor


Capítulo 14 – Isso é amor

Por: AlimacSeug

Nunca em sua vida uma semana tinha se passado tão rápido, e tão certo estava quanto isso, não poderia dizer o mesmo sobre sua conduta. Sim, sua personalidade sempre iria lhe instruir a fazer o que era correto e neste caso, ele não tinha muita certeza. Sua mente estava povoada de certezas e incertezas na mesma proporção, o que o incomodava profundamente, pois enquanto psicólogo teria tudo para manter-se sob controle, no entanto, uma coisa mostrou-se importante: ele também era humano e as coisas continuavam sendo estranhas e difíceis para si independente de sua profissão. Levou um tempo – alguns xingamentos de seus amigos – mas nada que não conseguisse superar, realmente.

Após aquela ligação – que o animara e o preocupara – havia realmente conversado com a Hinata. No dia seguinte ela ainda parecia contida, mas ao perceber que ele estava se comportando normalmente – ou nem tanto assim – percebeu que ela se permitiu relaxar e, bem, seria muito mais fácil se ele se permitisse também, mas era difícil quando propusera um encontro entre eles para conversarem melhor. Nada o impedia de falar pelo celular, mas ele acreditava fielmente de nada superava uma conversa frente a frente, pois assim, era muito melhor para se expressar e perceber as reações do outro e nisso, sabia ter uma certa vantagem, se bem que, no atual momento, estava tão bobo que era capaz de simplesmente não saber se expressar tão bem assim e aliás, para que seria esse encontro mesmo?

Não queria de forma alguma pensar na jovem como uma paciente e neste quesito, sabia que o tempo tinha contribuído bastante, afinal, ele queria mais. Mais conversas, sorrisos, aproximação e claro, beijos. Céus, sentia-se extasiado apenas em reviver aquele simples selar, que simples enquanto beijo e muito significativo em vários outros sentidos, sabia disso, sabia que ele representava muita coisa para ela e, possivelmente, usar deste encontro para saber em qual sentido de importância ela queria atribuir a si parecesse injusto, todavia precisava disso. Queria ser dela de um modo que o surpreendia, parecia intenso demais por algo que mal tinha aflorado e seu ser queimava para saber mais e ter mais, o que lhe soava errado de certa forma, convidativo de uma forma que ele não deveria ser por mais que fosse difícil.

- Naruto, pela última vez, não me ligue mais uma vez para falar a mesma coisa de sempre. O que pode dar errado? É só uma conversa, não precisa se comportar como um adolescente, e pior, um de 14 anos! Só me ligue quando tiver uma coisa realmente importante e que seja novidade, pra variar... – bufou irritado, sabia que estava mais uma vez abusando da sorte, mas poxa, precisava tanto desabafar com alguém... – e não, não venha dizer que precisa de mim, eu sei, só relaxa, ta? Vai fazer alguma outra coisa, aliás? Não está em serviço? Deveria concentrar-se melhor no teu trabalho e deixar um pouco essa.. hm... situação de lado. – tentou ser compreensivo com o amigo e o loiro sabia que estava sendo realmente difícil para o outro, entretanto estava agradecido pela compreensão, até mesmo ele estava ficando irritado consigo mesmo, só que era tão difícil parar... – antes que você continue, preciso retornar ao trabalho e não quero mensagens até vocês terem definido tudo, baka! – desligou sem ao menos dar tempo para um contra-argumento que inconscientemente já estava sendo formado por si, mas não pôde deixar de rir um pouco, aquele bastardo tinha razão, por mais difícil que lhe fosse admitir algo assim.

Aproveitou os últimos minutos que tinha até a próxima pessoa surgir em sua sala e aproveitar para contemplar um pouco a vista que tinha de sua sala. Konoha, apesar de pequena, conseguia ser tão bela... poderia e admitia que ter nascido e crescido por lá afetava um tanto a sua opinião e naquele dia em específico, tudo parecia ainda mais belo e nostálgico, o que de certa forma o acalmava, então por que não permitir que isso o guiasse? Respirou fundo e tentou manter os pensamentos negativos longe de si, tudo estava ao seu favor e tudo daria certo. Mentalizaria isso quantas vezes mais fosse necessária e tentaria ao máximo não importunar Sasuke mais uma vez ainda que a vontade fosse grande.

