História Transcendente - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Otpeotp

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kai, Sehun, Suho, Xiumin
Tags I Need Jongin In Ma Life, Non!au, Otpéotp, Sehun Is Me, Sejong, Sekai, Sekaiéotp
Visualizações 138
Palavras 12.914
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


queria dizer que:

1. pacientemente aguardando o dia em que acordarei no corpo do Hun e poderei fazer com o Nini tudo q foi descrito abaixo;
2. não tá betado e ninguém leu além de mim, então não sei se tá prestando (help) e certamente tem vários erros, desculpem-me desde já;
3. lá embaixo tem uma listinha dos vídeos que assiti pra poder escrever isso, e algumas indicações, caso alguém tenha interesse;
4. eu tinha muita coisa p falar, principalmente sobre a característica “afeminado” que x donx do plot não queria nos personagens, mas to sem tempo/saco então só digo que: como é um non!au, eu descrevi a personalidade de ambos baseada na MINHA percepção da realidade para cada um deles, sinto muito se divergir da sua ou parecer estereotipado, mas precisei ser fiel ao que penso;
5. a senha é: niniballetbear

boa leitura e até as notas finais

Capítulo 1 - Capítulo único


5 de Novembro de 2015

Enquanto os membros recolhiam suas coisas e, aleatoriamente, deixavam a sala — afinal, todos queriam aproveitar o último dia de recesso antes do próximo show —,  Sehun permaneceu sentado e com uma garrafinha d’água em mãos, enquanto preparava — ou ao menos tentava — o psicológico para a prática extra que teria com Jongin.

O Exo’Luxion havia começado há tempos, mas o nervosismo e a ansiedade que precedia os shows sempre estava presente em cada um dos integrantes, mesmo que alguns transparecessem estar menos afetados.

Sehun ainda recordava-se da gravação do DVD em Seoul, há meses, e sentia-se frustrado ao pensar que, se não estivesse sujeito à pressão daquela data, poderia ter feito uma performance melhor na apresentação de Baby Don’t Cry.

Não que a apresentação houvesse sido ruim, longe disso, mas Oh sentia que não havia dado o seu máximo durante aquela coreografia. E era justamente por isso, por medo de, novamente, deixar-se ser domado pelo nervosismo, que ele estava ali, numa sala de treino improvisada, aberta para o integrante quisesse ou precisasse ensaiar alguma das muitas coreografias que apresentariam no dia seguinte.

Na verdade, o medo de um possível erro existia somente na cabeça do mais novo, pois Jongin, seu parceiro naquela performance, dançava aquela coreografia como se seu corpo e aquela música fossem um só, sequer olhando para o espelho para analisar seus movimentos — que Sehun julgava como perfeitos, por mais que não dissesse.

E a constatação daquele fato deixava o maknae ainda mais apreensivo, pois Kai iria ensaiar consigo apenas por compadecimento, para lhe ajudar de alguma forma, pois os passos já estavam gravados na memória do mais velho e ele não tinha dificuldades devido ao nervosismo, como acontecia com Oh.

Era incontestável o fato de que Sehun havia evoluído bastante durante a turnê, havia até sido um pouco atrevido em alguns concertos, deixando a camisa entreaberta e lançando olhares sugestivos à plateia. Mas o show de amanhã seria no Tokyo Dome, e assim como todos os outros integrantes do grupo, Oh queria dar o melhor de si para os fãs japoneses. E para Jongin, por mais que o mais velho não tivesse a mínima ideia desse detalhe.

Enquanto aguardava o outro retornar do banheiro, Sehun respirou fundo, pondo em mente que deveria focar nos próprios movimentos refletidos no espelho, e não na forma como o corpo do Kim mais novo se movia, tão envolvente e instigante para a sanidade do Oh.

Porque o maknae já havia decorado os movimentos que Jongin fazia naquela dança, pois não foram poucas vezes que, além de observá-lo ensaiar, assistiu fancams da apresentação de Baby Don’t Cry. E Sehun não era tolo de enganar a si mesmo, afirmando que o fazia para checar seu próprio desempenho. Não. Ele perdia minutos de sono, aconchegado entre as cobertas, para repetidamente assistir Kai dançar; não somente aquela música, mas aquela performance era sua preferida, pois mostrava com perfeição a paixão e devoção que o moreno mais velho possuía pela dança; destacava sua suavidade, delicadeza, mas também sua brutalidade — coisa que as expressões e os socos na água demonstravam muito bem —, mas principalmente, enfatizava a sensualidade do mais velho.

Porque, argh, se tinha um adjetivo que poderia definir Kim Jongin com perfeição, esse era: sensual.

E enquanto ele dançava, essa característica dele ficava em full mode.

Sehun tinha isso como uma verdade incontestável, e sabia que grande maioria das exo-ls concordava consigo. Na verdade, ele até duvidava que algum fã discordasse de que Kim Jongin era a personificação da sensualidade.

Claro que Jongin não era apenas sensualidade; ninguém era compactado numa única característica, logo, ele também não seria. Mas quando estava em cima dos palcos, sua personalidade dominante e sensual era quem regia o moreno, e Sehun se via admirado por esse lado dele.

Coisa que o mais novo escondia muito bem, apesar de estar se tornando mais difícil a cada dia.

Com um susto, decorrente do barulho que a porta fez ao ser batida por Jong, o mais novo despertou de seus próprios devaneios e logo colocou-se em pé, já assumindo a posição de início da coreografia enquanto Kim dava o play na música.

Em silêncio, ambos começaram a ensaiar, e pelos minutos que se seguiram, Sehun usou de toda sua força de vontade e autocontrole para focar nos próprios movimentos.

E dançaram. Dançaram até estarem cobertos por suor e seus corpos clamarem por descanso, exijindo alívio de todo aquele esforço repetitivo. Entretanto, mesmo estando exaustos, deixaram a sala de ensaio com sorrisos estampados nos rostos, satisfeitos com o desempenho, tanto o individual quanto em dupla.

E com um “boa noite, Hyung”, Sehun despediu-se do menor, dando as costas à ele e indo para o próprio quarto de hotel, pronto para tomar um banho e cair na cama. Ou talvez ele assistisse algumas fancams de seu Hyung favorito… Quem sabe.

(...)

6 de Novembro de 2015

Nos bastidores do show, Sehun aproveitou o pouquíssimo tempo de intervalo para ir ao banheiro.

Haviam acabado de apresentar Playboy. No primeiro refrão, o moreno dançou próximo à Minseok, com Jongin a alguns metros de distância, mas ainda assim próximo. Para prosseguir a coreografia, o mais novo acabou seguindo Kai, e juntos dançaram o segundo e o último refrão. Sentindo-se afetado com a presença do mais velho, que enlaçou suas mãos em determinado momento da dança, Oh sequer esperou que a música acabasse e saiu andando, distanciando-se dele o mais rápido possível, tentando recuperar o fôlego e seus batimentos cardíacos.

Sehun! Estamos apenas esperando você!

Um dos técnicos chamou, e o moreno saiu às pressas do banheiro, correndo escadaria acima enquanto secava a mão nas calças e fechava a camisa que estava totalmente aberta.

Antes que a luz focasse em si, Sehun respirou fundo e deixou que seu corpo absorvesse o ritmo da música. Quando seu nome passou a ser dito por todas aquelas pessoas, o resquício de apreensão que sentia se esvaiu, e o moreno dançou sem importar-se com o que acontecia ao redor.

Na outra extremidade do palco, Jongin fazia o mesmo. Coma diferença de que em momento algum sentiu-se inseguro, pois dançar era natural para Kai, que executava os movimentos da coreografia com perfeição, deixando que o clamor dos fãs chamando por seu nome alimentasse o seu orgulho e motivasse-lhe ainda mais.

Quando a performance acabou, eles rapidamente deixaram o palco, indo aos bastidores para retirar as roupas molhadas e se arrumarem para a próxima apresentação.

Kim passou pelo maior e deu um tapinha em suas costas em sinal de que ele havia feito um bom trabalho, e Oh sorriu, ouvindo os primeiros acordes de My Answer que Baekhyun tocava no piano.

Naquela noite, Sehun chegou ao hotel e optou por jantar no quarto mesmo, de tão exausto que estava. Os quatro dias de recesso lhe acostumaram mal, pelo visto. Mas antes de ceder ao sono e ao cansaço, o moreno abriu o aplicativo do YouTube e procurou por uma fancam de Jongin, e ao assistí-la, foi necessário muita força de vontade para não deixar os pensamentos penderem para o lado sexual, então decidiu que assistir uma única vez era o suficiente. Com um pequeno sorriso de admiração e um calor no peito que Oh recusava-se a admitir que existia — por medo de confirmar o que era, talvez —, o maknae deixou-se mergulhar no mundo dos sonhos.

(...)

Sehun largou a toalha sobre a poltrona do quarto e procurou por roupas confortáveis para vestir.

O ensaio havia acabado há vários minutos, e enquanto Minseok e Jongdae faziam o jantar — como eles haviam prometido aos garotos que fariam naquela noite —, o restante do grupo foi lavar-se, pois o Kim mais velho do grupo não deixava ninguém sentar à mesa estando sujo.

Depois de apanhar o celular de sobre a cama, Oh caminhou para fora do quarto que dividia com Junmyeon — não esquecendo de pegar a toalha a fim de entendê-la no varal da área de serviço —, checando as notificações que aparecia na tela do telefone pelo caminho.

— Hunnie — chamou Minseok assim que o moreno pôs os pés na cozinha — Chama o Kai pra mim, por favor? Ele ainda não saiu da sala de ensaio, e a comida já está quase pronta — pediu de costas, enquanto mexia nas panelas sobre o fogão com a ajuda de Chen.

Sehun acenou com a cabeça e deu meia volta, não esquecendo de pegar um casaco antes de sair de casa.

Poderiam ter ligado para Jongin e mandá-lo vir para casa, mas o moreno era um teimoso e evitava usar o celular sempre que possível, alegando que aquele mundo virtual não era para si, então era óbvio que ele não havia levado o aparelho para o ensaio. Ao menos o estúdio ficava a uma distância pequena o suficiente para Oh chegar lá em menos de dez minutos de caminhada.

Estranhamente, as luzes de entrada estavam apagadas, e não tinham ninguém na recepção. A única iluminação provinha do corredor que levava às salas de dança, e Sehun não tardou em seguir por ali, ainda que estivesse desconfiado e um pouco confuso.

