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História Transborda - Gadizaski e Hesdiol - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura! 🌻

Capítulo 2 - Irmãs


Fanfic / Fanfiction Transborda - Gadizaski e Hesdiol - Capítulo 2 - Irmãs

O publicitário encarou os dois e cruzou os braços. 

– Contar o que? - Bruno perguntou. 

– Cê num vai me dizer que não rolou nada? - Vinicius pergunta. 

– E você tava todo fofo com ela. - Gabriela o olhou. 

Bruno fechou os olhos, respirou fundo e abriu novamente. 

– Vinicius, eu nem vou te responder. E Gabriela? Já ouviu dizer em gentileza? - Bruno perguntou os encarando. 

– Então, cê só deixou ela entrar porque tava chovendo? Porra, Brunão. Cê num pega ninguém há 3 anos, vai ficar nessa de não quer ninguém, uma pegação, um namoro, um relacionamento sério, até quando? - Vinicius pergunta o encarando e se joga no sofá. 

– Isso vai demorar. - Gabriela revira os olhos e vai pra cozinha. 

– Tava chovendo, nós dois corremos em direção um do outro e caímos. Nenhum táxi queria parar pra ela e o mínimo que eu podia fazer, é ter me oferecido pra ela subir e se secar, até a chuva passar. E qual é o problema deu não querer mais namorar ninguém? Chega de relacionamentos pra mim, eu só amei uma pessoa até então, o amo como um dos meus melhores amigos agora, assim como vocês dois são dele e o término foi de boa, sabem disso. - Bruno explica os encarando.

– Não tremeu? - Gabriela pergunta da cozinha. 

– Não. Se eu superei que não quero ficar com ninguém mais, além de focar no meu trabalho, porque vocês dois não superaram? Vinicius não sabe o que é namorar sério e só quer pegação e você se faz de sonsa, sabendo que a Manoela quer mais do que amizade colorida. Não sabem o que é um compromisso sério. Não venham dar opiniões sobre o que eu quero e não quero mais. - Bruno os encara nervoso e vai pro quarto.

Vinicius se levanta e encara Gabriela que sai da cozinha. 

– Cê num acha que tá nervoso demais, não? - Vinicius pergunta entrando no quarto do melhor amigo que se sentou na cama. 

– E com a Manoela eu me entendo, tá? - Gabriela pergunta o encarando. 

– Vocês dois me irritam sempre com esse assunto. Eu tô de saco cheio! - Bruno desabafa e os dois se entreolham.

– Foi mal, Brunão. E que a gente quer você sendo feliz, sacou? - Vinicius o olhou. 

– Um novo amor. - Gabriela a olha. 

– Não posso ser feliz sozinho? E não quero saber de novo amor. Eu tô bem do jeito que tô! - Bruno os encara. 

– Posso perguntar uma coisa? - Vinicius pergunta. 

– E vai adiantar eu responder que não? Fala! - Bruno o encarou. 

– Cê ainda gosta do Gabriel? - Vinicius pergunta. 

– Não. Gabriel foi muito importante na minha vida, ele ainda é. Mas agora como amigo. - Bruno explica. 

– E não deu nenhuma vontade de beijar a Daphne? Aliás, gostei dela. - Gabriela pergunta e Bruno revira os olhos. 

– Não. E ela é legal sim mas Vinicius teve o grande desprazer de assustar ela. Ficou maluco? - Bruno perguntou o encarando.

– Queria que eu pensasse o que? - Vinicius pergunta e Bruno revira os olhos.

– O Gab foi o único que fez você tremer? Nem com aquela outra lá foi? - Gabriela pergunta. 

– Sim. A Isabella sei lá, não sei como meu namoro com ela durou um ano. A gente não tinha química. - Bruno faz careta. 

– Mas cê bem que gostava de transar com ela. - Vinicius ri. 

– Eu vou socar a cara dele, Gabriela! - Bruno fechou a cara olhando pra irmã. 

– Menos Vinicius. Mas não teve nenhuma garota especial? Você já ficou com várias, parecia até esse daqui. E de todos os caras que você já ficou e que eu sei, só o Gabriel fez você sentir o que sentia de verdade? - Gabriela encara Vinicius e pergunta olhando pro irmão que afirma com a cabeça. 

– Não tenho o que reclamar de nenhuma garota que eu já fiquei. De uns caras sim, alguns eram idiotas. Mas o Gabriel foi o único que me fez sentir especial, bem e feliz. - Bruno explicou. 

– E se fechar para um novo amor por medo de não sentir tudo isso de novo, é o certo Brunão? - Vinicius perguntou e Bruno se manteve em silêncio. 

– Eu tô bem e feliz do jeito que estou. E chega desse assunto, está bem? Não quero me irritar ainda mais. - Bruno os encara. 

