História Trap Of Love - Capítulo 32


Escrita por:

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Larry, Larry Stylinson
Visualizações 79
Palavras 6.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 32 - Capítulo Trinta e Dois


POV Louis










O sono era algo de outro mundo, os bocejos eram seguidos e longos. Eu me esforçava muito para ouvir as palavras de Harry, mas meus sorrisos saiam fáceis para ele, pois nada era mais agradável que vê-lo conversando com minha barriga.


“Bebê, que tal você nos deixar saber se você é uma garotinha ou um garotinho?” Harry disse com a voz quente e enérgica, quase querendo uma resposta em voz alta.

Sorri para as palavras, tanto Harry quanto eu estávamos morrendo de ansiedade para saber o sexo de nosso bebê. Dr. Jeremy dizia que no quarto mês já seria possível descobrir, então eu não via a hora do dia de amanhã chegar. Ajeitei-me na cama e cocei minha barriga, Harry ria descaradamente para aquilo, ele nunca entenderia o quanto minha barriga coçava, todos esses efeitos colaterais estranhos provinham de minha pele que não parava de esticar.

Senti os beijinhos de Harry em meu ventre, ele segurava um sorriso amplo e presunçoso. 

“Eu sei que é chantagem, mas se você abrir as perninhas amanhã, eu prometo te dar um carro quando você tiver dezesseis e, se você for uma menininha, você poderá namorar a partir dos trinta anos!”

Qualquer um ouviria minha risada escandalosa, puxei Harry para cima, olhei-o ainda sorrindo. 

“Você é a pessoa mais boba, amor!” 

“Eu só estou morrendo de curiosidade!”

Afaguei-lhe nos cabelos, agradecendo por ter um homem tão doce e protetor ao meu lado. 

“Eu também estou ansioso, amanhã nós só vamos confirmar o que eu já disse mil vezes, será um menininho, um mini Harry!”

Ele riu e me beijou mais, aprofundando um pouquinho. 

“Que, por favor, ele puxe a você!

Meus lábios curvaram num sorriso sincero, busquei os olhos verdes e enxerguei ali meu bebê. 

“Eu quero que ele seja igual a você em todos os sentidos.”

Harry me deu duas piscadelas, meio confuso e perdido, querendo dizer algo que não foi dito. 

“Eu amo vocês!”

As palavras simples nunca deixariam de me desestabilizar, levei meus dedos para contornar o rosto de Harry, ele fechou os olhos no meu primeiro roçar. 

“Nós também te amamos papai!”

Fechei também meus olhos e senti o abraço quente de Harry, nós ficamos ali, sem falar nada, sem querer dizer nada também. O pequeno momento durou longos minutos, eu não queria que acabasse.

“Com muito sono?” Harry perguntou contra meu rosto, sorrindo timidamente.

Não escondi meu bocejo, mas o sono já não estava tão intenso. 

“Não muito.”

Harry rolou para a extremidade da cama e pegou o celular e a Enciclopédia da Gravidez. 

“Quer ler um pouco em voz alta? Nosso bebê deve gostar de ouvir sua voz!”

Corei sem motivos, Harry me deu o livro grosso e cheio de imagens. Nós sempre fazíamos aquilo quando eu não estava com muito sono, sem contar que eu queria que meu bebê me conhecesse de todos os jeitos possíveis, seja pela minha voz, meu toque ou pela música que eu gostava de ouvir.

Abri o livro na página que indicava dezesseis semanas de gestação. Li os dois primeiros parágrafos, Harry e eu sorriamos a cada linha, a cada novidade que descobriamos sobre o nosso neném, segundo as páginas coloridas, ele já bocejava, fazia caretas e dava sorrisos desdentados. Era engraçado saber que ele já tinha unhas e que brincava com o próprio cordão umbilical.

A playlist de Harry estava cheia de músicas calmas e sem refrões ensurdecedores. A música embalava meu sono e Harry percebeu que era a hora de ele começar a ler.

“Venha cá, lindo.” Ele nos ajeitou sob as cobertas, me colocando de lado e apoiando a mão no centro de minha barriga.

A voz dele era baixinha e quase cantada. Harry lia alguma coisa sobre os órgãos do nosso bebê, como as pernas eram maiores que os braços. A cada palavra lida, o toque dele em minha barriga se intensificava, mas meu bocejo assustador o fez gargalhar.

Ganhei um beijo em minha testa, demorado e doce. 

“É melhor você dormir, Louis.”

Sorri e o beijei com delicadeza no início, apenas brincando com seus lábios, depois, a língua quente pediu passagem e vibrou contra a minha, era fato que aquilo não resultaria em nada, pois era impossível engatar um amasso com o sono que eu estava. Levei minhas mãos para os cabelos dele, puxando os fios da nuca.

Ele me deu um último beijo e se afastou sorrindo. 

“Amanhã a gente dá um jeito nisto, né?”

Beijei o bico que ele fez para mim, pois Harry ficava fofo daquele jeito, todo carente. 

“Uhum!”

Virei para ficar de costas para ele. Estávamos encaixadinhos e eu sentia a ereção dele cutucando minha bunda. Sorri, pois eu não entendia como Harry sempre terminava duro apenas com um beijo meu.

Antes que eu dormisse, arrepiei com os beijos que ele colocou em minha nuca, eles eram molhados e longos. 

“Boa noite, lindo.”

Fechei meus olhos e me perdi em pensamentos, todos com Harry. Eu deveria agradecer, pois nossa vida sexual não tinha mudado tanto, as bobeiras que eram feitas à noite ou pela madrugada foram esquecidas, meu sono não me deixava fazer nada. Porém, descobrimos que era ótimo transar de manhã, eu acordava animado e morrendo de vontade, os enjôos não existiam mais e Harry me levava ao céu sem qualquer dificuldade.