A batida de uma música desconhecida alcançou seus ouvidos enquanto se aproximava da sala que o grupo usualmente utilizava para os ensaios, e logo a melodia sensual se fez ouvir. Com um leve empurrar, Sehun abriu a porta, e nada poderia o preparar para o que encontrou ali dentro.

No centro da sala, Jongin dançava de olhos fechados, as mãos tocando a própria pele enquanto ele fazia movimentos nada castos com o corpo inteiro.

E ele estava sem camisa, para desespero do mais novo.

Ele não era sarado nem nada do tipo, os músculos eram fracamente delineados, mas a junção daquela pele bronzeada, do suor que escorria pelo rosto e torso, e os movimentos impudicos do quadril, fizeram Sehun precisar recostar-se a parede da sala para recuperar a estabilidade.

Aquela visão era a personificação dos desejos do mais novo, que mantinha a boca fechada por medo de babar enquanto devorava Jongin com os olhos.

De um instante para o outro, a batida mudou e agora notas de piano muitíssimo conhecidas pelo Oh soavam pelo ambiente, que de repente tornou-se escuro, iluminado apenas por uma luz branca que focou diretamente no Kim.

Com o coração na mão, Sehun assistiu como em câmera lenta o momento em que os olhos felinos de Kai encontraram os seus. Sim, os olhos de Kai. Porque ali na sua frente, dançando de forma despudorada e insinuante enquanto o olhar estava cravado ao seu, não tinha resquício algum de Jongin, seu hyung que tinha tendência a dormir em qualquer lugar e que fazia um bico manhoso sempre que ficava insatisfeito com algo. Não, ali havia apenas Kai, aquela besta sedutora, que esbanja e autoconfiança e induz à malícia todos que a veem.

Quando Oh já se sentia ofegante, grudado à parede na intenção de frear os próprios impulsos, o mais velho ergue o braço e com um sorriso diabólico, chama-o com o dedo.

“Céus, que porra ‘tá acontecendo?”, Sehun questiona a si próprio em pensamento, com a garganta seca e os olhos se arregalando ainda mais  à medida que percebe o mais velho vindo em sua direção.

A luz o segue e, de repente, a única peça no corpo moreno à sua frente é a roupa íntima. Sehun não tem tempo para estranhar, pois seus olhos parecerem incapazes de deixar a figura do mais velho, que envolve-o completamente em sua aura sensual.

Ele chama Oh novamente, e com passos tímidos, o mais novo se aproxima, o olhar devorando cada parte exposta do corpo alheio e a admiração explícita em seus olhos em cada movimento perfeito que ele fazia, criando uma coreografia própria para aquela música que Sehun tanto gostava.

Apesar de ter um teor triste, a forma com que Kai dançava Baby Don’t Cry fez com que Sehun sentisse partes do seu corpo que, apesar do contexto, não deveriam se evidenciar naquele tipo de música, manifestarem-se.

Ah, droga. Sehun estava ficando excitado bem em frente ao principal causador de suas frustrações sexuais.

E o moreno não sabia se considerava bom ou ruim o fato de Kai parecer não importar-se com isso, se aproximando ainda mais do seu corpo e dançando de uma forma lasciva enquanto olhava dentro dos olhos alheios.

Dance, Sehunnie.

A voz grave dele dissera, mas Sehun estava incapacitado de mover algum músculo, o suor frio escorrendo por seu pescoço enquanto evitava piscar, absorvendo daquela experiência o máximo que podia.

Kai virou-se de costas e os movimentos que ele fez com o quadril só não deixaram o mais novo de boca aberta porque seus dentes mordiam o próprio lábio inferior, na intenção de conter qualquer murmúrio desejoso que pudesse dali a escapar. Quando ele virou-se novamente, seu olhar era vermelho, e Oh interpretou aquilo como a representação da luxúria em que ele estava imerso.

Ele dançava incansavelmente, e o instrumental daquela parte da música parecia repetir-se, mas Sehun não ligou, apenas deixou os orbes estreitos devorarem a imagem a sua frente, sentindo o próprio corpo querendo acompanhá-lo nos movimentos, tanto na dança quanto como gostaria de fazer num colchão, caso tivesse a chance.

Quando, por fim, reuniu coragem para tocá-lo, foi com um grande fascínio que assistiu o menor fechar os olhos e inclinar-se para si, a espera do seu toque.

Mas tudo de Sehun sentiu no segundo seguinte foi um tapa no rosto.

— Acorda, moleque!

Sehun saltou na cama, sentando-se com olhos arregalado se a respiração descompassada, os olhos vasculhando ao redor para se situar de onde estava.

— ‘Tá quase na hora de ir ‘pra passagem de som e você nem tomou banho ainda, miserável. Dormiu praticamente o dia todo!

A voz se Suho, ainda que fosse suave, irritou a audição ainda sensível de Sehun, que remexeu-se até por os pés para fora da cama. Foi então que percebeu o detalhe no meio das pernas.

Céus, estava duro e Junmyeon estava no quarto.

Graças a coberta que tinha sobre o corpo, tinha certeza de que o mais velho não havia percebido sua situação, mas ainda assim queria que ele deixasse o cômodo, para poder livra-se daquilo em paz. Maldito Kim Jongin, que lhe perseguia até nos sonhos.

— Como é que você conseguiu entrar aqui? — perguntou o mais novo assim que notou que havia dormido sozinho. Estava tão acostumado a dividir o quarto com Suho que havia esquecido que no hotel cada um tinha um quarto próprio.

— Isso não vem ao caso — rebateu o mais velho, cruzando os braços enquanto se colocava em frente a porta — Estamos quase saindo e você sequer saiu da cama.

— Estou só esperando você sair pra começar a me arrumar, Hyung.

— E porque eu tenho que sair? — perguntou com o cenho franzido, vendo a cara de paisagem costumeira no rosto do maior — Tanto faz, eu preciso terminar de me ajeitar também. Em trinta minutos nos fundos do hotel, Sehun-ah.

— Estarei lá.

E dito isso, Kim deixou o quarto e deu à Sehun a tão desejada privacidade.

Afastando os cobertores, Oh encarou a ereção no meio das pernas, tão dura que sequer parecia que havia acordado e dado de cara com Junmyeon. Esfregou o rosto com ambas as mãos, desacreditado de tamanho azar.

— Maldito Kim Jongin! — grunhiu.

(...)

7 de Novembro de 2015

Sehun estava nervoso.

Mas desta vez, não era por causa de uma apresentação — para a qual ele havia ensaiado horrores, vale ressaltar —, mas sim porque as imagens, ainda que meio distorcidas, do sonho que tivera mais cedo insistiam em voltar a sua memória, relembrando-o dos instantes em que ele tivera a atenção de Kai apenas para si.

Céus, estava tão… sensível.

Oh sentia como se apenas um toque em qualquer parte de seu corpo fosse capaz de excitá-lo. Estava desejoso, e sentia-se ridículo por parecer um adolescente com os hormônios fervendo, mas não conseguia evitar. Por conta disso, durante todo o tempo após ter saído de sua suíte no hotel, o moreno evitou olhar para Jongin, afinal ele era a razão por detrás de toda aquela ânsia sexual a qual Sehun estava sujeito.

Ele pensou que após uma rápida mastubação no banheiro as coisas se normalizariam, mas enganou-se. Na verdade, na hora a sensação de satisfação deixou-lhe até meio molenga e com um sorriso despretensioso enfeitando os lábios, mas foi só ter um vislumbre do atual protagonistas de seus sonhos impudicos que o coração falhou uma batida e as imagens dele dançando tão lascivamente inundaram sua mente, deixando-o momentaneamente desnorteado.

Chen até havia perguntado se ele estava bem quando isso ocorreu, pois aparentemente, ele havia escorado-se na van e de olhos arregalados, encarava o nada a um tempo considerável. Vergonha é um eufemismo para definir o que sentiu no momento. Suas bochechas queimaram como o inferno e sem dizer uma palavra, entrou no veículo e sentou-se no último banco, próximo a janela.

As quatro primeiras apresentações ocorreram tranquilamente, apesar de tudo.

Evitar o mais velho não mostrara-se uma tarefa difícil, pois Sehun já era acostumado a ficar quieto e enquanto fazia seu trabalho, e para sua sorte, Jongin também mostrou-se bastante focado naquela noite, e cruzaram caminhos apenas uma vez nos bastidores, ambos imersos nos próprios deveres.

Mas estava na hora de dançar a famosa Playboy, e Oh não tinha muita certeza de que conseguiria ficar indiferente ao mais velho naquela apresentação, pois fazia par com ele.

“Está tudo bem, Sehun”, acalmou-se em pensamento, respirando fundo enquanto caminhava pelo palco, tentando se distrair ao acenar para os fãs. “Foque apenas em seus movimentos eu não nas expressões faciais do Jongin ou em como a bunda dele fica bem delineada naquela calça quando ele requebra o quad… Ugh, droga.”

Dançaram o primeiro refrão na mesma formação, todos separados. Mas então Jongin veio para perto e, depois de uma rápida olhava na direção dele — afinal não precisava dar mais motivos para seus hormônios se descontrolarem —, enquanto Baekhyun cantava sua parte na música, ambos caminharam ao longo do palco, olhando para a plateia, até chegarem no local indicado para aquela parte da coreografia. Quando começaram a parte lado a lado, Oh usou de todas suas forças para focar nos próprios movimentos, e apesar de ter se arrepiado totalmente ao sentir a mão do mais velho puxar-lhe o braço, conseguiu prosseguir com a performance sem transparecer qualquer dificuldade ou emoção que não fosse empolgação com a música.

De volta aos bastidores, o mais novo do grupo jogou-se numa das cadeiras ali dispostas, sentindo as pernas doerem pelo esforço contínuo. Dançar várias músicas seguidamente não era lá a tarefa mais fácil do mundo.

Poderia se dar ao luxo de ficar uns minutinhos sentado, pois apenas Baekhyun, Kyungsoo e Suho cantavam aquela música, e Chanyeol fazia o rap. Enquanto Jongdae, sentado ao seu lado, falava algo sobre a plateia estar animada, Jongin apareceu na porta de entrada, desabotoando e em seguida retirando a camisa enquanto caminhava. Sehun não pôde fazer nada a não ser deixar que seus olhos analisassem cada centímetro de pele que ele expunha ao caminhar, passando por eles sem sequer lançar um olhar em sua direção.

