História Traição - Capítulo 12


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Emília, Simón
Tags Simbar
Visualizações 65
Palavras 2.482
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Passeio e sensação ruim


Fanfic / Fanfiction Traição - Capítulo 12 - Passeio e sensação ruim

NA MANHÃ seguinte, Simón se levantou cedo. Deu um beijo suave na testa de Ámbar e lhe disse que ao meio-dia viria buscá-la. Ela bocejou, sonolenta, murmurou uma despedida e se virou para o lado para voltar a dormir. A risada baixa de Simón lhe verberou nos ouvidos enquanto escorregava para o esquecimento do sono.

Quando despertou outra vez, apertou os olhos contra a luz do sol e consultou o relógio no criado mudo. Ainda dispunha de algumas horas até o compromisso com Simón e não tinha nenhuma intenção de passá-las sentada naquele apartamento.

Com tantos seguranças de Simón disponíveis, deveria haver algum que lhe oferecesse um meio de transporte. Poderia requisitar um deles e sair sozinha, embora não tivesse ideia para onde ir.

E então, outro pensamento lhe ocorreu. A julgar pela obstinação de Simón com segurança, duvidava que tivesse ido a qualquer lugar sem seus guarda-costas durante todo aquele tempo em que estavam juntos. Se esse fosse o caso, certamente um deles teria ideia dos lugares que ela costumava visitar e das coisas que gostava de fazer.

Animada com aquela ideia, apressou-se a entrar debaixo do chuveiro. Trinta minutos depois, desceu pelo elevador até o saguão para sair. Avistou um homem parrudo, parado à porta e o reconheceu como sendo o homem que Simón chamava de Stavros.

No mesmo instante, o segurança se colocou em alerta ao vê-la se aproximar.

– Srta. Smith – disse com acentuado sotaque grego. – Em que posso ajudá-la?

Ámbar percebeu a forma como homem se interpôs na porta, de modo que ela não pudesse sair e quase soltou uma risada.

– Tenho certeza de que Simón lhe contou que eu… perdi a memória. – O homem anuiue sua expressão se suavizou. – O que estava imaginando era se poderia me informar se eu dispunha de segurança antes do acidente.

– Eu cuidava pessoalmente de sua proteção – disse Stavros.

– Ah, que bom! Então, talvez possa me ajudar. Gostaria de sair, mas não sei ao certo para onde. Quero dizer, não sei a quais lugares eu gostava de ir e já que, sem dúvida, me seguia para todos os lugares, talvez possa me levar a alguns deles hoje.

O homem hesitou por alguns instantes, como se considerasse o pedido. Em seguida, retirou o telefone celular do bolso, apertou um botão e o encostou ao ouvido. Falou algumas palavras rápidas em grego, concordou algumas vezes e lhe estendeu o telefone.

– O sr. Alvarez gostaria de falar com a senhorita.

– Ah, pelo amor de Deus! – Ámbar resfolegou enquanto aceitava o aparelho. – Não perdeu tempo em me trair, certo? – perguntou ela encarando com olhar acusatório o segurança, que não parecia nem um pouco arrependido.

A risada de Simón lhe soou ao ouvido.

– Que tipo de problema está causando, agape mou?

Ámbar deixou escapar um suspiro que soou meio ridículo de tão sonhador. Depois que utilizara aquele tratamento carinhoso pela primeira vez, Simón o repetia com crescente frequência. E toda vez aquelas palavras afetuosas e vibrantes tinham a capacidade de fazê-la se derreter.

– Quero sair um pouco. Estarei de volta a tempo de nosso almoço. Prometo.

– Aproveite sua manhã, mas tome cuidado e não se canse muito. Se achar que vai se atrasar,peça a Stavros que me telefone, e eu a encontrarei onde estiver, para que não tenha de voltar ao apartamento.

Ámbar sorriu e murmurou uma concordância. Em seguida, desligou e devolveu o telefone a Stavros.

– Precisamos ter uma conversa sobre falar mais do que se deve.

O homem nem sequer pestanejou.

– Posso assegurá-la, srta. Smith , que já tivemos essa conversa no passado.

