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História Traição - Capítulo 1


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Notas do Autor


O capítulo é todo misturado entre o presente, pensamentos de Armin (negrito e itálico) e lembrança dele (só itálico).
Já expliquei, então usem o intelecto de vocês pra entender.


Desafio cumprido!
Seguimos aguardando @luahinata, @somalyato, @Her0ndal3 e @CombatLover, criadora do desafio.
O @domAckerman também já postou, vão lá -> https://www.spiritfanfiction.com/historia/genio-21741786

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Seu olhar correu todo o corpo da mulher nua, suspensa por ganchos presos na carne das suas costas e braços. 

Respirou fundo, certo do que estava fazendo. 

O mal dos relacionamentos está na falta de caráter das pessoas. Sinto pelos maridos dessas mulheres, mas sei que se sentirão melhores pela morte delas do que pela traição baixa e inescrupulosa. 

Os olhos amendoados da ruiva se abriram e novamente o terror tomou conta do seu corpo e mente. 

O sorriso charmoso pelo qual encantou-se no bar agora assumia um aspecto gentil, de compaixão e cuidado. 

A mão firme e ao mesmo tempo delicada de Armin acariciou o rosto de Petra. 

Por que? - perguntou em meio às lágrimas. 

Parou de mover-se no momento em que sentiu sua carne sendo rasgada pelo ferro enfiado nela. Ainda esperava algum milagre que a tirasse dali. 

Vocês são a parte podre dos romances. O mal enraizado e profano. A culpa é toda sua, eu só estou fazendo um bem a você e seu marido. 

Com um lenço branco e delicado, enxugou as lágrimas da mulher. 

Como em todas as suas sextas à noite, saiu pela cidade em busca de justiça. Flertava com mulheres casadas a fim de testar sua fidelidade. Aquelas que o rejeitassem, iriam embora. Aquelas que cedessem, eram levadas sob a promessa de uma noite inesquecível. 

E, de fato, era. 

Petra havia sido a vítima da noite. Doce, gentil e, agora, exposta. 

Armin tirou a belíssima faca do cinto. Brilhante, afiada e encostou no rosto da mulher. 

P-por favor... Me deixa ir embora. - implorou em meio aos soluços e o loiro sorriu. 

Quero, nesse momento, que pense em como você foi ruim. Pense no seu erro. Veja o rosto do seu marido, o homem pelo qual jurou seu amor e fidelidade. Pense nele como a verdadeira vítima, pois tudo isso é consequência dos seus atos. Eu jamais ficaria com alguém tão imunda quanto você. 

Apesar da dureza, as palavras saíam carregadas de carinho. 

Estou lhe fazendo um favor. Agora, preciso que fique quietinha. - sorriu sádico. - Ou vai doer mais. 

O grito saiu agudo da garganta de Petra quando Armin abriu sua boca. 

Debater-se proporcionava mais dor ao seu corpo mas era inevitável. 

A lâmina afiada e pontiaguda adentrando sua boca e cortando sua gengiva, tirando dente por dente. 

O brilho frio presente no olhar azul demonstrava certa felicidade envolta por um fio de tristeza. 

"Apertou mais as mãos ao redor do pescoço fino de Annie. O corpo esguio já ficando fraco abaixo do seu, os olhos perdendo a vida, derramando lágrimas solitárias que doíam em seu coração mais do que a própria traição. 

A hesitação querendo assumir espaço, mas sua mente revidando com lembranças dela sobre o moreno, completamente nua. Ainda podia ouvir os gemidos satisfeitos e luxuriosos dela. 

Apertou com mais força e sentiu a mão fria dela tocar seu braço, puxando a manga da sua camisa. 

- Você partiu meu coração, Annie. Jamais deveria ter feito isso."

Tirou o último. 