Com o maxilar travado, Oh levantou-se e seguiu a staff que havia dito para que trocasse a camisa ou se atrasaria para a próxima performance, que teria início assim que a música acabasse. Baby don’t cry era uma música que Oh sempre apreciava ouvir, mas naquele momento a única coisa que o moreno ouvia era o alvoroço da própria mente. Enquanto fechava os olhos para a maquiadora passar mais um pouco de pó em seu rosto, ele tentava controlar a enxurrada de pensamentos a respeito do maldito sonho e seu protagonista, que já havia até mesmo voltado para o palco.

Engraçado como os minutos voam quando você quer ou precisa descansar. Um tempinho sentado na cadeira e um retoque na maquiagem foram o suficiente para Oh ter que sair apressado dos bastidores para evitar o atraso, tomando seu posto enquanto ouvia a introdução do instrumental, as luzes focando em Kai, que estava na outra extremidade do palco.

Mesmo de longe, Oh ficou imóvel ao observar a dança do moreno, suas mãos caídas ao lado do corpo enquanto os olhos devoravam a figura distante do mais velho, que movia-se como se seu corpo fosse uma extensão da melodia que soava por todo o local, com a mistura perfeita entre brusquidão e suavidade. Sua expressões não eram visíveis dada a grande distância entre eles, mas Sehun podia sentir a paixão com a qual ele dançava em cada movimento.

Com o coração acelerado contra o peito, Sehun temeu.

Temeu estar num ponto no qual não conseguiria retroceder nem se quisesse. Temeu por tudo que sentia significar mais do que uma simples atração ou adimiração.

Quando ele bateu com o joelho no chão pela segunda vez, por algum motivo desconhecido, Sehun olhou para o próprio corpo e com desespero percebeu que a camisa que trajava estava totalmente aberta. Com a respiração presa, pois em poucos segundos o holofote estaria em si, o moreno abotoou-a com pressa, em seguida caminhando até o centro da plataforma que seria rebaixada no meio da performance.

Com a mente num turbilhão, tentou focar nos movimentos que fazia, afinal errar por estar desconcentrado não era uma opção válida. Quando deitou-se no chão, o botão abriu-se, e o contato com a água pareceu reacender aquele desejo que o atormentou desde que acordara. Inconscientemente assumiu uma postura sensual, momentaneamente cedendo aos pensamentos impuros que lhe assolavam.

A apresentação rapidamente findou-se e sua lucidez voltava enquanto Hun caminhava de volta aos bastidores para retirar as roupas molhadas.

Jongin vinha logo atrás, e quando Oh apareceu na porta, vários “Wows” soaram pelo cômodo, trazendo um sorriso pequeno mas orgulhoso ao rosto do maknae. Enquanto os meninos diziam coisas como “o bebê do grupo cresceu” e elogiavam ou zoavam sua aparência, Sehun apanhou a toalha que um staff estendia em sua direção e passou no rosto, desfazendo-se dos sapatos com os próprios pés.

Os integrantes que não subiram ao palco ficaram conversando entre si, e Sehun foi mais ao fundo a fim de trocar as roupas. Para seu azar, Jongin já estava lá, e o mais novo sentiu-se esquentar quando os olhos alheios fixaram-se em seu corpo, a expressão séria do menor deixando-o ainda mais sexy do que estava ao trajar aquelas roupas molhadas. Céus, Kim Jongin era um pecado ambulante com aquelas peças encharcadas coladas ao corpo. Ao colocar-se a poucos passos do Kim, Sehun procurou por suas roupas e evitou olhar para ele, a mandíbula cerrada enquanto cada célula do seu corpo implorava para que observasse o físico do moreno ao lado. Concentrado eu desafivelar o cinto, Oh não percebeu que havia alguém próximo a si até que um longo indicador entrou em seu campo de visão, assustando-o levemente.

— O qu… — a frase morreu em sua garganta ao sentir o dedo deslizar pelo seu pomo de adão, seguindo pelo peito, o olhar felino de Jongin fixado ao seu, sentindo cada pelo de seu corpo arrepiar-se, tanto pela intensa troca de olhares quanto pelo toque suave do dígito, que findou seu caminho logo abaixo do umbigo, numa clara provocação.

Ainda de boca aberta, Oh assistiu o arquear de uma sobrancelha de Jong, que deu-lhe as costas em seguida, caminhando para sabe-se lá onde e deixando um Sehun extremamente confuso e atiçado para trás.

O estalar de dedos em frente ao seu rosto trouxe o moreno de volta a realidade, e ele vestiu o terno vermelho no modo automático, agradecendo aos céus por ter ficado tão surpreso com o ato repentino de Kai que seu corpo não teve tempo para reagir de modo indevido, pois não teria como esconder uma ereção com uma calça chamativa daquelas.

Ele forçou-se a pensar em qualquer coisa que não envolvesse o mais velho, pois tinha um show pra continuar. Mais tarde ele poderia recriar o momento em sua mente, se quisesse. Tsc, a quem ele queria enganar? Mais tarde ele iria deixar-se sucumbir às lembranças do sonho e daquele momento ínfimo, mas tão intenso que compartilhou com Jongin. Tentaria entender o que ele queria dizer com atitude, os motivos que o levaram a agir daquela forma tão inusitada quanto inesperada.

Na sequência do show, mais especificamente na performance de Peter Pan, Sehun decidiu que os escolhidos da vez eram Xiumin e Chen. As fãs gritaram animadas, como sempre acontecia quando uma interação daquele tipo ocorria entre os meninos. Eles cantaram a versão japonesa de Drop That, e isso, somado ao fato de Junmyeon ter performado com uma jaqueta e nada mais, expondo os famosos abs, levou a plateia à loucura.

Com a energia drenada, a van na qual Sehun voltou esteve em completo silêncio durante todo o percurso, alguns do garotos até dormiam, mas os pensamentos confusos do maknae não deixavam-no descansar, por mais que seus olhos estivessem fechados na maior parte do trajeto.

A cena em que Kim tocou-lhe repetia-se em sua mente como um disco arranhado, e a cada vez que isso acontecia, as lembranças do sonhos mesclavam-se com a realidade e Sehun sentia-se cada vez mais ansioso, ainda que estivesse feliz por saber que naquela noite teria toda a privacidade que quisesse — o que não era possível quando estavam em casa — ao chegar no hotel.

A subida até seu andar foi provocou-lhe um misto de sensações. As vans chegaram praticamente juntas e, para desespero de Oh, Jongin entrou no mesmo elevador que si, mesmo que ele parecesse totalmente alheio a sua presença, encostado contra o metal e de braços cruzados, encarando os próprios pés. Esse descaso, por mais que o mais velho não lhe devesse nada, despertou em Sehun certa irritação que, somada a atração que sentia pelo menor, impossibilitou-lhe de tirar os olhos de Kim por todo o percurso, que mesmo durando poucos segundos — pois devido às horas, não havia ninguém além do grupo a espera do elevador —, pareceu-lhe uma eternidade.

Se antes o mais novo estava intrigado, agora a confusão e aquela indignação infundada fizeram com que sua curiosidade à respeito do comportamento de Jongin aumentasse significativamente.

Ao que as portas se abriram, Oh voou para fora do elevador, sequer despedindo-se de seus Hyungs. O arrependimento repentino o fez sentir-se estúpido, ridículo por,  por um momento, pensar que o mais velho poderia retribuir algum dos sentimentos que Hun nutria por ele.

“Seu idiota”, xingou-se, enfiando a chave contra a fechadura de maneira bruta, irritado por motivos que sequer compreendia “Estúpido! Argh. E ele iria retribuir o quê, caralho?” debatia mentalmente, trancado a porta no segundo que adentrou o quarto, logo arrancando as roupas do corpo, alguns grunhidos irritados reverberando por sua garganta “Os malditos sentimentos que tu nem consegue definir, Sehun?”.

— Idiota. Fodido.

Sehun nem sabia à quem xingava. Estava sentindo-se o maior dos losers, como se vivenciasse o maldito clichê colegial no qual a menina nerd se apaixona pelo garoto popular. E para si, era óbvio que era ele mesmo quem fazia o papel da menina iludida.

Jogou-se na cama, esfregando as mãos pelo rosto e cabelos, bufando num misto de irritação e frustração.

— Merda, Sehun. Por que você ‘tá tão afetado? — questionou-se, mas bem no fundo de sua consciência, ele sabia o porquê.

Sentindo-se cansado, o moreno removeu o resto das roupas e caminhou para banheiro, os planos de afundar-se nas ilusões luxuriosas de horas antes totalmente esquecido por sua mente confusa. Oh não costumava ficar muito tempo sob o jato de água que naquele momento caia sob suas costas, relaxando seus músculos cansados das recentes atividades, mas naquela noite, ele não importou-se com a quantidade de minutos que passou ali. Lavou-se com lentidão, fazendo o possível para não pensar em nada específico, focando a audição na água que atingia seu corpo e em seguida, o chão do banheiro. Mesmo após estar limpo, ficou sob o jato quente, fechando os olhos e deixando a água molhar seu rosto diretamente, relaxando-o.

Quando retornou ao quarto, checou o celular e lá havia uma mensagem de Junmyeon, dizendo que em vinte minutos entregariam em sua porta a comida que ele havia pedido para o mais novo. Oh imediatamente enviou um agradecimento ao líder, pois sequer havia lembrado de que não fazia uma refeição decente há várias horas. Já faziam treze minutos do envio da mensagem, então Sehun apressou-se em esfregar a toalha nos cabelos mais uma vez antes de voltar ao banheiro e estendê-la na barra do box, em seguida apanhando o roupão branco ali exposto e vestindo-o.

Acomodando-se na poltrona do quarto, sentindo-se bem mais calmo do que minutos atrás, Oh procurava por algo na internet para entreter-lhe enquanto jantava, pois recusava-se a voltar a pensar nos tópicos anteriores, e nada melhor do que assistir alguma coisa para ignorar a realidade ou esquecer os próprios problemas.

Antes que percebesse, o som de alguém sutilmente batendo na porta soou pelo cômodo, chamando a atenção do moreno, que ria um um vídeo bobo que transcorria na tela do celular. Ele levantou-se ainda risonho e com o celular em mãos, abriu a porta, dando espaço para a pessoa pôr o carrinho com a comida para dentro. Ainda entretido com o aparelho, Sehun inconscientemente desviou o olhar para o chão, e sentiu o ar fugir de seus pulmões ao deparar-se com pés que calçavam apenas chinelos. Só existia uma pessoa que conhecesse que detestava usar meias até mesmo no inverno.