 

***

 

Já havia perdido a conta de quanto tempo estava olhando o cabelo no espelho e o escovando, uma vez que nunca parecia estar bom o bastante. Bufava, decidia que era melhor parar, olhava a roupa que tinha separado e retornava frente ao espelho, porque naquele dia, seu cabelo parecia estar contra si e por mais estranho que aquilo fosse a si, não queria estar feia ou estranha, queria olhar-se no espelho e sentir-se bem com o que via – e que parecia tão difícil. Queria poder fazer algo diferente e parecer diferente, talvez fosse o cabelo realmente ou a mudança que desejava, atribuía ao cabelo por ser mais fácil. De todo modo, seu cabelo aquele dia não estava colaborando e começava a se irritar e em sua mente, havia uma voz que dizia que devia se apressar ou acabaria se atrasando, o que não era realidade, mas o que poderia fazer se estava tão ansiosa?

Olhou, então, para as roupas, nada de diferente, a não ser um casaco que era em tom de rosa suave, afinal, o frio que se instalara não passaria até o inverno acabar, o que não a incomodava de forma alguma, porém naquele momento em particular, a fez a creditar que precisaria de roupas em um outro estilo, que não fossem tão neutras e que a destacasse de algum modo e ao mesmo tempo, não queria se destacar em multidão, apenas para ele. Só em admitir este fato, sentia suas bochechas mais quente, nunca acreditou que chegaria a isso, a se interessar pelo seu psicólogo e ter um encontro com ele. Apesar, de já ter o encontrado uma vez fora da clínica, então por que dessa vez parecia ser diferente? Provavelmente era apenas sua própria vontade de ser diferente que a alimentava nessa crença, uma verdadeira tola...

- Hina-chan, já passei em frente ao seu quarto várias vezes e toda vez que te vejo, está da mesma forma, está tudo bem? – a madrasta perguntou de forma amável, sabia o que estava acontecendo, estava feliz pela enteada ter confiado em si e desabafado sobre o assunto. Bem sabia o quanto ela estava nervosa e insegura com toda essa situação, a compreendia de certo modo, entretanto, tinha certeza de que muito dessa insegurança era indevida. Principalmente em relação a sua aparência, só que tudo lhe era novidade e bem lembrava de que em seu primeiro encontro amoroso estava naquele mesmo estado e até mesmo quando saiu com Hiashi pela primeira vez, eram coisas do coração...

- Kurenai-san, é que nada está bom, nada! – disse, inconformado e com certa manha que jamais havia visto na garota, pois ela era sempre simples, básica demais, resumindo a tarefa que deveria ser feita e não se estendendo em nenhum sentido, e aquilo a animava, significava muita coisa, podia perceber, o que talvez a jovem não fosse tão claro, mas não cabia a si apontar nada disso, não mesmo, deixaria a encargo do loiro que até então, estava fazendo o excelente trabalho, isso sem dúvidas!

Analisou a aparência da morena e a roupa que tinha sido escolhida. Era tudo muito básico, e talvez esse fosse o problema, não precisava de muito para saber que tudo o que a outra queria, era impressionar o rapaz; estar diferente para se sentir confiante consigo mesma e logo, arrematar de vez o outro, demonstrando que podia mais, sabia exatamente o que era isso e lá também estava a sua função: contribuir para que isso se efetivasse.

- Não seja por isso, minha querida! O principal você já tem, a beleza, só precisamos que você se convença disso, já que não há roupa que possa mudar isso – comentou animada, vendo-a se constranger um pouco e olhar para baixo – e também, tenho certeza que o Naruto te acha linda, é impossível não achar! – continuou a constrangendo, mas era por uma causa nobre, sabia que ela precisava um pouco disso, de alguém que lhe mostrasse o óbvio – se você quiser, também podemos fazer uma maquiagem em você e realçar ainda mais a sua beleza... – sugeriu sentando-se ao lado da roupa que mais uma vez estava sendo vistoriada pela jovem.

