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História Transgender - minsung - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, trouxe uma one bem softzinha pra adoçar seus corações, espero que gostem
Boa leitura

Capítulo 1 - Estresse e beijinhos


Jisung era um garoto trans que ainda estava na transição. Ele sabia que para as meninas em geral era um saco mestruar, mas para um garoto trans é 20 vezes pior que isso.

Pra um garoto trans é como se ela estivesse ali, a todo momento lembrando-o que seu corpo não era completamente masculino e já estava sensível como geralmente ficava naquele período, com mais isso era o caos.

Ele estava tentando, estava mesmo. Estava tomando os hormônios e os remédios mas estava difícil conter aquilo.

As vezes passava um mês e não descia. Dois meses e não descia. Então era uma verdadeira comemoração, já que este não mantinha relações sexuais, pelo menos não que tivessem penetração, então gravidez não era uma preocupação. Mas aí num belo dia ele sentia as dores horríveis e tudo voltava.

Era um saco, uma droga. Por mais que os remédios ainda mais juntados com os hormônios deixassem tudo um pouco desregulado ele preferia tudo, menos menstruar.

Mas havia uma coisinha que acalmava seu coraçãozinho, seu namorado Minho. Lidar com alguém com problemas sérios de autoestima por sempre achar não estar no corpo que deveria e alguns distúrbios psicológicos por conta da pressão sofrida a vida toda deveria ser extremamente difícil.

Mas quem disse que Minho ligava? Desde a hora que olhou para Jisung ele sabia, sabia que foram feitos um pro outro. Ele tinha ciência de que quando se entra na vida de uma pessoa assim, isso se torna uma responsabilidade. Você não pode ser mais algum problema daquela pessoa e tem que dar muito apoio e amor.

E era isso que Minho fazia mesmo que as vezes com tanta insistência e paranóias do menor. Jisung já havia tentado um milhão de vezes afastar Minho de si, quando alguém se aproximava romanticamente ele se apavorava.

Minho entendeu depois de um tempo. Era difícil pra Jisung. Saber que ele teria que lidar com todos os problemas que viriam com isso era difícil para o garoto. Mas invés de apenas se afastar Minho pouco a pouco mostrou que aquilo não era uma soma de problemas, e sim uma subtração.

Mostrou que os dilemas que viriam seriam resolvidos com muita calma, paciência e principalmente, amor.

E assim, de pouco a pouco e vagarosamente o coraçãozinho confuso de Jisung foi sendo conquistado.

Jisung tinha certeza que Minho era um anjo. Em suas crises o maior apenas o abraçava e dizia "calma está tudo bem", ele poderia estar surtando e por suas paranóias dando motivos para que aquilo não desse certo, não que aquilo fosse sua vontade mas era inevitável, mas Minho sempre estava ali dizendo "calma está tudo bem".

Aquele era um dos momentos de crise. Jisung tinha acabado de menstruar, pelo menos estava em sua casa, tratou de tomar banho e se vestiu, colocando o absorvente e se deitando em sua cama enquanto encarava o teto.

Sentia as lágrimas se formarem no cantinho de seus olhos. Não se encarava durante o banho, não gostava do que via.

Já fazia 3 meses que aquilo não acontecia mas do nada veio, como sempre. Havia sido estranho e decepcionante, principalmente já que era previsível pelas dores abdominais que sentirá de manhã.

Mas ele não sabia descrever, na sua cabeça estava claro que não era menstruação, tão claro que ele sequer havia pensado na possibilidade, quando de repente droga.

Pensou por longos minutos sobre tudo, a vontade de jogar tudo ao chão veio, como já tinha feito algumas vezes antes, veio, mas ele se conteu.

Chorou alguns minutos enquanto refletia sobre tudo, chorar aliviava tudo aquilo, pensou mais um pouco e logo tomou o celular abrindo o chat de conversa com Minho.

Jisung

oi.
veio.


Minho
veio?
o que?
aaa sim

Jisung
:(
quero vc


Minho
ta tudo bem?
estou indo ai

Minho sabia que a melhor solução não era correr para a casa do menor quando isso acontecesse. Não queria que este criasse uma dependência emocional com ele, sabia que isso nunca era bom.

Mas também sabia que pelo menos naquele momento fazer com que ele lidasse com tudo sozinho era pior ainda, iria trabalhar isso, mas não agora.

Então o Lee foi e fez o que sempre fazia. Passou na farmácia comprando 4 comprimidos para a dorzinha, comprou os picolés da Magnum que sabia que eram os preferidos do namorado e cinco barras de chocolate, sim, cinco, naqueles momentos parecia que os chocolates que Jisung comia eram como água.

Dirigiu rapidamente até a casa do mais novo, ao chegar estacionou e saiu do carro já segurando a sacola em suas mãos. Se aproximou da porta da casa e logo tocou a campainha.

Esperou alguns segundos e logo viu seu namorado abrindo a porta, os olhinhos inchados de choro, mas mesmo assim quando viu o maior sorriu fraco e o abraçou.

Minho sorriu carinhosamente e abraçou o menor acariciando o cabelo deste, ainda lá na porta.

—Tudo bem meu anjinho? — Perguntou baixinho e levou os carinhos para às costas deste que apenas assentiu levemente com a cabeça.