Com os olhos arregalados e a respiração presa, Oh vagarosamente subiu o olhar pelo corpo alheio, como se desse tempo para a “miragem” sumir. Cada centímetro que subia causava-lhe mais reconhecimento. Os chinelos, a calça cinza de moletom, um casaco escuro… Ao encarar os olhos alheios, o primeiro pensamento que perpassou a mente de Sehun foi que o moreno a sua frente, naquele momento, não lembrava em nada a pessoa audaciosa e provocante que esteve no palco naquela noite, todo escondido entre as roupas largas. Era como se houvessem dois pólos opostos dentro de uma única pessoa, duas personalidades distintas. E isso era o que tornava-o tão malditamente fascinante na visão do mais novo.

Com os cabelos ainda úmidos e bagunçados, uma expressão quase inocente e os famosos puppy eyes, Jongin lhe encarava. Ele tinha as mãos apoiadas no carrinho da comida, e  por alguns instantes, nenhum dos dois moveu-se ou pronunciou-se.

— Jongin… O que faz aqui? — questionou, o cenho franzido enquanto, por mais uma vez naquela noite, a confusão predominava em seus pensamentos.

Sinceramente, Sehun já estava cansado de sentir-se confuso.

— Hm? — O mais velho respondeu, parecendo legitimante confuso com a pergunta. — Eu vim jantar com você, não ‘tava afim de comer sozinho. — Deu de ombros, caminhando até a cama do quarto e displicentemente sentando-se nela, encarando o maior em seguida.

Oh encarou-o como se houvessem surgido outras cabeças sobre o pescoço de Jong. Era surreal demais a criatura aparecer em seu quarto a fim de companhia após tê-lo ignorado totalmente. Isso sem levar em consideração a atitude nada usual de Jongin ao tocar-lhe daquela forma insinuante.

Demorou um minuto inteiro para que ele percebesse que Jongin estava esperando que Sehun servisse a ambos.

Soltando um riso desacreditado, Sehun guardou o celular no bolso do roupão e apertou um pouco mais o nó, se aproximando do carrinho enquanto sentia a maldita indignação ressurgir. Se ele soubesse que o dia sucederia daquela forma, não teria saído da cama.

“Isso só pode ser zoeira com a minha fucking cara.”, pensou.

Abriu as embalagens e começou a servir-se, rapidamente desviado os olhos para o moreno sentado em sua cama e arrependendo-se de imediato, pois seu peito comprimiu ao ver o mais velho balançando os pés no ar — afinal a cama era um modelo box super alto — e as mãos enfiadas debaixo das coxas, olhando-o com expectativa.

“Fraco!” xingou-se mentalmente, pois já sentia o ressentimento esvaindo-se. “Porra, como posso ser tão submisso a essa peste? Ele é viril e provocante: eu babo. Ele é tímido e fofo: eu babo. Ele nem pede e eu já tô obedecendo! Ele sequer desculpou-se e eu já considero esquecer… Mas que caralho! Onde que ‘tá a porcaria do meu amor pr…”

— Sehun! — O chamado do mais velho despertou-lhe de seus pensamentos, trazendo o olhar do maior para si. — O que você ‘tá fazendo?

Oh, desentendido, olhou para os pratos em sua frente.

“Ótimo, além de capacho é jumento.”, debochou de si mesmo, suspirando resignado ao encarar a bagunça que havia feito. Havia posto todo o kimchi em seu prato e também fora dele.

— Deixa eu que eu ajeito isso — resmungou Jongin, já levantando-se, impaciente com a demora e a incapacidade do mais novo em limpar a bagunça.

— NÃO! — exclamou Oh, fazendo o menor travar o passo e franzir o cenho — Deixa que eu arrumo, senta aí. — Desviou o olhar, constrangido por ter se exaltado, mas não recebendo nada além de um olhar feio do mais velho.

Voltou a organizar a mesa, pegando a única colher dali e colhendo o molho como podia.

Oh podia sentir o calor na região das bochechas, e rezou internamente para que elas não estivessem róseas, ou Jongin perceberia seu estado e tentaria se aproximar para apertá-las — como sempre fazia quando o maior ficava corado, alegando que ele ficava extremamente fofo —, e a última coisa que Sehun precisava naquele momento era de aproximação, pois das duas uma: ou ele ficaria roxo de vergonha ou seu coração saltaria peito afora.

Minutos mais tarde, quando já havia conseguido limpar — parcialmente — a sujeira e servido os dois pratos, pegou o seu e sentou-se na poltrona, assegurando uma distância segura entre si e o mais velho.

Jongin nem reparou, pegou seu prato e muito feliz, subiu na cama e atacou a comida, e por vários minutos, o único som que se ouvia no cômodo era o leve barulho da mastigação de ambos.

Intrigado, Sehun enfiava a comida na boca vez após vez, tentando compreender o que diabos levou o menor a vir ao seu quarto. Será que ele só queria uma companhia para comer, como havia dito? Mas porque não procurou por um dos outros integrantes, porque vir a procura do maknae? Seria pela proximidade instintiva que ter a mesma idade causava? Mas e o episódio após a performance de Baby Don’t Cry? O que aquele maldito olhar significava? Por que ele havia tocado o mais novo? Céus, Sehun tinha tantos questionamentos que sequer sentiu o sabor da comida, realizando o ato de comer automaticamente, o olhar perdido encarando um ponto fixo na parede enquanto os pensamentos flutuavam desordenadamente por sua mente.

Oh só percebeu que a comida havia acabado quando enfiou os hashis no prato e eles vieram vazios até a sua boca, o que o fez olhar surpreso para o prato. Antes de levantar-se para colocar o objeto sobre o carrinho, seus olhos curiosos disfarçadamente procuraram pela figura do mais velho, que para seu espanto, encarava uma parte específica de seu corpo. Ao baixar os olhos para si próprio, Sehun sentiu o sangue fugir do rosto e o coração pulsar nos ouvidos. Estava tão perdido em pensamentos que não percebeu a forma desleixada como havia se sentado, e consequentemente, não notou que o roupão estava aberto e toda sua perna esquerda estava exposta. Com um puxão, Oh cobriu-se, temendo encarar o olhar alheio. A poltrona, felizmente, não estava posicionada de frente para a cama, então a probabilidade de Kim ter visto sua parte íntima era quase nula, mas considerando a nuvem de azar que pairou sobre si naquele dia, não dava pra descartar a possibilidade.

“Meu deus do céu, que porra eu vou fazer caso ele tenha visto meu pau? Caralho, eu imaginei isso tantas vezes mas nenhuma delas incluía a opção ‘por acidente’, inferno.”, pensou, encarando a parede pêssego do quarto sem piscar, respirar ou mover-se. “Eu devo ter sido muito filho da puta na vida passada, não é possível, ninguém é tão azarado assim”.

— Hunnie… Você ‘tá roxo. — Jongin disse baixinho, e Oh finalmente teve coragem que olhar na direção dele, ainda que de soslaio.

Ele tinha um ar risonho, mas sua expressão também transparecia certa preocupação, e quando a cama rangeu, anunciando que ele havia descido, Oh finalmente entendeu o que Chanyeol queria dizer quando falava “o cu trancou” quando contava-lhe alguma situação constrangedora que havia vivido.

Encarando o prato em mãos, Sehun sentiu-se fremir ao ter a figura do mais velho preenchendo seu campo de visão.

— Meu deus, você ‘tá muito vermelho — disse Jongin, risonho, ao cutucar a bochecha alheia com o indicador — Tudo isso só porque ‘tava com a coxa de fora? Não é como se fosse a primeira vez que te vejo assim, Hunnie… — riu ao fim da frase, e Sehun quis mais do que nunca ser um avestruz ‘pra poder enfiar a cabeça num buraco sem que parecesse algo anormal.

“Eu sei, caralho, mas é a primeira vez desde que comecei a ter esses pensamentos estranhos contigo, diabo.”, respondeu a si mesmo, engolindo a seco enquanto sentia seu rosto em brasa.

Own, você ‘tá tão bonitinho! — prosseguiu Kim, juntando os outros dedos ao indicador e apertando a bochecha avermelhada do mais novo, sorrindo — Fofo.

Sehun encarou-o na hora em que o “bonitinho” escapava pelos lábios grossos do moreno, seu olhar fixando-se a negritude dos orbes alheios.

“Se você soubesse o que quero fazer contigo… Não me chamaria de bonitinho, Jongin-ah.”, pensou, não desviando do olhar dele nem por um instante, e percebeu o sorriso alheio desfazendo-se, assim como a mão em seu rosto foi suavizando o toque até cair ao lado do corpo do mais velho. A mudança de clima foi perceptível para ambos.

— Você… Hm…

Jongin tentou falar, mas acabou desviando o olhar para as próprias mãos, a perna balançando nervosamente enquanto Sehun assistia com satisfação a face alheia ruborizar, tão levemente que não seria perceptível caso Kim não estivesse à sua frente.

Argh, porque tão lindo?!

Sehun precisava admitir: a personalidade altiva, presunçosa e rude do mais velho, quando nos palcos, fazia seu sangue ferver e sua barreiras cederem; ele poderia facilmente subjugá-lo. Mas seu lado tímido, sensível e manhoso era o que realmente desestabilizava o mais novo.

E ver aquele homem, o culpado por todo tesão que atormentava-o há tempos, assim como o causador de seus batimentos cardíacos mais acelerados, com um bico nos lábios e uma expressão desconcertada, foi o suficiente para levar os pensamentos de Sehun de volta ao rumo malicioso, imaginando como seria tê-lo despido ao seu dispor.

— Hm, eu acho que já vou para o quarto — disse o mais velho, rapidamente olhando para Sehun e voltando a encarar as próprias mãos.

Antes de afastar-se, Jongin se inclinou e pegou o prato das mãos do mais novo, virando de costas e colocando o objeto sobre a mesa.

— Bem, eu vou nessa. — Avisou, apertando os lábios numa linha reta enquanto encarava Sehun pela última vez.