A única certeza que Hinata tinha é que estava insatisfeita, nunca tinha realmente se maquiado, não sabia se sentiria confortável, então a coisa mais efetiva que lhe surgia era ouvir o que a mais velha dizia sobre si. Talvez pudesse realmente considerar-se uma pessoa bonita sem que isso lhe soasse arrogante demais ou até mesmo que se deixasse ser indiferente a si como acontecia na maior parte do tempo. Então sim, tentaria se manter segura de si mesma para poder se sentir bem e não se apoiar em uma ilusão de si.

- Acho melhor não... a não ser que seja algo simples, vou vestir a roupa logo e depois resolvemos se faremos algo mais...? – comentou um pouco ansiosa rumando para o banheiro e trocando-se rapidamente. Olhou para o reflexo e deu-se por satisfeita, não queria perder mais tempo nem energias com aquilo, e encontrou Kurenai que sorria para si, aparentando estar satisfeita com o resultado o que de certa forma, a ajudou.

Ajeitou o cabelo mais uma vez, escovando-o com cuidado, em seguida passou um pouco de creme hidratante sobre a pele e optou por passar um pouco de brilho labial para acentuar o tom rosado dos mesmos e usou ainda um pouco de pó, poias a mais velha disse que daria uma cor a mais em seu rostinho de boneca. Apenas riu disso e se deixou distrair com a outra, que uma vez ou outra a fazia rir para a deixar menos tensa, e agradecia internamente, dado que sentia um infarto se aproximando a qualquer momento. Não demorou muito para que recebesse a tão temida mensagem do outro que lhe informava já estar a esperando em frente a mansão. Respirou fundo, aceitou o abraço que lhe fora oferecido de bom grado e se sentiu um tanto esperançosa ao ouvir que tudo daria certo. Que assim fosse!

Havia acabado de se aconchegar no banco do carro, estava extremamente constrangida e ainda anão tinha conseguido olhar para o outro diretamente, não sabia muito bem o que dizer, então murmurou o oi, e enfiou-se entre o espaço que o loiro deixara justamente para que passasse, enquanto o via dar a volta até o banco do motorista, se culpando por criar um clima estranho sendo que nem tinham começado.

- Hinata, vamos fazer um acordo de relaxamento mútuo? – questionou divertido, mantendo o olhar sobre ela, conseguindo ver claramente a tensão que pairava no ambiente, não que estivesse muito diferente, contudo ainda estava mais solto, queria fazer dar certo – digo, estamos os dois nervosos isso é perceptível, mas tudo bem sabe? É bom saber que não sou o único, mas daí o motivo ser o mesmo já não sei – riu da sua própria afirmação e vislumbrou o pequeno sorriso que se formou no rosto alheio – ainda não decidimos para onde vamos, eu não sei exatamente onde poderíamos ir, mas pensei que pudesse ser na minha casa, se isso não te soar tão estranho, apesar de que eu sei que isso é realmente estranho, nem nos conhecemos direito e estou querendo te levar para a minha casa, mas saiba que não estou querendo me aproveitar disso, por favor, não entenda erra e-  – parou de falar quando a menor rompeu-se em risos que pareciam realmente verdadeiros, tão animados que nem ao menos percebeu estar a acompanhando  e nem mesmo sabia o porquê de estar rindo, só tinha sido impossível não se deixar levar por aquele som tão maravilhoso.

- Me desculpe por ter criado esse clima estranho, felizmente você conseguiu contornar isso! – exclamou, tentando se recompor, usando os dedos para secar algumas gotículas que se formavam no canto dos seus olhos – e sim, por mim tudo bem que seja na sua casa, eu confio em você, Naruto-kun, jamais pensaria que faria algo de ruim a mim... – comentou, agora mantendo a seriedade, olhando diretamente nos olhos azuis e vibrando por dentro ao notar um pouco de timidez ao ouvir aquilo, apenas assentindo como resposta e os guiando até sua casa.