“Boa noite, amor.”



.



.





Praguejei o som estridente do despertador de Harry, eu estava sonhando com o fundo do mar e tudo parecia cheio de vida. Abri minimamente meus olhos, o quarto estava escuro e quentinho. Minhas pernas estavam emaranhadas nas de Harry e o rosto dele estava na curva de meu pescoço.

Era complicado eu me virar e acorda-lo, preferi deixá-lo fazer isto sozinho. Moldei meu corpo ao dele, percebendo, assim, o membro duro contra a base de minha coluna. Eu também estava com uma incômoda ereção matinal, suspirei meio deslumbrado, querendo qualquer tipo de alívio, pedi para que Harry acordasse rápido.

Olhei para a protuberância em minha barriga, acarinhei-a com a palma de minha mão. 

“Bom dia, filhinho!”

“Dormiu bem? Eu tive uma noite ótima.” Falei um pouquinho mais alto. “Você deve estar morrendo de fome, né? Daqui a pouco eu vou fazer algo bem gostoso para o nosso café da manhã, sim?”

“Mmm.” Os barulhos matinais de Harry me fizeram interromper meu monólogo.

“Acordou bela adormecida?"

“Mmm, bom dia?”

“Tudo certo conosco, estou morrendo de fome.”

“Eu também estou.” Harry disse e, ao mesmo tempo enfiou a perna entre as minhas, a ereção gloriosa e necessitada vibrou contra minhas coxas e, então, eu percebi que a fome dele era bem diferente.

Aproveitei para rebolar timidamente contra o membro duro, eu sabia que aquilo levaria Harry ao limite. 

“Deixe-me fazer algo por você!”

Ele riu e me beijou na nuca, indo para pegar o lubrificante. 

“Só me deixe te pegar por trás, baby.”

Suprimi meu gemido cheio de excitação, sem eu perceber, Harry livrou-se de minhas roupas e das dele. Os dedos hábeis vieram para minha entrada pulsante, ali ele tocou e me penetrou, me fazendo fechar os punhos no lençol.

Lancei minha mão entre nossos corpos, o pau duro e grosso tremeu em minha palma e eu o lambuzei de lubrificante e o estimulei com certo desespero, querendo muito ser inundado de prazer.

Levei-o para minha entrada, os sons de Harry eram baixos e arrastados, tudo foi ao limite quando ele me penetrou com o ritmo certo.

Nós dois gememos num único som, as mãos fortes me apertavam na cintura e nas coxas. A boca de Harry estava em cada parte de minha nuca, beijando, mordendo, chupando. Desci minha mão para me tocar, até sentir o gozo vindo. Minhas pernas tremeram e prenderam Harry dentro de mim. Fechei meus olhos para as ondas fortes e repletas de satisfação.

A respiração de Harry contra meu pescoço, anunciando a libertação dele também. Ele abraçou minha cintura, pousando a mão sobre minha barriga, levei a minha para cima da dele. Nossos dedos se entrelaçaram.

“Ainda bem que crianças não se lembram da vida ultra-uterina!” Harry disse sorrindo, os lábios correram pela extensão de meu pescoço. “Seria constrangedor se o nosso bebê lembrasse tudo que ele presenciou.”

Preferi ignorar a divagação dele, pois não fazia sentido. Sentei-me na cama e fiz Harry repetir meu ato. 

“Vou tomar banho, prepare algo para nós comermos, por favor?”

“Está com vontade de comer o que hoje?”

“Nada de especial, sei que você não vai deixar que eu beba café, mas eu também não quero suco, não sei, pode ser vitamina de morango."

Ele me deu uma piscadela, o charme que tinha ali nunca seria encontrado em outro homem. Recebi um carinho calmo em minha nuca, Harry se afastou logo depois, correndo os dedos pelos cabelos. 

“Vou fazer sua vitamina, depois te acompanho no banho, sim?”

Rumei para o banheiro, minhas roupas estacionaram no canto perto da porta. Apesar do tempo ameno, optei por uma calça e uma camisa de manga longa.

Não demorou em Harry entrar no banho, eu gostava do olhar que ele lançava para o meu corpo, o jeito com o qual ele tocava minha pele molhada, o cuidado que ele depositava nos toques em minha barriga. Ele só estava dizendo que me amava e amava o nosso bebê.

Entrei rapidamente em minhas roupas, Harry terminou de passar o agasalho pelos braços e caminhou até mim. 

“Vamos?”

Olhei o relógio, ainda era muito cedo para irmos ao consultório do Dr. Jeremy. 

“Calma, homem!”

Perdi-me no olhar que Harry me lançou, puramente verde e brilhante. 

“Eu quero tanto vê-lo novamente!”

Apesar de não transparecer, eu também estava me roendo de curiosidade. Eu amava ver o rostinho miúdo, imaginar de quem ele herdaria os traços. Poderia parecer loucura, mas seria um menino, eu não hesitava sobre aquilo, mas, se eu estivesse completamente enganado e fosse uma garotinha, eu iria amar do mesmo jeito. Eu sairia como um louco atrás de vestidos e laços.

“Um beijo por seus pensamentos!” Harry estalou os dedos em minha frente, existia um sorriso manso nos lábios dele.

“Você não vai ficar triste se não for uma menina, né?”

Ele me olhou, meio indignado. 

