História Trap Boy - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!hoseok, Hopev, Jikook, Menção Vmin, Seoktae, Taeseok, Top!taehyung, Vhope, Yoonjin
Visualizações 544
Palavras 2.002
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei? Espero que não. Capítulo docinho para vocês.

Capítulo 4 - Sobre os desejos contrários


Fanfic / Fanfiction Trap Boy - Capítulo 4 - Sobre os desejos contrários

TaeHyung ainda não estava acreditando no que havia acontecido, era demais para o seu coraçãozinho que batia descompassado no peito e o deixava assim tão bobo. HoSeok havia o beijado pela primeira vez desde que aqueles sentimentos, que ele tinha certeza que eram recíprocos, começaram a despontar. Era uma conquista enorme e ele nunca poderia ter imaginado que seria da forma que foi. Tão inusitada, tão do nada, arrasando sua mente e acabando com o seu coraçãozinho.

Ele ainda podia sentir o macio da boca alheia, a quentura da epiderme da face assim como a língua quente que invadiu sua boca sem aviso, quando em um momento de descontrole, o mais velho lhe tomou com vontade, rodeando seu pescoço com os braços e lhe permitindo apertar sua cintura com todo o desejo e paixão que ele sentia por si. HoSeok se deixou guiar, ainda, pelo momento e se permitiu ser levado a uma parede onde foi encostado e prensado ali. O beijo estava começando a se aprofundar quando os dois ouviram a voz da única mulher da casa e ofegantes e com os corações acelerados eles tiveram de se separar. Por mais que TaeHyung houvesse tentado reiniciar o beijo e não conseguido, ainda assim havia falido a pena.

Ele havia deixado o Jung mais certo de seus sentimentos, enquanto o ruivo o havia deixado com um sorriso enorme e uma chama de esperança em seu coração. Ele queria parar de pensar nisso e se focar no namorado que estava ao seu lado. Jimin havia ido lhe visitar, aproveitando que HoSeok estava fazendo compras e SaeRon no seu trabalho. Não que o Jung implicasse consigo, Jimin até gostava de como o ruivo o tratava bem, mas para si, não havia nada melhor do que poder passar um tempinho a sós com seu namorado.

Deitado naquela cama, com os olhos fechados e a ponta de seus dedos em cima dos lábios TaeHyung parecia estranho aos olhos de Jimin. O beijo quente que haviam trocado havia sido tão bom assim? Ele não sabia, mas queria de todo o coração que fosse por isso que seu acastanhado estivesse assim, flutuando com uma carinha abobalhada e um suspirar de vez enquanto. Era nisso que Jimin queria acreditar fortemente. E era por isso que ele se inclinara um pouco mais e alcançara a bochecha do namorado, que estava quentinha, o que lhe foi estranho. TaeHyung não era assim consigo.

– O que foi amor. Você parece tão, assim, sei lá, nas nuvens. – o mais baixo riu soprado. – O beijo foi tão bom assim? Quer outro, olha que hoje eu estou louquinho por seus lábios. – Jimin até tentou selar seus lábios nos do outro, mas tudo o que o Kim fez fora desviar, se virando na cama de frente para si.

– Aishi, Jimin-ah… agora eu não posso mais nem sonhar não? – o Park riu daquilo e se virou na cama ficando com as costas totalmente estendidas no colchão macio.

– Para que sonhar amor, você pode me beijar e fazer o que quiser comigo aqui e agora. – sorriu com o pensamento de ter seu corpo invadido mais uma vez pelo namorado. Por mais que a primeira vez dos dois tenha ocorrido em um dia estranho. Ele se lembrava de ver TaeHyung chorando e esmurrando a porta do quarto enquanto, na sala, sua irmã comemorava animada ao passo que sustentava a aliança de noivado em seu dedo. Jimin não entendia o porque de tudo aquilo, era para o namorado estar feliz pela irmã, não era? Mas ele interpretou aquilo como um mecanismo de reação pelos maus tratos que sofria frequentemente da Kim.

– Eu sei, sei bem. Mas… você não entenderia. – TaeHyung não queria se complicar, mas não estava vendo que seu sorriso bobo lhe denunciava completamente.