Afastou-se e analisou a cena como uma verdadeira obra de arte: o desespero nítido nos olhos praticamente mortos, a boca aberta e ensanguentada sem nenhum dente jorrando sangue pelo belíssimo corpo nu, suspensa no ar como um pássaro. 

Que linda cena. - voltou novamente para perto da garota e segurou seu rosto entre as mãos com carinho. - Alegre-se, moça. Está morrendo de forma poética. Arrepende-se dos seus atos? 

Os olhos praticamente fechados pela dor que já a deixava inconsciente, saboreando o próprio sangue. 

Bom, não precisa responder. Sei que sim. Infelizmente não poderá ser perdoada, mas lhe farei a bondade de não deixar rastro da sua traição; apenas da sua morte inoportuna. Isso acalentará o coração de quem lhe espera em casa. 

Recolheu os dentes caídos no chão e os levou até a pia de metal, limpando todo sangue ali presente. Guardou todos dentro de um plástico transparente, etiquetado com uma foto polaroide da mulher ainda no bar; sorridente. 

Foi até a parede e soltou os suspensórios, permitindo o corpo da mulher cair no chão. 

Caminhou até ela e fechou seus olhos. 

Descanse em paz. 

"A dor da traição pulsando em seu peito, a confiança quebrando-se como vidro e rasgando sua pele. 

O loiro soltou o pescoço de sua mulher morta e a abraçou. Colocou-a no seu colo e ninou para que ela morresse em paz. 

- Eu nunca vou perdoar você."

[...]

Livrou-se do corpo em um local confiável, apagando qualquer prova que ligasse a si próprio. 

Não por acreditar ter feito algo errado, mas sim por saber que infelizmente as pessoas normais não entendem a necessidade de eliminar traidores da sociedade. 

Por sorte, eu entendi cedo. Estou fazendo um bem; deveriam me agradecer. 

No porão, guardou o saco com os dentes de Petra dentro do seu cofre, totalizando agora oito vítimas após a sua esposa. 

Todas traidoras. Merecem queimar no fogo do inferno. 

Voltou até o centro do ambiente para recolher as roupas dela; como todas as outras, queimaria. Entretanto, o celular tocou, revelando mensagens daquele que seria o seu marido. 

"Eu sei que fui idiota, me perdoe ter traído você. Não quero assinar esse divórcio. Não podemos conversar?" 

A ficha caindo aos poucos e o horror tomando conta de si mesmo. 

O que eu fiz? 

Correu de volta para o carro e dirigiu até o terreno onde a deixou. Com a mesma pá que a enterrou, desenterrou o corpo completamente sem vida. 

Deitou Petra no chão arenoso e iniciou as massagens cardiotorácicas, deixando sua consciência esvair-se e ter totalmente dominada pela loucura. 

Merda... Merda... MERDA! PORRA! ACORDA! 

Continuou os movimentos e nada; não havia mais o que reviver. 

A fúria de si próprio dominando seu peito; passou as mãos pelo próprio rosto, puxando sua pele e permitindo-se a dor. 

ANNIEEE! - levantou do chão e pegou a pá. 

Toda raiva acumulada de sua esposa que nunca fora superada, canalizou em força e ódio ao começar a bater no corpo já morto, desfigurando-o por completo. 

A culpa é sua. A culpa é sua! Desgraçada! Maldita! Vagabunda! 

Jogou o instrumento ao lado do corpo e ali sentou, mais calmo; contido. 

Acendeu um cigarro e ficou observando a lua. 

Eu sinto muito. Jamais seria injusto. Acredite, me odeio por matar você; infelizmente acreditei que você fosse o mal, mas obrigado por me levar até ele. Agora posso encontrar seu marido e fazer que ele pague por isso. A justiça será feita. 

Após aquela noite, o primeiro homem seria adicionado à sua lista de vítimas. 

A culpa fez-se presente. Ser injusto era o que mais odiava, mas sua própria mente lhe colocava em apuros. 

No final, tudo seria culpa de Annie. 



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