“Não fale besteiras, Louis! Eu já amo demais meu bebezinho, pode ser menina, menino, pode ser os dois... Só quero que ele seja cheio de saúde.”

Mal senti o abraço aconchegante, Harry passou as mãos por minhas costas e ali deixou uma delicada massagem. 

“Por favor, nunca duvide do amor que eu sinto por nosso neném, por favor.”

Não liguei para as lágrimas gordas que molharam a camisa de Harry, eu fungava a cada três segundos. 

“Eu não quero parecer inseguro, mas eu não consigo. Sabe, só agora estou me dando conta que eu vou ter um bebê, e se eu não souber como cuidar dele e se eu for péssimo e ele me odiar?” Perguntei baixinho, tentando controlar o choro.

“Você já está sendo incrível para o nosso bebê, Louis! Você está se cuidando tanto, comendo coisas saudáveis, você morre de preocupação com ele. Eu amo ver seu zelo, saber que você conversa com sua barriga, que faz carinho. É claro que nosso neném sabe que ele é completamente bem vindo e amado.”

Processei lentamente cada palavra doce, as lágrimas desciam com força. 

“Harry, pare!”

Ele me olhou procurando alguma coisa errada, apressei-me para contornar a situação. 

“Pare de ser doce, você é tão bom para mim e para o nosso bebê!”

Harry me beijou na bochecha, os lábios fizeram um barulhinho engraçado quando tocaram minha pele. 

“Você é tudo o que eu sonhei, é difícil explicar o que você é para mim.”

Sorri e também o beijei. 

“Eu sou seu namorado, seu noivo, seu amigo, seu amante...”

“Nós deveríamos casar, não acha?” Harry perguntou entre sorrisos.

Abri um sorriso grande, imaginando a cena e não me preocupando caso ela demorasse um pouco a acontecer. 



.



.



“Harry, você já tem algum nome para o nosso bebê?” Perguntei enquanto esperávamos nossa consulta começar. Existia uma listinha em meu cérebro, cheia de nomes bonitos e tradicionais.

“Eu tenho uma sugestão de nome de menino e de menina, você também tem?”

“O nome já existe desde o início.”

“Conte-me qual é!”

“Tsc, tsc. Deixe-me te fazer uma surpresa.”

Antes que Harry me replicasse, meu nome foi anunciado e nós caminhamos para a porta da sala do Dr. Jeremy, hoje, ele parecia cansado e com olheiras. 

“Bom dia, papais!”

“Como está, doutor?” Harry perguntou cordialmente, embora ele quisesse uma resposta que explicasse o semblante cansado do médico.

“Bem, fora o sono. Logo vocês saberão o que é isso, minha caçula está tendo problemas com os primeiros dentinhos.” Ele disse com um sorriso bobo no rosto.

Olhei para Harry e sorri, ele carregava um semblante também feliz. 

“Seria estranho se eu disser que estou ansioso para essa parte também?”

Tanto eu quanto Dr. Jeremy sorrimos, apertei a mão de Harry, um sinal para deixá-lo ciente que eu também estava ansioso.

Sentei-me na cadeira confortável. O médico cansado olhava meus exames do pré-natal com um sorriso satisfeito, tudo parecia certo com os resultados.

“Parabéns, Louis, está tudo perfeito com você!” Ele me elogiou com tom sincero. “Será que esse bebezinho vai abrir as perninhas hoje?”

Harry soltou uma risada cantada. 

“Vai sim, Dr. Jeremy! Nós já conversamos a respeito.”

O médico pareceu não entender a fala de Harry, mas também não aprofundou na discussão. Eu sabia qual era o próximo passo; me deitar na maca e levantar minha camisa.

“Sua barriga cresceu bastante desde sua última consulta e pode se preparar porque seu bebê vai espichar ainda mais.” Dr. Jeremy disse encarando minha barriga, ele também espalhava o gel gelado sobre minha pele.

Meus olhos e os de Harry estavam fixos no monitor, as imagens eram borradas e escuras, mas logo identifiquei o rostinho de minha vidinha. Nada tiraria meus olhos da imagem, o corpinho era pequeno e delicado, os olhinhos estavam fechados e eu supôs que meu bebê estivesse dormindo.

“O bebê de vocês é saudável, o tamanho é coerente com o período de sua gestação, tudo está certo com ele.” O médico roubou minha atenção, eu apenas assenti sem olhá-lo.

Harry segurava minha mão, hipnotizado com a perfeição do serzinho que fizemos. 

“Ele podia acordar e se mexer um pouquinho, não é, doutor?”

Dr. Jeremy moveu o aparelho em minha barriga, ele intensificou os movimentos na superfície de minha pele e, como num clique, meu bebê moveu-se. Não eram movimentos curtos e tímidos, era uma confusão. Perninhas se abrindo e bracinhos cruzando-se.

Olhei para o médico, ele sanou minha dúvida silenciosa. 

“Na primeira gestação tem maior demora para se sentir os primeiros chutes, mas logo você vai sentir, esse bebezinho aqui é bem agitado.”

Um segundo mais tarde, ouvi o barulho que eu mais amava, as batidas vigorosas do coraçãozinho. Era um ritmo frenético e perfeito.

“Vou deixar vocês olhando essa criaturinha enquanto eu faço algumas anotações, depois, vou mostrar o sexo a vocês, isto se vocês já não tiverem percebido, o bebê de vocês é inteiramente exibicionista!” Jeremy disse durante o percurso até a mesa, existia humor em cada palavra.