– Então me explica. Sou seu namorado e te amo muito. E se você está feliz assim eu queria saber porque. É importante saber se é por minha causa ou minha causa. – TaeHyung riu. Seu namoradinho era muito convencido.

– O mundo não gira em torno de você Jiminie. Eu posso estar feliz por outro motivo. Um bom motivo, o melhor motivo da minha vida. – TaeHyung não estava controlando a si mesmo e nem sua animação e aquilo fez com que o sorriso bonito de Jimin sumisse na hora.

– Que motivo seria esse TaeHyung. – o loirinho se sentou na cama e Taehyung fez o mesmo, mas indo se escorar na cabeceira da cama. – O que está te fazendo assim tão feliz? Eu sei que são poucas as coisas que te deixam bem assim e o nosso namoro é uma delas. Então o que mais seria? – bradou o Park com um olhar fixo no do namorado.

– É um engano seu achar que nosso namoro é a única coisa boa na minha vida Jimin.

– Eu não disse em nenhum momento que ele era a única coisa boa, TaeHyung.

– Mas parece que na sua cabecinha é a única coisa. Será que eu não posso ter nada só meu? Desde quando eu te exigi que me contasse até a sensação que sente quando caga? – Jimin revirou os olhos. Em outro momento até riria daquilo, mas não era a situação, TaeHyung estava sendo ignorante sem motivo aparente.

– Não é isso. Me desculpa amor. Só que eu... – Jimin quis se aproximar para beijar o Kim e assim fazer as pazes. Sempre funcionava.

– Meninos? – a voz de HoSeok ecoou pela casa assim como seus passos ficavam mais próximos. TaeHyung sentiu seu coração querer sair pela boca e fora logo se ajeitando, olhando seus cabelos no pequeno espelho que ficava na cabeceira da cama e vendo se suas roupas estavam alinhadas. Jimin observava aquilo e estava tão impressionado com tudo que nem percebeu quando o Jung adentrou o quarto sem bater. – Desculpem interromper. Eu interrompi algo? – HoSeok tinha um tom carregado de ironia e algo mais, algo que Jimin ainda não conseguia diferenciar.

– Ah, não, nada não hyung. – TaeHyung se adiantou em responder antes que o Park abrisse a boca e dissesse que sim, ele estava interrompendo a sua reconciliação. – Você demorou. – TaeHyung abaixou a cabeça ao dizer tais palavras e corou um pouco.

– Que bom. Fico feliz. E propósito, eu trouxe uns hambúrgueres para a gente. E se quiserem podemos ver um filme no meu quarto. A teve é grande e como a Sae não está temos a liberdade de ver o que quisermos. Claro, se quiserem ir comigo. – HoSeok não queria mesmo se intrometer, mas sem perceber, já estava o fazendo. Sentia um certo ciúme do mais novo e as vezes se sentia um tanto desafiado a interromper os momentos a sós daqueles dois. TaeHyung sentia isso e adorava quando acontecia.

Jimin até queria dizer que não, que não iam, já que ele queria mesmo era se reconciliar com seu namorado e ter um momento com ele. Mas o seu namorado estava tão animado e com um sorriso tão farto que lhe encheu de ciúmes e de uma sensação complicada e dolorosa. Ele não queria pensar no que estava pensando e não queria acreditar no que sua cabeça estava lhe indicando assim tão incisivamente. Queria que tudo fosse fruto de seus ciúmes e de sua imaginação. TaeHyung o amava, certo? Somente a ele, não?

– Claro hyung. Queremos sim. – o Kim se levantou animado da cama e correu em direção a porta, parando ali assim como seu olhar sobre o do mais velho. HoSeok suspirou e não soube o que fazer diante daquele rosto, daquela boca que havia beijado no dia anterior e do sorriso que lhe fazia falar o ar, tão perto daquela pele que deixava suas pernas moles de tanto que tinham efeito sobre si. HoSeok se via hipnotizado pelo Kim e este por si. Algo havia dado uma reviravolta em si depois daquele beijo e por mais que quisesse, fugir não era mais uma opção.