Ámbar sorriu e viu o segurança levar a mão ao pequeno dispositivo que trazia na orelha e disparar várias ordens em grego.

Em alguns instantes, um carro estacionou em frente à calçada e outro segurança saltou para lhe abrir a porta. Stavros a guiou para fora do prédio e a acomodou confortavelmente no carro, antes de ocupar o banco da frente, com o outro segurança.

O vidro que separava os bancos traseiro e dianteiro baixou e Stavros girou para lhe lançar o olhar por sobre o ombro.

– Para onde gostaria de ir, srta. Smith ?

– Não sei – retrucou ela com uma risada. – Poderia fazer um tour pelos lugares que eu costumava ir.

O segurança anuiu, e o carro se juntou ao tráfego intenso das ruas de Nova York. A primeira parada foi em uma cafeteria a poucos quarteirões de distância do apartamento. Era óbvio que Stavros não esperava que ela descesse do veículo, porque, quando ela comunicou sua intenção, ele comprimiu os lábios em uma linha desaprovadora. Porém, acompanhado do outro homem, a escoltou para dentro do pequeno estabelecimento.

O ambiente era aconchegante e fervilhava com conversas e risadas. Parecia convidativo e Ámbar podia facilmente se imaginar em um lugar como aquele. Ainda assim, não lhe suscitou nenhuma recordação. Com um suspiro profundo, ela girou e disse a Stavros que estava pronta para partir.

O próximo lugar foi um pequeno mercado e Ámbar dirigiu um olhar surpreso ao segurança.

– A senhorita gostava de cozinhar para o sr. Alvarez , especialmente depois que ele retornava de uma longa viagem internacional. Nós vínhamos aqui para comprar os ingredientes necessários. E a senhorita me fazia carregar todas as sacolas – acrescentou com um breve sorriso.

– Eu era tão desagradável? – provocou ela.

– Era um prazer acompanhá-la em suas saídas – afirmou Stavros.

– Ora, parece que você gostava de mim. – Ámbar sorriu para o homem atarracado, tentando captar qualquer vestígio de reconhecimento, algum lampejo daquele tipo de brincadeira no passado. – Para onde vamos agora?

Visitaram a biblioteca e uma pequena loja de artes e, embora tais lugares refletissem seu estilo, Ámbar nada conseguiu se recordar. Quando o carro estacou em frente a um parque, um momento de pânico a fez sentir um aperto no peito.

– A senhorita está bem? – Stavros perguntou. Ámbar ergueu o olhar para encontrá-lo parado ao lado da porta aberta, esperando que ela saísse do carro. – Talvez seja melhor retornarmos agora. Está quase na hora de seu almoço com o sr. Alvarez .

– Não. – Ámbar se apressou em dizer, saindo do carro. Não. Queria ficar ali. Precisava estar ali. Algo naquele lugar lhe causara uma agitação na mente, mesmo que desagradável.

Ámbar caminhou pelo parque, ajustando a capa ao corpo. Na verdade, não estava frio. O sol da tarde brilhava quente, mas ainda assim, calafrios lhe percorriam o corpo e se propagavam até sua alma.

Stavros e o outro segurança a flanqueavam alguns passos atrás e lhe veio à mente o breve pensamento de que ela parecia mais importante do que realmente era. O olhar de Ámbar se fixou em um banco de pedra diante de uma estátua e ela se dirigiu para lá, sem saber o que a atraía para aquele ponto.

Sentou-se e espalmou as mãos sobre a superfície fria de pedra. Olhou para a frente e sentiu um lampejo de tristeza. Aquilo não fazia sentido, mas sabia que havia se sentado ali antes, temendo alguma coisa. Insegura.

Ergueu as mãos para cobrir o rosto e se inclinou para a frente, encolhendo-se no banco.

No mesmo instante, sentiu a mão forte lhe tocar o ombro e a voz preocupada de Stavros ecoar em seus ouvidos.

– A senhorita está se sentindo bem? É necessário telefonar para o sr. Alvarez ? Talvez sejamelhor levá-la para um hospital.

Ámbar negou com a cabeça e ergueu o olhar.

– Não. Estou bem. É que tenho certeza de que estive aqui antes. Posso sentir isso.

