História Traição - Capítulo 5


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Emília, Simón
Tags Simbar
Visualizações 114
Palavras 4.690
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - O que ela faz qui?


Fanfic / Fanfiction Traição - Capítulo 5 - O que ela faz qui?

NA MANHÃ seguinte,  Ámbar se vestiu com um dos trajes elegantes que haviam sido entregues por uma butique especializada em roupas de gestante diretamente na cobertura.  Simón  insistira para que ela consultasse um obstetra antes da viagem para a ilha e, assim, acompanhada do noivo e rodeada de vários membros da equipe de segurança, entrou no centro médico, onde ficava localizado o consultório.

Embora se sentisse muito exposta e levemente envergonhada, também vibrava com a constante atenção e a aparente preocupação de  Simón  com seu bem-estar.

Para sua surpresa, não tiveram de esperar quando  Simón  anunciou sua chegada à recepcionista. A equipe de segurança permaneceu na sala de espera e  Ámbar sorriu diante da imagem dos homens enormes e corpulentos misturados a uma dúzia de mulheres grávidas.

 Simón  e ela foram encaminhados rapidamente à sala de exames por uma jovem enfermeira que os assegurou de que o médico os atenderia imediatamente.

Quando a mulher se retirou,  Simón  ergueu  Ámbar no colo e a acomodou sobre a mesa de exames. Em vez de se sentar na cadeira ao lado, posicionou-se diante dela e escorregou a mão pelo comprimento dos braços delicados, como a confortá-la.

 Ámbar se recostou aos braços fortes, incapaz de resistir à atração entre os dois. Descansou a lateral do rosto no peito largo e fechou os olhos enquanto as mãos longas a envolveram para lhe acariciar as costas.

A porta se abriu, e  Ámbar recuou rapidamente. Mas  Simón  não parecia ter pressa em soltá-la. Envolvendo-lhe os ombros com um braço puxou-a contra o corpo enquanto o médico se apresentava aos dois.

Após algumas perguntas preliminares e uma discussão sobre o estado de  Ámbar , o médico os encarou por sobre a prancheta.

- Gostaria de fazer um ultrassom apenas para me certificar de que tudo está como deveria. Simón  franziu a testa.
- Tem algum motivo para se preocupar?

O médico negou com um movimento de cabeça.

- Trata-se de pura precaução. Devido ao fato de que farão uma viagem internacional e a srta. Smith  sofreu um trauma recente, gostaria de ver a criança e me certificar de que tudo está bem.

 Simón  anuiu e segurou a mão de  Ámbar . Quando o médico deixou a sala ele disse: – Ficarei ao seu lado, pedhaki mou. Não há nada a temer.

 Ámbar sorriu e lhe apertou a mão.

- Não estou preocupada. Nem mesmo me feri no acidente e não há razão para algo estarerrado com o bebê.

A expressão de  Simón  se tornou indecifrável, mas a mão longa continuou segurando firme a dela.

Após alguns instantes, o médico retornou e instruiu  Ámbar para se reclinar na mesa. Quando pediu que ela afastasse a calcinha até abaixo da cintura e erguesse a blusa, linhas profundas vincaram a testa de  Simón .

- A barriga tem de estar completamente exposta para que eu possa realizara o exame –explicou o médico com um brilho divertido no olhar.

Foi  Simón  a realizar a tarefa, expondo o mínimo do corpo possível e se deteve ao lado dela com uma das mãos pousadas acima do abdome abaulado.

Quando o transdutor deslizou sobre a barriga e a imagem indistinta apareceu no monitor, ela esticou a mão trêmula para  Simón , que se inclinou sobre ela, com o rosto próximo à orelha de  Ámbar para ver a tela.

- Gostariam de saber o sexo da criança? – O médico perguntou com um sorriso largo.

 Simón  dirigiu o olhar a ela.  Ámbar prendeu a respiração por um momento, o excitamento lhe fazendo a pulsação acelerar.

- Eu quero – sussurrou ela. – E você?

 Simón  sorriu e levou a mão delicada aos lábios.

- Se essa é sua vontade, pedhaki mou, eu também gostaria de saber se vamos ter um filho ou uma filha.

 Ámbar girou a cabeça e olhou para o médico.

