História Traição - Capítulo 6


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Emília, Simón
Tags Simbar
Visualizações 139
Palavras 2.579
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Não suba as escadas sozinha


Fanfic / Fanfiction Traição - Capítulo 6 - Não suba as escadas sozinha

DE ALGUMA forma, entre a visita do médico, o longo dia e o banho relaxante, ela conseguiu se esquecer completamente da presença de Emilia naquela casa. Quando  Simón  entrou na suíte para acompanhá-la pela escada, um sorriso acolhedor curvou os lábios de  Ámbar .

Estacando diante dela, ele a observou por um instante. Em seguida, roçou os lábios aos dela e lhe segurou uma das mãos.

- Está linda, com uma coloração bem mais saudável e com o semblante descansado.
- O médico disse que estou em muito boa forma. Portanto, não há com que se preocupar.
- Isso é ótimo, pedhaki mou. Sua saúde é importante para mim.

De braços dados, os dois saíram do quarto e desceram a escada. Quando alcançaram o último degrau,  Ámbar ergueu o olhar e se deparou com Emilia parada à entrada da sala de jantar.

No mesmo instante, sentiu o corpo enrijecer. A mulher estava completamente transformada trajada com um vestido de grife, que lhe moldava cada curva do corpo. Constrangida, baixou o olhar à calça comprida e à blusa de gestante que usava, sentindo ímpetos de correr de volta pela escada e trocar de roupa.

Não se sentindo disposta a permitir que Emilia percebesse o quanto a afetara, apertou o braço de  Simón  e estampou um sorriso no rosto.

Se soubesse que não estariam vestidos de maneira formal, teria escolhido outro traje –disse Emilia, gesticulando para o vestido elegante que chamava atenção pela forma como o corpete se colava ao corpo. – Costuma gostar de jantares formais. – O último comentário fora dirigido a  Simón , mas a mulher desviou o olhar a  Ámbar para lhe avaliar a reação ao fato de ela saber mais sobre o gosto do patrão do que a própria noiva.

 Simón  guiou  Ámbar à frente, envolvendo-lhe a cintura com um dos braços.

- O mais importante é o conforto de  Ámbar , e como pretendemos desfrutar de muita privacidade, não há razão para formalidade. –  Ámbar relaxou e teve vontade de se atirar nos braços daquele homem. No entanto, Emilia não pareceu afetada com o comentário. – Venha, pedhaki mou. o dr. Karounis estão nos aguardando na sala de jantar.

Os dois passaram por Emilia, deixando-a para que os seguisse.  Ámbar podia sentir o olhar malévolo da assistente às suas costas.

A comida,  Ámbar imaginou, devia estar deliciosa, mas não conseguia sentir o sabor por não prestar a mínima atenção ao que estava ingerindo. Sorria até sentir a mandíbula dolorida e concordava com gestos de cabeça quando Patrice e o dr. Karounis falavam, mas o foco de sua atenção estava na conversa em tom de voz baixo entre  Simón  e a assistente.

A cabeça dele estava inclinada na direção de Emilia, e a expressão concentrada, enquanto conversavam em tom reservado. Quando a sobremesa foi servida, e  Simón  não dava sinais de desviar a atenção da mulher que se sentava muito perto dele,  Ámbar afastou a cadeira, atirou o guardanapo sobre a mesa e se ergueu.

No mesmo instante, o olhar de  Simón  se fixou nela.

- Está tudo bem?
- Ótimo – respondeu ela, com voz tensa. – Não se incomode. Vou subir. – Antes que ele pudesse lhe responder,  Ámbar virou-se e se afastou com o máximo de calma que podia.

Quando alcançou o sopé da escada, Pratice se materializou ao seu lado.

- O sr. Alvarez  não quer que suba a escada sozinha – disse ela, segurando-lhe o cotovelo com um toque gentil.

 Ámbar virou-se, mas não viu nenhum sinal de  Simón . Não estava tão preocupado a ponto de se dignar a acompanhá-la. Obviamente a companhia de Emilia era mais importante do que o empenho em sua segurança.