Depois de mais ou menos um minuto Jisung soltou Minho limpando o nariz com a manga de seu moletom. Minho apenas entrou para dentro, fechando a porta e trancando-a seguidamente.

—Você tá com dor? — O maior perguntou parecendo preocupado.

—Só um pouquinho. — Resmungou baixinho.

—Eu trouxe remédio, você já tomou?

—Hum, eu tomei um mas foi mais cedo, acho que posso tomar outro.

Minho foi andando até a cozinha sendo acompanhado por Jisung, ao chegar colocou os sorvetes no freezer e pegou um pouco de água na pia, dando o remédio para o menor.

—O que você pensava quando se descobriu gay? — Jisung perguntou parecendo ser aleatoriamente.

—Me estranhei por um tempo, por que?

—Hum, acho que você pensou que não iria ter que aguentar passar o período menstrual com alguém, ou que não iria precisar esperar pra matar um tesão, aí me conheceu e seus sonhos se arruinaram. — Jisung respondeu.

Ele ria baixo, querendo parecer carismático, mas Minho sabia bem que essas coisas realmente o afetavam.

—Jisung, já falei pra você mil vezes... Eu não quero facilidades, nunca achei que fosse ser fácil, achei que pudesse achar alguém especial e que eu não poderia me esconder pra sempre, e foi o que aconteceu, eu te conheci.

Agora o esquilinho terminava de engolir o remédio e voltou seu olhar pra Minho que o encarava.

—Que senso de humor ruim. — Comentou baixinho para se defender mas logo se levantou pegando um folheto de pizzas que havia ganhado há algum tempo. — Eu quero pedir pizza...

—Vamos então. — Minho respondeu prontamente logo acompanhou o menor deitando o queixo sobre seu ombro para ler o folheto também. — Vai querer do que?

O Han agora pareceu pensativo vendo os sabores, rodou os olhos vendo um por um.

—Acho que quero quatro queijos.

—Não sei por que você sempre pensa tanto se sempre pede o mesmo. — Minho riu fraquinho, Jisung logo sorriu virando levemente a cabeça para encarar o outro e lhe roubou um selinho.

Jisung tomou seu celular discando o número de pizzaria enquanto ligava. Minho iria se oferecer pra pagar mas logo desistiu, sabia que Jisung odiava.

O Han então pediu uma pizza 4 queijos e um refrigerante de cereja do qual gostava muito.

Minho foi até a sala se sentando no sofá e logo Jisung apareceu, se sentando no colo do mesmo e se encolheu ali sentindo os braços do maior o rodeando, então deitou a cabeça no ombro do maior, parecendo com um bebêzinho.

Jisung não era assim diariamente, geralmente não gostava tanto de melosidade. Mas era só ficar doentinho ou pra baixo que se tornava a própria manha.

Minho sorriu fraquinho, como amava aqueles momentos, não que gostasse de ver seu menininho passar por aquilo mas amava mimar seu esquilinho. Logo começou a acariciar os cabelinhos do mesmo, as costinhas.

E eles ficavam aqueles minutos apenas em silêncio, Jisung deitado sobre o peitoral de Minho conseguia ouvir as batidas do coração do mesmo. 

As carícias calminhas e os suspiros gostosos de Jisung sentindo aqueles carinhos. Logo levantou o próprio rostinho e se aproximou de Minho, iniciando um beijo calminho.

Minho sorriu brevemente e segurou o menor pelo queixo correspondendo ao beijo, aproveitando para fazer carinho na bochecha gordinha do pequeno.

Ficaram alguns longos minutos entre muito carinho, dengo e beijinhos quando de repente a campainha tocou. Jisung nem disfarçou o aborrecimento em ter que se afastar do menor, formou logo um beiço nos lábios, este que Minho aproveitou para deixar um beijinho.

A campainha soou outra vez e então Jisung finalmente levantou sussurrando um "já volto okay?" deixou o outro ali sentado no sofá e atendeu a porta, pegando a pizza e seguidamente pagando-a.

Depois de alguns minutos entre comer e fazer brincadeirinhas fofas os dois garotos já estavam cheios e satisfeitos, menos da companhia um do outro.

E quando Minho se encontrou ali às meia noite jogado no sofá com seu menino sobre si, claro, depois de mais carinho e comer chocolate e sorvete, ele soube que tudo estava onde deveria estar.

Alguns diriam que eles estavam bem fora do que a natureza pedia, mas Minho sabia que tudo por ali estava onde a natureza levou que estivesse. Com Jisung, o garoto trans e confuso que ele havia conhecido há alguns anos, deitado em seus braços recebendo seu carinho.


Notas Finais


Gente queria terminar primeiramente agradecendo se você leu até aqui e segundamente esclarecendo que eu não tenho nenhuma pretensão de romantizar pois sei como é complexo e meu desejo não é que alguém possa idealizar isso ou querer estar nessa situação, por que eu imagino o quanto deve ser difícil o que essas pessoas extremamente fortes passam, a mensagem que eu quero passar é que apesar de tudo, em algum momento vai vir alguém que vai amar seu mundinho e aceitar você do jeito que você é, mesmo com suas dores e confusões, mas se ela ainda não veio tudo bem também. 💖
Sua avaliação é muito importante pra mim.


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