Olhei para a tela, procurando qualquer coisa. Eu era completamente leigo, Harry também parecia curioso, sorri ao vê-lo pegando os óculos. Nós dois tentamos encontrar algum indício de feminilidade ou masculinidade entre as perninhas meio fechadas, mas não chegávamos a lugar nenhum. Segurei-me para não chamar o doutor, que ainda anotava alguma coisa em meu prontuário.

Harry cutucou minha barriga e nosso bebê mexeu rapidamente. 

“Ei, bebê?”

“Eu quero sentir os chutes, amor! Deve ser tão estranho!” Falei ainda olhando admirada para os movimentos desajeitados de nosso neném.

Ouvi a risada melodiosa de Harry e recebi um beijo rápido. O rosto dele estava sobre o meu e foi impossível não fitar o mar verde. 

“Posso falar uma coisa? Eu estou tão orgulhoso de você, lindo!”

Sorri e aceitei o beijo dele, não sei o motivo, mas resolvi aprofundar nosso contato. Minha língua foi a primeira a pedir passagem, Harry cedeu a mim sem relutar.

As batidas do coração do nosso bebê aumentou consideravelmente, o que me fez olhar assustado para Harry. Ele apenas tirou a umidade de minha boca e levou a mão para perto de meu coração. 

“O seu também está batendo forte!”

Corei todos os tons de vermelho, feliz até o limite. 

“Nosso neném gosta de quando estamos juntos, e eu também.”

Harry apenas me deu mais um selinho e encarou o médico que andava para nossa direção. Dr. Jeremy nos dava um sorriso simpático. 

“Então, já sabem se é uma menina ou um menino?”

“Eu não vi nenhum pintinho!” Harry disse meio animado e curioso, eu corei pela escolha de palavras dele.

O médico me olhou antes de encarar o monitor. 

“Bom, vejam só isto aqui.”

Depositei toda minha força no aperto a mão de Harry, meu coração bateu forte e minhas pernas tremiam. Senti o aparelho movendo-se contra minha barriga, meu bebê nadava de um lado para o outro, ele abriu um pouquinho mais as pernas e existia uma coisinha minúscula ali.

“Harry, esse é o pintinho do seu filho!” O doutor disse com certa parcialidade. Em mim, tudo dava voltas e tudo era externado em lágrimas.

Eu chorei sem culpa, pois tudo o que eu imaginava era o meu bebê vestido de azul, com os mesmos olhos de Harry. Depois, ele brincando no chão, dando os primeiros passinhos e caindo uma vez ou outra. Meu menino pedindo meu colo quando estivesse com medo. Ele seria meu mini Harry!

Mal senti o olhar de Harry em mim, existia um brilho diferente nos olhos dele, era pura felicidade. 

“É um moleque, Louis!”

Sorri entre as lágrimas, Harry as secou prontamente. 

“Eu sempre soube, não há como descrever minha alegria.”

Ele pegou meu pulso e o beijou, como um agradecimento. 

“Eu sou o homem mais feliz do mundo.”

A voz do Dr. Jeremy estourou nossa bolha feliz. 

“Parabéns, papais! O garoto de vocês é um poço de saúde.”

Harry me deu a mão para eu sair da maca, mas minhas pernas não me obedeciam. 

“Eu estou tremendo, se eu levantar, é capaz de eu cair.”

Ganhei o melhor sorriso que Harry tinha. 

“Eu também não estou diferente!”

Sentei-me na maca e arrumei minhas roupas, as lágrimas me deixaram horrível, mas aquele problema não era nada perto da emoção que eu sentia. Acarinhei minha barriga, louco para chamar meu bebê por um nome bonito. O primeiro nome de minha lista.

“Eu vejo vocês três daqui um mês, certo? Continue se cuidando, Louis!” O médico disse com um sorriso e passou as duas fotos impressas para a mão de Harry. Nós dois sorrimos ao ver uma fotinha de nosso menino com as pernas abertas.

Caminhei com certa letargia até o carro de Harry, ainda existiam os tremores em minha perna, Harry me enlaçou pela cintura e me conduziu até o banco do carona.

Olhei para a rua e custei a perceber que Harry me levava para o jornal. 

“Amor, eu não quero ir trabalhar hoje! A gente podia ir ver umas roupinhas, não é? Coisas para o quartinho...” Eu queria muito preparar o quartinho do meu bebê.

Harry sorriu de um jeito que poderia sair faíscas. 


“Saia daquele jornal idiota, por favor? Você não gosta de lá! Você não precisa ficar em casa dormindo e comendo, você pode fazer um tanto de coisa que você gosta.”

“Eu vou dar um jeito, tá?” Falei com sinceridade par ele. “Uh, acho que vou comprar umas coisas.”

“Eu tenho que trabalhar, amor! A gente pode fazer isto no fim de semana, eu queria escolher tudo com você.” Harry disse meio pedinte, fazendo bico.

Tirei meu cinto e me movi para beijá-lo na bochecha. 

“Eu não vou conseguir esperar, Harry! Prometo não comprar tudo, tá? Nosso filho vai nascer em julho, vai ser um calor desgraçado, não precisaremos de muitas coisas no início.”

Ele voltou atenção para a avenida, olhei as vitrines. Minhas roupas já estavam acabando, eu precisava urgentemente de coisas mais largas.

“Harry, posso ficar com o seu carro? Vou chamar Emma para me ajudar com algumas coisas.” Perguntei enquanto eu procurava o número dela em meu celular.

“Apenas me deixe no batalhão, eu volto a pé para casa.” Ele falou um pouquinho mais alto, sem tirar os olhos da pista e dos semáforos.

Harry virou a esquina para estacionar em frente ao batalhão de bombeiros, deixei escapar um sorriso ao perceber que eu nunca conhecera o local de trabalho do pai de meu filho.