- Sim, por favor. Diga-nos – disse ela, observando a imagem do monitor mudar, indistinta,enquanto o transdutor se movia sobre seu abdome. Segundos depois, se tornou clara.
- Parabéns, vocês terão um menino.

A respiração de  Ámbar ficou presa na garganta.

- É um menino? – sussurrou ela enquanto via o que parecia ser duas pernas e uma nádegagorducha.
- Sim. Bonito como ele só, não acha?
- Ele é lindo – disse  Simón  com voz rouca, inclinando-se e roçando os lábios na lateral do rosto de  Ámbar . – Obrigado, pedhaki mou.

 Ámbar girou para encará-lo.

- Por que está me agradecendo?
- Pelo meu filho. – O belo rosto de traços marcantes estava voltado para o monitor e os olhos âmbar brilhavam de felicidade.  Simón  estava obviamente encantado com o minúsculo bebê e a emoção a fez sentir um aperto no peito.
- Acabou – anunciou o médico.

 Simón  arrumou as roupas de  Ámbar e, amparando-a com um braço em suas costas, ergueu-a para a posição sentada outra vez.

- Está tudo bem? – perguntou ao médico.
- Tudo ótimo. Apenas se certifique de que ela consulte um obstetra na Grécia. Não observei nenhum problema. Ela e o bebê parecem perfeitamente saudáveis, mas é bom que a srta. Smith  tenha cuidados regulares durante a gravidez.
Providenciarei para que um médico particular, bem como uma enfermeira, permaneçam nailha pelo tempo que ficarmos lá – afirmou  Simón . – - Ela será bem cuidada.

O médico anuiu em aprovação e, em seguida, sorriu para  Ámbar .

- Cuide-se, minha jovem, e tenha uma excelente gravidez.

 Ámbar retribuiu o sorriso e segurou a mão de  Simón , que a ajudava a descer da mesa. Momentos depois, ele a guiava para fora do consultório e para o interior da limusine.

- Está se sentindo bem? – perguntou ele quando o carro se pôs em movimento. – O jato está nos esperando no aeroporto, mas, se estiver se sentindo cansada devido à consulta, poderemos partir depois que descanse.
- Nossas malas já estão lá? –  Ámbar perguntou surpresa.

 Simón  anuiu.

- Mandei levá-las para o aeroporto enquanto você estava na consulta.
- Podemos partir agora. Descansarei no avião.

Inclinando-se para a frente, ele instruiu o motorista para levá-los direto ao aeroporto e, em seguida, fechou o vidro que os separava do chofer.

 Ámbar olhou para ele, sentindo-se, de repente, tímida.

- Está feliz porque vai ter um filho?

 Simón  pareceu perplexo com a pergunta. Em seguida, puxou-a para perto até quase sentá-la em seu colo, espalmou a mão sobre o ventre abaulado e o acariciou com ternura. – Por acaso lhe dei alguma razão para pensar que não estou feliz com nosso filho?

 Ámbar negou com a cabeça.

- Não, só estava imaginando. Quero dizer, agora que sei o sexo da criança, de repente parece tão real.
- Não poderia estar mais feliz com nosso filho. Adoraria se fosse menina também. Desde que nosso bebê esteja saudável e seguro, fico feliz.
- Sim, eu também –  Ámbar suspirou. – Se eu ao menos pudesse me lembrar, tudo seria perfeito. Este foi um dia tão bom!

 Simón  lhe pousou um dedo sobre os lábios.

- Não o estrague se lamentando sobre coisas que escapam ao seu controle. Sua memória voltará. Não a apresse.

As feições de  Ámbar se contraíram.

- Tem razão. Queria apenas…– O que quer, pedhaki mou?
- Queria me lembrar de amar você – disse ela em tom de voz baixo.

Os olhos âmbar escureceram e, por um instante, o que  Ámbar viu refletido neles fez um arrepio lhe percorrer a espinha. Havia tantas emoções conflitantes naquelas íris douradas! – Talvez consiga reaprender a me amar – disse ele por fim.

 Ámbar sorriu.

- Está tornando isso muito fácil. – Ela se recostou, feliz, ao corpo forte. Mas, em seguida,um pensamento incômodo a tomou de assalto. Mencionara amá-lo, algo que não conseguia se lembrar, mas que sentia que fora real. Porém, nada foi dito sobre o amor de  Simón  por ela. Nem por um instante ele lhe dissera palavras de amor. Não era natural que ele as expressasse espontaneamente?