Não demorou muito para que o Uzumaki parasse em frente à sua casa e apesar de terem permanecido em silêncio, o ambiente se manteve acolhedor. Havia muito a ser dito, contudo parecia aquelas situações em que não se sabe o que dizer exatamente e o não dizer, estava tudo bem também. Era início de tarde, preferiram assim, a Hyuuga quis fazer compainha para a madrasta, já que – mais uma vez – seu pai estava ausente naquele fim de semana e para ser sincera, aquele “não dizer” implicava em muito mais do que se tivesse se afundado em falas aleatórias quando o máximo que conseguiu formular em sua mente havia sido “está frio hoje, não é mesmo? E está ventando bastante...”. Lastimável era uma ótima definição, e não queria falar qualquer coisa que afetasse aquele conforto que ambos tinham recém adquirido.

Logo estava sendo guiada para dentro da casa alheia e não pôde deixar de analisar. A sala era bem reconfortante, assim como toda a casa parecia ser, tinha um cheiro agradável e surpreendentemente era organizada. Não sabia exatamente porque, apesar disso, havia formado uma imagem – que poderia estar totalmente equivocada – a respeito do outro, na qual a palavra “organizado”, não existia. Uma surpresa boa, de fato, queria o conhecer melhor para depois marcar tudo e formular uma nova imagem.

- Sinta-se à vontade, Hina-chan, em bem-vinda ao lar! – disse, animado a conduzindo ao sofá, enquanto colocava as coisas de ambos no cabideiro – você prefere que eu faça chá ou chocolate quente? – questinou ainda que já esperasse a resposta e quando a ouviu, riu um pouco, acrescentando – por que eu ainda te pergunto não é mesmo? – dramatizou e ambos riram mais um pouco – certo, bom preparar um pouco de chá para nós, não demoro! – rumou rapidamente para a cozinha e a morena não perdeu tempo em o seguir.

- Olho só, parece que a cozinha não está tão arrumada quanto a sala... – comentou divertida, vendo-o viarar-se para si, assustado com a voz que surgiu logo atrás de si, não havia sido convidada a acompanha-lo, mas sentiu-se no direito de fazer companhia, espera não ter agido errado.

- Você me pegou, Hina-chan... – murmurou, nitidamente envergonhado, coçando a nuca evitando olhar diretamente para ela – a verdade é que tentei ao máximo dar uma ajeitada na casa, porque tinha intenção de que viesse para cá e não queria causar má impressão, mas lavar louça me é um verdadeiro martírio... – resmungou a última parte e se encaminhou para cumprir o que tinha de fazer ali, separando as coisas e colocando a água para ferver, já deixando tudo devidamente organizado.

- Não se preocupe não isso, Naruto-kun, se quiser eu posso ajudar, realmente não me importo, até prefiro, assim te serei útil – comentou convencida, induzindo que iria até o outro lado da grande mesa que tinha no centro do espaço, no entanto, parou qualquer sinal de movimentação posterior ao ver o sinal para que ela parasse.

- Nem pense nisso! A melhor forma de me ser útil é estar aqui, mais precisamente aí onde está, me acompanhando nesse processo tão complexo que é esperar a água ferver! – disse decidido, a princípio parecia que estava preste a brigar com a jovem, demonstrou-se ser uma pequena brincadeira e ambos riram juntos mais uma vez, tendo em seus íntimos a certeza de que jamais esperariam que se sentiriam assim, tão bem um com o outro, desta forma, a morena somente seguiu o pedido alheio e se acomodou em uma das cadeiras.

Não demorou mais do que isso para que a água fervesse e, portanto, logo o chá estava pronto, levou as xícaras até a mesa e foi buscar o bolo de chocolate que tinha encomendado, porque para ele, uma boa aproximação pautava-se também em uma boa comida, por mais estranho que isso fosse.

- Espero que aprecie bem esse momento, Hina-chan, pode parecer que estava com tudo planejado, até o momento sim, mas esteja certa que acaba por aqui mesmo... – comentou divertindo, servindo-os e se acomodando em frente a jovem. – Fique à vontade, espero que goste! – sorriu, a incentivando a relaxar um pouco mais.

