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História Transcendendo - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Capitulo 3


Corremos para garantir que tivéssemos tempo de conversar com a diretora. Assim que chegamos à porta do escritório dela, eu bati na porta, esperei que ela autorizasse a entrada e a ouvi chamar. Assim que abrimos a porta, encontramos nossos pais adotivos de Paola, ela me abraçou logo porque estava preocupada com o que aconteceria, apertei a mão dela para que ela não tivesse medo, mesmo que ela não a quisesse, eu enfrentaria seus pais adotivos, mesmo que a situação aconteceu, e eu sempre estarei com ela e ela mal consegue lidar com isso.

— Olá Luka, aconteceu alguma coisa para trazer vocês aqui? – dona Paula pergunta se levantando da cadeira e indo a nossa direção.

— Poderíamos conversar sobre um assunto? – pergunto olhando para dona Paula e para os pais de Paola

— É muito urgente? Eu preciso alterar a papelada da senhorita Paola, pois como você bem sabe ela foi adotada por este casal e eles estão passando aos poucos os documentos dela para o sobrenome deles. – dona Paula responde

— É muito urgente dona Paula, precisamos conversar com a senhora e se possível na frente dos pais da Paola, queremos resolver esse assunto de uma vez por todas. – falo sabendo que irei enfrentar um grande problema

— Tudo bem, entrem. – ela segura a porta e nós entramos.

— O que seria de tão urgente? – ela pergunta enquanto se senta na sua cadeira

— Dona Paula, primeira queria pedir um favor pra senhora antes de contar o que está acontecendo, pois o assunto que irei contar pra senhora e a própria Paola pode confirmar, não apenas com as palavras dela e também com um exame para comprovar que não é mentira o que estamos falando. – falo olhando para os pais dela e depois para a dona Paula

— Qual é seu pedido meu querido? Pode falar. – ela fala dando um sorriso para mim

— Quero que a senhora chame a polícia e quero que também chame algum médico de confiança da polícia para fazer um exame em Paola, pois o que tenho a contar para a senhora é gravíssimo. – assim que completo a frase, o pai de Paola se levanta furioso e vai em direção a Paola.

— O que você contou para esse moleque de lixo? Você é uma desgraçada e ingrata, eu deveria ter acabado com a tua raça ontem mesmo. – ele fala pegando Paola pelo braço.

— Você me solte, está me machucando. Outra coisa, se você fosse um homem honesto estaria confessando o crime que cometeu comigo, agora você irá ser preso novamente pelo que fez comigo, porque pelo exame que eu irei fazer estará comprovado que tem DNA seu dentro de mim, agora você me solte seu canalha. – ela fala afrontando ele

— Solte-a senhor Henrique, irei chamar a polícia por estar maltratando uma menor de idade e aqui nessa escola não admitimos que nossos alunos sofram qualquer violência. – dona Paula se levanta da cadeira mantendo a calma.

— Cala a boca, você não tem direito de interferir na educação que eu dou ou deixo de dar para meus filhos. – ele fala apertando mais o braço de Paola e olhando feio para a dona Paola

— Senhor Henrique, vai ser pior para o senhor, porque o senhor vai ser indiciado por dois crimes e voltará para a cadeia, o senhor pode escolher entre ficar aqui fora ou voltar para a prisão. – falo olhando para ele

— Você não me conhece seu viadinho de lixo, não tenho direito de falar nada de mim está escutando? – ele fala olhando para mim

— Ok, já que não posso falar do senhor irei listar todos os crimes que você já cometeu, pra inicio de conversa o senhor cometeu feminicidio contra duas ex-companheiras do senhor, no qual tiveram seus dois filhos que hoje tem respectivamente quatro e dois anos de idade. Anos mais tarde, o senhor perdeu a guarda dos teus filhos e descumpriu a ordem judicial para manter distancia das mães de seus filhos sendo novamente preso, recentemente o senhor saiu da prisão no qual cumpriu pena por matar ambas das mulheres e a guarda dos teus filhos foram para a sua mãe. Estou correto? – falo olhando seriamente para aquele delinquente.