Quando estava no hospital, não teria sido esperado que ele reafirmasse seu amor depois de um susto como aquele?  Simón  não deveria ter procurado tranquilizá-la, assegurando que a amava, quando ela não conseguia se lembrar da vida que tiveram juntos?

 Ámbar ergueu a cabeça para lhe perguntar, procurar confirmação para aquele fato, mas a pergunta morreu em seus lábios quando percebeu que a atenção de  Simón  estava focada na pequena tela da televisão em um canto do largo compartimento da limusine.

 Ámbar deixou que a pergunta morresse e se contentou com o aconchego remanescente daquele corpo forte e musculoso. Quando se deu conta, estavam chegando ao aeroporto.

- Chegamos – disse  Simón .

 Ámbar anuiu e ele saltou da limusine para ajudá-la a sair. A luz brilhante do sol a fez piscar várias vezes. Ela estremeceu de leve quando uma lufada de vento frio a fustigou.

 Simón  lhe envolveu o corpo com um dos braços e se apressou em guiá-la na direção do jato particular. O interior da aeronave estava aquecido e parecia extremamente confortável.

- Há uma cama nos fundos – disse ele enquanto a guiava na direção de um dos assentos. –Tão logo levantemos voo, você poderá se deitar.
- Isso me parece ótimo – respondeu  Ámbar com um sorriso ao mesmo tempo em que ele se sentava a seu lado. Ela girou para olhar pela janela e, em seguida, relanceou o olhar à parte frontal do avião, onde viu vários membros da equipe de segurança de  Simón  dentro da cabine.
Por que tem tantos seguranças?

 Ámbar sentiu o corpo forte enrijecer ao seu lado.

- Sou um homem muito rico. Há pessoas que têm interesse em me causar algum mal… ou àqueles que são importantes para mim.
- Oh! O risco é muito grande? – perguntou ela ao mesmo tempo em que se virava para encará-lo.
- O trabalho de minha equipe de segurança é assegurar que não haja nenhum risco. Não se preocupe. Cuidarei de sua segurança bem como a de nosso filho.

 Ámbar franziu a testa.

- Não tive intenção de pôr isso em dúvida. Estou apenas tentando compreender seu mundo.
- Nosso mundo. –  Simón  a encarou com olhar penetrante. – Este é o nosso mundo. Um do qual você é parte integrante.

Um rubor lhe coloriu as maçãs do rosto.

- Estou tentando. Muito. Mas é difícil quando estou em um lugar do qual não me lembro de fazer parte. Por favor, seja paciente comigo.
- Se fui muito rude, peço-lhe desculpas – retrucou em tom tranquilizador. Em seguida, esticou o braço sobre o colo de  Ámbar para lhe ajustar o cinto de segurança. Com um clique o prendeu no lugar, tentando não se concentrar nas incertezas que se estendiam adiante.

Várias e longas horas mais tarde, aterrissaram em uma pequena pista de pouso em Corinto, e  Simón  a ajudou a descer os poucos degraus para a pista de concreto. No instante seguinte, levava-a em direção ao helicóptero que os aguardava a alguns metros. Quando  Ámbar lhe lançou um olhar inquiridor, ele se inclinou mais para perto e disse:

A ilha fica a quinze minutos de helicóptero.

 Ámbar dirigiu um olhar apreciativo além da janela do helicóptero, que começava a se erguer sobre Corinto, rumando para o mar. A distância, avistou as ruínas antigas e virou-se para questionar  Simón  sobre aquelas construções.

Quando não conseguiu fazê-lo ouvir acima do barulho dos rotores, ele lhe ajustou um par de fones de ouvido às orelhas, ligado a um microfone e  Ámbar foi capaz de ouvi-lo claramente.

- O templo de Apolo – explicou. – Se quiser, poderemos voar de volta e explorar as ruínas quando se recuperar do cansaço da viagem.
- Sim, gostaria.

 Ámbar voltou a atenção à extensão de água azul brilhante, mas a distância já era possível avistar o pequeno ponto de terra.

 - É aquela? – perguntou, apontando.  Simón  anuiu. – A ilha tem um nome?– Alvarez .

 Ámbar soltou uma risada.