Foram comendo em silêncio sem ter total convicção do que poderia ser dito. Até então, as coisas estavam se encaminhando muito bem, para além do esperado, logo, surgia aquele receio de dizer algo que causasse algum desconforto e nesse meio tempo, mal se davam conta de que aquele sentimento bom sumia pouco a pouco, restritos a som de talheres e sons da alimentação que faziam, um tanto irritante quando não se sabia bem o que fazer, os assuntos que emergiam em mente não fossem o considerado ideal para um “começo” e eram tantas coisas que céus...

- Como você pode perceber, Hinata, estou tão despreparado para esse encontro que nem mesmo sei o que dizer... eu te convidei, então deveria saber o que te propor para ser mais exato, mas eu não sei de nada para ser sincero... – comentou a observando, vendo que ela parecia tão inquieta quanto a si próprio, quase se refugiando em seu próprio mundo, mas não a queria reclusa, queria-a perto, participante de toda aquela tentativa que por vezes parecia inútil. – Eu não quero pôr nada a perder, provavelmente estou antecipando as coisas, eu não quero estragar nada, só quero conversar e tentar entender tudo isso que está acontecendo... – suspirou, resignado, esperando um clarão que pudesse ajuda-los.

- Eu também não sei explicar, mas fico contente que estamos aqui... – falou baixo, com vergonha o suficiente para não ousar encará-lo, pois sabia que a atenção estava totalmente voltada a si e bem, havia tantas coisas que queria dizer e, no entanto, não sabia se deveria. O primeiro encontro havia sido mil vezes mais fácil, mesmo se sentindo extremamente nervosa, a situação era outra, e naquela outra ocasião, não havia beijado o seu psicólogo, ainda mais quando ambos estava tentando construir uma amizade, que parecia muito sólida até então...

- Eu também estou satisfeito por isso, Hinata! Muito mesmo, e sabe, acho que poderíamos aproveitar esse frio e assistirmos a algum filme se você tiver interesse, mas claro, antes, vou te mostrar a casa, tenho um cômodo em especial, meu escritório no caso, e tenho alguns livros lá, acho que talvez te interesse, ou qualquer outra coisa que possa te interessar, é só me dizer, sinta-se à vontade! – se empolgou dada a deixa de sair daquele desconforto, levantando-se desajeitadamente e em seguida a conduzindo para um pequeno tour em sua casa.

Não havia nada de tão interessante assim ou diferente em sua humilde residência – como bem gostava de indicar seu lar – entretanto, o que realmente estava em jogo para o loiro era a possibilidade de a ambientar e fazer com que ela se sentisse em casa. Nada mais justo, se não fosse o caso de que se sentir em casa representava muito mais para si, era um símbolo de aceitação, e que o levava a ideia de familiar; familiar, deste modo, não estava relacionado a apenas reconhecer, mas sim uma meta, que o lugar não fosse apesar a casa, mas ele também, queria intensamente que pudessem construir algo juntos e estava assustado enquanto caminha a frente da jovem pelo simples fato de reconhecer tudo aquilo e não estar escondendo ou fingindo que esses desejos não passavam de carência. Ele não era e nunca fora alguém carente, mas a conexão que sentia com a morena o fazia sonhar com coisas que em outro momento, seria loucura implicada por metas puramente sociais e sabia que ele não era assim, aquilo era puramente sentimental, não negaria aquilo, ainda mais crendo que havia chances reais de serem realizados.

Como o esperado, ela encantou-se pelos livros que haviam em sua estante. Muitos eram específicos de psicologia e vendo a excitação que ela tinha nos olhos em saber mais sobre, não tardou em explanar um pouco sobre correntes teóricas e o que cada autor representava, assim como aquilo que mais acreditava e utilizava em seu trabalho, sentindo-se extasiado em falar de algo que amava e sobretudo, por vê-la tão radiante em meio as informações recebidas e a compreendia perfeitamente. Tratava-se de uma infinidade de ideias que ela desconhecia e ousava dizer que jamais alguém poderia dizer que aquilo não era interessante, afinal, era sobre formas de entender e ajudar outras pessoas e ele bem via, em tudo o que já haviam trocado de informações que era alguém que se preocupava. Haviam ainda, os livros literários, estes que por sinal, a encantaram tanto quanto, reconhecendo alguns títulos e autores, apaixonando-se pelos clássicos universais que tanto ouvia falar e jamais tinha lido e, obviamente o dono fez questão de emprestar os que ela tinha se interessado, se assim fosse do interesse dela que mesmo um pouco constrangida, não recusou a oferta, o fazendo rir como um bobo apaixonado.