Quando ele saiu do quarto, Oh deixou um longo suspiro escapar, apoiando a cabeça contra a poltrona e permitindo que as memórias do sonho, das fancams e de tudo que já havia visto pessoalmente, se misturassem e formassem uma nova ilusão, perdendo-se em seus próprios pensamentos. Sua mente traiçoeira o fez imaginar o mais velho dançando para si como no sonho, porém, com uma expressão envergonhada, dividido entre acanhamento e o desejo de exibir-se. Sehun nunca excitou-se tão rápido como naquele momento, realmente estava retornando à puberdade.

Ao direcionar o olhar para o meio das pernas, a ereção fazia um grande relevo no roupão, ridiculamente visível.

— Ótimo, mas isso pra lidar — resmungou, esfregando ambas as mãos no rosto, momentaneamente desistindo de encontrar uma solução para seus sentimentos pelo mais velho — Droga, Jongin. O quê você ‘tá fazendo comigo?

Passaram-se longos minutos enquanto Oh permaneceu imóvel naquela poltrona, encarando o teto branco, não sentindo vontade alguma de levantar e tirar o carrinho do meio do quarto, de desligar as luzes ou de tocar em seu membro. Quer dizer, ele estava excitado, óbvio que queria masturbar-se, mas ele meio que era um masoquista fodido que gostava de sentir o pau pulsar, desesperado por contato, antes de finalmente tocar-se, e as imagens lascivas que preenchiam sua mente naquele momento cumpriam esse objetivo com excelência, pois Sehun já tinha os lábios sendo impiedosamente mordidos e as mãos apertando o estofado do pequeno sofá.

Do lado de fora do cômodo, Jongin estava apoiado contra a porta.

O coração batia acelerado enquanto ele travava uma luta interna, indeciso entre voltar a entrar no quarto e fazer aquilo que queria há tempos — mas que ganhou novas proporções naquela noite, quando viu o mais novo caminhar despojadamente em sua direção, todo molhado e com o tronco exposto — ou, mais uma vez, ceder a timidez e ao medo da rejeição.

Uma movimentação no fim do corredor chamou sua atenção, e Kim trancou a respiração ao pensar em como inventaria uma desculpa para, aquela hora da noite, estar colado à porta do quarto de Sehun. Mas a figura baixinha sequer olhou para trás, apenas saiu de um quarto e entrou na porta ao lado, que devia estar aberta pois ele não precisou esperar do lado de fora. Foi então que ele reconheceu a pessoa: era Baekhyun.

Perceber aquilo fez com que Jongin esclarecesse sua mente. Se Byun era obstinado a ponto de ir atrás do que queria, ele seguiria o exemplo de seu Hyung e também tentaria.

Após respirar fundo e contar até três, Jongin virou-se e abriu a porta num rompante, trancando-a antes mesmo de olhar para o hóspede do quarto.

Kim temia o que fosse encontrar, temia perder a coragem quando encarasse os olhos negros de Sehun, temia não ter uma desculpa para ter voltado ali quando ele questionasse, mas sequer cogitou uma reação para a cena que estava diante de seus olhos.

Ao invés de perder a excitação devido ao medo e espanto pela invasão de privacidade, Sehun sentiu a ereção latejar ao deparar-se com os olhos arregalados de Jongin sobre si. A adrenalina do momento enviando arrepios por sua coluna e a visão do mais velho surpreso e sem reação perante si arrancaram do maior um gemido baixo e arrastado, desejoso.

— Sehun-ah…

O mais novo grunhiu ao ouvir Kim falar.

Porra, aquela voz grave, meio nasalada, tão linda, dizendo o seu nome em sussurros, de forma hesitante… Era demais para Hun.

— Porra, Jongin.

Oh esfregou o rosto novamente, sentindo o tecido do roupão incomodar sua glande sensível. Cansado daquela situação, ele levanta os olhos e os fixa nas orbes de Jongin, que ainda estava colado à porta. Encara-o com seriedade, esperando que ele fale logo o que quer ou saia do quarto de uma vez por todas.

Contrariando suas expectativas, Kim dá um passo à frente, receoso. Sehun arqueia uma sobrancelha, surpreso, e isso parece ser o suficiente para incitar o mais velho a ir em frente, um brilho determinado surgindo em seus olhos enquanto, a passos firmes, ele diminuía a distância entre ambos.

O interior de Sehun se agita, desacreditado e ao mesmo tempo fascinado com o que acontecia. Finalmente acontecia.

Jongin não diminui o passo quando chega perto, ele simplesmente ergue a perna e descaradamente senta-se no colo de Oh, sequer dando tempo para ele reagir, embrenhando as mãos nos fios negros do mais novo e o puxando de encontro a si.

Sehun não pode evitar e aperta as palmas na cintura alheia, soltando um muxoxo necessitado ao sentir a língua do mais velho provocar-lhe antes de adentrar sua boca, explorando-a. Ele instintivamente puxa o menor para perto, colando seus troncos e elevando o corpo alheio levemente, gemendo quando o quadril dele acomodou-se sobre sua ereção.

— Você também me quer? — Jongin questiona num sopro, guiando seus lábios para abaixo da orelha do mais novo.

— Também? — rebateu Sehun, soltando um riso seco, as mãos infiltrando-se sob o moletom do mais velho ao sentí-lo sugar o lóbulo de sua orelha — Eu te quero há muito tempo, Jongin — disse baixo, porém firme, apertando a carne macia e quente entre seus dedos — Te desejo desde que o vi todo molhado após nossa performance juntos pela primeira vez — revelou, e isso chamou a atenção de Jongin, que afastou-se do pescoço alheio e encarou-o.

— Isso é verdade?

— Meu deus do céu. — Sehun encarou o teto por um segundo e respirado fundo, voltando a olhar para o mais velho quando enlaçou seus braços em torno dele — Você quer prova maior do que isso, Jongin? — perguntou, movendo levemente a pélvis e consequentemente, esfregando-se contra Kim.

Por um instante, Jongin abaixou o olhar e a timidez ficou clara em sua expressão.

Ele tinha controle sobre Sehun e nem sabia.

— Nini… — chamou, mordendo o lábio ao ver o misto entre o acanhamento e a luxúria nos alheios  — Faz o que você quiser comigo. Por favor.

Aquelas palavras, sussurradas de forma quase suplicante, trouxeram ao mais velho uma sensação de calor em ambos os sentidos. Seu corpo aqueceu-se com a lascívia, o desejo correndo por suas veias como lava, mas a sensação mais intensa era o calor que tomou seu peito, acalentando seu coração apaixonado.

Como resposta, o menor grudou suas bocas novamente, mordiscando os lábios róseos de Sehun e o provocando com a língua antes de sua palma direita fechar-se nos cabelos da nuca do mais novo, inclinando a cabeça dele para trás e encarando-o com todo o desejo acumulado ao longo dos anos, deixando transparecer todo o tesão que sentia no momento, prendendo-o em seu olhar.

— Você tem certeza, Hunnie? — questionou baixinho, devido a proximidade, e Oh franziu o cenho levemente — Porque se tiver, a partir de hoje você é oficialmente meu.

Sehun não soube o que aconteceu primeiro: sua ereção pulsar tão intensamente — que considerando o olhar surpreso de Jongin, ele sentiu —, seu coração parar bruscamente e retornar o compasso numa velocidade acelerada, ou o impulso que o levou a agarrar o mais velho tão fortemente contra si e meter a língua na boca dele, o beijando com desespero e com paixão, totalmente fascinado pelo homem em seus braços.

As mãos de ambos exploravam o corpo alheio, Kim puxando aqueles fios negros que sempre sonhou em tocar em momentos luxuriosos, dedilhando o pescoço branquinho e escorregando as mãos para dentro do roupão que o mais novo vestia, que naquele momento já estava totalmente aberto, apertando-o e arranhando o tronco exposto, resvalando os seus dedos pelos mamilos eriçados propositalmente.

Oh, por sua vez, não sabia onde tocar primeiro. Passou tanto tempo desejando ter acesso àquele corpo que agora que tinha, parecia estar sonhando acordado e não sabia muito bem como prosseguir, por mais que houvesse imaginado aquele momento milhares de vezes nos últimos meses. E os toques firmes que Kim distribuía por seu corpo deixavam-no ainda mais bagunçado, enquanto o beijava como se sua vida dependesse daquilo. E naquele momento, ele não duvidava que essa dependência era verídica.

Quando Jongin se afastou em busca de ar, com cabelos desgrenhados e as faces coradas, o maior se inclinou e mordeu-lhe o lábio inferior, que estava irresistível naquela tonalidade avermelhada.

— Gostoso — murmurou Sehun ao finalizar a mordida, descendo os lábios e deslizando-os pela mandíbula do mais velho — Na verdade, você excede qualquer estereótipo — falou, afastando-se para poder encarar os olhos, semicerrados pelo desejo, de Kim, deixando-o saber que falava sério — Seja em beleza, sensualidade ou talentos. Você é como um ser místico quando está sobre os palcos, Jongin, fazendo o que claramente é sua paixão, dançando não só com seu corpo, mas com sua alma. Eu fico… — Oh suspirou, procurando pelas palavras certas, tendo a atenção do menor totalmente focada em si, um dos braços dele ao redor de seu pescoço — Vê-lo dançar… Você transcende qualquer expectativa.

— Sehun-ah… — A voz de Kim soou ainda mais grave, denotando toda sua excitação, as orbes negras transmitindo todas as emoções que sentia — Me faça seu.

Suas mãos foram mais rápidas que seus lábios, e antes que pudesse dar uma resposta verbal, estava agarrando as coxas de Jongin e erguendo-se com ele em seu colo, mantendo o olhar fixo ao dele enquanto encaminha-se para a cama, distribuindo selinhos pelos lábios grossos já inchados. Com toda a delicadeza que conseguiu, deitou-o nos lençóis macios, tirando o moletom de seu corpo ao vê-lo esticar os braços para tal.

— Acho que você já pode tirar o roupão — sugeriu Jongin — Não é como se ele ‘tivesse cobrindo alguma coisa — falou risonho.

Oh, que estava parcialmente inclinado sobre o mais velho, desviou o olhar para o próprio corpo, constatando que estava totalmente exposto na parte da frente, seu membro duro completamente visível pendia entre as pernas, apontando para Jongin.

Se já não estivesse vermelho pelo calor e excitação, Sehun teria ruborizado pela vergonha. Não era a primeira vez que alguém o via naquele estado, mas era a primeira vez que a pessoa era um homem. E para piorar a situação, essa pessoa era por quem estava apaixonado.