- Deveria ter deduzido. – Ela fez um movimento negativo com a cabeça. Parecia irreal o fato de ele ter uma ilha. Mas ter batizado o lugar com o nome da família não a surpreendeu. Aquele homem usava a arrogância como a maioria das pessoas usava roupas.

À medida que a ilha se tornava maior no horizonte,  Ámbar fechou os dedos com força. A ansiedade devia ter transparecido porque ele esticou o braço e lhe segurou uma das mãos.

- Não há com que se preocupar, pedhaki mou. Gostará da ilha, e será bom para você ter tempo para relaxar e se concentrar em recuperar as forças.

 Ámbar não argumentou quanto à sua condição física, pois sabia que seria um dispêndio inútil de energia. Porém, não tinha intenção de passar aquele tempo na ilha “descansando”.

Pousaram em um pequeno heliponto situado nos fundos da casa suntuosa.  Simón  escorregou um braço protetor sobre seus ombros enquanto se afastavam do helicóptero, com as cabeças inclinadas para evitar o vento.

Tocando-lhe o ombro, ele indicou que  Ámbar aguardasse enquanto ele falava com o piloto. Durante aquele tempo, ela ergueu o olhar à extensa casa, esperando por algum lampejo de reconhecimento. Uma brisa fria soprava, vinda da água, e um arrepio lhe percorreu os braços. Ainda assim,  Ámbar se deteve, observando esperançosa. Por fim, se convenceu de que nunca estivera naquele lugar.

- Venha – disse  Simón  segurando-lhe a mão. – Você está pegando friagem.

Enquanto o helicóptero se erguia outra vez, ela seguiu  Simón , mas logo depois voltou a estacar. Ele girou com um olhar inquiridor.

- O que há de errado?

 Ámbar engoliu em seco enquanto continuava a olhar ao redor. Experimentava uma sensação de admiração como se estivesse penetrando em algum paraíso não desbravado, mas não havia nenhum sentimento de familiaridade, de que tivesse algum conhecimento daquele lugar. E aquilo a aterrorizava.

 Simón  fechou a distância entre os dois e lhe tocou o rosto preocupado. Quando a percebeu estremecer, soltou um xingamento.

- Nunca estive aqui – afirmou ela com um fio de voz, erguendo o olhar para obter a confirmação dele.

 Simón  anuiu.

- É verdade. Esta é sua primeira visita à ilha.
- Não entendo – disse  Ámbar ainda com voz fraca. – Estamos noivos e nunca vim ao lugar que você chama de lar?

Os lábios de  Simón  se apertaram em uma linha tensa.

- Fizemos da cobertura de Nova York nosso lar. Eu lhe contei isso.

A nuvem de incompreensão se avolumou ao redor dela. Não teriam nem ao menos visitado a ilha juntos? Nem uma vez?  Ámbar permitiu que ele lhe segurasse a mão enquanto cruzavam o caminho longo e sinuoso que levava à casa. Quando se aproximaram do portão, ela distinguiu as águas reluzentes de uma piscina, que ficava encravada no meio do extenso pátio nos fundos. Para sua surpresa, a piscina penetrava na casa por meio de uma elaborada arcada.

– É aquecida – explicou  Simón  enquanto a guiava para dentro da casa. – Essa época do ano é muito fria para nadar do lado de fora, mas pode aproveitá-la na parte interna da casa se o médico a liberar.

 Ámbar revirou os olhos e permitiu que ele a levasse para dentro de uma sala enorme que parecia ser, na realidade, um conjunto de três áreas separadas. Estacaram na sala de estar, que se abria para a sala de jantar e a cozinha, parecendo evoluir de uma para outra sem separações.

O olhar de  Ámbar vagou pelas portas de vidro que levavam a um pátio onde ficava situada outra piscina com vista para o oceano a distância. Para lhe aumentar a perplexidade, uma mulher trajada em um biquíni minúsculo apareceu à entrada e penetrou na casa.

 Ámbar a reconheceu como a assistente de  Simón , mas por que aquela mulher estaria ali? E certamente estava muito frio para permanecer do lado de fora com um traje de banho.

Emilia ergueu o olhar e pareceu a  Ámbar que ela estava fingindo surpresa em vê-los. Embora tivesse um roupão pendurado em um dos braços, não fez nenhum movimento para vesti-lo enquanto se precipitava na direção de  Simón .