A fadiga a envolveu quando ela entrou na suíte principal e Pratice retornou ao andar térreo. O banho quente e longo que tomara antes do jantar a relaxara e devia ter se deitado logo depois. Aquele jantar trouxera de volta o nervosismo do qual conseguira se livrar e não a deixaria dormir.

 Ámbar se encaminhou à ampla janela e baixou o olhar à piscina e aos jardins. Toda a área brilhava sob os reflexos prateados do luar. Cintilava com uma qualidade mágica que a atraía. Talvez um passeio pelo jardim lhe abrandasse a irritação.

Retirou um suéter do closet e o pendurou sobre os ombros enquanto deixava o quarto e seguia em direção à escada. Não sentia sequer uma pontada de culpa pelo fato de desagradar seu “zeloso” noivo com a desobediência.

Desceu a escada devagar, segurando firme no corrimão e praguejando contra o fato de ter sido contaminada pela paranoia de  Simón .

Podia ouvir o murmúrio de vozes vindas da sala de jantar quando alcançou a sala de estar. Girou para a esquerda e se apressou na direção das portas francesas que davam para o pátio.

Quando as abriu e se esgueirou para fora, foi recepcionada pelo sopro de uma brisa fria que lhe fez arrepiar a pele da nuca. Ainda assim, estava uma noite agradável. A lua brilhando majestosa no céu.

 Ámbar seguiu pela passagem de pedra que margeava a piscina e virou para a direita para tomar o caminho sinuoso do jardim. A distância, o som abafado do oceano era como um bálsamo calmante para seus ouvidos. À medida que penetrava no jardim, o som da água corrente sobrepujou o das ondas. Para seu encantamento, girou em uma cerca viva espessa e curva para se deparar com uma fonte iluminada por holofotes que se erguiam do chão.

 Ámbar se aproximou e inspirou o ar frio da noite. A brisa salgada tinha um sabor pungente em seus lábios. As mãos se ergueram para ajustar o suéter ao corpo. Estremeceu com o frio, mas se viu relutante em se retirar daquele cenário deslumbrante tão cedo.

– Não deveria estar aqui fora.

A voz de  Simón  a assustou, mesmo quando sentiu as mãos longas e familiares lhe tocarem os ombros. Os olhos dourados não conseguiam ocultar a raiva e o desagrado o fazia contrair a mandíbula.

- Como conseguiu me achar tão rápido? – perguntou ela, recusando-se a se desculpar pela escapada.
- Soube onde estava tão logo deixou a casa – retrucou com voz calma. – Tenho seguranças espalhados por toda a ilha – esclareceu diante da expressão confusa de  Ámbar . – Fui notificado no instante em que saiu para o pátio. Desde então, está sendo observada de perto. – Ela franziu a testa enquanto olhava ao redor tentando avistar os seguranças que  Simón  mencionara. – Não devia ter descido a escada sozinha e saído no escuro, a menos que estivesse acompanhada por mim.
- Isso seria impossível, já que estava grudado em sua assistente – retrucou ela em tom de voz seco. Desejara passar a impressão de que não poderia se importar menos com aquilo, mas a mágoa refletida em suas palavras a fez cerrar os punhos.
- Não lhe dei a atenção devida durante o jantar e lhe peço desculpas por isso. Tinha vários assuntos a tratar com Emilia, antes da partida dela pela manhã. Ficarei ausente de meus escritórios durante nossa estadia na ilha e, embora possa trabalhar daqui, prefiro dedicar meu tempo a você.

 Simón  a puxava para perto enquanto falava, e ela se sentiu fraquejar. Odiava sentir ciúme e queria acreditar que não era uma pessoa possessiva, mas como saber? Sempre se sentira tão insegura no que se relacionava a  Simón ? Esperava que não. Aquela teria sido uma existência infeliz.

 Ámbar recostou a cabeça ao peito largo e fechou os olhos. A fragrância almiscarada que dele emanava bloqueou o sal que impregnava a atmosfera e os aromas do jardim. Um calor intenso lhe envolveu todo o corpo.

- Desculpe-me – sussurrou ela.

 Simón  a afastou alguns centímetros e lhe ergueu o queixo com um dedo.

- Prometa-me que não sairá dessa forma outra vez. Não posso proteger você ou nosso filho se não seguir minhas precauções.