Stavros anuiu, embora o olhar ainda refletisse preocupação.

– Sempre dizia que este era seu ponto de reflexão.

– Parece que eu tinha muito em que pensar – murmurou ela.

O segurança consultou o relógio de pulso.

– Deixe-me telefonar para o sr. Alvarez e lhe dizer para nos encontrar no restaurante.Assim, não perderemos tempo retornando ao apartamento quando poderia estar se alimentando.

Ámbar não objetou quando ele a ajudou a se erguer do banco. Em vez de caminhar atrás dela, segurou-lhe o cotovelo no trajeto até o carro.

– Por favor, não preocupe Simón – pediu ela enquanto o segurança a acomodava nocarro. – Se não, ele me obrigará a voltar para o apartamento me deitar na cama. – Lugar onde provavelmente deveria estar.

Ámbar fez uma careta.

– Você não é nada divertido. Tenho de fazer compras e escolher meu vestido de noiva. Não posso fazer isso na cama.

Stavros parecia estar se esforçando para disfarçar um sorriso enquanto fechava a porta.

Instantes depois, o vidro que separava os bancos desceu e o segurança a encarou.

– Se o sr. Alvarez perguntar, direi simplesmente que tivemos uma manhã tranquila na cidade.

– Eu sabia que havia uma razão para eu gostar de você – disse ela animada, recuperando obom humor.

Quando chegaram ao restaurante, Simón os encontrou ao lado do carro. Dispensou Stavros prontamente, dizendo-lhe que o motorista o levaria às compras com Ámbar .

Durante o almoço, Simón a questionou sobre o passeio matutino e ela relatou todos os lugares que visitaram. Porém, quando perguntou como sua foi a manhã no trabalho, ele se mostrou vago e reservado. Não desejando estragar o dia, Ámbar mudou de assunto, referindose às compras que fariam.

– Essa recepção a que compareceremos é muito sofisticada? – perguntou ela, saboreandooutra garfada da excelente massa.

Simón ergueu uma das sobrancelhas.

– Depende de sua definição de sofisticação.

– Ah, então posso usar meu jeans e blusa de gestante – brincou ela com doçura na voz.

Simón soltou uma risada.

– Embora não tenha nada contra você usar calça jeans, não gostaria que os outros a vissem em algo que exibe os contornos de seu gracioso traseiro.

– Então, devo ir bem vestida? – perguntou com um suspiro.

– Não se preocupe com isso, pedhaki mou. Escolherei o vestido perfeito para você.

– Não usarei sapatos de salto alto – disse ela resoluta. – Não há a menor chance de eu ficar vagando pela festa empoleirada sobre dois palitos de dente.

– Claro que não – concordou Simón em um tom que sugeria ter sido uma insanidade talideia. – Estou certo de que não é aconselhável mulheres grávidas se sujeitarem a tamanha tortura. E se caísse?

– Talvez fosse melhor eu ir descalça – sugeriu com expressão travessa.

Simón soltou uma risada.

– E talvez seja melhor mantê-la trancada a chave em casa.

Ámbar engoliu a última garfada da massa e, relutante, afastou o prato para o lado.

– Estava maravilhosa e acabei comendo demais.

– Precisa ganhar peso. Está muito magra. É bom que se alimente adequadamente.

– E se eu comer mais do que isso, não entrarei em nenhum traje que esteja planejando me comprar. – Ámbar baixou o olhar ao ventre abaulado. – Existem roupas muito sofisticadas para gestantes?

Simón a observou com olhar paciente.

– Acredite-me. Encontraremos algo adequado.

– Por que entende tanto sobre comprar vestidos? – resmungou ela enquanto Simón aguiava na direção do carro que os aguardava.

– Certamente não espera que eu responda a essa pergunta? – retrucou, mal conseguindo suprimir o divertimento na voz.

Ámbar lhe dirigiu um olhar contrariado e se acomodou no assento do carro.

De fato, Simón tinha extrema habilidade em escolher o vestido perfeito. Encontrou o que queria no segundo modelo que ela experimentou. Um traje de seda branco de um modelo simples. As alças eram finas, o corpete conservador e o tecido se ajustava ao ventre avantajado, atraindo a atenção para a gravidez.