Sr. Alvarez , não o esperava antes de amanhã! – Os longos cabelos loiros cascateavam sedutoramente sobre as costas, e  Ámbar ofegou quando constatou que a parte de baixo do biquíni da assistente era uma diminuta tanga. – Espero que não se importe de eu ter aproveitado suas instalações – Emilia se apressou em dizer enquanto tocava o braço do patrão com dedos que ostentavam unhas pintadas e bem cuidadas.
- Claro que não – respondeu  Simón  tranquilizando-a. – Disse-lhe para ficar à vontade.Organizou meu escritório da maneira que lhe pedi?
Claro. Espero que não seja um incômodo minha permanência aqui por mais uma noite? Ohelicóptero só virá me buscar amanhã pela manhã.

Os olhos arregalados e inocentes da assistente não enganaram  Ámbar , cujas têmporas começarem a latejar. Ela soltou a mão que  Simón  segurava e simplesmente se afastou, sem disposição para ouvir o ronronar da assistente por mais tempo.

- Não se preocupe, Emilia. Espero podermos contar com sua companhia no jantar – respondeu ele em um tom formal enquanto  Ámbar subia a escada.

Não tinha a menor ideia para onde estava indo, mas o andar superior lhe parecia o lugar que a colocaria a uma boa distância da fonte de sua irritação. Havia quase atingido o topo quando  Simón  a alcançou.

- Deveria ter esperado por mim – repreendeu ele. – Não gosto da ideia de você subir aescada sozinha. E se sofresse uma queda? Daqui em diante, alguém a acompanhará na subida e na decida.

O queixo de  Ámbar quase caiu.

- Não está falando sério!

 Simón  franziu a testa, claramente contrariado com o tom de incredulidade em sua voz.

- Levo tudo muito a sério quando se trata do bem-estar de nosso filho.

 Ámbar deixou escapar um suspiro de frustração enquanto ele a acompanhava pelo corredor até um espaçoso quarto.

Obviamente aquela era a suíte principal. Ela deixou de lado os protestos que tinha na ponta da língua e dirigiu um olhar questionador a  Simón .

- Este é o meu quarto?
- O nosso quarto.

Um calor intenso subiu às maçãs do rosto de  Ámbar . A garganta de repente seca quando imaginou dividir aquela enorme cama com  Simón .

A satisfação faiscava nos olhos âmbar ao lhe observar a reação.

- Tem alguma objeção? – perguntou ele em tom de voz suave.

 Ámbar fez um movimento negativo com a cabeça.

- Ne… nenhuma.

Um sorriso lento curvou os lábios sensuais de  Simón . Um brilho predatório lhe iluminando o olhar.

- Isso é ótimo. Estamos de acordo, então.
- Eu… be… bem, não exatamente – gaguejou ela.

Uma das sobrancelhas espessas se ergueu com arrogância.

- Não estamos?

 Ámbar sacudiu a cabeça para dispersar o feitiço que aquele homem parecia lançar sobre ela. O mesmo que a havia reduzido a uma massa trêmula e idiota.  Ámbar empinou o queixo em uma atitude desafiadora.

- Não preciso de escolta para subir ou descer escadas. Não sou uma inválida, portanto não quero ser tratada como tal.
- E eu prefiro que tenha uma pessoa a seu lado. – A voz de  Simón  soou implacável como o aço e a determinação o fez franzir a testa.
- Não passarei o tempo que ficarmos aqui como uma prisioneira, só tendo permissão de me locomover quando alguém estiver disponível para me levar para lá e para cá. –  Ámbar cruzou os braços sobre o peito e o encarou com olhar furioso. Para sua surpresa, os ombros largos relaxaram e uma risada escapou dos lábios de  Simón . – O que há de tão engraçado?
- Você, pedhaki mou. Está agindo como sempre agiu. Sempre discutindo comigo. Sempre me acusando de ser obstinado em fazer as coisas a meu modo – explicou com um dar de ombros que deixava claro o conformismo com o próprio jeito de ser.
- Muito bem, já que estamos discutindo, o que aquela mulher está fazendo aqui, andando pela casa quase nua?

 Ámbar não pretendera utilizar aquele tom. Queria ter parecido mais casual e não uma bruxa ciumenta, mas falhara miseravelmente.

A expressão de  Simón  endureceu.

- Você nunca gostou de Emilia, mas gostaria que não fosse rude com ela.