– Tá certo. A gente vai te deixar em paz mas eu adoraria a Daphne como minha cunhada, eu realmente gostei dela. - Gabriel sorri.

– Já saíram? - Bruno perguntou os encarando.

– Cê tá precisando transar mesmo, estressado. - Vinicus o encara e sai do quarto juntamente com a irmã de Bruno. 

Bruno os olha ir e se joga na cama e respira fundo.

– Eu tô bem e feliz do jeito que estou. - Bruno sussurrou pra si mesmo e fechou os olhos. 

Daphne assim que desceu do elevador, observou de imediato um carro branco buzinando. Estranhou o fato de não ser o da irmã mas sim da amiga. Saiu do prédio em seguida, deu alguns passos e abriu a porta de trás e entrou no carro colocando o cinto em seguida. A garota de cabelos pretos até os ombros se vira e encara a amiga. 

– Por que você tá com um moletom masculino? - Manoela perguntou.

– Longa história. Não sabia que conhecia aqui. - Daphne a olhou. 

– Sabe a menina da amizade colorida que tenho? Ela mora aqui no prédio. - Manoela sorri maliciosamente.

– E que você nunca conta quem é. - Heslaine mexendo no celular. 

– Até ela assumir que somos sim namoradas. - Manoela a encara se ajeitando no banco. 

– Oi pra você também. - Daphne olha pra irmã e Manoela começa a dirigir. 

– Oi. Eles estão bravos com você. Nós vamos pro meu apê, segunda você conversa com eles, tudo bem? - Heslaine pergunta a olhando pela retrovisor.

– Tudo bem. Não explicou a eles? - Daphne perguntou. 

– Quando se trata da empresa, eles fazem de conta que são surdos. - Heslaine a olhando.

Daphne respirou fundo e passou as mãos no rosto cruzando os braços.

– Você está bem? - Daphne pergunta. 

– Ela não reclamou até agora, então tá ótima. - Manoela ri dirigindo e Heslaine revira os olhos. 

– O suficiente pra você não se preocupar comigo, Daphne. - Heslaine voltou a mexer no celular. 

– Mas eu me preocupo. Irmãs mais velhas fazem isso. - Daphne encostou a cabeça no banco do carro. 

– Se preocupa mais com a empresa, do que em mim, tá? Eu sei me cuidar. - Heslaine mexendo no celular. 

Manoela desvia o olhar rapidamente para Daphne pelo retrovisor e volta sua atenção pro trânsito.

– Heslaine? - Manoela a chama e a astróloga respira fundo e olha pra irmã que se mantinha calada até então.

– Deixa, Manu. Heslaine tem essa mania de se manter sempre na defensiva, já tô acostumada. - Daphne a encarou e Heslaine revirou os olhos.

O caminho até o apartamento da astróloga foi em silêncio. Assim que se despediram de Manoela, seguiram o prédio e logo estavam dentro do apê. Daphne resolveu tomar um banho quente, enquanto Heslaine foi pra sala e ligou a tv. Após sair do banho, a empresária saiu do quarto e seguiu até a sala e se sentou ao lado da irmã que fitou ela com o olhar, desviando para o moletom.

– Gostou tanto do moletom assim? - Heslaine pergunta.

– É confortável e deram pra mim. Vai me proibir de usar? - Daphne pergunta o encarando e Heslaine revira os olhos. 

– Vai me contar o que aconteceu? - Heslaine perguntou ao desligar a tv e ficou de frente pra irmã.

– Vou, aconteceu o seguinte…

Daphne contou detalhe por detalhe e Heslaine se manteve séria e escutava tudo atentamente. Ao terminar de contar, a empresária olhou pra irmã que até então estava em silêncio tentando raciocinar tudo que havia escutado. 

– Você não gostou logo de cara desse Bruno não, né? E não gostei desse Vinicius, abusado demais. - Heslaine pergunta e Daphne ri. 

– É óbvio que não. Ele só foi gentil, Hes. - Daphne a olhou. 

– Gentil? Depois dos dois terem olhado pra boca um do outro? Não quero nem imaginar de qual signo ele é. Esse Vinicius aí, deve ser escorpiano. - Heslaine a encara.

– Eu tava em cima dele, foi sem querer que eu olhei também, tá? E provavelmente ele fez a mesma coisa. E que mania é esse de definir a pessoa pelo signo. - Daphne revirou os olhos. 

– Você tem uma irmã astróloga, lide com isso Leonina. - Heslaine pisca o olho direito e sorri sem mostrar os dentes. 

– Mas é sério, não foi nada demais. Ele ficou todo sério e pareceu desconfortável quando eu perguntei sobre o namorada. Ele disse que não tem e não tá procurando. - Daphne a olhou. 

– Tenho duas opiniões sobre. - Heslaine a olhando.

– Tenho medo de perguntar. Mas quais são? - Daphne perguntou rindo e Heslaine revirou os olhos.