— Não precisa ter vergonha, Hunnie — disse o mais velho, acarinhando a bochecha alheia com os nós dos dedos, sorrindo pequeno — Eu também ‘tô assim… — Baixou os olhos para o próprio membro, que estava delineado na calça cinza. Encarou o maior novamente, prendendo o lábio entre os dentes, hesitante. — Me toca — murmurou, içando o quadril para cima, dando ênfase no que queria.

Well, fuck.

Sehun saltou da cama e livrou-se do roupão, em seguida voltando a subir no colchão e prendendo os dedos em torno da barra das calças de menor, que ergueu o quadril para facilitar a retirada desta. Hun arqueou as sobrancelhas ao ver que o moreno não usava roupa íntima, e foi a vez de Jongin ficar constrangido, sentindo o olhos do mais novo devorarem cada centímetro de pele que lhe era exposto, mas lutou contra o ímpeto de cobrir-se e manteve-se parado.

O maior largou a roupa ao seu lado e sentou-se sobre as próprias pernas, observando o corpo nu a sua frente. Estava maravilhado com a beleza da pele amorenada, com a ereção evidente colada ao baixo ventre, o movimento que o peito fazia ao puxar o fôlego, com os lábios pecaminosos sendo maltratados pelos dentes perfeitos e o olhar cheio de expectativa, num misto de luxúria e apreensão, os fios bagunçados contrastando com o travesseiro branco… Tudo nele era fascinante.

— Essa definitivamente é a minha visão favorita até agora — disse Sehun, sem sequer dar-se conta — Céus, você é a criatura mais linda que eu já vi na vida.

Oh tocou a parte superior dos pés de Jongin e deixou seus dedos dedilhassem as pernas dele, sorrindo ao tocar os pelinhos dali, pois nem mesmo eles diminuíam a magnificência do menor. Deslizou-os pelas coxas fortes, em seguida arrastando-os próximo a ereção de Jongin, que resmungou com a provocação, e por fim, apoiou o antebraço esquerdo ao lado do rosto do Kim, a outra mão fazendo o caminho de volta e segurando ambos os membros juntos.

O gemido que saiu de seus lábios refletiu-se em Jongin, que fechou os olhos e moveu o quadril, esfregando-se contra a ereção do maior, para logo em seguida abri-los e embrenhar a mão nos fios dele, puxando-o para um beijo cheio de língua e desejo. Enquanto Sehun movia precariamente a mão sobre os dois falos intumescidos, Kim remexia o quadril, aumentando o contato entre as peles e devorado a boca pequena de Oh, que correspondia da melhor forma que podia, soltando murmúrios satisfeitos a cada toque das mãos do mais velho. Quando o maior cansou-se da posição, soltou as ereções e apoiou-se em ambos os braços, ficando entre as pernas de Jongin, que aproveitou a mudança para descer ambas as mãos para as nádegas de Oh, apertando-as entre os dedos.

— Tarado — sussurrou Sehun contra o pescoço do menor, resvalando os lábios por ali ao mesmo tempo que arrastava a pélvis contra a ereção de Jongin.

— Quem resiste a essa bundinha linda? — rebateu Kim, ofegante, apertando ainda mais a carne em suas mãos ao sentir o maior investir contra si, o pênis dele tocando desde seus testículos até a glande de seu pau — Hmm… Hunnie…

— Droga — grunhiu Sehun, mordendo o lóbulo da orelha de Kim — Não geme assim.

— E por que não?

— Porque vou me descontrolar, e a gente não pod— Oh interroupeu-se, subitamente afastando o rosto do mais velho para encará-lo com os olhos arregalados — Jongin, a gente não vai poder… Eu não tenho nada aqui, entende?

O menor abriu um sorriso compreensivo e inclinou a cabeça para o lado, sinalizando o moletom que vestia anteriormente.

Sehun prontamente alcançou o casaco, fuçando nele até encontrar duas embalagens no bolso.

— Você realmente veio aqui pra isso, né? — questionou Hun, estreitando os olhos para o mais velho — Safado. É por isso que você é perfeito pra mim — murmurou contra a boca alheia, mordiscando-a em seguida, antes de se afastar e sentar sobre as próprias pernas.

Um dos pacotes era claramente uma caminha, que Sehun não tardou em abrir, mas antes que pudesse vesti-la, Kim sentou-se com o tronco rente ao seu, pegando-a de sua mão e grudando seus lábios outra vez, a mão livre tocando o membro do mais novo, que gemeu lânguido entre o beijo. Jongin movia a mão num ritmo mediano, aproveitando o beijo o máximo que podia, pois sabia que não conseguiria fazê-lo durante a penetração. Quando Oh passou a investir contra sua mão, os gemidinhos dele enviando arrepios por seu corpo e fazendo seu baixo ventre repuxar, Kim quebrou o contato, gemendo ele próprio ao deparar-se com Sehun de olhos fechados, corado e de boca entreaberta, imerso em sensações. Enquanto se inclinava e deixava selinhos pela face quente do maior, Jongin foi descendo a camisinha no membro dele, lambuzando os próprios dedos devido a grande quantidade de lubrificante que ela continha. Ao afastar-se, o mais novo abriu os olhos, encarando a própria ereção, agora protegida, antes de olhar para Kim, que lhe estendia o outro pacote.

— O que é isso?

— Um sachê de lubrificante — respondeu, voltando a deitar-se.

— Mas a camisinha já não tem?

— Tem, mas eu quero evitar o máximo de dor possível, já que é a primeira vez que faço isso com um cara, então… — esclareceu em tom baixo, não podendo evitar em desviar o olhar.

Sehun arregalou os olhos. Não havia pensado naquilo, e por mais que já houvesse visto inúmeros vídeos sobre sexo homoafetivo, temeu machucar o mais velho.

— Nini, eu não… — disse, trazendo a atenção do outro de volta a si — E se eu machucar você? Eu também não tenho experiência, e se eu não… E se eu não te preparar corretamente ou v—

— Eu já fiz isso, Hunnie — admitiu, encarando os olhos alheios mesmo que se sentisse envergonhado — Eu não teria vindo aqui sem ter ideia alguma do que aconteceria, né. Eu pesquisei algumas coisas, principalmente o que fazer pra não doer, e eu me limpei também, então não fica apavorado.

— Você… Se limpou? — questionou, desentendido.

— Argh! — resmungou Jongin, cobrindo o rosto com ambas as mãos antes de prosseguir — Eu não vou repetir, ‘tá legal? Eu fiz o que devia ser feito e doeu ‘pra caralho, então trata de me fazer sentir prazer.

Oh encarou-o por um momento, emudecido. Então abaixou-se e voltou a beijá-lo, dessa vez de forma lenta, esfregando todas partes de seu corpo contra Jongin, que deixou-se envolver na dança lenta de suas línguas. Com uma última chupadinha na língua alheia, Sehun quebrou o beijo, mas deixou o rosto próximo a ponto de roçarem os lábios.

— Tudo bem, mas eu vou te preparar mais um pouquinho ‘pra garantir, okay? — falou, ganhando um aceno em concordância de Kim — Você ‘tá confortável assim? Quer ficar nessa posição mesmo?

Jongin pensou por um instante, então empurrou levemente o maior para que pudesse girar dentro do abraço dele, ficando de bruços.

— Assim é melhor — explicou, a voz saindo meio abafada pelo travesseiro.

Remexeu o quadril para ajustar-se, e a fricção do seu membro contra a cama, assim como o roçar de sua coxa na ereção de Sehun, arrancou um gemido deleitoso de ambos.

Vê-lo daquela forma mostrou a Oh que, além de Jongin querer aquilo tanto quanto ele, o mais velho confiava em si a ponto de ficar totalmente entregue aos seus cuidados.

Sehun explorou a pele dourada das costas alheias, distribuindo beijos, mordiscadas e apertos pelo tronco do mais velho, que arrepiava-se sem controle, remexendo-se e suspirando com os toques suaves e provocativos. Oh apertou os braços do menor, sentindo os músculos tonificados daquela área, então abaixou o rosto e depositou uma mordida forte naquela região, arrancando um muxoxo de Kim.

— Ai, Hunnie. Não me maltrata — resmungou Jongin, um bico formando-se nos lábios fartos.

— Argh, você é tão lindo — grunhiu o maior, inclinando-se e mordendo a boca do outro, que pincelou a língua contra os lábios róseos de Oh — Malditamente irresistível.

Jongin soltou uma risadinha convencida, arqueando uma das sobrancelha, uma expressão sapeca no rosto. Ele então arqueou o quadril, esfregando a bunda contra a pélvis do mais novo, que gemeu rouco, os olhos negros presos nos de Kim. Sehun voltou a afastar-se e apanhou a pequena embalagem antes esquecida sobre a cama, colocando uma das pernas entre as do mais velho, afastando-as antes de rasgar o sachê, vagarosamente despejando-o sobre o menor, que contraiu as nádegas ao sentir o líquido contra aquela parte tão íntima de si.

— Calma, Jonginnie — falou Oh, tentando transparecer tranquilidade, mas a ansiedade que sentia fazia com que seu coração parecesse esmurrar a caixa toráxica.

— Eu ‘tô calmo — resmungou, sentindo os dedos do mais novo tocarem sua entrada suavemente, circulando pelo períneo e fazendo o caminho reverso — Mas só porque eu sei o que vai acontecer não significa que seja menos estranho ou constrangedor.

Com um sorriso presunçoso nos lábios pequenos, Sehun forçou o primeiro dedo para dentro, soltando um risinho ao ver o pequeno susto que Jong teve ao sentir a invasão. Mas ele logo relaxou os músculos contra a cama, respirando fundo e deixando que Oh ganhasse espaço dentro de seu corpo, mexendo bem de leve o quadril para se acostumar com a sensação. Como ele não mostrou qualquer resistência, Hun pôs outro dedo, sentindo o aperto em torno de seus dígitos.

— Calma aí — pediu o mais velho, e Oh prontamente obedeceu, deixando a mão parada enquanto o Kim tentava acostumar-se com o novo volume.

Alguns minutos depois, a sensação já não era tão ruim quanto antes, apenas um desconforto era sentido, então Jongin remexeu o quadril, sinalizando que o maior poderia mover os dedos. Antes de fazê-lo, Sehun puxou-os para fora e despejou mais um pouco do lubrificante em seus dígitos, voltando a deslizá-los para o interior dele, arrancando um ofego do menor. Girando o punho, Oh começou a intercalar movimentos de investida, tesoura e a flexão dos dedos, tentando prepará-lo da melhor forma possível, sentindo-se cada vez mais excitado ao ouvir os pequenos gemidos e murmúrios que escapavam pelos lábios entreabertos do mais velho.