“Vejo vocês à noite, te amo.” Ele disse chamando minha atenção, olhei-o e sorri verdadeiramente.

Rolei minhas mãos para o pescoço coberto pelo agasalho, meu beijo foi calmo e molhado. 

“Amamos você, bombeiro!”

Senti o toque dele em minha barriga. O calor da mão quentinha de Harry fluiu para minha barriga. 

“Eu preciso ir, fiquem bem!”

“Nós ficaremos.” Assegurei-lhe e pousei minha mão sobre a dele. “Até mais tarde.”

Beijamo-nos mais uma vez, demorando uma quantidade agradável de tempo. O barulho de nossas línguas se tocando me fazia ficar cada vez mais entregue. Terminamos meio sem fôlego, Harry estava com o rosto vermelho e eu estava zonzo.

Ele me deu as chaves do carro e pegou a bolsa no banco de trás, antes que ele saísse do automóvel, puxei-o pela camisa. 

“Amor?”

“Sim?” Ele respondeu um segundo mais tarde.

“Você sabe, é bom você trabalhar bastante, pois daqui dezesseis anos você terá que comprar mais um carro!” Ri a cada palavra que saiu de meus lábios.

Ele gargalhou para mim também, peguei o beijo que ele soprou. 

“Você é a parte rica do nosso relacionamento, baby!”

Pisquei para ele, sem conseguir parar de sorrir. 

“Tchau, bobo!”

Quando olhei, Harry já estava a três passos do carro, caminhando para dentro da corporação e aquilo me dava um puto orgulho. Ele estava indo salvar vidas e nada era mais nobre.







POV Harry








Olhei mais uma vez para o relógio, faltavam apenas quarenta e sete minutos para eu ir embora. Niall e Liam também pareciam cansados, o dia não fora um dos mais tranqüilos. A população estava estranhamente em perigo naquela tarde.

Niall alternava olhares entre mim e o celular, um sorriso engraçado estava no rosto dele. 

“Emma disse que Louis comprou mil coisinhas pequeninas e azuis e verdes.”

Meu sorriso escapuliu sem minha permissão. 

“Nosso garotinho está transformando Louis em uma pessoa completamente consumista.”

Liam, que apenas ouvia, decidiu intervir. 

“Se eu tivesse um bebê eu também seria assim, aquelas roupinhas são uma graça!”

Eu entendia a compulsão de Louis, eu também estava aflito para comprar tintas e arrumar o quartinho de nosso filho, o projeto parecia bom em minha cabeça e no papel, mas ficar bom na prática era uma história completamente diferente.

Era bom compartilhar coisas de meu neném com Liam e Niall, eles riam e diziam que eu parecia um retardado, mas eu não me importava. Era assim, meu filho me fazia sorrir sem motivos. E aquele não era um grande problema!

Meu nível de concentração já não estava tão bom, mas quando o alarme da sirene soou alto, meus tímpanos protestaram e minha primeira reação foi ficar de pé. Liam e Niall fizeram o mesmo, se fossemos cães, nossas orelhas estariam erguidas também. Concentrei-me no chamado, um incêndio criminoso do outro lado da cidade.

A próxima ação foi correr para o caminhão, os equipamentos foram colocados em tempo recorde e, naquela situação, a pressa não era inimiga da perfeição. Ela sempre era nossa aliada, ser rápido e ter perícia. Agilidade e disciplina.

O fogo já atingia o segundo andar do sobrado, o trânsito já estava bloqueado e as ruas, sem acesso. Não havia aglomerados, o que era bom. Existia muita fumaça, mas nada me impediria de entrar naquela casa com quatro pessoas precisando de mim. Eu era a única esperança que elas tinham.


.



Ergui meu corpo e dei uma olhada em minha perna, estava feio e sangrando, mas nada que eu mesmo não resolvesse.

Voltei para a corporação, machucado e com a roupa rasgada. Peguei meu celular e encontrei uma chamada perdida e uma mensagem de Louis.


Volte logo para nós, Harry! Seu filho está com saudades, bom, eu também estou. Amo você!

L.


O teor da mensagem me fez sorrir e me esquecer da dor. Controlei-me para não correr para casa, lembrei-me então que eu estava sem carro e que eu teria que ir a pé. Caminhei lentamente pelas ruas movimentadas de New York, o trajeto não era extenso, para a minha sorte.

Minha calça cobria a ferida, eu não queria que Louis a visse, chequei mais uma vez meu estado e girei a chave na fechadura.

A sensação de estar em casa era uma das melhores, saber que eu já tinha comprido meu propósito do dia e que agora eu poderia aproveitar meu tempo com meu filho e com Louis. Ele nem parecia ter notado minha chegada, Louis estava no telefone e traçava círculos na própria barriga, sorrindo amplamente e deitado no sofá.

Fui até ele, beijei-o nos cabelos e afaguei a barriguinha saliente. 

“Só vi sua ligação agora.” Falei baixinho, querendo não incomodá-lo ao telefone.

Louis me deu um aceno de concordância e, depois, abriu uma seqüência de sorrisos envergonhados. 

“Oh, sim! Ele vai ser igualzinho ao Harry!”

Então eu descobri que Louis conversava com minha mãe e que, provavelmente, eles falavam sobre mim. Sentei-me ao lado dele no sofá, minha careta de dor fora imperceptível.

Louis veio para deitar a cabeça em meu ombro, antes ele deixou um beijo rápido em meu queixo. 

“O médico disse que ele é super saudável e bem agitado, não vai demorar em eu sentir os chutes.”