– Este me faz parecer… bem, muito grávida – disse ela, virando-se para permitir a avaliação de Simón .

– Está absolutamente deslumbrante – murmurou ele. – Acho que todas as grávidas deveriam gostar de ter essa aparência.

O olhar apreciativo a fez se decidir por aquele vestido. Não precisava experimentar mais nenhum. O traje foi cuidadosamente dobrado e colocado de lado, com os sapatos de salto baixo que ela escolhera.

– Diga-me, agape mou, você quer um vestido de noiva tradicional?

Ámbar comprimiu os lábios e fez um movimento negativo com a cabeça.

– Não. Prefiro algo mais simples.

A vendedora dispôs vários modelos deslumbrantes diante deles e Ámbar observou Simón atentamente para lhe captar a reação.

O que a encantou foi um vestido comprido até os pés, cor de pêssego, que caía em ondas suaves a partir da cintura. O modelo lhe acentuava a gravidez e a fazia parecer bela e feminina.

A aprovação ficou evidente pela expressão de Simón . Para surpresa de Ámbar , em vez de voltarem para o carro, ele a levou a uma joalheria para escolherem um estonteante par de brincos de diamante que fazia conjunto com um colar para serem usados com o vestido de noiva. Ámbar se encontrava sem palavras, mas ficou completamente atônita quando, em seguida, ele escolheu outro conjunto de colar e brincos de safira o qual sugeriu que usasse com o vestido de seda branco, na recepção.

– Combinarão com seus olhos, agape mou – murmurou próximo ao seu ouvido. – E mais tarde, adorarei vê-la usando essas joias e nada mais.

Ámbar sentiu o rosto ferver e olhou ao redor para se certificar de que ninguém estivesse vendo o escarlate de seu rosto.

– Está me mimando – disse ela quando deixaram a joalheria.

– Tenho direito de mimar minha mulher – retrucou Simón dando de ombros.

– Acho que gosto disso – concedeu ela com um sorriso.

– Isso é bom, porque seria uma pena não gostar de algo que pretendo fazer sempre.

Em um gesto impulsivo, Ámbar se colou ao corpo forte e lhe capturou os lábios com um beijo apaixonado. Um suspiro trêmulo escapou da garganta de Simón e as mãos fortes se fecharam em torno dos braços delicados. Quando interrompeu o beijo, ela escorregou a lateral do rosto até encaixá-lo no vão do pescoço largo enquanto o envolvia em um abraço apertado.

– Obrigada pelo dia de hoje. Foi muito divertido.

Simón enterrou uma das mãos nos cachos macios e lhe acariciou a cabeça.

– O prazer foi meu.

Ámbar ergueu a cabeça e começou a recuar, mas ele a manteve segura contra o peito.

– Sou uma boa cozinheira? – perguntou ela, erguendo a cabeça para encará-lo.A surpresa se estampou no belo rosto de Simón .

– Não entendi.

– Cozinheira. Stavros me disse que eu gostava de cozinhar para você e que ia com frequência ao mercado comprar ingredientes. Fiquei imaginando se eu era boa na cozinha.

Uma expressão peculiar iluminou o semblante de Simón .

– Ele tem razão. Você fazia isso. Não havia pensando nisso, mas, sim, você costumava cozinhar para mim na primeira noite em que eu voltava para casa.

– Você se ausentava com muita frequência?

Simón ficou parado por um instante e, em seguida, anuiu com um gesto lento de cabeça.

– Sim. Estava sempre viajando para o exterior a negócios. Às vezes, ficávamos semanas sem nos ver.

– Não consigo imaginar isso – retrucou ela com voz suave. – Senti sua falta nas poucas horas em que esteve ausente esta manhã.

Simón a beijou outra vez.

– E eu senti a sua, pedhaki mou.

 Ámbar se aninhou contra o corpo quente e forte, durante o restante do trajeto. Sentia-se um pouco cansada, mas não havia a menor possibilidade de revelar isso a ele. O dia fora quase perfeito e ainda tinham o restante dele para desfrutar juntos.



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