– Ou ele é gay ou teve problemas com relacionamentos. - Heslaine a olhou. 

– Não acho que ele seja gay, ele não tem jeito. - Daphne a olhando.

– E precisa ter jeito pra ser gay ou lésbica, Daphne? A Manoela por ex... esquece, ela tem mesmo. - Heslaine ri, fazendo a irmã rir junto. 

– Ele é legal. Ia dizer que você ia gostar de conhecer ele mas você é difícil. - Daphne revira os olhos e se ajeita no sofá. 

– Não sou obrigada a ter pessoas na minha vida. Você e a Manoela já estão de bom tamanho. Aturo o papai mesmo ele sendo de gêmeos, já é um ótimo avanço. - Heslaine a olhou. 

– O que você tem contra os geminianos? - Daphne pergunta rindo. 

– Tudo. Não gosto, um já basta. Mas falando nele e agora na mamãe, preparada? Eu te juro que tentei falar com eles que tava chovendo muito e não deu pra você pegar um táxi mas…- Heslaine a olhando.

– Não é como se eu nunca lidasse o senhor Lúcio e a dona Aline por conta da empresa, não é? Você tem sorte por eles não pegarem no seu pé, sabia? Posso? - Daphne pergunta se aproximando pra deitar a cabeça no ombro da irmã. 

– Pode e você deveria saber que eles queriam a filha mais nova fazendo medicina, arquitetura, administração... Qualquer coisa mesmo astrologia. - Heslaine a olhou e Daphne deitou a cabeça no ombro da irmã. 

– Eles sentem orgulho de você, tá? E tenho certeza que lá de cima, a dona Nena também. - Daphne a olhou e estendeu a mão pra irmã. 

Heslaine a olhou, segurou a mão da irmã e fechou os olhos, encostando a cabeça na dela. 

– Queria ter conhecido ela. - Heslaine sussurrou.

– Eu sei. Mas saiba que ela tem orgulho da filha que você é, assim como a nossa mãe Aline. - Daphne sussurrou e fechou os olhos. 

– Eu sei. Você sabe que eu tenho meus conflitos internos e que evito de deixar as pessoas entraram na minha vida pra eu não machucar elas e elas não me machucarem, não é? E eu também não falo muito isso mas eu te amo, Daph. Você é a melhor irmã Leonina que eu poderia ter. - Heslaine sussurrou. 

– Posso te abraçar? - Daphne perguntou sussurrando. 

– Só um pouco. - Heslaine sussurrou e abriu os braços. 

Daphne sorriu e a olhou, envolvendo os braços na cintura da irmã, a abraçou apertado. 

– Eu amo você, Hes. A irmã taurina e teimosa que eu tenho orgulho. - Daphne sorriu e Heslaine retribuiu o abraço rapidamente e se afastou. 

– Ainda tenho que lidar com abraços. - Heslaine a olhou. 

– Eu sei. Ia perguntar se tem ido a terapia e tomado os remédios mas sei também que não gosta de tocar nesses assuntos com você. Sabe do que você tá precisando? - Daphne pergunta a olhando.

– Do que? - Heslaine pergunta levantando uma das sobrancelhas. 

– Alguém que saiba lidar tão bem tirando a terapeuta maravilhosa que é a Natália, como eu lido com você. E um namorado também. Você só tem a Manoela de amiga, Hes. - Daphne ri e Heslaine revira os olhos. 

– Tô muito bem solteira, obrigada. E eu e a Manu, não somos tão amigas assim. Vocês duas são melhores amigas e acho lindo a amizade de vocês, tá ótimo as duas. - Heslaine a olha e Daphne revira os olhos deitando a cabeça novamente nos ombros dela. 

– E enquanto a um namorado? Ou namorada, por mim tanto faz. - Daphne a olhando. 

– Eu sou hétero e não sendo pessoas de áries, gêmeos principalmente, escorpianos também, já basta meu ascendente e não sendo de preferência PESSOAS, tudo bem. - Heslaine a olha rindo e Daphne revira os olhos. 

– Deveria deixar as pessoas entraram na sua vida, sabia? - Daphne perguntou e voltou a fechar os olhos.

– Você deveria ficar quieta, sabia? - Heslaine pergunta a encarando e fecha os olhos novamente.

– Chata! - Daphne ri sussurrando.

– Chata mas que sabe fazer o melhor brigadeiro desse mundo. - Heslaine ri e se levanta. 

– DEUS OUVIU MINHAS ORAÇÕES! - Daphne grita animada e sorri. 

– Você vem junto, não sou obrigada a fazer tudo sozinha. - Heslaine a puxa pela mão rindo. 

– E tudo que é bom, dura pouco. - Daphne ri revirando os olhos, ao ser puxada pra cozinha junto com a irmã.


Notas Finais


Até o próximo capítulo! :)


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