Peguei o olhar de Louis, o azul estava cheio de brilho e amor. 

“Quer falar com Harry? Ele acabou de chegar!”

Peguei o telefone da mão dele, tinha tempo que não conversava com minha mãe e, depois de um dia conturbado, nada era melhor que palavras maternas. 

“Mãe?”

“Harry, filho, quanto tempo? Como você está? Deu tudo certo no trabalho? Eu estou tão feliz sobre meu netinho, Louis disse que você é completamente encantado com essa criança, isso me deixa tão contente!” Minha mãe disse tudo rápido demais, eu sentia a emoção em cada sílaba.

Puxei Louis para o meu colo e acarinhei a barriga coberta. 

“Eu amo demais meu bebê, mãe!”

Louis me beijou sem aviso, os lábios moveram sobre os meus e desceram para o meu pescoço. Voltei atenção para as palavras de minha mãe, o que era meio difícil frente as investidas dele.

“Você passou bem o dia? Não sei, fiquei preocupada com você, seu pai disse que é besteira...” Anns falou mais baixo, surpreendi-me com as palavras. Eu nunca entenderia o sexto sentido da minha mãe.

Olhei rapidamente para Louis, eu não queria deixá-lo preocupado, mas era impossível não sanar a dúvida de minha mãe. 

“Uh, o dia foi um pouco complicado, nada para você se preocupar, só minha perna está meio feia.”

No mesmo instante, Louis correu para a ponta do sofá. A barriga chegou primeiro que ele. As mãos curtas ergueram minha calça e ele fez uma caretinha. 

“Está horrível, amor.”

“Seja cuidadoso, Harry, por favor, sim? Eu não suporto a idéia de alguma coisa acontecer com você.” Anne disse do outro lado, cheia de preocupação.

Um gemido escapuliu ao sentir os dedos de Louis traçando a ferida. 

“Mãe, eu vou dar um jeito em minha perna, depois conversamos mais, ok? Amo você.”

“Também, Harry! Mande beijos para Louis e cuide de meu netinho, sim?” Ela disse por fim, a ligação encerrou-se logo depois.

Louis ainda olhava para o meu machucado, o semblante dele era preocupado e admirado. 

“Conte-me a loucura que você fez hoje!”

“Eram dois irmãos, o teto caiu sobre minha perna e eu não sei como, os tirei de dentro de casa.”

Louis deu um sorriso sincero, o brilho dos olhos azuis chegou a mim. 

“Eu morro de orgulho de você, sabia?”

“Eu deveria ter chegado mais cedo, ter salvado os pais deles...” Falei meio melancólico, lembrando-me da cena.

Ele me puxou para o quarto, caminhei devagar atrás dele. 

“Eles morreram?”

“Quando eu cheguei, eles já estavam mortos, não tinha o que fazer.” Explique-lhe evasivamente.

“Isso é tão triste, Harry! Eu não gosto quando você fala assim; não foi culpa sua, ok? Eu sei que você deu o seu melhor, mas nem sempre as coisas saem do jeito que planejamos.” Louis falou vidrado em meus olhos, a corrente de sempre se formou e eu soube que ele estava certo.

Beijei-o rapidamente, agradecendo pelo alento. 

“Vou tomar banho e limpar minha perna.”

“Ei, eu faço isso por você!” Ele disse mais alto e me levou para o banheiro, desceu minha calça com um cuidado sobrenatural, sem encostar um milímetro de tecido em meu machucado.

Olhei-o com ar interrogativo. 

“Vai me dar banho?”

“Por que não?” Ele me lançou divertido, piscando para mim.

Eu mesmo puxei minha camisa para fora de meu corpo, antes de jogar as peças para o lado, peguei as fotinhas de nosso filho e as dei na mão de Louis. 

“Temos que colocá-las na geladeira depois.”

Louis olhou a imagem e me dava sorrisos bobos. 

“Ele é tão pequeno, né? Tão inocente e indefeso.”

Eu entendia as palavras, ele era um anjinho, apenas. Cheio de doçura e inocência. 

“Ele é tão nosso!”

“E ele tem um pintinho!” Louis gargalhou no fim, não entendi o motivo de ele corar fortemente.

Olhei para o meu corpo nu e, inevitavelmente, fiz comparações descabidas. Louis seguiu meu olhar e, no fim, rolou os olhos. 

“Seu pau gigante também já foi daquele tamanho, Harry! Sua mãe foi quem disse!”

Abri e fechei minha boca, o calor queimou a ponta de minhas orelhas. Por que diabos Louis falava sobre meu pau com minha mãe, com minha mãe, porra? 

“Eu não acredito que você fez isso, Louis!”

Louis, que estava ajoelhado em minha frente, subiu o rosto e me jogou um sorriso divertido. 

“Não queira saber o que eu e sua mãe discutimos, você foi um adolescente tão idiota, amor.”

Decidi ignorar aquele ponto, eu não queria mais constrangimento. Senti a água caindo sobre a extensão do machucado e aquilo ardia pra caralho. Depois, Louis lavou a secreção, o sabonete fez arder ainda mais. No fim, o aspecto já não estava tão horroroso, Louis olhou mais uma vez e resolveu lavar tudo de novo.

Uns gemidos saiam sem minha permissão, o que fazia Louis ser mais cuidadoso. Sua camisa estava molhada na barra e o cabelo sedoso também estava meio bagunçado. E, mesmo assim, ele estava lindo e cuidando de mim.

Louis ergueu o corpo e parou com o rosto a milímetros do meu. 