— Como ouças falar de mim? – ele solta Paola e vem para cima de mim

— Se o senhor encostar um dedo em mim, eu tenho autorização dos meus pais para bater no senhor em legítima defesa. – falo mantendo minha expressão facial de seriedade.

— Você acha que é quem seu viado? Você não passa de um viadinho de lixo que nem tem força de bater em um homem do meu tamanho, duvido muito você encostar-se a mim. – ele fala me encarando

— Sabia de uma coisa senhor Henrique, enquanto o senhor está ai tentando me humilhar na frente da sua esposa, da Paola e da dona Paula estas perdendo seu tempo, porque sem que o senhor percebe-se a dona Paula acionou a polícia por um código de segurança que a escola tem para esse tipo de caso, quando esse alarme é acionado a polícia envia um email pedindo o que está acontecendo e o se eles irão precisar de algo além da policia aqui no local, esse tempo que o senhor perdeu tentando agredir minha amiga e tentando me intimidar foi o suficiente para que a polícia fosse chamada e pedimos um médico para mostrar que temos provas o suficiente para colocar o senhor na cadeia. – falo o encarando sem me alterar

— Seus desgraçados, como vocês ouçam a chamar a policia? Eu não fiz nada contra minha querida filha, como vocês irão me acusar? – ele finge ser inocente

— Paola? Pode falar, não tenha medo. – falo olhando para ela

— Dona Paula, ele veio até meu quarto com a história que tinha um presente para mim, que ano que vem eu irei para o terceiro ano e que seria mais corrido em relação aos meus estudos, então ele se aproximou de mim e começou a me assediar, passando a mão na minha parte intima me chamando de gostosa e começou a falar que eu era muito linda, eu empurrei ele para longe, mas ele ficou furioso e me deu um tapa no meu rosto, eu me encolhi na minha cama e ali mesmo comecei a chorar, ele mandou eu parar de chorar e tirar minhas roupas, eu recusei e ele tirou o cinto dele ameaçando a me bater, permaneci firme e mesmo assim ele me bateu. – ela fala chorando e veio correndo para me abraçar,

— Sua víbora, eu deveria ter matado você ontem mesmo. – ele fala tentando tirar Paola dos meus braços

— Tira sua pata dela, você não tem direito de fazer nada contra ela. Paola era virgem até o senhor brutalmente abusar dela, então fique bem longe dela. – eu falo empurrando o braço dele

— Você não manda aqui seu viadinho de lixo – ele fala

— Ok, se eu não mando nas atitudes do senhor, quem vai fazer você aprender a ser um homem de verdade será a policia, pois homem igual ao senhor devem ficar na cadeia. – olhei para a porta e os policiais entraram.

— Você está preso por abuso sexual de uma menor de idade e agressão contra a uma pessoa indefesa. – diz o policial já algemando o senhor Henrique.

— Me soltem seus vermes, eu sou inocente. – ele fala enquanto tenta afastar os policiais

— Vocês estão bem? – um dos policiais veio conversa conosco

— Estamos sim, eu posso pedir um favor para você? – eu falo perguntando ao policial

— Claro que pode rapaz, estou às ordens. – ele responde se aproximando

— Você conseguiria uma medida protetiva para a Paola? Não quero que essa família chegue perto dela. – falo ainda abraçando Paola

— Claro, se quiserem eu e minha equipe iremos a casa deles para pegar os pertences dela. – ele fala sorrindo para mim

— Muito obrigado. – falo e retribuo o sorriso

— Luka, você foi muito corajoso. – dona Paula fala colocando a mão em meu ombro

— Dona Paula, eu faço de tudo pra proteger meus amigos, quando Paola me contou que ela foi abusada não pensei duas vezes em estender minha mão para ela, sei o quanto ela estava sofrendo nas mãos deles, desde a morte dos pais dela, sempre cuidei dela, pois prometi aos pais dela que sempre a defenderia e cuidaria dela caso acontece-se algo com eles. – falo e sorrio

— Lu, muito obrigada por me encorajar a contar toda a verdade. – Paola fala pra mim enquanto suas lágrimas escorriam sobre seu rosto

— Está tudo bem meu anjo, saiba que estarei aqui pra apoiar você. – abraço Paola.



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