— Põe mais um.

Sehun grunhiu, perdendo um pouco do controle e enfiando um terceiro dedo com força, fazendo Kim arquear-se com a invasão abrupta. Mas ao contrário do que Oh pensou, ele não reclamou da quase brutalidade, e sim inclinou o quadril na sua direção, afastando-se da cama no processo.

— Ai meu deus… — Oh falou sobre a respiração, sentindo o tesão correr por suas veias, fazendo sua sua ereção pulsar, a visão do mais velho empinado para si sendo demais para lidar com sensatez, o que o fez prosseguir com as investidas fortes contra ele, que erguia o quadril cada vez mais. — Jongin… Puta que pariu.

— Sehunnie… Hng. — A voz grave soou tão manhosa e lânguida e Sehun sentiu arrepiar-se dos pés à cabeça, suas mãos necessitadas em tocá-lo, por isso não hesitou retirou os dedos no interior do menor, levando as mãos à bunda do Kim, espremendo a carne entre os dedos, os olhos presos nas nádegas pequenas. — Ahhh.

Oh inclinou-se sobre ele, levando uma das mão ao lado da cabeça do mais velho enquanto a outra continuava a abusar da bunda dele, e esfregou a própria ereção contra ela, suspirando deliciado com o contado. Aquilo era muito bom, e quanto Jongin passou a gemer juntamente consigo, Hun deslizou a mão pelo tronco alheio e alcançou um dos mamilos dele, prendendo-o entre os dedos enquanto abocanhava-no no pescoço, ainda esfregando-se contra Kim.

— Ah!

Jongin tinha os olhos fechados, imerso nas sensações deliciosas que transcorriam por seu corpo, a boca de Oh mordiscando e chupando desde seu pescoço até as vértebras da coluna, raspando os dentes por sua pele já orvalhada se suor. Quando a glande dele deslizou exatamente sobre sua entrada, antes de descer até o períneo, Kim rebolou contra ela, sorrindo lascivo ao ouvir o gemido rouco que Sehun soltou contra sua audição, o que o fez repetir o ato.

— Nini… Eu não aguento mais — avisou contra o ouvido dele, sentindo-o rebolar mais uma vez.

— Ninguém ‘tá te impedindo, Sehun.

O mais novo afastou-se num rompante, catando o pacote sobre os lençóes e despejando o restante do conteúdo sobre a própria ereção, sentindo o lubrificante escorrer pela camisinha. Estendeu uma das mão e ajeitou a postura de Kim, certificando-se de que ele estava bem apoiado sobre os joelhos, depois arrastando os dedos pelas coxas fortes e deixando um último apertão nelas antes de voltar a inclinar-se sobre ele, guiando seu membro ao ânus alheio.

Com a respiração presa, Oh penetrou-o lenta e continuamente, até entrar por inteiro. Jongin estava quieto, mas não eram preciso palavras para que o mais novo soubesse que aquilo doía, por isso manteve-se parado, levando a boca até os ombros morenos para distribuir beijos e lambidas por ali, aspirando o cheiro de shampoo dos cabelos do menor enquanto dava-o tempo para acostumar-se. Talvez tenha passado um minuto ou mais, e Sehun tentava manter o controle, o aperto em torno de seu sexo levando-o a loucura, a vontade de mover-se com brutalidade correndo por suas veias. Mas ele queria que Jongin também sentisse prazer, do contrário não teria sentido transarem, por isso respeitou os limites do outro, tocando seus braços e tronco na tentativa de aliviar a tensão e o ardor que ele sentia. Depois de um longo suspiro, Kim remexeu o quadril levemente como um sinal para que Sehun se movesse. O maior retirou-se do interior dele só para entrar totalmente, ainda devagar, e não pôde evitar um gemido longo de escapar de sua garganta. Investiu lentamente por algumas vezes, retirando-se por completo e tornando a entrar, fazendo com que Kim se acostumasse com a sensação da penetração. Quando ele soltou um pequeno gemido, Sehun investiu com mais força, provocando a mesma reação.

— Você ‘tá pronto? — questionou, deixando a cabeça de Jongin entre seus braços, que serviam de apoio para si.

— Uhum — murmurou após abrir os olhos e encarar o maior, que tinha o rosto inclinado para poder vê-lo.

Com um último selinho, Sehun ajeitou-se sobre os antebraços e olhou por entre seus corpos, deslizando para fora e então metendo com vontade, como sempre quis. A sensação deixou-o sem fala, e repetiu o movimento uma, duas, três vezes, os olhos semicerrados e o lábio inferior preso entre os dentes para segurar os sons que poderiam escapar.

— Ah… Não faz isso, Jongin — resmungou sob a respiração ao sentí-lo contrair-se ao seu redor. A sensação era ótima mas ele queria prolongar o momento o máximo possível, e isso não seria possível caso Kim continuasse com aquilo.

— Desculpa, foi involuntário — explicou baixinho, os olhos fechados enquanto deixava a sensação de prazer apoderar-se de seu corpo, a dor já praticamente inexistente sendo insignificante com as sensações gostosas que tinha ao ter o membro de Sehun afundado em seu corpo.

— Tudo bem, é só que não vou durar muito tempo se continuar assim.

— Eu sou tão gostoso assim, é? — provocou, e Oh pôde ver o sorriso delineado em seu rosto.

— Você é muito mais — afirmou, dando uma investida mais bruta que as anteriores, arrancando uma lamúria manhosa dos lábios do mais velho — Gosta assim?

Jongin nem abriu os olhos, só acenou positivamente com a cabeça, sentindo o corpo ser impulsionado para frente com outra investida forte. A visão que Sehun tinha ultrapassava todas as expectativas que ele um dia alimentou com o moreno. A forma como ele parecia entregue, aproveitando de cada sensação… Só não era surreal porque Oh sentia o corpo dele colado ao seu, seus mamilos roçando nas costas douradas, sua pélvis colada ao quadril dele, assim como os sons deleitosos que ele emitia, que eram tão excitantes quanto todo o resto. Tudo nele era como uma provocação, um incentivo para o despertar da luxúria, mas para Sehun, aquele momento não tratava-se apenas de compartilhar prazer; ele também demonstrava o amor que nutria um pelo mais velho, mesmo que com toques rudes e sexuais.

O maior enlaçou a cintura de Kim e passou a penetrá-lo com velocidade, não se retirando inteiro do interior dele antes de voltar novamente, o som dos testículos batendo contra os dele soando pelo cômodo. E Sehun até acharia aquilo estranho num outro momento, mas tudo em que prestava atenção era na sensação gostosa de Jongin engolindo seu pau com facilidade, a resistência já superada, por mais que ainda fosse apertado ali dentro. Quando se arrumou sobre os próprios joelhos e meteu outra vez, um gemido alto e grave escapou pelos lábios grossos do mais velho, e Oh soube que havia encontrado o ponto certo. Passou então a estocá-lo ali, com toda a força e a rapidez que  poderia reunir — pois o suor já escorria pelas laterais do seu rosto e as coxas começavam a doer —, ouvindo-o emendar um gemido no outro, o som tornando-se mais suave, porém mais agudo conforme as investidas brutas prosseguiam, levando-os a sentir um níveil de prazer ainda maior.

— Dança comigo, Nini — sussurrou no ouvido dele, e Jongin imediatamente passou a mover o corpo contra o seu, ondulando o quadril e rebolando contra seu pau.

Mais umas estocadas naquele ritmo e Sehun sentiu seu ápice se aproximando, as pernas ficando trêmulas, como sempre acontecia, e as investidas ficando menos intensas.

— Vamos trocar.

Sehun não esperou nada, apenas retirou-se do interior do menor e jogou-se na cama, suspirando aliviado ao relaxar contra o colchão macio. Jongin passou uma perna por seu corpo e sentou-se em sua virilha, inclinando o rosto para beijá-lo em seguida. Metendo a lingua na boca alheia, Oh levou as mãos à bunda de Jong, segurando-a com firmeza de empurrando-o para frente, fazendo-o esfregar-se contra sua ereção. Ele logo passou a mover-se por conta própria, e Hun guiou uma das mãos ao falo alheio, apertando-o entre os dedos. Jongin gemeu contra sua boca, arrancando um sorriso de si, que não resistiu e mordiscou os lábios avermelhados do mais velho. Kim levantou-se e pegou no pau do maior, guiando-o até sua entrada. Sentou devagar, sentindo cada centímetro deslizar para dentro enquanto encarava o mais novo nos olhos, o mão de Sehun ainda ao redor de seu membro, estimulando-o.

— Você quer me ver dançar? — questionou, ondulando o corpo para frente e para trás.

Oh engoliu a seco e afirmou, assistindo o brilho da luxúria nos olhos alheios, e deixando ele apoiar ambas as mão sem seu peito antes de começar a mover-se, tão vagarosamente que, se não fosse tão fodidamente sensual, o maior reclamaria.

Sehun já sabia que Jongin era único, mas naquele momento soube que ele também era incomparável, pois nenhuma de suas experiências passadas poderia se igualar ao que sentia, tanto física quanto emocionalmente, enquanto o moreno movia-se sobre si com seu membro enterrado nele, os olhos felinos semicerrados, a expressão num misto de lascívia e manha, e os sons dengosos que ele emitia quando rebolava o quadril… Oh não se surpreenderia se gozasse a qualquer momento, Jongin era demais para sua sanidade.

— Eu amo você.

Sehun gelou ao perceber que ele parou os movimentos e encarou-o surpreso. Sequer percebeu as palavras escaparem por seus lábios, seu peito comprimindo com a possibilidade dele não lhe corresponder. Entenderia se ele quisesse parar e sair dali, mas sabia que ficaria arrasado.

— Eu… Você tem certeza? — Jong perguntou num fio de voz.

Oh mordeu a boca, não se atrevendo a mexer as mãos, que repousavam nas coxas dele.

— Eu tenho sim — afirmou num tom baixo, não desviando os olhos do rosto alheio.

Surpreendentemente, Jongin lacrimejou, mordendo o lábio para impedir que as lágrimas caíssem, desviando o olhar.