 Ámbar ergueu o olhar para encará-lo, percebendo o desejo ardente se apossar dos olhos âmbar. O ar lhe ficou preso na garganta e tudo que conseguiu foi concordar, gesticulando a cabeça. Queria que ele a beijasse e tocasse.

- Conversei com o dr. Karounis – disse ele com voz rouca. O dedo escorregando pelamandíbula delicada para lhe tocar a lateral do rosto e o contorno dos lábios.
- O que ele disse? –  Ámbar perguntou, arfante.

 Simón  se inclinou e a ergueu nos braços. Ela deixou escapar um arfar de surpresa e, em seguida, recostou a cabeça contra o peito largo.

- Que não vê nenhuma razão para eu não fazer amor com você.
- Perguntou isso a ele? –  Ámbar guinchou, a mortificação a fazendo ruborizar e enterrar orosto no pescoço forte.

A risada baixa que  Simón  deixou escapar lhe reverberou contra os lábios.

- Jamais colocaria você ou nosso filho em risco, portanto tinha de me certificar de que nãoa machucaria se a levasse para a cama.

 Simón  refez o caminho de volta na direção do pátio, suportando-lhe o peso sem fazer o menor esforço.

- Se há tantos seguranças observando tudo que fazemos, então não deveria estar me carregando desse jeito. Saberão o que estamos fazendo!

A risada de  Simón  se propagou.

- Fica adorável quando está envergonhada, pedhaki mou. São todos homens. Entendem muito bem o que estou fazendo.

 Ámbar gemeu, mantendo a cabeça firmemente colada ao pescoço de  Simón , incapaz de suportar a ideia de erguer o olhar e se deparar com algum segurança.

Abrindo as portas francesas com o pé, ele penetrou na casa e subiu a escada. O nervosismo de  Ámbar aumentou. Desejava e ao mesmo tempo temia o que estava para acontecer. Como poderia manter o controle quando bastava um toque de  Simón  para estilhaçá-lo? Sua reação física a ele a deixava vulnerável, como se não fosse capaz de proteger nenhuma parte de si daquele homem. Não tinha certeza se era isso que desejava, mas até descobrir a profundidade daquele relacionamento, queria ser capaz de proteger as próprias emoções.

 Simón  a pousou na cama e a encarou com olhar faiscante. Em seguida, lhe tocou o rosto e deixou que a mão escorregasse por seu corpo até se espalmar no abdome abaulado. Inclinando-se, lhe ergueu a camiseta e roçou os lábios no local onde se encontrava aninhado o filho de ambos. Em seguida, segurou-lhe o rosto com as duas mãos, deixou que o corpo pairasse sobre o dela.

- É isso que você deseja?
- Sim, oh, sim – ofegou ela, contorcendo-se, inquieta, ansiando para que ele cumprisse a promessa estampada em seu olhar.
- Em muitos aspectos, essa é nossa primeira vez – começou ele com voz rouca. – Não quero assustá-la.

 Ámbar esticou os braços, puxando-lhe o rosto até que os lábios dos dois se encontrassem. As incertezas se evaporando em face do calor que emanava da boca que violava a dela.

 Simón  tomou o controle do beijo, fazendo-a se agarrar, desesperada, aos ombros largos.

- Eu o desejo – sussurrou  Ámbar quando ele se afastou, com a respiração ofegante.

 Simón  se ergueu, e ela o observou da posição onde estava na cama. Os lábios intumescidos e trêmulos. A pulsação acelerada e a excitação lhe percorrendo as veias como lava incandescente, à medida que ele desabotoava a camisa.

Quando concluiu a tarefa,  Simón  atirou a peça ao chão e se concentrou no zíper da calça.  Ámbar prendeu a respiração diante da familiaridade daquelas ações. Ela o vira fazer aquilo antes. Provocá-la. Tentá-la até que estivesse louca para que ele a possuísse.

- Você fez isso antes – murmurou  Ámbar .

Um sorriso predador curvou os lábios sensuais enquanto a calça comprida escorregava pelas pernas musculosas.

- Isso é algo que a agrada, segundo me disse. Gosto de satisfazer minha mulher.