– Desculpem, mas eu não posso ficar. – Jimin interrompeu aquele momento ao passo que sentia sua garganta embolar e seus olhos arderem. Não era cego e percebeu bem o que estava se passando ali na sua frente. Os olhares, a forma como sorriam um para o outro… tudo. Sua mente ficou confusa e ele sentiu que não conseguia mais ficar diante daqueles dois. Precisava pensar.

– Tem certeza Jimin-ah. – o Park fez que sim se levantando da cama e calçando seus tênis. – Se quiser eu posso levá-lo em casa.

– Não hyung! – TaeHyung se adiantou em dizer em um tom até alto, assustando os dois presentes. – Não precisa. O Jimin mora aqui pertinho. Não se preocupa não. Só vamos… vamos comer e ver filme. – o tom do mesmo ia diminuindo a medida que ele sentia o rosto esquentar por conta dos olhares sobre si.

– É mesmo HoSeok hyung, não precisa não, eu… eu sei bem o caminho e preciso ver uma pessoa antes. Obrigado e até depois, Tae. – Jimin nem ao menos se despediu do namorado como sempre fazia, com um beijo. Passou apressado pelo Jung que quase fora levado por sí e correu em direção a porta. Ninguém veria seu estado, pensou.

Já na rua ele desbloqueou o celular, cuja proteção de tela era uma foto dele e do namorado e procurou apressado um número de uma pessoa que não falava a um bom tempo. Desde que começara a namorar TaeHyung. Precisava conversar com ele e desabafar. De certo que podia fazer isso com algum outro hyung da escola, mas ninguém era melhor do que ele. Assim tratou de redigir a mensagem para seu amigo. Precisava urgentemente de si.

"JungKook-ah, sou eu Jimin. Precisamos conversar. Poderia me passar seu novo endereço? Eu estou indo ai agora e me perdoe por sumir. Eu estava sendo um idiota esse tempo todo."


 

[…]


 

SaeRon chegou um pouco mais cedo do que o normal naquele dia. Estava chateada com o irmão pelo que “ele fez” consigo, o que provocou uma briga entre ela e o marido. Naquela mesma noite HoSeok não lhe tocou e nem lhe beijou, mesmo que tivesse ficado acordado a noite inteira, ela percebeu, já que até a hora em que pegou no sono seu marido não parava de fitar o teto com um semblante que ela não sabia identificar. Ela preferia não ficar pensando muito naquilo, aliás tinha de se desculpar por algo que, segundo ela, não havia feito.

Assim atravessou a sala e se encaminhando a cozinha, onde ouvira uma movimentação. Ao chegar no portal do cômodo visualizou seu irmão sendo ajudado por seu marido a preparar o jantar. Os dois tinham um sorriso bobo no rosto e por mais estranho que pareça, seus cabelos estavam molhados. Ela observou o quanto eles pareciam animados e entrosados, tanto que nem notaram a sua presença ali. Seu irmão era o que mais sorria e isso estava lhe incomodando, de uma foma que ela precisou pigarrear para chamar a atenção deles ali.

– Boa noite, estou atrapalhando algo? – TaeHyung quis dizer que sim, que ela estava atrapalhando a sua tarde e começo de noite incríveis, mas ao invés disso se aproximou mais daquele hyung que lhe sorriu pequeno.

– Não está atrapalhando nada. Como foi seu dia de trabalho hoje, Sae? – a morena estava decidida a pular em cima do marido e lhe beijar intensamente, mas ao invés disso se irritou com o barulho da campainha. Não estava esperando por ninguém e detestava receber visitas fora de hora. – Quem seria a essa hora? – HoSeok foi o primeiro a se manifestar.

– Quer que eu veja quem é hyung? – TaeHyung se prontificou com um sorriso doce, mas a Kim fez um sinal com a mão para que ele ficasse onde estava.

– Deixem que eu vou ver, não se incomodem. Terminem o que estão fazendo. Estou faminta. – sorriu com uma gentileza que não era sua e caminhou a passos firmes até a porta, pisando duro com o salto no piso. – Quem vem dos infernos me encher o saco a essa hora? – bradou baixinho ao abrir a porta e se deparar com quem menos esperava ver.

– Boa noite SaeRon. Espero ter chegado em boa hora.

– YoonGi oppa! 


Notas Finais


YoonGi chegou chegando


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