— Nini…

— Eu… — suspirou, remexendo-se sobre o maior, que precisou prender o gemido na garganta — Eu também — revelou, encarando as próprias mãos, que mexiam-se ansiosas — Também amo você.

— Porra. — Sehun xingou, puxando o menor pelo braço para que pudesse voltar a beijá-lo. — Hoje é o melhor dia da minha vida — revelou por entre o beijo, secando as lágrimas de Kim, que sorriu grande ao ouvi-lo.

Oh prendeu-o entre seus braços e apoiou os pés na cama, saindo do interior de Jongin para retornar a estocá-lo com força, pois na posição em que ele estava, de quatro sobre si, cooperava para que pudesse fodê-lo com força.

Jongin não conseguiu corresponder aos beijos quando o mais novo passou a investir daquela forma ininterrupta, arrancando gemidos de seus lábios e fazendo suas pernas fraquejarem. Ele novamente alcançou aquele ponto, que ao ser pressionado, enviava uma descarga de prazer por todo seu corpo, fazendo seus olhos revirarem dentro das pálpebras.

— Sehun-ah… — gemeu manhoso, movendo-se como podia dentro daquele abraço, ajudando o maior a alcançar o ponto máximo de prazer.

Quando Oh sentiu os familiares espasmos nas coxas, o prazer reunindo-se num único ponto em seu baixo ventre, largou o peso contra a cama novamente, deixando Jongin comandar o movimentos. E aquela era a cena mais erótica que os olhos de Sehun já haviam visto, indiscutivelmente melhor do que qualquer pornô que ele já havia assistido na vida. As coxas fortes se contraiam para que ele pudesse se erguer, quicando em seu colo, engolindo sua ereção com o prazer escorrendo pela própria glande, que estava totalmente úmida pelo pré-sêmen. O suor também era visível em sua testa, e mesmo de olhos quase fechados, Kim não parecia cansado; a mão que não se apoiava no peito do maior puxava os próprios cabelos, arfares e gemidos escapando pela boca carnuda enquanto movia-se com vontade.

Sehun voltou a estimular o membro do menor, provocando a glande com os dedos enquanto a outra mão apertava a coxa alheia, seus olhos presos na imagem lasciva de Jongin. Quando ele soltou um gemido meio esgasgado, desacelerando o ritmo e apenas movimentando-se para frente e para trás, com a ereção de Oh afundada em si, o mais novo pôde martubá-lo melhor, apertando o pau entre os dedos e torcendo o punho enquanto fazia o vaivém rápido.

— Ah… Ah. — Kim gemia entrecortado, passando a estocar a mão do mais novo e consequentemente movendo o pau dentro de si, fazendo-o pressionar sua próstata.

Seu ápice estava muito próximo, e as contrações involuntárias, além de aumentar o prazer de Hun, fizeram-no perceber isso.

— Goza pra mim, Nini — sussurrou Sehun, aumentando o ritmo da masturbação e remexendo o quadril contra a bunda dele.

Jongin jogou a cabeça para trás e deixou que as sensações tomassem conta de si, o calor e o prazer formando uma grande tensão, fazendo seu corpo retesar e os sons escaparem sem controle por sua boca. Quando Sehun empurrou seu quadril com uma mão, o fazendo rebolar uma última vez, e a os dedos dele desceram por seu pau com uma pressão insuportável, seus olhos reviraram por detrás das pálpebras fechadas e ele não viu ou ouviu mais nada. Com a boca aberta num gemido mudo, Jongin era apenas sensação; a onda devastadora de satisfação transcorrendo por suas veias e fazendo seus dedos do pé curvarem, seu tronco arqueado sendo amparado por uma das mãos do maior, que espremia os olhos enquanto o aperto ao redor de seu membro tornava-se quase insuportável. Sehun continuou masturbando-o, espalhando a porra que ele expelia pelo pênis inteiro, e fez isso até Jong amolecer sobre si, caindo com o corpo por cima do seu com um sorriso satisfeito enfeitando seus lábios grossos.

Hun sorriu também, depositando um beijo na bochecha corada do mais velho, puxando-o para cima e soltando um murmúrio ao sentir-se deslizar para fora de Kim. Ajudou-o a deitar ao seu lado e voltou a atenção para o próprio corpo, levando as mãos até o membro, pronto para retirar a camisinha e masturbar-se até o ápice, que estava em seu limite. Entretanto, antes que pudesse retirá-la totalmente, Jongin entrou em seu campo de visão e afastou suas mãos, livrando-o da camisinha e caindo de boca em seu pau. A surpresa foi tanta que Oh não conseguiu reagir, apenas tombou a cabeça no travesseiro, a boca escancarada enquanto a boca quente do menor abrigava o que conseguia de sua ereção, a língua esperta movendo-se aleatoriamente e mesmo assim era tão gostoso. Quando Sehun percebeu a visão que deveria estar perdendo, juntou força de sabe-se lá onde e firmou-se sobre os cotovelos, assistindo os lábios grossos subirem e descerem pelo seu pau, e como se soubesse que agora ele via, Jongin ergueu seus orbes negros e encarou-o com aquele legítimo olhar de predador que ele tinha quando estava nos palcos.

— Ah, caralho! — gemeu, os espasmos em suas coxas aumentando, os arfares intensificando, e quando Kim colocou apenas a língua para fora, lambendo seu pênis com o olhar fixo no seu, Sehun soltou o gemido mais alto da noite.

Jongin pareceu empolgar-se com aquilo, pois voltou a engoli-lo e levou uma das mão as suas bolas, apertando-as com delicadeza. Um, dois, três vaivéns e Kim chupou a sua glande, levando-o ao ápice. Sehun agarrou os lençóis e gemeu baixinho, rouco, sentindo o calor da boca alheia enquanto seu prazer saia em jatos pequenos.

Quando Jongin deitou ao seu lado, Hun abriu os olhos e encarando o teto com o olhar perdido. Virou o rosto para o lado, e Kim lhe encarava com a maior cara de inocente, como se não houvesse acabado de transar ou de chupá-lo.

— Você engoliu? — Oh perguntou, confuso, os olhos vasculhando o rosto do menor a procura de sêmen.

— Bom, eu meio que já estava com a boca ali quando tu gozou, o que eu podia fazer? — deu de ombros, puxando o lençol para cima de seu corpo.

Sehun riu, meio desacreditado, meio maravilhado, e virou-se na direção dele, abraçando o tronco moreno e deitando a cabeça em seu peito, sendo prontamente acolhido pelo mais velho, que levou uma das mãos aos seus fios descabelados.

Ficaram alguns minutos deitados em silêncio, Oh aproveitando o cafuné em seus cabelos — infelizmente ele raramente ganhava um, mas se tudo desse certo, a partir daquela noite Jongin se tornaria seu escravo de cafunés — e ouvindo as batidas compassadas do coração do menor, sentindo um contentamento que há tempos não experimentava, como se tudo estivesse em seu devido lugar, como sem nenhuma preocupação pudesse alcançá-lo ou desestabilizá-lo; estava nos braços de seu amor, e aquele já era seu lugar favorito no mundo inteiro.

— Não é como se você não pudesse devolver o favor… — Jongin murmurou um tempo depois, como quem não quer nada.

O mais novo ergueu a cabeça, encarando Kim para certificar-se de que ele falava sério, desvencilhando-se de Jongin ao ver que  era verdade.

— É pra já! — exclamou, colocando-se sobre o moreno a fim de recomeçar o beijo e assim excitá-lo, para então também poder cair de boca naquele moreno lindo.

— Não hoje, né — protestou o menor, revirando os olhos para ele — Seu idiota. Amanhã temos um show pra fazer, e já é madrugada.

Mas Oh não deixou-se abalar, apenas sorriu safado e acariciou uma das coxas do mais velho, arqueando uma sobrancelha para ele.

— Você fala como se não fosse dormir o dia inteiro amanhã, né, Jonginnie? — rebateu, subindo o toque pelo quadril, parando abaixo do umbigo do menor e acariciando ali, arrepiando-o.

— Você tem razão.

E com esse consentimento, Sehun inclinou-se e sorrindo, beijos os lábios de Jongin mais uma vez naquela noite, sabendo que aquela não seria nem de perto a última.

Era a vez de Oh fazê-lo transcender os limites do prazer sobre a cama, e dessa vez teria a ajuda de sua própria língua.


Notas Finais


pRIMEIRAMENTE, AQUI ESTÁ UM VÍDEO QUE TODO SEKAI/KAIHUN SHIPPER DEVERIA VER: https://www.youtube.com/watch?v=EWo_v9WM78U

Dia 06:
playboy:
sehun foccus: https://www.youtube.com/watch?v=Yb41nIUlO9I (alguém repara nas reboladas do kai pelamor! xiumin tbm me matou no início)

babydontcry:
sehun: https://www.youtube.com/watch?v=ZXOgNxkPqmA
infelizmente não achei uma do nini, mas a gente finge q tem

Dia 07:
babydontcry:
kai: https://www.youtube.com/watch?v=ZGDfL-wwcQI (meu filho é o deus da dança n é possível olha essa criança E OS 1:27 É MINHA MORTE)
sehun: https://www.youtube.com/watch?v=mDPKeU3y41U (então, foi nesse vídeo que descobri que o hunnie pode ser um homão da porra as vezes rsrsrs)

playboy: https://www.youtube.com/watch?v=nn1ETUwd4M0 infelizmente n tá completo, choremos
sehun e xiuchen:https://www.youtube.com/watch?v=Rak-r_hi3tQ

JUNMA god: esse https://www.youtube.com/watch?v=YVTSchaufcM & https://www.youtube.com/watch?v=41hj8Zb5RLc esse porque sim

EXTRA: ver 1 https://www.youtube.com/watch?v=Ox3lKEff7nE (ASSISTAM ESSA COMPILAÇAO MARA, AI MEU SEKAI/XIUHO/SOOBAEK, ZHANG FUCKING YIXING, N CURTO CHANCHEN MAS OLHA… Ah, o kai bate na bunda do sehun tbm)

versão 2: https://www.youtube.com/watch?v=jjloGZH4Ir0 (ALGUÉM TRÁS ESSE HAIR DO NINI DE VOLTA PLMD, só eu q acho o hun com cara de vampiro c esse cabelo? aceito indicações de vamp!au rs; AI MEU SEXING)

Muitíssimo obrigada à Ana, que me ajudou a com sinopse quando eu tava desesperada, e à gabi pela capa maravilinda s2


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