“Você consegue terminar de tomar banho?”

Eu não permitiria que ele me deixasse sozinho naquele banheiro. Movi meu corpo para o dele, ainda sem encostar; minha mão estacionou no quadril largo. Era um golpe baixo, mas dei meu melhor sorriso para ele. 

“Você não precisa ir, baby.”

Ele suspirou baixinho e entreabriu os lábios, um convite descarado. Ele migrou as mãos para os meus ombros e braços, perguntei-me o motivo para ninguém começar aquele beijo.

Rocei meus lábios sobre os dele sem, efetivamente, beija-lo. Minha boca foi para o pescoço dele, apenas para provocar e irritá-lo, fiz uma pequena marquinha abaixo da orelha, daquelas que ficariam roxas depois. 

“Não quer ficar aqui comigo?”

Ouvi um pequeno gemido, foi a deixa para eu puxar Louis para debaixo do chuveiro, ele gritou ao entrar em contato com a água morna. 

“Harry!”

Sorri perto do ouvido dele, fiz uma linha de beijos até os lábios vermelhos, eu já estava cansado de protelar nosso beijo. Era impossível não morder e sugar o par de lábios, Louis fez o mesmo com os meus. Ambos ofegavamos e queriam mais.

Louis soltava gemidos entre os beijos, as mãos estavam em minha barriga, mas ele nunca as desciam para onde eu mais precisava. Rolei meus toques para as costas dele, descendo e deixando apalpadas na bunda durinha e grande.

“Você está me molhando inteiro!” Ele disse enquanto se dedicava ao meu pescoço. “Essa camisa é nova, sabia?”

“Isso não é um detalhe importante!” Falei antes de um gemido longo, os dentes de Louis faziam um trabalho bom pra caralho em minha pele.

As mordidas vieram para meu queixo, meus olhos encontraram com os dele, existia muita volúpia na imensidão azul. 

“Aproveite o banho, tá?”

Olhei-o atônito, sem entender os motivos para aquele charminho. Louis nunca me deixava na mão. 

“Você é a pessoa mais malvada que eu conheço!”

Ele sorriu e me deixou sozinho dentro do box, eu me perdi no quadril quebrando de um lado para o outro. Voltei para debaixo do jato de água, a dor que estava na perna, subiu para o meio delas. E, no fim, não era uma dor tão ruim assim.

Procurei por Louis no quarto e na cozinha, mas ele não estava por ali. A segunda porta do corredor estava aberta, eu sorri grande ao ver a cena bonita. Ele estava encostado na parede olhando uma pequena roupinha verde claro.

Fiz barulho para ele me notar, Louis virou-se lentamente e sorriu. 

“Não te vi aqui.”

Mesmo sem ser convidado, me juntei a ele. Existiam algumas sacolas no chão, o quarto estava limpo e sem poeira. 

“Comprou muita coisa?”

Louis corou graciosamente, antes de me responder, ele escorregou para se sentar no chão e eu fiz o mesmo. 

“Não muita, preferi fazer uma listinha com a ajuda da sua mãe, a gente pode comprar no fim de semana, assim como os móveis.”

“Sabe, eu fiz um projeto para esse quarto, aprendi a desenhar vendo minha mãe, quer ver?” Joguei tudo de qualquer jeito, a verdade era que eu fizera dois desenhos, ou duas plantas mal feitas, não sei. Uma para um quarto de menino, outra para um quarto de menina.

Ganhei um sorriso doce e um afago em meus cabelos. 

“Claro que quero!”

Corri até nosso quarto, peguei o papel amassado dentro de uma gaveta. Olhei para o meu próprio trabalho. Era óbvio que eu não tinha um talento nato para aquilo, mas também não era um desenho horrível. Ali tinha o esboço do bercinho, da cômoda, de todos os enfeites que seriam colocados na parede.

Entreguei-o à Louis, ele olhou minuciosamente cada centímetro da folha, depois, os olhos varreram o cômodo vazio. E, então, ele deixou cair uma lágrima.

“Vai ficar perfeito, Harry!” Ele disse baixinho e secou a lágrima com as costas da mão. “Como você conseguiu imaginar isto?”

Beijei a região ainda úmida. 

“Eu também não sei, jura que gostou?”

“Eu amei cada parte! Nosso filho vai amar o quartinho que você fará para ele.” Louis disse e enlaçou a mão em meu pescoço, ganhei uma série de massagens fraquinhas.

Ele me buscou para um beijo, fora calmo e doce, cheio de amor. 

“Você disse que eu poderia escolher o nome de nosso bebê, eu já tenho um. Quer saber qual é?”

Eu ainda queria discutir aquele ponto com Louis, pois eu também tinha um nome para o nosso neném. 

“Eu também tenho um.”

Ele me deu um último selinho. 

“Qual é?”

Minhas bochechas queimaram sem minha autorização, eu busquei boas palavras para explicar minha sugestão. 

“Eu pensei em Mark.”

Louis piscou duas vezes, a segunda trouxe um par de lágrimas. Ele me abraçou de um jeito forte, prendendo-se a mim. 

“Por que o nome de meu pai?”

“Eu queria muito ter conhecido seus pais, lindo. Sei que eles foram pessoas incríveis, se eu pudesse, eu voltaria no tempo e te conheceria antes e teria evitado tudo que aconteceu. Nosso bebê vai amar ter o nome do avô.”

Ele me ouviu atentamente, o choro era tímido. Senti as pontas dos dedos traçando o contorno de minha bochecha, o rosto de Louis estava colado ao meu, era muito fácil sentir a respiração quente contra minha pele.