 Ámbar ergueu uma das sobrancelhas.

- Nunca? E não imagina por quê? – Dando-lhe as costas, ela se encaminhou à janela quedava vista para a piscina e o jardim na ala esquerda que separava as duas áreas das piscinas. – Por que ela parece tão à vontade nesta casa e, no entanto, esta é a primeira vez que venho aqui?

 Ámbar enrijeceu o corpo quando as mãos de  Simón  pousaram em seus ombros.

- Emilia sempre viaja comigo. Desta vez, tomei providências para que ela fique em Corintoe esteja disponível se eu precisar de seus serviços. Mas a presença dela não será um problema para você. – Os lábios sensuais roçaram a têmpora de  Ámbar . – Quanto ao motivo de você nunca ter estado aqui, só posso lhe dizer que não houve oportunidade. Quando eu retornava de Nova York, após semanas fora, estava mais interessado em passar o tempo a seu lado e não desperdiçá-lo viajando.

 Ámbar virou-se e, sem pensar, fechou os braços em torno do torso forte e enterrou o rosto no peito musculoso.

- É que me sinto tão frustrada! No entanto, não me desculparei por não gostar que a assistente do meu noivo desfile pela casa dele com uma linha a lhe cobrir os atributos. Ou que ela se sinta perfeitamente à vontade em um lugar em que eu deveria me sentir, mas não me sinto.
- Se isso a faz se sentir melhor, nem notei os atributos de Emilia. – O tom de divertimento na voz de  Simón  serviu apenas para lhe aumentar a irritação.

Quando ela tentou se afastar dos braços fortes, ele a segurou pelos ombros e a prendeu junto ao corpo. Os olhos faiscavam com um desejo que fez o coração de  Ámbar dar saltos ornamentais dentro do peito. Em um gesto de nervosismo, ela umedeceu os lábios, fazendo-o gemer antes de lhe capturar a boca.  Ámbar sentiu como se lhe tivessem atirado um fósforo na pele coberta de querosene. Ah, sim, seu corpo se recordava e ansiava pelo toque daquele homem. A língua experiente exigindo que seus lábios se abrissem. Com um suspiro, ela cedeu e logo se deleitou com a invasão quente e eletrizante. Sentindo as pernas enfraquecerem, se recostou ao corpo forte e  Simón  a comprimiu contra o peito. Um gemido baixo escapou da garganta de  Ámbar e foi abafado pela boca ávida que explorava a dela. As mãos delicadas apertando os ombros largos, necessitando da força daquele homem.

Os mamilos se enrijeceram e formigaram quando uma das mãos longas escorregou por baixo da bainha da blusa de gestante para acariciar com a suavidade de uma pena a pele de seu abdome até se espalmar sobre o bojo do sutiã. Antes que ela pudesse processar a intenção de  Simón , sentiu o sutiã afrouxar e o polegar longo lhe roçar o mamilo intumescido.

Tremores incontroláveis lhe abalavam a estrutura delicada enquanto os lábios quentes imprimiam uma trilha de fogo em seu pescoço e mais abaixo até a curva de um dos seios. Quando  Simón  lhe capturou um dos mamilos na boca, ela quase se despedaçou no círculo seguro daqueles braços.

- Por favor – ofegou ela.

A súplica o fez erguer a cabeça. O choque refletido nos olhos âmbar.

– Theos mou! Estava a ponto de violá-la neste chão – disse em tom desgostoso, apressandose em lhe ajeitar o sutiã e recompor a blusa.

A mão de  Ámbar tremia quando ela a ergueu para tocar os lábios intumescidos. Cada terminação nervosa de seu corpo berrando de desejo. Sua reação a  Simón  a assustava.

Era tão intensa! Volátil. Com que facilidade se incendiava no instante em que ele a tocava. – Não me olhe dessa maneira – disse ele. A voz quase um rosnado.

- Como? –  Ámbar perguntou.
- Como se tudo que desejasse fosse que eu a levasse para nossa cama e fizesse amor comvocê a noite toda. Não tenho tanto controle assim.

Uma risada rouca e repleta de desejo escapou da garganta de  Ámbar . Em uma tentativa de acalmar a reação do próprio corpo àquelas palavras, escorregou as mãos de modo suave pelas laterais do corpo.

- E se eu tivesse desejando exatamente isso?