Sim, estava incrivelmente apaixonado pela jovem a sua frente. A cada sorriso que lhe era direcionado, a desenvoltura que ela apresentava quando estava animada, totalmente livre de qualquer amarra que a impedia de ser quem realmente era, aquecia seu peito, iluminava tudo a sua volta, desejando tudo, principalmente o tempo; ansiava a possibilidade de tê-la inteiramente para si, de descobrir as coisas não porque ela havia dito, mas sim porque havia vivenciado com ela, descobrindo através da convivência, queria ver mais daquele brilho e milhares de outras coisas que ela poderia lhe apresentar. Nunca tinha se sentido daquela forma antes, tudo parecia tão mais intenso, sentia-se tão animado que conseguiu, compreender o que era tudo aquilo que transbordava e todo anseio por mais e mais: era a mais pura realidade de amar, admirar e desejar alguém, se é que não poderia definir em muito mais.

- Hinata... – chamou-a, indo até a mesma, fixando olhos nos olhos, espirando fundo, em um ímpeto de coragem para tocar no rosto delicado, analisando quaisquer sinais de possível repúdio ou recusa, retirando um pouco da franja que caía sobre a testa para olhar mais daquela beleza, selando ali, em um carinho fraternal, como quem dizia que estava e sempre estaria ali por ela, por eles, em seguida pressionando seus lábios aos delas, sentindo-a tremer levemente e relaxando aos poucos, levando as mãos até o pescoço bronzeado, envolvendo-o delicadamente como quem esperava mais e ele não negaria aquilo. Afastou os lábios para colá-los novamente, dessa vez pressionando um pouco mais, sentindo a maciez, e as respirações alteradas, assim como os corações que batiam tão forte a ponte de doer a caixa torácica. Ousou mover um pouco os lábios, encaixando-os melhor, levando a ponta da língua a saborear um pouco daquela delicadeza que lhe parecia tão doce e tão apetitosa, sentindo que ela entreabriu os lábios, o concedendo passagem, aventurando-se em mover lentamente, tato para não a assustar como para aproveitar melhor daquelas sensações que acometiam seu corpo, sendo retribuído timidamente, enquanto conhecia mais daquela cavidade úmida e quente, derretendo-se em êxtase de estar sendo correspondido por quem tanto queria bem e consigo. Finalizou selando os lábios várias vezes e distribuindo beijos por todo o rosto da jovem, voltando a abrir os olhos lentamente, para deparar-se com o anjo que era sua amada, de olhos ainda fechados e um pouco úmidos, bochechas coradas e lábios em um rosa mais intenso, sorrindo para aquela cena, ignorando o mundo e todos os problemas, pois ali tinha o ser mais precioso que tivera o prazer em conhecer. – Hinata – sussurrou no ouvido dela – eu quero que saia que se você desejar e aceitar, eu quero construir tudo o que eu puder para nós e por nós, quero estar junto a você em todos os momentos. Céus, eu quero mais que tudo, estou agindo por impulso, mas sou sincero, eu realmente gosto de você! – a abraçou e deixou que ela pensasse em toda aquela loucura que sentia e que ambos sentiam afinal, ele reconhecia isso e mais: isso sim definitivamente era amor.


Notas Finais


O que dizer deste desfecho, não é mesmo? hahahaaha
Eu sou má em finalizar por aqui? acredito que não, mas acontece que cada capítulo tem um tema, sempre procurei fazer isso, e bem, foi finalizado ali mesmo, muita calma nessa hora
Eu preciso dizer que daqui para frente se inicia uma nova fase, onde a vida começa, conforme sugere o título.
Não tenho muito mais a falar, creio eu e nem tenho muito tempo, estou com coisas atrasadas na faculdade mal comecei, enfim hauhauhauahau
Obg por lerem e até mais, naquele mesmo esquema de não prometo nada, mas quero hahahah
Bjssss ;*


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