“Você é doce, Harry. Eu te amo tanto por isso, meu pai iria te amar como genro.” Louis disse baixo, arquitetando as próximas palavras. “Isso só me faz ter mais certeza do nome que eu quero para o nosso filho.”

“Não vai aceitar minha idéia?”

Louis não me respondeu, apenas não tirou os olhos dos meus, sorri ao perceber a corrente indissolúvel se formando. 

“Eu quero que ele se chame Gael! Gael Edward Tomlinson Styles.”

Foi a minha vez de piscar encabulado, processei as palavras numa velocidade pífia. Encarei Louis sem saber o que dizer. Um sorriso perfeito se desenhou nos lábios dele e meu silêncio o fez continuar.

“Eu quero que ele tenha seu nome, Harry! Nosso filho vai carregar o nome do homem que me deu tudo. Você, Harry Edward, me faz a pessoa mais completa do mundo. Você me deu uma família, você me ama de todo coração, só você sabe me fazer sorrir e chorar de emoção. Você é um homem incrível, mesmo morrendo de medo por você, eu amo saber que você salva vidas. Ninguém cuida tanto de mim como você.”

Eu ouvi cada palavra em silêncio, concentrado no azul que brilhava no rosto já brilhante. Era impossível acreditar que Louis estava dando meu nome ao nosso filho.

Os dedos curtos passaram logo abaixo de meus olhos. 

“Eu não quero que você chore, amor.”

Minha piscadela fez uma lágrima solitária rolar por minha bochecha quente. 

“Eu não mereço tanto, Louis!”

“Você merece muito mais, Harry! Não há como você discutir ou refutar, nosso bebê será Gael Edward Tomlinson Styles.” A voz de Louis era quente e feliz, impossível não ser contagiado.

Nós nos beijamos sem qualquer receio. Naquele beijo eu depositei tudo o que eu sentia por ele, toda devoção que eu tinha. 

“Eu te amo, Louis.”

“Eu também te amo, muito.” Ele disse contra meus lábios. Para tomar fôlego, descansei minha testa na dele. Louis me encarou e sorriu. “Nós te amamos!”

Era instantâneo, minha mão guiou-se para a barriga dele. 

“Oi, Gael!”

Louis olhou para o carinho que eu fazia nele, recebi um carinho gostoso em minha nuca e um beijo perto de meu queixo. 

“Tenho mais novidades para você.”

Levantei-nos e carreguei Louis sobre meus pés até a sala. Ele me fez sentar no sofá e buscou alguma coisa no quarto. Olhei curioso para o notebook que ele segurava nas mãos.

Dei espaço para ele se sentar ao meu lado, Louis abriu o note e vidrou os olhos na tela até abrir um arquivo. Eu li cada linha cheio de felicidade.

“Uh, acho que você gostou de minha decisão, certo?” Ele perguntou sem esconder o sorriso. “Sabe, eu não sou feliz fazendo o que faço, eu tenho pensado muito no que eu quero para minha vida. E eu quero uma loja de doces!”

Meu sorriso não evidenciou minha completa satisfação, nada seria condizente com o que eu sentia. Reli as linhas, os tópicos beiravam os assuntos financeiros, o quanto de capital Louis investiria, o que precisaria para começar, um bom local em Chicago.

Peguei o rosto delicado em minhas mãos. 

“Isso vai ser um sucesso!”

Minha fala desencadeou sorrisos em Louis, ele abriu outros arquivos, li várias receitas. 

“Essas são as receitas que eu mais gosto, tem de bolo, de torta, de bombom... Vou testar todas e você vai provar, sim? Tentarei pensar em outras combinações, não vou voltar mais para aquele jornal, vou matar meu tempo pensando em novas receitas.”

“Eu gosto de tudo que você cozinha, minha opinião vai ser completamente parcial.” Adverti-o, pois eu era totalmente inclinado as comidas que ele fazia para nós.

“Acho que vai demorar um pouquinho, pois não quero que Edward fique sem mim, sem contar que precisamos nos mudar para Chicago.” Louis expôs um tópico importante.

Coloquei o computador ao nosso lado e puxei Louis para o meu colo. 

“Falando nisto, vou resolver minha transferência em breve, tá?”

“Uhum!” Ele disse meio pensativo. “Quer comer antes de dormir? Preciso fazer um curativo em sua perna.”

Minha mente foi inundada de lembranças de um passado recente. Lembrei-me de todas as vezes que Louis limpou meus machucados, que cuidou de meu punho fodido. Ganhei um tapinha em meu ombro. 

“Está pensando o mesmo que eu?”

“Definitivamente!” Falei rápido, caminhando para o quarto.

Louis pegou a caixinha de primeiros socorros, ele tirou faixas e gazes. 

“Deite-se!”

Fiz o que ele pediu, eu já tinha me esquecido da dor, então não foi muito ruim quando Louis fez, cuidadosamente, o curativo. Joguei minha perna para fora da cama e fui pegar nossas mantas.

Deitei-me na cama, dormir de conchinha fora uma solução perfeita para nós, daquele jeito a barriga de Louis ficava de lado e não atrapalhava a dormir, eu ficava confortável. E era uma ótima maneira de nós começarmos com nossas provocações, mesmo sabendo que ele já estava morrendo de sono.

Ele sorriu baixinho e traçou uma linha de beijos até meu lóbulo, os dentes demoraram em minha pele. 

“Amo você, bonitão.”


Notas Finais


Então, o que me dizem sobre o pequeno Gael Edward Tomlinson Styles? *-* Gostaram, detestaram? Deixem-me saber, ok?

Até logo xx


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