 Simón  ergueu uma das mãos e lhe segurou o queixo.

- O médico chegará dentro de alguns instantes. Quero que ele a examine para nos certificarmos de que a viagem não a prejudicou. Sua saúde é minha prioridade.
- Acho que acabo de ser repelida – murmurou ela tristonha.

 Simón  se moveu com a rapidez de um piscar de olhos. Em um momento, ele se encontrava a trinta centímetros de distância, e no outro,  Ámbar se descobriu comprimida contra o peito largo. Os olhos dourados queimando os dela.

- Não confunda minha hesitação com desinteresse – disse ele em um tom letal. – Pode ter certeza de que, tão logo o médico nos tranquilize sobre seu estado de saúde, você estará em minha cama. – Lentamente, ele a soltou, e  Ámbar deu um passo vacilante atrás. – Acho que estou ouvindo o barulho do helicóptero. Deve ser o médico e a srta. Smith. Por que não lava o rosto e se coloca à vontade? Enviarei o médico para examiná-la.

 Ámbar anuiu como uma pateta e o observou se retirar. Tão logo  Simón  desapareceu pela porta, ela se deixou afundar sobre a cama e fechou os dedos com força sobre o colo. Como era capaz de reagir de forma tão inflamada a um homem que, para todos os efeitos, lhe era um estranho?

 Simón  tinha razão. Seu corpo o reconhecia mesmo quando a mente era incapaz. Deveria encontrar algum consolo nisso, mas a intensidade da atração que sentia por ele a assustava. Mais alguns instantes e teria se perdido naquele toque ígneo.

Lembrando-se de que o médico subiria a qualquer momento e não desejando lhe dar motivos para deixá-la em repouso, jogou um pouco de água no rosto, em uma tentativa de se livrar do rubor que ainda lhe queimava a pele.

Passou uma das mãos pelos cabelos cacheados e franziu a testa diante da própria aparência. Seus cabelos não pareciam penteados da maneira adequada. Uma imagem pipocou em sua mente. Era ela, rindo, mas com os cabelos mais curtos. Os cachos lhe emoldurando o rosto como uma boina rebelde. Mesmo diante daquele breve lampejo na memória, sabia que preferia seus cabelos curtos. Então por que os deixara crescer? Com um gesto negativo de cabeça,  Ámbar jurou que os cortaria assim que tivesse oportunidade.

Uma batida na porta a fez sair apressada do toalete.  Simón  entrou, acompanhado de perto por um homem mais velho. Patrice os seguia e sorriu para  Ámbar da outra extremidade do quarto.

- Este é o dr. Karounis. É chefe de um setor de obstetrícia em Atenas e teve a gentileza de concordar cuidar de você enquanto estiver na ilha –  Simón  disse enquanto lhe cingia a cintura.
- Srta. Smith , é um prazer lhe dar a assistência que for necessária – disse o médico emtom formal.

Um sorriso nervoso curvou os lábios de  Ámbar .

- Obrigada.  Simón  se preocupa demais. Estou certa de que não havia necessidade de fazê-lo viajar até aqui.
- Ele deseja o melhor para a senhorita e para a criança. – O dr. Karounis retrucou com um sorriso genuíno. – E não posso culpá-lo por isso.

 Ámbar exibiu um sorriso tristonho.

- Suponho que não. Faça o que for necessário para persuadi-lo de que estou bem. – Ela dirigiu um olhar penetrante a  Simón . – E que sou perfeitamente capaz de subir e descer escadas sozinha.

A expressão de  Simón  não se alterou.

- Fará isso por mim, pedhaki mou. Não estou lhe pedindo muito. Ter alguém a seu lado para subir e descer a escada não a atrasará e me tranquilizará.

Ah, aquele homem sabia como fazê-la se sentir alguns centímetros mais alta.  Ámbar deixou escapar um suspiro.

- Está bem. – Fixou o olhar no médico e gesticulou para que  Simón  e emilia os deixassem.

Antes de sair,  Simón  levou as mãos pequenas aos lábios e lhe beijou as palmas.

Depois que o médico terminar, por que não toma um banho relaxante e descansa antes do jantar? Eu virei buscá-la quando estiver na hora de descer.

 Ámbar anuiu, e os olhos âmbar faiscaram em triunfo. Em seguida, ele se retirou, fechando a porta.



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