Por fim, a cueca de seda baixou até as coxas avantajadas, e  Ámbar engoliu em seco quando a evidente ereção se projetou para fora. Ele era simplesmente lindo. Exalava uma força masculina que se refletia nos músculos definidos do corpo perfeito enquanto se inclinava para a frente mais uma vez.

- E agora vamos livrá-la dessas roupas, pedhaki mou.

Em um momento de pânico,  Ámbar curvou os braços sobre o peito. Iria ele achá-la bonita? Reagiria com a mesma intensidade que ela reagia a ele? Esforçou-se para recordar mais detalhes da forma como faziam amor, procurando mais familiaridades do que apenas o fato de  Simón  se despir diante dela.

Com um movimento suave, ele lhe afastou as mãos do peito e as esticou até acima da cabeça de  Ámbar , pressionando-as contra o colchão.

- Não esconda nada de mim. Você é linda. Quero vê-la por inteiro.

 Ámbar umedeceu os lábios enquanto leves formigamentos lhe percorriam o corpo. Os mamilos enrijecendo no confinamento do sutiã e, de repente, desejou estar pele a pele com ele, sem as barreiras das roupas ou das dúvidas.

 Simón  baixou uma das mãos e começou a lhe retirar a camiseta. Os lábios encontrando a pele macia do pescoço delicado que ele explorou com mordidas leves até o lóbulo da orelha. O quarto se tornou um tanto indistinto ao redor, e  Ámbar teve de lutar para colocar algum oxigênio para os pulmões. Simplesmente não conseguia respirar.

Era incrível a habilidade com que ele a despia. Os lábios se arredondaram em choque, fazendo com que um sorriso arrogante se estampasse no rosto de  Simón , ao mesmo tempo em que ele atirava por sobre o ombro a última peça íntima que lhe retirara.

Em seguida, ele a ergueu, a posicionou sobre os travesseiros, no meio da cama e se deitou pressionando o corpo forte ao dela. Espalmou uma das mãos com cuidado sobre o abdome abaulado e a deixou escorregar até lhe encontrar o ponto sensível da feminilidade.

-  Simón ! – Ela ofegou contra os lábios sensuais.

Quente, tenso e excitado, o corpo de  Ámbar enrijeceu quando ele lhe capturou um dos mamilos na boca. Um soluço lhe escapou da garganta quando os dedos experientes a estimularam.

- Eu a desejo tanto! – sussurrou ele. – Senti falta disso. Somos tão bons juntos. Entregue-se a mim. Dê-me seu prazer.

 Simón  a cobriu com o corpo, a pele pressionada à dela. Em seguida, introduziu uma das coxas entre as de  Ámbar e se posicionou. Ela lhe envolveu o torso com os braços enquanto  Simón  a penetrava.

Mesmo enquanto a possuía, ele a encaixava suavemente contra o corpo, tomando cuidado para não largar o peso sobre o abdome avantajado de  Ámbar .

E dessa forma,  Simón  a levou ao paraíso. Naquele momento, pela primeira vez, ela se sentiu verdadeiramente em casa. Uma sensação de que pertencia a ela e não estava vivendo a vida de outra pessoa. Lágrimas lhe escorreram pela face e só quando ela atingiu a satisfação plena envolta naqueles braços fortes, foi que  Simón  se entregou aos espasmos de prazer, deixando o corpo lentamente descansar sobre o dela.

Quando ele tentou se mover,  Ámbar deixou escapar um protesto fraco.

Sou muito pesado – murmurou ele enquanto se acomodava ao lado dela. Em seguida, apuxou para seus braços e lhe aninhou a cabeça sob o queixo. Escorregou a mão pela lateral do corpo de  Ámbar , deixando-a descansar na curva de seu quadril.

Por um longo instante, os dois ofegaram em silêncio. Uma letargia envolvente a invadiu e um contentamento sonolento lhe fez pesar as pálpebras.

-  Simón ?
- Sim?
- Sempre foi assim? – perguntou com voz suave.

O corpo forte paralisou contra o dela.

- Não, pedhaki mou. Isto… isto foi muito melhor.

Um sorriso curvou os lábios de  Ámbar enquanto o sono a vencia. A fragrância e a sensação de  Simón  a envolvendo.



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